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Questão de Coragem, ou de Falta de Coragem

Tanto, mas tanto, tempo que não escrevo aqui, que estou até sem graça.

Mil anos atrás fiz reportagem para o Folhetim sobre Pindura, prática dos Estudantes de Direito do Largo São Francisco de, no dia 11 de agosto,  jantarem ou almoçarem sem pagar.  Nessa matéria, um político contou que vontade ele sempre teve de dar um Pindura, mas faltava-lhe coragem.

Pois bem,  hoje comi em casa milho cozido debulhado com manteiga e sal.

A relação disso com o Pindura?

Tal qual o político, eu morria vontade de comer isso nos carrinhos de ambulantes  pelas ruas, entretanto, faltava-me coragem.  Espero que meu bom senso me mantenha sempre afastado desse milho e de outras barbáries que se comem pelas ruas e botecos de quinta, nessa gigantesca cidade de S. Paulo.

Quiser ler sobre o Pindura (vale a pena, na minha suspeita opinião), clique aqui

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Estou com praticamente uma centena – ou até mais –  de microcontos meus, escritos recentemente.  Vou começar a postá-los aqui.

Muro Tombado? Será?

No muro do Prédio Olympic Higienópolis,  P L A C A:

“Colabore!

Por favor NÃO PICHE este muro!

Vamos manter a cidade limpa e bonita!

Este muro é Tombado como Patrimônio Histórico.”

Se for mesmo verdade que se trata de “muro tombado”, quais os critérios usados para “tombar o muro como Patrimônio Histórico?

Óbvio que sou contra vandalismo, mas “muro Tombado”  é um pouco demais, convenhamos.  Ou, como dizem os que usam apenas  50 vocábulos para se expressar,  “muro tombado é um pouco demais, vamos combinar. (dá mal estar só de escrever).”

Dia Internacional da Mulher – Gracinha e Microconto

Dia Internacional das Mulher.  Parabéns a todas!

Bem, para comemorar a data, vou dar uma no cravo e outra na ferradura.

No cravo – reproduzo diálogo que ouvi há pouco no açougue que frequento.  Freguês pergunta o que o que o balconista iria dar de Presente para a mulher.  Ele responde que já havia comprado flores.  O freguês:

-Tá muito certo, precisa dar mesmo.  Eu também já comprei o presente da minha Mulher Inflável.

Agora, na ferradura.  Colo o microconto meu,  que postei em um grupo de escritores no Facebook em comemoração à data.

Lá vai:

Sonhava que algum dia o marido a levaria para dançar no Coreto da Praça, como fez  o da mulher da Música Valsinha do Chico Buarque.

Quem sabe no próximo 8 de março, ou  até mesmo no aniversário dela!

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Bonito, né?  Quiser ouvir Valsinha, clique aqui.

“Meretíssimos, Excelências – Data Vênia, Pensem Bem!”*

Notícia no Uol dá conta de que Juízes Federais convocam paralisação nacional em protesto pelo fim do auxílio moradia.

Quando eu era criança,  li ou ouvi:

“Não falte ao trabalho.  O patrão pode perceber que você não faz falta.”

Vai que a Sociedade perceba o mesmo que  o patrão da historia de quando eu era criança…

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*O Título é no Estilo Pomposo pois eles adoram Pompa

Piada Trágica

Machete principal do Estadão de Ontem:

“EXÉRCITO TEME QUE CRIME ORGANIZADO CONTAMINE TROPA”.

Piada:

Para curar homem gago, ele foi colocado em uma ilha em que todos falavam o idioma de forma absolutamente perfeita.

Dois anos depois, o sujeito não se curou; em compensação, a  população inteira da ilha havia se tornado gaga.

Parece que a piada, transforma-se em  realidade;  deixando de ser engraçada,  para ser trágica.

Constatação

Em reuniões sociais com pessoas inconvenientes, o segredo é ficar à margem; observar. Você não se expõe, não corre riscos. E tem lucro: esses tipos rendem ótimas histórias.

Recentemente me comportei  assim  e foi maravilhoso. Tá certo, ainda não produzi  um microconto, mas tive  motivo/assunto para boas  risadas em conversas com outros amigos.

E espero que eu e meu teclado transformemos isso em crônica.

Benfeito!

Há  poucas horas, atrás da Igreja São Geraldo, Barra Funda, São Paulo, Capital,  cachorro começou a latir compulsivamente (como eles   sempre fazem) para  sujeito mal-ajambrado que passava.  O cara não teve dúvida.  Pegou uma pedra imensa e partiu em direção ao cachorro.

Foi um tal de o cachorro se esconder nas pernas do dono e o dono e o cachorro correndo para dentro de casa, que só vendo.

Eu vi.  Eu adorei.