Complexo de Vira-lata Chique, Corporativo; e o Péssimo Inglês Nosso de Cada Dia

Definitivamente, o inglês é a língua oficial do país.  E curioso, como foi publicado outro dia,  americanos, ingleses, canadenses  que vêm trabalhar aqui sempre são alertados de que no Brasil se fala o pior inglês do mundo.  Ou seja, o péssimo inglês é oficial em publicidade, cardápios e pefumarias.  De resto, quem deveria falar bem apenas pensa que fala, lê e entende.  E sapecam os the book is on the table o tempo inteiro, sem o menor constrangimento.

E tome complexo de Vira-lata* (sentimento de inferioridade do Brasileiro em relação a Estados Unidos e Europa, tradução/definição  livre minha  do termo de Nélson Rodrigues).

Resposta automática de email  de amigo meu, homem importante em uma multinacional, que trabalha aqui em S. Paulo,   para avisar que ele está de férias, é em inglês.  Inglês correto, naturalmente.

É provável que  em sua lista de  endereços de email haja muitos gringos.  Assim, a tal mensagem, deveria, pelo menos,  estar nos dois idiomas.  Mas não, falar/usar português é feio , chique é o inglês/”ingreis”. Ou seja, o sentimento de inferioridade do brasileiro, posto em prática, no dia a dia, todos os dias.

História perfeita, já contada aqui, que ilustra não só o complexo de vira-lata, sentimento de inferioridade, como o péssimo inglês e francês de fachada do brasileiro.

No restaurante, o cliente pede o cardápio em Português.  Pernóstico, o maître informa que não há cardápios em português.  O Cardápio, todo escrito em francês, era de couro e as páginas em pergaminho.  O cliente não tem dúvida.  Tira a caneta do bolso do paletó e começa a rabiscar o cardápio, corrigindo diversas palavras grafadas de forma incorreta.  Devolve para o maître estupefato, levanta-se, vai-se embora, mas antes determina:

– Se não há cardápio em Português, pelo menos escrevam em francês decente!!!

Quer conhecer mais histórias de  Complexo de Vira-lata explícito???  Clique aqui

Roger, “Eu Não Consigo Entender Sua Lógica”!!! Mas Tenho Certeza de que Você Está Certo!!!

Personalidades de muito prestígio têm imenso cuidado ao escolher os produtos que anunciam.  Fazem publicidade apenas de artigos excelentes.  Ocorre-me agora Gisele Bündchen que foi ou ainda é “garota propaganda” da Nívea.  Seja o que for, se é da Nívea é muito bom mesmo.

Pois bem, o excelente  Roger Moreira, líder do Ultraje a Rigor,  “cedeu” sua música Nós Vamos Invadir sua Praia para publicidade da cerveja  Schin.  Roger, como se sabe, é um gênio,  seu QI é dos mais elevados que existe.   Assim, fico cogitando.

Talvez ele deteste cerveja ou jamais beba cerveja.  Se ele gostar de  cerveja, certamente o contrato de “cessão” da música tem uma cláusula em que fica bem claro a tal história de que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.  No caso, o contrato dele é apenas para “ceder” a música e o direito  inalienável dele de beber a cerveja que quiser onde quiser continua em plena vigência.   Caso ele goste de cerveja e não haja essa cláusula, como diz o verso da Música Muito Romântico, “eu não consigo entender sua lógica” (dele, Roger).  De qualquer forma, ele é gênio e sabe o que faz.

Ouça a belíssima  Muito Romântico, com Roberto Carlos,   clique aqui;  e  ouça a irreverente Nós Vamos Invadir Sua Praia, clique aqui

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Observação Final.  Não deixe de ouvir a Música do Jovem Gabriel Guerra para Gisele Bundchen no Link Notas Relacionadas, coisa do Outro Mundo!!!

Exótica Personagem de Ruy Castro Teria Ido a Woodstock???

Imperdível, como sempre, a coluna de Ruy Castro na página 2  da Folha de S. Paulo de hoje – Foragido de 1969 – .Para dar uma noção  da idade da personagem exótica  que ele descreve, diz: “até aí, tudo bem.  Seria apenas mais um foragido de Woodstock ou Arembepe – a idade era indefinida, algo entre 50 anos e uma gaveta no São João Batista.  Ou alguém mais jovem, que não se conformava por não ter vivido o tempo em que Jimi Hendrix, Janis Joplin, Santana, o Jefferson Airplane e o Creedence Clearwater Rivaval dominavam a Terra.” E a grande surpresa, lógico, fica para as últimas linhas…

No seu lugar, não perderia a coluna do Ruy Castro. Clique aqui.

E para conhecer um pouco sobre o fim dos anos 60, assistiria a trechos do lendário festival de Woodstock, clique aqui

Megasena, Você já Ganhou. Eu já Ganhei. Mas se Ganharmos de novo…

Você aí sonhando ganhar sozinho  o prêmio da Mega Sena da Virada e eu também,  lógico.   Afinal R$ 230.000.000,00 em aplicação segura rendem por mês 0,5%, R$ 1.150.000,00.  Só de juros, ou seja, você gasta tudo isso todo mês e seu capital continua lá,  corrigido pela inflação.

É muita grana, lógico que é muita grana.

Aí,  eu vejo na Internet que o Santos ofereceu R$ 800.000,00 de salários para o Robinho.  Mais uma vez,  muita grana, lógico.

Se você ganhar a Megasena, além do rendimento mensal, vai ter o capital à sua disposição.  Certamente que Robinho e todos os outros craques também têm um belo seguro que vai lhes garantir bela renda vitalícia, em caso de algum imprevisto.

Agora, se você nem eu ganharmos, duas boas frases a respeito.  A primeira, de um milionário,  retratando a realidade  de milionário.  A segunda, minha, para nóiiisss da classe média:

  • Não jogo em loterias.  Já ganhei a sorte grande quando nasci
  • Não jogo em loterias.  Quem nasce no Brasil, tem todos os dentes e ainda o que comer com esses dentes já ganhou a sorte grande.

Como se vê,  estou contrariando a minha frase.  Não para ter vida de milionário, mas para ter acesso aos mesmos mimos de um bom jogador de futebol.  Aliás, eles também ganharam na Loteria ao nascer  e começaram a usufruir do prêmio aos 17/18 anos de idade.  Talvez, a partir de hoje, muitos tempo após ter completado 18 anos, eu não possa chegar lá também!!!  Já tô na torcida.  E digo mais, se eu não ganhar, quero que você ganhe!!!

Se nem eu, tampouco você ganharmos, resta o consolo de termos  todos os dentes…  Cá entre nós, que não é pouco….

Agora, se esses dentinhos puderem ir comer caviar em Paris uma vez por ano …

São Silvestre – “Eu Venci o Queniano”

Fim dos anos 90, corri uma São Silvestre.

Reminiscências divertidas.

Talvez mais legal do que a corrida em si, foi  ter feito todo o percurso correndo, com o treinador seus auxiliares e os outros colegas de equipe, um ou dois domingos antes da prova, a partir das  seis horas da manhã.

Mal chegamos à Consolação e desabou temporal, mas temporal mesmo.  A parte baixa do trajeto foi feita com água pela canela.  Uma  epopéia. Concluído com êxito o percurso,  lá pelas 13 horas, estava almoçando em um sofisticado bufê, na companhia de um bom amigo e sua tia, um velha que confessava ter prazer em fazer fofoca.  Comi uma salada, e o primeiro prato.  Quando fui me servir do prato seguinte, a maldosa coroa disse que eu comia demais.  Meu amigo:

– Mas tia, ele acabou de correr 15 quilômetro, é natural que esteja com muita fome.

Terminado o percurso com sucesso, estava confiante para fazer a prova na tarde do dia 31.   Mas antes tive que ouvir gracinha do meu pai:

– Paulo.  Por que você não faz o seguinte?   Calcula mais ou menos até onde você consegue chegar e deixa o seu carro estacionado nas proximidades.  Aí você pára de correr, anda um pouco, pega o carro e volta para casa.

Engraçadinho ele!!!

Muito legal é a reação do público.   Não faltou em momento algum incentivo.  Mas  sempre tem um gozador.  Lembro-me bem que eu e meu “pelotão” não tínhamos concluído um terço da prova e um cara disse:

–  Os africanos já  estão  cruzando a faixa de chegada…

E era verdade.  O pelotão de elite, sem aspas, fez a prova em 45, 46  minutos. E nós ali ainda nos primeiros sete, oito  quilômetros.

O fato é que uma hora e trinta e oito minutos após   a largada, eu também estava chegando, exatamente no tempo em que meu treinador disse que eu  completaria a prova.  E além de tudo, estava me sentindo como se tivesse acabado de acordar.   Passei um reveillon perfeito, sem qualquer incômodo ou cansaço.

E quer saber???

Eu ganhei do queniano que julga ter vencido a prova.   O cara tem o dobro do meu tamanho, o triplo da minha perna, a metade  da minha idade e a metade do meu peso.  Corrigindo tudo isso, quem foi melhor o queniano ou eu???

É lógico que eu ganhei dele!!!

Brincadeira minha, uma coisa é o meu tempo e outra coisa é a batida do pessoal de elite.  São ordens de grandeza muiiiito diferentes.

Mas se pensar bem…

Solidão???

Depois de longa caminhada com uma amiga  pelo bairro, no portão do seu  prédio, ao se despedir, ela lembrou-se da S. Silvestre amanhã cedo e me convidou para ver os atletas passarem pela Av. Pacaembu, perto de nossas casas.

Uma mulher de uns  70 anos  com seus dois cachorros que passava, antes mesmo de eu dizer qualquer coisa,  já foi logo contando que achava um absurdo a mudança de horário da corrida.

Não tenho nada contra quem quer que seja emitir  opinião  para desconhecidos a respeito do que eles estão conversando.  Aliás, acho super legal.  Eu mesmo,  quando estou no supermercado próximo a algum produto que acho muito bom e alguém ali por perto está comprando o similar,  aconselho a levar o que já conheço.

Escritores têm o hábito de ao verem uma pessoa desconhecida, nas mais diversas cirscunstâncias,  começarem a imaginar como é a vida dela.   Sem a riqueza de imaginação deles, fui no óbvio.  A velhinha deveria ser uma solitária e a corrida de S. Silvestre vinha, até então.   preenchendo tão  bem o espaço entre o fim de seu jantar mais caprichado na companhia de seus cães, até à meia-noite, quando brindaria a chegada do novo ano, antes de ir para a cama.  Ou então, desde que a prova  passou para o período da tarde,  se constituia em mais uma opção para se distrair antes dos comes e bebes.

A partir daquele momento, a velhinha monopolizou pelo menos dois dos meus pedidos, tão comuns nessa época..

1)  Que sua vizinha de apartamento seja outra solitária e que sempre  as duas  produzam ceias fabulosas para brindar a chegada do ano novo.

2) E o desejo mais desejado.  Que eu esteja muito péssimo no desempenho desse exercício de imaginar a verdadeira história das pessoas;  e que ela tenha um monte de filhos e netinhos, ou até mesmo alguns irmãos, sobrinhos e sobrinhos-netos que não podem, em hipótese alguma,  prescindir da presença da mana,  da tia e da  tia-avó querida no reveillon!!!

Agora, vou começar a pensar nos meus pedidos de Ano Novo  para mim mesmo!!!

Eu gastando uma nota em taxi por causa do Bafômetro. O motorista do taxi me dizendo que enche a cara sem dó e dirige. E é assim que Funciona a Lei Seca!!!

Fui de metrô (para economizar) e a perna final do percurso de taxi, porque não havia metrô.  Por uma única razão: para poder beber sem risco de ser apanhado pelo bafômetro na volta.  Naturalmente, foi esse o tema da conversa com o  simpático motorista de taxi.

Na lata, não de cerveja,  ele me diz que antes a fiscalização da Lei Seca para taxi era menos rigorosa.  Mas começou a apertar.  E ele está preocupado, porque sempre que sai com a mulher, fora do horário de expediente,  guiando o taxi, transformado em carro de passeio, , bebe muito; inclusive traz sempre uma latinha de cerveja aberta no percurso.

E é assim.  A lei rígida me obrigou a  percorrer duas linhas de metrô, na ida e  na volta, gastar mais de 50 reais de taxi.  Enquanto isso, muitos  bebem à vontade e dirigem. Como já escrevi aqui,  falta muito bom senso na aplicação da Lei Seca.  Se alguém quiser ler, clique

Carta Para o Prefeito Haddad – Pela Segunda Vez Ignorada!!!

Tão logo saiu o resultado da eleição do primeiro turno para prefeito, enviei,  através de email, para as Assessorias de Imprensa dos Candidatos Fernando Haddad e José Serra  carta com sugestões bastante plausíveis para serem implementadas pelo vencedor.  Ambas as assessorias acusaram o recebimento por telefone.

Receberam, não se dignaram responder e a cada vez que telefonei, enquanto esperava, fui  massacrado pelas musiquinhas de campanha.

No último dia 20, a cerca de 12 dias da Posse do prefeito  Fernando Haddad,  mandei para importante vereador do PT, com um simpático bilhete, solicitando que ele se empenhasse em conseguir a resposta da assessoria do Prefeito para a carta. Falei com a Secretária do vereador que confirmou ter recebido o email e que retransmitiu para o vereador.Mais uma vez, fui ignorado.

Sem ser pretensioso, suponho que o paulistano tenha sido ignorado. Óbvio que parcela infinitamente pequena da população lê meu blog.  Entretanto, tenho certeza que não há um único morador de S. Paulo que não ficaria contente se a maioria da sugestões dadas a seguir fossem implementadas, ou mesmo comentadas pelo prefeito.

Bem, publico a carta.  Assessores  do prefeito leram, apesar de não terem respondido. Leram na campanha e agora.   Assim, se alguma, algumas, ou até mesmo várias dessas sugestões forem postas em prática pelo prefeito Haddad, vou escrevendo aqui no Boca e creditando para mim a autoria da idéia.  Nada mais justo, não é mesmo???

Argumento que adoro;   e quem topa com ele pela frente odeia:  há mais de quarenta anos o homem chegou à Lua;  e, em 2012,  a assessoria do prefeito eleito de uma das mais importantes cidades do mundo não encontra tempo ou argumentos para responder questões tão simples, quanto importantes.

Acho inconcebível!!!

Quem quiser pode dizer se  acha relevantes as questões e se também gostaria de saber o que pensa o prefeito a respeito do que foi dito.

Abaixo, a suposta tão inconveniente carta.

São Paulo,  Outubro de 2012, logo após o resultado do primeiro turno

Exmo. Sr. Dr.

Fernando Haddad – Prefeito de S. Paulo

Cordiais saudações.

Antes de começar, receba  meus cumprimentos  por sua Eleição. Parabéns!!!

Quando o dinheiro é curto – e isso é crônico no nosso carente país -, os bons administradores devem ser capazes de lançar mão de medidas inteligentes e simpáticas. Um bom exemplo foi dado pelo prefeito Mário Covas, muitos anos atrás,  ao abolir a cobrança do bilhete de ônibus para idosos. O custo da medida para a prefeitura foi/é quase igual a zero, beneficiou/beneficia muito justamente milhares e milhares de paulistanos todos os dias e é imensamente simpática.

Além do Cidade Limpa, iniciativa da primeira gestão Kassab, que transformou a nossa cidade, há uma série de outras medidas que podem melhorar muito a qualidade de vida dos paulistanos, repetindo: melhorar muito.

Lá vão elas. Não se assuste. Não custam caro!!!

A poluição visual foi impiedosamente derrotada. Entretanto, muito mais nefasta do que a poluição visual é a poluição sonora, todo tipo de poluição sonora. O barulho do trânsito pesado de uma avenida, logicamente, incomoda. Mas o que incomoda mesmo é o barulho excessivo e irregular. E a irregularidade é cometida até mesmo pelas viaturas oficiais da polícia, corpo de bombeiros, carros de autoridades com sirenes  ensurdecedoras. Em relação a barulhos causados por veículos, ninguém deve escapar do controle/punição: o caminhão do gás, o vendedor de pamonha, o boyzinho de escapamento aberto, o carro de som que sai pelas ruas anunciando produtos do comércio local. Vale a pena lembrar que bares, boates e até mesmo shows oficiais promovidos nos Parques Públicos podem divertir/ entreter os freqüentadores, mas não podem tirar o sossego da vizinhança.

Após muitos anos fora do Brasil,  morando na Europa e, salvo engano, até no Oriente, famoso articulista da nossa imprensa disse que se preparou com empenho para que na sua volta à Pátria não sofresse em demasia como o choque cultural a que seria submetido. Já devidamente instalado, confessou que o suposto choque cultural não ocorrera. Entretanto que não estava suportando era  o “choque dos decibéis” (expressão dele). Mesmo a construção civil, segundo ele, nos países por onde passou, utiliza técnicas de modo a poupar os cidadãos do barulho excessivo. Estacas, naturalmente, têm que ser colocadas no local da obra. O barulho é grande, mas dura pouco.  Já as serras-elétricas, usadas durante toda a construção, deveriam ser proibidas em bairros residenciais e comerciais. As peças já chegariam no tamanho certo nas obras. Imagino que o articulista se referia a isso, entre outras normas/medidas tomadas no exterior.

Como dá para ver, tecnologia mais legislação bem feita mais ,  (e  principalmente), fiscalização eficiente dão conta de resolver esse imenso e devastador transtorno a que o Paulistano é submetido. Idéias para Fiscalização Eficiente, de uma maneira geral, serão dadas mais adiante.

O que o senhor  vai   fazer para combater a poluição sonora, tão prejudicial à saúde de todos os paulistanos?

Outra providência urgentíssima é reconquistar o Espaço Público para o Público/ para o cidadão. Mostrar que quem faz lei é o Poder Público. É isso mesmo.!!! Aí o desrespeito é tanto que a coisa precisa ser tratada em sub itens.

Comerciantes fazem vitrines que avançam sobre as calçadas, além de muitas vezes exporem seus produtos fora dos limites de suas lojas. Esses mesmos comerciantes, certamente a pretexto de impedir que ambulantes se instalem diante de suas lojas, constroem floreiras de concreto sobre as calçadas. Constroem, edificam. O atrevimento é tanto, a certeza da impunidade é tal,  que eles deixam estateladas em concreto provas de suas irregularidades/arbitrariedades.

O que vai ser feito na sua administração???

Prédios, residências e   comércio têm todo o direito de colocar seu lixo nessas cestas de ferro.   Agora, ninguém tem o direito de construir essas cestas de ferro no meio da calçada ou junto ao meio fio, impedindo que passageiros e motoristas desçam dos carros estacionados.  Quem quiser construir essas cestas que as construa do lado de dentro de suas propriedades e combine sistemas de abertura com o lixeiro na hora de recolher o lixo.  Outra alternativa seriam cestas de ferro sobre rodinhas, com alguma corrente que as prendessem  junto à grade do imóvel.  Essas cestas  seriam colocadas uma hora antes de o  lixeiro passar e recolhidas uma hora após a retirada do lixo.  Do jeito que está, atrapalhando 24 horas por dia o trânsito de pedestres,  o embarque e desembarque de passageiros dos automóveis, é que não pode ficar.

Além de determinar a retirada desses cestos de lixo de ferro da área pública, precisa exigir que a calçada seja entregue exatamente como era antes de tal atrevimento.

Isso vai ser feito na sua administração???

E esses blocos de concreto gigantescos que ocupam grande parte de algumas calçadas, sobretudo diante de  Instituições Israelitas/ Judaicas.  Em frente ao Consulado Americano,  há algo semelhante.  No Jardim América, existe ou existia  também uma casa cuja calçada é/era  tomada por blocos parecidos.  Precisa explicar para Israelitas, americanos e o proprietário dessa tal casa  que a cidade tem legislação e que o país tem leis.  E quem quiser viver em S. Paulo, obrigatoriamente, tem que se submeter à legislação municipal e do País.  Como se diz:   “Simples Assim”.

Serão removidos esse blocos de concreto??? Ou esses xerifes continuarão se sobrepondo às autoridades municipais??? Quem vai arcar com o custo dessa remoção e recuperação das calçadas???

Coisas mais sutis, entretando, igualmente agressivas e abusivas.

Aquelas tabuletinhas  com luzes piscando colocadas na saída das garagens onde se lê – CUIDADO VEÍCULOS – são de UM ATREVIMENTO QUE NÃO TÊM TAMANHO.

Senhor Prefeito – deixa eu entender –  um carro vai sair de uma garagem e para alcançar a rua, necessariamente, tem que passar pela calçada.   A calçada é para os pedestres se locomoverem.  O carro, vindo do nada,  tem que passar por uma área de pedestres – e quem tem que tomar cuidado é o pedestre???  É isso mesmo ???  Talvez o senhor, como eu, considere isso  uma piada que já dura muito e determine  que dentro da garagem se coloque  um aviso   lembrando o motorista  de que ele vai passar pela calçada e precisa fazê-lo com todo o cuidado e responsabilidade, uma vez que o pedestre é que está concedendo a ele uma licença para trafegar ali.  Como o senhor sabe, essa   plaquinha/aviso  não surtirá efeito algum.  A solução é apelar para o bolso.   Precisa determinar que meio metro antes do início da calçada, dentro das garagens, sejam construídos quebra-molas que obriguem  o motorista a colocar a frente do carro na garagem a velocidade próxima de zero quilômetros por hora.

Isso ou algo semelhante vai ser feito emn sua Administração???

Essas atrevidas plaquinhas – CUIDADO VEÍCULOS – serão exterminadas???

Nesse setor, ainda há outra afronta, o senhor há de concordar,  que chega a ser uma gracinha.  Alguns condomínios têm a petulância de colocar uma imitação de semáforo junto à calçada (em frente ao meu prédio, não no que eu moro,  há um)  Em geral fica na luz verde.  Quando um carro começa a sair da garagem, acende uma luz vermelha.  Ou seja, pedestres e veículos que estão trafegando pela calçada e pela rua precisam estancar imediatamente.   Corrigindo, esse atrevimento não tem nada de gracinha, é Petulância Pura, da mais genuína e inacreditável.

Como é que ficam os  “semáforos desses xerifes” ???  Vão continuar??? O senhor concorda com esse abuso, com xerifes pela cidade???

Dez entre dez médicos recomendam uma caminhada pelo quarteirão após o jantar.   Não bastassem todos os absurdos acima, mais uma violência ao cidadão impede essa prática saudável.  O pedestre antes de ter caminhado um   quarteirão vai ser acometido por dor de cabeça insuportável.  Sobre o muro de cada casa ou condomínio,  há um jato de luz  fortíssimo  dirigido bem na altura  dos olhos de quem caminha sobre a calçada nos dois sentidos.  Essa luz fica apagada.  Quando o pedestre se aproxima, um censor dispara esse colírio…

O senhor vai continuar permitindo essa violência???

Quem quiser iluminar a frente de sua propriedade pode fazê-lo com lâmpadas de potência/intensidade determinadas  por órgão competente, cujo foco/área de iluminação  esteja absolutamente parelelo ao piso da calçada – permanentemente aceso.  E, se possível, jamais utilizar as famigeradas lâmpadas do apagão.  Vetar a  lâmpada do apagão é Idiossincrasia minha???  Pode ser.  Mas um pouco de generosidade e elegância não fazem mal a ninguém.

Esses jatos de luz terão fim???

O senhor tem motorista 24 horas por dia, não tem esse problema.   Mas o munícipe (motorista ou pedestre) não encontra a numeração de prédios, comércios e casas. É impossível;  cada número está em um lugar.  Precisa ser padronizado.  Número  no limite à esquerda (ou à direita da propriedade), a um metro e meio de distância do chão.   Das 18 hs, às 6 horas precisa estar iluminado.

É impressionante a criatividade de cada morador de esconder o número de sua casa, isto quando se digna colocar o número. Nessa neurose obsessiva de medo que domina quase todos, muitos acham seguro simplesmente não exibir o número da casa. E o cidadão de dentro do carro vai guiando, procurando o número, ao invés de olhar para frente. Chega a ser ridículo!!!

O que vai ser feito a esse respeito??? Afinal, do jeito que está a segurança de motoristas e pedestres fica vulnerável.

Como é que o motorista pode guiar e caçar número ao mesmo tempo????

Talvez o  porquê de termos chegado a esse estado de agressão e violência deve-se sobretudo a um dos dois fatores abaixo.

As autoridades e respectivos assessores  que cuidam do assunto estão pouco se lixando para que o pedestre seja respeitado.  Seria um caso de desprezo, puro e simples.

As autoridades estão assaz preocupadas  e são de sensibilidade tocante no que diz respeito ao bem estar da população, inclusive pedestres.  Entretanto não percebem coisa alguma por razões bem simples: Jamais andam a pé.

Andam de carro, quando não de helicópteros,  com aqueles vidros nigérrimos, muitas vezes com sirenes ligadas e batedores.

O que acontece de fato para que o cidadão, sobretudo o pedestre, seja tão desrespeitado??

Como será na sua administração???

Dizem que um bom gerente é o gerente que sai de sua cadeira.

Excelência, suponho falar em nome de milhões, com a sensibilidade que o  senhor tem para exercer a vida pública, não pode e não deve ficar restrito aos seus gabinetes, confiando em relatos de subordinados.  Precisa, isso sim, ir à rua anônima e discretamente  para ver com seus próprios olhos o que de errado existe por aí.

Os ambulantes, todo mundo sabe, estão irregularmente sobre as calçadas lutando para sobreviver. É compreensível e até louvável uma certa tolerância com eles. Agora, o direito de o cidadão, seja ele rico ou pobre, se locomover pelas calçadas é inalienável. Assim sendo, o ideal era haver empenho efetivo da prefeitura, associações de comércio e lideranças locais de arranjar áreas vagas para instalar ambulantes. Talvez conseguir terrenos vagos, isentar os proprietários de IPTU e instalar os camlôs nessas áreas.  Eventualmente, instalar até em prédios ou casas fechadas, propiciando algum benefício para os proprietários.

Será feito algo para que o pedestre, seja ele rico ou pobre, possa caminhar livremente pelas calçadas???

Ainda a respeito de comerciantes/comércio regularmente estabelecidos. É inconcebível que em ruas de comércio de trânsito intenso como a Teodoro Sampaio – em Pinheiros – (certamente isso acontece em diversas ruas comerciais da cidade) seja permitido o estacionamento,  com ou sem zona Azul. Se isso favorece o comércio local, prejudica imensamente toda a população. Não dá para entender uma rua de trânsito intenso onde há uma pista exclusiva para ônibus, apenas  uma para automóveis e outra para estacionamento. Por mais que se esforce, uma pessoa de inteligência razoável, e bom senso idem, não vai conseguir entender. Isso sem contar que nas transversais dessas ruas – onde em geral o estacionamento é permitido com cartão de zona azul – sobram vagas o dia inteiro.

O estacionamento continuará sendo permitido nessas ruas de grande fluxo de carrros???

Já que o assunto é zona Azul, lá vai sugestão de medida quase tão simpática quanto a do prefeito Mário Covas isentando velhinhos de pagar condução. Trata-se de providência extremamente justa que irá, inclusive, propiciar um clima de cordialidade entre os paulistanos. Determinar que não haja mais necessidade de se colocar a placa do veículo no Cartão da Zona azul. Assim sendo, se eu estacionei por quinze minutos na Zona Azul e não vou mais estacionar o carro na próxima hora, eu posso ser cordial e oferecer o meu cartão para o proprietário do carro que está estacionando e que, muito provavelmente, também não usará mais do que quinze ou vinte minutos do tempo a que o mesmo cartão ainda dá direito.

Prefeito, idéia tão simpática quanto a medida do prefeito Mário Covas de isentar velhinhos de pagar ônibus eu não consigo lhes oferecer. Entretanto, essa do cartão de zona Azul “reaproveitável” não é de se jogar fora, hein!!! Por falar em jogar fora, ainda há o aspecto ecológico da coisa: economia de celulose, produtos químicos de impressão, diminuição de lixo. Vou lhe confessar uma coisa. Essa idéia não é minha. Logo que surgiu a Zona Azul, o usuário não precisava colocar a placa do carro e os cartões eram reaproveitados. Nessa época, era comum se presenciar cenas de camaradagem entre os motoristas que estavam saindo e os que estavam chegando na Zona Azul.

Os munícipes motoristas vão poder dar o talão, parcialmente usado, para outro motorista que esteja chegando na sua gestão???

Sobre calçadas para pedestres, o senhor vai   acabar com esses balcões de Valets Parking (ridículo ter que escrever em Inglês)????.
O restaurante pode oferecer esse serviço, mas não pode ocupar a calçada e, menos ainda, determinar a proibição de se estacionar em frente ao seu estabelecimento. Reiterando, cabe à prefeitura fazer leis e escolher onde se pode e onde não se pode estacionar.

Essa próxima idéia/sugestão de medida visa até mesmo a segurança.

Por falar em neurose obsessiva de medo, que saudades dos tempos em que se encontrava um amigo no trânsito, acenava para ele e falava um pouco mais algo qualquer coisa. Com o insufilme (nem sei como se escreve e meu dicionário não traz a palavra), acabou tudo isso!!! Meu carro não tem insufilme. Espero que quando for comprar carro novo essa praga de insufilme não venha compulsoriamente grudada no vidro.

Aliás, a lei permite esses vidros fúnebres nos carros????

Ou, como diria minha professora de francês, existe uma lei, mas não pegou???

Não é uma boa hora de fazer essa lei pegar???

O senhor vai permitir que esses vidros nigérrimos, que impedem a condução do veículo com segurança, continuem sendo usados???

O carro do senhor e os carros de seus familiares  têm esses vidros???

Agora, o calcanhar de Aquiles de tudo isso: a fiscalização. Minha sugestão é que a Prefeitura e Sub-prefeituras tenham um corpo de fiscais polivalentes com poderes para efetivamente multar tudo o que estiver errado, determinar as providências, dar prazos e voltar a multar, sempre em progressão aritmética ou até mesmo geométrica, caso as providências não  sejam tomadas.

Prefeito Haddad, acho que vale a pena reforçar o quanto mais puder esse calcanhar de Aquiles da Fiscalização. Ao mesmo tempo vai ser necessário aprimorar a legislação. Cá entre nós, diante do benefício de que todos usufruiremos, o esforço até que não é tão grande assim.

Quais as possibilidades de o senhor adotar esses fiscais polivalentes???

Agradecendo todas as providências que serão tomadas pelo senhor, mesmo aquelas que exijam forças por demais hercúleas, subscrevo-me

Atenciosamente

Paulo Mayr
Cidadão paulistano desde 1954 – ano do 4. Centenário de S. Paulo

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Você não gostaria de ler uma manifestação do Prefeito a respeito do que foi exposto???

Princípio de Lavoisier na Cozinha Para Aproveitar o Não Consumido no Natal

Lógico que há público para tudo.

No rádio, ouvi especialista sugerindo dieta saudável e atividades para se recuperar dos exageros do Natal.

Já as sugestões da Folha de S.Paulo vão para vertente oposta: emendar festas natalinas  com Ano Novo. O jornal ouviu   chefe de cozinha, confeiteiro  e outro especializado  em bebidas  para transformar tudo o que não foi consumido no Natal em novos pratos e bebidas muito aprazíveis.

  • O peru vira recheio de sanduíche sofisticado.
  • o tender,  espetinho tropical com azeitonas, tomates-cereja e frutas e molho de mostarda e iogurte;
  • o lombo  transforma-se em iguaria chinesa agridoce
  • o bacalhaou vira salada, ou então  pode  ser prepaprdado com grão de bico e macarrão, ou participar de um  escondinho
  • o panetone  substitui a bolacha champanhe no pavê ou crutons para acompanhar sorvete.
  • o sorvete também pode ser combinado com o panetone em nova sobremesa
  • Frutas se transformam em compotas, geléias ou até um “papillotte de frutas”
  • Vinho branco  para marinar carnes
  • Vinho rosé para dar toque especial na geléia de frutas vermelhas
  • E o vinho tinto, em peras ao vinho

Quem quiser ver a reportagem da Folha com mais detalhes nas receitas, clique

Pelo menos hoje, estou determinado a fazer dieta saudável – almoço foi macarrão com talos de agrião refogado e salada de alface.  Amanhã, entretanto,  as fatias de tender podem se transformar  no tal espetinho ou muito provavelmente em delicioso sanduíche.  Afinal, é Lavoisier na cozinha: nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Aliás, a reportagem da Folha começa dizendo que consultou chefes de cozinha para evitar que o não consumido no Natal fosse para o Lixo.  Ora, independentemente de ser ou não religioso, jogar comida no lixo é pecado.  Mantenha o que sobrou na geladeira, embale em um descartável e dê na rua para a primeira pessoa que pedir dinheiro.