Polêmica Insossa na Fórmula 1 Tenta Apimentar Veloz Monotonia

Não entendo nada de Fórmula 1 e também não entendo como alguém pode ficar grudado à tela da TV assistindo àquela monotonia; monotonia veloz, é verdade; porém, monotonia. 

O fato de não entender nada do assunto nem do fascínio que exerce ao redor do mundo, entretanto, não me impede de dar palpites.

Para mim,  é gasto de tempo, energia e papel o carnaval que a imprensa faz a respeito de o Felipe Massa ter cedido a vitória para seu colega de Equipe, Fernando Alonso, com mais chances no Campeonato.

Jornais de hoje informam que a FIA decide rever o regulamento da F1 (artigo 39.1) que proíbe ordens de equipe.  Imagino para que o Piloto com mais chances no campeonato tenha facilitada a ultrapassagem sobre o companheiro de Equipe mais bem colocado na corrida e com menos chances de chegar ao título.  Nada mais óbvio.  Afinal, como o próprio nome diz, trata-se de Equipe!!!

Quanto a não entender o fato de alguém assistir a uma corrida de Fórmula 1, estou bem acompanhado, como já escrevi há dois anos, quando Felipe Massa tinha chances de conquistar o campeonato aqui em Interlagos.

Émerson Fittipaldi havia sido campeão da Fórmula 1 no ano anterior.  Eduardo, surfistão amigo meu, pedia carona na estrada que vai da praia de Pernambuco para o Centro do Guarujá.  Émerson pára, Eduardo entra no carro.  O Piloto confessa-lhe algo que, naturalmente,  jamais diria em público:

– Eu não entendo como alguém pode assistir a uma corrida de carro.

Iluminação é Tudo, Embora Muitos Não Tenham Percebido

A nova e bela iluminação do Viaduto do Chá e Praça Ramos de Azevedo, no Centro de S. Paulo, recebeu  destaque na Folha de São Paulo de ontem.  As modernas lâmpadas de vapor metálico, em  contraste com os postes  de 90 anos,  propiciam uma reprodução mais fiel das cores da área.

Iluminação é absolutamente fundamental e faz toda a diferença.

Infinitos anos atrás, entrevistando Paulo Cotrin, conceituadíssimo e saudoso crítico de gastronomia, além  de dono do legendário João Sebastião Bar, perguntei quais eram os quesitos que ele mais enfatizava ao analisar um restaurante.  Foi taxativo:

– Tão importante quanto a comida é a iluminação.

Concordo plenamente com ele.

Não acredito na falta de bom gosto e de bom senso  de donos de mansões de milhares de metros quadrados que usam nas fachadas aquelas malditas lâmpadas do apagão.  O nego paga alguns milhares de reais todos os meses de Iptu, mas usa a famigerada  lâmpada para economizar tostões na conta da Eletropaulo.  Pior do que isso, só mesmo usar essas lâmpadas dentro de casa.  Conclusão, essas lâmpadas não servem para nada.   Corrigindo, servem para dar de presente para inimigos.

Aliás, há restaurantes simples, porém bons,  que continuam usando essas lâmpadas, apesar de o período do apagão ter ficado para trás há quase dez anos.   Isso sem contar que a grande maioria dos restaurantes tem televisão. 

Recuso-me entrar em restaurante/bar  que tenha uma dessas duas pragas.

Muito triste, aliás, pensar que a falta de riqueza espiritual da imensa maioria chegou a esse ponto. Frase minha que define bem a coisa:

– O sujeito sai para jantar fora, mas a televisão não pode “sair pra fora” do jantar dele.

Jabulani (lembra-se dela???) Só Agora Foi Condenada

Daqui a oito dias, completam-se dois meses que a Copa do Mundo Terminou.  E agora, “órgão técnico ligado à Fifa reconhece que a bola (Jabulani) atrapalhou os goleiros durante a Copa do Mundo, principalmente por sua velociade.”
Demorar quase dois meses até que não é muito. 
Mais curioso é imaginar que desde 1950, quando se disputou a primeira Copa do Mundo do pós-guerra, já estava prevista para 2010 – sessenta anos adiante, portanto, a realização dessa Copa.
Só  mesmo rindo e ironizando a cartolagem do Futebol,  certamente o maior espetáculo da Terra, que não consegue estabelecer padrões, medidas, pesos, texturas e todas as características da bola,  o centro de tudo isso.
Refrão de Billy Blanco, constantemente roubado por mim:  o que dá pra rir, dá pra chorar.

Corinthians – 100 Anos de Cega Paixão!!!

Corintiano, achei uma beleza a definição de Juca Kfouri –  também corintiano – na Folha de Hoje em uma seção que recebeu o Título SER OU NÃO SER.

Diz ele: “SER corintiano não se explica, se sente.  É estado d´alma, para quem crê em alma”.

No mesmo espaço, rachei o bico de rir com José Roberto Torero: “E NÃO SER é ter dois times a cada rodada – o seu e o que joga contra o Corinthians.”

Na linha do Juca, colo  pedaço do texto que publiquei aqui há exatamente um ano, no 99º aniversário:

Há mais de trinta anos, fui de São Paulo ao Maracanã para assistir às quartas de final do Corinthians contra o Fluminense, salvo engano. Programa de fanático de carteirinha: o ônibus nos deixou na porta do Estádio quarenta minutos antes do Jogo e voltou para S. Paulo, meia hora depois de o jogo terminado. Cerca de 15 horas de viagem para assistir a 90 minutos de futebol.

Pois bem, adivinhe quem estava na torcida bravamente enfrentando todo esse sofrimento!!!
Sempre que me recordo desse fato, me emociono. Escrevendo a respeito, então, nem se fale.

Pensou??? Pense mais um pouco…
Resposta: Um cego!!!
 
 Outra definição curiosa a respeito de  torcer para um time de futebol foi dada por um amigo, também corintiano.  Diz ele: o sujeito muda de tudo na vida: muda de mulher, muda de profissão, muda de religião; de partido ou crença política, isso nem se fale.   A única coisa a qual o sujeito é eternamente fiel é ao seu time de futebol.
E curioso, como comentei na época, é que em todas essas outras circunstâncias  há imensa formalidade, verdadeiros “rituais de iniciação/ de passagem”.  Já o time de futebol, por qualquer razão que seja, o sujeito se encanta, passa a torcer por ele e não abandona nunca.

Mais uma vez, parabéns para  nós, Corintianos de todo o Planeta Terra!!!

NET – O TEATRO DO ABSURDO NÃO TEM FIM.

Marina L., do atendimento Especial da Net, ligou para mim a fim de resolver o problema –   A saber:  do técnico da empresa que ficou de vir ao meu escritório na 2.feira ao meio dia e que me deu um chá de cadeira de oito horas e só apareceu às  20:30 hs, quando já tinha ido embora.  Ver post http://bocanotrombone.ig.com.br/2010/08/24/anatel-procon-e-idec-precisam-acabar-com-o-baile-que-o-consumidor-e-obrigado-a-dancar/

Ela me garantiu que alguém da empresa iria ligar para mim e “agendar” uma visita do técnico com hora marcada.  

Expliquei que trabalho sozinho, mas que tenho uma secretária eletrônica e que o funcionário poderia deixar o recado.

Pedi para dona Marina o telefone dela. 

Ela me disse que não tem Telefone  ou que não pode fornecer o telefone dela.  O fato é que não me deu o telefone.

É isso mesmo que  ela disse, que eu escrevi e que você leu:   a funcionária do atendimento (suponho que atendimento ao cliente) da NET não tem telefone.

Em compensação, acabei de receber um telefonema de prestativa Funcionária da Anatel (agência reguladora do Governo) que me disse ter recebido a minha reclamação e que outros funcionários da empresa me manteriam informado da evolução da coisa.  Aproveitei o telefonema e registrei o fato de a funcionária da NET de atendimento ao cliente não ter telefone.

A essa altura, já tinha postado correspondência para o Procon e para o IDEC.  Uma pena:  ficou faltando esse dado humorístico da coisa.

Entendo Um Único Tipo de Eleitor do Maluf

Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de S. Paulo, com base na Lei da Ficha Limpa, decidiu barrar a candidatura do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) à reeleição, anunciam os jornais hoje.

Há muito tempo que digo –   entendo um sujeito esclarecido que vote no Maluf por interesse próprio.  Sempre dou o mesmo exemplo ingênuo.  Lá vai:

Se alguém me diz que tem uma fábrica de carimbos e que o Maluf lhe prometeu, caso seja eleito,  que essa pessoa fornecerá carimbos, a preços de mercado mesmo,  para diversos órgãos públicos, entendo e até acho certo  que seja um eleitor de Maluf.  Agora, nego esclarecido, que lê jornal,  dizer que vai votar no Maluf, por mera questão ideológica, por gostar do Maluf, sinceramente, não consigo entender.

Pelo jeito, parece que o nosso TRE também não está achando muita graça em permitir a Candidatura de Paulo Maluf.

Política é tema que não me fascina, sobre o qual entendo muito pouco, mas, por mera curiosidade, sugiro entrar no Google, digitar pura e simplesmente: Processos na Justiça contra Paulo Maluf.  Digite e veja.  E, principalmente, vote em quem quiser.  Afinal, ter a minha concordância é o que menos importa.  Importante é ter a consciência tranqüila.

Deixo o link no google para poupar trabalho inicial, já que ler só a relação do que  aparece já vai dar muito trabalho e tomar um tempo imensooooooooooo………….

http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&q=Processos+na+justi%C3%A7a+contra+Paulo+Maluf&aq=&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai=&fp=4006159a3a75b55d

ANATEL, PROCON e IDEC precisam acabar com o Baile que o consumidor é obrigado a Dançar

Nem Robinho dá tantos bailes nos beques adversários quanto os fornecedores e empresas prestadoras de serviço dão em seus clientes e consumidores.  Chato é o sujeito que taxa um terceiro de chato e repete com os mesmos detalhes a interminável história que o outro lhe havia contado. 

Com um pouco de medo de ser chato, mas também com o objetivo de mostrar para o leitor o Teatro do Absurdo a que fui submetido pela Net desde ontem,  publico aqui a reclamação que enviei para a Anatel a respeito da empresa.   

É longo. É burocrático, mas também pode ser didático… Poderia dar uma forma mais “bloguística”, entretanto, não agüento mais perder tempo com assunto tão estúpido, desgastante e árido.

SP- 24/8/2010  
 
REF – PROBLEMAS ENFRENTADOS POR ASSINANTE COM EMPRESA DE TELEFONIA, INTERNET E TV A CABO.
 
Prezados Senhor:
 
Conforme lhe disse há pouco por telefone, no dia 11 de agosto último havia marcado com a Net para ontem, entre 12 e 14 hs, a visita de um técnico para deixar um ponto instalado aqui em meu escritório.  Tendo esse ponto instalado,  eu poderia fazer a portabilidade de minha linha 11 XXXX-XXXX da Telefônica para a Net, já que essa empresa oferece preço e condições mais vantajosos.  Esse “agendamento” de visita recebeu o  Protocolo n. xxx.xxx.xxx-xx  Segundo me informaram, esse telefonema está gravado na Empresa Net.
 
Logo pela manhã ontem, confirmei a compromisso.  Falei com a atendente xxxx, de quem recebi ótimo tratamento, e ela confirmou a visita para o período entre 12 e 14 hs.
 
A partir das 14:30, comecei a ligar para a Net e a ser enrolado.  Cansado de ser enrolado, liguei para a assessora de Imprensa da Net – sra. xxxxx Fone xxxx-xxxx. Email:xxxx@netservicos.com.br. 
 
Expliquei a ela o que estava ocorrendo.  Ela me garantiu que alguém iria resolver a coisa.
 
De fato, em seguida me ligou uma funcionária que disse se chamar Fulana de Tal -, disse ainda ser  monitora responsável pelo Centro Operacional.  E me deu o telefone n. 2553-xxxx como sendo dela e me garantiu que às 18 hs chegaria um técnico para resolver o problema.
Escrevi colocando  em dúvida, todas essas informações a respeito de dona Fulana de tal , pois às 18:15 ligo para a dona fulana de tal  e o telefone que ela me deu como sendo dela, ainda pedi para repetir algumas vezes, a saber xxxx-xxxx  pertence a uma senhora chamada xxxxx.  Conforme acabei de confirmar. Telefone, aliás, da Telefônica.
 
Por volta das 19 hs, fui-me embora.  Às 20 hs, informou o porteiro Carlos do meu prédio, que trabalha aqui há mais de cinco anos,  apareceu o tal técnico da Net.  Hoje ao chegar ao meu escritório ouço o seguinte recado:
 
“Boa, noite sr. Paulo, meu nome é fulana, eu falo da empresa Net, o técnico esteve no local às 20,30 e o porteiro, sr. Carlos, informa que o senhor não está no local. Por gentileza, entre em contato novamente com nossa central no n. xxxx-xxxx. Obrigado.”
 
Embora não seja masoquista, liguei hoje – 24/8-  para a Net para marcar uma visita com “hora marcada” para a data de hoje.  A ligação, que começou sendo atendida por Fulana e caiu, recebeu no número de protocolo  00xx0 00xxxxxx
 
Liguei novamente, fui atendido por fulano que me afirmou que o protocolo era o mesmo 0xx000xxxxx.  Pois bem, expliquei toda a dor de cabeça que tive ontem e pedi que ele marcasse para mim uma hora certa hoje no período da manhã.  Ele me disse que a Net não marca hora certa com ninguém e marcou para 6. Feira, 27/8 de amanhã, entre  08 e 12 horas.  Já informo que ficou combinado o seguinte.  O meu plano se chama FALE MUITO é composto por telefone com direito a1001 minutos de ligação  (para telefones fixos)  + Internet de 5 mega pela mensalidade de R$ 169,80.
 
Solicito que a Anatel tome todas as medidas cabíveis.
 
Peço ainda   que tome a medida jurídica necessária para que todas as empresas  fiscalizadas pela Anatel  sejam obrigadas a marcar um determinado horário, com tolerância máxima de 30 minutos.  Explicando, peço que  o assinante  passe a ter direito de marcar visita do técnico para data determinada e horário determinado, com tolerância máxima de meia hora.  Afinal de contas, é assim que o mundo funciona.  O cidadão liga para ir ao dentista, advogado, engenheiro, seja quem for, e marca dia e hora para ser atendido.  Ninguém liga para um dentista e a secretária diz:  “Chegue ao meio dia e até às 18 horas o senhor será atendido”. 
 
Conforme a própria Anatel me sugeriu, vou encaminhar o presente documento para o Procon e também o Idec.  E espero que todos os três órgãos tomem as medidas para  que o cidadão seja minimamente respeitado e poupado de todo esse tipo de transtorno. 
Em tempo, também peço a Anatel,  Procon e Idec  que fiscalizem se o atendimento telefônico  dado por essa empresas de telefonia e tv por assinatura está  de acordo com a legislação.  De acordo com o que me lembro, a legislação estabelece um prazo máximo que o consumidor pode esperar na linha.  Além disso, salvo engano,  obriga que uma das primeiras opções do atendimento eletrônico seja a possibilidade de ser transferido para um atendente – como direi ??? – de carne e osso.
 
Suponho falar em nome de muitos consumidores, assim sendo, peço que todas as medidas, principalmente as jurídicas e  que impliquem em multas, sejam tomadas.  Afinal de contas, o consumidor/cidadão não pode ficar a mercê desse teatro do absurdo.
 
Vou encaminhar o mesmo documento para o Procon e para o IDEC.
 
Aguardo resposta confirmando o recebimento.
 
Certo de que serei, subscrevo-me
 
Atenciosamente
 
Paulo Mayr Cerqueira
Telefone para contato  0xx11- xxxx-xxxx
paulo….@….com.br
 
 ++++++++++++

Anatel, IDEC e Procon devem mesmo tomar medidas sérias não só contra as empresas de telefonia, mas contra todas as que tratam o consumidor/cidadão sem os menores resquídios  de um mínimo de urbanidade e decência. 

Que história é essa de dizer para o consumidor: se plante aí das 12 às 18 que nosso técnico chega???  

Ora, se os técnicos são insuficientes para marcar hora como o mundo civilizado conhece, que se contratem quantas equipes técnicas forem necessárias.  Outra alternativa  é fechar de uma vez por todas as atividades/serviços  a que se propuseram realizar, administrar e que lhes propiciam lucros astronômicos.   O que não pode é deixar  o cidadão/consumidor submetido à essa barbárie e os bárbaros continuarem nadando de braçadas e faturando de baciada!!!

Política e Sexo.

Ruy Castro,  na sua coluna de hoje  na Folha de S. Paulo, para falar do desencantamento da população com seus políticos eleitos,  usa exemplo curioso. Faz um paralelo.  Diz ele que para “medir a intensidade da vida sexual a dois, é só reservar uma pia no apartamento do casal e, no primeiro ano de casamento, depositar nela uma bolinha de gude cada vez que fizerem amor. E, a partir do segundo ano, retirar uma bolinha cada vez que acontecer. Você ficará besta de ver como foi fácil encher a pia -e como parece difícil esvaziá-la.”

Em relação aos políticos eleitos, a coisa funcionaria mais ou menos assim. Seriam instaladas cabines às quais os eleitores insatisfeitos poderiam comparecer para retirar o voto que deram  no dia da eleição. Seriam realizadas apurações diárias e, se o político  atingisse determinado número de anti-votos, como ele chamou,  devolveria o mandato.

A respeito de política/políticos e sexo, algumas frases:

A partir da máxima de Aristóteles,  “O homem é um animal político”, os irreverentes humoristas do Casseta Taxaram:  “O homem Político é um animal.” 

Duas de domínio público. A primeira para os homens rirem e a segunda, para as mulheres.

“A semelhança entre o chuchu que dá ali ao pé da cerca e o sexo com a mulher depois de alguns anos de casado é:  os dois não tem gosto de coisa alguma; o sujeito só come para não deixar pro vizinho.”

“A idade do S:  a barriga cresce, o pau amolece; a mulher oferece, o homem agradece.”

Tenho certeza de que todo mundo que leu rachou o bico de rir; alguns, entretanto,  vão escrever para dizer que só faço contar piadinhas infames.  Quem quiser, pode escrever o que quiser; mas mande também piadinhas que considere boas a respeito do assunto.  Diz o slogan da Gula que comer bem é a melhor viangança.  Rir, de certa forma, também é ótima vingança e muito saudável.  Mandem, pois, piadas boas!!!

DEU TOURO!!!

Um Touro de uma tonelada   escapou  da Arena de Touradas, ontem,  em Tafalla, norte da Espanha.  Invadiu a platéia e deixou 40 espectadores feridos, três deles em Estado grave. 

Veja o vídeo http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/touro+invade+arquibancada+e+fere+espectadores+na+espanha/n1237753552591.html

Certamente é esse o momento para se aprender – e por em prática –  três coisas. A saber:

• Está mais do que na hora de proibir touradas e maus tratos a animais.

• Não se acua ninguém ou  animal algum.  Qualquer  animal, ou pessoa acuada, multiplica suas forças e parte com violência pra cima da ameaça.  Um rato encurralado em um canto da sala é capaz de saltar sobre um homem  e morder-lhe o rosto.  Já ouvi dizer  que um gato, nas mesmas condições,  pode cegar uma pessoa e até matá-la.

• A terceira coisa, para amenizar,  é uma piadinha muito boa. 

Espanhol sempre ia a um restaurante, vizinho a uma Praça de Touradas, especializado em miúdos de boi.  Gostava de comer testículos  e se fartava todas as vezes.  Um dia o garçon lhe traz   micro testículo. 

Pergunta   o que acontecera.  O garçon explica em poucas palavras:

– Ontem, deu touro!!!

Para Ensinar, Carinho e Genrosidade

Mil anos atrás (mais de duas décadas, ou o tempo pára ou dispara), alergia tomando conta do meu corpo,  esperava na sala de espera lotada  do dermatologista que a secretária me encaixasse entre uma consulta e outra.

Sentadas à minha frente, uma menininha de uns seis anos e a avó com um livro tentando enfiar  para dentro do cérebro da garota  a tabuada de alguns números. Tava na cara de todo mundo que aquilo não ia funcionar.   A avó se irrita, a menina se entristece.  Desistem…

Lembrei-me da minha infância e como era doído ter que aprender as coisas daquele jeito, não sabendo  o porquê, simples decoreba.

E, sem ter a menor noção do que faria, por pura “solidariedade projetiva”, chamo a menina e peço que traga as desafiadoras tabuadas.  Eram, me lembro bem, a  do dois,  do 5 e mais uma ou duas.

Pergunto se ela sabia contar de dois em dois.   Ela me diz que sim. Mostro que essa tabuada estava resolvida.  Bastava ir contando de dois em dois e a cada contada marcar um número com os dedos.  O número em que ela parou era aquele que estava multiplicando o dois.
Dois, quatro, seis – 3º dedo significa 2×3. E assim por diante. Mostrei que todo número multiplicado por 2 daria resultado par (ela sabia o que era)  .  A do 5 expliquei que todo número multiplicado por 5 daria um resultado terminado por 5 ou 0.  Expliquei que, com o tempo, ela teria que decorar as tabuadas todas.  Quanta às dos outros números, mostrei que se ela decorasse algumas intermediárias era só somar ou diminuir.  Assim, se ela soubesse que  7 x 5 era 35; 7×6 – bastava contar nos dedos 36, 37… era 42.

Menos de meia hora depois, a menina  foi entendendo o mecanismo da coisa;  eu perguntando e ela respondendo tudo certo.

Admirada, a secretaria do médico pergunta se sou professor de matemática.  Respondo que não; apenas que sabia lidar com crianças.

A menininha me estende a mão para agradecer.  Deu em mim muita felicidade ver o alívio e o orgulho estampados no seu rosto, por conta da carga que havia sido tirada de seus ombros e mente. 

A uma altura dessas na vida,   já está formada, com filhos nas primeiras séries e, quiçá,  ensinando tabuada através daquele método.