Pratos com Lentilha e Romã Para Darem Sorte

Rezam  a superstição e a tradição  que comer romã e lentilha no Reveillon traz sorte.  Não sou muito místico, mas “bastante” gastrônomo, como tá dando para perceber.  Além disso,  dizem os espanhóis (em espanhol correto, naturalmente – diferente do que escrevo a seguir)  “ jo no creo em las bruxas, pero que las hai, las  hai”.  Resumindo, não custa nada incluir romã e lentilha na noite do Ano Novo ou no primeiro Almoço do Ano. 

Guacamoles (pasta salgada mexicana  de abacate) para se comer de entrada acompanhando cerveja geladíssima  ou,  idealmente, margherita ; e arroz com lentilhas, que pode  ser saboreado junto com saudável e politicamente correta coalhada,  dão conta de satisfazer a superstição, além de serem quitutes deliciosos. A cerveja não vai combinar com  o Iogurte do arroz, mas isso não vai matar ninguém.

GUACAMOLES

Nas minhas agradabilíssimas temporadas  na fazenda do meu querido e saudoso irmão Beto, em Sto Antônio da Platina, Norte do Paraná,  dia sim, outro também, havia guacamoles antes do almoço. Era muito bom.  Entretanto, não levava coentro.  O Coentro faz toda diferença. Para muito melhor!!! 

Naquele tempo, a mania de uma coisa com sabor de outra (batata com gosto de berinjela, berinjela com gosto de abóbora; abóbora com gosto de quiabo) ainda não havia se tornado uma ditadura;  o salgadinho de milho perfeito para acompanhar – sem sabor algum –  estava nos supermercados. Atualmente só existe com Sabor queijo.  Não tem graça.  Mas não tem solução.  É como o caso das duas freiras.  Uma falou para a outra:
-Durma com Deus, irmã.
A outra respondeu:
– É o jeito, né???
Garantiu-me por telefone a empresa que fabrica o salgadinho de Milho que o de sabor neutro vai ser comercializado novamente.  Aliás, já era para estar no mercado, mas houve um contratempo.  Salvo engano meu, incendiou-se  parte de uma fábrica onde ele estava sendo produzido.

Lá vai a receita:

Guacamole
Ingredientes – para cerca de 4 pessoas.  Pode multiplicar porque não tem erro.

2 xícaras de chá de abacate sem caroço e sem casca
½  de xícara de chá de  tomate pequeno sem peles, nem sementes, cortados em cubinhos.
1/2 de xícara de chá de cebola  bem picada
1/2  colher de sopa de coentro bem picadinha
3 colheres de sopa de suco de limão
1  colher de chá de    sal
2 colheres de sopa de  sementes de Romã
50  gotas de  Tabasco vermelho

ACOMPANHAMENTO

2 pacotes de salgadinho de milho – Doritos -, preferencialmente de sabor neutro.  Caso não tenha sabor neutro, o de queijo quebra o galho.

Preparo  

Em um teperwere, misture bem o abacate amassado com garfo, o tomate, a cebola, o coentro, o suco de limão,  o sal e o Tabasco.

Deixar fora da geladeira se for servir nas próximas horas  Caso vá demorar para servir, deixar um caroço de abacate dentro, o que evita que fique preto.  Isso vale para diversas receitas de pratos que levem “creme” de abacate.
Come-se descontraidamente, sem usar talheres,   mergulhando nacos do salgadinho de milho na pasta, acompanhado de tequila servida em pequenos cálices, margherita ou mesmo cerveja bem gelada.

ARROZ COM LENTILHA – do fabuloso livro esgotado COMIDAS DE BOTEQUIM de Ana Judith de Carvalho. Editora Nova Fronteira – publicado há mais de 25 anos).  Vale a pena ir atrás,  quer pelas  receitas muito bem cuidadas, quanto pelo texto de apresentação. A autora diz  mais ou menos aquilo que Rita Lee já cantou: “antigamente tudo era bem mais chique”.

O texto vai abaixo exatamente  como está no livro.  Já fiz. Deu certo.

Ingredientes para Oito Pessoas

“- 3 xícaras de chá de arroz agulha;
250grs de lentilhas;
50 grs de toucinho defumado cortado em cubinhos;
4 cebolas grandes em rodelas;
1 folha de louro;
2 dentes de alho;
óleo que baste;
sal e pimenta (não está especificada , -acho que é pimenta do reino-)

Preparo

Cozinhe o arroz al dente, em 6 xícaras de chá de água quente com sal.

Separadamente, cozinhe as lentilhas em água com sal, o louro e o toucinho.  As lentilhas devem ficar macias, porém sem caldo e sem se desmanchar.  Para tanto, é necessário manter seu cozimento  em grande quantidade de água. 

Doure o alho picadinho em 1 colher de sopa de óleo e refogue as lentilhas bem escorridas.  Prove o sal e tempere com um pouco de pimenta.

Misture bem as lentilhas (toucinho junto)  com o arroz já pronto e mantenha em local aquecido.  Frite no óleo bem quente as cebolas  cortadas em rodelas finas. Escorra em papel absorvente.  Devem ficar tostadas e secas.

Arrume o arroz com as lentilhas numa travessa e cubra com a cebola frita.  Polvilhe com um pouquinho mais de pimenta e sirva enquanto ainda está bem quente.

Deixe a coalhada em uma grande vasilha e cada um se serve da quantidade que quiser.

Facilitando as coisas

Faça o prato com antecedência.  Caso vá levar para algum lugar,  leve o arroz em uma travessa e as cebolas em outro recipiente.  Na hora  de servir, aqueça rapidamente o arroz no forno e cubra com as cebolas em temperatura ambiente.

Em restaurantes árabes,  esse prato é servido com coalhada.

Abaixo, excelente receita de coalhada que peguei na Internet. Não havia a fonte.

Colo o texto:

Observação:  O ideal é comprar um termômetro especial para laticínio.

A loja Agrototal tem esse termômetro. R. São Caetano, 216
Metrô Luz – 3322-0077 –  Dia 30 até às 18 hs e 31 até às 12 hs, segundo me informou o vigia.  Confira antes de se locomover até lá.

Todo mundo sempre fez coalhada sem termômetro, usando o seguinte critério.  Ferver o leite.  Desligar o fogo e esperar dez minutos.  Por o dedo no leite e tirar.  Quando conseguir manter o dedo no leite, é a temperatura certa.  Sempre brinquei que essa fórmula é para servir coalhada com pele de dedo, mas como no caso do provérbio – quem não tem termômetro que cace com o dedo!!

Se sobrar coalhada, deixe na geladeira porque dura vários dias.  Não se esqueça de separar uma quantidade para fazer da próxima vez.

De qualquer forma, tenho certeza de que você vai aprovar a coalhada e vai querer fazer sempre.  Vale mesmo a pena comprar o termômetro.  Não ganho comissão da loja, mas vale mesmo a pena.

COALHADA

Rendimento: 15 porções
 
3 litro(s) de leite
3 colher(es) (sopa) de iogurte desnatado comprado pronto.
 
 
Ferva o leite. Depois, desligue o fogo e deixe-o descansar até atingir a temperatura entre 52 e 54ºC. Junte o coalho e misture bem (com uma concha vá jogando a mistura de cima para baixo, para aerar bem). Transfira para a vasilha onde vai ser servida.  Tampe a   vasilha  cubra com um pano, para abafar bem. Deixe-a descansar por cerca de 4 a 6 horas. O lugar ideal é o forno desligado. Em seguida, leve à geladeira por cerca de 3 horas. Sirva com mel, açúcar ou a gosto.
Coalhada Seca:
Coloque a coalhada fresca (sem ir à geladeira) dentro de um saco de algodão com tramas bem fechadas (sobre uma bacia). Pendure o saco de uma maneira que o soro possa escorrer (ainda sobre a bacia). Deixe escorrer de um dia para o outro. Após esse tempo, a coalhada estará pronta para ser servida.

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Ótimo 2009 para todos os leitores do Boca no Trombone, mesmo para aqueles que não comerem Lentilhas e Romãs!!!

Limpa Trilho – “Remédio” milagroso para glutões!!!

Parte boa dessa época do ano: presentes, muita festa, muita bebida e  incomensuráveis comilanças.

Parte ruim:   Incomensuráveis e freqüentes sensações  de mal-estar no corpo e imenso arrependimento  n´alma.

Mas existe uma solução  com sugestivo nome: limpa-trilho. 

Trata-se de  coquetel para ser tomado após imersões em feijoadas, churrascos-rodízios  e quaisquer outras festividades  pantagruélicas  Como não sou sádico, naturalmente,  dou a receita ao fim.  Mas a historia da coisa  é tão legal e mostra com tanta clareza a eficácia da fórmula que não poderia ficar de fora.

Flávio Generoso – médico, amante   da boa mesa e mestre de coquetelaria -havia traçado naquele sábado caprichada feijoada. Ao chegar em casa, sua irmã telefona e informa que a tia do Interior estava em S. Paulo e que eles teriam de levá-la para jantar.  Ele tentou escapar, mas a mana não deixou.

No restaurante,  quando o  Maître perguntou o que iriam beber,  Flávio contou da feijoada e disse que estava ali apenas para acompanhar a família.  O maître falou que iria preparar-lhe um coquetel digestivo.  Resumindo: salvo engano ou traição da minha memória,  ele tomou a bebida; mudou de idéia e prazerosamente encarou o jantar.  Bem humorado,  com muita propriedade, Flávio batizou o preparado com o sugestivo nome de LIMPA TRILHO.

É coisa mágica!!!  Nocauteado por rodízio ou feijoada, é tomar o limpa-trilho e cogita-se firmemente em voltar para a mesa.  Pelo menos para uma fruta ou até mesmo um doce!!!

Lá vai a receita:

Ingredientes:

– Uma parte* de  Vinho do Porto Tinto
– Duas partes* de Fernet Branca (tem  que ser a Branca)
– Água Tônica gelada
– Gelo
– Rodelas de Limão.
* Obs –  Em coquetéis, a rigor, não existem doses,  menos ainda medidores.  Assim sendo,  falam-se em partes. 

Preparo:

Em um copo alto,  colocar duas rodelas de limão, quatro ou cinco pedras de  gelo.  Derramar uma parte de vinho do Porto; duas partes (o dobro do que se colocou de vinho) de Fernet Branca e completar com a Tônica gelada.  Misturar com a colher própria (bailarina – colher  bem pequena com cabo bem longo); tomar; voltar para a mesa e traçar a sobremesa.

Boas Comilanças.  Para os imoderados, boas comilanças e bons limpa-trilhos!!!

Se sobrar bacalhau e Rabanadas do outro mundo

Tava correndo, queria ter colocado aqui algum cardápio legal para a ceia e almoço do dia 25, mas não deu.  Em todo caso, deixo receita simples e deliciosa do saudoso ministro, filólogo e Gourmet Antônio Houais para aproveitar eventuais e improváveis sobras de bacalhau e o link da receita de Rabanadas do outro mundo que saiu na Folha de S. Paulo, cerca de dois/três anos atrás e que também já publiquei aqui no Boca.  

Sobras de bacalhau rápida e magicamente transformam-se em formidável Risoto; o páo, em divino manjar. Queria ter colocado o texto da rabanada, mas não estou no meu computador e a coisa empacou, de qualquer forma, veja no link.  Vale a pena. De entrada, sirva melão com presunto cru.  Lá vão:

Risoto de bacalhau com brócoli

Ingredientes

Uma xícara de café de óleo ou azeite

1 xícara de chá  de lascas de bacalhau

1/2 celoba grande  bem picada

2 xícaras de arroz

1,5 xícaras de brócolis ninja em florzinhas

1,5 colher de tomate pelado preparado (Preparo do tomate pelado: despeje em uma panelinha uma lata de tomate pelado e ponha no fogo baixo.  Vá mexendo até secar. Desligue o fogo.  Pegue a quantidade indicada para o prato (1,5 colher de sopa) e guarde o que sobrar na geladeira com óleo em cima para durar mais tempo.)

Um limão cortado em quatro para deixar na mesa.

Modo de Preparar nas saborosíssimas linhas do Ministro.

“Numa panela generosa, frite no óleo vegetal ou no azeite as cebolas; quando alouradas, junte-se-lhes o bacachau, por 2 minutos mexidos; em seguida, tudo o mais, com água aquecida até cobrir o todo.  Dá-se-lhe uma mexida para distribuir mais ou menos  igualmente os ingredientes.  Espere a primeira fervura, diminua fortemente o fogo, tampe de banda (para deixar escapara o vapor) e sirva antes que fique seco, pois a umidade é ponto de honra nesse pratinho perfeito.  Há quem não dispense uma quarte de sumo de limão suculento.”

 

 

Sem pensar muito, suponho que um vinho tinto encorpado  ou mesmo um tinto verde  acompanhem bem esse prato.  Idem sem pensar muito, certamente o vinho do Porto acompanhará bem a rabanada.

 Link para as rabanadas. http://bocanotrombone.ig.com.br/?s=Rabanada

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Certamente se na Ceia de Hoje no Céu for servida uma das infinitas receitas de bacalhau,  amanhã ou depois o Ministro vai sugerir que se faça ou ele mesmo irá preparar esse risotinho, aí então, celeste!!!

Feliz Natal para todos os leitores do Boca!!!

Megas stars divertindo-se muito – até na ficção!!!

Aproveitando a passagem da Madonna por aqui, publico novamente conto que escrevi há mais de quinze anos em que os personagens também são as mais super/híper/ megas estrelas do rock mundial/universal.  O conto é longo e demora um pouco para aparecerem os megas stars, mas eles aparecem.  Vale a pena chegar até lá, daí, pretensioso, suponho que seja difícil parar de ler.

Uma amiga estava produzindo uma espécie de sarau e pediu que as pessoas lhe enviassem seus escritos. Enviei-lhe esse conto. Como era trabalho para ser lido em público e que talvez pudesse ser publicado, escrevi uma nota introdutória explicando e deixando bem claro que era mera ficção (aproveito e já reitero) e que usei os nomes verdadeiros dos principais personagens porque, por mais que minha imaginação fosse fértil, eu nunca conseguiria criar perfis tão bem acabados para o meu objetivo. Minha amiga leu o conto e a explicação e, inconformada, me ligou:
– Ah, que pena – eu achei que era tudo verdade!!!

Leia o conto e veja se vc também queria que fosse verdade. De minha parte afirmo: não só queria que fosse verdade, como, principalmente, queria ter participado dessa noitada.

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MUITO ALÉM DO JANTAR – TÍTULO DO CONTO

Luis ligou para meu escritório dizendo finalmente ter marcado o jantar na casa dele com Roberto para sábado.

Fiquei uma fera. Era o dia do Show. Embora a imprensa tivesse anunciado que a apresentação no Pacaembu seria única, não era verdade. As grandes estrelas, quando passam por aqui, na mesma noite do show no estádio, costumam se apresentar em uma boate para aproximadamente 500 pessoas. Após esse espetáculo, sempre ficam para o coquetel e jantar. Algumas delas são verdadeiras vedetes. O Pavarotti, na primeira vez em que veio a São Paulo, era um sujeito amável e simples. Pediu para ir jantar com todo mundo em um restaurante típico brasileiro. Tomou uma jarra de batida de limão (de pinga) e comeu vatapá. Agora, depois de ter se tornado um mega star, já se comporta como uma prima-dona. Mas, em geral, são simpáticos. Sobretudo comigo, mulher morena, bonita, sensual com tempero brasileiro e classe européia.

Lógico que esses shows para audiências restritas são sempre muito caros. Nunca menos de 2.000 dólares por pessoa. Eu já havia comprado e pago nossos ingressos. Era uma surpresa para Luís. Só lhe contaria no dia. Afinal, a surpresa acabou sendo minha. Imaginei que durante o jantar, a cada cinco minutos, teria vontade de ir ao banheiro, abrir a bolsa, olhar as entradas e chorar um pouquinho. Poderia até fazer isso. Mas não contaria jamais para ele que tinha comprado os ingressos. Pois sabia que estava almejando a vice-presidência da empresa; o jantar bem produzido com o presidente-executivo, sua mulher, por coincidência filha do acionista majoritário, seria decisivo.

E produção era o que não faltava. Luís pediu que eu cuidasse de tudo. Decidimos o cardápio e não tive dúvidas, liguei para o bufê dos grandes jantares de São Paulo e fiz a encomenda. No sábado, por volta das três, chegam com toda parafernália necessária:

– A senhora escolhe sua toalha de mesa preferida e pode ir para o cabeleireiro que a gente se encarrega de tudo, disse o eficiente e ligeiramente pedante chefe da equipe.

Lembrei-lhe novamente o combinado com o gerente: eles deveriam deixar a coisa encaminhada, eu cuidaria do resto. Às seis, não queria mais ninguém em casa – enfatizei.

Eram verdadeiros artistas. A mesa estava linda, os arranjos de flores deslumbrantes, a comida com aroma indescritível e o bar arrumado de tal forma que eu seria capaz de fazer montes de dry martini de olhos fechados.

O interfone toca, oito horas, pontualmente.

Fomos esperá-los na porta do elevador. Surpresa. Gabriela estava sozinha.

– Papai ligou há cerca de três horas convocando Roberto para uma viagem a Buenos Aires. Agora, devem estar quase pousando. Tá vendo o que te esperava na vice-presidência, Luís? Já que o chefe está longe, acabemos com as formalidades. Sorri, enquanto tira o blazer.

Sob o blazer de Gabriela, uma camiseta de seda preta com alças e decote nas costas até a cintura, velando quase nada do corpo escultural. Luís e eu ficamos embevecidos. Tudo era perfeito: costas, ombros, bocas e seios se destacavam.

– Estou fissurada para experimentar seu famoso dry martini, Elza. Posso ajudar você a preparando os copos.

Pega a faca mais afiada e, em menos de três minutos, põe em cada copo verdadeiras mini esculturas de casca de limão e azeitonas. Ao se inclinar sobre o balcão, os duros bicos dos seios se mostram. Seu sorriso maroto olha para mim e Luís.

– À uma noite de prazeres! – Gabriela brinda.

Quando ponho o último disco de Marina, faz um gesto com o indicador pedindo para nos aproximarmos e, fingindo vergonha, sussurra aos nossos ouvidos:

– Parece coisa de fanzoca boba, vocês vão até rir de mim. Essa camiseta aqui, foi a Marina que me deu. Sou muito amiga dela.

Diz isso, levantando o ombro direito, ao mesmo tempo inclina o rosto até o ombro, com os dedos longos, traz a alça aos lábios, fecha os olhos e beija a blusa.

– Fanzoca boba, nada. Olha o que eu tenho aqui na gaveta, falo enquanto apanho os ingressos.

Luís pergunta por que não falei nada. Em poucas palavras, disse saber que ele queria muito oferecer o jantar ao Roberto. Orgulhoso da minha deferência, sorri.

– Não é possível, diz Gabriela. Se você soubesse o que já deu de briga entre mim e o Roberto por causa deste jantar marcado no mesmo dia dos Rolling Stones. Agora, ele lá com meu pai, certamente se preparando para ouvir tango, e nós três aqui. Aqui e com a cabeça no Mick Jagger!

– A gente pode jantar tranqüilamente e ir para lá, expliquei.

– Mas como, o show deve começar em menos de meia hora?, diz Gabriela.

Ela não sabia da história da segunda apresentação e ficou absolutamente enlouquecida com a possibilidade de ver os Stones cara a cara.

– Luís, tira da cabeça a preocupação com a vice-presidência. Você é o preferido do papai e do Roberto. Também é o meu preferido. Eu tenho 50% das ações da empresa. Vice-presidência é assunto encerrado. Vamos ao prazer, comme il faut: com o dever cumprido e a consciência tranqüila!

Diz isso e acende um baseado que tirou da bolsa, magistralmente enrolado em papel de seda lilás.

– Para todos os prazeres! exclama , como se fizesse novo brinde. Fecha suavemente os olhos e se deleita com uma longa tragada.

– Soube que você se dedica ao estudo do Epicurismo de corpo e alma 24 horas por dia, eu disse.

– Ao estudo diria que dedico só minh’alma e manhãs. A tarde, jogo tênis. À noite, delíros. Pensando bem, acho que meus dias são compostos de 24 horas “epicuristas”: teóricas e práticas – explica, passando o baseado, com a marca e o provocante gosto de seu baton, para mim.

Toma um gole de dry martini e prossegue:
– Escrevo textos para revistas daqui e da França. Não me queixo da vida. Posso fazer o que gosto. Esta noite é o que eu chamo de “meta-delírio-triplo”. A gente está aqui no delírio do dry martini, do baseado, que antecede o delírio do jantar, que antecede o delírio dos Stones, que, sabe lá Deus, pode anteceder outros delírios, diz sorrindo e passando os dedos, úmidos e frios, do contato com o copo, na minha nuca e na de Luís.

– Que tal começar o jantar, ou melhor, o segundo ato do delírio?, sugere, sem jeito, Luís.

– Mais dry martini !

Eu e Gabriela falamos exatamente ao mesmo tempo. Rimos os três. Entrelaçamos os dedos minguinhos, como brincam as crianças, cada uma fez seu pedido, contamos até três, dissemos paf as duas ao desentrelaçarmos os dedos.

– Que ótimo, as duas falaram paf, os desejos de vocês vão se realizar. O que vocês pediram? – pergunta Luís.

– Fiz um pedido para nós três. Quando se realizar, agente vai saber que foi graças a ele. Sempre faço esse jogo e na única vez em que coincidiu de os dois dizerem a mesma coisa, eu tinha feito um super pedido que se realizou na mesma semana! – diz Gabriela.

Ela quer aprender a fazer Dry Martini e diz que me ensina a montar esculturas de casca de limão e azeitona.

Com cinco golpes, suaves porém decididos, prepara as azeitonas e as casca do limão; a mesma eficiência na montagem das mini esculturas. Tão rápido, que não aprendi nada.

Os Dry Martinis seguintes fiz lenta e didaticamente a pedido de Gabriela.

– É inacreditável que uma estudiosa de Epicuro, na teoria e prática , desconhecesse essa fórmula de fumo e Dry Martini como aperitivo. Agora sim, acho que já estamos todos com espírito e paladar preparados para o jantar.

A cada movimento na cozinha e na sala., percebia o profissionalismo do pessoal do Bufê . Grudado na porta da geladeira com um imã, um minucioso passo a passo, datilografado naturalmente, explicava como finalizar cada prato. A musse de salsão deveria ser tirado da geladeira 15 minutos antes de ser servida; o linguado na manteiga com camarão, alcaparra, batata cozida , cogumelo selvagem e arroz com ervas, já nos pratos individuais, esquentar 10 minutos no forno baixo.

Ponho a musse na mesa, abro a garrafa de vinho branco e seco, sirvo água mineral nos copos, vou à sala de visitas chamar Luís e Gabriela.

– Que mesa maravilhosa! Você dever ter tido um trabalhão para fazer tudo isso! – elogia Gabriela.

– Você nem imagina! Você nem imagina! Digo e viro o rosto na direção de Luís para me deleitar com seu sorriso cúmplice. Retribuo com uma rápida piscada e um beijinho no ar.

Luz na intensidade certa, música de câmara ao fundo, vinho datado na temperatura ideal, o sabor exótico da musse: perfeição a serviço do prazer. Gabriela admirava cada detalhe.

– Se vocês tivessem um livro para os convidados assinarem, descaradamente roubaria a frase que uma moça escreveu no livro do saudoso restaurante Pirandello: eu quero morar aqui!

Agradecemos o elogio e ela continuou:

– Sabem quem adoraria esse jantar? Epicuro! Imaginem, o homem iria enlouquecer nessa orgia de prazeres dos sentidos. Ainda com direito a Rolling Stones. Jamais ele voltaria pra Grécia depois de nos conhecer. Certamente acrescentaria no livro dos convidados, na frente do que eu escreveria: EU TAMBÉM!!! E assinaria.

Quando estou na cozinha esquentando o linguado, Luís vem pegar mais uma garrafa de vinho. Enquanto saca a rolha, vira o rosto para mim, me agradece pelo sucesso do jantar e me dá um beijinho na boca. Largo o que tinha nas mãos sobre a mesa, viro-me de frente para ele, abraço-o e damos um longo beijo. Excita-me o roçar dos meus seios em seu macio suéter de cashemere vermelho. Gabriela, da porta, nos observa:

– Eu também quero participar desse amorzinho!

Olhamos sorrindo para ela. Aproxima-se passa a mão em torno de nossas cabeças, dá um suave beijo em Luís e um beijo um pouco mais longo em mim, sua língua pressiona suavemente meus lábios e dentes. Entreabro a boca e nossas línguas se tocam por alguns segundos, ela passa a mão pelos meus cabelos e pescoço. Lentamente se afasta. Sorri. Desta vez, para minha agradável surpresa, Luís não fica sem jeito. Com naturalidade, sorrio. Aquela não era a primeira vez que uma mulher me beijava e, com toda certeza, não seria a última.

Volto para sala de jantar com o linguado. Rolling Stones eram o assunto. Conto que os Stones se apresentaram em várias cidades por onde passei, sempre poucos dias antes de eu chegar, ou uma semana depois de eu partir. Isso aconteceu mais ou menos umas dez vezes.

– Quando Luís me deu a notícia de que o jantar seria hoje, já estava imaginando que o destino queria que eu passasse minha vida toda sem usufruir o prazer dos Stones. Mas, graças a você, Gabriela, parece que vamos conseguir contornar os caprichos do destino. Obrigada. Viro-me para ela, fecho os olhos e mando-lhe um terno beijo de longe.

O linguado e a sobremesa, salada de frutas secas, com conhaque e sorvete de creme – especialidade minha – estavam perfeitos.

– Uma revista de faits divers – frescuras como eu chamo – me entrevistou perguntando qual cardápio escolheria para meu último jantar. Sushi, sashimi e doses reforçadas de saquê, respondi. Se me fizessem a mesma pergunta manhã, tenham certeza de que enumeraria todos os pratos e bebidas deste jantar deslumbrante. – diz Gabriela.

Assim que tomamos o último gole de vinho do Porto, levantei-me e disse:

– Let’ s go! Mick jagger waits for us!

Fomos no carro de Gabriela, um jaguar 2005 branco. Luís entrega os dois ingressos e quatrocentos dólares ao porteiro que, satisfeito, chama o maitre, passa-lhe 150 dólares, e manda que ele nos arranje uma boa mesa.

Melhor impossível: a mesa central da primeira fila. Ficaríamos a pouquíssimos metros dos Stones. Fomos ao banheiro retocar a maquiagem. Cheiramos quatro fileiras de coca sobre uma longa e fina lâmina de ágata preta com um mini cilindro de prata do arsenal que Gabriela trazia na bolsa. Traçamos a estratégia (infantil, mas poderia funcionar como ovo de Colombo).

– Ao delírio, ela diz, antes de abrir a porta do banheiro. Sorrio olhando fundo em seus olhos. Ela se aproxima. Como o show já estava começando, tínhamos certeza de que dessa vez nada iria interromper nosso beijo.

Voltamos ao salão. Tocavam uma balada lenta. Time is on my Side. Jagger, no primeiro momento, fuzila-nos com seu olhar e, em seguida, entre dois versos, diz, irônico, porem carinhoso: Wellcome. Com um pouco de vergonha, mas envaidecidas com o cumprimento, julgamos que essa passagem facilitaria o plano.

Pode parecer pretensão minha, mas, pelo menos em relação aos homens, sentia que Gabriela e eu roubávamos um pouco a atenção da platéia. Seu eu disser que até entre os Stones percebia-se uma certa fissura por nós duas, serei taxada de megalomaníaca? Mas era o que estava acontecendo. Keith Richards chega perto de Jagger, sussura-lhe algo nos ouvidos, e também nos cumprimenta. Sorrimos todos.

Por em prática a etapa seguinte, agora que o objetivo estava atingido, seria até covardia, mas éramos maquiavélicas.

Gabriela e eu nos entreolhamos. Com um sinal afirmativo, decidimos que o momento estava próximo. No intervalo entre as músicas seguintes, levantamos-nos e, lenta e sincronizadamente , tiramos nossos blasers. Platéia e Stones não desgrudam os olhos de nós duas por uns cinco minutos.

Durante o coquetel, eles cumprimentam, um a um, todos os presentes. Deixam nossa mesa por último. Jagger e Richards perguntam a Luís se podiam juntar-se a nós. Pedimos duas cadeiras ao garçon.

– And a bottle of Borbon, for us.

Não precisamos nem traduzir. Antes do show, os garçons haviam levado garrafas e garrafas de borbon para eles e toda a troupe.

Não se passaram nem quinze minutos, quando a conversa estava fluindo legal, Jagger é chamado pelo empresário para uma festa na casa da filha do patrocinador da turnê. Não esconde sua decepção:

– Todos na banda trabalhamos duro, mas os melhores frutos quem colhe são sempre eles quatro. Isto há quase trinta anos.

Colher frutos? – pensei. Tá certo que era o que eu e Elza desejávamos : transformar aquela noite num imenso pomar. Mas vai ser direito assim lá no primeiro mundo!

Jagger despede-se com um abraço em Luís, um beijo no rosto de Richards e de nós duas com fugazes, porém deliciosos, beijos na boca.

– Finalmente um carro de verdade – diz Richards ao ver o Jaguar de Gabriela. Pensei que aqui no Brasil só houvesse as carroças do Collor pro povão e esses carrinhos japoneses dos yuppies.

– Que tal mais rodada de salada de frutas e bebidas na casa de vocês? – sugere Gabriela.

Gabriela faz uma descrição tão entusiasmada de todo o jantar, sobretudo da salada de frutas, que Richards brinca.

– Vocês não sabiam que os carros ingleses voam nas horas de emergência. Isto é uma emergência, ele diz pro carro e ordena: Voe.

Gabriela acelera para voarmos “dentro da madrugada veloz” sobre a pista da Cidade Jardim.

Luís e eu voltamos para sala com a salada de frutas, Gabriela e Richards beijavam-se. Convidam-nos para sentarmos. Ela sugere um reforço de fumo para aguçar os sentidos.

– Eu sou um cara de sorte. Estou aqui com o que o Brasil tem de mundialmente famoso: suas mulheres e sua maconha.

Dá uma tragada, um beijo em Gabriela, nova tragada, e me beija com fissura. Ao mesmo tempo, Gabriela dá um longo beijo em Luís, que lhe acaricia os seios por dentro da roupa. Fingindo um pouco de indecisão , Gabriela tira a blusa. Antes de recomeçar a beijar meu namorado, aproxima-se de mim pelas costas e, dizendo querer solidariedade, também tira minha blusa e me dá um longo beijo na nuca acaricia-me os peitos e sussura-me aos ouvidos:

– Eu não disse que meus pedidos na brincadeira do pif-paf sempre se realizam.

Richards pega seu copo e brinda:

– Aos prazeres que Mick deve estar desfrutando na casa da filha do empresário!

Morremos de rir do seu sadismo.

Acordamos, os quatro na cama de Luís, às onze horas da noite do domingo.

Gabriela não parava de rir:

– Pretensiosa como ninguém, na minha cabeça, o Caetano tinha feito a música Totalmente Demais para mim. A partir de agora, vou passar a considerar mais essa hipótese.

Às gargalhadas, resumimos a música e traduzimos a teoria de Gabriela para ele, que emendou com uma dúvida :

– Me digam uma coisa, todas as noites de vocês são assim???

Público quer assistir ao vivo na TV a grandes shows

Meu post de ontem defendendo que  grandes shows devem ser televisionados ao vivo provocou certa polêmica.  Nessa polêmica, a grande maioria dos que se manifestaram  estavam de acordo comigo.
(Vejam nos comentários do post http://bocanotrombone.ig.com.br/2008/12/17/megas-shows-na-tv-por-que-nao/

Assim, sugiro que todos aqueles que tenham interesse em que shows, grandes acontecimentos esportivos (não gosto da palavra evento) sejam sempre televisionados ao vivo  manifestem-se. 

Escrevam para o Blog e dêem sugestões. 

Todo tipo de sugestão, construtiva,  é lógico,  será bem-vindo.  

Quem tiver calendário dos grandes espetáculos artísticos e esportivos programados para 2009 pode enviar. 

Quem souber o nome do Patrocinador e os endereços de contato  pode enviar.

Quem quiser montar grupos para reivindicar essas transmissões ao vivo pode escrever.

Quem tiver sugestões de como se pode organizar um grande grupo para esse fim, querendo,  escreva nos comentários.  Se a coisa pegar,  faço uma seção aqui no Boca  só para cuidar disso.

Botem, pois, A BOCA NO TROMBONE!!!

MEGAS SHOWS NA TV, POR QUE NÃO???

Fãs fanáticos sempre farão as mais fabulosas e fervorosas demonstrações de amor e devoção para chegarem o mais próximo possível de seus ídolos nos shows. Eles não contam.  Estão acima e além de qualquer resquício de bom senso. 

Mas e os outros milhões  paulistanos, excluídos os 60/70 mil que conseguiram ingressos para o show da Madona,  que também gostam da cantora???  Azar deles!!!

Não seria “minimíssimamente” razoável que esses shows fossem transmitidos ao vivo pela Televisão???  Afinal, tratam-se de imensa produção, custos elevadíssimos para que apenas 300/400 mil brasileiros privilegiados fanáticos desfrutem do espetáculo.

Ao invés de argumentar que é  empreitada muito complexa,  profissionais das grandes emissoras de televisão deveriam arregaçar as mangas e botarem a cabeça para funcionar.  Quem sabe o próximo show de mega artista internacional não possa ser oferecido para todo mundo e não apenas para os valentes, bravos e ligeiramente esdrúxulos fãs de carteirinha???

RONEY GIA, DO CLUBE CAIUBI, RECEBE PRÊMIO DO “FESTIVAL JOHN LENNON”

Noite de  quarta-feira de 2005.  No sobradinho que abrigava o clube Caiubi de músicos, poetas e escritores, apenas dois ou três sócios batiam papo e tomavam a geladíssima cerveja de lá.  Todo mundo estava torcendo por um dos músicos do clube que se apresentava naquele momento no Festival da TV Cultura no Sesc Pinheiros. 

Nisso aparece um loirão grande, boa pinta, com cara de Gringo e um violão sobre o ombro.  Foi muito bem recebido e não saiu mais. Roney Giah, o nome dele. Músico formado na Califórnia, com sofisticado repertório, sempre caprichava na produção de seus shows,  fossem  para os poucos do Caiubi,  fossem  para as platéias que lotavam suas apresentações no Museu da Imagem e do Som no Jardim América.   

Pois bem, Roney recebeu menção honrosa do John Lennon Songwriting Contest, que tem curadoria de Yoko Ono.
Leia nota abaixo e veja o site de Roney
http://www.roneygiah.com.br/ 

“Considerado um dos mais renomados festivais internacionais de composição, o The John Lennon Songwriting Contest destacou, na categoria World, o trabalho do compositor, cantor e guitarrista Roney Giah. Com a curadoria de Yoko Ono, o júri – formado pelos músicos Carlos Santana, Wyclef Jean, Fergie (Black Eyed Peas), John Legend, Al Jareau, Bob Weir (Grateful Dead), Lamont Dozier e Natasha Bedingfield – concedeu menção honrosa a Giah pela música Amar com E, que integra o CD “Mais dias na Terra”. Criado há 10 anos, o The John Lennon Songwriting Contest (www.jlsc.com) conta com 12 categorias musicais: Rock, Country, Jazz, Pop, World, Rhythm & Blues, Hip Hop, Gospel/Inspirational, Latin, Electronic, Folk e Children´s. Entre os critérios avaliados pelos jurados estão originalidade, melodia, composição e letra. Roney Giah é o único brasileiro a contar com a distinção na edição 2008 do The John Lennon Songwriting Contest. 
Formado pelo Musicians Institute of Technology, em Los Angeles (EUA), em 1994, Roney Giah estudou com Pat Metheny, Scott Henderson, Frank Gambale, Joe Diorio, Joe Pass, Stanley Jordan, Jenifer Batten (guitarrista de Michael Jackson) e Cat Gray (tecladista do Prince). De volta ao Brasil, o cantor e guitarrista lançou seu primeiro CD – Semente –, indicado ao Prêmio Sharp 1998. No mesmo ano, concorreu ao Prêmio Visa (edição instrumental) e conquistou o segundo lugar no Festival Berklee/Souza Lima, em São Paulo. Teve também sua música Argila relançada no disco Pearl Brazilian Team 3, em uma coletânea de artistas brasileiros. Gravado nos estúdios Bebop, Groove e Paarmann, em São Paulo , o álbum autoral foi pré-selecionado na edição 2006 do Latin Grammy e do Prêmio TIM de Música. Em shows e apresentações Roney Giah já dividiu o palco com Sandra de Sá, Claudio Zoli, Milton Guedes, Xis, Bocato, Rappin Hood, Roberto Sion e Mané Silveira.
 
A musicalidade inovadora do brasileiro Roney Giah tem conquistado o mercado internacional. Em 2008, o músico foi convidado a participar da trilha sonora do filme norte-americano “No pain, no gain” e assinou um contrato com a gravadora inglesa ASTRANOVA Records para o lançamento da coletânea Yesterday´s tomorrow. Para a divulgação, a gravadora produziu podcasts shows que foram disponibilizados em 107 países. Yesterday’s tomorrow, que é comercializado pelo I Tunes, reúne sete faixas do cd Semente (1998), seis faixas do cd Mais dias na Terra (2006) e uma faixa do inédito Na mira do coice, além de uma faixa bônus produzida com exclusividade para a ASTRANOVA. O interesse da gravadora ocorreu após o músico ter, por duas vezes consecutivas, as músicas Amar com E e A chuva – do álbum Mais dias na Terra –, indicadas ao Track of the day pelos dois milhões de usuários do site Garage Band (www.garageband.com), portal de música norte-americano que tem a curadoria de George Martin, ex-produtor dos Beatles. O convite para integrar o casting da gravadora partiu dos executivos Scott Hill e Alex Catillo, respectivamente CEO e diretor artístico da ASTRANOVA Records. “

CUIDADO PARA NÃO VIRAR UM GORDINHO MEDITERRÂNEO

O Globo Repórter de hoje será sobre Dieta Mediterrânea, “tipo de alimentação característica de alguns países da região do Mar Mediterrâneo (Itália, Grécia, Portugal, Espanha, França e outros). Este padrão alimentar é composto, basicamente, de vegetais, legumes, tomate, alho, frutas (maçã) e, principalmente, óleo de oliva, canola, cereais pouco moídos, nozes (pecan) e sementes, queijo branco e iogurte, além de vinho” e massas.

Certamente no programa será ressaltado que essa dieta, rica em calorias, é muito apropriada para quem tem atividade física intensa,-como por exemplo, os trabalhadores dos portos do Mar Mediterrêneo.

Há cerca de uns dois anos, pessoas que adoram andar no “topo da crista” da onda, enchiam a boca para proclamar que estavam fazendo dieta mediterrânea. Como advertiu um médico especialista bem humorado, sedentários que adotem essa dieta, ao invés de ganharem saúde e perderem peso, certamente vão se transformar em GORDINHOS MEDITERRÂNEOS.

Ronaldo no Corinthians – o português, o argentino e a gostosona

Ronaldo  no Corinthians me faz lembrar duas histórias.

O jogador ultimamente estava treinando no Flamengo   O Flamengo queria o Ronaldo no time mas não falava nada.  O Corinthians foi lá e contratou.  Direção do Flamengo e torcedores estão loucos da vida.  Pois bem, eles que aprendam com a história do Português e do argentino.

Em um navio viajavam um argentino bonitão, bem vestido, sempre muito bem barbeado; um português, feio, sempre com camisetas esculhambadas e barba por fazer.  Havia ainda uma mulher muito gostosa.  O argentino ficava o dia inteiro jogando charme para cima dela e nada.  Nos últimos dias de viagem,  o argentino vê o português, de manhã,  saindo do camarote da mulher.  Inconformado, vai falar com o Português:

– Português, como é que pode?  Eu todo bonito, bem arrumado e não consigo nada com a mulher.  Você, feio,  esculhambado, consegue!!!

O português  pergunta:
– Tu pediste???

O argentino:
– Eu não.

O Português:
– Eu pedi!!!
Cartolas e flamenguistas aprendam, pois, a lição!!!

O momento é de festa e eu conto a segunda história outra hora.

Emails Domínio Público e Frutinhas Tricolores

Amiga minha, antes de me dar o endereço de email, deixou bem claro as condições dela:

– Paulo, cinco pessoas têm meu email.  Você vai ser o sexto.  Pois bem,  se você quiser escrever que me adora, ótimo; se escrever que está louco da vida comigo, perfeito.  Mas nunca, em hipótese alguma mesmo, me repasse qualquer tipo de piadinhas, correntes e outras bobagens impessoais “internáuticas” !!!

Perfeita observação.   Era amigo de um casal.  Todos os dias, ao chegar no escritório, havia uns 10 emails dele e outros tantos da mulher.  Não que fosse tudo um lixo, mas tô  no escritório não é pra ficar vendo slides de pregações e piadinhas que querem derrubar o presidente da república. Nossa amizade estremeceu.  Mas o lado bom é que minha caixa de correio ficou bem mais leve desde então.  UFA!!!

Toda regra tem exceção.  Colo abaixo o email que recebi:

A Bauduco acabou de passar o comunicado oficial que não terá Panetone esse ano ,  só Chocotone.
Motivo: 70 mil frutinhas murcharam no Morumbí no último Domingo.

Meu campeonato já acabou.  Meu time  foi o campeão – Corinthians.  Sei que o Grêmio tem “remotíssississimas” chances de fazer murcharem de vez as Frutinhas no Domingo.  Mas,  Gremistas,  minha torcida é toda de vocês.  

Não repito o chavão, por detestar chavões e tenho até uma frase respeito do chavão específico – lá vai a frase, jamais o chavão:

Usar expressão desde criancinha é só para quem já virou… (um) crianção.

Mas reitero:  “Vamô lá, Grêmião!!!”