Incêndio, Selinhos, Respiração Boca a Boca e…

Não é falta de assunto, é querer divertir com frase e piada.  A propósito do selinho Sonia Braga/Caetano Veloso (se quiser ler e, principalmente, ver a foto,   clique ).

Lá vão:

Frase minha: “comer, coçar” e beijar é só começar.

Pois é,  vai que os protagonistas do selinho se entusiasmem na frente de milhões de telespectadores…

Piada:

Super incêndio,  bombeiro arromba  porta corta-fogo  e encontra um homem e uma mulher transando.  Fica enlouquecido:

– Onde já se viu, uma situação dessas e vocês transando,  deveriam estar fazendo respiração boca a boca.

A mulher responde:

– Pois é, foi assim que começou…

Selinhos Já!!!

Sou meio fresquinho, não gosto de aglomerações, tampouco de esbarrar em  pessoas, mesmo nos shoppings (aliás, odeio shoppings), coquetéis sofisticados, onde só haja  bacanas.  Realmente detesto.

Talvez por isso seja tão fã do SCAMScam, como já foi dito aqui, é a saudação entre os membros da família de famoso diretor de cinema.  É assim.  Almoço domingão.  Cada um que chega, dá um amplo aceno com a mão espalmada e fala alto:

– Scam!!!

Todos os outros respondem, repetindo o gesto.

– Scam!!!

Scam que dizer: Sociedade Contra o Aperto de Mão.

Há coisa mais  civilizada???

Paradoxalmente, sou adepto do cumprimento com selinho.

Mil anos atrás, na Inglaterra, uma menina brasileira me saudava com doces e fugazes beijinhos na boca.  Como já escrevi aqui, era também assim que Normal Bengell, quinhentos  anos atrás, quando nos encontrávamos com certa freqüência, demonstrava seu carinho por mim, um  recém conhecido.

Caetano Veloso recebeu o Grammy Latino e também selinho de Sônia Braga.

Abaixo  apertos de mãos e abraços com marmanjos,  “Arriba”  aos/os Selinhos com as moças!!!

Não é uma delícia???

Deu Errado, Pago Multa e Estamos Conversados!!!

Ministro Dias Toffoli, protestando a respeito das penas aplicadas aos condenados do mensalão, diz  que  “multas e a recuperação de valores têm mais efeito “pedagógico” do que prender condenados”.

Como dizia   ex-namorada,  deixa eu entender, Ministro:   o senhor propõe que não sejam efetuadas prisões e os condenados apenas paguem multas, é isso mesmo???

Interessante.

Se vingar essa idéia, certamente, o sujeito,  antes de cometer ilícito, pensará mais ou menos assim:

– Beleza, eu vou fundo.  Se der certo,  vivo de papo pro ar até o fim da vida;  aliás, vivemos – eu, meus filhos, netos…  Deu errado, devolvo a grana, pago multa e estamos conversados, como diria a saudosa Aracy de Almeida.

Acho que nem o delinqüente mais folgado cogitaria ter  tamanha mordomia!!!

Será Mesmo Tão Complicado, Ministro???

Ministro Guido Mantega diz que  haverá dificuldades para se implantar a lei que determina que notas fiscais  relacionem  tributos embutidos nos preços.  Diz ele:  será “um dor de cabeça operacional”.  Já a Associação Comercial de S. Paulo, na eterna luta contra impostos, aifrma não só  ter programa de computador capaz de apurar os tributos, como se dispõe a doá-lo às lojas.

Muito antes de o ministro Mantega tornar-se ministro,  já ouvia excelentes referências a ele.

Não caiu no meu conceito por conta dessa afirmativa, entretanto, vou ter que usar o bordão do Boca:

– Ministro, o  homem  chegou à Lua quarenta e três  anos atrás e o senhor diz que é complicado por uma coisa dessas em prática.

É isso mesmo, ministro???

Consumidor Vai Ficar Sabendo Quanto Paga de Imposto em Cada Compra

Muito bom projeto de  lei aprovado pela Câmara que obriga os comerciantes discrimarem nas notas fiscais os tributos que o consumidor está pagando naquela compra.

Curioso que eu acho o projeto oportuno não pelas razões apontadas pelas associações comerciais; a saber, deixar patente que o brasileiro paga muito imposto (lógico que eu não discordo disso).

Minha razão  é bem diferente.    Essa medida vai deixar claro que TODOS OS BRASILEIROS PAGAM IMPOSTOS.  Certamente,  muitos desinformados julgam que não pagam Imposto  por não fazerem Declaração Anual de Imposto de  Renda e, menos ainda, por não recolherem, preencherem guia e tampouco pagar essa guia no banco.

Para mim, é fundamental que  aqueles que não recolhem o Imposto de Renda, por não alcançarem determinada renda, se dêem conta de que a todo momento, a cada compra, por mais baratinha que seja, pagam, sim,  altíssimos tributos.  A partir de então, suponho,  todos vão ficar muito mais conscientes dos seus direitos a serem reinvindicados.  É o que espero sinceramente

Nos Estados Unidos, quando estive lá,  a Nota Fiscal trazia o preço do produto em si, os encargos e o preço final  que o consumidor estava pagando.  Certamente ainda é assim;  não se anda para trás

Leia-se CLAVICULÁRIO

Simpático e homem que conhece – de verdade –  objetos, leitor André (não colocou o sobrenome) a propósito do texto de ontem, em que  eu disse que  funcionário de estacionamento inventou palavra, esclarece o mistério.

Precisava pegar uma coisa no meu carro, e o funcionário disse que se a chave não estivesse no para-brisa estaria no “Claviculado” (sic).

Cheguei em casa, não encontrei claviculado no meu Aurélio como sinônio de armário e e meti as “teclas  do meu teclado” em cima do cara, e da burocracia da Rede de Estacionamento.

Pois bem,  há pouco, precisa observação/correção  do André estava na minha caixa de comentários.  Diz ele apenas o seguinte:

Olá. Pelo que entendi, o funcionário queria dizer CLAVICULÁRIO = Móvel ou quadro onde se penduram as chaves. Termo muito utilizado na área de informática, onde se guardam as chaves dos armários dos servidores etc. É igual quando falam “estou com dor nos estrombago”.. rsrs

Perfeito, o André matou a pau a questão.

Agora, se a Rede de Estacionamento quer complicar o simples, que ao menos complique com eficiência e clareza!!!  Eu é que não posso chegar em casa, ainda que seja Dicionário Eletrônico, ir clicando palavra por palavra que se inicie por clav…???

Histórinha muito boa a esse propósito que já contei aqui.

No restaurante, o cliente pede o cardápio em Português.  Pernóstico, o maître informa que não há cardápios em português.  O Cardápio, todo escrito em francês,  era de couro e as páginas em pergaminho.  O cliente não tem dúvida.  Tira a caneta do bolso do paletó e começa a rabiscar o cardápio, corrigindo diversas palavras grafadas de forma incorreta.  Devolve para o maître estupefato, levanta-se, vai-se embora, mas antes determina:

– Se não há cardápio em Português, pelo menos escrevam em francês decente!!!

Eu poderia ligar para a Diretoria da Rede do Estacionamento, fazer uma síntese da história do claviculado ao invés de claviculário  e concluir tal qual o cara do cardápio:

– Se querem ser pernósticos, pelo menos ensinem seus funcionários a serem pernósticos  usando sempre  o termo pernóstico certo!!!

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Para ler o texto de ontem a respeito do “claviulado”, clique aqui

Paradoxo e Coragem

Já se comentou  o paradoxo de alguma versão antiga do Windows  quando o usuário  precisava clicar  em iniciar  para  encerrar o período de tarefas  e poder desligar o computador com segurança.

Há outro aspecto,  talvez até  mais interessante.  Nessa curta sequência de clicar/”clicares” (lembram-se do Quereres do Caetano??? há um momento em que o programa pergunta:

– O que é que você quer fazer com o computador???

Ou seja, o computador pergunta:

– O que é que você quer fazer comigo???

E mais, dá opções:

  • dormir
  • trocar o usário
  • fazer logoff
  • reiniciar
  • Desligar

Quantos podem fazer essa pergunta,  dar essas opções???

Afinal, quem pergunta o que quer, pode ouvir o que não quer.

Imagine uma namorada respondendo pro namorado qualquer coisa que não seja o dormir com você; é mais do que certo que vai dar muita confusão, digo, DR (discutir a Relação); reitero: é confusão mesmo.

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Para  desfrutar de imensa  beleza, ouça Quereres do Caetano.  Essa música é do mesmo “disco/LP” do Língua.  Adoro Língua, mas prefiro essa.  Ouça as duas e compare, digo, apenas deleite-se

Língua, clique aqui

Quereres, clique aqui

CLAVICULADO – VOCÊ SABE O QUE É???

Preciso pegar algo no meu carro que havia deixado no estacionamento, onde sou mensalista.  Falo na portaria que vou até lá. O funcionário me diz que se a chave não estivesse  no para-brisa estaria no CLAVICULADO.  Pergunto o que é claviculado e ele me diz que é o armário para guardar chaves dos carros.  Falei  que nunca havia escutado aquela palavra e ele me disse que era o nome que se usava para Armário de chaves  nessa Rede de Estacionamento.

Pois bem, chegando em casa aciono o  meu Aurélio Eletrônico e digito claviculado.

Óbvio que Claviculado tem tanta relação com armário ou guardador de chaves  quanto mamadeira tem com escada de caminhão do corpo de bombeiros.

Será que apenas  os gerúndios, os a nível de, os de repente  e algumas  outras estupidezes  não conseguem saciar a busca por “originalidade” desses, não direi pobres de espírito, mas pobres de vocabulário e de gramática???

Camões, Machado de Assis,  Guimarães Rosa, Antônio Houaiss, Antônio Cândido,  Aurélio  Buarque de Holanda deem-me Paciência e Tolerância!!!

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O verbete CLAVICULADO  do  Aurélio Eletrônico,  que – naturalmente – tem relação com clavícula, até com clavícula de marceneiro, jamais com armário.

claviculado

[De clavícula + -ado1.]
Adjetivo.
1.Que tem clavícula(s).
Substantivo masculino.
2.Zool. Mamífero roedor que tem clavículas perfeitas.

A Difícil Missão da Segurança Tornando-se Impossível

No Brasil, a questão do cobertor curto para tudo sempre me fez pensar que talvez só aceitasse algum cargo público de primeiro escalão na Cultura ou na Imprensa.  E sempre, sempre,  me lembrava especificamente de quão espinhosos são os cargos ligados ao comando da Segurança Pública. Li hoje,  ou ontem,  na Folha que o Governador Alckmin está enfrentando  MUITA dificuldade para encontrar quem aceite o  Comando da Secretaria da Segurança.  Em tempos menos bicudos, talvez eu fosse uma exceção; hoje, ao que parece, minha atitude é a regra.  Não tenho orgulho, nem me envergonho de ser precursor dessa maneira pouco arrojada de pensar/agir.

Não Há Temas Virgens; Tampouco Algo Sobre o Qual Seja Impossível Escrever

Mil anos atrás, ainda na Faculdade de Jornalismo na USP, duas colegas e eu fizemos super matéria,  incluindo  entrevista, inédita com Zé Bétio, que ganhou quatro páginas do Folhetim, suplemento dominical da Folha, o máximo em termos de reportagem na época.  Aí, eu e elas começamos a procurar temas virgens.  Embora todos dissessem que não havia tema algum sobre o qual nada tivesse sido feito,  ainda descolamos mais três, igualmente inéditos, também publicados na Folha.

Longa troca de emails essa semana com o assíduo leitor Pawlow,  titular de um blog, discutíamos sobre  temas importantes e não importantes para se escrever a respeito.  Ele dá imensa prioridade para temas de peso, que lhe permitem mostrar destreza.

Já eu, sou exatamente isso; isso ao contrário.  Pouco minutos  atrás acabei de publicar um texto sobre assunto bobinho ,  porém divertido; pelo menos divertido para se escrever,  a respeito de declarações polêmicas de Luana Piovani.

Acabei de publicar aqui no blog, lembrei-me das reportagens inéditas   no Folhetim e Folha, lembrei-me da saudável polêmica com o amigo Pawlow e cheguei à  agradabilíssima conclusão.  Lá vai.

Tanto quanto não existem assuntos virgens, também não há tema sobre o qual não se possa fazer um registro curioso, interessante; na pior das hipóteses, engraçadinho – assim mesmo no diminutivo.  Graças a Deus é isso  e eu aproveito o máximo dessa teoria (conclusão)  que acabei de inventar.  Ficaria contente de convencer o amigo Pawllow.

Leia meu texto bobinho sobre La Piovana – Clique Conheça o Blog do Pawlow, CADERNOS,  recheado de textos densos, porém bem mais esporádicos do que os meus.  Se não tiver tempo de folhear  muitas páginas dos Cadernos, leia ao menos essa sensível crônica/ensaio sobre Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte, já mencionado  muitas vezes no Boca, inclusive muito recentemente. Clique