Microconto – Maju e o Adolescente.

Logo mais,  a bela Maju Coutinho na bancada do Jornal Nacional.

Bom momento para postar esse meu  microconto, modéstia à parte, bem bonitinho.

Em um dos grupos de microcontos de que faço parte, a palavra do dia era – Tempestade.

Lá vai o que escrevi:

 

Adolescente:

– Quando a Maju anuncia tempestades no fim de semana, fico imaginando eu e ela sozinhos ilhados em confortável chalé.  Juro que não levava celular, nem vídeogame, só levava eu mesmo!

CRÔNICA – Pra Deus Escutar

Se no dia a dia, a convivência com as pessoas já está complicada, que se dirá na praia, quando, como falava meu amigo Guengo, literalmente, os búfalos estão em férias?

• Cachorros pequenos perturbam gente grande, latindo;
• Cachorros grandes apavoram gente pequena, avançando;
• Bola de frescobol, na cara;
• Bola de futebol, no saco;
• A velha, ao celular, grita para a amiga que a neta não vai participar do torneio de natação porque está menstruada;
• Todos gritam tudo ao celular;
• Todos escutam pagodes no último furo;
• Cerveja a R$ 15,00 – e, note bem, Skol, e de latinha; consequentemente, fervendo.

Talvez haja saída, penso, não com meus botões, mas com os infinitos pingos de suor que não param de brotar dos meus poros – piscina do condomínio; eis a salvação.

Na piscina:

• Cachorros, desde PP a GG, dentro e fora da água.
• Não só bolas de futebol e frescobol, como petecas, discos de frisco, arco e flexa e bumerangues
• Quinze smarthphones, cada um com uma imagem; com uma música diferente; lógico, todos no volume máximo.
• Ninguém escuta pagode, muitos se deleitam no Karaokê de músicas sertanejas.
• A cerveja não é Skol e não tá fervendo. O síndico, crente, proíbe bebidas alcoólicas.

Desisto e vou para o apartamento. No Hall do prédio, o zelador me informa que os dois elevadores estão quebrados.

– Seu Paulo, acho que é até bom o senhor não subir, porque vários moradores, de todos os 20 andares, já interfonaram reclamando do seu vizinho de parede, irmão do síndico, que está ouvindo música gospel. Como ele é meio xarope, ele acha que, botando o som bem alto, Deus vai escutar, o que facilitará as coisas na hora do juízo final.  Aliás, não precisa ter o ouvido apurado de Deus; se o senhor for no outro corredor do prédio, o senhor vai ver que não é exagero meu, não.

Subo até o apartamento.

Desço, com minha mala enorme, os infinitos degraus.

Entro no carro.

Fila de automóveis , eufemismo para congestionamento, que começa na Avenida Beira Mar e termina na Avenida Pacaembu, a duas quadras do meu apartamento  em São Paulo.

Tiraram o Bode da Sala!

Às vezes, notícia para se comemorar.

Não haverá mais música nos vagões do metrô de São Paulo.

Lembra bastante a história/piada do bode, que muitos conhecem.

Em um país comunista, quatro famílias que dividiam a mesma casa foram reclamar para o Partido/Governo, que era gente demais para pouco espaço.  Partido/Governo não tiveram dúvida. Tucharam um bode para morar com  eles.

Um semestre depois, Partido/Governo tiraram o bode.

A Felicidade tomou conta das quatro famílias.

O fim da música nos vagões do metrô  é para mim  como se retirassem três bodes da minha casa.

Aliás, tenho frases a respeito do assunto.  Lá vão:

  • A música ambiente só faz infernizar o ambiente.
  • O inferno tem som ambiente.
  • Meu sonho: ser milionário, dar um walkman para cada um e desligar a música compulsória e compulsiva dos lugares públicos.
  • Não fazer barulho já é fazer muito.

Tenho muitas outras frases sobre música e barulho.  Ficam apenas essas.

Faço figas para as autoridades não terem recaídas e voltem atrás.    Meus tímpanos rezam!

Música para Deus Cuidar do Pé do Menino (Neymar).

Nos telejornais,  a notícia de que Neymar se emociona na festa de seu 27º aniversário ontem em Paris, ao falar do problema físico e pediu metatarso (osso do pé) novo.

Bom momento para se conhecer a deslumbrante música  Boleiros, do meu amigo Vlado Lima,   que pede para Deus olhar o Pé do Menino.

Clique, ouça Boleiros, na voz de Lis Rodrigues, acompanhada por outras feras do Clube Caiubi de Compositores,  emocione-se e peçamos  todos  para Deus cuidar do pé do nosso Menino.

Linda Palavra!

Na Turiassu, n. 1.242 A,  Perdizes, Zona Oeste de São Paulo, Letreiro da Loja: “Papelaria e Presentaria”.

Presentaria – não é lindo, em país subjugado pelo Complexo de Vira-lata, pequeno empresário com tanta personalidade?

Pelo menos, eu acho.  Parabéns!

*Complexo de Vira-lata é o sentimento de inferioridade do Brasileiro em relação a Estados Unidos e Europa, “tradução”/definição livre minha do termo de Nélson Rodrigues.

Quiser ler mais sobre Complexo de Vira-Lata aqui no Trombone, clique

Cadê Queiroz?, Hilariante Marchinha.


Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente,  pode ser denunciado, ainda que não deponha,  no inquérito que investiga movimentações atípicas em uma das suas contas.
Se essa história  não acabar em pizza antes do Carnaval,   a marchinha do meu conhecido Sonekka Lazzarini, prestigiado e queridíssimo cantor compositor do Clube Caiubi, tem tudo para estourar.
Já postei no meu Facebook.  Clique, ouça e diga se estou certo ou se estou errado.

Constatação

Não é frase; menos ainda, microconto.  Trata-se de mera constatação.

Algum humorista, Juca Chaves, salvo imenso engano, disse “se você colocar uma mulher no armário, ela vai  “te” trair com o cabide.”

E eu conheço uma mulher tão ladra, mas tão ladra, que se você largá-la no deserto, ela vai levar  o máximo de areia que conseguir, inclusive naqueles dois buracos.

Você ri, né?  Ri porque nunca vai cruzar com ela.  Se soubesse a inveja que tenho de você!

Voto Secreto para Presidência da Câmara e do Senado – É uma Piada?

Quando eu, você e todo o povo brasileiro votamos, óbvio, o voto é e sempre deverá ser secreto.

Agora,  eleições no senado, câmara federal, câmaras municipais (tudo em letras minúsculas mesmo), óbvio,  jamais deveriam ser secretas.

Pelo andar da coisa,  as escolhas  dos presidentes da câmara e do senado serão feitas através de voto secreto.

Parece piada.  Aliás, espero que seja piada.  Se for piada, já é muito infame.  Caso venha a acontecer, é o fim da picada.  Como não tenho representante em nenhuma das duas casas,  pouco me importo.  O leitor jamais vai saber se meus candidatos foram derrotados ou se votei nulo.

Eu, sim, tenho direito a voto secreto e não abro mão desse direito.

Parodiando expressão popular:  “E durma-se com um absurdo desses.”!

Quiser ler mais sobre política e políticos aqui no Trombone, clique.   Mas, como advirto sempre, leia aos poucos; muito disso em dose intensiva vai fazer mal à sua saúde!

Será que tem graça?

 

 

Quem Não Quer uma Tempestade Dessas?

A propósito do temporal de hoje à tarde em São Paulo, microconto bem legal meu.  Não me lembro se já postei aqui.  Caso já tenha postado, sem problemas, como foi dito acima, é bem legalzinho mesmo.

A palavra a ser usada, pelos participantes do grupo de microconto,  quando escrevi, era Tempestade.

Lá vai:

Adolescente:

– Quando a Majú anuncia tempestades no fim de semana, fico imaginando eu e ela sozinhos ilhados em confortável chalé.  Juro que não levava celular, nem videogame, só levava eu mesmo!

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Éder Jofre e Elis Regina, na Globo; Aqui, Dois Casos Legais

Logo mais, na TV Globo,  estreiam  Minisséries sobre Éder Jofre e Elis Regina, ambas em quatro capítulos.  Aliás, deveria haver muito mais teleteatros como esses – sobre nossas grandes personalidades e, principalmente, curtos – quatro episódios.

Dois casinhos, para não perder a oportunidade.

Amigo meu, cerca de vinte e poucos anos mais velho do que eu, sempre gostou de boxe.  Quando era jovem e estava no tablado, o  técnico disse que ele fosse treinar com aquele pugilista que estava no outro ringue.

O outro pugilista não deu um direto , deu um jabsinho, que desmontou meu amigo.  Nome do outro pugilista – Éder Jofre.

A respeito de Elis, posto abaixo novamente  o texto, cujo título é:

ELA ME DEU UM BEIJINHO.

Lá vai:

Clóvis, amigo do meu pai, era arquiteto de bom gosto e elegância impressionantes.  Morava em uma casa térrea que ocupava quase um quarteirão inteiro,  atrás do Shopping Iguatemi, naquela época, década de 60, antes da invasão de prédios e a marginal se tornar o que se tornou, era  região bem tranqülia.  Detalhista,  mandou colocar,  próximo à janela do quarto do filho,  uma folha de zinco, salvo engano, para que a chuva produzisse som agradável  que embalasse  sono e sonhos do jovem. Havia dentro da casa um espelho d´água mágico.

Chris  Montez, cantor americano, ficou famoso mundialmente por regravar  The More I See You, música de sucesso de décadas anteriores.  Depois gravou Call Me e Suny.  Estava no Brasil, nessa época do auge da carreira.  Clóvis e Lúcia, sua mulher, ofereceram um coquetel para ele.  Embora eu fosse garoto, fui convidado.  Montes era a vedete da noite, mas havia outros artistas.  Entre eles, Elis Regina.  Naquele tempo não existia  o termo tietar, mas eu  estava firme sentado  ao seu lado acompanhando atentamente  tudo o que  dizia.

Elis terminou o primeiro prato de estrogonofe que o garçon havia lhe trazido, mas ainda estava com   fome.  Perguntou para mim se eu não podia pegar mais um pouco de estrogonofe para ela e recomendou que eu mesmo fizesse o prato porque queria bem pouco mesmo.

Quando volto, entrego-lhe o estrogonofe na medida certa para saciar aquele resto de fome, ela agradece:

– Ah, que bonzinho que você foi.  Merece até um beijinho.

E me deu o beijinho!!!

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Ouça The More I See You com Cris Montes – Clique aqui

Ouça Atrás da Porta, do Chico,  na Emocionadíssima interpretação de Elis – Clique Aqui