Leitor conta Aventura para Trocar Zona Azul

O Professor , na verdade Diretor de Escola Municipal , Gerônimo conta abaixo os percalços para conseguir trocar as folhas de Zona Azul antigas que ele trazia em seu carro.   Leiam e comentem.

Caro Paulo:

Só agora tive um tempinho para escrever. Minha vida é uma correria (sou Diretor de Escola da Prefeitura de São Paulo – CEI – Centro de Educação Infantil  ( Creche) e isso exige muito de mim. Preciso estar sempre atento, afinal são crianças de 0 a 3 anos e o maior trabalho que tenho é com o Adulto. São 34 Professoras que para se dedicar com respeito e cumprirem com suas obrigações, a gente tem sempre que estar no pé; fiscalizando, observando e quando necessário, “berrando”, uma vez que nós não temos o direito de gritar com uma criança, ainda mais não sendo nosso filho. Principalmente porque não é nosso filho; É FILHO DOS OUTROS. E nosso cuidado tem que ser redobrado. Mas vamos lá, xô te contar melhor “A AVENTURA DA TROCA DO TALÃO DA ZONA AZUL”.

Cheguei por volta de 14:40 h e nesta cidade onde  se tornou raridade um espaço numa rua  para se conseguir uma vaga, deixei meu carro espremido entre dois outros e já fui para “a grande fila” pensando se demoraria ou se voltaria e encontraria meu carro (está sem seguro) ou se não encontraria no vidro um daqueles papéis amarelo ouro chamado  multa. A fila era grande, mas descobrí lá dentro que ela não estava andando por conta de não terem mais nem uma folhinha da zona azul para se trocar. Uma senhora avisava aos gritos que acabaram os talões, mas que estavam vindo alguns da Rua Senador Feijó, mas  já ia avisando que não podia trocar mais de três talões por pessoa. Como eu só tinha um talão e mais duas folhas (12 ao todo) e como aquele era o último dia, fiquei na fila e peguei o bonde das queixas dos que já estavam na fila há mais tempo do que eu. Todos reclamavam, falavam do Kassab, do órgão (CET), mas resignamo-nos na fila, feito brasileiros que engolem tudo goela abaixo. Os portões se fechariam às 16 horas. Para quem chegasse depois do horário as  normas tinham de ser cumpridas. Mas nós que já estávamos na fila há horas, tínhamos de esperar. Afinal as normas só servem para nós. Eles  fazem o favor de nos servir com “suas paciências” e nós temos que esperar. E assim o tempo passava. Chegou a “bonitona do Morumbí” com seu blindado da Mitsubishy e sua mãezinha sendo usada pela filhota, moradoras de Alfaville que estava chegando dos Estados Unidos, para trocar suas 4 folhinhas. Berrou na frente da fila, quando alguém pediu ou sugeriu que ela fosse para o final da fila. E ela imediatamente ligou para o chefe da moça que estava trocando os talões ( da CET – deve ser amante dele, pois ele obrigou a moça a fazer a troca delas primeiro). A senhora sua mãe, rica, bonita, cheia das jóias, ainda se deu ao trabalho de perguntar a um senhor que protestava na fila “ o sr. Está achando ruim? Dane-se!”, e se foi para o pátio da CET com a filhota pegar seu carrão e saíram por onde entraram, agora debaixo de vaias. Mas elas nem deram a mínima. E ficamos nós na fila, xingando, resmungando, reclamando, gritando. Era uma pessoa sozinha para anotar, conferir, pegar os nomes das pessoas
( para quê???) e a fila não andava. Até que alí por volta das 17:50 horas um rapaz gritou: “quem quer que a gente envie os talões via sedex”? Alguém perguntou: “Por conta de quem”? E ele respondeu: “DA CET; nós vamos pagar o correio”. Pulei lá e já peguei um papel e caneta, anotei meu endereço, conferí minhas folhas com o rapaz e fui embora.  Voltei para a Escola, pois eu precisava estar lá antes das 19 horas para fechar. Fica no km 19 da Rodovia Raposo Tavares e neste horário é um caos. E alí por volta de 20:30 o telefone da escola toca. Atendo. Era a senhora da CET, para me perguntar se minhas folhas eram mesmo 12 e aí começou a lamanetar tudo. Me disse que é nova no emprego, que estava sozinha, que o rapaz que me atendeu era um motorista que ficou com pena dela e deu uma forcinha, me disse que pediu à “bonitona do Morumbí” que ela se retirasse dalí pois ela estava causando transtorno, que foi seu chefe que lhe ordenou que trocasse primeiro as 4 folhinhas da “fina”,  que ganha uma miséria, que entra às 07 da manhã e que levou o serviço para casa para poder organizar e enviar os via sedex para quem solicitou. E ainda que iria trabalhar no dia seguinte na Senador Feijó, para prestar contas do que fez no dia anterior. “Consolei” a Lúcia (este é o nome dela), que mora, por incrível que pareça, próximo da escola onde eu trabalho. Eu no Km 19 e ela no km 18. Coincidências… E foi esse o meu “pequeno” dilema deste dia. Enquanto isso na Rua Cardeal Arcoverde (troquei minhas folhas na Rua do Sumidouro, em Pinheiros), está lotada de placas dizendo que é proibido estacionar do lado esquerdo e só para você ter uma ideía, o lado esquerdo está abarrotado de carros estacionados desde o começo, na Av. Dr. Arnaldo até quase o largo da Batata e não aparece ninguém da CET para botar “ordem nas normas…” Leio num jornal que o Prefeito tem 40 policiais (coronéis, comandantes etc. como chefes de gabinete) à sua disposição e nós, enquanto isso, pagamos as contas –nossas e deles e nem podemos mais nos revoltar. Só engolir…Calados… Quietinhos.
É isso…

Grande Abraço, Paulo e “seja capaz” de aproveitar alguma coisa disso…

Gerônimo Barbosa de Carvalho – RG  16 639 844-5

Zona Azul – Aborrecimentos à Vista!!!

A partir da próxima 3. Feira, dia 12,   o talãozinho de Zona  Azul que você  traz no porta-luvas de seu carro não vale mais. 
Curioso é que inúmeras bancas de jornais, botequins, armarinhos,  padarias  são postos, autorizados pela CET,  revendedores de talões.   Agora,  para fazer a troca, existem 10 (dez é isso mesmo!!!) postos  credenciados, espalhados por esse pequeno vilarejo, também conhecido pelo nome de Cidade de São Paulo.

O site da CET diz:

“Para sua conveniência, você poderá efetuar a troca em 10 postos na cidade de São Paulo até 12 de maio, sem custos adicionais.”

Já usei o adjetivo curioso, sou obrigado a mudar!!!  Engraçada é  a  expressão “para sua conveniência”.   Há atenuantes, entretanto:  “sem custos adicionais”.
Ah, bom!!!  Quer dizer que  se o cidadão que comprou o cartão que lhe dava direito a estacionar na via pública sair correndo até terça-feira,  ele não paga custos adicionais???  Mas é muita conveniência!!!
Certamente, o “cidadão relapso, atrevido, ousado” que não correr, vai pagar custos adicionais.  Desconfio  que isso signifique  multa/taxas extras/deságio na troca. 

Como dizia minha ex-namorada,  deixa eu entender: a CET muda a regra no meio do jogo e o contribuinte  que é penalizado???  

Resigne-se e veja as oportunidades que o CET lhe dá para tarefa tão agradável:
 
Zona Oeste
– Av. Marquês de São Vicente, 2154 (CETET) – Barra Funda
– Sumidouro, 546 (CTA-5) – Pinheiros
• de segunda a sexta-feira das 08h00 as 12h00 e das 13h00 as 16h00

Zona Norte
– Av. Santos Dumont, sobre Ponte das Bandeiras (PAT Bandeiras)
• de segunda a sexta-feira das 08h00 as 12h00 e das 13h00 as 16h00

Zona Leste
– R. Vilela, 572 (Espaço Vivencial de Trânsito Chico Landi) – Tatuapé
• de segunda a sexta-feira das 08h00 as 11h30 e das 13h30 as 16h00

Zona Sudeste
– R. Dona Brígida, 721 (GET-4) – Vila Mariana
• de segunda a sexta-feira das 08h00 as 12h00 e das 13h00 as 16h00

Zona Centro
– R. Senador Feijó, 143 (GES)
– R. Bela Cintra, 385 (GET-1)
• de segunda a sexta-feira das 08h00 as 12h00 e das 13h00 as 16h00

Zona Sul
– Av. Guido Caloi, 100 – Santo Amaro
– Parque do Ibirapuera – Quiosques Zona Azul próximos à OCA e ao MAM
• de segunda a sexta-feira das 08h00 as 12h00 e das 13h00 as 16h00

HORTÊNCIA + OSCAR = BABOSEIRAS

Ao que parece, entre ex- esportistas, falar besteira não é privilégio do Rei Pelé. 

Hortência conseguiu – ontem – ser mais real do que o Rei ao tentar fazer um gracejo na solenidade  de posse de Carlos Nunes na Presidência da Confederação de Brasileira de Basquete.  Ela desejou-lhe  sorte e disse que “sorte é trabalho mas que era necessário também ter estrela”.  E foi aí que brilhou a “inteligência da veterana”, numa agressão estúpida e gratuita.  Ela completou o raciocínio(???): “O Rubinho Barrichello, por exemplo, tem estrela, apesar de muitos dizerem que não.  O problema é que a estrela dele fica na bunda.  Quando ele senta no cockpit, ela apaga.”

MAIS PALPITE INFELIZ

O Jogador Oscar Schimidit, ao  disputar  a eleição para o Senado, tentou fazer uma gracinha. Ele contou que alguém lhe dissera que só melhoraria seu jogo se dormisse com a bola. E ele confessou que seguiu o conselho e passou dormir com a bola. Continuou sua gracinha e disse que seria capaz de dormir com a urna!!!

Em um Campeonato de Ginástica Olímpica aqui no Brasil, o silêncio da platéia era absoluto para assistir a apresentação do Ginasta americano Justin Spring, forte rival de Diego Hypólito,  o grande Oscar grande não se contém e grita:

– Vai escorregar, vai cair.

Desse jeito, os Ministérios dos Esportes e da Saúde  vão ser obrigados a colocar avisos nas quadras de Basquete:

–  Os Ministérios da Saúde e dos Esportes advertem: jogar basquete pode fazer mal para o seu cérebro.

Frasista, concluo com frase minha. 

Tem gente que precisa contar até três antes de falar qualquer coisa – ATÉ TRÊS MILHÕES!!!

Policiais Legais – nos Dois Sentidos!!!

Nesse fim-de-semana na estrada, saindo de uma praia em Ubatuba,  um policial rodoviário  faz sinal para eu encostar. 

Ele me pede os documentos do carro e minha carta, naturalmente. 

Entrego-lhe  uma carteira contendo  xerox  do certificado de propriedade, do IPVA, ambos  autenticados pelo Detran,  e um xerox colorido de minha carteira profissional de identidade, sem qualquer carimbo de autenticação.  Explico que minha carta, recém renovada, havia deixado em casa.  Ele pede o número do meu CIC, anota  e vai até a cabine da corporação, onde, certamente, devia haver um computador.  
 
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Muitos anos atrás,  também na estrada, eu – que não sou nenhum  pouco de correr – estava “ligeirississimamente” acima da velocidade permitida.  Sou parado.  Naquele tempo,  a Carteira de Habilitação não tinha foto e era necessário apresentar documento de Identidade junto com a Carta.  Também havia entregue minha carteira de identidade profissional.  O guarda diz que vai me multar.  Nisso,  um caminhoneiro fala com o mesmo guarda que o mecânico havia resolvido  o problema na sua luz de freio – pelo qual fora parado ali no Posto.  O guarda diz que tudo bem, deseja-lhe boa viagem e o motorista parte.   Ele vira-se para mim e reitera que vai multar.

Argumento. 

– Seu guarda, o motorista de caminhão estava irregular/fora da lei.  O mecânico arrumou a luz de freio e ele seguiu viagem – regular, de acordo com a lei – sem ser multado.  É a mesma coisa comigo:  eu vinha irregular, um pouco acima da velocidade, o senhor me parou, me deu um susto e agora também vou seguir viagem dentro da velocidade permitida/ dentro da lei.

O guarda argumenta. 

– É o seguinte: eu não ensino jornalismo pra você e você não me ensina leis de trânsito, falou!!!

Defendo-me:

– Seu guarda, quem sou eu para lhe ensinar leis de trânsito??? Estou apenas lhe mostrando a lógica da coisa!!!

Ele me entrega os documentos e me diz sorrindo, fingindo estar muito bravo:

– Vai embora logo daqui antes que eu  prenda você.

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Concluindo a história desse fim de semana

O guarda volta da cabine, onde, certamente, verificou que eu tinha carta, que estava tudo em ordem, devolve os documentos e me informa que eu podia seguir viagem.

Não houve a mais ínfima possível insinuação de “criar dificuldades para vender facilidades”, tampouco qualquer lição de moral.

Achei o máximo!!!  Senti orgulho de uma autoridade/corporação do meu País.  Parabéns para nossa Polícia Rodoviária!!!

O Sol e a Deusa nas Bancas de Revistas

Nas capas de revistas que forram as bancas de jornais, não há uma única mulher bonita.  São Todas Lindas.  Talvez  seja essa a  principal  razão de Caetano Veloso, há cerca de quarenta anos, ter cantado: “o sol nas bancas de revista me enche de alegria e preguiça” …

Gisele, entretanto,  tal qual gaivota,  ali,  na mesma banca,   plana vôo infinitos  pés acima,  depois das nuvens,  pertinho dos anjos, pertinho de Deus… 

Eles se entendem.  Eles se merecem!!!

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http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/43867/  – Alegria, Alegria -Música do Caetano Citada

Fico devendo uma foto, absolutamente dispensável – já que todos temos a imagem dela clara  alegrando nossas  retinas e corações

Proibido por Lei 2 – Bote a Boca no Trombone Também

Meu post de ontem não fez sucesso algum. Zero comentários.

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/04/16/proibido-por-lei-1-bote-a-boca-no-trombone-tambem/Mas falei que ia publicar a seqüência (tinha trema, ainda tem???Acho que não).  Não sou de dar cano.  Assim sendo, lá vai.  Aliás,  vamos BOTAR A BOCA NO TROMBONE!!! Exorcisme  (é assim mesmo) com  tudo.  Aproveite.  Não paga nada!!!

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Os búfalos lights devem se achar educadíssimos porque o celular deles não toca Pour Elise no Cinema: limita-se a emitir jatos de luz no olho do vizinho.  Ora, tenha a paciência!!! E que carência afetiva é essa que não permite  ao elemento (como diria o amigo  Flávio)  ficar duas horas quieto,  sem se preocupar se está ou não sendo de alguma forma desejado??? 

Os lugares públicos foram transformados em permanentes recreios de crianças do maternal (búfalos é mais delicado???).

Aliás, na rede Cinemark de cinema, antes de o filme começar havia o seguinte aviso:

– EVITE FALAR ALTO

Como dizia uma ex-namorada, deixa eu entender: quer dizer que pode conversar a vontade e, se for possível, solicita-se aos búfalos que não gritem???  O que mais as pessoas fazem no cinema é exatamente conversar e fazer barulho com o papel de pipoca. Certamente elas acham que quando os personagens estão em silêncio, a senha tá dada para uma troca de idéias, como se estivessem vendo um DVD em casa!!! Desejar silêncio na sala de cinema virou idiossincrasia; conversar, direito de todo e qualquer búfalo.

No banheiro, na hora de enxugar as mãos, além de não ter a opção de escolher entre a tradicional toalha de papel e o famigerado secador elétrico, o cidadão ainda tem que agüentar lição de moral ecológica. Uma plaquinha na máquina explica:
– Ao usar esse aparelho, você está economizando (ou salvando – não me lembro)  árvores!!!

Ora, se for assim, o coerente é proibir sapatos de couro.  Suponho que a cada 15 segundos o atrito de solas de sapato com o solo, quer de cimento  ou de barro, consome de três a quatro bois em couro. Até você ler o final desta gracinha, pelo menos dois bois já terão sido consumidos, só para esse fim- solas de sapato -. Vamos exigir um pouco de coerência, pelo menos do desinfeliz que decidiu colocar a plaquinha ecológica no enxugador de mãos. Mas sou obrigado a lembrar ao autor das plaquinha que tênis também consome borracha. Olhem que cena grotesca: aquelas árvores imensas atrozmente sendo golpeadas por perversos seringueiros que lhes sugam o látex!!!

Almoçar, jantar sossegado tendo direito a conversar com um amigo ou mesmo ao silêncio também virou idiossincrasia. A televisão tá ligada o tempo todo em praticamente todos os restaurantes. Como digo sempre, vejo o Jornal Nacional e janto todas as noites, mas faço uma coisa de cada vez. Impingir ao cliente que jante assistindo aos detalhes do crime do dia, definitivamente, deveria ser proibido por lei!! Falo sério: lei mesmo!!! Televisão ligada em bares e restaurantes deveria ser permitida em uma única ocasião: Jogo de futebol do Brasil em Copa do Mundo. Aliás, sugiro aos críticos de restaurantes que façam uma campanha para que sejam retiradas toda e qualquer televisão de Restaurantes, mesmo as que exibem vídeo- clips. Televisão durante o jantar, todo e qualquer búfalo tem o direito de ter, mas somente em sua casa ou na casa de colegas búfalos. Não posso exigir restaurante com teto lilás, mas… Ponto final nesse assunto!!!

E o som ambiente que, como eu digo, só faz infernizar o ambiente!!!??   Onde quer que se entre, a música tá no último furo. Já passei em frente a lojas chiquíssimas do shopping Iguatemi em que as balconistas estavam se divertindo com programas popularescos, certamente produzidos – como diz o próprio nome – para atender às camadas populares (dando uma pseudo e pretensiosa sofisticação ao artigo e, concomitantemente, não sendo politicamente incorreto).

Politicamente correto, sob todos os aspectos, principalmente do ponto de vista da higiene, seria proibir que nas padarias  pães, bolos, salgados  fossem colocados sem qualquer proteção no balcão entre o funcionário e o público. Ou seja, todos esses produtos ficam recebendo saliva/cuspe – democraticamente – tanto do consumidor quanto do funcionário. É óbvio que todo e qualquer produto desembrulhado pra venda deve ser colocado atrás do funcionário.  Essa falta de higiene acontece em praticamente todas as padarias. Há grandes padarias onde, inclusive, panetones, bolos devidamente desembrulhados estão pelo meio do corredor. Mandei email a esse respeito para o órgão competente. O burocrata de plantão me mandou uma resposta que eu não consegui entender. Mandei de volta email dizendo que era jornalista formado e que mesmo assim não consegui entender coisa alguma do que ele escrevera. Providências mesmo, nenhuma!!!

Ainda questões de higiene. Nos supermercados da, provavelmente, maior rede do país, azeitonas, picles, frutas secas estão colocados pelos corredores. O público mesmo é quem se serve. Quem quiser, passa, abre ali, pega uma azeitona. Muitas vezes aquela colher cujo cabo foi manuseado por todo mundo ad infinitum cai dentro do produto. Pedir providências do órgão responsável pela higiene é idiossincrasia??? Eu não compro em hipótese alguma pães expostos à saliva coletiva (até rimou, hein!!), tampouco esses produtos sem embalagens espalhados pelos corredores!!!

Mais uma coisinha só a esse respeito. O sindicado de bares, restaurantes, padarias, etc deveria passar orientação ensinando funcionários e até mesmo proprietários que não se pode por o dedo na língua antes de pegar o guardanapo que vai ser usado para servir o freguês que pediu um salgado/doce.

Aliás, seria interessante também que a Produção e Direção de um dos mais conhecidos artistas da TV Brasileira ensinassem-lhe que não é nem um pouco agradável para milhões de telespectadores assistirem a ele esfregando a língua em três ou quatro dedos (ou será o contrário???) toda vez que vai mudar a página de algum livro ou documento. Se esse artista, que freqüentemente jacta-se de ter sido educado na Europa, é capaz disso, fica difícil/impossível supor que uma única linha deste texto terá qualquer serventia. Permitam Deus, Marcelino de Carvalho e Cláudia Matarazzo que eu esteja sendo pessimista demais.

Há muitas outras coisas ainda a ser comentadas, mas, frasista, termino com uma frase minha:

O problema grave é que o bê-a-bá do óbvio mais ululante é um imenso bicho de setecentas cabeças para a imensa maioria.

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Como foi dito no começo, quem quiser, pode fazer sua listinha das coisas que deveriam ser “PROIBIDAS POR LEI”. Falar que sogra e cunhado  já são duas delas não vale!!! Bote Sua Boca no Trombone Também!!!

Proibido Por Lei 1 – Bote a Boca no Trombone Também

No meu Post de ontem  ARGUMENTO POUCO SUTIL DOS NÃO FUMANTES

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/04/14/fumante-inveterado-isso-existe-eis-a-solucao/#comment-4447,

praticamente me restringi a transcrever aviso direto que pode ser visto em redutos de não fumantes.  Pois bem,  coisa tão simples assim suscitou montes de comentários, considerações sobre leis e atitudes ou fatos que incomodam, até mesmo agridem.

Sujeito com algumas idiossincrasias que sou,   já havia escrito um longo texto aqui no Boca intitulado  PROIBIDO POR LEI. Como textos longos não funcionam bem em blogs,  e como vi que  os leitores BOTARAM A BOCA NO TROMBONE sobre o tema, vou dividir o texto em partes e publicá-lo nos dias seguintes. Leitores também podem passar suas listas do que deveria ser Proibido Por Lei.  Lá vai a minha parte.

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Minha tia Ciloca – carioca -, jogadora inveterada, era categórica:
– Baralho de plástico deveria ser proibido por lei!!!
Se é idiossincrasia dela, não sei. Afinal, faço poucas coisas na vida pior do que jogar cartas. Agora, que inúmeros comportamentos e atitudes deveriam ser proibidas por lei, ah deveriam ser mesmo.!!! É lembrar daquela velha máxima “a liberdade de cada um vai até onde começa o direito do próximo” e perceber que o mundo atual (Brasil, nem se fale!!!) virou barbárie.

 A coisa tá de tal modo dissipada que nem lei, propriamente dita, dá jeito. Afinal, como bem disse minha professora francesa, “no Brasil, algumas leis pegam e outras não”. Uma francesa que se mudou para o Brasil, provavelmente por não conseguir sobreviver na sua terra, dizer isso me revoltava, mas sou obrigado a concordar com ela.
(perdão por começar bem por esse tópico já batido e debatido anteriormente). Parece que existe mesmo há muitos e muitos anos uma lei que proíbe fumar em restaurantes. Proíbe e ponto. Eu exigir que os fregueses dos restaurantes que freqüento usem camisas vermelhas seria idiossincrasia minha. Querer comer sem inalar fumaça de cigarro não ser direito de cidadão algum é verdadeira afronta.

E afrontas são o que não faltam.

O celular, então, é o instrumento inseparável  dos búfalos (termo de um amigo para definir aqueles que incomodam por onde passam ou, pior, permanecem ). Estava em um restaurante japonês despretensioso na hora do almoço e uma médica começa a gritar no celular:

– Então quer dizer que a Maria tá mesmo com câncer!!!

Ora, esse problema e esse estresse são dela e da Maria (eram, porque talvez, a essa altura do campeonato, a Maria nem exista mais). Ninguém têm o direito de ficar gritando que alguém está com câncer no meio do almoço de dezenas de pessoas. No mundo do celular, gritar coisas íntimas e impróprias virou a norma.  Aliás, gritar tudo!!!
Segundo me contou o diretor de um clube da elite paulistana, um associado desse clube estava em um clube também sofisticado na Argentina e pôs-se a bradar no celular. Imediatamente, um funcionário veio comunicar que ali havia cabines para usuários de celulares.
Aliás, alguma medida semelhante precisa ser adotada para que usuários de celulares não afrontem  quem está ao lado.  A idéia de cabines me parece boa.  Em tempo, não tenho celular.  Graças a Deus!!!
Aí  pode ser idiossincrasia mesmo, mas não é só minha.
Para se despedir de alguém e/ou apenas pedir que ela telefone,  basta falar, ou até mesmo falar mais alto:
– Telefona pra mim.
Pode até repetir, mais alto ainda.
-Telefona pra mim!!!
Agora, colocar o dedinho na boca e o dedão no ouvido para significar exatamente Telefone para mim, ah isso devia ser mesmo proibido por Lei.  Como disse, não é  frescura exclusiva deste escriba. Estava assistindo televisão com uma conhecida minha;  no intervalo, durante a propaganda, o ator fez o tal gesto. Minha conhecida:

-Deviam cortar a mão de quem faz isso!!!!!

Amanhã tem Mais. Agora, bote você a Boca no Trombone e sugira o que, na sua opinião,  deveria ser proibido por lei.  Só não vale dizer algo do gênero:  criar um blog para nego cheio de  frescura -como eu – se expressar.  Pensando um pouco mais, pode sugerir isso também, mas eu vou continuar…

A moça tem muita sorte mesmo

Adriane Galisteu tá aí no noticiário porque teria ganho passagens de avião do namorado-deputado.

Mas a moça tem muita sorte e não é de hoje. 

Depois de ter sido namorada do Senna, ela posou nua para revista masculina. 

Como vou continuar ???

Nua e raspando a ….  (o leitor escolhe a palavra). 

Pois bem,  a voz do povo é a voz de Deus e o povo dizia:

– Ela é mesmo uma mulher de  sorte:  ganhou na Sena e na Raspadinha!!!

Danadinha!!!

O Argumento Pouco Sutil dos não Fumantes

Alguns comentários a respeito do meu texto de ontem (batalha fumantes x não fumantes – em síntese) falavam do direito  do cidadão  de fumar onde quer que esteja.  Tenho quase  certeza absoluta  de que a grande maioria dos fumantes   pensa/quer isso.  Como disse um leitor, certamente não fumante,  ” Vivemos no país em que se confunde liberdade com libertinagem. Se não fosse a lei, o fumante fumaria dentro da CTI/UTI do berçario”.  Concordando com o leitor, respondi: em relação à fumar do berçário a UTI, os fumantes terão cada vez menos tempo os separando do Berçário à UTI.  Desagradável mas verdadeiro.

O   texto de ontem  tava muito levinho e não cabia ali a argumentação pouco elegante, mas definitiva, do apreciador de cerveja para o fumante. 

Muitos já leram essa argumentação, em forma de aviso, em territórios anti-tabagistas (com ou sem hífen???, a dúvida permanece!!!).  Para os que não viram, lá vai.

Fumante, o seu prazer é o cigarro e o sub-produto (leia-se lixo) do seu prazer é a fumaça.  Meu caro fumante, o meu prazer é tomar cerveja.  A urina é o sub-produto do meu prazer.  Você não gostaria que eu urinasse na sua perna, gostaria???  Então não fume ao meu lado.

Pelo jeito, se a lei pegar,  não haverá lado para o fumante correr/fumar… 

Mas será que pega???  Quem quiser opinar, que opinte.  A lei pega ou não pega???  Bote a boca no trombone!!! É grátis!!!

Fumante Compulsivo – isso existe??? Eis a Solução!!!

Embora seja difícil falar  da Lei Anti-fumo (certamente não tem mais hífen -virou um inferno escrever!!!)  do Serra sem polemizar, lá vai.

Com alguma freqüência – “não tão freqüente ” para sorte dos meus amigos –   também gosto de fazer umas metáforas à moda do Presidente Lula (espero que as minhas sejam menos óbvias e primárias – gosto do Presidente, mas das metáforas…) .  Digo que não posso chegar em um bar/restaurante e reclamar porque o teto não é da cor que mais aprecio.  Entretanto, é mais do que justo que tenha direito a comer e/ou tomar cerveja, chopp,vinho, água, guaraná, caipirinha, uísque livre de fumaça de cigarros, cachimbos e charutos. 

Parece que esse direito meu e de inúmeros outros cidadãos paulistas (imensa maioria, aliás) vai virar lei (entrar em vigência).  Não comemoro porque, como diria minha professora de francês, aqui umas leis pegam e outras não.  Sem contar as exceções que ainda poderão  ser criadas.  Coisas do tipo:  é proibido fumar, mas se  o piso do estabelecimento for de madeira, aí tá liberado.  Conheço os políticos, a ânsia de querer fazer média. Não comemoro por antecipação.

Até onde eu sei, imagino que não existam  fumantes compulsivos que não possam permanecer sem fumar. 

Suponho que muitos atravessem o Atlântico de avião sem acender  um cigarro sequer nas 10/12 horas de vôo (não me lembro a duração da viagem).  

Suponho também que nenhum profissional entre numa sala para vender o seu peixe e tenha a audácia de ignorar o pedido do cliente para não se fumar naquele lugar. 

Resumindo, fumante que fala que não pode ficar sem fumar mente.  Porque quando o bicho pega (expressão de que não gosto) eles sabem se mancar muito bem. 

De qualquer forma, resta uma alternativa para o fumante compulsivo – que, como se viu, não existe. 

Há cerca de vinte anos,  havia diversas turmas que saíam à noite.  Um desses grupos  era composto pelos clubers, os que iam aos clubes noturnos para dançar a noite inteira.  Com muito senso de humor, a Folha de S. Paulo  descobriu um monte de gente que, não agüentando as pragas urbanas noturnas (lugares repletos, caros, atendimento abaixo da crítica, trombadões achacando para “cuidar” dos carros etc, etc) ,  se recusava sair à noite.  Eles equipavam suas casas com o que havia de melhor em termos de som, bebidas, cozinha e lá ficavam a salvo da barbárie externa urbana.  Os que saíam para dançar eram os clubers.  A Folha batizou  quem  ficava em casa de HOUSERS .

Talvez passe até a ser chique o surgimento de “NEW HOUSERS”, agora protestando contra o direito do cidadão de respirar. 

Tá muito levinho esse texto,  então vou terminar com a argumentação pouco elegante, mas perfeita  (todo mundo conhece)  do apreciador de cerveja  para o fumante.

O seu prazer é fumar e o sub-produto do seu prazer é a fumaça do seu cigarro.  Meu prazer é tomar cerveja e o sub-produto do meu prazer é a urina.  Você não quer que eu urine na sua perna, quer???  Então, vá fumar para lá!!!