Mundo em Paz e Silencioso

Em 1969,  John Lennon cantava Give Peace a Chance – que se poderia traduzir por –  Dê uma Oportunidade à Paz.

Tivesse eu o talento dele, faria  música pedindo Oportunidade ao Silêncio,  o fim da compulsão por barulho, o fim da televisão ligada por todos os quatro cantos desse mundo, vasto mundo redondo, o fim das pessoas gritando ao celular, dos cachorros mimados latindo a todo pulmão, entre outras barbáries ruidosas, já que  os búfalos (pessoas sem educação) têm criatividade ilimitada para causar incômodo por onde passam, ou pior, permaneçam.

Não sou músico, limito-me a umas frases:

  • Quem canta seus interlocutores espanta.
  • Não fazer barulho já é fazer muito.

Clique aqui, assista ao Vídeo Oficial de John e sonhe como seria doce um mundo em paz e silencioso!!!

Manjericão Gigante

Lá vão:  Contra todo o tipo de Desperdício 1 e 2

Contra todo o tipo de desperdício 1, ensinei o poeta carioca Pedro Tostes  dar bom aproveitamento ao seu pé de manjericão que não para de transbordar do vaso.  Além de colocar bela foto, ele dizia não saber mais o que fazer.

Contra todo o tipo de desperdívio2  não estive no oriente, mas duvido que eles usem essa hortelã doce horrorosa que os restaurante árabes servem aqui no Brasil.  O certo seria usar hortelã pimenta.  Como é difícil de se encontrar a verdadeira hortelã pimenta, embora seja planta que se alastra como praga, dei a ele opções de usar o manjericão.  Lá vai o que eu escrevi.  Se você gosta de quibe mais próximo do verdadeiro ou tem o mesmo problema do poeta com o Manjericão que mais Parece o Pé de Feijão da Fábula que ia até o Céu, lá vai, exatamente como escrevi no Facebook dele:

Faça o que fizer, me chame!!! Brincadeira.

Ao fazer quibe (cru, frito ou assado) ao invés de usar hortelã, use o manjericão.

Na verdade, os árabes usam hortelã pimenta, que é, diametralmente, oposta à hortelã comum que se coloca no quibe aqui no Brasil. A hortelã pimenta é amarga. A hortelã daqui é doce, lembra drops, pastilha de garganta.

Não tendo hortelã pimenta para colocar no quibe, jamais use a hortelã comum, substitua por manjericão!!! Fica ótimo. Não precisa ser gourmet para ver que minha afirmação tem toda a lógica  gastronômica do Universo!!!  Lógico, tudo isso aprendi com meu guru filólogo/gastrônomo Antônio Houaiss.

manjericão
Delicioso em qualquer tipo de quibe e, óbvio, com macarrão e pizza.

 

Manias Dentro, e até fora, de Banheiros Públicos

Posso ter um pouco de frescura em excesso,  certa obsessão por limpeza, mas, lógico, não sou o único.

Muitos, como eu,  usam  papel higiênico ou papel  toalha   ao abrir a porta  para sair do banheiro.

Agora, lá vão as idiossincrasias, se preferirem, neuroses mesmo, minha e de um conhecido.  A do meu conhecido, bem mais divertida, fica para o final.

Prefiro ter a bexiga perfurada a  pegar a chave do banheiro de buteco  para destrancar porta.

Meu conhecido, horas antes de pegar avião, seja quanto tempo for durar a viagem,   não toma uma gota de água e,  pouco antes da última chamada para o voo, vai ao banheiro do Aeroporto.  Em hipótese alguma, usa o banheiro do avião.  Ele explica:

– O sujeito tá lá no banheiro, dá uma turbulência e é urina para tudo quanto é lado.

Cada louco com sua mania.  Acho bom, porque, como escrevi no início, prova, definitivamente, que não sou o único.

Felicidade Atual está na Ponta dos Dedões (Polegares)!!!

Arquimedes, filósofo grego que viveu antes de Cristo (287 a.c e 212 a.c), disse:

“Dá-me uma alavanca e um ponto de apoio e levantarei o mundo”.

A impressão que tenho, andando pela rua e convivendo com as pessoas,  é que elas já atingiram a felicidade/ “plenitude absoluta” e poderiam expressar isso  assim:

“Senhor, já me destes Iphone, Ipod* , Facebook, Whats App; com isto, levastes minha felicidade ao grau supremo/absoluto”.

Falar com todo mundo a qualquer instante,  mandar mensagem escrita, compartilhar passaram a ser a principal razão de viver de muitos (as).  E eles (as)  se acham geniais quanto mais  conseguem vender  imagem inteligente de si próprios (as) nas tais de redes sociais.  O  simples compartilhar já os  satisfaz em demasia e até mesmo a etapa anterior – ler o que foi compartilhado.

Felizmente, dentro dessa aí, tô fora!!!!

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* Em Tempo, Ipod – eu chamo de Aifode!!!  Injustiça minha com o pobre do Ipod, porque tudo isso, sendo usado com a obsessão que se utiliza hoje,  não deixa  possibilidade de as pessoas  conversarem pessoalmente e se satisfazerem apenas com quem está presente.  Todo mundo necessita de todo mundo o tempo todo.

O inferno deve ser bem menos aflitivo!!!

Experiente Jornalista, Mas Desconhecia que Não Existe Jantar Grátis!!!

Para o Amigo Fernando Pawwlow, que gosta dos meus casos, sobretudo os que envolvem jornalistas e políticos.

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Paulo Maluf é o Paulo Maluf que você conhece.

Diolauc Omarba foi  cronista político  de imenso prestígio.

Era uma mesa redonda com alguns  jornalistas famosos, entre eles Omarba, que entrevistavam Maluf.  Muito provável que todos os jornalistas tenham  recebido  belíssimos cachês.  Afinal, ter nome associado a Maluf e ficar sujeito  às afirmações  do político é tarefa nada agradável.  Mas tudo tem um preço.  Omarba devia saber disso.

Lá pelas tantas,  Maluf, sem a menor cerimônia, ao falar  sobre as dificuldades enfrentadas  por imigrantes,   pede textualmente  o endosso do prestigiado jornalista.  E diz:

– Imigrantes sofrem, não é mesmo  Omarba????

Indignado,   ele  responde:

–  Eu não sou imigrante, minha família é de refugiados políticos!!!  Imigrante é você!!!

Bem feito!!!  Foi fazer pano de fundo pra Maluf e queria o que???

A expressão da moda é:  não existe jantar grátis.  Ora, ainda que a expressão não tivesse sido criada naquele tempo,  será que o experiente Omarba não sabia disso???

Picaretas Com e Sem Diploma – 2 – Todo dia é Dia de Golpe!!! Infelizmente, Poucos Quebram a Cara!!!

Muitos anos atrás,  famosa Revista Brasileira fez reportagem de capa mostrando golpinhos que profissionais aplicam.  Não, não pense que é só o Faz Tudo  (o quebra-galho) da  esquina que mete a faca em quem precisa de seus serviços de última hora.  A revista mostrava malandragem de  trabalhadores braçais e de nego diplomado.

Também já escrevi a esse respeito aqui.  Deixo o link no final.  Há pouco, último  dia do ano, fui vítima de Dentista.  Digo, fui vítima ao quadrado  de dentista.  Há uns quatro ou cinco anos, dentista absolutamente incompetente, para tentar corrigir minha apneia do sono,  fez dois aparelhos que eu colocava na boca para dormir.  Os dois em conjunto puxavam o queixo para frente.

Assim que vi como funcionava a coisa, perguntei se aquilo não iria deformar meus dentes.  Ele garantiu que não, porque  eu já era adulto e as arcadas dentárias (ou seja lá o  nome que tenha isso) já estavam consolidadas.  Resultado.  Não resolveu meu problema de apneia, e ainda acabou com meus dentes.

Há cerca de seis meses, a essa altura da vida, fui obrigado a colocar aparelho  fixo, agora com dentista competente e séria.

Ontem, à noite, o acabamento da extremidade do aparelho caiu e deixou uma ponta viva que raspava na gengiva.  Não que machucasse, mas incomodava.

Há pouco, fui  a um dentista de plantão, indicado por conhecido.  Liguei, ele estava aberto.  Chegando lá,  perguntei se ele podia tirar essa ponta viva. Ele disse que sim e já foi logo dizendo o preço. R$ 250,00.  Expliquei que era trabalho ínfimo.  Ele disse que não faria por quantia menor do que essa.   Concordei.  Cerca de um minuto  depois, levantei-me    da cadeira do dentista.  Literalmente, um  minuto.  Perguntei mais uma vez se ele iria me cobrar tudo aquilo e ele confirmou.  Eu paguei.

Se você ouve um barulho na roda do seu carro, pára em um borracheiro.  Ele constata que a porca de um pneu está um pouco frouxa.  Sem dizer nada, ele aperta.  Você pergunta quanto é, ou ele  diz que não é nada ou pede para pagar um café.  Você dá R$ 5,00/R$ 10,00 e ele fica mais do que satisfeito.

Como a revista   já provou, esse dentista não é o primeiro.  Eu também já escrevi a respeito, conforme relato no início deste post.  O título que dei ao texto  anterior mostra bem o que eles são.  Quiser ler, o título , como disse, define bem o quem são eles:

Picaretas – Com e Sem Diploma – Clique e leia

E esse aqui é a vingança.  Espero que um dia todos eles quebrem a cara. Eles merecem.  Aliás, merecem mesmo é cadeia.  O título do Post é apenas Picaretas.  Também poderia ser Picaretas Quebrando a Cara.  Quiser ler,  clique Picaretas.

Esses clientes aplicaram  justas vinganças .  Seria legal se todos  picaretas se danassem como esses dois e, eventualmente,  repetindo, até acabassem na cadeia.

Porque os Africanos Correm Tanto

A propósito da São Silvestre, que nesse momento está no meio, no meio para os bons,  dois microtextos muito bons do amigo Fernando Vasqs, a respeito do desempenho dos africanos em corridas.

Lá vão:

Costumes
Rito de passagem no Quênia é assim: põe-se o garoto na frente de um tigre. Se o tigre comer o garoto , ele tá reprovado. Se não, um dia ele ganha a São Silvestre.
Caça
Não pense que um garoto queniano corre atrás de um tigre para abatê-lo . Um garoto queniano só corre atrás de um tigre pra chegar primeiro.
Bom 2016 para todos!!!

Não Quero Ganhar Sozinho a Megasena da Virada!!!

Lombardi, como os mais velhos se lembram, era locutor do programa Sílvio Santos.  Ele nunca aparecia. Apenas participava  com sua  voz  anunciando  produtos ou fazendo  comentários.

Humorista no teatro apresentou  quadro engraçado imaginando como seria o dia em que o Lombardi ganhasse sozinho grande prêmio em dinheiro na Loteria.

Era mais ou menos assim.

Sílvio Santos, no programa ao vivo,  dizia:

–  Lombardi, conta para a gente  as novidades de hoje.

Lombardi:

– Vai se fo…, Sílvio Santos.

Sílvio:

– Como, Lombardi??  Eu não entendi direito!!!

Lombardi:

– Se você não entendeu, eu repito:  Vai se fo…, Sílvio Santos!!!

Por aí o quadro continuava  com mais algumas falas.

A Megasena corre amanhã.

Se você for  o único acertador, você já imaginou quem seria o “seu” “Sílvio Santos”???  Sua sogra, seu cunhado iriam merecer seus afagos verbais nos primeiros minutos de 2016 ou você teria que esperar até segunda-feira para encontrar o seu Sílvio Santos no trabalho???

Eu, de minha parte, não vou revelar  quem é que eu mandaria em alto e bom som se fo… .  Meus amigos mais próximos, entretanto,  sabem de quem se trata.

Ih, agora que eu escrevi, ferrou tudo.  Se eu fizer esses   carinhos  verbais tão merecidos,  o meu “Sílvio Santos” vai logo desconfiar.  Por se tratar da pessoa mais ordinária que existe  no mundo, certamente  tramará o meu sequestro e pedirá de resgate todo o dinheiro do prêmio.

Eu vou ser o único acertador da Megasena e vou ficar bem quietinho.  Mas em pensamentos…  Aliás, em pensamentos, nem preciso ganhar na megasena  para desejar que ela se f…!!!!

Se eu não vou poder fazer como o “Lombardi” do humorista fez, e  mandar a pessoa em alto e bom som se fo…, nem quero mais  ganhar a Megasena!!!

Barulho Não dá Sossego

Para coroar mais um ano de muito barulho, sim barulho de decibéis mesmo,  hoje,  último domingo,  britadeira trabalhava a todo ao lado de casa. Isso de manhã.  Agora, 21:30,  mais barulho, certamente para tapar os buracos.  Há mais de um ano, postei texto em que defendia que as ruas não deveriam ser asfaltadas e sim cobertas de cascalho.  São inúmeros cabos subterrâneos. Semana sim, outra também,  britadeiras  rasgam o asfalto.  E tomem barulho – bebês, crianças, jovens, adultos, velhos!!!

Amigo meu, diretor de empresa aposentado,  que gosta de polemizar, disse que eu estava louco.  Outro amigo, arquiteto,  disse que concordava 100% comigo.

Assim, agora, quase dez horas da noite do último domingo do ano,   eu e meus vizinhos somos brindados.  Brindados com barulho.

Quiser ler texto CHEGA DE BRITADEIRA,  em que sugiro cascalho ao invés de asfalto,  clique aqui

O Primeiro Palácio do Rei Roberto Carlos

Tradicional Show de Roberto Carlos de Natal.  Legal recordar História interessante, já postada aqui.

Meu amigo Richard Ouang, filho do arquiteto Max Ouang,  me contou a história.  Alguns dias depois,  enviei para o Richard o texto que eu tinha escrito a partir de suas informações e disse a ele que iria publicar aqui no meu blog.  Richard me alertou que o nosso ídolo poderia não gostar.  Entrei no site oficial  do Rei, mandei o texto  e disse que pretendia publicá-lo e pedi autorização para isso.  Não obtive resposta.

Já se passaram uns quatro, cinco  anos, que tentei a autorização.  Suponho que agora, após a vitória da Beija Flor  no Rio homenageando nosso Rei,  é um bom momento para relembrar o fato.  Já que não posso por uma Escola de Samba desfilando, alinhavo umas palavras para contar essa história bonita do ídolo de mais de três gerações de braileiros.

Lá vai.

Em meados da década de 60, o prestigiado arquiteto Max Ouang recebe telefonema de um desconhecido.  A pessoa  diz  representar  personalidade muito famosa que tinha interesse em  comprar a casa dele no, então sossegado,  Morumby .  O arquiteto explica  que havia construído a casa para ele próprio morar e que não tinha interesse na venda.

O outro insistiu muito e propôs    que ele estabelecesse um preço.   Oriental e ainda por cima do ramo da construção civil,  Ouang sabia exatamente  o valor de mercado   do bem.  Colocou em cima dessa quantia  uma porcentagem que ele achava justa (afinal, a casa não estava à venda, as dores de cabeça  de construir para si iria tê-las todas novamente…) e passou a cifra para o Interlocutor.  Com segurança e tranqüilidade,  o outro diz que falaria com  o chefe  e que, muito provavelmente,   o negócio seria fechado.

Alguns dias depois, Ouang recebe telefonema da mesma pessoa informando que o patrão concordava com o valor proposto.  Pedia apenas um tempo muito curto porque o  chefe estava fechando um contrato valioso e queria pagar tudo à vista.

Passado esse tempo, finalmente Ouang iria conhecer o misterioso comprador, acertar detalhes do contrato e receber o sinal até que a documentação toda estivesse pronta.

No horário marcado em seu escritório, ao abrir a porta, Ouang  depara-se com o Rei  Roberto Carlos em pessoa.   Em pouco tempo, nas reuniões seguintes para concretizar o negócio,  estabelece-se um clima de confiança mútua entre o dois

Roberto  explicou que pedira prazo para pagamento   pois estava fechando contrato com empresa cinematográfica.

Ouang quis saber por que Roberto escolhera a sua casa.

A explicação do Rei:

– Quando cheguei em S. Paulo, morava no apartamento de um primo em Santa Cecília.  Nos fins de semana, meu primo, eu e minha namorada  íamos passear no carro dele pelos bairros sossegados  Em um desses passeios, os dois não paravam de falar para eu desistir de ser cantor e que me tornasse vendedor, como o meu primo. Eu disse  seria vitorioso como cantor  e que ganharia muito dinheiro.  Nesse momento,  estávamos  passando em frente à sua casa, apontei para ela e garanti que um dia ainda iria comprá-la.

Roberto elogiou muito a casa, mas falou para o arquiteto que  faria obras de ampliação da Cozinha.  Ouang argumentou que a cozinha da casa era ótima. Roberto explicou que precisaria por uma mesa maior na cozinha para almoçar e jantar.

Ouang, carinhosamente e  definitivo:

– Roberto, você é o ídolo do Brasil.  Você não pode fazer refeições na cozinha!!!!!

E assim, o  Rei, que tem mais ou menos a mesma idade que Richard, meu amigo, filho de Ouang, comprou uma  casa e ganhou um  conselheiro querido.