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Inteligência, Burrice ou Ingenuidade Minha?

Parece que o Deputado Wladimir da Costa (SD – PA) ilustra bem a teoria de domínio público, um pouco adaptada por mim, de maneira eufêmica,  de que a Natureza limitou o bom senso, mas não a estupidez.  Sem eufemismo, a teoria  afirma  textualmente:  a natureza limitou a inteligência, mas não a burrice.

Como em política, ninguém dá ponto sem nó, certamente o ingênuo sou eu.

Agora, ingênuo ou não, não faria o que o Deputado fez nem que minha vida (vida, vida mesmo, não um mandatinho ou um carguinho político)  estivesse em jogo, conforme já escrevi.  Quiser ler, clique aqui

Lindo, né?

Entidade Israelita Incomoda, Mas Aquece Nossos Pobres! Estamos Salvos! 1,2,3… Pelo Jeito Não vai ter Fim!


Todos os anos, a mesma afronta.  Entidade Israelita Unibes, com auto-falante,  invadem Higienópolis  para promover arrecadação de agasalhos.  Já escrevi sobre isso algumas vezes.

Essa invasão está ocorrendo agora na rua de trás do meu apartamento.  Vou postar novamente texto que postei em anos anteriores.  Nem vou me dar ao trabalho de ir conferir in loco para não me irritar.

Em algum ano, recebi   comentários agressivos. Respondi e disse que continuava aberto à discussão.  Ninguém quis continuar.   Dessa maneira, peço, quem fizer comentário agressivo, que esteja disposto a continuar a discussão.  Caso contrário, nem se atreva!

 

Como se não bastassem  a poluição sonora durante a semana, o homem da pamonha, agora inventaram mais uma para infernizar também o domingo, dia em  que deveriam dar sossego à população.  Uma entidade de nome Unibes, União Brasileira Israelita do Bem Estar Social, usando caminhão, carro de som em alto volume, invadiu no meio da manhã de hoje (era 19/6/2011)  as ruas próximas à Alameda Barros, em Higienópolis.    O objetivo era arrecadar agasalhos.

Para tanto, valia tudo.

Leia Alguns dos gritos de guerra.

– Enquanto não doar a gente não vai embora  (leia-se:  não vamos parar de incomodar)

– Joga   aquela jaquetinha de couro que você ganhou  do  namorado mala.

– Eu não tô vendo ninguém do Edifício X Doar Nada.

– Joga, joga, mira na cabeça de alguém e joga

– Manda aquela roupa que você não usa quando vai para a Europa.

Imagine que toda essa baboseira e agressividade eram gritadas em tom, ora de ironia, ora de tênue ameaça, por um sujeito sem a mínima  graça e de uma arrogância atroz.

Quando ele tomava fôlego, uma menina que vinha a pé com o megafone levava a coisa no mesmo  tom. Quando não era um nem outro, uma   música infernizava e até mesmo uma sirente era acionada.

Barulho, falta de respeito  e piadinha sem graça, infelizmente,  não provocam qualquer reação.

Agora, o que incomodava mesmo era a mensagem subliminar; hiper  cristalina na manifestação:

– Vocês, brasileiros/paulistanos, não são capazes de fornecer agasalhos para seus semelhantes.  É necessários que nós, israelitas, aqueçamos os pobres de vocês.

É demais, não é mesmo???

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Foi demais  nas edições anteriores.  Essa de hoje, 2017, como disse no início, para não me irritar, não acompanhei.  As perguntas, entretanto, permanecem e também a afronta da mensagem  subliminar.  Colo novamente, embora esteja logo acima.

Perguntas:

  • A lei permite que moradores de um bairro sejam incomodados dessa maneira?
  • A lei permite que sirenes sejam usadas  nesse tipo de manifestação???

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Todo ano a coisa vai se repetir?

Questão de Tempo!

Pela manhã, na alameda Barros, Zona Oeste de São Paulo, carro com vidros nigérrimos e adesivo de cadeirante.

Ora, o sujeito já deve ter dificuldades motoras para dirigir; não satisfeito,  ainda  tucha essa merda desse vidro.

Logo mais vai ser promovido de cadeirante para “caixãotante”,  digo,  virar presunto, ou, pior ainda, vai se estropiar ainda mais.  Questão de Tempo.

A velha história: a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

Professor?

Respeito todas as categorias, sobretudo professores.  Mas veja o que postou um professor no  Facebook.

“Me sinto cansado. Derrotado mesmo. Quando abracei a carreira de professor, a 50 anos atrás, via uma luz no fim do túnel. Hoje, aposentado, eu sei que, na educação brasileira, a luz no fim do túnel é um trem. Triste Brasil.”

Começar a manifestação com pronome do caso oblíquo (me),  sem maiores problemas;  agora,  a 50 anos.  A 50 anos, ao invés de há cinquenta, é muito grave.  Para professor, então, nem se fale.

Aí ele poderia escolher:

  • Há cinquenta anos
  • Cinquenta anos atrás

Talvez ele quisesse reforçar mesmo que fazia cinquenta anos, então, tuchou   o Há (no caso dele, a)  e o atrás.

“A Luz no fim do Túnel é um trem”.   Mas, que chavão babaca!  Aliás, abracei  a carreira…

Agora, tenho que concordar com ele, em relação ao último período:  Triste Brasil.  Triste Brasil, onde, em tão poucas linhas,  um professor comete tantos erros absurdos!

Havia um Quadro no Programa CQC, Top Five, em que eram apontadas cinco gafes da TV na Semana.  O Slogan do Quadro era algo como  “Programa ao Vivo é a casa do Capeta”.  Facebook vem se tornando a casa dos  Diabos Analfabetos, inclusive professores.

Não tem Limites

No meio da Tarde, pelos lados da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo,  mulher comenta com amiga.

– Minha filha de 18 anos diz que não vai tomar vacina porque tem medo de agulha.

Continua ela:

– Mas na hora de encher o corpo de tatuagem, ela não teve medo.

A conversa não era comigo, não falei nada, mas lembrei-me de um dos bordões do Trombone, esse de domínio público:

A natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

Mundo transformou-se nisso.

Dois bons eletricistas,  indicados por amiga,  vieram fazer pequenos consertos na minha casa.  Um deles foi comprar  peça que faltava na Santa Efigênia.  Aliás, já tinha ido uma vez e não trouxe tudo.   Pois bem, o outro, enquanto esperava o companheiro, não teve dúvida: estatelou-se no meu sofá e começou a bater papo ao viva-voz.

Meu escritório em casa não tem porta.  Assim, fui fazendo minhas tarefas do dia a dia com agradabilíssimo fundo sonoro  de ele e a mulher planejando a viagem pro carnaval.

E durma-se com um barulho desses.  Digo, trabalhe-se  com barulho desses.

Acredite, o Homem é Ministro da Educação!

Ministro da Educação, Mendonça Filho,  deu provas de que precisa voltar ao Primário. Isso mesmo, Ministro da Educação! ” Às 13, 25 hs durante o Jornal Globo News (16/2), questionado sobre reformas no Enem, respondeu”: “Sim.  HAVERÃO mudanças.”

Repetindo: o homem é Ministro da Educação!

Como será que ele iria se sair em prova do Enem, ou até mesmo do velho Mobral?

 

Desordem Global. E Deve Piorar

Cartaz embaixo do Minhocão, centro de S. Paulo, Capital:

“Sem papéis, sem teto ou sem terra, todos somos migrantes na Desordem Global”

Essa migração mundo afora/ adentro  é  muito triste.

Vou falar/escrever o óbvio.

Todo mundo gostaria de poder permanecer no lugar onde nasceu, onde vive a família e amigos.  Suponho que a pessoa que migra  deixa parte de si para trás.    A luta pela sobrevivência, entretanto,  bota-os para andar, ainda que faltando um pedaço.

Tenho um conhecido, sujeito alto, forte, boa presença.  O cara é de Natal, Rio Grande do Norte.  Natal é o Paraíso na Terra.  Pois bem,  até pouco tempo atrás, ele  era zelador de um vestiário.  Ora, só um imbecil deixaria Natal para cuidar de um vestiário em S. Paulo.

Mas é a tal luta pela sobrevivência que torna considerável parcela  da população migrante.  Verdadeira e triste Desordem Global.

Ao que parece, Trump vai colocar mais caos ainda nessa já tão “desorganizada  Desordem” Global.

Tuchar A Virada Cultural no Autódromo de Interlagos. Palpite Infeliz, diria Noel

Uma das coisas legais e civilizadas é ver as pessoas se divertindo nas ruas e espaços públicos.  João Dória parece não gostar de ver povo na rua.  Agora que foi eleito, deixa o povo pra lá.

Sobre a Proposta  absurda de João Dória de tuchar  a Virada Cultural no  autódromo de Interlagos,  assista  a Emerson Alcalde   recitando seu poema, com o curioso título  Senhor da Limpeza .

Ouçam lá,  João Dória e seus eleitores

Se quiser ler mais sobre  As Pessoas nos Espaços  Públicos aqui no trombone, clique Vai ver que eu e João Dória pensamos de forma diametralmente opostas.  Com quem você concorda?