No túnel Ayrton Senna, eu também vou a 250/300 por hora. 250/300 metros por hora!!!
Engraçado, né???? Engraçado para ler, só para ler!!!
No túnel Ayrton Senna, eu também vou a 250/300 por hora. 250/300 metros por hora!!!
Engraçado, né???? Engraçado para ler, só para ler!!!
Hoje, mais uma vez, as ruas de Higienópolis foram tomadas por perua de som barulhenta e imenso caminhão. Era a “12ª Edição da Grande Arrecadação de agasalhos na Região de Higienópolis”, conforme anunciava folheto, promovida pela comunidade judaíca e Federação Israelita.
Como o tom da manifestação era exatamente o mesmo que descrevi o ano passado, inclusive com as mesmas piadas do jovem sem graça que empunhava o megafone na rua Conselheiro Brotero, copio e colo o texto que publiquei aqui.
Corrigindo, houve uma certa inovação. Ano passado, o rapaz do megafone pediu que jogassem o casaquinho que os moradores do bairro haviam usado para esquiar na neve, esse ano, outro jovem, de igual talento para humor, já pediu a jaqueta Lacoste. Muito engraçado e criativo!!!
Estava escrevendo e chegou um jovem com pinta de segurança e perguntou o que fazia. Disse que eu era jornalista e estava anotando. Ele disse que deixava. Irônico, agradeci. Jovem generoso, permitiu que eu anotasse. Só rindo…
Lá vai o texto que publiquei ano passado. Como já disse, a coisa foi muito parecida.
Ano passado, recebi alguns poucos comentários agressivos. Respondi e disse que continuava aberto à discussão. Ninguém quis continuar. Dessa maneira, peço, quem fizer comentário agressivo, que esteja disposto a continuar a discussão.
Abaixo, o texto do Ano passado, para o qual dei o mesmo título deste Post. Ano passado, era capítulo 1, esse ano é 2. Agora vai:
Como se não bastassem a poluição sonora durante a semana, o homem da pamonha, agora inventaram mais uma para infernizar também o domingo, dia em que deveriam dar sossego à população. Uma entidade de nome Unibes, União Brasileira Israelita do Bem Estar Social, usando caminhão, carro de som em alto volume, invadiu no meio da manhã de hoje (era 19/6/2011) as ruas próximas à Alameda Barros, em Higienópolis. O objetivo era arrecadar agasalhos.
Para tanto, valia tudo.
Leia Alguns dos gritos de guerra.
– Enquanto não doar a gente não vai embora (leia-se: não vamos parar de incomodar)
– Joga aquela jaquetinha de couro que você ganhou do namorado mala.
– Eu não tô vendo ninguém do Edifício X Doar Nada.
– Joga, joga, mira na cabeça de alguém e joga
– Manda aquela roupa que você não usa quando vai para a Europa.
Imagine que toda essa baboseira e agressividade eram gritadas em tom, ora de ironia, ora de tênue ameaça, por um sujeito sem a mínima graça e de uma arrogância atroz.
Quando ele tomava fôlego, uma menina que vinha a pé com o megafone levava a coisa no mesmo tom. Quando não era um nem outro, uma música infernizava e até mesmo uma sirente era acionada.
Perguntas:
Barulho, falta de respeito e piadinha sem graça, infelizmente, não provocam qualquer reação.
Agora, o que incomodava mesmo era a mensagem subliminar; hiper cristalina na manifestação:
– Vocês, brasileiros/paulistanos, não são capazes de fornecer agasalhos para seus semelhantes. É necessários que nós, israelitas, aqueçamos os pobres de vocês.
É demais, não é mesmo???
++++++
Foi demais ano passado e continua sendo demais…
Meu pai na UTI e eu ouvindo batatadas. Sorte é que na cozinha e nas palavras/frases sou meio Lavoiseir: não perco nada, crio um pouco e transformo absurdos em piadas (frases) e diversas comidas de dias anteriores em comidas melhores ainda.
Ouça o que me enfiaram tímpano a dentro, na UTI, outro dia:
– Eles deixam essas luzes bem fortes, fica todo mundo conversando para os doentes se sentirem com se estivessem vivos.
Eu expliquei o óbvio:
– Mas eles estão vivos!!!
Acho que a pessoa, mesmo depois da minha sofisticada explicação, nem percebeu a asneira que sapecou; sem contar que havia matado meu pai por conta própria.
Mas sou Lavoiser ou, tal qual a Natureza para Lavoisier, fiz frase para esse momento solene:
Lá vai:
Dá para se lembrar do Ari Barroso transmitindo futebol pela rádio. O jogador perna de pau tentava inventar e o Ari lascava:
– Jogar pra frente já é difícil e esse cara vai dar de trivela…
É o caso tipico dessa pessoa, mal sabe o bê-a-bá do português corrente e já quer alçar vôos de Guimarães Rosa.
A esse respeito, pelo menos mais uma frase boa minha. Aliás, essa frase, apesar de não ser muito místico, acho que fiz assim: eu estava quieto, pensando, apareceu o Nélson Rodrigues, e disse a frase no meu ouvido e ainda me instruiu como proceder:
– Vai Paulinho das Frases, chuta e diz que é sua.
Lá vai a minha frase (quiçá do Nélson Rodrigues) que define bem o caso dessa pessoa minha conhecida:
– A burrice dos burros fica estatelada quando eles querem ser inteligentes!!!
Há uma de domínio público que se aplica bem ao caso:
– A natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice!!!
A pessoa autora da batatada vai ficar se achando: afinal, são muitas frases e concepções a seu respeito. Será que ela merece???
Já foi dito, certamente por mulheres, que homens que compram carros muito grandes é para compensar o pinto muito pequeno que a natureza lhes deu.
Tenho visto alguns utilitários tão grandes, mas tão grandes, que me permitem supor que seus motoristas, sequer, tenham pinto.
Hoje, na padaria próxima de casa, com quatro generosíssimas vagas, sujeito, com perua gigantesca, paraou bem no meio do estacionamento, ocupando duas vagas.
Além de sem pinto, sem educação!!! Pobre Diabo!!!
Entre dois turnos na UTI (o segundo acabou meia-noite), acompanhando a relativamente satisfatória recuperação do meu pai, missa de sétimo dia de grande amigo dele, desde os tempos de faculdade.
Chego no horário marcado. O padre, 40 minutos atrasado.
Depois a Igreja Católica não entende porque só faz perder fiéis…
Não é a primeira vez que isso acontece.
Leia sobre mais adversidades impostas aos que vão a missas. Clique aqui
Hoje o Massacre do Português bateu récorde na Globo, bem em A Grande Família, meu programa favorito. Em uma mesma seqüência, menos de um minuto, dois erros de português.
Paulão, personagem de Evandro Mesquita, pergunta em alto e bom som:
– Que bons ventos te trouxe???
Em seguida, Agostinho, vivido por Pedro Cardoso, diz para o mesmo Paulão e o cunhado, Lúcio Mauro Filho, também excelente autor de teatro:
– Entrem no carro e vá trabalhar.
Mas que talento de toda a equipe de produção e atores para massacrar o Português de forma tão impiedosa, dois golpes certeiros em tão pouco tempo. Parece Mike Tyson nos bons tempos.
Se quiser continuar aprendendo como não se fala o Português ou, então, como se fala o Português na Globo, clique aqui
Exatos 18 anos sem Senna.
Que eu me lembre na escultura do carro do Piloto na entrada do túnel do Ibirapuera, que leva seu nome, dava para ver parte ombros e cabeça do Ayrton que, inclusive, empunhava uma bandeira “desfraldada ao vento”. Sumiu a bandeira em pouco tempo. Hoje, salvo engano, também não havia mais a parte do corpo que se via quando a obra de arte foi inaugurada.
Talvez a figura do piloto dentro do cockpit só tenha existido mesmo na minha imaginação durante todo esse tempo. Espero que seja essa a explicação, coisa pouco provável. De qualquer forma, a bandeirinha do Brasil que ele tanto gostava de empunhar após suas vitórias deveria estar lá, ainda que fossem roubadas uma atrás da outra e, sempre, prontamente substituídas.
De novo: no Brasil, a falta de consciência profissional é tão grande que traficante cheira e puta goza. E agora, gândula (aquele -a- que fica ao lado do campo de futebol para repor a bola em jogo) quer influir no resultado).
Se quiser ver, clique aqui . Curioso e paradoxal é que, nesse caso, a gândula botafoguense estava apenas cumprindo sua função com eficiência. Eficiência, pouco suspeita, é verdade!!!
De quebra, assista ainda, no mesmo vídeo, a mais um showzinho do fabuloso Neymar ontem em cima do S. Paulo.
Seria exigir demais dos ecológicos que proibiram a distribuição de sacolinhas plásticas que apontassem alguma alternativa palusível para o consumidor???
Vale dizer, a lei poderia até proibir a distribuição da sacolinha plástica, mas a mesma lei, necessariamente, deveria obrigar o comerciante a distribuir, sem qualquer custo para o consumidor, sacolas de papel resistente, tantas quantas necessárias para cada cliente, capaz de suportar cinco a dez quilos de compras.
Certamente os ecológicos que proibiram a distribuição de sacolinhas plásticas não sabem que uma bela porcentagem dos domícilios das cidades médias e grandes brasileiras é ocupada por um úncio morador.
Ou seja, o sujeito sai para andar pelo bairro, por recomendação de seu médico, e, ao se aproximar de casa, lembra-se de que a diarista pediu óleo, cândida, sabão em pó, detergente, cera líquida e sapólio. Não fosse a incompetência ou burrice dos eco-burros, ele compraria o que fosse preciso e iria para casa feliz caminhando. Ainda que a nossa personagem dono(a) de casa fosse um malbarista que ganha a vida nos semáforos, é impossível andar cem metros equilibrando cândia, sabão em pó, óleo, detertente, cera líquida e sapólio.
Tenho duas cestas de feira no porta-malas do carro: uma para comida e outra para produto de limpeza. Ando léguas pelo meu bairro e pelos bairros da vizinhança. Não compro mais coisa alguma, quando estou a pé, por não ter como transportar. Resultado: os eco chatos/eco incompetentes me obrigam a usar o carro para comprar os tais sabão em pó, óleo, cãndida detergente, cera líquida e sapólio.s que a empregada pediu. Ou seja, esse gas carbônico, ou sei lá que poluente meu carro despeja na atemosfera, poderia ser evitado.
É o caso típico daquela teoria que repito sempre estar em vigência: a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice. Ou, então, os eco-burros e eco-incompetentes não são nem tão burros e/ou incompetentes e estariam apenas poupando os grandes atacadistas de fornecer alternativas para o consumidor???
Mesmo nessa segunda hipótese, há alternativa mais inteligente e até mais rentável para todos os mal intencionados. Tão logo se começou a meter o pau nas sacolinhas plásticas, escrevi texto apontando solução que permitiriam aos grandes comerciantes faturarem ainda mais um belo extra, às custas de patrocínio para as sacolas de papelão. Se quiser ler, clique aqui.
Inferno de incompetentes – travestidos de eco isso, eco aquilo!!!
O de sempre, de quase todas as quintas-feiras. Para não perder o começo de A Grande Família, sou obrigado a suportar o final da novela. E aí, com freqüência, ouço erro de português. Hoje, um cara chega ao bar, senta-se em uma cadeira, entrega uma sacola e diz para o outro:
– Tá aí os balangandans da madame.
Nada contra usar tá ao invés de está. Mas acontece que se diz; TÃO (na forma descontraída) aí os balangandans da madame. Descontração é uma coisa; falar errado, outra, completamente diferente!!!
Se quiser ler sobre os outros massacres do idioma na TV Globo, clique aqui