Lei Seca Aplicada com Bom Senso e Tolerância Zero de Álcool para Motorista – Quando Houver Alternativa de Transporte Decente 24 horas por dia

Sou a favor da lei seca, desde  que ela  seja aplicada com mais bom senso e, principalmente, que se forneça trasporte público de qualidade.  Por transporte público de qualidade, entenda-se  metrô 24 horas por dia, substancial melhora dos ônibus comuns e  a volta dos ônibus executivos, como os que havia no final da década de 70, igualmente 24 horas por dia. Para os mais jovens, os ônibus executivos que, aliás, tiveram vida curta, eram ônibus muito limpos, confortáveis  silenciosos que ligavam os bairros ao centro da cidade.

Nas blitz, além do teste do bafômetro,  deveria haver profissionais da área de saúde que aplicariam outros testes complementares para determinar se o motorista está ou não em condições de guiar.  Esse profissional da área de saúde transmitiria ao responsável pelas blitz o seu veredito a respeito de cada motorista.  O motorista só seria punido se o teste do bafômetro e o parecer do profissional de saúde determinassem, de forma cabal, impossibilidade de dirigir.

Neste momento, enquanto estiverem sendo viabilizadas  essas alternativas (metrô 24 hs, ônibus executivos e os etcs acima), mandam o bom senso e a lógica que seja feito o sugerido no parágrafo anterior.

A partir do momento em que  houver Transporte Público de qualidade 24 horas por dia, pode e deve ser adotada  Tolerância Zero de álcool para motoristas.

TV Globo Se Acha…

O Jornal Nacional realizou, durante essa semana, série de reportagens para mostrar como estão  preparativos/obras nas  sedes da Copa de Futebol das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo de Futebol em 2014, que serão realizadas no Brasil.

Adivinha como os apresentadores do Jornal e repórteres se referiam a essa série de reportagens.

Eles diziam que era a Blitz do JN no Ar.

Blitz, de acordo com meus dois dicionários  Aurélio (versão eletrônica e versão impressa), que vem do alemão Blitzkrieg, guerra relâmpago,  quer dizer “batida policial de improviso e que utiliza grande aparato bélico.”

Não precisa empenhar muito esforço de raciocínio para concluir o óbvio: Jornal Nacional e TV Globo se arvoram entidades oficiais, com poder de polícia, inclusive.

Como diz com muita propriedade a garotada de hoje, e só usando termo de garotada para definir tamanha pretensão: A TV Globo se acha!!!

A Sóbria Pastora, Filha dos “Doidões” Pepeu e Baby Consuelo, – Choque de Gerações e Historinha para dar Risada!!!

Reportagem de hoje na Folha de São Paulo, com direito à chamada na primeira página, mostra  Sarah Sheeva, filha de Baby Consuelo e Pepeu Gomes, que se tornou pastora de prestígio com uma legião de seguidoras.  Na noite da última terça-feira, quase três mil mulheres foram assistir às suas pregações contra as “cachorras” e o sexo antes do casamento.  De roupas absolutamente sóbrias,  a bela  Sarah, diz que, depois de ter sido ninfomaníaca, está há dez anos sem sexo e nove sem beijar.  Curioso é que sua  doutrina prega a abstinência do sexo antes do casamento, mas depois…. depois pode tudo!!!  Uma seguidora diz: “Agora, sexo lá em casa é de manhã, de tarde  e de noite. Voltei para casa uma princesa.  Meu marido adorou!!!” (as últimas  exclamações são por minha conta!!!)

Isso me faz lembrar alguns episódios. Há mais de vinte anos, Baby uma filha adolescente (tenho quase certeza, que se trata dessa moça) um outro filho adolescente e um outro filho bem pequeno  foram ao programa do Jô.  Baby estava vestida com roupas muito loucas e o filhinho  era uma miniatura de Pepeu, salvo engano, até com cabelo pintado!!! Baby só falando loucuras.  Os filhos mais velhos, ao contrário, estavam com roupas absolutamente sóbrias, expressavam-se muito bem e não abusavam de gírias.  O máximo o contraste entre Baby, o pequeno e os dois adolescentes.

Acho que é aquela velha teoria de que uma geração contesta a anterior.  Pais caretas têm filhos “loucões” e vice-versa.

Voltando aos filhos mais velhos da Baby e Pepeu.  Eu pensei na ocasião mais ou menos o seguinte: é lógico que esses jovens têm que ser ajuizados.  Se eles não segurarem a onda, eu duvido que a Baby e o Pepeu vão se lembrar de comprar pão, leite e essas coisas prosaicas…

Aliás, achei curioso, o Jô, que havia escrito uma vez um artigo na Veja exatamente sobre essa coisa de uma geração sendo o oposto do que foram os pais, não ter explorado mais o tema.  Na ótima crônica do Jô, lembro-me bem, ele contava o episódio de um jovem “careta” indignado com as atitudes doidonas do pai.   O pai diz assim:

– Deixa sua mãe voltar de Katmandu para onde ela foi com a amiguinha dela que eu vou contar tudo isso para ela!!!  Você vai ver!!!

O jovem diz qualquer coisa e quando faz menção de que vai embora  o pai fala:

– Quer ir embora, pode ir, mas deixa R$ 100 para o velho aqui!!!

Agora, passagem minha com Baby e Pepeu.

Fins da década de 70 ou começo da década de 80.  Jornal “O Trabalho” (leia-se Libelu pós universidade), que sempre contou com minha simpatia, na USP e depois, promove  show em  teatro em rua absolutamente deserta na Vila Mariana,  com Baby e Pepeu para arrecadar fundos.

O brilhante Paulo Moreira Leite abre a noite com seus empolgadíssimos discursos de sempre contra o Regime Militar.  Termina o discurso e anuncia Baby e Pepeu.

Ela entra no palco e já vai logo dizendo:

– Eu não concordo com nada do que esse cara falou.  Eu sou da cosmocracia.  A integração com o cosmos. Repetiu que era de correntes místicas e que discordava de tudo o que foi dito.

Ora, se não concordava, por que aceitou fazer o show???

Pois bem, terminado o show, um dos organizadores me pergunta se eu poderia levar a Baby e o Pepeu para o Hotel.  Comentei com ele que levaria para ajudá-lo, já que não gostei nem um pouco da atitude dela.  O organizador me apresenta para os dois e diz que lhes daria carona de volta..  Pepeu ainda pergunta que carro eu tinha.  Disse que era um Opala.  Ele fala:

– Que ótimo,  vão caber todas as minhas guitas* no porta-malas!!! (obs:Guitas são guitarras, para os íntimos)

E a Baby, posando de estrela, fazendo charme para uma jornalista que queria  marcar entrevista com ela e deixando claro que a coisa ia se prolongar muito até ela resolver ir embora.  Falei para Baby  se apressar porque eu estava com sono e me levantava cedo no dia seguinte.  Pois não é que ela pegou na minha bochecha e falou se divertindo:

– Que bonitinho… ele tá com soninho….

E continuou lá, fazendo charme, enrolando e toda hora me caçando com os olhos  para ver se a carona ainda estava disponível!!!

Sem mais nem menos, fui-me embora.  Até hoje não tenho idéia como Baby, Pepeu e suas guitas  daquele lugar deserto conseguiram chegar ao hotel!!!

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Assista ao vídeo do culto Sarah clique aqui

Agora veja o Contraste – Vídeos de Baby, mãe da Sarah – Clique aqui e vá abrindo cada um

Vídeos de Pepeu, Pai da Sarah – Clique aqui

Quem o Ladrão Pensa Que Está Dentro de Um Carro com Insulfim??? Um Avestruz!!!

Minha ojeriza aos vidros nigérrimos dos carros é tão grande que me fez escrever ontem texto praticamente idêntico ao que havia escrito há exatos trinta dias.  E eu ainda não estou gagá!!! Aliás, no  próprio texto de ontem, há link para o anterior.

Uma pergunta, ou uma gracinha, que, igualmente, também já escrevi aqui:

O que os motoristas imaginam que os assaltantes pensam que está na direção de um carro – importado do ano ou Pois É da década de 70 com insulfilm – ??? Um avestruz???

Desde que tirei carteira de motorista aos 18 anos, sempre fui  camarada  no trânsito.  Bastava o motorista que queria entrar na minha fazer qualquer gesto ou mesmo olhar para mim que eu fazia sinal para ele passar.  Hoje se  um carro, com esses vidros pretos,  que está estacionado começando a se movimentar ou outro que quer mudar de fila na minha frente, eu nem me importo.  Eu não paro.  Não dou passagem mesmo!!!

Como posso saber (1) se ele está realmente querento entrar na minha frente?

Como posso saber (2) se ele está vendo que eu estou lhe  permitindo a passagem?

Como posso saber (3) até mesmo se existe um motorista dentro do carro, já que não tenho condições de ver coisa alguma?

Aliás, de certa forma, estou até contribuindo com o objetivo dele que é o de não ser visto.  Eu não só não o vejo, como o ignoro!!!

40.610 mortos no Trânsito em 2010. Os Vidros Nigérrimos Não Têm Qualquer Responsabilidade Nisso??? Duvido!!!

Em 2010,  acidentes de trânsito mataram 40.610 pessoas no Brasil, 111 por dia,  8% a mais do que em 2009 e número récorde nos últimos 15 anos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Como perguntar não ofende, quantas dessas mortes não terão sido causadas, de alguma forma, por essa proliferação de vidros nigérrimos nos automóveis, ônibus e talvez até caminhões???

Há teoria  segundo a qual alguém pode enganar algumas pessoas o tempo todo, mas que é impossível enganar todo mundo o tempo todo.

Pois bem, é absolutamente inconcebível que nenhuma autoridade tenha proibido de uma vez por todas esses vidros nigérrimos. Há de se supor que para guiar com segurança é necessário enxergar com perfeição.

Será que eu estou igual àquela mãe que foi ver o filho marchar na parada de 7 de setembro?   A mãe  comentou com a amiga que a acompanhava:

– Olha lá, o batalhão inteiro está fora do passo.  Só o meu Zezinho é que está no passo certo???

Se eu estiver igual à mãe do Zezinho, podem me indicar tratamento que eu sigo à risca.  Entretanto, se eu estiver certo, pede(m) o bom senso, e até a preservação de vidas,  que alguma providência seja tomada,  e esses malditos vidros pretos banidos das vielas, ruas, avenidas e estradas brasileiras.

Quem se sentir inseguro de ser visto e reconhecido na rua poderá guiar de óculos escuros e turbantes, conforme já sugeri em texto anterior. Se quiser ler, clique aqui

Talvez nem Beckett, no seu teatro do Absurdo,  tenha imaginado que algum dia se poderia dirigir não tendo 100% de visibilidade assegurada e obrigatória.

Veja no Youtube trechos  de Samuel Becktett e conclua você mesmo se o Teatro do Absurdo consegue Ser Mais Absurdo do que Guiar Sem Enxergar!!!  Clique aqui . Se há algo parecido, não sei;  mas, certamente, se trata de um dos aburdos mais devastadores que existem no mundo atual!!!

Complexo de Vira-Lata é Coisa Antiga, Atesta o Leitor Sidney Barbosa

Uma vez mais, sinto-me obrigado a transformar comentário do do assíduo   leitor  e  divertido Sidney Barbosa  em Post.  Agora,  as perspicazes  teclas de seu computador  metralham o Complexo de Vira-Lata que acometeu até o nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.   Particularmente, eu acho que esse acirramento do complexo de Vira-Lata tem menos de quarenta anos.   Digo, acirramento dos aspectos ridículos da coisa.  Já para o Sidney, isso é coisa dos tempos coloniais.  Acho que ele está certo e eu também.  Começou lá atrás fraquinho, mas hoje é avassalador e insuportável de tão rídiculo.

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Rápidas Considerações e Histórico do Complexo de Vira-Lata – Por Sidney Barbosa.

Mayr, vou brincar de escrever. Nelson Rodrigues era incrível, leia mais sobre o complexo de vira-lata que ele diagnosticou, (como um psiquiatra/analista de nossa sociedade classe média, nos contos “A vida como ela é”),  sobre o  qual ele  gostava de zombar:

“Ou expulsamos de nós a alma da derrota ou nem vale a pena competir mais. Com uma inferioridade assim abjeta, ninguém consegue nem atravessar a rua, sob pena de ser atropelado por uma carrocinha de Chica-Bon.” (artigo na Manchete Esportiva, 19/5/1956 – do livro “A pátria em chuteiras – Companhia das Letras).

Muitas vezes o cronista fazia esforço para levantar nossa auto-estima e usava e abusava da imagem do futebol:

“Olhem Pelé, examinem suas fotografias e caiam das nuvens. É, de fato, um menino, um garoto. Se quisesse entrar num filme da Brigitte Bardot, seria barrado, seria enxotado. Mas reparem – é um gênio indubitável. Digo e repito – gênio. Pelé podia virar-se para Michelangelo, Homero ou Dante e cumprimentá-los, com intima efusão: “Como vai, colega?”. (idem, crônica de janeiro/1959 – edição especial da Manchete Esportiva).

Esse defeito de caráter ataca e é celebrado principalmente a classe média brasileira e as pessoas que orbitam a sua volta, nas reuniões sociais onde se busca de “estatus”. Nesse ambiente onde um suspeita do outro, mas na qual gostam de comparecer e mostrar aos seus pares as suas conquistas materiais (carros, jóias, roupas, etc). Também é onde gastam um dinheiro que lhes faz falta para se confraternizarem com pessoas das quais não gostam.

O povo, o povo mesmo, esse que anda de busão, que trabalha, de mãos calejadas, roupas sujas da labuta, que mata um leão por dia para alimentar a família e manter a própria dignidade, ama, ama muito o Brasil e, nem um pouquinho se sente inferiorizado. Longe disso, este povo ama o seu povo e a cultura brasileira. Ama tudo o que é do Brasil, embora ele, governado por outros interesses, muitas vezes lhe faça mal. Mas é essa classe laboriosa que constrói a pátria, a cidadania e luta pelos seus direitos.

A classe que sofre de CVL, (formada em parte por pessoas que acham que um diploma universitário é suficiente para colocá-los no Monte Olimpo, mas não fazem esforço para galgá-lo – “cacête, que língua a nossa! Galgá-lo !!”), conhece o mundo através de pacotes turísticos de sete dias pagos em doze prestações, passa a vida a olhar aquele espelho e a se chamar entre si de “excelência”, enojada de nossas coisas.

Pois bem, se já não me perdi no diálogo, vamos em frente. CVL é coisa antiga. Vem lá da época colonial. “Ajunte-se a isto a natural desafeição pela terra, fácil de compreender se nos transportarmos às condições dos primeiros colonos… não havia pendor a meter mãos destinadas aos vindouros; tratava-se de ganhar fortuna o mais depressa para ir desfrutá-la no além-mar. … Desafeição igual à sentida pela terra nutriam entre si os diversos componentes da população” (“Capítulos da Historia Colonial” – Capistrano de Abreu – série Pensamento Brasileiro – Editora Itatiaia). Chega de citação, né !, tá ficando chato.

Daí que isso vem há tempo; e, de tempo em tempo aparece coisa nova pra aborrecer quem ama de fato o Brasil e que trabalha por ele e quer deixar para os filhos e netos algo melhor e mais igualitário do que recebemos.

Agora, encasquetaram com Lula e seu modo de falar. Como se não fosse normal que um presidente que veio do povo falasse a língua do povo. Mas essa mesma classe, (pseudo erudita, que ama o poeta Manuel Bandeira e lamenta que ele não escreva em francês),  esqueceram de ler o seu poema: “A vida não me chegava pelos jornais nem/ pelos livros./ Vinha pela boca do povo, na língua errada/ do povo./ Língua certa do povo./ Porque ele é que fala gostoso o português/ do Brasil./ Ao passo que nós/ o que fazemos/ é macaquear/ a sintaxe lusíana.”

Também não faz muito, a moeda do real copiou o dólar americano “In god we trust”. No Real colocaram “Deus seja louvado”. Contudo, nossa geração, que passou pelas diversas crises econômicas e sofreu os diversos planos econômicos queriamos mesmo que contivesse algo como “Is what God wants”, ou “Seja o que Deus quiser”.

Não vai aqui nenhuma critica à Deus e aos religiosos. Longe disso. Porque a este respeito, é nosso querido Nelson Rodrigues quem encerra o assunto: “O cara que não acredita em Deus merece passar a vida amarrado a uma perna de mesa, andar de gatinhas e condenado a beber leite numa cuia de queijo Palmira”.

Um abraço.

Sidney

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Mais algumas manifestações explícitas de Complexo de Vira-lata (CVL, para facilitar).   Há CVL na Ecologia, moda, negócios, entre milionários na praia, entre milionários no Campo, no Shopping,  Assolando Inteletuais e até duas honrosas exceções: Hering e Computadores  Positivo.  Clique aqui

Complexo de Vira-lata Não Poupa nem Ex-Presidente

Notícia da Folha de S. Paulo de hoje, com direito a chamada na primeira página,  informa que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teria sugerido  como lema do  seu partido, PSDB,  o slogan de Obama (Yes, we can) adaptado para “Yes, we care” .

Se for  mesmo verdade (já que não aparece entre aspas a citação)  que um ex-presidente do Brasil, intelectual de reconhecido prestígio em todo o mundo,  tenha sugerido  slogan em Inglês para seu partido político, é  sinal muito forte  de que o Complexo de Vira-lata é mesmo implacável.

Em tempo 1: Para uma ínfimíssima minoria dos mais de 190.000.000 de brasileiros, no máximo 50 pessoas (só mesmo fazendo ironia barata),  a tradução da pérola “yes, we care”, é algo como  sim, nós nos preocupamos.

Em tempo2: Complexo de Vira-lata – do qual falava Nélson Rodrigues, é  ” a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do mundo (…) o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem.”

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Stand Up Comedy do Fantástico é para Rir – Rir da Ousadia do Fantástico!!!

Stand-up Comedy, apesar do nominho em inglês, é ótimo   e eu adoro. Aliás, adoraria bem mais se dessem uma “abrasileirada” no nome, podia ser mesmo Comédia em Pé.  E deve estar na moda, porque no Fantástico – acabei da ver –  há um quadro que se chama O Stand-up Nosso de Cada Dia, ou algo parecido.

Pois bem, uma mulher engraçada falou de cantadas, inclusive como mulher feia pode  ficar com o ego fortalecido: basta passar em frente a uma obra cheia de operários que fatalmente levará cantadas ou ouvirá gracejos.  A moça mandou bem, como dizem os jovens de hoje.  O que estragou foi a edição que a Globo fez e distorceu o sentido da coisa.

Stand-up é o humorista, o microfone e o público.  O humorista  conta uma  ou mais histórias, mas não faz piadas.  É isso, nada além disso. O Fanático, digo Fantástico (piadinhas assim, ainda mais  velhas, não valem no Stand-up)  fez uma edição com a mesma humorista passando em frente a obra, se não me engano.  Já deixou de ser stand-up para ser o Pastiche de Stand-up.

Basta algo entrar na moda, que começa o processo de Pastichização.  Outro dia na programação de um Sarau estava previsto um número de Stand-up.  Pois não é que o cara teve a cara de pau de se vestir de Silvio Santos e ficar o tempo inteiro imitando o Sílvio Santos!!!

Um sarau dar essa distorcidinha ou até distorcidona , ainda vá lá, mas  a Globo, tenha a paciência!!!  E deveria ter  respeito pelo público e levar ao ar o que está propondo apresentar.

Veja o que o Fantástico Chamou hoje de Stand-up. Clique aqui

Agora veja alguns números de Stand Up.  Nesse link que indico abaixo  há uma infinidade deles.

Aliás, há um link para espetáculo de stand-up do Fábio Porchat que é ou já foi ator da Globo, excelente humorista, de certa forma, até contra-parente meu, já que o pai dele é primo- irmão da minha cunhada.

Parentesco ou semi parentesco à parte, note a diferença do que a Globo chamou de stand-up e o que é Stand up.

Clique assita a vários  e compare

Digo,  clique e assista, já que não há termos de comparação!!!

Adequações – O Talher de Peixe e o Ponto e Vírgula

Frase da minha amiga Alba Carvalho: Sou uma mulher que usa  ponto e vírgula*.

E eu, um sujeito que, mesmo sozinho em casa, usa os talheres de peixe para comer peixe.  Como eu digo1:  é o mesmo preço.  Como eu digo2: é nos detalhes que reside todo o charme.

O peixe fica mais gostoso e, no caso da Alba, os textos mais bem escritos.

Brilhante conferencista, conceituadíssimo professor da Unicamp, disse que talher de peixe é convenção boba, mera covenção.  Pode ser, mas acho indispensável; como também acho indispensável o ponto e vírgula ainda que eu viesse a saber que Machado de Assis era contra o seu uso.

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*Mais sobre o Ponto e vírgula (Aurélio Eletrônico):

Ponto e Vírgula (de acordo com a nova ortografia –  antes, era assim ponto-e-vírgula): Substantivo masculino. 1.Sinal de pontuação (;) que indica uma pausa mais forte que a da vírgula e menos que a do ponto final. [Pl.: ponto e vírgulas e pontos e vírgulas. Parece-nos preferível a 1a f. de pl., preconizada por Nélson Vaz.

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Daqui pra frente, junte-se a mim e  à  Alba: ponto e vírgula nos textos e talher de peixe para comer peixe.