Zona Autônoma da Palavra – Programa diferente para amanhã

Quem gosta de ouvir poesia e/ou recitar poemas próprios e for ficar por aqui na Semana Santa pode ter encontrado programa legal para amanhã.  Trata-se do ZAP – Zona Autônoma da Palavra.  A programação começa a partir das 19 hs no  Núcleo Bartolomeu de Depoimentos,  na R. Dr. Augusto de Miranda, 786 – Pompéia, Zona Oeste de Sampa.  A entrada é grátis; a capacidade do local é para 100 pessoas.  A exibição do filme “Urgência nas ruas”, de Luaa Gabanini é a primeira atração. 

Nunca fui, mas vou lá conferir amanhã.  Quem mais se habilita???

Abaixo, seguem mais detalhes e até as regras para os interessados  participar declamando seus poemas.

 “Primeira noite de “spoken word” e “Slam” de São Paulo traz encontros de poesia em segunda edição.
 
O “Slams” são encontros de poesia. Criado por Marc Smith em Chicago, nos anos 80, ele suscitou uma admiração da mídia que lhe permitiu propagar-se pelo mundo inteiro. O Slam  trouxe uma renovação para a poesia oral e valorizou a arte da performance poética.
 
 O Slam costuma acontecer em locais públicos como bares, cafés, salas de espetáculos, centros culturais e cinemas ou lugares  inabituais como agências de correio, livrarias, escolas, hospitais, prisões ou mercados ao ar livre.
 
Além dos poetas, a platéia também pode participar. A única condição é se inscrever com o apresentador e obedecer as regras dessa performance. O Slam dá a voz a todos, com uma liberdade total de estilo, de gênero e de assunto abordado.
 
REGRAS:
1) Um poema por vez, devendo ser de autoria do poeta (podem ser lidos)
2) Sem acessórios, sem figurino, sem acompanhamento musical.
3)Os poemas devem ter no máximo 3 minutos, mais dez segundos de bônus. Após esse tempo são descontados pontos.
4) Um júri  formado por cinco pessoas, sorteadas ou escolhidas pelo apresentador (host/mc) entre o público, atribui uma nota após cada poema numa escala de 0.0 a 10.0, podendo haver notas quebradas (por ex:7,8 ou 9,6….)
5) A nota mais alta e a mais baixa são retiradas. Um assistente faz as  “médias” e marca em um quadro onde todos possam ver.
6) O júri não pode se deixar influenciar nem pelo apresentador, nem pelo público, nem pelos poetas.
 
As regras podem variar de um torneio a outro mas devem sempre se apoiar sobre esses princípios de base para garantir a coesão do Slam.
Todos os poetas participam da primeira rodada. As melhores notas participam da segunda rodada e assim por diante até a terceira e  última rodada.
A premiação varia indo de prêmios simbólicos desde U$10 , a grandes quantias nos grandes campeonatos. No “Slam!Zona Autônoma da Palavra” a premiação será feita com livros.   
Em muitas cidades americanas, um torneio anual é organizado para selecionar os participantes para o Slam Nacional.
Na França, o movimento acontece desde 1998. As cenas nasceram em Paris e se multiplicaram por todo país.
 
Na união de poesia e espetáculo interativo, o Slam é o território/espaço da expressão ideal para todos os poetas e todas as formas de poesia.
Ele toca todos os públicos, muito além dos círculos literários tradicionais.
 
Uma zona autônoma onde o que mais importa não é a performance individual, mas a  “fresta no tempo” onde a poesia oral, a performance e a diversidade são celebradas.
 
 
PROGRAMAÇÃO DA NOITE
 
19:00Exibição de Filmes –
“Urgência nas ruas”, de Luaa Gabanini
                                          
20h- Microfone Aberto  -Para quem quiser falar sua poesia, sem necessariamente participar do Slam.
 
21h- Slam!
 A ” batalha”  de poesia em si. (Serão 3 rodadas, os participantes trazem seus poemas)
 
 
Serviço:
Evento: “ZAP! ZONA AUTÔNOMA DA PALAVRA- um SLAM brasileiro!
Data: 9 de abril.
Local: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
Endereço: R. Dr. Augusto de Miranda, 786 – Pompéia.
Horário: a partir das 19:00
Preço: GRATUITO
Capacidade da sala: 100 pessoas
Classificação: Livre”
 
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Mais informações,

link do Metrópolis (que explica bem direitinho como e o que é)

ou com Roberta – Fones 011 9612 16 83/38148016 

Procon – Lembranças Infelizes desde há muito!!!

Depois de já ter escrito/transcrito textos aqui a respeito de problemas recentes meus e de alguns leitores com o Procon (ver  posts anteriores e respectivos comentários),

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/03/31/leis-que-parecem-brincadeiras/

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/04/01/procon-infernizando-o-cidadao-merece-isso/

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/04/01/meteram-o-pau-mas-e-mesmo-um-inferno/

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/04/03/leitora-leva-baile-do-procon-que-tal-um-procon-do-procon/

lembrei-me de experiências minhas com o órgão, ocorridas há mais de 20 anos.  Essas lembranças também não são boas.

Caso 1 – Lembrança não boa 1.

Havia deixado meu carro no mecânico na Rua Butantã e voltava a pé para casa.  Em uma Farmácia do Largo de Pinheiros, comprei uma loção de barba da Johnson.    Poucos metros depois, em uma Farmácia de Rede, a mesma loção, mesmo volume, era vendida por cerca de 40% menos do que eu havia pago.  Comprei.  Juntei as duas notas fiscais, fiz um texto explicando a imensa diferença de Preços e solicitei que o Procon tomasse  providências em relação à Farmácia Exploradora.  Lembrei ainda no texto que, ocasionalmente, me encontrava naquela zona de comércio ultra popular  e que minha preocupação era com as pessoas humildes que deviam estar sendo exploradas por aquela farmácia com frequência ao comprar remédios.

Caso 2 – Lembrança  não boa 2

Logo que foi anunciado o novo show do Roberto Carlos (começo da década de 80),  dona Sofia, formidável velhinha, tia da minha namorada,  pediu -me  que comprasse ingresso para nós.  Assim que os ingressos começaram a ser vendidos no escritório de famoso empresário na época, eu já estava lá.   Seriam vários shows.  Disse a funcionária que não me importava o dia.  O que queria era um bom lugar e pedi o mapa (planta do teatro/auditório) para escolher o lugar.  Ela me disse que a empresa não trabalhava com Mapa/planta.  Falei que queria um lugar central e que precisava ver a planta.  Ela garantiu que os ingressos que estava me vendendo eram ótimos, centrais, os melhores.  Pois bem, chegando lá, nossos lugares eram no canto mais distante possível do palco.  Correspondente à bandeirinha do escanteio de um campo de futebol (o palco seria o gol – o cantor e seus músicos mal eram vistos por nós).  O famoso empresário estava no local.  Eu e a velhinha, tia da minha namorada, fomos falar com ele.  Expliquei que a funcionária dele me garantiu que os lugares eram centrais, o que não era verdade.  Argumentei  ainda que não havia uma planta para eu saber os lugares que estava comprando.  A resposta do empresário chegava a ser hilária:

Se eu trabalhasse com o Mapa, ninguém ia comprar esses lugares do canto, disse no seu português com carregadíssimo sotaque italiano.

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“Soluções” do Procon para o Caso 1 e para o Caso 2 – Lembranças não Boas 1 e 2

O Procon enviou para a Johnson comunicadi informando  que a farmácia citada estava vendendo por preço muito elevado aquele produto.

Caso 2, o Procon enviou para o empresário comunicado solicitando que ele passasse a trabalhar com mapas/plantas das casas de espetáculos.

Multas, ou mesmo advertências, medidadas efitivamente Pro-Consumidor, acho que não foram sequer cogitadas pelo Procon.

Argumentei com funcionário do Procon que me dei ao trabalho de fazer tais denúncias  porque me julgava na obrigação de fazê-las, para que outros cidadãos não caíssem nos mesmos golpes.  Apenas para isso; uma vez que eu, gato já escaldado, só passaria a comprar em farmácias de redes e não iria mais a shows promovidos por aquele empresário.  Complementei ainda que, graças às medidas pífias que foram tomadas, não iria mais procurar o órgão, como de fato não mais procurei.

Passam-se mais de duas décadas,  sou obrigado a recorrer ao Procon – para bloquear meus telefones dos telemarketins – e vejo que o Consumidor continua levando baile do Procon.

Talvez a sigla Procon (M) signifique: Pró-comerciante!!!

Parodiando o carimbo citado  pelo ministro Beltrão – da Desburocratização -, só me resta, tal qual nos tempos do movimento estudantil, uma palavra de ordem ” Por um Procon do Procon – já!!!”

Leitora leva baile do Procon. Que tal um Procon do Procon???

Como já disse, meu post apontando os problemas que tive no PROCON para  bloquear meus telefones para telemarketing   http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/04/01/procon-infernizando-o-cidadao-merece-isso/ recebeu uma série de comentários, muitos deles – como se pode ler, me taxando de estabanado e  inábil em informática.  Pois bem, não sou o único.  Outra cidadã – Rachel Pereira Barbosa – teve problemas e ficou irritada. Publico abaixo o protesto dela.

Prezado Paulo Mayr.
Estou inteiramente solidária com seu comentário.O PROCON é realmente muito confuso para esse tipo de serviço e não dispõe de email ou telefone que atenda esse tipo de duvida.Cadastrei-me mas não estou certa de ter obtido sucesso nesse empreendimento.Recebi o email que você recebeu com o nº de senha,mas ela não entrava,bloqueou e o site saiu do ar nesse periodo,ou para manutenção o seja qual for o motivo.Como não havia outro recurso,telefonei para a Assessoria de Imprensa e consegui falar com um rapaz que confirmou que realmente a senha não entrava.Falou para eu me cadastrar de novo,o que não foi possível.Voltei a carga e falei de novo e disse que não havia conseguido,e como ele me disse que o papel deles não era esse deu-me email da ouvidoria,e ainda não escrevi para lá.
Não tive disposição e coragem.Voltei a carga e coloquei “esqueci a senha” e recebi nova senha e com essa consegui ver os nºs bloqueados,mas não sei se isso é a confirmação,já que quando tentei recadastrar tambem tinha visto meus dados.Enfim,não ficou mesmo claro se está tudo bem resolvido.Vou discutir com a ouvidoria o problema,e tentar saber quem nos defende do PROCON.

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Comentário do Boca:

Raquel, seja bem-vinda ao META-INFERNO que o Procon criou para  os consumidores que enfrentam problemas e se vêem obrigados a recorrer a esse órgão.  Hélio Beltrão, ministro da Desburocratização, relatava que das coisas mais inusitadas que ele havia visto era um carimbo com esse texto: É PROIBIDO CARIMBAR!!! Talvez já tenha chegado a hora de outro surrealismo: criar-se um PROCON DO PROCON!!

 

 

 

Educação Formal e Educação Informal – ambas imprescindíveis

Escrevi o texto abaixo há muitos e muitos anos, já publiquei aqui.  
Infelizmente, acho que a cada dia que passa  ele se torna mais atual.  
É longo, cheio de idiossincrasias, e legal. 
Quem não gostar que meta o pau, pra rimar!!!  
Em tempo, quem gostar também pode escrever!!!
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Celulares e seus donos disparam em todo lugar a qualquer hora do dia e da noite; cachorros metem o focinho em sua canela nas ruas/parques/lojas/shoppings/padarias; você tem que, literalmente, fugir de carros que invadem calçadas em velocidade para entrar ou sair de garagens, quando não para estacionar nas próprias calçadas. Essas situações, entre inúmeras outras a que somos submetidos diariamente, mostram que Pedro Nava não exagerou quando disse não se lembrar de um único dia de sua vida em que tivesse saído de casa sem ser agredido. Aliás, como costumo dizer que  desde sua morte (suicídio), alcançamos imenso progresso: hoje, o caminhão de gás, o alarme, que também dispara e não pára, e o cachorro do vizinho (ah, mais uma vez o cachorro!!!) nos poupam o trabalho de sair de casa e até mesmo de levantar da cama. Você é invadido em seu sono, sua mais profunda intimidade, que deveria ser, até mesmo por lei, preservado.

A tese de mestrado de um conhecido meu, em cuja casa me hospedei, mostrava, entre outras coisas, que há dois tipos de educação – a formal e a informal. Provavelmente ele abordava outros assuntos mais inéditos, dos quais não me lembro, mesmo porque esse dois tipos de educação já foram estudados na pedagogia.

A formal a criança “aprende” na escola – ler, escrever, quatro operações, história, geografia e etc.

A informal  adquire-se em casa, no convívio com os pais, irmãos, tios, vizinhos, amigos, pais de amigos…

É a educação informal que dá conta de fazer com que a criança aprenda manusear talheres, tratar com consideração os mais velhos, não interromper quem está falando.  Aliás, aqui cabe um lamento: pais de todos os níveis sociais, de todas as culturas, levaram anos ensinando isso. Se imaginarmos que cada pai já falou pelo menos uma vez a respeito do assunto para seu filho e multiplicarmos por bilhões de habitantes, chegaremos a números espantosos. Pois bem, o celular atirou, precipício abaixo, infinitas horas de dedicação de civilizações inteiras. Hoje, duas pessoas estão conversando. O celular de uma delas toca. Sem o mais tênue constrangimento, ela atende, conversa a vontade, e deixa o outro com cara de idiota esperando. Aliás, celular e cachorro constituem capítulos especiais.

Apropriando-se da “tese” do meu conhecido, percebe-se que o grande problema, paradoxalmente, é a precariedade daquilo que ele chamou de educação informal. É aí que se encontra a causa da imensa maioria das pragas que assolam nosso dia a dia. Porque uma relativa educação formal todos possuem: o serralheiro sabe (relativamente) lidar com ferro, sabe fazer contas; a faxineira sabe (relativamente) fazer faxina e entende o eventual bilhete que a patroa deixa e assim por diante.

Parece até ironia, mas esse meu conhecido/anfitrião era o exemplo mais perfeito de que ele e sua tese haviam acertado na mosca.

Estava na casa de um sujeito de refinada educação formal – possuidor de título de mestre. Pois bem, quanto à educação informal, não vou definir. Limito-me a relatar dois fatos sem fazer qualquer comentário:

1) Os vinhos, razoavelmente bons que levei para ele, foram servidos em copos de massa de tomate.

2) O banheiro que tinha espelho não tinha água na pia e vice-versa. De certa forma era prático, pois o simples barbear já me deixava com a consciência tranqüila de que podia dispensar o Cooper diário.

Parece engraçado mas, como diziam os versos de Billy Blanco, cantados por Elis Regina , “o que dá pra rir /dá pra chorar/problema só de hora/ e lugar”. E na maioria das vezes é de chorar mesmo.

Outro dia fui obrigado a mudar de lugar em um restaurante pois era impossível suportar o perfume de duas peruas que se sentaram à mesa ao lado.

Frescura minha??? Um caso a parte??? Pois bem, seguem-se outros. Poderia relatar dezenas em diversas situações. Vou me restringir a dois ou três.

Durante 25 anos, fui vizinho de político de imenso prestígio e muito bem conceituado em nossa República. Naquele tempo, não havia 0,00001% do pavor de seqüestro/assalto que “assaltou” o país nos últimos tempos. Pois bem, sua mulher, bacharel em Direito do Largo São Francisco, duas quadras antes de chegar em casa, metia a mão na possante buzina de seu carro do ano importado e só largava depois que o empregado abria-lhe o portão. Aliás, o empregado, embora tenha trabalhado nessa família por algumas décadas, permanecia analfabeto.

Infelizmente, vou ter que baixar bem o nível.

Um ótimo técnico em computação e o segundo homem mais importante no Brasil de uma das maiores multinacionais do planeta, com quem já tive a desventura de jogar tênis, têm em comum duas coisas: a sólida educação formal que lhes permite dominar ciências altamente complexas em seus ofícios e a renitente recusa em usar lenço, embora ambos tenham renitente renite alérgica. É isso mesmo – os dois assoam o nariz com a mão. Aliás, André Agassi, um dos dois únicos tenistas vivos a terem conquistado os quatro torneios do Grand Slam, além de também não ser adepto do lenço, faz questão de expulsar impurezas do nariz na direção da câmera de televisão (leia-se bilhões de telespectadores) que o está focalizando em primeiríssimo plano.

Saudoso Pedro Nava, acho que começo a entender porque você não agüentou a barra!!!

Meteram o Pau, Mas é Mesmo um Inferno!!!

Meu Post de hoje de manhã PROCON INFERNIZANDO. O CIDADÃO MERECE ISSO??? e eu recebemos inúmeros comentários.  A imensa maioria metendo o pau.

Reitero meu protesto. 

Uma vez que o assinante tenha feito o cadastro no site solicitando o bloqueio de sua linha para serviços de telemarketing,  qualquer pedido de confirmação  deveria ser algo muito simples.  E o que se vê está bem longe disso.  Sem contar que é possível  mais de uma interpretação para o comunicado.  Ora, é só ler o texto que recebi e vou colar no fim e ver que que não falo/escrevo sandices tão doidas assim!!!

Se há necessidade de confirmação para evitar fraudes, em primeiro lugar a mensagem deveria ser muito clara a esse respeito e deveria ser pedido um dado só e pronto. Tão logo esse dado fosse respondido, uma mensagem deveria aparecer confirmando definitvamente a coisa.

Muito diferente de todo o romance que o assinante precisa ler, decodificar e ficar torcendo para que tudo dê certo.

Segue o famigerado email !!!

Confirmação de cadastro de número(s) telefônico(s)!

Prezado(a) PAULO MAYR CERQUEIRA 
foi efetuado cadastro no site oficial da FUNDAÇÃO PROCON-SP para bloqueio do recebimento de ligação de empresas de telemarketing.

Abaixo estão os dados de acesso ao site para confirmação do bloqueio dos telefones cadastrados. Para isso é necessário entrar no site do PROCON-SP em: http://www.procon.sp.gov.br/bloqueioTelef/ e no link correspondente digitar seu CPF e senha (Informados abaixo).
Ao entrar no sistema será possível realizar todas as operações necessárias para confirmação do bloqueio das ligações, cancelamento do bloqueio ou inclusão de novos números para bloqueio.

 

Consumidor: PAULO MAYR CERQUEIRA
Email Cadastrado:
paulomayr
Login:CPF ou CNPJ cadastrado
Senha de acesso: xxxxxx

Atenciosamente.

FUNDAÇÃO PROCON-SP
****************************

Isso tudo, Sem contar que deveria ser exatamente o contrário: deveriam se cadastrar os  que quisessem receber ligações, suponho que uma minoria. Afinal de contas, supõe-se que o “assinante assine” e pague uma linha de telefone para se comunicar e não para receber propaganda ou assédio para efetuar compras  no meio da noite

E Reitero ainda o que escrevi no post  anterior:

É o que eu chamo de META-INFERNO – O cidadão quer sair de um inferno e é enfiado em outro!!!

 

Procon Infernizando. O cidadão merece isso???

Conforme escrevi ontem,  cadastrei-me no site do Procon  para que meus telefones não recebessem mais ligações de telemarketing.  Esperava receber email com texto rápido, curto e direto.  Algo do gênero:
 Prezado Senhor os seus telefones  XXXX- XXXX e YYYY-YYYY foram devidamente cadastrados e não receberão mais chamadas de telemarketing.

Ao invés disso, recebi o email abaixo.

Não consegui entender coisa alguma.  Ao me cadastrar ontem, julgava ter tido sucesso.  Agora, não tenho noção  sequer se meus números foram ou não cadastrados.
Tampouco consegui navegar no site e, eventualmente, ter alguma informação.  Aliás, reitero, essa informação   já deveria me ter sido fornecida de cara.   Mas o Português e a lógica vigentes nos órgãos públicos e seus sites são extremamente complexos!!! 

Em tempo 1-  Uso computador há mais de 25 anos, desde os computadores de 8 bits.
Em tempo 2- o telefone 151, que a Telefônica me deu como sendo do Procon, só dá ocupado.
Em tempo 3 – quem conseguir decifrar o email que recebi, por favor, traduza para mim em Português corrente.  Algum leitor se Habilita????

Segue o famigerado email !!!

Confirmação de cadastro de número(s) telefônico(s)!

Prezado(a) PAULO MAYR CERQUEIRA 
foi efetuado cadastro no site oficial da FUNDAÇÃO PROCON-SP para bloqueio do recebimento de ligação de empresas de telemarketing.

Abaixo estão os dados de acesso ao site para confirmação do bloqueio dos telefones cadastrados. Para isso é necessário entrar no site do PROCON-SP em: http://www.procon.sp.gov.br/bloqueioTelef/ e no link correspondente digitar seu CPF e senha (Informados abaixo).
Ao entrar no sistema será possível realizar todas as operações necessárias para confirmação do bloqueio das ligações, cancelamento do bloqueio ou inclusão de novos números para bloqueio.

 

Consumidor: PAULO MAYR CERQUEIRA
Email Cadastrado:
paulomayr@uol.com.br
Login:CPF ou CNPJ cadastrado
Senha de acesso: xxxxxx

Atenciosamente.

FUNDAÇÃO PROCON-SP
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A isso é que eu chamo de META-INFERNO – O cidadão quer sair de um inferno e é enfiado em outro!!!

Leis que Parecem Brincadeiras!!!

O cidadão para ter sossego em casa e/ou no trabalho e não ser incomodado por inoportuníssimas ligações de telemarketing (aqueles chatos e chatas  que ficam tentando vender coisa ou fazendo propaganda por telefone) precisa cadastrar o número de sua linha   no Procon www.procon.cp.gov.br .  Assim estabelece Lei Estadual n. 13.226/08.  E mais, quem se inscrever/cadastrar  até amanhã  só estará protegido a partir de 1º de maio próximo. (Eu já me inscrevi)

Não seria muito mais lógico que a lei determinasse que apenas aqueles que não se incomodam em receber ligações de telemarketing se cadastrassem???

Quanto à Lei Anti-fumo do Governador José Serra, como ficou conhecida, a coisa chega a ser hilária.  Essa lei quer “proibir consumo de  cigarros e similares em todos os espaços coletivos do Estado de São Paulo, sejam eles públicos ou privados, “total ou parcialmente fechados em qualquer dos lados. Assim,  o fumo ficaria proibido Restaurantes, Lanchonetes, Praças de alimentação,Hotéis e pousadas Shopping centers, Instituições de saúde, Escolas, Táxis, Ambiente de trabalho, Área comum de condomínios e Bares”

“De acordo com o projeto,  proprietário ou responsável pelo espaço está autorizado a chamar a polícia em caso de descumprimento da lei por parte do fumante.  Além disso, está prevista multa ao proprietário, “interdição do estabelecimento ou até cassação da licença de funcionamento, nos termos do artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor.”

Mais do que perfeito, mais do que justo!!! Quem quiser fumar que vá para a rua, para lugares abertos, enfim, para onde a lei permita.

Mas  entra oposição, que talvez queira fazer uma média com fumantes e donos de restaurantes, e propõe várias alternativas.  E aí, todo mundo já sabe o final da história.  Fica tudo como está: fumantes nadando de braçadas, dando baforadas a vontade e o resto que se dane!!!

Pelo jeito, é o que vai acontecer!!!

Sou novamente obrigado a apela parar o bordão do Boca:
O homem chegou à Lua há quase quarenta anos e aqui no Brasil legisladores ou sejam lá quem for não conseguem sequer redigir/aprovar leis que realmente protejam o cidadão.

Burocratas não Inventem!!! Vocês não são Guimarães Rosa!!!

Pelo que pude perceber nos últimos 10 dias, começa a surgir um termo pseudo-chic que amanhã vai “poder estar ameaçando” a praga do gerúndio. Não comemore. É tão idiota quanto.  Trata-se do POSIÇÕES – que, tal qual o gerúndio, serve para tudo e não serve para nada.
A mensagem eletrônica do telefone  do Poupatempo, sempre desperdiçando tempo do contribuinte,  depois de dar boas vindas avisa ou avisava (o Poupatempo ficou de corrigir a coisa), “a mensagem está sendo gravada para o aprimoramento de nossos serviços.  No momento, todas as nossa posições estão em atendimento. Por favor, tente mais tarde” E a Linha caia.   Desperdiça tempo porque deveria informar de cara, (na língua que fosse) “que as posições estão em atendimento” ao invés de dizer que a mensagem (suponho que seja a conversa que o cidadão terá com o funcionário do Poupatempo) será gravada, quando não haverá mensagem/conversa alguma!!!
Imagina-se que Posições signifiquem  telefonistas, atendentes.  Criativo, não é mesmo???
Já o caixa de auto-atendimento da  Nossa Caixa Nosso Banco pede que o cliente digite o ano de Nascimento com duas posições.  Posições aqui significariam números, dígitos, algarismos.
De duas uma, ou essa palavra é a mais polivalente que existe ou a criatividade/imaginação- para não dizer o termo certo  que tb termina com dade – dos nossos burocratas não tem limite.  Observe-se que ambas instituições são governamentais, públicas – A Caixa, parece, foi ou está sendo comprada pelo Banco do Brasil. Ou seja, o português usado deveria ser correto e sóbrio, a léguas de modismos e/ou imbecilidades/invencionices!!!!
Mário, grande amigo meu, sujeito muito inteligente, disse uma vez que cada um deveria poder escrever como quisesse.  Argumentei que eu poderia escrever  casa com z; outro poderia escrever Kasa,  outro ksa, sem o primeiro a,  só com K;  não precisei nem continuar e ele imediatamente percebeu que era impossível o que propunha.

Guimarães Rosa podia inventar palavras; burocratas de plantão, não.

Meu amigo Zé Vaidergorn (o do post do Poupa tempo) foi definitivo:

– Posições em atendimento??? Deve ser puta trabalhando!!!

Tom Jobim, os Não Banhos dos Ingleses e Viver no Brasil

A mera idéia de não poder desfrutar de ao menos um banho (de chuveiro, é lógico!!) por dia, como se viu, nos causa imenso desconforto.

Aqui no Brasil enfrentamos mazelas de tudo quanto é tipo – entre outras,  políticos e empresários, inclusive empresárias dondocas socialaites,  de caráter e comportamento (que adjetivo usar???- Você decide!!).

Mas quase sempre sob um sol e clima maravilhoso – e de banho tomado. Isso faz diferença fabulosa!!!

Tom Jobim definiu com sapiência a coisa.  Dizia ele:

Viver no exterior é bom, mas é uma merda.  Viver no Brasil é uma merda, mas é bom.”

A discussão continua aberta aqui no Boca no Trombone.  Manifeste-se. Faça uso do Trombone.  Vale falar de tudo: políticos, banho, falta de banho, dondocas socialaites na cadeia.

Quem quiser sugerir adjetivos para colocar ali onde eu deixei espaço também pode se manifestar.

Parodiando anúncio: Vem pro Boca Você também!!!

Não Banho e Mesquinhez Inglesa

Meu post de anteontem sobre barbas, barbudos, banhos de banheiras e não banhos de ingleses recebeu  vários – para os padrões do Boca,  naturalmente – comentários.

Costumo responder cada comentário individualmente.  Para facilitar a coisa e também por  ter percebido que o assunto ingleses ainda não se esgotou,  retomo o tema; conto mais detalhes da minha experiência vivendo  na casa de  uma família classe média típica. Foi bem legal.  Mas notei que diversas coisas curiosas na rotina dos ingleses que também foram lembradas por alguns leitores. http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/03/24/barbudos-x-barbeados-banheira-x-chuveiro/ 

Durante os dois meses que passei lá em Bournemouth, cidade ao sul da Inglaterra, próxima a Londres, viajei todos os fins de semana. (saia  sexta à tarde e voltava domingo para dormir). Assim, a questão dos três banhos semanais a que tinha direito foi ligeiramente amenizada.

Ainda no setor higiene,  jamais vi algum dos donos da casa (um casal, mais a filha) com cara de quem tivesse tomado banho.  O único contato que presenciei deles com a água não foi dos mais agradáveis. 

Uma  Uma noite, entro na cozinha e o que vejo???  O dono da casa lavando a cabeça na pia da cozinha.  Na volta ao Brasil, contei isso para meu pai, que comentou com um amigo nosso inglês.  Ele  garantiu que era normal, na Inglaterra, as pessoas lavarem a cabeça na pia da cozinha. O porquê disso não fica claro.  Como disse Caetano, “eu não consigo entender sua lógica.”  Entender ou não entender não tem importância.  Grave é usar a louça e comer comida lavada na pia que também serve para lavar cabeça,  e sabe-se lá se não deixei de ver coisas piores…

Um leitor do Boca fala, até de maneira rude, do mal cheiro das inglesas (leia no comentário do post de ontem)  Ele  está muito bem acompanhado. Famoso e prestigiadíssimo  personagem da política,  tido como mulherengo,  diplomata em Londres, ao responder a uma amiga se havia gostado das Inglesas, foi taxativo:

– São bonitinhas, mas muito mal lavadinhas…
 
Voltando à minha experiência com a família inglesa,  passo aos pequenos  truques, golpinhos que me aplicaram. 

Paguei aqui no Brasil uma determinada quantia para a Escola que freqüentei e outra quantia que foi diretamente para a família que me hospedou.

Está mais do que implícito que um quarto alugado durante o inverno em uma casa na Inglaterra tenha calefação.  Pois não é que a dona de casa me disse que a calefação não estava incluída e que eu deveria pagar.   Não quis brigar e concordei. Ela me deu o valor semanal da calefação. Argumentei que pretendia viajar todos os finais de semana e que preferiria pagar por noite a calefação, quando eu, de fato, estivesse usando.  Ela não concordou.  Cobrava sempre por sete noites, embora só ligasse cinco vezes por semana.

Eu e o Javier, mexicano que também estava ali hospedado,  éramos apenas meios de a dona de casa, landlady, reforçar o orçamento.  Nada além disso.

Perguntou-me ainda se eu queria que ela lavasse minha roupa e já foi logo dando o preço.  Falei que era coisa relativa: como ela já podia dar o preço sem saber quanta roupa seria?  Ela foi clara: esse preço é para a quantidade de roupa  que pessoa normal usa por semana : duas camisas, duas meias e duas cuecas. Agradeci e disse que eu mesmo levaria para a lavanderia.

Curioso é que mesmo quando queria ser simpática e mostrar eficiência, ela era seca e até meio rude.  Elogiei bastante os ovos mexidos do café da manhã. (scramble eggs, certamente escrevi errado) de lá. Imediatamente, me responde:

– Às terças e quintas  (lembro-me que eram exatamente esses os dias) tem.

Sou cara extremamente justo, o que é certo é certo e, como já disse e repeti, detesto desperdício.  A dona da casa pediu que avisasse sempre com antecedência quando fosse viajar no fim de semana, para que ela não comprasse comida para mim.  Perfeito.  Nada de desperdício.

Meu pacote de hospedagem compreendia: quarto de domingo a domingo,  café da manhã e jantar de segunda a sexta e as três refeições do sábado e do domingo. 

Como já  disse,  todos os fins de semana, viajei.  Ou seja, deixei de consumir sete refeições a cada fim-de-semana.  Passei lá seis semanas, logo foram  exatamente 42 refeições que, embora tenham sido pagas, não foram consumidas.
 
Uma noite, durante o jantar, ela me pergunta em que dia eu iria embora.  Falei que seria dali a dois sábados.  Ela diz:

– Pois bem,  o café da manhã do sábado em que você vai embora, você vai ter que me pagar porque a escola só me paga até sexta-feira.

Eu falava legal  inglês e entendi perfeitamente.  Mas, por segurança, confirmei em Portunhol com o mexicano Javier.  Pedi que não comentasse nada, mas lhe disse que iria denunciá-la para a escola. E a escola, muito provavelmente  iria descredenciá-la na mesma hora.  Se eu tivesse consumido todas as refeições previstas, perfeito que ela cobrasse essa extra. 

Detalhe: alguns brasileiros levam lembrancinhas típicas daqui, um anelzinho de água marinha e outras besteiras baratinhas para a dona da casa..  Eu havia levado  três quilos de café da melhor qualidade,  panela própria para esquentar a água, bule, coador e xícaras de porcelana pintadas a mão.  Isso não vem ao caso.  O que conta é que eu deixei de consumir 42 refeições e ela quis me cobrar um ovo, uma torrada e uma xícara de café (aliás, que eu havia lhe dado).

A história acaba assim: fui-me embora na 6. Feira.  Deixei barato, não denunciei na escola e  não teve o quebra-pau anunciado. Nesse momento em que escrevo, acho que agi mal: devia ter denunciado.

Ingleses não são efusivos, abraços e beijos não jorram por lá com parte de cumprimentos.  Mas é lógico que depois de conviver um mês e meio, por mais frio que sejam todos os envolvidos,  na despedida, apertam-se as mãos e até um beijinho e abraço  fazem parte da coisa. 

Eduardo e Marina, brasileiros que iam comigo ao Aeroporto e passaram em casa para me apanhar de táxi, ficaram impressionados porque, já dentro do táxi, limitei-me a um aceno com a cabeça de despedida.

Quatro anos após, morei cerca de quinze dias em casa de família americana.  180º  opostos.  Conto logo mais. 

Para terminar legal, a receita do fabuloso scramble eggs.

Ovos mexidos da Markham Road 103 – endereço da casa  da família em Bournemouth

Fazer uma torrada de pão de forma com manteiga.  Mantê-la quente.
Reservar.

Em uma panelinha pequena, derreter manteiga, quebrar um ovo e, quando começar a fritar, colocar uma colher de leite, diminuir o fogo, por sal e pimenta do reino.  Mexer e quando estiver no ponto (eu gosto mole) colocar sobre a torrada quente.   Comer acompanhado de  café forte servido na xícara grande.  É muito bom!!! Gotinhas de Tabasco, um pouco redundante, já que vai pimenta do reino,  também são bem-vindas (acho que agora bemvindo é tudo junto)!!!