Tragédia em Cusco – Momento “Impróprio” para Dica Fundamental

Cusco, Machu Pichu e Águas Calientes, fabulosos pontos turísticos do Peru, voltam ao noticiário.  Dessa vez por conta das catastróficas chuvas e deslizamentos que deixaram 2.000 turistas isolados (180 deles brasileiros), cinco mortos, cinqüenta feridos e milhares de desabrigados.

Cusco tem cerca de 300.000 habitantes e, como se vê, atualmente conta com quase 1% de sua população de turistas.  Alguma coisa deve ter para atrair tanta gente.

E tem mesmo!!!

Estive nos três lugares duas vezes: em julho de 74 e em 84. Embora o momento não seja próprio para falar  de turismo e dicas turísticas, lá vão.  Afinal de contas,  a vida continua e, pelo menos, minha primeira sugestão não tem preço:

Em hipótese alguma, mas em hipótese alguma mesmo,  deixe de dormir pelo menos uma noite ou em Águas Calientes ou em Machu Pichu.

A primeira vez, em 74, viagem de mochileiro, dormi em Águas Calientes.  Eu, alguns brasileiros e mais um monte de gringos, umas quinze pessoas ao todo  alugamos uns dois quartos com três camas cada e dormimos, pelo menos dois em cada cama de solteiro.

Na 2. vez,  quando programava viagem para o México, o agente de turismo, aqui no Brasil, informou que meu vôo de volta  faria escala em Lima.

Automaticamente falei:

– Se pára em Lima, volto para Cusco e Machu Pichu. 

Assim foi feito.

Com um pouco mais de dinheiro na guaiaca  (cinto de couro ou pano com duas pequenas  bolsas para guardar dinheiro dentro da roupa) do que na primeira vez,  hospedei-me em fabuloso hotel no Topo do Machu Pichu, uns trinta metros antes da entrada das ruínas.

Dormir lá, tanto em Águas Calientes quanto em Machu Pichu, faz toda a diferença.   É uma questão de matemátca.  O destino de todo mundo ao ir para a região é MACHU PICHU. Aí começa a falta de lógica.

O turista sai de Cusco de trem lá pelas seis da manhã.  Viaja cerca de quatro horas até Águas Calientes e mais uma meia hora até o topo de Machu Pichu.  Chegando lá em cima, dá uma andada de cerca de uma ou duas horas pelas ruínas, almoça e volta.

Veja o Paradoxo.  O destino é Machu Pichu.  Em Machu Pichu, propriamente dito, o turista comum fica mais ou menos  duas horas.Lá pelas  três da tarde, todo mundo volta para pegar o trem para Cusco.
Quando todo mundo volta, as ruínas ficam – até às 11 horas do dia seguinte – a inteira disposição de uma meia dúzia que sabe das coisas e se informou antes de embarcar.

Na primeira vez, ficamos até o anoitecer e descemos a pé até Águas Calientes.

E você sabe por que Águas Calientes se chama Águas Calientes???  Há um pequeno e rusticíssimo  balneários com umas duas ou três piscinas de águas medicinais e quentes. 

E o que acontece???

A noite, todos e todas (entenda-se belas gringas européias) banham-se sem roupas.  Os olhos e a alma ficam reconfortados.

O programa noturno da 2. vez foi mais conservador.  Bebendo conhaque ou uísque fiquei até altas horas no confortabilíssimo bar do  hotel batendo papo com idem gringos e gringas do mundo inteiro.  Todos com roupa, naturalmente.

Do momento em que se levanta até às 11 horas, quando chega nova leva de turistas desavisados,  as ruínas continuam às sua disposição.  Na segunda manhã da segunda  vez, junto com um espanhol,  escalei o  Huayna Picchu, aquela montanha  em frente ao Machu Pichu, que todo mundo conhece só por fotografia.

Em tempo, famoso escritor de guias de turismo que conhece todo o Planeta considera Machu Pichu um dos lugares mais espetaculares que existe.

Passar apenas  duas/três horas  é um pouco paradoxal, para dizer o mínimo.

Ir a Machu Pichu e não dormir lá é tão absurdo quanto ir à Roma e não ver o Papa.  Digo sempre, brincando, que sou como o Chacrinha:

– Ouça o que eu digo porque o que eu digo não tem nos livros!!!
Agora posso completar  que não tem nos livros, só no Boca no Trombone.

Que  a Natureza e Deus protejam gente tão boa e lugares tão maravilhosos!!!

Spams e Emails Chatos

Cinco dias longe do escritório. 

Caixa de entrada de emails:  48.  Um pessoal e aproveitável.   O  resto: de conhecidos se jogando confete mutuamente e alguns spams.

Em maio/junho de 2007, foi preso um sujeito na Europa ou Estados Unidos que, sozinho, entupia caixas de correio eletrônico de todo mundo, no mundo todo.  Suponho que ele continue preso, não sei.  Escrevi um texto na época. Deixo o link no final.

Spams estão voltando com bastante força para seu dia-a- dia no trabalho, todos os dias, já  começar mal.   

Contra eles, entretanto,  nada se pode fazer. Juntando termo antigo dos tempos da ditadura/autoritarismo com  modernidade, seria uma espécie  entulho informático.

Mas os amigos, e todos aqueles que têm nosso endereço eletrônico, bem que poderiam maneirar, não é mesmo???

Amiga minha,  há alguns anos ao me dar seu email, foi taxativa:

– Paulo, cinco pessoas têm meu email.  Você vai ser o sexto.  Se você quiser escrever que me ama,  que não pode viver sem me escrever, vou adorar.  Se você quiser escrever que tá com raiva de mim,  que quer me mandar passear, vou respeitar.  Mas, em hipótese alguma, me envie  emails  impessoais, com piadas ou conselhinhos edificantes.

Cá entre nós, ela tá mais do que certa!!!  Há algum tempo,  todos os dias eram uns sete/oito emails do marido e outro tanto da mulher de um casal de amigos.   Os dois se afastaram de mim.  Sinto falta deles, mas também sinto imenso alívio ao abrir minha caixa postal.

Sempre que tiver pela frente  esses emails chatos, mentalize  o amigo que mandou dizendo a frase dos pedintes adaptada:

– Eu podia tá matando, eu podia tá roubando.  Mas eu só to te enviando email engraçadinho ou edificante!!!

Como diz a Cláudia, minha namorada: 
– Inférrrno!!!

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Link do texto prometido a respeito dos spams http://bocanotrombone.ig.com.br/2007/10/23/311/

Paulo Francis – Dois Episódios que Não Estão no Filme

A propósito do Documentário Caro Francis, de Nélson  Hoineff, em exibição no Cinema Reserva Cultural 1, algumas passagens, embora não importantes, curiosas e engraçadas.

1) Dizem os amigos que, andando a pé pelas ruas do Rio de Janeiro,  sempre  ao ver um moleque mal vestido, pelo qual iria passar, sujeito grande e forte que ele era,  fechava os punhos e dizia brincando para quem estavesse ao seu lado:

 – Sociologia tem hora, porra!!!

 2) O próprio Francis contava que, no início de sua carreira,  escrevera a expressão via de regra.  Seu chefe na época, jornalista Castelo Branco, salvo imenso engano meu, puxou um risco até a margem da Lauda e foi taxativo:

 – Via de regra é bu…, meu filho!!!

 Rindo muito, Francis comentou que nunca mais usou a expressão.  Antes de ler essa história, não me lembro de ter escrito, nem mesmo falado,  via de regra.  Depois disso, tenho certeza de que também nunca a empreguei.

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Viajo amanhã e provavelmente não vou postar nada até meados da semana que vem.

Marcelinho/Paixão Corinthiana

Conta a lenda que Marcelinho Carioca, hoje com a Alcunha de Senhor Centenário do Corinthians, em seus tempos de jogador havia disputado diversas partidas em curto espaço de tempo.  O técnico do time o dispensara para o Clássico do Domingo.

Pois bem,  domingo na hora marcada para o resto do elenco se apresentar, lá estava ele.  Assustados, todos perguntaram  o que fazia  ali.

 Explicação apaixonada, ultra convincente:

– Uma tarde maravilhosa dessas, jogo no Pacaembu, só se eu fosse louco  ficaria em casa!!!

Atitudes como essa talvez sejam uma das chaves  para entender a paixão que o Corinthians desperta em todo mundo.

Lápis sem Ponta Para NÃO Escreverem em Cadernos Coloridíssimos

O material escolar em São Paulo subiu o dobro da Inflação (6,61% x 3,65%) de janeiro a dezembro de 2009.  

Em meados de novembro último, publiquei texto aqui mostrando problema sério e, ao mesmo tempo, ridículo enfrentado  por crianças e professores da Rede Pública.

Crianças que estão começando a aprender a ler e a escrever e os dedicados professores quase  enlouquecem. O motivo??? É impossível escrever com o lápis que as crianças recebem.  Escreve, o lápis quebra a ponta; a criança aponta e  a ponta se quebra novamente.  Em  muito pouco tempo, o lápis desaparece, criança e professora ficam numa irritação só!!!  Dá para aprender dessa maneira???

Pois bem,  os  órgãos  responsáveis pela compra do material da Rede Pública deveriam determinar para as empresas fornecedoras em contratos não um número x de lápis que cada criança irá receber, mas sim que cada criança receberá número suficiente de lápis para terminar o ano letivo.  E que ninguém venha alegar que isso motivaria as crianças a não cuidar do material.As empresas fornecedoras receberam do   governo por  lápis que, se supunha, durariam um ano.  Em um instante esses lápis foram consumidos pelo apontador.  Ou seja, as empresas tiveram crédito e não fizeram por merecer esse crédito.   Agora, é atacar o órgão sensível das empresas/empresários:  o bolso. 
Esse órgão sensível, bolso das empresas/empresários, também poderia ser atacado através de outro meio:  Multas, multas bem vultosas. Tenho certeza de que a coisa iria  entrar nos trilhos.

Certamente  é o momento oportuno para se tomar outra medida.  Determinar que papelarias, além de vender cadernos caríssimos, coloridíssimos,  pagando royalties para artistas e empresas detentoras de direitos sobre personagens, também fossem obrigadas a vender cadernos de boa qualidade, simples e por um preço decente.  Leia-se acessível.  

Autoridades, tomem providências!!!  Bordão do Boca:  o homem já chegou à Lua e o Estado/país não consegue(m) fornecer lápis que escrevam, tampouco cadernos por preços decentes!!!  Que tal se ao invés de frases de efeito da publicidade oficial, as autoridades, isso sim, pegassem o pião da Educação na unha e realmente se empenhassem pela coisa.  Não dá mais para perder tempo.  São milhões de crianças e centenhas de milhares de professores se estressando ao invés de ensinar/aprender!!!  Sem contar os pais desperdiçando dinheiro em capas ultra/multicoloridas. E cadê o Brasil, país de todos da propaganda oficial???

Seu Adolfo, da Mega Sena, Dinheiro Não Agüenta Desaforo!!!

Leio que seu Adolfo, jardineiro de 78 anos, que ganhou R$ 72 milhões  da Mega Sena, segundo  boatos,  teria oferecido R$ 5 milhões por uma fazenda que estava sendo vendida por R$ 4 milhões, de acordo com o que contou Sônia, vendedora de Santa Rita do Passa Quatro, cidade  do novo milionário.

Vou falar o óbvio: Seu Adolfo, cuidado, dinheiro não agüenta desaforo.

Em 1972, Dudu da Loteca, que ganhou uma fábula na Loteria Esportiva, ia aos melhores restaurantes e pedia o melhor vinho que havia. 

O maître trazia, ele aprovava  e dizia:

– Tá  ótimo.  Pode temperar a carne  que eu pedi com esse vinho.

Pois bem,  não demorou  muito tempo, Dudu da Loteca se viu às voltas com sérios problemas financeiros.  Parece que acabou se saindo bem e se recuperou.  Não tive mais notícias.

Como digo sempre, prefiro  errar por excesso a errar por omissão.  Repito mais uma vez aviso, sabendo que vão dizer que sou muito chato:

– Seu Adolfo, cuidado: dinheiro não agüenta desaforo!!!

Piadas Rápidas e Ótimas!!!

Essas pancadas rápidas de chuvas são responsáveis por infinidades de guarda-chuvas perdidos.  Agora mesmo, quando chovia, entrei em um restaurante pequeno.  A chuva parou, saí do restaurante.  O guarda-chuva ficou.  Voltei para pegar e me lembrei de uma piada, encontrei-me com um conhecido que citou um médico famoso e me lembrei de duas piadas – uma que eu contei para o doutor e a do doutor, muito melhor do que a minha.

Lá vão:

Sujeito está na igreja ouvindo o sermão e diz para si mesmo:

– Diabo, onde foi que eu deixei meu guarda-chuva???

O padre continuando o sermão:

– Não devemos cobiçar a mulher do próximo.

O sujeito que não se lembrava onde havia deixado o guarda-chuva:

– Lembrei!!!!

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Eu estava me consultando com famoso gastro, pai de cineasta idem famoso.  Na entrevista, antes da consulta propriamente dita, ele me pergunta se já fiz análise.  Digo que sim e ele diz que tem uma boa piada a respeito.  Antecipo-me e digo que já conhecia:

– As três maneiras de acabar de acabar uma terapia são:  morre o analista, morre o paciente ou acaba o dinheiro do  paciente.

O doutor foi taxativo:

– Eu conheço outra muito mais engraçada.

Sujeito de 25 anos urinava na cama.  Seu pai, inconformado,  manda o rapaz se tratar na Europa com um discípulo de Freud.  Cinco anos mais tarde, quando o filho retorna, o pai, super ansioso,  pergunta se ele havia se curado.

O filho responde:

– Papai, continuo urinando na cama.  Mas agora eu me orgulho disso!!!

Esmiuçando Tragédias

 Em relação a tragédias, digo sempre que é importante estar informado a respeito de tudo.  Assim sendo, escuto/vejo atentamente  o locutor narrando os fatos e o repórter mostrando a coisa in loco.  Agora, quando o repórter vai perguntar para amigos e família das vítimas o que estão sentindo, boto o controle remoto para trabalhar.

Ontem, estava na esteira de uma academia.  Na compulsória e compulsiva TV, permanentemente ligada, o Jornal Nacional dedica um bloco praticamente inteiro para detalhes da morte de uma jovem soterrada  em Angra,   Não queria parar a esteira e, menos ainda, podia mudar o canal. 

Tino Marcos, famoso repórter da Globo, consegue entrevista com os pais da jovem por ser amigo da família.  Aí começa o espetáculo da morbidez e do mau-gosto do qual não pude escapar.

Assistir à entrevista para mim já foi uma violência, selecionar os melhores, digo, os piores  momentos está muito acima da minha capacidade.  Assim, para quem quiser, deixo o link http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1434699-10406,00-EXCLUSIVO+DONOS+DE+POUSADA+FALAM+DA+MORTE+DA+FILHA.html .

Aliás, seria ótimo viver entre humanos utópicos que não apreciassem esse tipo de espetáculo.  Telejornais se limitariam a narrar objetivamente os fatos com os cinco w – a saber:  quem, quando, como, onde e por que e ponto final.  O locutor anunciaria.  “ Mais detalhes no endereço tal da Internet”

Como disse, trata-se de utopia.  Caso a medida fosse de fato implantada, a emissora correria imenso risco: Todos sairiam correndo para o computador e na frente da TV ficaríamos eu e mais uma meia dúzia!!!

Amigo meu arquiteto já disse:  “o ser humano é um projeto que não deu certo.”  Não me acho superior a ninguém,  entretanto,  esse tipo de coisa não me satisfaz  em qualquer aspecto, mais ínfimo que seja!!!

Pessoas Mal Intencionadas Precisam Mesmo se Ferrar

Mario Bortolotto, dramaturgo que levou três  tiros em um assalto e já está recuperado, disse em seu blog que “queria querer que esses filhos das putas se fodessem mas eu sinceramente não consigo pensar nisso. Não consigo cultivar sentimentos de ódio ou vingança. Não consigo nem pensar nisso.”

Legal, muito nobre da parte dele.  Eu também já fui assaltado e durante umas três horas, junto com mais umas quinze pessoas em um consultório médico, fiquei sob mira de armas de fogo.  Ninguém sofreu nada fisicamente, mas o desgaste psicológico foi muito intenso.  O assalto acabou bem sem ferido algum.  Também não tive qualquer sentimento de ódio  ou  vontade de vingança em relação aos  assaltantes.

Agora,  para pessoas sacanas, que vão fazendo sacanagens premiditadas, pessoas mal intencionadas, tenho uma frase , que  julgo, bem adequada e nem um pouco vingativa ou rancorosa.

Lá vai.  ” É importante que os filhos da puta se fodam, mas é fundamental que você fique sabendo.”

Pratos com Romã e Lentilha para trazer sorte

Publico novamente cardápio para se ter sorte no ano de 2010.  Queria ter postado  ontem, mas ocorreram problemas no sistema do Ig.   De qualquer forma, ainda dá tempo de correr e produzir esses pratos que trazem sorte para o ano que entra.

Uma vantagem no cardápio desse ano.  Finalmente, já se encontra no mercado o Doritos Sabor Neutro.  É muito melhor.  De qualquer maneira, ainda deixo o comentário que fiz sobre a mania dominante de uma coisa ter o sabor de outra.  Na minha opinião, um inferno – coisa de búfalo, como digo – (talvez um pouco rigoroso – sem rigor, entretanto, não se fazem mudanças!!!)

Em tempo, Boca no Trombone não se transformou, nem é essa a idéia, em site de gastronomia!!!!

Feliz 2010 para todos nós!!!!

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Rezam  a superstição e a tradição  que comer romã e lentilha no Reveillon traz sorte.  Não sou muito místico, mas “bastante” gastrônomo, como tá dando para perceber.  Além disso,  dizem os espanhóis (em espanhol correto, naturalmente – diferente do que escrevo a seguir)  “ jo no creo em las bruxas, pero que las hai, las  hai”.  Resumindo, não custa nada incluir romã e lentilha na noite do Ano Novo ou no primeiro Almoço do Ano. 

Guacamoles (pasta salgada mexicana  de abacate) para se comer de entrada acompanhando cerveja geladíssima  ou,  idealmente, margherita ; e arroz com lentilhas, que pode  ser saboreado junto com saudável e politicamente correta coalhada,  dão conta de satisfazer a superstição, além de serem quitutes deliciosos. A cerveja não vai combinar com  o Iogurte do arroz, mas isso não vai matar ninguém.

GUACAMOLES

Nas minhas agradabilíssimas temporadas  na fazenda do meu querido e saudoso irmão Beto, em Sto Antônio da Platina, Norte do Paraná,  dia sim, outro também, havia guacamoles antes do almoço. Era muito bom.  Entretanto, não levava coentro.  O Coentro faz toda diferença. Para muito melhor!!! 

Naquele tempo, a mania de uma coisa com sabor de outra (batata com gosto de berinjela, berinjela com gosto de abóbora; abóbora com gosto de quiabo) ainda não havia se tornado uma ditadura;  o salgadinho de milho perfeito para acompanhar – sem sabor algum –  estava nos supermercados. Atualmente só existe com Sabor queijo.  Não tem graça.  Mas não tem solução.  É como o caso das duas freiras.  Uma falou para a outra:
-Durma com Deus, irmã.
A outra respondeu:
– É o jeito, né???
Garantiu-me por telefone a empresa que fabrica o salgadinho de Milho que o de sabor neutro vai ser comercializado novamente.  Aliás, já era para estar no mercado, mas houve um contratempo.  Salvo engano meu, incendiou-se  parte de uma fábrica onde ele estava sendo produzido.

A boa notícia, como disse na abertura do texto deste ano,  é que o Doritos sabor neutro já pode ser encontrado em praticamente todos os lugares.  Muda da água para o vinho o guacamoles com doritos sabor neutro.

Lá vai a receita:

Guacamole
Ingredientes – para cerca de 4 pessoas.  Pode multiplicar porque não tem erro.

2 xícaras de chá de abacate sem caroço e sem casca
½  de xícara de chá de  tomate pequeno sem peles, nem sementes, cortados em cubinhos.
1/2 de xícara de chá de cebola  bem picada
1/2  colher de sopa de coentro bem picadinha
3 colheres de sopa de suco de limão
1  colher de chá de    sal
2 colheres de sopa de  sementes de Romã
50  gotas de  Tabasco vermelho

ACOMPANHAMENTO

2 pacotes de salgadinho de milho – Doritos -, preferencialmente de sabor neutro.  Caso não tenha sabor neutro, o de queijo quebra o galho.

Preparo  

Em um teperwere, misture bem o abacate amassado com garfo, o tomate, a cebola, o coentro, o suco de limão,  o sal e o Tabasco.

Deixar fora da geladeira se for servir nas próximas horas  Caso vá demorar para servir, deixar um caroço de abacate dentro, o que evita que fique preto.  Isso vale para diversas receitas de pratos que levem “creme” de abacate.
Come-se descontraidamente, sem usar talheres,   mergulhando nacos do salgadinho de milho na pasta, acompanhado de tequila servida em pequenos cálices, margherita ou mesmo cerveja bem gelada.

ARROZ COM LENTILHA – do fabuloso livro esgotado COMIDAS DE BOTEQUIM de Ana Judith de Carvalho. Editora Nova Fronteira – publicado há mais de 25 anos).  Vale a pena ir atrás,  quer pelas  receitas muito bem cuidadas, quanto pelo texto de apresentação. A autora diz  mais ou menos aquilo que Rita Lee já cantou: “antigamente tudo era bem mais chique”.

O texto vai abaixo exatamente  como está no livro.  Já fiz. Deu certo.

Ingredientes para Oito Pessoas

“- 3 xícaras de chá de arroz agulha;
250grs de lentilhas;
50 grs de toucinho defumado cortado em cubinhos;
4 cebolas grandes em rodelas;
1 folha de louro;
2 dentes de alho;
óleo que baste;
sal e pimenta (não está especificada , -acho que é pimenta do reino-)

Preparo

Cozinhe o arroz al dente, em 6 xícaras de chá de água quente com sal.

Separadamente, cozinhe as lentilhas em água com sal, o louro e o toucinho.  As lentilhas devem ficar macias, porém sem caldo e sem se desmanchar.  Para tanto, é necessário manter seu cozimento  em grande quantidade de água. 

Doure o alho picadinho em 1 colher de sopa de óleo e refogue as lentilhas bem escorridas.  Prove o sal e tempere com um pouco de pimenta.

Misture bem as lentilhas (toucinho junto)  com o arroz já pronto e mantenha em local aquecido.  Frite no óleo bem quente as cebolas  cortadas em rodelas finas. Escorra em papel absorvente.  Devem ficar tostadas e secas.

Arrume o arroz com as lentilhas numa travessa e cubra com a cebola frita.  Polvilhe com um pouquinho mais de pimenta e sirva enquanto ainda está bem quente.

Deixe a coalhada em uma grande vasilha e cada um se serve da quantidade que quiser.

Facilitando as coisas

Faça o prato com antecedência.  Caso vá levar para algum lugar,  leve o arroz em uma travessa e as cebolas em outro recipiente.  Na hora  de servir, aqueça rapidamente o arroz no forno e cubra com as cebolas em temperatura ambiente.

Em restaurantes árabes,  esse prato é servido com coalhada.

Abaixo, excelente receita de coalhada que peguei na Internet. Não havia a fonte.

Colo o texto:

Observação:  O ideal é comprar um termômetro especial para laticínio.

A loja Agrototal tem esse termômetro. R. São Caetano, 216
Metrô Luz – 3322-0077 –  Dia 30 até às 18 hs e 31 até às 12 hs, segundo me informou o vigia.  Confira antes de se locomover até lá.  ( Confirmar antes de sair de casa – esse horário de funcionamento  é dos dias 30 e 31 de dezembro de 2009)

Todo mundo sempre fez coalhada sem termômetro, usando o seguinte critério.  Ferver o leite.  Desligar o fogo e esperar dez minutos.  Por o dedo no leite e tirar.  Quando conseguir manter o dedo no leite, é a temperatura certa.  Sempre brinquei que essa fórmula é para servir coalhada com pele de dedo, mas como no caso do provérbio – quem não tem termômetro que cace com o dedo!!

Se sobrar coalhada, deixe na geladeira porque dura vários dias.  Não se esqueça de separar uma quantidade para fazer da próxima vez.

De qualquer forma, tenho certeza de que você vai aprovar a coalhada e vai querer fazer sempre.  Vale mesmo a pena comprar o termômetro.  Não ganho comissão da loja, mas vale mesmo a pena.

COALHADA

Rendimento: 15 porções
 
3 litro(s) de leite
3 colher(es) (sopa) de iogurte desnatado comprado pronto.
 
 
Ferva o leite. Depois, desligue o fogo e deixe-o descansar até atingir a temperatura entre 52 e 54ºC. Junte o coalho e misture bem (com uma concha vá jogando a mistura de cima para baixo, para aerar bem). Transfira para a vasilha onde vai ser servida.  Tampe a   vasilha  cubra com um pano, para abafar bem. Deixe-a descansar por cerca de 4 a 6 horas. O lugar ideal é o forno desligado. Em seguida, leve à geladeira por cerca de 3 horas. Sirva com mel, açúcar ou a gosto.
Coalhada Seca:
Coloque a coalhada fresca (sem ir à geladeira) dentro de um saco de algodão com tramas bem fechadas (sobre uma bacia). Pendure o saco de uma maneira que o soro possa escorrer (ainda sobre a bacia). Deixe escorrer de um dia para o outro. Após esse tempo, a coalhada estará pronta para ser servida.

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