Engolir Sapo para não Engolir Chumbo

Saldo do último Corinthians e Palmeiras:  um torcedor morto e três internados.

Lição dos mais antigos a respeito de brigas e confusões.  Diziam eles: você pode brigar, sair no tapa,   com caras como você, na faculdade,  na reunião de condomínio, no supermercado.  O pior que  acontece é acabar com um dente quebrado.  Agora,  brigar na zona, não pode.   A chance de você levar uma navalhada, um tiro é muito grande.  Nos dias de hoje, há pelo menos mais duas situações, em que não se briga.  Engole-se sapo, mas não se briga; afinal, engolir chumbo é muito pior: no trânsito e no futebol.

Mil anos atrás, um cara ia saindo da vaga em um local sossegado, aliás, bem perto do Estádio do Pacaembu, não viu meu carro que estava passando e demos uma raspadinha.

Eu falei, que ele  havia saído  sem olhar e a gente bateu.  Ele disse que estava entrando na vaga,  e não saindo.  Insisti que estava saindo, e o cara fala:

– Espera aí, que eu vou te mostrar uma coisa.

E voltou pro carro.

Na mesma hora, muito assustado,  disse:

– Não é caso para isso!  Não é caso  pra isso!

Ele riu, entrou no carro e, em vez de uma arma, trouxe uma nota fiscal, mostrando que ele ia mesmo entregar um embrulho.

Outra vez, sábado,  fim de tarde,  garotão  me dá uma fechada,  me xinga.  E o cara ainda quis discutir.

Falei:

– Com quatro amigos dentro do carro é fácil ficar machão, né???

Os próprios amigos dele disseram:

– Não liga, não, porque ele é meio xarope (trouxa).

E não liguei mesmo: com quatro amigos no carro, é fácil ficar machão.

Resumindo:  não se briga no trânsito, nas poucas zonas sobreviventes e, menos ainda, no futebol!!!

Tudo Hoje é Complicato. Até a Temperatura!!!

Amigo de meu avô dizia que  cada rua de S. Paulo tinha uma temperatura diferente.

Hoje ouvi no rádio meteorologista explicando  que há uma variação de até  14 graus  centígrados entre os extremos da cidade.  Recaptulando e misturando com o velho chavão:  acontecem as quatro estações em um único dia e, em um mesmo momento, em um ponto a temperatura é x e em outro ponto  é x+ 14° ou x-14º.

Muito simples, não é mesmo???

O Lindo Asfalto de Sampa

Esteticamente, muito fabulosa a intervenção do Festival Baixo Centro  que coloriu com duzentos   litros de tinta o asfalto de ruas do Centro.  Dizem os artistas que a tinta é removível facilmente com água.  Mesmo assim,  motoristas cujos  carros foram manchados vão ter trabalho e despesa com lavagem em postos especializados.

É Muiiiiiito Complicado viver em grande metrópole.  Tentar inovar, então, nem se fale!!!

Mas veja que beleza ficou o Asfalto de Sampa – pena que dura pouco!!!

Para ver a programação Completa do Festival, que começou na sexta e vai até o próximo domingo,     clique aqui

Muita Gente Presa e Também Muita Gente Solta que Deveria Estar Presa

Manchete da Folha de hoje diz que um em cada 262 adultos brasileiros está na prisão.

É um mundo de gente.

É assunto complexo e triste.

Como triste também é pensar que nesse mundo de gente presa deve haver pouquíssimos  presos do colarinho branco, que prejudicaram infinidades de brasileiros.

Conseqüência/conclusão: crimes de colarinhos brancos raramente são punidos, mais freqüentes se tornam e se tornarão.

Provérbio domínio público:  A Justiça é Cega, mas não é surda; ouve o tilintar das moedas.

Cerveja em Conta Gotas, Inferno!!!

Antes, às sextas-feiras, era sempre um ritualzinho gostoso  à noite em casa.

Chegava, lavava às mãos, tirava da geladeira duas meias cervejas Heineken.  Punha no balde, enchia  de gelo, com fórmula mágica para gelar (sobre a qual ainda vou fazer  post).  Eu tomava banho e as cervejas gelavam.  Assistia ao Jornal e as cervejas gelavam mais ainda.  Terminava de prepar o jantar,  que a formidável Rosa que trabalha comigo havia deixado quase pronto,  e abria a primeira cerveja – era dos bons momentos da semana.

Depois de atacar a entrada, a segunda cerveja conseguia estar mais perfeita ainda do que a primeira.  Abria, mais prazer.

Jantava sossegado e saía para cinema ou para  encontrar amigos.   Jamais bati o carro de noite.

O bafômetro, que impede o motorista até de comer dois bombons recheados de cereja e licor, acabou com essa felicidade tão ingênua e inocente.

Não tem mais sentido fazer todo esse delicioso ritual para tomar , não  é nem uma única, mas sim, uma meia única cerveja!!!

Sextas-feiras atuais. Chego em casa, saco (tiro) da geladeira a cerveja – leia-se sempre meia cerveja –  e soco no congelador.  Aí, enquanto janto, tomo igual a um passarinho a cerveja para poder sair de carro depois.

Conseguiram tranformar a vida em inferno!!!

Em tempo, nunca bebi durante a semana e também nunca bebi durante o dia.

Repetindo,  I N F E R N O !!!!

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Antes de imaginar e escrever comentários dizendo que sou irresponsável,  leia o que já escrevi a essse respeito.

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Chico Anísio – Nunca fui Fã, Mas Reconheço suas Qualidades

Chico Anísio lutou, lutou; mas, infelizmente, foi vencido!!!

Quando ele  surgiu ou, pelo menos, desde que me lembro dele na década de 60,  achava engraçado.  Recordo-me do Coronel Limoeiro, que tinha uma mulher gostosona, Maria Tereza, e o bordão, salvo lapso parcial de memória,  era:

– Maria Teresa, isso me ama!!!

Depois,  passei a achar chato tudo o que ele fazia. Achava chato mesmo, mas talvez mais chato fossem os que gostavam dele.  A história do Pedro Bó, então, me irritava.

Você via uma pessoa tomando coca-cola, por exemplo, e exclamava (que é muito diferente de perguntar.  Exclamar é assim!!!; perguntar é assim???)

– Puxa, que legal  você também gosta de Coca-Cola!!!!!!!!!!!!!

O infeliz respondia:

– Não, Pedro Bó, eu DETESTO Coca-cola.

Entretanto, gosto de uma coisa que o Chico fez:  o filho.  Bruno Mazzeo, desde menino, quando o vi em algum programa,  achei ótimo.  Adulto  boa pinta,  continua ótimo.

Mesmo não gostando, de uns tempos para cá, passei a admirá-lo.  Até onde sei, Chico Anísio foi o único a olhar com generosidade para todo aquele mal-entendido (ou confusão, sei lá)  criado  em torno de Wilson Simonal e se empenhou para reaproximar o magnífico cantor/showman da classe artística.  Infelizmente Simonal morreu antes que Chico tivesse sucesso em sua empreitada.

Sua generosidade vai fazer falta nesse mundo tão egoísta!!!

Big Brother Mais Vale Tudo Domingo à Noite!!! Qual é???

Existe uma fórmula, repetida aqui várias vezes, para tentar amenizar aquela sensação de fim de domingo;  nem precisa descrever  que sensação  é essa porque todo mundo sabe do que se trata.  Tem lógica:  assistir a um filminho  leve e comer uma pizza depois.

Acabei de ver  no Intervalo do Jornal da Globo que Domingo, depois do Big Brother, haverá exibição lutas de Vale Tudo.

Supondo-se  que  filme leve/pizza, de fato,  amenizem o sentimento de fim de domingo que se instala no peito de toda a humanidade.  Conclusão possível do objetivo de se somar big Brother a um espetáculo de Porradas é de que a intenção  seja levar o  sentimento de fim de domingo a um tal ponto,   capaz de provocar suicídios dominicais múltiplos.

Certamente se trata de um absurdo o que escrevi, entretanto, tem lá sua lógica;  vai dizer que não tem???

Políticos, Escutem!!! É a Voz do Povo!!!

Lembram-se  o tanto que  já escrevi a respeito de políticos???  Nem menciono corrupção nos meus textos.  Falo apenas, como, sem falsa modéstia, sintetiza bem o título de um desses textos, do  RECREIO SEM FIM.  A sensação que se tem é exatamente essa, que eles estão  brincando o tempo todo.  A atriz Denise Fraga já disse exatamente a mesma coisa.

Pois bem, acabei de receber essa piadinha abaixo, que mostra  o conceito que a população tem dos políticos.  Não vou repetir que não tenho saudades da Ditadura.  De qualquer forma,  é impossível pensar que eles não vivem um RECREIO SEM FIM.

Se quiser ler esse texto propriamente dito, republicado  várias vezes, já que a todo momento ele se mostra oportuno,   clique aqui.  Para ler mais sobre essa coisa lúdica da política, clique aqui e farte-se;  ou,  tenha náuseas.

Agora, a piadinha que recebi, provando que não sou só eu que não agüenta, como se necessário fosse provar coisa tão óbvia.

OS TRÊS AMIGOS

Conversa entre três amigos com mais de 60 anos, já aposentados:

– O que você tá fazendo na vida, Oswaldo? (ex-executivo da Pirelli) – Eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli, mas vai indo muito bem.

– E você, José? (ex-gerente de vendas da Shell) – Eu abri um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo.

– E você Marcos? (ex-funcionário do Congresso Nacional) – Eu montei um puteiro…

– Um puteiro???

– ÉÉÉÉÉÉ!!! Um puteiro!!! É claro que não é aquela zona toda que é o Congresso Nacional, mas também tá dando lucro!!!

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O Título do meu texto/ post sugere que os políticos escutem, já que é a voz do Povo.  Mas certamente, mesmo em ano de eleições, eles estão pouco se lixando para o povo.  O Recreio é mais gostoso!!!

Jorge Ben Jor – Feliz Aniversário, Majestade!!!

Hoje é aniversário do fabuloso Jorge Ben Jor, eu preferia Jorge Ben.

Mas ele mudou. Seja satisfeito o desejo de vossa majestade do Samba Rock!!!

Aliás, outro dia,  Nélson Motta, no  último telejornal da Globo ,  disse que Ben Jor não gosta muito dessa história de idade.   Salvo engano, em uma entrevista, quando disseram que outro nome famoso da MPB  não gostava  do tema, Gilberto Gil, lascou o ano em que o cara havia nascido.  Rindo muito, Gil perguntou ao Repórter:

– Que outros cantores/compositores  não gostam de revelar idade???

O repórter falava um nome e Gil,  o ano de nascimento.  Eram vários que não gostavam.  Ben Jor, um deles.

Deve ser fato mesmo, porque na Internet vi pelo menos  dois anos diferentes em que o cantor teria nascido.

Como não privo da intimidade de Ben Jor, como  Gil e Motta e sempre fui grande fã da Fera, respeito o sigilo.  Súdito é súdito e presta homenagem/vassalagem.  Assim,   passo a contar  histórias, alguns episódios, inclusive uns  dois ou três comigo e dar a minha opinião sobre W BRASIL

Desde os tempos de Jovem Guarda, da Música Por Causa de Você, que ele dizia Por causa de “Voche”,  acho o máximo tudo o que escuto dele.

Em um programa no rádio, outro dia, alguém contou uma história e disse que podia ser lenda ou ser fato.

A história; ou a lenda:

Cacá Diegues  havia pedido que Ben Jor fizesse a trilha sonora do filme Xica da Silva.  O tempo ia passando e nada de ele apresentar a música.  Cacá ligava, ele adiava.  No último dia, Jorge diz para Cacá.  Manda para mim a sinópse do filme.  Jorge foi cantando em cima do que estava escrito na sinópse e saiu a trilha.

Deve ser mesmo verdade.   O saudoso e bom amigo Flávio Rangel fazia uma brincadeira a respeito desse talento do Jorge de encaixar qualquer letra dentro de uma música, mesmo que sobrassem síladas dos versos.  Quando a inflação galopava,  lá por agosto, já tinha atingido o que era previsto para novembro,  com ironia Rangel falava na sua coluna na Folha.

– Chama o Jorge Ben Jor  para enfiar  essa infinidade de  dias,  no pedacinho da  taxa de inflação prevista para o ano inteiro.

Jorge é gênio da poesia e da música,

Resultados:

  • a inflação sempre estourava
  • em compensação,  as inúmeras ou insuficientes  sílabas cantadas/ acertadas por Jorge cabiam em qualquer verso, qualquer música.

Jorge  é daqueles que incendeiam e  transformam  o Maracanã  inteiro em seu coro.  E pensar que um dos diversos shows dele a que assisti foi no 150 do Macksoud Plaza,  casa que comportava super restrita platéia.  Privilégio indescritível.

O fato é que muito antes de ele estourar novamente com W Brasil,  sempre estava nas apresentações   do Jorge.  Na época do W Brasil, fez show em um lugar que freqüento com muita regularidade.   Eu estava lá à tarde e ele passando o som, com pouca gente ao seu lado.  Parei e o saudei:

– Aí, Jorgíssimo!!!

Anos antes, na festa de aniversário do Sindicato dos Jornalistas, foi ele o convidado para o show.  A platéia ficava em pé ao redor do Palco. Antes do bis final,  no caso do Jorge, generoso  chorinho de mais uns trinta minutos, ele começa a falar para a sua equipe que estava  misturada com o público.

– João, sobe aqui para dançar comigo;  Silvia, vem pro palco dançar também, chama mais uma meia dúzia de amigos,  aí aponta para baixo e diz:

– Você, sobe aqui pra dançar com a gente.

Um cara ao meu lado, pergunta:

– Eu???

O Jorge diz:

– Não!!!

E aponta o dedo firme na minha direção e diz:

– Você, você que está sempre nos meus shows!!!

Uma glória, não é mesmo???

Não é para agradecer  ou retribuir essa fabulosa passagem, afinal,  a realeza está acima dessas besteiras.  Mas, logo que ouvi W/ Brasil,  vieram-me à mente essas  eleições para escolher o melhor isso, o melhor aquilo. Comentei com amigos:

– Se me pedissem para escolher as duas músicas mais espetaculares do mundo, diria: Satisfation e W/Brasil.  Se tivesse que escolher a melhor,  seria W/Brasil,  sem qualquer pestanejar.

Ouça as duas.

Satisfaction – Clique aqui

W/Brasil – Clique aqui

Ouviu/viu???  Concorda comigo???

Há alguns dias,  em programa especial sobre Ben Jor,  na CBN, diversos músicos cantaram sucessos do nosso suingado aniversariante de hoje.  Quem quiser ouvir, clique aqui . Na tela que vai se abrir, olhar à esquerda e clicar

Minha querida irmã Thereza também fazia anos hoje, um ano a mais do que Jorge.  Um Beijo para ela no Céu!!!


Leitores Tornando-se Amigos

Alguns amigos antigos   e meu pai lêem o que eu escrevo aqui.   Meu pai lê sempre; os amigos, esporadicamente.  Curioso que alguns leitores do Boca foram se tornando freqüentes nos comentários e troca de emails.

  • Cícero Gomes  é meu amigo há muito tempo;   não deixa passar um post sem comentar.
  • Clérson Sidney Barbosa  não conheço pessoalmente.  Seus comentários, entretanto, sempre me divertem muito.  Mais de uma vez, transformei comentário do Sidney em Post.  Se quiser ler um, esse sobre a morosidade da Justiça é hilário.      Clique aqui
  • Elizabeth Simão Galhardo, não me lembro, mas tenho impressão de que já  lia o Boca antes de me conhecer pessoalmente e durante bom tempo comentava com freqüência.  Pena estar meio sumida.
  • O amigo Flávio Asprino, de longa data, adora polêmica.  Quando há um post que permita polemizar, ele comenta.
  • Junior Bataglini ouviu minha entrevista na CBN em janeiro e,  desde então, me alegra com seus comentários freqüentes.  Se  quiser ouvir a entrevista através da qual “conquistei” o leitor Bataglini,  clique aqui

E tem o Fernando Pawlow.

Blogueiro, estudante de Letras em Minas Gerais, ele  queria se comunicar comigo e não tinha outro meio a não ser através de comentário aqui no Boca.  Escreveu um comentário, pediu que eu lesse, respondesse para seu email e que não publicasse o que ele havia me escrito.  Cumpri o combinado;  e Fernando   virou amigo.  Não comenta com freqüência no Blog, entretanto, trocamos emails regularmente e até telefonemas.  Domingo  mesmo conversamos.   Ele gosta dos casos que conto aqui, principalmente os que envolvem políticos e jornalistas.  Não costumo por os nomes dos personagens, mas o Fernando acerta  sempre  na mosca. Aliás, o comentário misterioso que pediu para eu não publicar era exatamente sobre figuras relativamente conhecidas no mundo das comunicações.  Ele matou os nomes dos dois envolvidos.

Fernando, inclusive, propôs que eu publicasse mais casos.  Já tenho no Blog uma categoria intitulada Casos.   Por conta da sugestão dele, vou reativar os casos; para retomar, escrevi episódios divertidos de uma famosa jornalista aqui de S. Paulo.  Ela leu, sugeriu ligeira modificação, absolutamente justa.  Já acertei esse detalhe, mas ainda não mandei para ela. Se quiser ler os casos já publicados, clique aqui O primeiro que aparece (do beijinho) é bonito.  Os outros também são interessantes.

Bem, melhor do que eu falar  do Fernando, é você conhecer o site do Fernando – FERNANDO PAWLLOW-CADERNOS –  Clique aqui. Comece lendo, o texto predileto do Fernando – DIA DOS MORTOS NO BONFIM –    sensível Crônica a respeito de tradicional cemitério de Belo Horizonte.  Clique aqui. Se gostar, adicione aos favoritos e mande para os amigos.  Se alguém pensou que ia fazer a gracinha manjada do se não gostar…, enganou-se; mesmo porque você vai gostar.

Atencioso  com minha imagem/reputação,   Fermando  me mandou email dizendo que eu podia explicar que, embora tenhamos esse vínculo,  não quer dizer que eu compartilhe de suas convicções políticas.

Sucesso!!! Fernando,  que o seu CADERNOS torne(m)-se mais lido(s) que os Primeiros Cadernos  dos jornais da Grande Imprensa!!!