No Teatrokê, Público Realiza Façanhas Espetaculares

No Karaokê,  candidato a cantor tem direito a luxuoso e bem cuidado acompanhamento musical. 

No Teatrokê – (toda Terça-feira no Teatro Folha – ver ficha técnica abaixo)  qualquer espectador da platéia, que queira participar de uma cena,  também conta com  figurino, direção, atores profissionais para contracenar  e …  o pulo do gato:  ponto eletrônico.  Assim, é fácil tornar-se ator por alguns minutos.  Ninguém  se decepciona ou faz papel feio.  Ao contrário, todos os “estreantes” surpeendem muito positivamente.

Corte.

E, mais, há um quadro fabuloso.  Verdadeira magia. 

Alguém da platéia recebe uma calculadora digital gigante e um capacete.  Outro espectador é  convidado a subir ao palco.  Tudo aleatório, absolutamente nada combinado.   A platéia vai passando contas razoavelmente complexas, como multiplicações de duas parcelas de três algariasmos cada, para quem está com a máquina.  Ontem, fui eu   quem subiu ao palco para fazer as contas de cabeça.  Conto no final.

Corte

 Um espectador após o outro se transformam em verdadeiros atores capazes de proporcionar bons momentos de riso.  Com figurinos adequados, contracenando com  profissionais, todos que sobem ao palco, repetindo o que o ponto lhes dita, desempeham  com competência  a missão. 

É hilário o dialógo do Garotão (ator da platéia)  que vai pela primeira vez à casa da namorada.  Conversando com o pai da moça, jamais futuro sogro, deixa claro suas intenções- quer dizer, intenção: comer a filha dele.  Apenas isso, mas, como deixa bem claro: comer diversas vezes.

Entre outras esquetes,  jovem da platéia se transforma em Bruna Surfistinha dando entrevista na Televisão e um rapaz vive personagem Chicó do Auto da Compadecida,  de Ariano Suassuna.  Tudo muito divertido.

Corte – Para contas de cabeça de arrepiar.

Conheço o Diretor da peça  Ricardo Karman dos saraus mensais  que comanda há um ano na deliciosa Taberna de acústica perfeita ( toda última 4.feira do mês, a partir das 20,30 hs) vizinha ao Teatro do Centro da Terra, no Sumaré.  Pois bem, no comecinho de janeiro, salvo engano, assim que li sobre o Teatrokê, comprei  ingresso.  Meu plano era assistir ao espetáculo todo, escolher uma cena para participar.  Fiquei intrigado com a jovem da platéia  que fazia contas gigantescas de cabeça.  Decidi que também queria fazer aquilo para entender aquilo.

Ontem voltei lá.  Assim que pediram voluntário para a cena das contas, nem deixei o personagem “Padre Mneumônico Mário” terminar o convite, levantei o braço e fui escolhido.

 Fiz com perfeição – não errei um único algarismo sequer –  e, confesso, não entendi como.

A coisa funciona assim: quem está na platéia com a máquina de calcular recebe de outro espectador parcelas de números de três algarismos  para multiplicar. Realizada a conta na calculadora,  a espectadora com o capacete concentra-se no resultado, o mestre de cerimônia   pede a quem está no palco para também se concentrar no pensamento dela.  De maneira clara, eu que não tinha qualquer fone de ouvido, ia escutando uma voz masculina recitando o resultado de forma direta, não algarismo por algarismo, mas o número inteiro e de uma só vez.  Se eu não entendesse, a voz repetia. E eu dizia o número – também de uma só vez – ao microfone para a platéia.   Depois de realizar duas operações grandes, dois espectadores são chamados para ver se nas laterais ou no fundo do palco havia alguém dizendo os resultados.  Os “auditores”  não constataram “qualquer irrregularidade”.  Recebi mais duas contas de multiplicar de duas parcelas de três algarismos e o resultado ia sendo dito na minha cabeça de forma clara e inequívoca.   Repetindo, não errei um número/dígito sequer.

Ia publicar esse texto só no final de semana, mas já publico agora para quem quiser ir se programando e até comprando ingresso poder fazê-lo com tranquilidade.  Além disso, quem quiser participar, já pode ir afiando as garras.    Lembrando sempre que o quadro das contas fabulosas não requer  treinamento especial algum.

Fichas Técnicas – Teatrokê e Sarau:

TEATROKÊ –

Teatro Folha – Shopping Higienópolis – Avenida Higienópolis, 618, Informações (11) 3823-2323.  Às Terças-feiras, 21 hs – Temporada até a última 3. Feira de Julho de 2011. Preços de R$ 20,00 a R$ 30,00 (com direito à meia entrada)

Criação e Direção: Ricardo Karman
Assistente de Direção: Bernardo Galegale
Elenco Fixo: Gustavo Vaz, Mario de La Rosa, Vivian Bertocco, Xande Mello e Daniel Warren
Textos: Marcelo Rubens Paiva, Samir Yazbek Jô Bilac, Fabito Richter, Ricardo Karman, domínio público e autores convidados
Cenografia e Adereços: Otavio Donasci
Produção de Figurinos e Adereços: Bia Saraiva
Cenotécnicos: Antonio Lima Costa e William Souza
Projeto Gráfico: Amir Admoni e Keren Ora Karman
Produção e Realização: Kompanhia do Centro da Terra

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Sarau: Toda última quarta-feira do Mês, a partir das 20,30 hs – Ingresso Grátis – Sujeito à lotação do espaço – 40 lugares

 Rua Piracuama, 19, Sumaré
05017-040, São Paulo, SP, Brasil
Tel/Fax: +55 (11) 36751595
teatro@centrodaterra.com.br

Ontem, educação/maconha levada(s) a sério; hoje, música divertida

O amigo Armando de Oliveira tratou aqui de maneira séria  e competente temas como educação/autoridade, jovens e maconha   (quem quiser ler http://bocanotrombone.ig.com.br/2011/01/31/alunos-expulsos-por-fumar-maconha-consideracoes-de-medico-psiquiatra/.

Para contrapor, link do irreverente  Vlado Lima , também amigo,  – do clube Caiubi – , com sua música Maconheiro.  Sendo a favor ou contra  a legalização da maconha, tenho certeza de que você vai gostar muito do vídeo.  A cada verso, uma boa risada.  Ouça e discorde se for capaz.

http://www.youtube.com/watch?v=gd_da5vXvsU

“Alunos Expulsos de Passeio Por Fumar Maconha” Considerações de Médico-Psiquiatra

Mais uma vez, Armando de Oliveira Neto* ,  médico-psiquiatra, comenta notícia publicada na imprensa. Desta vez sobre protesto de pais contra escola que repreendeu os filhos por fumarem maconha durante um passeio a Pouso Alto.   Primeiro ele apresenta o fato; em seguida, faz uma bela ironia para então expor seu pensamento.

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“A FAMÍLIA EDUCA  A ESCOLA ENSINA E A IGREJA CONFIRMA E MANTÉM”

Armando de Oliveira Neto

No dia de Natal,  o Brasil foi presenteado com a notícia que pode caracterizar o pensamento de uma parcela significativa, e em crescimento, da população brasileira.
 

O jornal “O Estado de São Paulo, no Caderno Vida, Página  A 14, em reportagem com o título “Alunos são expulsos por fumar maconha”, em resumo, noticia que a Escola Britânica expulsou de um passeio à cidade de Pouso Alto, sul de Minas Gerais, três jovens de 16 anos, por fumarem maconha.  Os professores  mandaram de taxi os jovens de volta para o Rio.
 Na mesma reportagem, o jornalista Felipe Oda apresentou as considerações de:
1. um dos pais, que não se identificou: “meu filho foi tratado como um criminoso. Ele não é e não vou admitir que façam isso com ele”.
2. de um advogado criminalista, Sr. Nélio Machado: “A escola desrespeitou a dignidade dos alunos. Foi uma afronta aos direitos fundamentais dos menores. Os algozes (professores e diretor) foram insensíveis, desumanos, arbitrários e vão pagar por isso”.
3. uma educadora da Faculdade de Educação da USP, Sra. Silvia Colelo: “a postura da escola representa “o fracasso do diálogo”. A escola é um espaço de formação. Tem de se comprometer em educar os alunos também sobre valores, saúde e prevenção de drogas. É um espaço de preparação para a vida”.
4. outra educadora da PUC-SP, Sra. Madalena Peixoto: “repressão não serve de exemplo nem educa os alunos”.

 A seguir minhas reflexões sobre o tema: os quatro personagens, pai, advogado e educadoras,  deveriam ser condecorados, pela sociedade, enaltecidos e que deveriam servir de exemplo de como apoiar nossos pobres jovens oprimidos por professores carrascos.
 Assim essa situação poderia ser usada como modelo magnífico para ser seguidos por todos os pais de jovens nessa idade tão perigosa… e que assim seja!!!

 Mas preciso confessar minhas segundas intenções nas conclusões acima postuladas: é que sou psiquiatra e preciso ganhar a vida, dinheiro, dim-dim, para pagar minhas contas, principalmente os impostos que são tão bem aplicados em nosso país.
 

Esses pai, advogado e educadoras, com suas considerações tão bem fundamentadas, terão como  resultado lógico o apoio irrestrito e inconsequente ao uso de drogas, o que aumentará o potencial de uma população de jovens a usar e abusar, podendo-se tornar futuros drogaditos, portanto potenciais pacientes, de preferência em meu consultório, com resultado direto em minha conta bancária.
 O fomento às drogas poderá ser o resultado da maneira “moderna” de se encarar esse problema.
 A eles minha eterna gratidão financeira!!!

 Bem, sarcasmo a parte, aproveito para externar algumas opiniões a respeito de tão polêmico tema:

1. Quanto à paternagem: informo a estes pais que a função de educar é de original competência e responsabilidade da família, dos pais, e não de outras instituições. L. Althusser, em “Os aparelhos ideológicos de Estado”, escreveu que a Família educa, a Escola ensina e a Igreja confirma e mantém.  Pagar matrícula de R$ 20 mil e mensalidade de R$ 3,5 mil pode ser necessário mas absolutamente insuficiente para o exercício de uma paternagem que ensina RESPONSABILIDADE E CONSEQÜÊNCIA.
Na escalada – se é que esse termo seria apropriado – das espécies, quanto mais nos distanciamos da base, os comportamentos diminuem em suas raízes genéticas e adotam a modelagem comportamental, dado pelas relações sociais, fato ricamente documentado  pela Etologia (Lorenz, Bally e outros) e apresentada pelos estudos do Desenvolvimento dos Papéis (Moreno, Bermudez e outros).
O ensino do que é “certo/errado”, “justo/injusto”, “divino/profano”, enfim do “bem/mal” é dado pelo exemplo, o que nossa geração não está conseguindo fazer, como pode ser observado no dia a dia. Parafraseando o filósofo Mário Cortela (PUC-SP), não conheço nenhuma outra civilização tão desprovida de compromisso com a moral, aqui entendida dentro da concepção psiquiátrica de Sentimentos Morais, como a nossa – essa aí que está no poder, quer da política quer das universidades ou mesmo as famílias, tema deste escrito.

A ausência do pai-modelo está dando origem a uma geração de crianças, hoje jovens, amanhã adultos, na construção de enredos sem a noção de “mocinho/bandido”. Aproveitando, um recado aos ingênuos (respeitando-se a etimologia deste vocábulo): brincar com armas não vai produzir adultos violentos, mas sim os enredos das brincadeiras. Quando criança ao entrar nas tardes de domingo no clube, para assistir seriados, identificava o mocinho e o bandido pelos trajes (chapéu branco ou chapéu preto) mas principalmente pelo comportamento ilibado ou não.
É esse modelo pernicioso que pude constatar nesses pais menores e que me deixa preocupado e desesperançoso quanto ao nosso futuro.

2. Quanto ao advogado: entendo perfeitamente que essa maneira de se interpretar nossa legislação tenha como objetivo defender, com unhas e dentes, não só o seu cliente mas principalmente uma clientela futura e as consequentes incrementações em conta bancária e, com suas observações, certamente angariará simpatia, e adesão, de outros pais em circunstâncias semelhantes.
Dúvida: será que as mudanças em nossa legislação não estão, camufladas pelo ar de seriedade, exatamente a serviço do aumento da clientela dos advogados?  Lembrar que outras profissões, como a Psiquiatria por exemplo, também mudou conceitos a serviço desse mesmo oportunismo econômico.

O apoio à dignidade dos jovens que teriam usado maconha em excursão familiar parece-me muito próxima daquela dignidade de um assassino (de um chefe de família, ou de um funcionário de segurança de banco) ou de um traficante, o enaltecido direito civil do criminoso, ou de um jovem que, em racha, atropela e mata outro em túnel que deveria estar bloqueado.

Por falar em traficante,  a atual legislação traz à lembrança uma fala do Dr. Ângelo Gaiarça, conhecido e polêmico psiquiatra recém-falecido: a moral atual,e incluo a legislação, ocidental, burguesa, capitalista, de origem judaico-cristão, é basicamente hipócrita e mentirosa.
Entendo que o traficante existe pela simples existência do usuário.

Os acontecimentos policialescos da tomada de favelas nos morros do Rio de Janeiro, pela polícia e forças armadas, é consequência direta do consumo das drogas pelos “meninos do Rio” e “garotas de Ipanema” e seus pais coniventes e coniventes.
Mas o álcool, que traz malefícios físicos, psicológicos, sociais e familiares de peso incalculável, é legal em toda sua cadeia de produção e consumo, sendo que o motivo desta distinção, não se configurando objeto deste escrito, poderá ser desenvolvido em outra oportunidade.

Senhor advogado, é meu direito brandar que considero tanto o traficante como o usuário, no caso em tela, possivelmente os jovens em questão, criminosos, sim senhor!!!

A não ser que ocorra a liberação das drogas, o que não deverá acontecer pelos graves problemas econômicos decorrentes: como viveriam todos aqueles que tiram o seu ganha-pão da cadeia produção, distribuição e consumo??? – ou seja, o traficante, ou o “aviãozinho”, que leva dinheiro para casa (antes era o menino das laranjas, como dito na canção), ou o policial que “não vê o que acontece”, ou o advogado que os representa na luta da dignidade ameaçada, ou os médicos que tratam as consequências físicas e psiquiátricas, ou… –

Considero uma situação sem saída enquanto perdurar essa estrutura jurídica com seus paradigmas obscenamente contraditórios.

3. Quanto à  Educação: considero o termo Educação impróprio optando pelo Ensino pelo singelo motivo que educação é de responsabilidade da família.
Ao Ensino cabe ensinar… é minha opinião.

Em casa,  deve-se aprender o que é certo/ errado, e suas variáveis já citadas, o que é/era exemplificado no dito popular: “educação vem do berço”. Nesse sentido, cabe aos professores cobrarem dos alunos um mínimo de educação, condição básica para uma convivência social.

Sou de uma outra época: fui levado à diretoria de minha escola quando necessário (aprontava) literalmente pendurado pela orelha, ou tomava umas reguadas, de madeira e imensamente larga, em outras circunstâncias e, quando meus pais ficavam sabendo, quando chegava em casa, o que tinha feito “a porca torcia o rabo”…
Isso me fez mal, deixou-me traumatizado, sofrendo, marcado para o resto de minha vida, sendo motivo de análise por décadas…???  Não.  E ensinou-me os limites do outro, o respeito e a obediência às regras de convívio social.

Como estudioso da Etologia (Estudo Comparado do Comportamento Animal) sabe-se que qualquer desrespeito às regras hierárquicas, essencial à sobrevivência de uma determinada espécie, pode custar caro ao desobediente e mesmo ao grupo, podendo culminar com sua expulsão definitiva, o que poria em risco a vida do incauto. Isso acontece com elefantes, lobos, leões… e humanos.

Mas os professores perderam esses norteamentos.

Notei quando começaram a ser chamados de “tios ou tias”: era o início da horizontalização da relação professor-aluno. A perda da mais elementar regra social: o de classes diferenciadas, com seus respectivos direitos e deveres, citado na expressão “manda quem pode e obedece quem tem juízo”.
E não estou me reportando aos tempos de “Oliver Twist”.

Infelizmente o resultado dessa transformação pode ser exemplificado em cena que já pertence ao anedotário acadêmico: o argumento de um jovem estudante numa certa escola particular de São Paulo contra a repreensão do professor é que “o pai é que pagava o salário dele” e, pasmem, a “tese” foi aceita pela diretoria, certamente pelo mesmo motivo… e aí foi tudo pro brejo!!!

Concluindo: que professor ensine e COBRE, sem medo de ser feliz.

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*Armando de Oliveira Neto
Médico Psiquiatra
Aposentado do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica
Do Hospital do Servidor Público Estadual
Médico Assistente do Hospital Infantil Cândido Fontoura
Professor/Supervisor pela Federação Brasileira de Psicodrama

Cordel Desanca Big Brother

 Antonio Barreto,  cordelista baiano,  mostra que de bobo não tem nada e também desce o pau no Big Brother, no Bial e “nos Global”.

Tentei achar  áudio ou vídeo do texto, mas não consegui. 

Suponho que tudo o que ele diga seja verdadeiro, porque, nem que eu me force, consigo assistir. O máximo que agüentei foi engolir cinco minutos finais de BBB para não perder o começo do último capítulo do Bem Amado, conforme já escrevi http://bocanotrombone.ig.com.br/2011/01/22/duvida-atroz/

 Lá vai o texto.

BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL

Autor: Antonio Barreto

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

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Olha, o homem do Cordel  taxou os telespectadores de Big Brother de Animal.  Seu eu tivesse entre eles, pensaria muito antes de ligar a televisão para assistir ao  BBB – repetindo: Babaquice Bem Babaca

BBB – Manda Todo Mundo Embora Logo!!!

Na Home do Uol,  uma enquete:  BBB 11- Diogo x Maurício: quem deve ser eliminado???

Me faz lembrar piadinha.  

Antigo presidente do Brasil estava no seu avião acompanhado de dois ministros.  Conta para eles que havia encontrado uma nota de 100 reais e que iria jogar sobre a cidade quando o avião estivesse perto do aeroporto e assim faria a felicidade de um brasileiro.  Um dos ministros argumenta que ele deveria jogar duas notas de 50 para deixar dois brasileiros alegres.  O outro sugere que seria mais democrático jogar 10 notas de dez e dar alegria para 10 brasileiros.

O presidente se levanta e vai perguntar ao piloto.  O Piloto é taxativo:

– Se o senhor atirar os dois ministros pela  janela, vai fazer a alegria de 190 milhões de brasileiros!!!

Ao ler a notícia do BBB, por conta da piadinha, pensei: se mandasse todo mundo embora, acabasse o programa de uma vez e promovesse a volta dos seriados/teleteatros, a Globo faria a alegria  de milhões de brasileiros.  Acontece que, desgraçadamente, também há milhões de brasileiros que ficam felizes assistindo BBB – (babaquice bem babaca- minha leitura da abreviação).

Triste, muito triste, digno de pena!!!

Comportamento de Adulto – o Mínimo que se Espera do Novo Congresso

Novo congresso toma Posse no começo de fevereiro (embora 1/3 dos senadores continuem).

Bem que podia aparecer, se é que existe, algum depudado ou senador minimamente preocupado com a opinião pública e lutar por algo muito simpes: obrigação de todos nas duas casas terem  comportamento minimamente adequado desde o instante que pisam o prédio da Câmara/Senado, até colocarem os pés (se bem que todos andem de carro) na calçada no fim do expediente.  Pés na calçada mesmo, já que os carros não são de suas propriedades (embora, tampouco sejam de suas propriedades os apartamentos funcionais). Desde que voltem para casa, ainda que apartamentos funcionais.

Para se atingir esse tal decoro parlamentar ou – posto de outra forma – ter comportament minimamente compatível, algumas medidas precisam ser tomadas.

1) Sessões iniciam-se no horário marcado.  Todos os congressistas precisam estar presentes.

2) Presentes e sentadinhos em suas cadeiras; e,   e em silêncio, ouvindo o que o colega que está ao microfone diz.  Sentadinhos, como se fala pra criança, quer dizer sentadinho mesmo.  Nada daquela aglomerado de gente pelos corredores, nada  de duplinhas passeando aos papos.  Muitos deles, apesar de sentadinhos, falam ao celular.  Nada disso.    Tem que se sentar e prestar atenção ou fingir que presta atenção!!!

3) O cumprimento do ítem acima já pressupões plenário cheio; nada daquele mar sem fim de cadeiras vazias.  A desculpa de que estão em reuniões é furada.  Que reunião são essas que não terminam nunca???  Reuniões de comissões??? Que essas reuniões sejam feitas com os aspones, digo, assessores dos congressistas.  Já que deputado e senador têm que estar é nas sessões.  Reuniões  de comissões com congressistas que sejam feitas em outros horários, dos três dias de trabalho semanais; horários em que não haja sessões.

Cadeiras vazias, deputados/senadores pelo plenário, deputados sentado batendo papo ao ceuluar – tudo isso é um desrespeito ao seu voto.

Ao meu não porque só votei para presidente; o resto tudo, digitei todos os zeros que a urna eletrônica permitia e confirmei.  Não por julgar que ninguém seja digno do meu voto.  Longe de mim tamanha arrogância. Tampouco sou pela dissolução do Congresso/ditadura. “Mais tampouco” ainda posso endossar esse RECREIO SEM FIM, conforme já escrevi. Quem quiser ler, embora repita um pouco esse todo http://bocanotrombone.ig.com.br/2007/10/22/recreio-sem-fim/

Se eu perceber um mínimo de disciplina (ia escrever seriedade, mas o termo é disciplina mesmo),  posso mudar meu voto nas próximas eleições.  Posto de outra forma,  SE OS CONGRESSISTAS SE COMPORTAREM DIREITINHO…

Janeiro em São Paulo

Espero que você, que ficou em São Paulo,  já tenha se dado conta do privilegiado que é.

Excetuando-se  tempestadades que, de resto, estão por toda parete, a fuidez do trânsito torna a cidade habitável, pelo menos nesse  1/12 do ano que estamos atravessando.

Ao contrário dos outros meses, vive-se uma meta-tranquilidade: seu  carro desenvolve  velocidade compatível com esse meio de transporte e, você escuta no rádio que, até seu destino, o caminho está ótimo. De Fevereiro até às vésperas de Natal, é meta-inferno: você está preso em congestionamento; no rádio do carro, descobre que esse caos permanece até bem depois do seu destino.

Alguns dias atrás, às 21:30 horas, saí de Higienópolis. Parei em um super-mercado gigantesco, onde se perde muito tempo para comprar pouco.  Chego ao cinema e a sessão das 22,10 nem tinha começado.

Não troco São Paulo em janeiro por nada; digo, por outro lugar. Não troco por nada abrageria uma temporada com Gisele.

Maracanã Maior do que Nova York

Emissora de rádio informou ontem  que serão vendidos, como souvenirs,  cinco mil pequenas pedras  retiradas durante a demolição das arquibancadas do Maracanã.  Na Internet vejo que a iniciativa é da Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer do Rio de Janeiro e que o preço é simbólico.  Ainda considerando que se trata de órgão oficial e que há um número definido de pedras, fica difícil não se lembrar de frase/teoria de historiador famoso.  Dizia ele: se juntassem todos os pedacinhos de madeira que teriam sido  da Cruz de Cristo, daria para se construir uma frota inteira de navios.  Adaptando:  Se juntarem todas as pedrinhas de concretos que devem ser  vendidas como se tivessem feito parte do Maracanã, dará  para  construir uma cidade maior do que Nova York.