No Globo Repórter de Hoje, Riquezas do Paraguaia. Na sua mesa, preciosidade da Gastronomia.

Globo Repórter de hoje, às 22, 57hs, será sobre encantos e riquezas do Paraguai. Já estive em Foz do Iguaçu e, de fato, é espetacular.

Outra riqueza, essa gastronômica, é a Sopa de Milho Paraguaia. Já postei a receita aqui. Posto novamente. Combina muito bem com Rosbife, cuja receita também vai abaixo. Essa receita é espetacular.

Lá vão as duas Receitas, aliás, três, já que também consta de uma saladinha.

A história da Gastronomia registra que um prato típico da culinária do país vizinho foi modificado por conta dessa guerra.  Trata-se da sopa de milho paraguaia.  Como  era complicado     transportar sopa, as mulheres dos soldados paraguaios  foram adicionando cada vez mais farinha de milho, até que…  deixou de ser sopa … para transformar-se em Torta!!!

Uma delícia!!!  Acompanhada de um belo rosbife e salada simples de alface, tomate (ou tomate cereja)  e cebola pode ser o almoço ideal para celebrar o futebol;  ao invés de combustível para a guerra!!!

Lá vão as receitas.  A da Torta paraguaia, peguei na Internet – já fiz – ficou deliciosa – e transcrevo a receita; o Rosbife é do fabuloso livro do Wessel (também já fiz muitas e muitas  vezes) e a saladinha é a que preparo sempre em casa.  Talvez a sua salada nunca  fique tão boa quanto a minha porque uso o vinagre que eu mesmo faço em barril especial, coisa do outro mundo, literalmente. É fundamental fazer o Rosbife em Panela de Ferro. De qualquer forma, a combinação é deliciosa.  Caipirinha e cerveja – com moderação – para não dormir durante a partida.

“Receita Livre” (sem se preocupar  com  as quantidades, só com um detalhe importantíssimo) da Saladinha

Alface america, rodelas de tomate (ou tomatinhos pequenos)  e rodelas de cebola.  Secar as folhas no secador de folhas.  Os tomates, depois de cortados em rodelas, secar em guardanapo de papel. (é esse o detalhe importantísssimo). Se forem usados  tomates pequenos, secar também.    Fundamental secar tudo, do jeito que está escrito.  Salada molhada, o tempero vai embora na água.
Molho para temperar salada:  mostarda, vinagre, sal, azeite e mel. Mistura pouquinho de mostarda com vinagre de boa qualidade, por pouco sal, azeite, misturar e por um pouco de mel e mistura novamente.  Temperar a salada só na hora de servir – caso contrário, murcha.

Receita da Torta Paraguaia – como peguei na Internet e como já testei e aprovei.

Ingredientes
1 litro de leite
500 gramas de flocos de milho pré-cozido sem sal (vulgo Milharina)
500 gramas de queijo minas padrão ralado (meia cura, caipira)
1 xícara de óleo de girassol
4 cebolas fatidas fino
4 ovos
2 colheres (chá) de fermento em pó
sal rosa do Himalaia e pimenta a gosto

Modo de Preparar
Aquecer o forno a 180ºC e

Untar bem uma  forma/assadeira com óleo e salpicar farinha de trigo.  Untar bem para não grudar.

Refogue as cebolas já fatiadas com um pouco do óleo, só para murchar de leve. Desligue o fogo.
Se a panela for de tamanho grande, junte o leite, o óleo, os ovos, o queijo e misture bem. Em uma vasilha, misture o fermento com o flocos de milho e acrescente aos poucos na mistura de cebolas, mexendo sempre.  Acerte o sal e a pimenta.

Transfira para a forma forma untada com farinha  e asse por 45-50 minutos, ou até ficar dourado.

Desenforme e sirva em travessa separada ou ao lado da Salada.   Cada um coloca pouco de  molho da salada no próprio prato.

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Rosbife

Ingredientes:

1 Kg de Contra-filé limpo. Pode deixar um pouco da gordura.

– Uma colher de sopa de Tomilho Seco.

– Uma colher de café de pimenta do reino moída na hora

– Uma colher de sopa de sal grosso Rosa do Himalaia.

– Uma colher de sopa de azeite

– Uma colher de sopa de manteiga sem sal.

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MOLHO PARA A CARNE:

2 copos de água  fervendo,

vinho branco ou vinho madeira (opcional)

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Modo de preparar

Tirar a carne da geladeira 40 minutos antes de por na panela.  Temperar só com o a pimenta do reino e o tomilho.  Deixar 15 minutos pegando o gosto.

– Aqueça a panela de Ferro no fogo alto.

– Por o azeite e, em seguida,  a manteiga.  Deixar esquentar bem.

Passar o sal grosso na carne segundos antes de por na panela  e bater para tirar o excesso.

Colocar a carne na penela bem quente.   Abaixar um pouco o fogo.  Deixar a carne fritando  5  minutos de cada um dos 4 lados.

Tirar a carne da panela.

Dissolver o fundo da panela com a água fervendo, misturar o vinho e colocar o molho em uma molheira e levar para a mesa.

Cortar em fatias finas ou pedir para cortar na padaria.

Manter essas fatias do rosbife no forno com molho (para conservar  a umidade); forno bem baixo ou até quente, porém desligado,  só para aquecer ou assar um pouco mais se for o caso.

Na hora de servir,

por o molho na Salada,

Desenformar a torta bem quente.

Por o rosbife em uma travessa, molho por cima e servir tanto a torta quanto a carne bem quentes.

Sou contra o Aperto de Mãos – Há Muito Tempo

Em momentos de Epidemias, como do Corona Vírus, o não salutar cumprimento com aperto de mãos volta à pauta.

Em agosto de 2009, época da Gripe Suína, postei aqui no Trombone texto abaixo condenando esse costume. Sou a favor de abraçar e beijar efusivamente amigos, mas dar a mão pra qualquer um…

Se quiser, leia o que escrevi 11 anos atrás, mencionando, inclusive a saudação usual na família de importante cineasta brasileiro.

Lá vai o texto de Agosto de 2009.

Cartilhas a respeito da Gripe Suína estão sendo lançadas por órgãos oficiais e entidades médicas.

Suponho ser esse um bom momento para se combater uma mania nacional, principalmente entre as pessoas mais simples e mais carentes (até mesmo do ponto de vista emocional). Trata-se do vício de  cumprimentar apertando as mãos.

Muitas vezes você encontra um conhecido na rua, cujo   nome você nem imagina qual seja. O lógico seria dar um aceno, um oi ou bom dia/boa tarde/boa noite e fim.  Mas não,  às vezes o cara chega a atravessar a rua para apertar sua mão.  Tá certo que eu sou um pouco maníaco, mas é óbvio que isso  pode propiciar difusão da doença – não precisa ser médico para saber.

Justiça seja feita, essa mania não é característica apenas dos mais simples.  É comum você estar jantando em um restaurante, mãozinhas devidamente lavadas e limpas, chega um conhecido.  Você acena  e dá claros sinais de que basta o aceno, mas o infeliz estende-lhe a mão.  No meu caso, ou tento evitar, ou levanto e vou lavar a mão novamente.  Inferno!

Há algum tempo, muito antes da Gripe, já adoto a filosofia e prática  de tradicional família paulista, aliás família de um dos maiores cineastas do Brasil.  Domingão, todos os parentes reunidos.  Cada um que chega, da porta da Sala, saúda os outros com um largo aceno de mão e diz em voz alta:

–  SCAM!!!
Todos respondem, igualmente em voz alta, repetindo o gesto:
– SCAM!!!
Scam quer dizer SOCIEDADE CONTRA O APERTO DE MÃOS!!!

O Scam devia ser a primeira lição de todas as cartilhas anti-gripe, anti-mau gosto, anti,anti, anti, anti todos os hábitos impensados.

CELULAR

Acabei assistir à cena inacreditável – inacreditável, para os meus parâmetros.

Em uma lanchonete, sujeito (elemento, como bem define amigo meu esses tipos ) almoçava e falava ao celular.

No prato, apenas um último pedaço de bife.

Ele não teve dúvida: aproximou o garfo da carne e, com o cotovelo, empurrou a comida para o garfo.

Sim, foi isso mesmo que eu escrevi e que você leu.

De Arrebentar Balança

Vi Rubinho Barrichello cara a cara duas vezes na vida. Em um restaurante e na praia. Nas duas vezes, me pareceu ser sujeito absolutamente encantador.

Hoje ele foi ao programa Lady Night, da ultra sem graça Tatá Werneck. Por mais que se goste do piloto, é impossível suportar o contrapeso. Essa mulher é de arrebentar qualquer balança de cais de porto.

Barrados no Baile

Se onze em cada dez homens têm fetiche por ver duas mulheres bonitas e gostosas transando, entre adolescentes, a proporção deve ser maior ainda.
Assim, eu e meus amigos, todos de 13 a 15 anos, ao sabermos, com três meses de antecedência, que o Filme Les Biches, com muitas cenas de sexo de mulheres com mulheres, seria exibido em cinema vizinho de casa, começamos a produzir documentos falsos:


• Xerox coloridos das próprias carteiras de identidade adulteradas;
• carteiras de motoristas de irmãos mais velhos;
• e até mesmo o passaporte do tio de um dos amigos, que já havia falecido.

Foram alguns fins de semana inteiros na empreitada. A garagem da casa do Duda e do Roberto parecia até uma gráfica. Diversos tipos de pincéis, inúmeros carimbos, uma máquina de plastificar e até mesmo marcador do escudo nacional em relevo, tudo com o objetivo de dar credibilidade absoluta a todos os documentos.

E o empenho valeu mesmo a pena. Eram verdadeiras obras de arte da subterrânea arte da falsificação. Garanto que nem hoje, como todo o avanço dos computadores pessoais, alguém produziria documentos mais fidedignos.

E uma hora antes de abrir a bilheteria para primeira sessão do filme, lá estávamos nós enfileirados.

– Legal. A bilheteira não falou coisa alguma. Tá no papo.

Acontece que ela era apenas a primeira barreira. Havia um segundo obstáculo a ser transposto, aliás, obstáculo duplo, desafio para atletas de salto triplo, já que além do porteiro, estava na entrada um agente do Juizado de Menores de terno preto, com dois emblemas de polícia civil pendurados em grossas correntes douradas.

– Boa tarde, garotada. Onde vocês pensam que vão.

-Ao cinema, naturalmente.

-Naturalmente, com documentos falsos, não é mesmo?

-Em hipótese alguma, policial.

E em cada documento apresentado, o cara relacionou pelo menos cinco imperfeições.

-Eu poderia muito bem chamar os pais de vocês aqui para levá-los para casa. Mas não quero dar esse dissabor a eles. Podia ainda apreender os documentos falsos. Mas também não vou fazer isso, pois acho que será uma recordação que todos vocês vão querer levar para o resto da vida.

-Muito obrigado. Valeu mesmo. Até logo.

-Até logo, não. Vou fazer fotos de cada um de vocês, que serão impressas e distribuídas em todas as salas de cinema e de teatro do Estado de S. Paulo, com a indicação da data em que cada um completa 18 anos.

-Legal, obrigado – meus amigos e eu falamos simultaneamente.

-Enquanto isso, vão comprando revistinhas do Carlos Zéfiro, mas digam para os jornaleiros ficarem espertos, porque se eu pegar, eles vão em cana e dessa vez serei obrigado a chamar os pais de vocês.

Perdemos a esperança de assistir ao filme Les Biches, em compensação nunca no bairro se venderam tantas revistinhas de sacanagem, às quais nos referíamos como catecismo, e que, invariavelmente, vinham dentro de uma Manchete ou Fatos e Fotos, que também tiveram substancial aumento de saída naquela banca.

Bom lá pras minhas negas!

Foi na casa do meu vizinho Fernando que vi pela primeira vez aquele jogo  de formar  palavras, do primo dele.  Eram 13 dados com letras em todas as faces, um copinho e uma ampulheta de três minutos.  Logicamente,  havia mais faces com as letras A, E e O.  O jogo era da Grow, especializada em brinquedos educativos.  Chamava-se     R I S K.

No dia seguinte, lógico, comprei um. 

As regras:

  • O jogador colocava todos os dados no copinho; 
  • Lançava-os;
  • Virava-se a ampulheta, que  começava a marcar o tempo;
  • Com as letras que estavam para cima, o jogador da vez  formava palavras;
  • Uma palavra na horizontal;
  • As outras,  penduradas;
  • Quanto mais longas as palavras, melhor;  já que o número de letras de cada palavra era elevado ao quadrado.  Como também era elevado ao quadrado o número de dados que permanecessem fora da composição,  e descontado do resultado da soma  anterior.
  • Se uma das letras fosse Q e não houvesse U, o jogador podia, olhando rapidissimamente,  decidir se jogava todas as pedras novamente, ou apenas o Q.

Eu estabeleci uma regra legal.  Quem  usasse todos os dados, poderia, no tempo restante, jogar mais uma vez. O fluxo da ampulheta era interrompido. 

Contavam-se os pontos. A ampulheta novamente correndo.  E no tempo disponível, o jogador  tinha que se virar, pois se fizesse uma palavra de 4 letras e deixasse de usar 9,  seus pontos seriam:  16 positivos – 81 negativos.  Resultado dessa segunda etapa da rodada –  65 pontos negativos.

Meu irmão e minha mãe, ultra competitivos,   já quiseram  botar pressão na coisa:

– Nada disso. A pessoa joga quantas vezes quiser  nos três minutos da ampulheta.

Protestei:

– Eu jogo  para relaxar e não para ficar brigando com tempo.  Quiserem aceitar a minha proposta de só poder jogar novamente,  se todos os dados formarem palavras,  eu continuo.  Caso queiram ficar nessa lutinha boba contra a ampulheta, não vão contar comigo.

Eles queriam colocar desafios sobressalentes, entretanto,  o vencedor de sempre, sempre mesmo, era eu.

Estava na casa do Fernando e o irmão dele, sabendo que eu havia comprado o Risk, pediu que eu fosse buscar em casa para jogarmos. 

Resultado: eu já tinha fechado a partida em quinhentos pontos e eles não haviam chegado nem à metade.

O mesmo acontecia no  ginásio e no colegial, digo,  parte considerável  do colegial.

Uma bela manhã do segundo dia de aula de   agosto,  já no terceiro ano,    o  aluno que acabara de se transferir da Escola Pública de Guaratinguetá para o nosso colégio, após  ter  me visto  estraçalhar o adversário anterior,  perguntou se podia jogar comigo.

Ele propos, uma partida até quinhentos: 

– A gente começa agora no recreio e termina no banco da pracinha depois que tocar o sinal da última aula, falei.

Em volta, todo mundo dizendo:

– Esse tal de Pascoal é louco.  Ninguém ganha do Paulo.

Ao término da segunda Rodada,  325 para o Pascoal; 61 para mim.  Nas duas rodadas, ele jogou duas vezes.  A minha média arrasadora, até então de  75 pontos por rodada, caiu para míseros 30,5 pontos.

Tocou o sinal do fim do recreio.

Desacorçoado, falei que a gente terminava  ao final da aula.

Os amigos tentavam incentivar.  Até o ringue, digo,  banco da Pracinha, o colégio inteiro nos seguindo e gritando:

– Olê, olê, olá, o Paulo vai virá!

Virei, virei, sim,  um saco de pancada do homem.  Os 162,5 pontos de média dele por rodada, no recreio,  saltaram para 220.  Os meus 30,5, briosamente,  se mantiveram nos 30,5.  Resultado final: 545 contra 85.

Cumprimentei-o:

– Pascoal, jogo RISK  há uns dez  anos, jamais havia perdido.  Parabéns, Pascoal, de fato, você joga muito bem mesmo.   

– Paulo, você e seus amigos confundiram meu nome.  Eu não me chamo Pascoal.  Meu nome é Pasquale.  Pasquale Cipri Neto.

Voar de Helicóptero…

A propósito da morte do jogador de basquete Kobe Bryant em desastre de helicóptero, sempre digo: se alguém me convidar para um lugar legal e for esse o meio de transporte, não penso duas vezes – aceito.

Agora, voar com frequência de helicóptero, não voaria, em hipótese alguma. É dar muita colher de chá para o azar.

Há alguns anos, helicóptero de uma Emissora Rádio teve uma pane, em S. Paulo, sobre o Rio Tietê. O piloto disse que o correto seria aterrizar no leito do Rio. Mas havia uma rapaz paralítico a bordo, que fatalmente, morreria. Assim, optou por por pousar na Marginal.

Aí, nem precisa falar sobre o congestionamento que deu no trânsito.

Há muitos acidentes fatais com helicópteros.

Cai – aliás, vai bem o provérbio: cautela e caldo de galinha não fazem mal pra ninguém. Digo, pra galinha fez mal definitivo.

Piada para terminar o ano.

Foto de conhecida minha linda com axila cabeluda me fez lembrar piadinha.

Recapitulando, piada politicamente correta não existe. Aliás, já postei algumas vezes essa piada aqui e, que me lembre, não houve comentários negativos. Quem não gostar, não gostou, pronto e ponto final, quem gostar ria. É isso. Sem lições de moral, pq a essa altura do campeonato, não devo mais aprender, ou apreender, lições de moral.

Ah, é apimentadinha.

Lá vai a piada:

Sujeito tava com a menina, passa a mão naquela perna lisinha e pergunta:

– Raspou?

A moça:

– Não, depilou.

Continua, chega às axilas, também lisas:

– Depilou?

A moça:

– Não, raspou.

Chega à, como direi?, enfim, chega ali e, igualmente lisinha, lisinha.  Ele   pergunta:

– E agora, raspou ou depilou?

A moça:

– Gastou!

Feliz 2020 aos bem humorados e aos que querem apenas ser politicamente corretos!