Paulo Francis – Dois Episódios que Não Estão no Filme

A propósito do Documentário Caro Francis, de Nélson  Hoineff, em exibição no Cinema Reserva Cultural 1, algumas passagens, embora não importantes, curiosas e engraçadas.

1) Dizem os amigos que, andando a pé pelas ruas do Rio de Janeiro,  sempre  ao ver um moleque mal vestido, pelo qual iria passar, sujeito grande e forte que ele era,  fechava os punhos e dizia brincando para quem estavesse ao seu lado:

 – Sociologia tem hora, porra!!!

 2) O próprio Francis contava que, no início de sua carreira,  escrevera a expressão via de regra.  Seu chefe na época, jornalista Castelo Branco, salvo imenso engano meu, puxou um risco até a margem da Lauda e foi taxativo:

 – Via de regra é bu…, meu filho!!!

 Rindo muito, Francis comentou que nunca mais usou a expressão.  Antes de ler essa história, não me lembro de ter escrito, nem mesmo falado,  via de regra.  Depois disso, tenho certeza de que também nunca a empreguei.

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Viajo amanhã e provavelmente não vou postar nada até meados da semana que vem.

Marcelinho/Paixão Corinthiana

Conta a lenda que Marcelinho Carioca, hoje com a Alcunha de Senhor Centenário do Corinthians, em seus tempos de jogador havia disputado diversas partidas em curto espaço de tempo.  O técnico do time o dispensara para o Clássico do Domingo.

Pois bem,  domingo na hora marcada para o resto do elenco se apresentar, lá estava ele.  Assustados, todos perguntaram  o que fazia  ali.

 Explicação apaixonada, ultra convincente:

– Uma tarde maravilhosa dessas, jogo no Pacaembu, só se eu fosse louco  ficaria em casa!!!

Atitudes como essa talvez sejam uma das chaves  para entender a paixão que o Corinthians desperta em todo mundo.

Lápis sem Ponta Para NÃO Escreverem em Cadernos Coloridíssimos

O material escolar em São Paulo subiu o dobro da Inflação (6,61% x 3,65%) de janeiro a dezembro de 2009.  

Em meados de novembro último, publiquei texto aqui mostrando problema sério e, ao mesmo tempo, ridículo enfrentado  por crianças e professores da Rede Pública.

Crianças que estão começando a aprender a ler e a escrever e os dedicados professores quase  enlouquecem. O motivo??? É impossível escrever com o lápis que as crianças recebem.  Escreve, o lápis quebra a ponta; a criança aponta e  a ponta se quebra novamente.  Em  muito pouco tempo, o lápis desaparece, criança e professora ficam numa irritação só!!!  Dá para aprender dessa maneira???

Pois bem,  os  órgãos  responsáveis pela compra do material da Rede Pública deveriam determinar para as empresas fornecedoras em contratos não um número x de lápis que cada criança irá receber, mas sim que cada criança receberá número suficiente de lápis para terminar o ano letivo.  E que ninguém venha alegar que isso motivaria as crianças a não cuidar do material.As empresas fornecedoras receberam do   governo por  lápis que, se supunha, durariam um ano.  Em um instante esses lápis foram consumidos pelo apontador.  Ou seja, as empresas tiveram crédito e não fizeram por merecer esse crédito.   Agora, é atacar o órgão sensível das empresas/empresários:  o bolso. 
Esse órgão sensível, bolso das empresas/empresários, também poderia ser atacado através de outro meio:  Multas, multas bem vultosas. Tenho certeza de que a coisa iria  entrar nos trilhos.

Certamente  é o momento oportuno para se tomar outra medida.  Determinar que papelarias, além de vender cadernos caríssimos, coloridíssimos,  pagando royalties para artistas e empresas detentoras de direitos sobre personagens, também fossem obrigadas a vender cadernos de boa qualidade, simples e por um preço decente.  Leia-se acessível.  

Autoridades, tomem providências!!!  Bordão do Boca:  o homem já chegou à Lua e o Estado/país não consegue(m) fornecer lápis que escrevam, tampouco cadernos por preços decentes!!!  Que tal se ao invés de frases de efeito da publicidade oficial, as autoridades, isso sim, pegassem o pião da Educação na unha e realmente se empenhassem pela coisa.  Não dá mais para perder tempo.  São milhões de crianças e centenhas de milhares de professores se estressando ao invés de ensinar/aprender!!!  Sem contar os pais desperdiçando dinheiro em capas ultra/multicoloridas. E cadê o Brasil, país de todos da propaganda oficial???

Seu Adolfo, da Mega Sena, Dinheiro Não Agüenta Desaforo!!!

Leio que seu Adolfo, jardineiro de 78 anos, que ganhou R$ 72 milhões  da Mega Sena, segundo  boatos,  teria oferecido R$ 5 milhões por uma fazenda que estava sendo vendida por R$ 4 milhões, de acordo com o que contou Sônia, vendedora de Santa Rita do Passa Quatro, cidade  do novo milionário.

Vou falar o óbvio: Seu Adolfo, cuidado, dinheiro não agüenta desaforo.

Em 1972, Dudu da Loteca, que ganhou uma fábula na Loteria Esportiva, ia aos melhores restaurantes e pedia o melhor vinho que havia. 

O maître trazia, ele aprovava  e dizia:

– Tá  ótimo.  Pode temperar a carne  que eu pedi com esse vinho.

Pois bem,  não demorou  muito tempo, Dudu da Loteca se viu às voltas com sérios problemas financeiros.  Parece que acabou se saindo bem e se recuperou.  Não tive mais notícias.

Como digo sempre, prefiro  errar por excesso a errar por omissão.  Repito mais uma vez aviso, sabendo que vão dizer que sou muito chato:

– Seu Adolfo, cuidado: dinheiro não agüenta desaforo!!!

Piadas Rápidas e Ótimas!!!

Essas pancadas rápidas de chuvas são responsáveis por infinidades de guarda-chuvas perdidos.  Agora mesmo, quando chovia, entrei em um restaurante pequeno.  A chuva parou, saí do restaurante.  O guarda-chuva ficou.  Voltei para pegar e me lembrei de uma piada, encontrei-me com um conhecido que citou um médico famoso e me lembrei de duas piadas – uma que eu contei para o doutor e a do doutor, muito melhor do que a minha.

Lá vão:

Sujeito está na igreja ouvindo o sermão e diz para si mesmo:

– Diabo, onde foi que eu deixei meu guarda-chuva???

O padre continuando o sermão:

– Não devemos cobiçar a mulher do próximo.

O sujeito que não se lembrava onde havia deixado o guarda-chuva:

– Lembrei!!!!

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Eu estava me consultando com famoso gastro, pai de cineasta idem famoso.  Na entrevista, antes da consulta propriamente dita, ele me pergunta se já fiz análise.  Digo que sim e ele diz que tem uma boa piada a respeito.  Antecipo-me e digo que já conhecia:

– As três maneiras de acabar de acabar uma terapia são:  morre o analista, morre o paciente ou acaba o dinheiro do  paciente.

O doutor foi taxativo:

– Eu conheço outra muito mais engraçada.

Sujeito de 25 anos urinava na cama.  Seu pai, inconformado,  manda o rapaz se tratar na Europa com um discípulo de Freud.  Cinco anos mais tarde, quando o filho retorna, o pai, super ansioso,  pergunta se ele havia se curado.

O filho responde:

– Papai, continuo urinando na cama.  Mas agora eu me orgulho disso!!!

Esmiuçando Tragédias

 Em relação a tragédias, digo sempre que é importante estar informado a respeito de tudo.  Assim sendo, escuto/vejo atentamente  o locutor narrando os fatos e o repórter mostrando a coisa in loco.  Agora, quando o repórter vai perguntar para amigos e família das vítimas o que estão sentindo, boto o controle remoto para trabalhar.

Ontem, estava na esteira de uma academia.  Na compulsória e compulsiva TV, permanentemente ligada, o Jornal Nacional dedica um bloco praticamente inteiro para detalhes da morte de uma jovem soterrada  em Angra,   Não queria parar a esteira e, menos ainda, podia mudar o canal. 

Tino Marcos, famoso repórter da Globo, consegue entrevista com os pais da jovem por ser amigo da família.  Aí começa o espetáculo da morbidez e do mau-gosto do qual não pude escapar.

Assistir à entrevista para mim já foi uma violência, selecionar os melhores, digo, os piores  momentos está muito acima da minha capacidade.  Assim, para quem quiser, deixo o link http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1434699-10406,00-EXCLUSIVO+DONOS+DE+POUSADA+FALAM+DA+MORTE+DA+FILHA.html .

Aliás, seria ótimo viver entre humanos utópicos que não apreciassem esse tipo de espetáculo.  Telejornais se limitariam a narrar objetivamente os fatos com os cinco w – a saber:  quem, quando, como, onde e por que e ponto final.  O locutor anunciaria.  “ Mais detalhes no endereço tal da Internet”

Como disse, trata-se de utopia.  Caso a medida fosse de fato implantada, a emissora correria imenso risco: Todos sairiam correndo para o computador e na frente da TV ficaríamos eu e mais uma meia dúzia!!!

Amigo meu arquiteto já disse:  “o ser humano é um projeto que não deu certo.”  Não me acho superior a ninguém,  entretanto,  esse tipo de coisa não me satisfaz  em qualquer aspecto, mais ínfimo que seja!!!

Pessoas Mal Intencionadas Precisam Mesmo se Ferrar

Mario Bortolotto, dramaturgo que levou três  tiros em um assalto e já está recuperado, disse em seu blog que “queria querer que esses filhos das putas se fodessem mas eu sinceramente não consigo pensar nisso. Não consigo cultivar sentimentos de ódio ou vingança. Não consigo nem pensar nisso.”

Legal, muito nobre da parte dele.  Eu também já fui assaltado e durante umas três horas, junto com mais umas quinze pessoas em um consultório médico, fiquei sob mira de armas de fogo.  Ninguém sofreu nada fisicamente, mas o desgaste psicológico foi muito intenso.  O assalto acabou bem sem ferido algum.  Também não tive qualquer sentimento de ódio  ou  vontade de vingança em relação aos  assaltantes.

Agora,  para pessoas sacanas, que vão fazendo sacanagens premiditadas, pessoas mal intencionadas, tenho uma frase , que  julgo, bem adequada e nem um pouco vingativa ou rancorosa.

Lá vai.  ” É importante que os filhos da puta se fodam, mas é fundamental que você fique sabendo.”

Pratos com Romã e Lentilha para trazer sorte

Publico novamente cardápio para se ter sorte no ano de 2010.  Queria ter postado  ontem, mas ocorreram problemas no sistema do Ig.   De qualquer forma, ainda dá tempo de correr e produzir esses pratos que trazem sorte para o ano que entra.

Uma vantagem no cardápio desse ano.  Finalmente, já se encontra no mercado o Doritos Sabor Neutro.  É muito melhor.  De qualquer maneira, ainda deixo o comentário que fiz sobre a mania dominante de uma coisa ter o sabor de outra.  Na minha opinião, um inferno – coisa de búfalo, como digo – (talvez um pouco rigoroso – sem rigor, entretanto, não se fazem mudanças!!!)

Em tempo, Boca no Trombone não se transformou, nem é essa a idéia, em site de gastronomia!!!!

Feliz 2010 para todos nós!!!!

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Rezam  a superstição e a tradição  que comer romã e lentilha no Reveillon traz sorte.  Não sou muito místico, mas “bastante” gastrônomo, como tá dando para perceber.  Além disso,  dizem os espanhóis (em espanhol correto, naturalmente – diferente do que escrevo a seguir)  “ jo no creo em las bruxas, pero que las hai, las  hai”.  Resumindo, não custa nada incluir romã e lentilha na noite do Ano Novo ou no primeiro Almoço do Ano. 

Guacamoles (pasta salgada mexicana  de abacate) para se comer de entrada acompanhando cerveja geladíssima  ou,  idealmente, margherita ; e arroz com lentilhas, que pode  ser saboreado junto com saudável e politicamente correta coalhada,  dão conta de satisfazer a superstição, além de serem quitutes deliciosos. A cerveja não vai combinar com  o Iogurte do arroz, mas isso não vai matar ninguém.

GUACAMOLES

Nas minhas agradabilíssimas temporadas  na fazenda do meu querido e saudoso irmão Beto, em Sto Antônio da Platina, Norte do Paraná,  dia sim, outro também, havia guacamoles antes do almoço. Era muito bom.  Entretanto, não levava coentro.  O Coentro faz toda diferença. Para muito melhor!!! 

Naquele tempo, a mania de uma coisa com sabor de outra (batata com gosto de berinjela, berinjela com gosto de abóbora; abóbora com gosto de quiabo) ainda não havia se tornado uma ditadura;  o salgadinho de milho perfeito para acompanhar – sem sabor algum –  estava nos supermercados. Atualmente só existe com Sabor queijo.  Não tem graça.  Mas não tem solução.  É como o caso das duas freiras.  Uma falou para a outra:
-Durma com Deus, irmã.
A outra respondeu:
– É o jeito, né???
Garantiu-me por telefone a empresa que fabrica o salgadinho de Milho que o de sabor neutro vai ser comercializado novamente.  Aliás, já era para estar no mercado, mas houve um contratempo.  Salvo engano meu, incendiou-se  parte de uma fábrica onde ele estava sendo produzido.

A boa notícia, como disse na abertura do texto deste ano,  é que o Doritos sabor neutro já pode ser encontrado em praticamente todos os lugares.  Muda da água para o vinho o guacamoles com doritos sabor neutro.

Lá vai a receita:

Guacamole
Ingredientes – para cerca de 4 pessoas.  Pode multiplicar porque não tem erro.

2 xícaras de chá de abacate sem caroço e sem casca
½  de xícara de chá de  tomate pequeno sem peles, nem sementes, cortados em cubinhos.
1/2 de xícara de chá de cebola  bem picada
1/2  colher de sopa de coentro bem picadinha
3 colheres de sopa de suco de limão
1  colher de chá de    sal
2 colheres de sopa de  sementes de Romã
50  gotas de  Tabasco vermelho

ACOMPANHAMENTO

2 pacotes de salgadinho de milho – Doritos -, preferencialmente de sabor neutro.  Caso não tenha sabor neutro, o de queijo quebra o galho.

Preparo  

Em um teperwere, misture bem o abacate amassado com garfo, o tomate, a cebola, o coentro, o suco de limão,  o sal e o Tabasco.

Deixar fora da geladeira se for servir nas próximas horas  Caso vá demorar para servir, deixar um caroço de abacate dentro, o que evita que fique preto.  Isso vale para diversas receitas de pratos que levem “creme” de abacate.
Come-se descontraidamente, sem usar talheres,   mergulhando nacos do salgadinho de milho na pasta, acompanhado de tequila servida em pequenos cálices, margherita ou mesmo cerveja bem gelada.

ARROZ COM LENTILHA – do fabuloso livro esgotado COMIDAS DE BOTEQUIM de Ana Judith de Carvalho. Editora Nova Fronteira – publicado há mais de 25 anos).  Vale a pena ir atrás,  quer pelas  receitas muito bem cuidadas, quanto pelo texto de apresentação. A autora diz  mais ou menos aquilo que Rita Lee já cantou: “antigamente tudo era bem mais chique”.

O texto vai abaixo exatamente  como está no livro.  Já fiz. Deu certo.

Ingredientes para Oito Pessoas

“- 3 xícaras de chá de arroz agulha;
250grs de lentilhas;
50 grs de toucinho defumado cortado em cubinhos;
4 cebolas grandes em rodelas;
1 folha de louro;
2 dentes de alho;
óleo que baste;
sal e pimenta (não está especificada , -acho que é pimenta do reino-)

Preparo

Cozinhe o arroz al dente, em 6 xícaras de chá de água quente com sal.

Separadamente, cozinhe as lentilhas em água com sal, o louro e o toucinho.  As lentilhas devem ficar macias, porém sem caldo e sem se desmanchar.  Para tanto, é necessário manter seu cozimento  em grande quantidade de água. 

Doure o alho picadinho em 1 colher de sopa de óleo e refogue as lentilhas bem escorridas.  Prove o sal e tempere com um pouco de pimenta.

Misture bem as lentilhas (toucinho junto)  com o arroz já pronto e mantenha em local aquecido.  Frite no óleo bem quente as cebolas  cortadas em rodelas finas. Escorra em papel absorvente.  Devem ficar tostadas e secas.

Arrume o arroz com as lentilhas numa travessa e cubra com a cebola frita.  Polvilhe com um pouquinho mais de pimenta e sirva enquanto ainda está bem quente.

Deixe a coalhada em uma grande vasilha e cada um se serve da quantidade que quiser.

Facilitando as coisas

Faça o prato com antecedência.  Caso vá levar para algum lugar,  leve o arroz em uma travessa e as cebolas em outro recipiente.  Na hora  de servir, aqueça rapidamente o arroz no forno e cubra com as cebolas em temperatura ambiente.

Em restaurantes árabes,  esse prato é servido com coalhada.

Abaixo, excelente receita de coalhada que peguei na Internet. Não havia a fonte.

Colo o texto:

Observação:  O ideal é comprar um termômetro especial para laticínio.

A loja Agrototal tem esse termômetro. R. São Caetano, 216
Metrô Luz – 3322-0077 –  Dia 30 até às 18 hs e 31 até às 12 hs, segundo me informou o vigia.  Confira antes de se locomover até lá.  ( Confirmar antes de sair de casa – esse horário de funcionamento  é dos dias 30 e 31 de dezembro de 2009)

Todo mundo sempre fez coalhada sem termômetro, usando o seguinte critério.  Ferver o leite.  Desligar o fogo e esperar dez minutos.  Por o dedo no leite e tirar.  Quando conseguir manter o dedo no leite, é a temperatura certa.  Sempre brinquei que essa fórmula é para servir coalhada com pele de dedo, mas como no caso do provérbio – quem não tem termômetro que cace com o dedo!!

Se sobrar coalhada, deixe na geladeira porque dura vários dias.  Não se esqueça de separar uma quantidade para fazer da próxima vez.

De qualquer forma, tenho certeza de que você vai aprovar a coalhada e vai querer fazer sempre.  Vale mesmo a pena comprar o termômetro.  Não ganho comissão da loja, mas vale mesmo a pena.

COALHADA

Rendimento: 15 porções
 
3 litro(s) de leite
3 colher(es) (sopa) de iogurte desnatado comprado pronto.
 
 
Ferva o leite. Depois, desligue o fogo e deixe-o descansar até atingir a temperatura entre 52 e 54ºC. Junte o coalho e misture bem (com uma concha vá jogando a mistura de cima para baixo, para aerar bem). Transfira para a vasilha onde vai ser servida.  Tampe a   vasilha  cubra com um pano, para abafar bem. Deixe-a descansar por cerca de 4 a 6 horas. O lugar ideal é o forno desligado. Em seguida, leve à geladeira por cerca de 3 horas. Sirva com mel, açúcar ou a gosto.
Coalhada Seca:
Coloque a coalhada fresca (sem ir à geladeira) dentro de um saco de algodão com tramas bem fechadas (sobre uma bacia). Pendure o saco de uma maneira que o soro possa escorrer (ainda sobre a bacia). Deixe escorrer de um dia para o outro. Após esse tempo, a coalhada estará pronta para ser servida.

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Rabanadas pro Natal; Risoto de Bacalhau para Terminar o Ano e o Bacalhau do Natal

Talvez seja o terceiro fim de ano em  que publico essa fabulosa receita de rabanada.  Uma coisa é certa.  Se essa tiver sido a terceira vez,  em 2010 será a quarta; 2011, quinta e assim por diante, enquanto houver pão, ovos, vinho do porto e os outros ingredientes.  Como disse algum engraçadinho, enquanto houver gelo, há esperança.

Tenho verdadeiro pavor de desperdício, qualquer que seja, principalmente de água e comida. 

Se sobrar alguma posta de bacalhau, lá vai receitinha fabulosa do saudoso mestre filólogo/gastrônomo Antônio Houaiss. 

A rabanada já é para o Natal e o risoto para encher de sabor um jantarzinho rápido e descompromissado antes de o ano terminar.

Gastrônomo, ou, como bem definiu Luis Fernando Veríssimo o Gastrônomo (“um glutão com dicionário”), por uma questão meramente de paladar, publico primeiro a receita do Risoto.

Risoto de bacalhau com brócoli

Ingredientes

Uma xícara de café de óleo ou azeite

1 xícara de chá  de lascas de bacalhau

1/2 celoba grande  bem picada

2 xícaras de arroz

1,5 xícaras de brócolis ninja em florzinhas.  Ou brócoli tradicional para os que odeiam o Ninja, como a Cláudia, minha namorada.

1,5 colher de tomate pelado preparado (Preparo do tomate pelado: despeje em uma panelinha uma lata de tomate pelado e ponha no fogo baixo.  Vá mexendo até secar. Desligue o fogo.  Pegue a quantidade indicada para o prato (1,5 colher de sopa) e guarde o que sobrar na geladeira com óleo em cima para durar mais tempo.)

Um limão cortado em quatro para deixar na mesa.

Modo de Preparar nas saborosíssimas linhas do Ministro.

“Numa panela generosa, frite no óleo vegetal ou no azeite as cebolas; quando alouradas, junte-se-lhes o bacachau, por 2 minutos mexidos; em seguida, tudo o mais, com água aquecida até cobrir o todo.  Dá-se-lhe uma mexida para distribuir mais ou menos  igualmente os ingredientes.  Espere a primeira fervura, diminua fortemente o fogo, tampe de banda (para deixar escapara o vapor) e sirva antes que fique seco, pois a umidade é ponto de honra nesse pratinho perfeito.  Há quem não dispense uma quarte de sumo de limão suculento.”

Sem pensar muito, suponho que um vinho tinto encorpado  ou mesmo um tinto verde  acompanhem bem esse prato.  Idem sem pensar muito, certamente o vinho do Porto acompanhará bem a rabanada.

Quanto à entrada perfeita para o Risoto de Bacalhau, nem preciso pensar um único segundo:  Melão com presunto cru.  Aliás, massas, risotos, tortas (sem carne) sempre aceitam bem um melão com presunto para começar o espetáculo da boa gastronomia.

Jerez acompanha perfeitamente bem melão com presunto cru.

Essa receita de Rabanada saiu às vesperas do Natal de 2006 na Folha de São Paulo (Folha Ilustrada). Nunca fiz, mas comi duas vezes na casa de uma parente (a empregada dela, uma ótima empregada, que preparou).

Antes de colocar a receita, indico padaria na Zona Oeste que faze um pão especialmente para rabanada. Na casa da minha amiga usaram esse pão da Padaria Sevilha – Al. Barros, 801, Higienópolis. – Fone 3667-6805 – Um filão de aproximadamente 500 grs custa R$ 4,90.  Colo a receita, tal qual foi publicada na Folha.

RABANADAS À MODA PORTUGUESA

Receita do restaurante Antiquarius

INGREDIENTES PARA A CALDA
400 g de açúcar
1 litro de água
2 cálices de vinho do porto
300 ml de mel

INGREDIENTES PARA AS RABANADAS
10 pães do tipo francês
Óleo para fritar (a quantidade será a de cobrir os pães na hora da fritura)
4 claras de ovo
1/2 litro de leite
3 colheres de sopa de canela em pó
3 colheres de sopa de açúcar

MODO DE PREPARO DA CALDA
Misture a água, o vinho, o mel e o açúcar. Leve ao fogo médio até reduzir o volume (aproximadamente 15 minutos).
Reserve e deixe esfriar

MODO DE PREPARO DAS RABANADAS
No liquidificador, coloque as claras e o leite. Umedeça os pães já fatiados em rodelas neste preparado. Numa frigideira, coloque o óleo bem quente e frite os pães.
Retire-os da frigideira com uma escumadeira e coloque numa travessa que vai servir. Polvilhe-as com o açúcar e canela a gosto.
Para finalizar, despeje a calda pronta por cima.

Restaurante Ca´d´Oro Fecha as Portas – Fabuloso Cozido, Agora, Só em Casa

No próximo domingo, o tradicional Hotel  Ca´d´Oro encerra suas atividades e na sexta-feira é o último dia em que seu fabuloso restaurante abre as portas.  As reservas para almoço e jantar  estão todas esgotadas.  O Bollito Misto, com imensa variedade de carnes, legumes, todos nos ponto absolutamente certo, mostarda de Cremona, trazido naquele elegantíssimo carrinho réchaud, em breve, será apenas história, incapaz para sempre de se materializar naquele sofisticado e discreto salão do  Baixo Augusta.

Pois bem, sem querer ser rima,  muito menos solução,  para marcar o momento, Boca no Trombone publica novamente fabulosa receita de Cozido.  Quando o frio chegar e as saudades do charme do restaurante  baterem forte, talvez só reste preparar em casa mesmo o Bollito e chamar os amigos.
Quem quiser ficar com a consciência tranqüila e fazer uma tentativa de comer pela ultima vez o Cozido Do C´a´doro, ficam  aí o telefone e o endereço Ca´d´Oro – R. Augusta, 129 – Fone 011 3236-4300.  Não deixe de ligar antes de ir.
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Cozido era prato tradicional aos domingos de Inverno na minha casa da Rua Jacarezinho. A mim me parecia que d. Hilda, cozinheira que permaneceu na família por mais de 17 anos, tinha imenso trabalho nesses almoços.
Uma vez, munido do fabuloso livro – MINHAS RECEITAS BRASILEIRAS – do Antônio Houaiss, meu saudoso guru, filólogo e gastrônomo, preparei espetacular cozido em Campos do Jordão. Deu trabalho, mas valeu a pena. Tava ótimo!!!!
Há cerca de dois anos, ao comprar caldo de costela Knorr, no verso da caixinha, havia facílima receita. Renata, do atendimento ao consumidor, me passou por email a receita.
O método da Knorr era ótimo, mas a receita do Houaiss, muito mais rica. Agora que a receita já estava no computador e não mais nas minúsculas letras do verso da caixinha, foi fácil acrescentar os ingredientes do Houaiss. Já preparei algumas vezes e ficou verdadeiramente fabuloso.
Para completar, ainda faço sugestões de molhos para serem levados à mesa onde cada um se serve na quantia desejada.
Também há sugestão do vinho, da sobremesa e do vinho para acompanhar sobremesa.
 
Cozido Rústico Antônio Houaiss/Knorr
Fazer o molho de pimenta na véspera
MOLHO DE PIMENTA
Ingredientes
2 colheres de sopa cheias de pimentas frescas variadas e bem picadas.
Meio copo de vinagre branco
2 colheres de sopa de azeite
Meia xícara de chá de água
1 cebola média cortada em rodelas muito finas
Sal
Preparo
Misturar as pimentas com o vinagre, a água e o azeite.
Bater bem.
Temperar com sal e juntar a cebola.
Deixar fora da geladeira uma hora antes de servir.
OBS – Esse molho tb é ótimo para comer com bolinhos de arroz. Guarde o que sobrar na geladeira.
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RECEITA
COZIDO RÚSTICO ANTÔNIO HOUAISS/KNORR
Oito Pessoas
Ingredientes
– 300 grs Patinho (em pedaços grandes)
– 200 grs Coxão duro ( em pedaços grandes)
-200 grs de Músculo (em pedaços grandes)
-200 grs de toucinho cru (um só pedaço)
– 150 grs de toucinho defumado cortado em pedaços pequenos
– 100 grs carne seca em pedaços pequenos (deixar de molho)
– 100 grs de paio
– Coxa e sobrecoxa frango cortada nas juntas
– 200 grs de Lingüiça Fresca cortada em pedaços pequenos
– 2 Espigas de milho cortadas em 3 pedaços cada
– 4 cebolas médias inteiras
– Cheiro verde
– 150 grs de abóbora
– 1 repolho pequeno separado em folhas
– Um maço de couve couve rasgada
– 3 bananas da terra com casca
– 8 batatas médias
– Uma mandioca
-Farinha pro pirão
– Oleo
Caldo de Costela Knorr – 5 tabletes
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Colocar na mesa:
Raiz forte
Mostarda clara
Mostarda Escura
Molho de pimenta
MODO DE FAZER
Dissolver 5 cubos de caldo de costela em 10 xícaras de água fervente.
Em uma panela grande, aquecer o óleo e refogar carnes (patinho, coxão duro, músculo, carne seca, paio, frango e lingüiça, toucinho cru e defumado por 5 minutos)
Por as carnes e o caldo fervente e Cheiro verde
na panela de pressão
Por bem pouco sal. Os tabletes de caldo já são bem salgados.
Por na panela de pressão junto com as carnes que permanecem lá. Caso não caiba tudo, fazer em duas etapas a parte da panela de pressão.
Milho verde
batata descascadas cortas em 4
mandioca descascada cortadas em pedaços médios
e cozinhar por 3 minutos depois da pressão.
Deixar a panela na água da torneira, abrir
Colocar na panela de pressão
4 cebolas médias inteiras
abóbora
banana da terra com casca cortada em 3
E cozinhar mais três minutos depois da pressão. Desligar e deixar a panela tampada por mais 5 minutos.
HORA DE SERVIR
Ligar o Forno.
Colocar as folhas de couve e de repolho crus rasgados em uma panela grande. Colocar nessa panela grande todo o conteúdo da panela de pressão. Aquecer em fogo bem brando até ficar bem quente.
Aquecer dois pirex e colocar as carnes em uma travessa e legumes e verduras em outra.
Deixar os dois pirex no forno baixo com caldo para não ressecar.
Aquecer os pratos de servir.
Servir um pouco de caldo (só caldo) na molheira
Fazer o pirão
Ferver o caldo e ir colocando a farinha de mandioca crua e mexendo.
SERVIR
Servir bem quente nos dois pirex aquecidos e o pirão separado.
O charme, de acordo com Houaiss, é que a tradição determina que o toucinho – não o defumando – seja mandado à mesa inteiro e então cada um corta a sua porção.
MOLHOS
Deixar o Molho de Pimenta em uma molheira na mesa.
Caldo do cozido em outra molheira.
Deixar também na mesa – em três pratinhos –
raiz forte,
mostarda clara e
mostarda escura.
Vinho para acompanhar o cozido -(acabei de confirmar – 29/6/09 preços dos vinhos)
Vinho Tinto do Alentejo Quinta da Terrugem – Uvas Alicante Bouschet/aragones/trincadeira preta – Safra 2005 –. Uma garrafa para cada duas pessoas. Vinhos do Alentejo são vinhos de boa estrutura, ideais para acompanhar pratos robustos e, ao mesmo tempo, são vinhos fáceis de se beber.
SOBREMESA
Doces portugueses.
Vinho do Porto para acompanhar sobremesa
Porto Fonseca Pin 27 – Fine Reserva –Uma garrafa dá para mais de 10 pessoas.
Esse vinho do porto é um bom ruby com estrutura suficiente para resistir doces a base de ovos e também chocolate.
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Lista de compras:
Imprima a lista de compras abaixo e leve ao supermercado.
Provavelmente o supermercado Santa Luzia terá todos os ingrediente.
Endereço Sta Luzia – – Al Lorena, 1471 – Cerqueira César – Fone 3897-5000 – 30835844 – De seg. a sábado das 8 as 20,45
Copie, imprima e leve ao supermercado
– 300 grs Patinho (em pedaços grandes)
– 200 grs Coxão duro ( em pedaços grandes)
-200 grs de Músculo (em pedaços grandes)
-200 grs de toucinho cru (um só pedaço)
– 150 grs de toucinho defumado cortado em pedaços pequenos
– 100 grs carne seca em pedaços pequenos (deixar de molho)
– 100 grs de paio
– Coxa e sobrecoxa frango cortada nas juntas
– 200 grs de Lingüiça Fresca cortada em pedaços pequenos
– 2 Espigas de milho cortadas em 3 pedaços cada
– 5 cebolas médias inteiras (uma é para o molho)
– Cheiro verde
– 150 grs de abóbora
– 1 repolho pequeno separado em folhas
– Um maço de couve couve rasgada
– 3 bananas da terra com casca
– 8 batatas médias
– Uma mandioca
-Farinha pro pirão
– Oleo
Caldo de Costela Knorr – 5 tabletes
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Raiz forte
Mostarda clara
Mostarda Escura
Compras para o de Molho de pimenta
pimentas frescas variadas
vinagre branco
azeite
Sal
Sobremesa
Doces portugueses
Eles são deliciosos nos Sta Luzia.
Vinho para acompanhar o cozido –
Vinho Tinto do Alentejo Uma garrafa para cada duas pessoas.
Vinho do Porto para acompanhar sobremesa
Uma garrafa dá para mais de 10 pessoas.