Planeje-se para Quebrar a Rotina com Fabuloso Espetáculo de Improvisação Teatral

Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira,  antológico personagem do Bem Amado, vivido por Paulo Gracindo  nas décadas de 70 e 80 e por Marco Nanini no cinema  recentemente,  usava e abusava de expressões e palavras esdrúxulas. Uma fala dele, lembro-me bem, era:

– Agora eu vou para casa decorar meu improviso.

Pois bem, tão paradoxal e engraçado quanto decorar improviso é planejar para quebrar a rotina.  Assim, à moda do Odorico,  burocraticamente,  já convido para se preparar para  quebrar a rotina de pelo menos uma noite  de terça-feira.

Vá assistir a Caleidoscópio, aliás, espetáculo de Improvisação Teatral.  Para ser preciso, fabuloso espetáculo de Improvisação do Grupo Jogando No Quintal, dirigido por Marcio Ballas.

Combinando depoimentos líricos e cenas construídas na hora a partir de motes sugeridos por espectadores, três atores, uma atriz e um músico improvisador  encantam e surpreendem o tempo todo. Trata-se de espetáculo mágico imperdível.

Assistindo a desenvoltura dos atores em cena, parece coisa fácil.  Mas alcançar tal naturalidade exigiu   dois anos para criar e ensaiar   o espetáculo.  Acompanhe a gestação e parto, nas palavras do próprio Ballas:

“Quatro palhaços-amigos-colegas-irmãos com as quase mesmas vontades… Até que um músico chegou num ensaio e de lá não saiu mais..  E as respostas foram surgindo.  E convoca meia dúzia pra “parpitar”.  E volta pra sala de experimentos. E deixa as fichas caírem.. E vai aos poucos conhecendo o que vai nascendo sem que a gente se dê conta da sua forma exata..  E no primeiro dia com público “de verdade”, a gente sentiu  que a criança taí.  Não sei como, nem por onde, mas ele chegou.  Bem-Vinda!”

Muito mais que Bem-Vinda, ainda bem  que veio toda essa beleza para encantar os que sabem apreciar a alternância de graça e lirismo em frações de segundos.

Não perca em hipótese alguma.

Amostra Grátis do Espetáculo Caleidoscópio – Clique Aqui

Visite o Site do Grupo Jogando no Quintal – Clique aqui

Email: jogando@jogandonoquintal.com.br

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Ficha Técnica:

Caleidoscópio – Um Espetáculo de Improvisação Teatral

Teatro Eva Herz – Livraria Cultura Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073

Terças-feiras –  21 hs – até  25 de outubro de 2011

Direção: Márcio Ballas

Improvisadores: Allan Benatti, Márcio Ballas, Marco Gonçalves, Rhena de Faria

Músico Improvisador: Cristiano Meireles

Assistente de Direção: Álvaro Lages – Iluminação: Melissa Guimarães – Assistência de Iluminação:Lígia Chaim-Figurino:Daniel Infantini- Produção Executiva: Ludimila Pcosque- Direção de Produção: Joca Paciello- Realização: Jogando no Quinal Produções Artísticas.

Show do Rossa Nova Domingão

Conhecido meu dizia que domingo é legal para assistir filme levezinho e comer pizza depois.  Nesse domingo, entetanto, há alternativa mais palpitante.  Para o cinema, lógico, pois a pizza, no Camelo da Pamplona , de preferência, é insubistituível.

A partir das 19 hs, o Rossa Nova faz show de lançamento do novo CD da Banda – PATUÁ –  no auditório do  Parque do Ibirapuera, av. Pedro Álvares Cabral, portão 2 do Parque do Ibirapuera.

Rossa Nova sozinho no palco  já é de encher os olhos,  ouvidos e coração.  Em shows especiais, com auxílio luxuosíssimo do violão do Bráu Mendonça;  do enfant terrible dos violões e guitarra,  Daniel Altman, entre outros,  os caras crescem mais ainda e, se você não se der conta, vai pensar que está em show dos Rollings Stones, tal o cuidado na produção de todos os detalhes.

Além da Formação básica, Bezão, Juka e Xamã, a banda vai ser acompanhada por André Abujamra, Rafael Alteris, SAndro Haick, Thiago Espírito Santo, Breno Ruiz e Rodolfo Laumes.

Assista a algumas apresentações de músicas mais antigas  do Rossa  e Resista se For Capaz.

Clique aqui –  Música Caipira Véio

Clique Aqui – Música Meus caminhos

Quem quiser visitar o site  clique aqui

Músicas Novas do Rossa Clique aqui

Serviço

Ingressos R$ 30,00, inteira; R$ 15,00 a meia.Venda de Ingressos Bilheteria do Auditório, Av. Pedro Álvares Cabral, Portão ou pelo email reservas@auditorioibirapuera.com.br. Informações fone 11 3629-1075.

Música para Gisele Bündchen – Harmonia Retratando Deslumbramento

Há pouco, rádio do Carro escorregou da CBN e Band News – certamente notícia de Política em ambas –  e foi parar  na Musical FM.

Estava terminando uma música e o locutor disse que era do Jovem Gabriel Guerra.   Conheci o rapaz quando, salvo engano, dividiu o palco  com meus amigos Bezão, Juka e Xamã, do Rossa Nova, em Simpática casa do Itaim Bibi, dois ou três anos atrás.

O cara é ótimo e na época havia feito a música tema, ou música principal para o Site da Gisele (já tô me achando íntimo).

Ouça e veja- música perfeita para a mulher mais deslumbrante que já pisou a Terra.

Luz Errada Transforma Luxo em Lixo

Iluminação é Tudo.  Absolutamente Tudo!!!

A Praça Vilaboim e seu entorno são  dos lugares mais encantadores de São Paulo.

Pois não é que tiveram a falta de inteligência, de  bom senso e de estética, tudo ao mesmo tempo,  e tacaram as famigeradas lâmpadas do apagão,  que só fazem agridir os olhos, em todos os postes da Praça.

Rita Lee é que está mais do que  certa, e cada dia mais atual e marcando presença,  quando  canta “antigamente tudo era bem mais chique”.  Em outra música,  do mesmo LP – salvo engano, já que pouco entendo de música , ela diz não querer Luxo nem Lixo.

Tampouco eu quero luxo.  Acontece que essas lâmpadas  são lixo, literalmente lixo.

Clique aqui e ouça/veja Rita Lee expondo sua sabedoria na música Nem Luxo Nem Lixo

Mais sabedoria ainda em Antigamente Tudo era Bem Mais Chique (com esse chique, tenho certeza que ela quis dizer mais delicado/generoso/elegante) .  Dá para discordar???

Clique, ouça e discorde se for capaz.

Torcendo por uma cidade minimamente  amena e acolhedora, porque nós mais que merecemos!!!

Políticos Na Cadeia… Nacional

Ainda sobre políticos, o amigo Flávio Asprino  mandou para o Boca no Trombone, dizendo ser a melhor frase do ano e que por isso fora premiada na Escola Presidente Getúlio Vargas, de Aracajú, Sergipe.

Lá vai:

“O horário político brasileiro é o único momento em que todos os ladrões ficam em cadeia nacional…”

Pelo que se vê, é clamor popular de norte (nordeste) a sul (sudeste)  do país…

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Quem quiser ler mais (inclusive textos um pouco longos) sobre políticos/política aqui no Boca, seguem links abaixo

Obs: às vezes ao final de cada um dos textos abaixo, novamente dou a relação dos textos em que tratei do assunto.  Basta ignorar ao perceber que já leu.

clique:

Políticos/Política1

Políticos/Política2

Políticos/Política3

Políticos/Política4

Políticos/Política5

Políticos/Política6

Políticos/Política7 – Esse escrevi às vésperas do novo Congresso tomar posse.

Há mais sobre políticos/política aqui no Boca.  É só procurar.   Afinal, trata-se de fonte inesgotável, no país da Piada Pronta, como bem diz o José Simão.

Escritor Homenageia os Pombos que Homenageiam os Políticos

O Salão de Humor de Piracicaba deste ano promoveu Concurso de Microcontos de até 140 dígitos, incluindo título.  O vencedor foi  André Luis Gabriel, de Caieiras, Estado de São Paulo. Tenho certeza de que ao terminar o hiper curto texto, você vai pensar algo como – faço minhas as palavras dele ou assino embaixo.

Lá vai:

Título: “ In Memoriam”

“O político morreu, virou estátua. Agora são os pombos a prestar-lhe justas homenagens”.

No caso dos Pombos, eles  fazem justiça não  com as prórpias mãos…   Eficaz a justiça pombina!!!

Vasqs, o bam-bam-bam dos micro textos, homenageado do  Sopa de Letrinhas, * no próximo dia 30, concorreu com o microconto abaixo.  Aliás, o tema do Vasqs é o mesmo.  Por que será???

Título: “Latidos”

“A Velhinha vê novela, o cachorro late no quintal. Intervalo, propaganda política. A velhinha grita:
– Cala a boca, cachorro!”

Eu concorri com esse abaixo, na verdade, uma frase que transformei em microconto:

Título: “Varas”

“Prudente,  jamais cutuva onça com vara curta nem viado com vara longa”

O amigo Vasqs e eu não pagamos nem placê.  “Fazê” o que – pra “rimá”??? Quiser conhecer mais do trabalho do Vasqs, clique aqui e visite o Blog dele – Ostras ao Vento

Tentei obter  todos os  microcontos que participaram do prêmio, mas, infelizmente, não consegui. Ou melhor, até consegui, mas veio de tal jeito…  Para se ter uma idéia, nem os nomes dos autores acompanhavam os textos.  Aliás, os autores, sequer,  eram mencionados. Sabe como é, ou sabe como são: prefeitura, secretária de cultura, etc, etc

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* Lembrando apenas que o endereço  onde acontece o tradicional  Sopa de Letrinhas, próximo dia 30,   é Bar Bagaça – R. Clélia esquina com Jeroaquara, Lapa e não mais o que consta no texto do link.

Seguranças Violentos e Sem Preparo – Está Certo Isso???

Seis estudantes foram agredidos por Seguranças de boate do Itaim Bibi, zona oeste de S. Paulo,  na madrugada do Feriado, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública.  Um dos jovens foi internado no Hospital São Luiz.

Colo trecho abaixo do Portal G1 que relata a ocorrência:

“Segundo a secretaria (Da Segurança Pública), logo após pagarem a conta, os estudantes saíram por volta das 4h30 da casa noturna, na Rua Bandeira Paulista, quando se lembraram de uma garrafa já paga esquecida no local. Um funcionário disse que a garrafa havia desaparecido, contrariando informações de amigos do grupo, que localizaram a garrafa, dando início a uma discussão.

Quando os estudantes deixavam o local, de acordo com os secretários, o mesmo funcionário xingou Cardoso, expulsando todos do estabelecimento. Segundo os relatos, junto com outros seguranças do local, o funcionário começou a bater nos jovens. Cardoso teve de ser levado ao hospital pelos amigos. O rapaz sofreu uma lesão nos ossos da face.

O Jovem  teve de ser levado ao hospital pelos amigos. O rapaz sofreu uma lesão nos ossos da face. Segundo o boletim do hospital, seu estado é considerado estável. Ele permanecia internado, sem previsão de alta.”

Pelo que se pode concluir do relato da Secretaria da Segurança, os rapazes tinham todo o direito de levar a garrafa embora, já que pagaram por ela.  De acordo com o que ouvi no rádio, foi ato de extrema covardia, já que eram alguns seguranças batendo em um rapaz.

Está mais do que na hora de se estabelecerem  normas rígidas para o exercício da profissão de Segurança.  Não basta ser do tamanho de um armário e vestir terno preto.

Na minha opinião, deve-se estabelecer algum grau de escolaridade desse tipo de profissional, bem como a freqüência de cursos específicos.  Passadas essas etapas, o candidato deve ser submetido a testes psicológicos que o habilitem para a função.   E mais, tem obrigatoriamente que ser contratado para essa função.  E só poderão zelar pela segurança, principalmente de lugares com grande afluxo de público, comércio, casas de shows, boates, entre outros, aqueles que preencherem tais requisitos.

A fiscalização disso nem é tão difícil, ao menos na teoria.

Fiscal chega, vê sujeito do tamanho de um armário, com ou sem terno preto,  pede  para o gerente o registro daquele funcionário.  Supondo-se que o cara esteja registrado como técnico de computação,  será submetido a  uma provinha simples de computação (só abrir oukut, não vale – precisa saber um pouco de excell, word e demonstrar certa familiariadade com o equipamento).  Saiu-se satistafotriamente na provinha, parabéns.   Caso contrário, multa.

Outra medida, toda e qualquer ocorrência, que seja uma troca de desaforos, olha-se o registro do funcionário.   A  função é  de segurança, cobram-se os cursos, grau de escolaridade.  A função é outra, provas  de que sabe exercê-la.

Constatada qualquer irregularidade, multa.

Na prática seria tão fácil???  Certamente que não.

Entretanto, é muito mais difícil e dolorido ver atrocidades sendo cometidas por pessoas  que exercem funções para as quais não estão preparadas; podendo, inclusive, causar danos irreparáveis.

Músicas e Piadinha de Vlado Lima para Dar Boas Risadas

Gosto de piadas, imagino conhecer cerca de mil piadas.  Entretanto, não perco amigo, ou qualquer coisa que seja, para não perder a piada.  Por outro lado, sou contra desperdício.  Quando tem gancho para piada, preciso contar a piada.  No episódio de hoje da série Tapas e Beijos (TV Globo), a personagem  Geise (Cintia Rosa),  uma mulata linda e peituda,   acabou com o sossego das protagonistas Fátima  e Suely, de Fernanda Torres e Andréa Beltrão.  Geise, literalmente,  parou o trânsito masculino da série.  Piada/Gracinha do Vlado Lima, Rei da Irreverência,  sempre que vê uma mulher peituda pela primeira vez.  Olhando para a mulher e para os próprios, pergunta em voz séria:

– Vocês três vêm sempre aqui???

Divirta-se com a irreverência de Vlado Lima, agora em forma de música.

Ouça e Veja  Gago ApaixonadoClique aqui

Ouça e Veja  Maconheiro Clique aqui

Quem quiser ver trechos do Episódio de Hoje do   Tapas e Beijos e conferir os predicados da Geise – Clique aqui e principalmente Aqui

Sete de Setembro – Papel do Herói e Manipulação

Final da Década de 70,  governo militar  cultuava os Heróis, sobretudo D. Pedro I, como se o caminhar da história  fosse responsabilidade de um ou poucos privilegiados.

O Jornal da República, do brilhante Mino Carta, teve vida curta: alguns meses de 1979. Eu  havia feito um curso na Faculdade de História da USP sobre como os heróis eram tratados pelo sistema. Propus abordar o assunto.  O Jornal da República gostou do tema e topou publicar meu texto,  no dia 8 de setembro de 1979.   Por questão de espaço,  foi reduzido.  Publico novamente na íntegra. O início descreve o filme publicitário da época com bastante fidelidade. Desde então, nunca  reli o texto. Mais de  trinta anos depois, digito-o abaixo.  Espero que eu goste e que o leitor também.

Lá vai:

Homens elegantemente uniformizados montam cavalos fogosos.  Um mensageiro aparece e entrega um pergaminho a Tarcísio Meira.  Não, não é Tarcísio Meira.  É D. Pedro I. A correspondência é de José Bonifácio, que pinta um quadro negro da situação do Brasil dependente de Portugal, ao mesmo tempo que coloca nas mão de D. Pedro I todo o destino de uma nação.  D. Pedro – Tarcísio Miera – não decepciona.  Ordena que seus acompanhantes se perfilem e, aos gritos, discursa:

– Eles querem nos escravizar.

Em seguida, enquanto balbucia alguns xingamentos, como “cachorros”  e “canalhas”, arranca os laços de seus ombros e do chapéu.  É chegado o momento da grande frase:

– Independência ou Morte!!!

E todos  seus acompanhantes repetem em coro:

– Independência ou Morte!!!  Independência ou Morte!!!

A imagem é congelada e substuída pelo famoso  quadro do pintor Pedro Amércio.

Isto é apenas um comercial.

De que???

Ora, do Herói!!!  Do que mais poderia ser???

Depois de assistir a essa propaganda, que tem sido bombardeado a todo instante nos canais de televisão, o raciocínio que toma conta da mente de todo mundo, crianças e adultos, deve ser mais ou menos o seguinte:

“Poxa, mas que sorte a nossa.  Se esse mensageiro não tivesse encontrado o D. Pedro no caminho, talvez até hoje o Brasil ainda seria uma simples colônio da Portugal.”

Todos os outros fatores envolvidos na Independência, como a transferência da corte de Portugal para o Brasil, que muitos historiadores consideram como  tendo, praticamente,  constituído a realização de nossa Independência; os interesses da Inglaterra de que o Brasil se tornasse independente para que o comércio pudesse ser feito sem que taxas fossem  pagas a Portugal; o peso do Partido Brasileiro, representante das classes superiores da colônia, grandes proprietários, nunca são levados em conta.

Para a grande maioria, fica retido na memória que a Independência do Brasil se deve a D. Pedro I, um português corajoso que resolve adotar o Brasil como Pátria.

Esse conceito já se tornou generalizado entre a maioria da população.  Através dele, infere-se que a participação política e importância histórica são privilégios de poucos “iluminados”.  O mito do herói, que faz sozinho a história, deve-se não só aos meios de comunicação de massa (isso mais recentemente), como também à historiografia oficial sobre o assunto.   A primeira publicação do Instituto Geográfico Brasileiro, em 1838, uma obra de cinco volumes de autoria de Varnhagen, que em sua época era considerado um grande fã de Portugal, já colocava a nossa Independência como uma dádiva de Portugal, via D. Pedro.  Seus livros eram a úncia referência de todos os outros historiadores da época.  Essa visão é até hoje transfmitida através dos livros didáticos de história

A supervalorização da figura de D. Pedro I no processo da Independência só foi revista muitos anos mais tarde, em 1933, por Caio Prado Júnior, em A Evolução Política do Brasil. Nesse livro, ao descrever o processo de Independência, o nome de D. Pedro I é citado uma núnca vez.  E é bom que se diga: a cena das margens do Ipiranga não é sequer mencionada.

Mas, afinal,  por que a história é colocada sempre como resultado de ações de determninadas personagens que acabarão se tornando célebres???

A primeira resposta para essa pergunta é evidente.  Uma história contada como uma sucessão de aventuras pessoais se torna muito mais interessante e digerível do que um onde estejam envolvidas leis econômicas, forças históricas e sociais.  Mais interessante, porém de pouca credibilidade.  Sidney Hook, em seu Livro O Hirói na História, conta que a escola  dos historiadores americanos que  se agrupa em torno de James Harvey Robinson e “New History” concebeu um relato impressionantemente realístico do passado da América.  Mas eles se equivocaram ao imaginar que estavam conseguindo substituir com êxito os heróis e grandes “para seguir o curso sereno das forças econômicas e socias: removeram os reis e generais de seus nichos e colocaram em seus lugares os grandes capitães da indústria e das finanças  e os grandes pensadores da filosofia e da ciência.”  O resultado não foi absolutamente satifsfatório.  Encontrou-se a seguinte citação na prova de um estudante: “Rockefeller, Gould e Morgam foram os homens verdadeiramente grandes da época; se, pelo menos, eles tivessem sido utilizados no campo político, como as coisas teriam sido diferentes.”

E o culto do herói e grandes homens conduzindo a história continua até hoje.  Isso acontece principalmento nos países totalitários.  Um determinado militar, que antes ocupava a chefia de um órgão policialesco de espionagem, pode e deve, ao subir muito de posto,  mudar rápida e completamente a imagem.  Concordam???  E não é que dá certo!!!

Hook afirma em seu livro: “aqui movamente os progressos técnicos nos meios de comunicação, aliados aos novos métodos psicológiso de arraigar crenças, tornam possível criar entusiasmo popular e idolatria pelo líder em um grau que supera qualquer coisa jamais obtida em Bizâncio,  onde um imperador romano foi capaz de erigir sua estátua, os ditadores modernos podem afixar um milhão de litografias. Utilizam-se de todos os meios que possam contribuir para a sua ascensão.”

Entretanto, os principais meios através dos quais as grandes personalidades interessam tanto ao homem comum e exercem influência sobre eles seão de natureza psicológica.

A primeira delas se basei na necessidade de segurança psicológica.  Se é verdade que o grande homem se imagina como o “Pai da Pátria”, muito mais verdade ainda é que seus seguidores o enxergam exatamente como um pai.  Isto está baseado na concepção psicológica de que muitas pessoas jamais se libertam dos pais, professores e outros pontos de apoio que servem só para suprir suas necessidades, quietação de seus medos e esclarecimento de suas dúvidas durante o crescimento, mas também funcionam como agente de dominação.  Assim sendo, sempre há pessoas querendo adotar um pai.  O herói tá aí para isso.

Quanto mais difícil se apresenta um período, mais propício ele é para o aparecimento de líderes.  Hook afirma que “nos tempos relativamente tranqüilos ,e  particularmente quando a educação se dirige à maturaidade,  a necessidade de um pai-substituto é correspondentemente diminuída.  Sob outras circunstâncias históricas em que não aparecem  grandes líderes e indivíduoas, alguma instituição como a Igreja, o Partido assumirá o papel primordial de autoridade.”

Outro mecanismo psicológico importante que é acionado para a aceitação do líder e herói é o de projeção.  “O homem comum compartilha imaginariamente a força, o brilho e o êxito dos heróis.” Novos elementos de sentido entram nas vidas daquele que são emocionalmente empobrecidos.  As disparidades e injustiças do cotidiano da vida social e, por vezes as dfeficiências e incapacidade pessoal, desaparecem gradualmente do centro de interesse.  O ego se engrandece sem esforço e sem ônus.”

Esses fatores psicológicos agem conjuntamente e são cimentddos nas consciências das pessoas por um outro sentimento:  o pavor de assumir responsabilidaes. Assim sendo, em cada comunidade surge um número reduzido de pessoas com desejos de assumir posições de lideranças.  “Desde que lhe sejam premitido resmungar, a maior parte das pessoas fica aprazivelmente aliviadas de encontrar alguém que façam suas tarefas; sejam elas, domésticas ou políticas.   A política é um negócio confuso e a vida é curta.  Submetemo-nos a grandes males, a fim de evitar a maçada de abolí-los.”

Assim sendo, na medida em que há interesse oficial de glorificar personalidades e uma tendência social de se entregar a lideranças, como diz o ditado popular, junta a fome com a vontade de comer.

Hook conclui advertindo: “quando nos negamos a mergulhar na voragem política para não perturbar nossa “vida normal” e confiamos o poder a outros, acordamos um  dia para verificar que aqueles a quem confiamos estão prestes a destruir “a vida normal” que receamos imterromper.”

Resumindo, o resultado da soma da fome com a vontade de comer, nesse caso de heróis e liderenças, será uma grande congestão, ou melhor, é uma grande congestão.

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É antigo, mas explica muita coisa.  Eu gostei.  Espero que você  também.