A Mesquinhez Inglesa e a Obrigação de Sustentar o Fausto Real

Sempre me encaficou o fato de o povo Inglês,  tão mão de vaca/pão duro, ser obrigado a sustentar o fausto da Família Real Inglesa.  Sou sujeito absolutamente contra os dois extremos: desperdício e mesquinhez.  

E a experiência de viver durante quase dois meses em casa de família inglesa, onde pagava para me hospedar, me mostrou um povo mesquinho.  Na verdade, em um dos episódios, a dona da casa chegou a ser Absolutamente Desonesta, para não dizer ladra,  comigo.  Outros brasileiros, que estavam nas mesmas condições de hospedagem que eu, me relatavam experiências muito semelhantes.  Ou seja,  o que aconteceu/acontecia comigo  era   regra e não exceção.

Às vésperas de mais esse Teatro Real – casamento do príncipe William –  , talvez valha a pena reler o texto que já publiquei aqui e imaginar, como será que pessoas que surrupiam um ovo, uma fatia de pão de seus hóspedes encaram essa Gastança de Impostos pela Família Real.

Deixo também links desse texto e de outro texto de assunto próximo, porque os comentários valem a pena 

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/03/26/nao-banho-e-mesquinhez-inglesa/

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/03/24/barbudos-x-barbeados-banheira-x-chuveiro/

Uma leitora foi precisa em seu comentário.  Disse algo assim:  a Diferença entre o brasileiro e o Inglês/europeu (acho que ela abrangia a Europa) é que individualmente nós somos limpos e socialmente, somos sujos.  Eles são o contrário disso: socialmente,  limpos; individualmente,  sujos.  A observação é perfeita.

+++++++++++++++++++++++++

Lá vai o texto,  já publicado em Setembro de 2009. 

Título:  Não Banho e Mesquinhez Inglesa

Meu post de anteontem sobre barbas, barbudos, banhos de banheiras e não banhos de ingleses recebeu  vários – para os padrões do Boca,  naturalmente – comentários.

Costumo responder cada comentário individualmente.  Para facilitar a coisa e também por  ter percebido que o assunto ingleses ainda não se esgotou,  retomo o tema; conto mais detalhes da minha experiência vivendo  na casa de  uma família classe média típica. Foi bem legal.  Mas notei que diversas coisas curiosas na rotina dos ingleses que também foram lembradas por alguns leitores. http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/03/24/barbudos-x-barbeados-banheira-x-chuveiro/ 

Durante os dois meses que passei lá em Bournemouth, cidade ao sul da Inglaterra, próxima a Londres, viajei todos os fins de semana. (saia  sexta à tarde e voltava domingo para dormir). Assim, a questão dos três banhos semanais a que tinha direito foi ligeiramente amenizada.

Ainda no setor higiene,  jamais vi algum dos donos da casa (um casal, mais a filha) com cara de quem tivesse tomado banho.  O único contato que presenciei deles com a água não foi dos mais agradáveis. 

Uma  Uma noite, entro na cozinha e o que vejo???  O dono da casa lavando a cabeça na pia da cozinha.  Na volta ao Brasil, contei isso para meu pai, que comentou com um amigo nosso inglês.  Ele  garantiu que era normal, na Inglaterra, as pessoas lavarem a cabeça na pia da cozinha. O porquê disso não fica claro.  Como disse Caetano, “eu não consigo entender sua lógica.”  Entender ou não entender não tem importância.  Grave é usar a louça e comer comida lavada na pia que também serve para lavar cabeça,  e sabe-se lá se não deixei de ver coisas piores…

Um leitor do Boca fala, até de maneira rude, do mal cheiro das inglesas (leia no comentário do post de ontem)  Ele  está muito bem acompanhado. Famoso e prestigiadíssimo  personagem da política,  tido como mulherengo,  diplomata em Londres, ao responder a uma amiga se havia gostado das Inglesas, foi taxativo:

– São bonitinhas, mas muito mal lavadinhas…
 
Voltando à minha experiência com a família inglesa,  passo aos pequenos  truques, golpinhos que me aplicaram. 

Paguei aqui no Brasil uma determinada quantia para a Escola que freqüentei e outra quantia que foi diretamente para a família que me hospedou.

Está mais do que implícito que um quarto alugado durante o inverno em uma casa na Inglaterra tenha calefação.  Pois não é que a dona de casa me disse que a calefação não estava incluída e que eu deveria pagar.   Não quis brigar e concordei. Ela me deu o valor semanal da calefação. Argumentei que pretendia viajar todos os finais de semana e que preferiria pagar por noite a calefação, quando eu, de fato, estivesse usando.  Ela não concordou.  Cobrava sempre por sete noites, embora só ligasse cinco vezes por semana.

Eu e o Javier, mexicano que também estava ali hospedado,  éramos apenas meios de a dona de casa, landlady, reforçar o orçamento.  Nada além disso.

Perguntou-me ainda se eu queria que ela lavasse minha roupa e já foi logo dando o preço.  Falei que era coisa relativa: como ela já podia dar o preço sem saber quanta roupa seria?  Ela foi clara: esse preço é para a quantidade de roupa  que pessoa normal usa por semana : duas camisas, duas meias e duas cuecas. Agradeci e disse que eu mesmo levaria para a lavanderia.

Curioso é que mesmo quando queria ser simpática e mostrar eficiência, ela era seca e até meio rude.  Elogiei bastante os ovos mexidos do café da manhã. (scramble eggs, certamente escrevi errado) de lá. Imediatamente, me responde:

– Às terças e quintas  (lembro-me que eram exatamente esses os dias) tem.

Sou cara extremamente justo, o que é certo é certo e, como já disse e repeti, detesto desperdício.  A dona da casa pediu que avisasse sempre com antecedência quando fosse viajar no fim de semana, para que ela não comprasse comida para mim.  Perfeito.  Nada de desperdício.

Meu pacote de hospedagem compreendia: quarto de domingo a domingo,  café da manhã e jantar de segunda a sexta e as três refeições do sábado e do domingo. 

Como já  disse,  todos os fins de semana, viajei.  Ou seja, deixei de consumir sete refeições a cada fim-de-semana.  Passei lá seis semanas, logo foram  exatamente 42 refeições que, embora tenham sido pagas, não foram consumidas.
 
Uma noite, durante o jantar, ela me pergunta em que dia eu iria embora.  Falei que seria dali a dois sábados.  Ela diz:

– Pois bem,  o café da manhã do sábado em que você vai embora, você vai ter que me pagar porque a escola só me paga até sexta-feira.

Eu falava legal  inglês e entendi perfeitamente.  Mas, por segurança, confirmei em Portunhol com o mexicano Javier.  Pedi que não comentasse nada, mas lhe disse que iria denunciá-la para a escola. E a escola, muito provavelmente  iria descredenciá-la na mesma hora.  Se eu tivesse consumido todas as refeições previstas, perfeito que ela cobrasse essa extra. 

Detalhe: alguns brasileiros levam lembrancinhas típicas daqui, um anelzinho de água marinha e outras besteiras baratinhas para a dona da casa..  Eu havia levado  três quilos de café da melhor qualidade,  panela própria para esquentar a água, bule, coador e xícaras de porcelana pintadas a mão.  Isso não vem ao caso.  O que conta é que eu deixei de consumir 42 refeições e ela quis me cobrar um ovo, uma torrada e uma xícara de café (aliás, que eu havia lhe dado).

A história acaba assim: fui-me embora na 6. Feira.  Deixei barato, não denunciei na escola e  não teve o quebra-pau anunciado. Nesse momento em que escrevo, acho que agi mal: devia ter denunciado.

Ingleses não são efusivos, abraços e beijos não jorram por lá com parte de cumprimentos.  Mas é lógico que depois de conviver um mês e meio, por mais frio que sejam todos os envolvidos,  na despedida, apertam-se as mãos e até um beijinho e abraço  fazem parte da coisa. 

Eduardo e Marina, brasileiros que iam comigo ao Aeroporto e passaram em casa para me apanhar de táxi, ficaram impressionados porque, já dentro do táxi, limitei-me a um aceno com a cabeça de despedida.

Quatro anos após, morei cerca de quinze dias em casa de família americana.  180º  opostos.  Conto logo mais. 

Para terminar legal, a receita do fabuloso scramble eggs.

Ovos mexidos da Markham Road 103 – endereço da casa  da família em Bournemouth

Fazer uma torrada de pão de forma com manteiga.  Mantê-la quente.
Reservar.

Em uma panelinha pequena, derreter manteiga, quebrar um ovo e, quando começar a fritar, colocar uma colher de leite, diminuir o fogo, por sal e pimenta do reino.  Mexer e quando estiver no ponto (eu gosto mole) colocar sobre a torrada quente.   Comer acompanhado de  café forte servido na xícara grande.  É muito bom!!! Gotinhas de Tabasco, um pouco redundante, já que vai pimenta do reino,  também são bem-vindas (acho que agora bemvindo é tudo junto)!!!

Ovos mexidos da Markham Road 103 – endereço da casa  da família em Bournemouth

Fazer uma torrada de pão de forma com manteiga.  Mantê-la quente.
Reservar.

Em uma panelinha pequena, derreter manteiga, quebrar um ovo e, quando começar a fritar, colocar uma colher de leite, diminuir o fogo, por sal e pimenta do reino.  Mexer e quando estiver no ponto (eu gosto mole) colocar sobre a torrada quente.   Comer acompanhado de  café forte servido na xícara grande.  É muito bom!!! Gotinhas de Tabasco, um pouco redundante, já que vai pimenta do reino,  também são bem-vindas (acho que agora bemvindo é tudo junto)!!!

+++++++++++++++

Bom casamento e boa diversão para os ingleses, na esperança de que nesses anos que se passaram eles tenham se tornado mais generosos e não submetam mais seus hóspedes a cenas explicitas de roubos de ovos e torradas.  

“Bullying” – Considerações de Um Psiquiatra

Armando de Oliveira Neto, médico psiquiatra, mais uma vez,  colabora com o Boca na tentativa de eluciadar acontecimentos importantes recentes.  Dessa vez, o tema é o “Bullying” que vem sendo considerado a causa do assassinato de 12 alunos em Escola do Rio de Janeiro, há menos de um mês.

O tema é doloroso, complexo e a compreensão do texto não é coisa fácil.  Mas vale a pena a leitura. 

“Considerações a respeito do “Bullying” – Por Armando de Oliveira Neto

Recentes acontecimentos estão sendo relacionados a um comportamento denominado “bullying”, sendo que o mais marcante foi à chacina ocorrida em escola no Realengo, Rio de Janeiro, o que motivou algumas reflexões.

Em nossa língua, pode-se traduzir o termo por bulinação que, em rápida consulta a dicionários, se entende como sendo o ato de provocação com segundas intenções ou mexer em alguma coisa, geralmente associado à temática sexual.

O jovem assassino atribuiu sua hedionda atitude ao fato de ter sido “bulinado” por colegas daquela escola, mas por análises feitas por vários colegas psiquiatras, citando, como exemplo, a do Dr. Guido Palomba, especialista em Medicina Forense, possivelmente tratava-se de resultado de produção psicótica crônica, de provável natureza esquizofrênica. Esta doença mental, quando acomete em tenra idade, produz graves mudanças de comportamento que chamam a atenção pelas bizarrices;  esse qualificativo é  uma marcante característica nesses pacientes, em função da interpretação pessoal e errônea da realidade, sendo a base do sintoma autismo, um dos pilares sintomatológicos psicopatológicos, como conceituou Bleuler.
Com esse colorido de comportamento,  jovens acabam chamando a atenção sobre si, sendo alvos de escárnio, ridicularização, rejeição e agressões morais e até mesmo físicas.

Em continuidade a esse raciocínio não se pode atribuir a causa desse comportamento execrável à bulinação, mas essa associação só tem como objetivo o desvio da atenção de uma análise mais profunda para fatores periféricos e distantes de uma realidade clínica.

A ação dos meios de comunicação, assim como alguns comentários menos embasados, correlacionando os assassinatos à bulinação acaba trazendo desinformação e incremento a posições preconceituosas sobre o tema.
Mas a bulinação também é associada a outras situações que levam a sofrimento psíquico, sendo a versão para crianças e adolescentes do chamado assédio moral.

Pode-se observar que, como é apresentado pelos meios de comunicação, esse foco também apresenta um viés parcial e incompleto, pois se evidencia os efeitos maléficos do indivíduo alvo dessa atitude, com direcionamento à vitimização, como se isso encerrasse a questão.

O “tratamento” seria função do Estado, responsabilizado pelas ações protetoras e evitatória de tal comportamento, o que muito interessa às políticas totalitárias de um certo modelo de atuação de governo, como denunciado por Orwell.

Há outro fator que, a meu ver, é tão ou mais importante para uma mais ampla análise do tema: o bulinado.
Em todos os mamíferos, que produzem vários filhotes e vivem em grupos, suas crias brincam de brigar, cuja finalidade é múltipla: desenvolver a musculatura, o equilíbrio e determinar o posicionamento hierárquico sob o ponto de vista de força e capacidade de luta, principalmente entre os jovens machos.
Nossos filhotes também assim o fazem, o que pode ser facilmente observado e registrado em vários estudos comportamentais, pelo acompanhamento das atividades lúdicas de crianças. Nossa cultura aperfeiçoou esses comportamentos, transformando-os em jogos competitivos, por exemplo.
Infelizmente, por vários fatores que fugiriam dos objetivos da presente peça, alguns jovens não conseguem apreender e aprender comportamentos de ataque e de defesa, tão necessários à adaptação social, com repercussões graves em termos de sofrimento.
Esse pólo, essa faceta, é um dos aspectos fundamentais para o “tratamento” desses jovens: o desenvolvimento de estruturas psicológicas egóicas, com a melhoria da competência dos comportamentos de luta/fuga, por meio de procedimentos técnicos psicoterapêuticos e para isso há a necessidade de reformulação do conceito exclusivo de vitimização, com o reposicionamento do jovem no sentido de inclusão de outro paradigma, isto é, a conscientização de que são também co-autores dessa situação, assinalando-se que não se excluiria as ações anteriormente apontadas nesse escrito.

Outro equívoco que se observa na imprensa leiga é a ideia que os indivíduos que sofreram bulinação desenvolvem doenças mentais, mas, para se chegar a esta conclusão, seria necessário um estudo da personalidade pré-mórbida, ou seja, jovens com indicativos de transtornos mentais, como personalidades que se desenvolvem com insegurança, imaturidade, dependência emocional, retraimento, medo, etc., teriam na bulinação um fator desencadeante e não causal.

Armando de Oliveira Neto
+++++++++++

*Armando de Oliveira Neto
Médico Psiquiatra
Aposentado do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica
Do Hospital do Servidor Público Estadual
Médico Assistente do Hospital Infantil Cândido Fontoura
Professor/Supervisor pela Federação Brasileira de Psicodrama

Vlado Lima, o Rei da Irreverência por Léo Nogueira. Leia e ouça as músicas

Quem quiser ler um bom texto do amigo, professor, letrista,  Léo Nogueira, sobre Vlado Lima, outro amigo meu e do Léo, igualmente compositor, o rei da Irreverência, leia http://oxdopoema.blogspot.com/2010/08/ninguem-me-conhece-4-vlado-lima-86-mau.html.

Ou leia abaixo.  Não deixe também de ouvir as músicas do Vlado.  Aliás, hoje é aniversário da Fera.  Já falei com ele, mas reitero:

Parabéns, Vlado Lima. Continue oferecendo a todos essa irreverência ilimitidada e indispensável para tornar a vida mais divertida, embora bem mais ácida!!! 

+++++++++++++++++++++

Ninguém Me Conhece:  Vlado Lima, 86% Mau.- Por Léo Nogueira

“A verve ferve nervosa no verbo perverso (frente e verso) de Vlado Lima. E na prosa. E na rima. Anárquico, sarcástico, circense, cigano, nonsense. De humor mordaz, sem mordaça, desbocado, manguaça, vindo lá das bocadas. Lotado. Mora longe e é folgado. Não o convide pra jantar! Ele aceita (e ainda pede a receita). Não lhe ofereça a maçã. Não lhe apresente a irmã! Ele aceita. Não lhe apresente o seu pai! Vai que ele vai… Vlado é uma trombada de Chacrinha com Jece Valadão na banguela (na janelinha), na contramão, a 300 km por hora em noite de lua cheia, com multa, juros e mora (“pronto pra trair seu coração depois da última ceia”). Contam que Zé do Caixão, quando o viu na carreira numa sexta-feira da Paixão (13)… amarelou! E Vlado sussurrou: “Reze”. Vlado é o rebento resultado do cruzamento de Mano Brown com Aldir Blanc… Num baile funk. É uma tabelinha de Felipe Melo com Kaká. Tango, bolero, chachachá. John Wayne. John Fante. Inferno de Dante. É perifa, é pife, PF, é rifa, é blefe. É geral, é Juventus x Portuguesa, é neandertal, maluco beleza, agitador cultural. É marginal. E é poeta. Penetra. Pirata. Viralata. Cama de gato. E tá na febre do rato! Vlado não é de etiqueta, é de estampa. Pimenta malagueta. Panela sem a tampa. Seu Madruga. Che Guevara. Uga uga! Sem Odara. Churrasco na chácara, carrasco (sem máscara) do bom-gostismo vigente. Palita os dentes e arrota Freud ouvindo a dupla Pink & Floyd. É um cara mau. 86% mau! Comeu o lobo e disse “miau”! É pau. É pedra. É o fim do caminho… Um homem na estrada. Um torto sozinho. Quando “a solidão uiva como um cão sem dono” atrapalhando, dos justos, o sono, Vlado gargalha, com aquela ruiva (ou seria morena?), no gogó uma metralha, na mão esquerda, um goró. É canalha (e não manda fulô). Vade retro, coisa ruim! “Naquele dia o sol ardia e acho que só chovia em mim”. O puteiro das universitárias é seu parque. Aonde vai só pra encontrar Joana, a dark, tomar umas brejas, dar uns beijos (e uns bocejos), falar de política, filosofia e outros micos. Cê sabe, essas coisas, Sócrates, Platão e Zico. Sambista roquenrol, Adoniran de guitarra, ray ban em noite de sol, coça o saco e escarra, peida em elevador (na maior classe), come pizza, toma passe, adora cair na night. Literalmente! Ri da high society, inventa mas não mente. Orgulho nacional, três vezes vice-campeão do torneio internacional de futebol de botão. No palitinho, então… Vixe! Nossa! Saída pela esquerda, mon cheri. Caminho da roça. Corta as unhas dos pés com alicate. O mano do açougue é seu alfaiate. Dizem que tá gravando um CD (pirata) e pra lançamento já tem data: até o próximo Natal estará à venda em casas de má fama, tendas de tarô, na mão da cigana, com o flanelinha, seu dotô!, enfim, em todos os camelódromos de responsa do Brasil. Zil zil. Ótimo presente pra dar pro amigo (da onça) ou de amigo secreto pra aquela mina do RH (mó tesão) que só ouve Araketu, Vercilo e Charlie Brown (jr.). Adora cozinhar, Kurosawa, Mazzaropi, mangá, Ultraman, Tom (Waits) & Jerry (Lewis), filmes do Tarzan. É DJ de festinhas retrô à lá anos 70. Recita (no original) Bashô (ou tenta). Pôs pra correr “o cara” e tomou o ponto, lá onde Judas vendeu as botas e Zorro, o Tonto. Contrabandeia versos proibidos e fanta uva vencida. Com recibo. Vlado Lima não fuma nem trafica (ipsis litteris); só come, não fica (ficar é pros ultrapassados). Vlado Lima se multiplica. Capaz das maiores proezas, escova os dentes com mostarda, falha mas não tarda, come buchada de bode sem camisinha e, de sobremesa, paçoquinha, passa fermento nos chifres e pimenta nas feridas (pra sentir a dor de um bolero), chuta o balde e volta pra estaca zero, vaca holandesa, vinho (suave) de mesa. Toma até gemada com kriptonita! Mas se vê um metrossexual… vomita! Se vê um mendigo comendo um pão amanhecido, pede um teco. E um tico. Um sujo numa noite perdida. Vê faroeste e torce pro cavalo do bandido. Lê Dostoiévski em quadrinhos (bem alto, pra irritar os vizinhos), compra Playboy pra ler a entrevista, (e pendura na maçaneta do banheiro: ocupado, não insista!). Com seus três superacordes faz canções de que até Ricardo Soares duvida. Prazeres da vida, diários de bordes. Quando dorme, o duende é que o vê. Dá entrevistas na língua do P. Na maior larica, comeu farofa em encruzilhada (ou terá sido feijoada?). Fortemente influenciado por Rimbaud, Rambo, Batman e Robin (Hood). E, se espirrar, f… saúde! Vlado Lima não é flor que se cheire. Quem me contou foram Rafinha, Rogéria, Rosemeire. Em tempos de politicamente correto, manda pra casa do reto o eufemismo (tá aí talvez o porquê de ter tido dificuldade com a faculdade de jornalismo). Ex-coroinha, ex-cantor de inferninhos, excomungado por fazer paródia com a Ladainha… Organizador do Sopa. De Letrinhas. Pau. Pedra. Fim do caminho… Um homem na estrada. Um torto sozinho. Naquele dia o sol ardia e acho que só chovia nele. Mas ele é mau. Não tem medo nem do IML. Homem que é homem não chora. Essa coisa salgada que salta pelos poros e anda pela pele é agonia destilada, segundo ele. Vlado Lima é mau. 86% mau. Não queira conhecer os outros 14%! Mas Vlado Lima é um mau necessário. A nos acordar de um bem sonolento. Porrada no pâncreas dos otários. E olha que nem é violento! Cara feia pra ele é feiúra mesmo. Tá com tudo e não tá pra torresmo. Vem da Vila Ré (de ré) (de pijama) na contramão. Pobre de marré, marrento, sem um tostão. O Chapolin das músicas perdidas e das almas encardidas. O Sílvio Santos dos descrentes. O Elvis Presley dos malas. Se você nunca ouviu, tire as crianças da sala! E os doentes. O cara é mau! E manhoso. O cara é foda. E odeia Caetano Veloso. João Gilberto, então… Nem se fala! Tirem as crianças da sala! Não veio pra salvar porra nenhuma. Mas também aceita entrar numas. Prepare o seu coração. E o cotonete. Ele curte brincadeiras de mão. E (não) sabe onde (se) mete. Tá vendendo um violão. Já namorou uma chacrete. Já leu até o Tinhorão. Ainda vê videocassete. Montou um bar no Taboão. Ou lá na casa do cacete. Gosta de vodca com limão. De vez em quando picha o 7. Mas manja de fazer canção. Paro pra não jogar confete. Cartas de recomendação: favor tratar com a Suzethe. “

 
***
Ouça algumas das malvadezas de Vlado Lima aqui.Vlado também está no Caiubi 

Leia as letras aqui

.

Esses Toscos Portugueses e Suas Fabulosas Máquinas de Fazer Dinheiro – 2 –

Portugueses donos de padaria, embora muito toscos, são campeões de ganhar dinheiro.  Já escrevi sobre o assunto.http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/08/17/esses-toscos-portugueses-e-suas-fabulosas-maquinas-de-fazer-dinheiro/

Pois bem, em menos de 12 horas no sábado, em fabulosa padaria,  tive dois exemplos formidáveis de quão toscos são esses comerciantes.  Alguns propriedtários de padarias acham que luvinhas plásticas para os funcionários atrás do balcão são a panacéia para todos os males e capazes de zelar pela higiene absoluta, como se o o plástico  tivessa algum poder  mágico de, tal qual um Midas da higiene, esterelizar tudo o que for tocado.  Assim, nessa fabulosa padaria, o funcionário  que estava servindo  todos os pães no sábado de manhã  simplesmente abandonou o pegador de pão.  Com a mesma luvinha que pegava os pães para os fregueses, manuseava  aquelas comandas que passam pela mão de todo mundo, caem no chão, ficam no caixa junto com o dinheiro; o freguês leva para o banheiro, etc, etc…

No comecinho da noite do sábado, poucas horas após, portanto, na mesma padaria, enquanto tomo café,  vejo um funcionário  em pé, com sapatos, sobre o balcão onde são preparados os sanduíches.  O rapaz, com sapatos em pé sobre o balcão, limpava com exemplar capricho o  exaustor.  Queria ver o final da cena e pedi outro cafezinho. O final da cena foi o que imaginei.  O zeloso funcionário, finalmente, deixa o exaustor brilhando, livre do mais ínfimo resquício de gordura.  Com o mesmo pano que fazia o serviço, dá uma levíssima passada onde, segundos atrás, pousava os sapatos.   Pergunto para esse funcionário se ele não ia passar um pano com desinfetante sobre o balcão.  Taxativo e “zeloso”,  ele  responde:

– Não pode porque a chapa tá ligada.

E  ficou por isso mesmo.

Algumas coisas:

  • o que os olhos não vêem, o coração não sente.
  • alguém pode dizer: como esse cara (eu) é ingênuo; ele sequer imagina o que fazem lá para dentro de todos os lugares onde ele come.

O ponto é exatamente esse: se o sujeito faz isso em pleno funcionamento da padaria, na frente dos fregueses, imagine o que não faz quando ninguém tá olhando!!!

Em tempo, os dois gerentes estavam nas proximidades dessa cena e não falaram nada.  Tampouco eu lhes falei  coisa alguma.

Deixei de considerar fabulosa essa padaria e também de frequentá-la.

TPM a 300 Km por Hora

Dizem os especialistas que mulheres que convivem entre si, que se freqüentam, costumam ter mais ou menos o mesmo ciclo menstrual.

Pois bem, se isso for mesmo verdade, imagine o que  não pode acontecer nas pistas da Fórmula Indy quando as três “pilotas” estiverem naqueles dias!!!

Espero que essa tenebrosa conjunção não esteja prevista para a corrida de domingo que vem, tampouco para os treinos em terras paulistanas, durante esta semana!!  Pensando um pouco mais ,  seria muito bom que a sábia natureza nunca permitisse que isso aconteça!!!  Afinal, literalmente, é questão de vida ou morte!!!

Inspeção Veicular – Todos os Anos – É Abuso!!!

A inspeção veicular é necessária/boa  para o ar da cidade e para a saúde.  Concordo.  É o sacrifício que se faz por uma qualidade de vida melhor. 

Mas submeter  o cidadão  todos os anos a mais essa burocracia é abusar demais!!!  Uma vez a cada quatro anos seria razoável.

Que se produzisse   um laudo da inspeção   mencionando que o veículo fora  aprovado e o estado geral em que se encontra.  Caso algum equipamento fosse intencionalmente violado, o proprietário seria punido.

Outro abuso: imprimi meu boleto para pagar no Banco. Valor R$ 61,98. 

Ou cobra 61 ou cobra 62.  

Dei R$ 62, a moça do  caixa do Banco carimbou e sequer mencionou o fato de não ter troco.  Pedir desulpas, então, nem pensar!!!

Freqüento com certa assiduidade um lugar onde há simpático cartaz com os dizeres:  gentileza gera gentileza.

O caixa do Banco me provou algo semelhante: arbitrariedade e falta de bom senso  geram  arbitrariedade e falta de respeito!!!

Marcelo Duarte tem um programa na rádio  Band News que se chama É Brasil que não Acaba Mais,  com riquezas da nossa diversidade cultural e outros aspectos curiosos de nosso país.   Uma delícia de programa!!!

Inspeção Veicular Abusiva e a Caixa do Banco, infelizmente, compõem esse outro É BRASIL QUE NÃO ACABA MAIS!!!

Virada Cultural – Bom Momento para se Pensar Sobre Agressões à Cidadania!!!

Não conheço os critérios que empresas, governos utilizam para determinar onde vão anunciar seus produtos.  Sei que as agências de publicidade têm equipes de profissionais especializados na coisa.

Vejo  no topo do meu blog  hoje, agora, na hora em que escrevo,  pelo menos, um anúncio da Virada Cultural. O tema  é Descubra um Final de Semana para Ficar Virado/ Para onde você vira, tem Virada.   Legal, muito legal. Sinto-me orugulhoso pela escolha e também porque    acho o máximo ver as pessoas nas ruas se divertindo, não importa que  indo atrás de cultura ou apenas enlouquecendo na Parada Gay.

Pena que isso aconteça em apenas mais  meia dúzia de dias por ano: carnaval, reveillon.   Pena, imensa pena!!! 

Seria o máximo que, independentemente de haver ou não festivadades nas ruas e praças,  todo mundo voltasse a dar passeios pelos bairros após o jantar.  Passear pelo quarteirão, bater papo com vizinhos, tomar um café/suco/cerveja/cachacinha no bar da esquina. 

Lembro-me que há muitos anos cheguei cedo ao centro para ir ao Teatro e outra vez que fui de metrô e queria voltar a pé, após o espetáculo.   Muitas  ruas do centro são bonitas, sobretudo à noite.  Mas não há viva alma em lugar algum e todos os bares estão fechados.   Precisa ser muito, mas muito macho mesmo, ou muito louco  para andar sozinho e despreocupado pelo centro depois das 21 horas.  Voltei de Taxi.

E não adianta botar a culpa apenas na televisão.  

Mesmo em bairros mais movimentados, é um inferno andar pelas calçadas.  É um inferno graças ao que???  Graças a mania do brasileiro de tornar a coisa pública privada.  Literalmente privada de cachorro e outros absurdos,  norteados  pelo mesmo príncipio.

Casas e prédios, sem a menor cerimônia, constroem próximo ao meio fio enormes cestas de ferro para colocar lixo.  Essas cestas poderiam estar dentro do terreno do condomínio, jamais no meio da calçada, tomando lugar dos pedestres e impedindo que se abra a porta do carro.  É absolutamente inacreditável e inconcebível!!!  Uma afronta!!! 

Mais uma coisa,  oito de dez casas ou prédios instalaram uma merda de uma luz , que conforme aquele que já foi chamado de cidadão, agora rebaixado para supseito,  vai passando, essas luzes vão  explodindo em seus olhos.  É impossível andar três quarteirões à noite sem ficar com dor de cabeça. Outra afronta inominável.

E cadê a prefeitura (ou outra autoridade competente) que não proíbe  nem uma coisa, nem outra!!!

Curioso é que exatamente esses moradores, mais de 95% deles, tenham em seus carros aqueles vidros absolutamente nigérrimos.  A lógica dos elementos moradores/motoristas: para mim, privacidade; para o cidadão que deveria ter o direito de  andar  pela calçada em paz, jato de luz na cara, como se fosse meliante “escrachado” (termo da giria do jornalismo policital quando criminoso é apresentado para ser fotografado com flashes pela imprensa.)

Essas luzes são dirigidas para quem anda pelas calçadas.  Quando visita (ou morador) vai entrar nas maioria dos prédios há um outro holofote, mirando os olhos,  para dar boas-vindas.

Por uma cidade onde todos possam passear à noite, todas as noites do ano e que ninguém seja agredido e tratado como marginal até que se prove, realmente, tratar-se de marginal. 

Uma das definições do meu Aurélio Eletrônico para marginal é: ” Diz-se de pessoa que vive à margem da sociedade ou da lei como vagabundo, mendigo ou delinquente; fora da lei”

Pois bem, de acordo com essa definição,  marginal é um fora da lei.

Na minha opinião,  atribuir-se ao  direito de tratar todos os  cidadãos que passam em frente – do lado de fora – de sua propriedade como um marginal, sem ser autoridade competente, está fora da lei; portanto,  esses instaladores de holofotes são, eles sim, MARGINAIS!!!  Como alguns acham legal dizer:  Simples assim!!!]

Aproveitem a Virada Cultural. 

Para rimar, serial legal se os setores competentes pensassem sobre essas arbitrariedades e colocassem freios definitivos na coisa.  Freios e multas.  porque esses xerifinhos urbanos  só têm um órgão sensível: o bolso

Atitude de Presidente

A presidente Dilma deve comparecer ao velório das vítimas da tragédia de ontem no Rio, noticia a imprensa. 

Parabéns para ela pela solidariedade que  empenha aos parentes e amigos dos jovens brutalmente assassinados. É isso aí, governante tem que estar sempre presente, sobretudo nos momentos difíceis/trágicos. 

Quando Jânio, mestre da política,  era governador, na década de 50,  houve um incêndio no começo da noite  no centro da cidade.  Um secretário de seu governo  o informa,  por telefone do ocurrido, e também que estava se dirigindo para o local.  Pois bem,  esse secretário, ao  chegar, encontra Jânio, com camisa de pijama,  dando entrevistas.  Segundo se dizia na época, Jânio nem estava em casa quando recebeu o telefonema, tampouco  sabia do incêndio.  Ao dirigir-se ao local, manda o motorista parar em uma loja masculina, comprar um pijama e seguir viagem.  No carro mesmo, trocou a camisa social pela do pijama.  Ao dar entrevistas, afirmou  que,  tão logo soube do ocorrido,  saiu de casa correndo sem tempo nem mesmo para se arrumar.

A presidente Dilma, sem qualquer demagogia ou populismo,  com discrição, toma a atitude correta  e solidária.  Parabéns para ela!!!

Televisão: Recomeça Fabuloso Teleteatro no Horário em que Reinava Big Brother

Até que enfim morreu e sepultaram (até janeiro pelo menos) o Big Brother,  certamente  a missa de sétimo dia  já foi rezada e, graças a Deus, o fabuloso teleteatro da Globo está de volta.

Conhecido meu, para acabar com aquele sentimento da noite de domingo, tinha uma fórmula eficiente: assistir a  um filminho leve no cinema e comer uma pizza depois.  Batendo Ponto , que vai ao ar aos Domingos por volta das 23,00 hs,  acho que vai cumprir bem a sua parte, pelo que se viu anteontem.  Basta a nós apenas inverter as ordem dos fatores: primeiro a pizza,  depois  o Batendo Ponto.

Tapas e Beijos, Terças às 22,15 e logo após, Divã – 22, 45; Volta da Fabulosa “A Grande Família, no horário tradicional das quintas, a partir das 22,30;  após,   Lara com Z, às 23:15 e   e Macho Man às sextas –   23,25 – acho que vão dar conta do recado e garantir a alegria de todos, até mesmo do público apaixonado  por novelas e bigbrohters da vida!!!  É a Democracia do Entretenimento que, infelizemente, leva mais de três meses inteiros para começar todos os anos na principal emissora do país!!!

Lá vão as sínteses dos programas e os links:

Batendo Ponto:  Ingrid Guimarães, protagonista da série no papel de Val, mãe solteira,  defende as secretárias. Diz ela:    

 “Estava na hora delas saírem do papel de coadjuvantes. Nas novelas, elas só atendem telefone e servem café. Finalmente, a gente vai falar dessas mulheres que merecem uma homenagem”,

Bom, muito bom.  Apenas um lembrete  para secretárias.  Na televisão, legal que saiam do papel de coadjuvantes, no dia a dia da vida verdadeira, entretanto,  muita eficiência e, principalmente, descrição. Secretárias devem ser  Tal qual juiz de futebol:  o bom é aquele que o torcedor nem percebe que está em campo.  Há profissionais ultra competentes em diversos ramos, cujas secretárias ficam fazendo showzinhos nas salas de espera.  E, convenhamos,  sala de espera é para esperar e relaxar em silêncio e sossego.

“Batendo Ponto é uma série de Paulo Cursino, com direção geral de José Lavigne e direção de núcleo de Guel Arraes” .  Mais detalhes: http://batendoponto.globo.com/platb/2011/04/01/%e2%80%98chegou-a-hora-da-secretaria-ser-a-protagonista%e2%80%99/

Tapas e Beijos –  O nome é ótimo. Atrizes ótimas: Andréa Beltrão; Fernanda Torres (pela ordem alfabética). Sueli e Fátima, além de morarem juntas, trabalham juntas em uma loja para noivas no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro.  Trabalham com noivas e sonham com novos noivos só para si,  já que uma foi casada e a outra namora um casado.

http://tapasebeijos.globo.com/platb/category/o-programa/

Divã –  Começou com um livro, que virou filme, virou peça e agora chega à televisão. Como se pode supor pelo nome, trata de terapia.  Mercedes, vivida pela  mesma Lilia Cabral do cinema, “é  uma mulher de classe média, feliz, mãe de dois filhos e apaixonada pela arte”. Lá vai a sinópse: “Recém-separada e com os filhos já crescidos, ela se envolve com um homem casado, com quem parece viver um conto de fadas em Nova Iorque, encara o relacionamento do filho Bruno (Duda Nagle) com uma mulher mais velha, reencontra um antigo amor da época da escola. Além disso,  mostra seu lado solidário e decide se voluntariar em um asilo, descobre o verdadeiro poder de uma amizade e, para completar, percebe que a vida pode ser muito curta”

Ficha técnica: Adaptação  do livro de Martha Medeiros com texto de Marcelo Saback, direção de José Alvarenga Jr. e Fabrício Mamberti, direção geral de José Alvarenga Jr. e direção de núcleo de Jayme Monjardim

http://diva.globo.com/platb/

O fabuloso e tradicional programa A Grande Família dispensa qualquer comentário de tão bom que é.  Por mais elogios que se faça, é impossível retratar com justiça a qualidade da série.  Assim, limito-me deixar o link. Antes, colo a síntese de um dos episódios, só para dar água na Boca

O apresentador Luciano Huck gravou uma participação especial na temporada 2011 de A Grande Família. No episódio, Agostinho é escolhido para participar do Lata Velha e ganha a reforma de seu táxi. Bebel foi a responsável pelo feito: foi ela quem inscreveu o marido taxista no quadro do Caldeirão do Huck.

http://agrandefamilia.globo.com/platb/programa/

Lara com Z:

Suzana Vieira é Lara Romero, atriz que busca reconquistar seu prestígio de atriz  no teatro em que começou a carreira e que agora lhe pertence.  Tem facilidade para levantar fundos e  resolve mudar o destino do que fora arrecadado.

“Se dependesse apenas de sua dedicação, a noite de estreia seria perfeita. Mas a presença da crítica Sandra Heibert (Eliane Giardini) na plateia e a visita surpresa do fiscal do governo Leandro (Humberto Martins) para intimá-la prometem agitar o grande dia. De pé no terraço do seu teatro, Lara está disposta a colocar a sua vida em jogo para defender sua arte.”

“Lara com Z é um seriado de Aguinaldo Silva e Maria Elisa Berredo e com direção geral de Wolf Maya.

Finalmente, Macho Man.  Nélson, Zuzu, para os ítimos, cabeleireiro homossexual, resolve virar hétero, depois que o salto do sapato de uma drag queen o atinge na cabeça quando estavam em uma boate.   Embora os gestos delicados insistam em acompanhá-lo,  “tenta se acostumar com a idéia de ser  homem”.  A amiga Valéria (Marisa Orth) vai ajudá-lo na tarefa e para começar o leva para uma boate Hetero.

Macho Man é uma série escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado, com direção geral de José Alvarenga Jr.

http://redeglobo.globo.com/novidades/series/noticia/2011/04/macho-man-nelson-sofre-acidente-que-mudara-sua-vida-na-sexta-dia-8.html

+++++++++++++++++

PROVÉRBIOS PARA SINTETIZAR A COISA COM PERFEIÇÃO:

Big Brother termina – Primeira Parte do Provérbio: Não há mal que sempre dure.

Em janeiro, vota Big Brother – segunda parte do Provérbio  nem bem que nunca se acabe.

Decotes na Igreja na visão do Anjo e do Diabo

O Padre Michelino, da Igreja Nossa Senhora do Brasil, segundo notícia da Folha de ontem, sente-se incomodado com a falta de educação dos fiéis que vão à missa de chinelos, falam ao celular e, pior, em casamentos as convidadas e madrinhas  exibem generosíssimos decotes –  frente e verso.

Faz lembrar piada antiquíssima, década de 60 ou 70, quando o papa era Paulo VI e Gina Lollobrigida,  um mulherão.  Como se vê, tudo muito antigo, mas a piada é boa e, principalmente, oportuna.

A atriz marca audiência com o Papa Paulo VI e vai  com vestido ultra decotado, dá uma cruzada de pernas.  Aparece o anjinho e, escandalizado,  sussurra:

– Papa Paulo…

Surge o Diabo  e fulmina:

– Papa, Paulo!!!