No Teatrokê, Público Realiza Façanhas Espetaculares

No Karaokê,  candidato a cantor tem direito a luxuoso e bem cuidado acompanhamento musical. 

No Teatrokê – (toda Terça-feira no Teatro Folha – ver ficha técnica abaixo)  qualquer espectador da platéia, que queira participar de uma cena,  também conta com  figurino, direção, atores profissionais para contracenar  e …  o pulo do gato:  ponto eletrônico.  Assim, é fácil tornar-se ator por alguns minutos.  Ninguém  se decepciona ou faz papel feio.  Ao contrário, todos os “estreantes” surpeendem muito positivamente.

Corte.

E, mais, há um quadro fabuloso.  Verdadeira magia. 

Alguém da platéia recebe uma calculadora digital gigante e um capacete.  Outro espectador é  convidado a subir ao palco.  Tudo aleatório, absolutamente nada combinado.   A platéia vai passando contas razoavelmente complexas, como multiplicações de duas parcelas de três algariasmos cada, para quem está com a máquina.  Ontem, fui eu   quem subiu ao palco para fazer as contas de cabeça.  Conto no final.

Corte

 Um espectador após o outro se transformam em verdadeiros atores capazes de proporcionar bons momentos de riso.  Com figurinos adequados, contracenando com  profissionais, todos que sobem ao palco, repetindo o que o ponto lhes dita, desempeham  com competência  a missão. 

É hilário o dialógo do Garotão (ator da platéia)  que vai pela primeira vez à casa da namorada.  Conversando com o pai da moça, jamais futuro sogro, deixa claro suas intenções- quer dizer, intenção: comer a filha dele.  Apenas isso, mas, como deixa bem claro: comer diversas vezes.

Entre outras esquetes,  jovem da platéia se transforma em Bruna Surfistinha dando entrevista na Televisão e um rapaz vive personagem Chicó do Auto da Compadecida,  de Ariano Suassuna.  Tudo muito divertido.

Corte – Para contas de cabeça de arrepiar.

Conheço o Diretor da peça  Ricardo Karman dos saraus mensais  que comanda há um ano na deliciosa Taberna de acústica perfeita ( toda última 4.feira do mês, a partir das 20,30 hs) vizinha ao Teatro do Centro da Terra, no Sumaré.  Pois bem, no comecinho de janeiro, salvo engano, assim que li sobre o Teatrokê, comprei  ingresso.  Meu plano era assistir ao espetáculo todo, escolher uma cena para participar.  Fiquei intrigado com a jovem da platéia  que fazia contas gigantescas de cabeça.  Decidi que também queria fazer aquilo para entender aquilo.

Ontem voltei lá.  Assim que pediram voluntário para a cena das contas, nem deixei o personagem “Padre Mneumônico Mário” terminar o convite, levantei o braço e fui escolhido.

 Fiz com perfeição – não errei um único algarismo sequer –  e, confesso, não entendi como.

A coisa funciona assim: quem está na platéia com a máquina de calcular recebe de outro espectador parcelas de números de três algarismos  para multiplicar. Realizada a conta na calculadora,  a espectadora com o capacete concentra-se no resultado, o mestre de cerimônia   pede a quem está no palco para também se concentrar no pensamento dela.  De maneira clara, eu que não tinha qualquer fone de ouvido, ia escutando uma voz masculina recitando o resultado de forma direta, não algarismo por algarismo, mas o número inteiro e de uma só vez.  Se eu não entendesse, a voz repetia. E eu dizia o número – também de uma só vez – ao microfone para a platéia.   Depois de realizar duas operações grandes, dois espectadores são chamados para ver se nas laterais ou no fundo do palco havia alguém dizendo os resultados.  Os “auditores”  não constataram “qualquer irrregularidade”.  Recebi mais duas contas de multiplicar de duas parcelas de três algarismos e o resultado ia sendo dito na minha cabeça de forma clara e inequívoca.   Repetindo, não errei um número/dígito sequer.

Ia publicar esse texto só no final de semana, mas já publico agora para quem quiser ir se programando e até comprando ingresso poder fazê-lo com tranquilidade.  Além disso, quem quiser participar, já pode ir afiando as garras.    Lembrando sempre que o quadro das contas fabulosas não requer  treinamento especial algum.

Fichas Técnicas – Teatrokê e Sarau:

TEATROKÊ –

Teatro Folha – Shopping Higienópolis – Avenida Higienópolis, 618, Informações (11) 3823-2323.  Às Terças-feiras, 21 hs – Temporada até a última 3. Feira de Julho de 2011. Preços de R$ 20,00 a R$ 30,00 (com direito à meia entrada)

Criação e Direção: Ricardo Karman
Assistente de Direção: Bernardo Galegale
Elenco Fixo: Gustavo Vaz, Mario de La Rosa, Vivian Bertocco, Xande Mello e Daniel Warren
Textos: Marcelo Rubens Paiva, Samir Yazbek Jô Bilac, Fabito Richter, Ricardo Karman, domínio público e autores convidados
Cenografia e Adereços: Otavio Donasci
Produção de Figurinos e Adereços: Bia Saraiva
Cenotécnicos: Antonio Lima Costa e William Souza
Projeto Gráfico: Amir Admoni e Keren Ora Karman
Produção e Realização: Kompanhia do Centro da Terra

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Sarau: Toda última quarta-feira do Mês, a partir das 20,30 hs – Ingresso Grátis – Sujeito à lotação do espaço – 40 lugares

 Rua Piracuama, 19, Sumaré
05017-040, São Paulo, SP, Brasil
Tel/Fax: +55 (11) 36751595
teatro@centrodaterra.com.br

1 pensou em “No Teatrokê, Público Realiza Façanhas Espetaculares

  1. Taí a dica do nosso mestre de cerimônia “Paulinho” e master matemático por natureza.Não vai faltar oportunidade para participar do Sarau e do Teatrokê da folha.

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