Sãopaulinos são Homicidas

Algum filósofo de botequim disse que jamais fizera amigos tomando leite.  Pois eu tenho conhecido muita gente legal nas padarias em que tomo café da manhã.  Café da manhã é exagero meu;  na verdade, café com leite e pão com manteiga. Uma dessas pessoas legais é o Max, advogado aposentado, homem de muito bom senso, com quem gosto de conversar para  observar e absorver  sua experiência de vida.   Hoje,  além de casos curiosos seus e  sempre bem vindos conselhos, em geral para eu esquentar menos a cabeça, uma ótima piadinha.

Lá vai:

Todo sãopaulino é homicida.  De dia, é homem; de noite é Cida.

Henrique Alves deveria Ressarcir o Valor do Fretamento do Avião

Queria ter escrito ontem a respeito do caso do presidente da Câmara, Henrique Alves,  que usou avião oficial para dar carona a parentes para Assistir ao Final da Copa das Confederações.  Mas houve problema na área de trabalho de alguns blogs aqui do Ig e não dava para postar coisa alguma.  Ainda bem que resolveu, fiquei com medo de perder meus textos.  Toda a comunidade jornalística e “frasística” lamentaria muito se meus escritos se perdessem para sempre no éter da internet (risos).

Pois bem, é mais do que óbvio que pagar R$ 9.700,00 à União, referente às passagens dos caronas, está completamente errado.   O que deveria ser pago, ressarcido à União, é o valor do fretamento de avião semelhante por esse percurso.  Segundo  cotação feita pela Folha de S. Paulo de hoje, esse custo é de R$ 158 mil.

Quebrando o galho do presidente Alves, o valor ressarcido, deveria ser de R$ 158 mil menos o valor de ida e volta de uma passagem em vôo de carreira, vôo comercial, referente à passagem de Alves.

De qualquer maneira, fica aquela velha sensação: os políticos fazem as deles; se pegarem (as deles), pegaram; se não pegarem é o tal ora veja…

Não é que eu esteja sempre dizendo que eu acertei, que já previa.  Mas, tão logo o novo congresso (com minúscula mesmo e deveria até ser com ç) tomou posse, escrevi que o mínimo que se esperava é que tivesse, ao menos, um comportamento formal decente.  Se quiser ler, clique

Agora, se você tiver forças, nervos e estômago, leia sobre nossos políticos, clique.  De qualquer forma, por mais forte que você seja, por mais nervos de aço que haja em seu cérebro,  leia aos poucos.  Boca no Trombone adverte:  o excesso de absurdo dos políticos pode ser causar danos irreparáveis.

Autoridades “Empoçadas” – Excelências em Férias…

Muitos são empossados em cargos; a maioria, entretanto, deveria ser empoçada em…

Nesse mesmo setor, alguém já notou que as férias dos ilustres membros dos poderes judiciário e legislativo se chamam recesso parlamentar e recesso do judiciário???

Juro que se eu conseguisse número significativo de pessoas   a favor de que ambos recessos fossem chamados simplesmente  de férias, faria  passeata para que se dessem os nomes certos às instituições.  A propósito,  eles têm férias, perdão excelências, recessos,  tão longos quanto nossas crianças do jardim, “prézinho,” e jovens ginasianos e colegiais.

Aliás, a passeata também deveria pedir férias de trinta dias para as excelências;

Aliás 2,  não são todos iguais perante à lei???

Depois não entendem o porquê do povo nas ruas…

Verba Pública Para Campanhas Políticas – E a Privada???

Tão logo foi anunciado que a Copa de 2014 seria no Brasil, escrevi texto  em que previa diz que diz e possibilidades de superfaturamento.

Não entendo muito de política,  mas conheço, como cidadão,  os políticos.

Pois bem, o que vai acontecer se for aprovado o financiamento público de Campanha???

Quem não tiver QI menor do que 74 pontos (“infra-dotado”) vai deduzir que será muito bem recebida  a novidade do  financiamento público, mas que político algum vai abrir mão  do tradicional apoio financeiro desinteressado  das elites e grandes empresas.

Agora quem acredita em cegonha e Coelhinho da Páscoa….

Sobre minha previsão a respeito das obras da Copa, clique

Ponto e Vírgula

Para Alba Carvalho e Nilton Bustamante, queridos amigos.

Eu achava que não sabia usar vírgulas.  Aí o poeta Nilton Bustamante, querido amigo do Caiubi,  me apresentou para alguém é disse:

– Esse é o Paulinho das Frases, o homem que  coloca vírgulas com mais precisão que eu conheço.

Pois até aquele momento, tinha até uma frase para a insegurança que as vírgulas me causavam.

Lá vai:

– E as vírgulas, o que faço com elas???

Sai ganhando; já que   a desnecessária  insegurança “inspirou”  frase nova.

Algum tempo depois,  descobri que a coisa da vírgula é mais ou menos como a Música do Tim Maia:

– Vale tudo; só não vale separar sujeito de verbo e complementos nominais (substantivo de adjetivo, por exemplo; além de verbo e objeto).

Agora há pouco, escrevendo email para um amigo, sujeito meio temperamental, que anda bem sumido,   usei até um ponto e vírgula  e achei que ficou muito bem empregado.

Digo que estou à disposição para retomar troca de emails com ele, entretanto,  faço ressalva:

“Mas emails legais, sem cobranças; minha vida já tá muito estressante com a doença do meu pai e o inferno ….” (e digo para o amigo  o outro assunto que não vou repetir agora, para não me dar eventuais problemas extras e mais estresse ainda.)

Repetindo, acho que usei com perfeição o ponto e vírgula.

Ponto e vírgula, como todos  aprendemos, serve para pausas mais longas que uma vírgula e mais curtas do que o ponto.

Para você conhecer mais, peguei no Google a explicação de Sabrina Vilarinho, graduada em Letras.  Colo abaixo o que explica Vilarinho e ao final, deixo frase excelente da Amiga Alba Carvalho.  Mas não vale pular logo para a frase da Alba;  tem que aprender,  na verdade recapitular,   primeiro o ponto e vírgula.

“O ponto e vírgula não tem função nem de ponto final e nem de vírgula, mas é um intermediário entre eles. Ou seja, não há pausa total, nem breve, mas uma moderação entre as duas.

É usado:

Para separar itens em uma enumeração (comuns em leis):

Art. 1º A locação de imóvel urbano regula-se pelo disposto nesta Lei.
Parágrafo único. Continuam regulados pelo Código Civil e pelas leis especiais:
a) as locações:
1. de imóveis de propriedade da União, dos Estados dos Municípios, de suas autarquias e fundações públicas;
2. de vagas autônomas de garagem ou de espaços para estacionamento de veículos;
3. de espaços destinados à publicidade.

Observação minha.  Acima é o uso burocrático da coisa. Aliás, em termos de burocracia; o ponto e vírgula também é usado para separar os ítens de um considerando. Volto para explicação da Vilarinho que nos presenteia com belo trecho de Rubem Braga.

Para apartar orações coordenadas muito extensas ou que já possuam vírgula:

“Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida; sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer coisa boa.” (Rubem Braga)

Pode vir ainda substituindo a vírgula, a fim de se ter uma pausa um pouco mais longa. Isso acontece antes das conjunções adversativas (contudo, mas, porém, entretanto, todavia):

1. Quero sair mais com você; pois um casal precisa ter boas amizades.
2. Amanhã é dia de prova; porém não comecei a estudar ainda.

Talvez não seja fácil, sobretudo os dois exemplos exatamente acima,  mas também ninguém será tachado de nada ruim, caso se engane na colocação de um ponto e vírgula; a não ser, é claro, se, não satisfeito em separar com vírgula sujeito de verbo, verbo de objeto e complementos nominais, ainda se dê ao “desrequinte” de usar o ponto e vírgula.

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Muita teoria que você já leu, mais do que merece a perspicaz frase da minha Amiga Alba Carvalho.  Como se vê,  uma jornalista  que sabe das coisas.

“Sou uma mulher que usa o ponto e vírgula.” Alba Carvalho

E eu também tenho outra frase, que, pelo jeito não faz sentido,  já que suponho usar com certa propriedade o Ponto e vírgula.  Não me lembro a redação exata, mas é próximo disso:

“Ponto e vírgula???  Isso existe mesmo???

Microcontosfraseskai

No fabuloso Sarau do Centro da Terra*, toda última quarta-feira do mês, o poeta, diretor de teatro  Ricardo karman, que concebeu o sarau, ontem,  ao ouvir uns microcontos e frases minhas,  sugeriu que eu tentasse fazer Haikais.  Eu disse que já havia lido alguma coisa a respeito, mas que a estrutura é meio rígida e difícil de ser observada.

Pois bem, na insônia nossa de cada noite, comecei a pensar idéias/frases/versos que jamais poderiam ser Haikais (para rimar).  Entretanto, como brasileiro adapta tudo, talvez eu esteja inventando uma forma de microconto/frase   – enfiados em três (ou até duas) linhas que se poderia batizar microcontofraesskai.

Lá vai um dos microcontofraesskai.  causado  pela insônia  da última madrugada:

Picanha toda manhã e

não sobra

uma artéria sã.

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* Quiser ler texto  com menção rápida ao Sarau Noites Na Taverna, clique

Quiser conhecer um pouco sobre Haikai, clique

Uma Simples Vaga ou Uma Deusa Na Sua Cama???

Fico mais de uma hora no trânsito para percorrer cerca de seis quilômetros.  Aí, em frente, bem em frente mesmo ao ao lugar que eu vou, uma bela e espaçosa  vaga,  sem zona azul, sem placa de proibido; ali, ao meu dispor, sem mais motorista algum a fim dela.

Estaciono e me lembro de piada.  Piada antiga, já contada aqui.  A piada é tão antiga que um milhão de dólares naquele tempo era um fortuna e a Sophia Loren, um mulherão.

Carlo Ponti, marido de Sophia Loren, estava quebrado.  Os dois decidiram que o único jeito era ela se dispor a passar uma noite com quem pagasse um milhão de dólares.

Aparece um japonês, paga tudo em dinheiro vivo e vão os dois para a melhor suíte do melhor hotel da cidade, no último andar.

O Japonês tira a gravata e joga pela janela,  tira o paletó e joga pela janela, tira a calça e joga pela janela.

Sophia Loren:

– Japonês, você ficou louco  para jogar toda sua roupa pela janela???

Firme, ele responde:

– Japonês pagar um milhão de dólares, agora japonês fica aqui até morrer.

Pois eu pensei quase o mesmo:

– Agora que estacionei, vou ficar aqui pela Vila Mariana até Morrer…

Como a vida piorou.  Antes, o cara não queria mais sair do lado, de cima, de dentro (ops) de uma Deusa do Cinema; hoje é o trânsito que consome a energia da gente. Como diria Rita Lee, antigamente tudo era bem mais chique.  Por esse chique,   entenda-se tudo era muiiito melhor.

Mais um pouquinho e lá tô eu a enfrentar mais  congestionamento…