Complexo de Vira-Lata, Agora Até em Sânscrito!!!

No Horti-Fruti de Higienópolis/Santa Cecília, são vendidas  sacolas de Plástico com bonitas ilustrações de Frutas, Legumes e de uma figura mítica feminina em Posição de Yoga.

Lado esquerdo, desenho,  da fruta/legume;  lado direito, o Complexo de Vira-lata Estatelado

 

Cenoura                                                                        Farm fresh Cariotes – Next Right, 1 Mile

Pêssegos                                                                       Fresh Peaches –   1 Mile Ahead

 

Na sacola Yoga/Yogui,  nenhuma  palavra em Português.  Havia Palavras em Inglês e outras em Sânscrito.  Acho que às vezes tentavam formar frases bilíngues, já que havia umas palavras estranhas e um verbo e/ou  substantivo em Inglês.

Misturar idiomas já é esquisito e, muitíssimo provavelmente, as grafias tanto em inglês como em Sânscrito não deviam estar corretas.

História perfeita, já contada aqui, que ilustra não só o complexo de vira-lata, como o péssimo inglês e francês de fachada do brasileiro.

No restaurante, o cliente pede o cardápio em Português.  Pernóstico, o maître informa que não há cardápios em português.  O Cardápio, todo escrito em francês, era de couro e as páginas em pergaminho.  O cliente não tem dúvida.  Tira a caneta do bolso do paletó e começa a rabiscar o cardápio, corrigindo diversas palavras grafadas de forma incorreta.  Devolve para o maître estupefato, levanta-se, vai-se embora, mas antes determina:

– Se não há cardápio em Português, pelo menos escrevam em francês decente!!!

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Outro dia foi o Complexo de Vira-lata se expressando em “Pseudo Latim”. Agora, em Sânscrito.  Quem sabe, logo mais os Portadores Compulsivos  do Complexo de Vira-Lata não estejam falando/escrevendo em “Paraguaio”.  Para Complexo de Vira-lata em Latim, Clique –

Para Complexo de Vira-lata em Geral, clique –

Em tempo, Complexo de Vira-lata é o sentimento de inferioridade do Brasileiro em relação a Estados Unidos e Europa. “Tradução”/definição  livre minha  do termo de Nélson Rodrigues.

Conjunções Adversativas e a Beleza da Apresentadora

Anunciado ontem que Renata Vasconcellos volta a ser apresentadora do Jornal Nacional, ao lado de William Bonner.  Bom momento para reler texto que já escrevi aqui sobre ela, quando assumiu o mesmo posto, talvez em caráter temporário.

Lá vai:

“Viajou sem Passaporte”, exemplo de sujeito oculto usado pelo  gramático Domingos Paschoal Cegalla,  deu nome a um grupo de estudantes da ECA-USP que fazia intervenções artísticas  no centro de S. Paulo, no final da década de 70.

“Os urubus são as aves mais feias do céu mas têm um belo vôo alçado e tranqüilo” era o trecho de uma crônica de Paulo Mendes Campos que o mesmo autor, Paschoal Cegalla,  usava para explicar  conjunção adversativa.

As notícias do mundo no Jornal Nacional são quase sempre de matar, mas a beleza serena   da apresentadora Renata Vasconcellos  ameniza  muito todos os infortúnios. É o exemplo atual que me ocorre para a mesma conjunção adversativa.

Que tenhamos, de fato,  um mundo mais suave, não apenas porque as notícias sobre ele  saem dos belos lábios da bela Renata.

Nas Ruas, o Caos; Na Ciclofaixa – Muita Faixa Para Pouco Ciclo!!!

Às 17,55 de ontem,  saí a pé, da Alameda Barros com a Rosa e Silva, pela calçada ao lado da Ciclo Faixa, recém inaugurada. Até a Ministro Godoi, pela Cândido Espinheira,   cerca de 1000 metros, quinze minutos de caminhada.  Duas bicicletas passaram por mim, duas vinham em sentido contrário e uma criança passeava com bicicletinha de duas rodas grandes e duas rodinhas laterais.

Na Ministro Godoy, com Cândido Espinheira uma pista para estacionar, uma para bicicleta.  Um carro parado, mãe e filha passam e gritam:

– Aí é ciclo-faixa!!!

Cem metros à frente, as conscientes ciclistas não aguentam  a subida e começam a empurrar a bicicleta.  Viram à direita na Turiassú.  Certamente para aproveitar a ladeira, ladeira abaixo.

Cruzamento da Ministro Godoy com a Homem de Mello,  parei na Nova Charmosa, melhor padaria do Mundo.

Saldo: andei cerca de 25 minutos, aproximadamente 1,5 km – 5 bicicletas pela ciclo faixa, sendo 2 conduzidas por crianças.

Para combater a insônia, ao invés de contar carneirinhos, contarei bicicletas:

Enquanto o sono não vem, conto uma bicicleta, espero 4 minutos, conto mais uma;  espero mais quatro minutos, a terceira; Quatro minutos após, ameaça de quebra da montononia; D U A S    B I C I C L E T A S ao mesmo tempo!!!

Na volta,  das 18:50 às 19:10, pelo mesmo itinerário, quatro bicicletas.

Restringir mais ainda o espaço dos carros, em benefício de sete ciclistas, não parece ideia sensata.

Contar carneirinho já era, agora vou contar bicicletas pela ciclovia.  Não há insônia que persista a uma bicicleta a cada quatro minutos…

Critério para Assistir ou não ao Roda Viva

Mesmo nos Tempos do Matinas Susuki, meu colega  no Colégio Equipe e meu contemporâneo  na Eca – Escola de Comunicações e Artes, da USP, depois Mário Sérgio Conti, meu colega de classe na Faculdade desde o primeiro dia de curso, tenho critério muito prático para assistir ou não ao Roda Viva.

Se é alguém do mundo do Esporte, Cultura  e diversos outros setores da Sociedade, assisto.  Se é político, burocratas em geral,  faço outra coisa ou tasco em outro canal.  Hoje tem Jabor.  Hoje tem Roda Viva em Casa.

Foram os próprios Políticos que se encarregaram de criar essa adversidade da população contra si próprios.  Quiser ler sobre política/políticos aqui no Trombone, clique

Menor Slam do Mundo de Poesia – Logo Mais.

Logo mais, às 18 hs, de hoje, 13/9  Menor Slam do Mundo de Poesia, sempre comandado por Daniel Minchoni; agora, porém em novo endereço.

Confraria Nossa Casa, R. Belmiro Braga, 202, Pinheiros Travessa da Cardeal, próxima à Fradique.

Trata-se de Batalha de Poemas de até 10 segundos.  Há diversos textos aqui sobre o menor slam, inclusive com alguns poemas vencedores e também as regras.   Quiser ler, clique

Embora não seja poeta e sim fazedor de frases e de microcontos, sempre participo, tentando adaptar alguma coisa.

Vou apresentar hoje, provavelmente na primeira rodada,  esse texto que tem jeito  de micro-poema, embora só tenha escrito  uma poesia na vida, como lição no 3. Colegial.  A exigente professora adorou e me deu 10.  Mas meu negócio é  dar o recado com síntese; assim, restrinjo-me a frases e microcontos.

Lá vai a tentativa de micro poema:

 

Gravata Borboleta

Não Voa

Pra Fora da Gaveta

 

Vida que se Esvai

No rádio do carro, Chico Buarque cantando a sublime música Carolina.

Fora, sobre mim, Minhocão: carros por todos os lados, exceto por baixo; congelados, estagnados.

Minutos que se vão, vida que se esvai.

Meia hora  de congelamento e desisti de ir onde eu ia.

Voltei pra trás, como diria meu querido e saudoso  irmão Beto.

Voltei pra casa.

Tô no ninho.

Autoridades Enfrentando os Problemas do Dia a Dia do Cidadão.

Seria muito interessante ver autoridades enfrentando problemas que o cidadão comum tem no seu dia a dia, exatamente na área relativa ao órgão que a autoridade administra.

Fosse eu o Pauteiro do CQC,   contrataria pacote de serviços de TV por Assinatura, Internet e Telefone.   Uma vez contratado, faria algumas tentativas para cancelar o produto. No primeiro ou segundo baile, drible, desistiria.

Em seguida, marcaria hora com diretor presidente da Agência Reguladora de Área, Antatel.   Explicaria a situação no Gabinete dele e pediria que ele me ajudasse e ligasse para o órgão para cancelar a assinatura do pacote, lógico, sem mencionar que é autoridade do setor.   Bem explicado, a autoridade tem que se  que  se colocar  na condição de  assinante e resolver o Problema; dizer que é do Órgão Ruglador não pode, tampouco   passar a bola  para uma das diversas secretárias ou assessores.

Aliás, o CQC poderia fazer com freqüência esse tipo de reportagem.   Parece que já há um canal aberto para que os telespectadores comuniquem problemas que venham enfrentando. O CQC se  inteira  do  problema  e, com pretígio da Imprensa, acaba resolvendo mesmo.  Qualquer pessoa que se sentisse mal atendida poderia recorrer ao Programa.  Suponho que material não iria faltar.  E seria conveniente que o CQC, dali para frente, ficasse de olho para constatar se a coisa tomou mesmo jeito.  Caso tenha desandado, nova reportagem reprisando trechos da primeira

Aliás, sinta-se vingado assistindo ao vídeo de Fábio Porchat e a Net. Clque aqui.  É engraçado; engraçado para ver o Fábio abordando o tema, mas quando você  que está enfrentando a coisa, é mesmo de chorar.

Lógico, o que todo mundo quer é atendimento decente; como isso é impossível, divirta-se com o absurdo.  Concluindo, divirta-se até chegar a sua vez de encarar situação semelhante.

Camiseta do Garotinho no Shopping não Era do Palmeiras. Era da Fiat!!!

Saindo do Shopping Bourbon, na Rua Turiassu, ao lado do Palmeiras, garotinho de uns cinco anos,  com camiseta verde, característica do Time.

Ínfimo emblema no Peito apenas com o P de  Palmeiras.

Nas costas, em letras grandes FIAT.  Junto ao n. 10 da camiseta, havia um nome.  Supunha ser do jogador titular. Aproximei-me para poder ler com certeza.  Não, que jogador, que nada,  era o nome da Revendedora FIAT.

Se o garoto tiver ganho a camisa da Fiat, ou do revendedor, perfeito, nada contra.

Agora o time, ou mesmo a pirataria, fabricar  camiseta que esconde  o emblema do clube é inconcebível.

Na Europa, alguns times usam uniformes  com a marca dos Patrocinadores apenas nos Treinos.  Na Camiseta de jogo, oficial do time, não há o menor símbolo/logotipo, seja o que for, que viole, ainda que de forma muito sutil, o sagrado que existe no uniforme de cada clube.*

E olha que na Europa os patrocínios são pra valer.  Entretanto, mais pra valer ainda é a Tradição

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* “o sagrado que existe no uniforme de cada clube” parece coisa dos cronistas velhos de esporte com quem trabalhei quando comecei no jornalismo.  Essa construção é horrível.  Uma hora conto sobre esses caras. É divertido!!!