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Infame e Inverossímil

Recebi através de email piadinha preconceituosa.

Não bastasse a piadinha ser boba, ainda há um apelo “cívico educativo” e no final comentário típico dos que sofrem de complexo de Vira-lata*

Primeiro o apelo:

Todos deviamos ser como ele… chega de abusos… em nome da tolerancia!!!

O local, para dar, ou tentar dar, credibilidade ao fato:

Isso aconteceu na cidade inglesa de Manchester…

Um muçulmano devoto e barbudo entra num táxi.
Uma vez sentado, pede ao taxista para desligar o rádio, porque não quer ouvir música, como decretado na sua religião, e porque no tempo do profeta não havia música, especialmente música ocidental, que é música dos infiéis.

O motorista do táxi educadamente desliga o rádio, sai do carro dirige-se à porta do lado do cliente e abre-a.

O árabe pergunta:

– O que você está a fazer?

Resposta do taxista:

– No tempo do profeta não havia táxis, por isso saia e espere pelo próximo camelo”.

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Comentário final, típico dos que portam o Complexo de Vira-Lata
Classe é classe…..

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Por partes. Se o passageiro pega e vai pagar o taxi, ele tem todo o direito de querer ou não querer escutar o que o motorista vinha ouvindo.  Depois ainda falam que brasileiro é que não tem consciência profissional, que não leva o trabalho a sério.

Segundo, quem conhece inglês, e sabe da obsessão que eles têm por grana,  percebe logo não é verossímil.  Inglês abrir mão de dinheiro….

Se quiser conhecer um pouco  dos ingleses,  clique aqui – Se possível, leia também os comentários, a grande maioria concordando com o que está dito.

*Para Complexo de Vira-lata, clique

Tartaruga e Avião A Jato – Céu e Inferno

Ontem, por volta do meio dia, saí, de carro,  da Pedroso de Morais com Teodoro, em Pinheiros.  Às 13, 30 hs,  chegava à Rua  Conselheiro Brotero com Alameda Barros, Santa Cecília( distância percorrida: cerca de três, quatro quilômetros)*.  Precisava estar às 15 em Travessa da Lins de Vasconcelos.  Da Estação Marechal Deodoro à Esação Vila Mariana do Metrô, fazendo baldeação na Sé, demorei 20 minutos (distância percorrida, aproximados 15 quilômetros)*  Caminhei  trecho razoável de um quilômetro e pouco e cheguei com atraso civilizado.

*As duas distâncias mencionadas são simples chutes.

Acabou o Sossego, Começou o Festival de Mau Gosto

Acabou janeiro, acabou o trânsito paradisíaco em S. Paulo.  E tão grave quanto, esse ano o carnaval  cai no começo de fevereiro.  Ou seja, 2013 “vai começar” em 10 dias.

Entretanto, a gracinha sem graça (mau gosto mesmo) de jovens calouros(as) universitários(as) bonitos(as) pedindo dinheiro nos semáforos já tá à  toda.

Colo parte do que escrevi na mesma ocasião ano passado:

Não dá para acreditar que universitários do século 21 ainda achem engraçado/divertido colocar colegas calouros para ficar perambulando entre carros, ambulantes e mendigos em nome de uma brincadeira absolutamente extemporânea, inoportuna e de mau gosto.

Frase minha sobre o fato:

O que se pode esperar de um país cujos jovens universitários obrigam seus colegas calouros a disputar esmolas com mendigos nos semáforos?

Triste e sem a menor graça!!!

Talvez a explicação seja aquela muito usada aqui, de domínio público:  a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

Vale lembrar que, para marcar o final das aulas em 2012, a “galera das faculs” do Mackenzie interrompeu o trânsito na Maria Antônia em Pleno Horário de Pico pelo menos duas vezes.  Se quiser ler, clique 1 , clique2

Mais uma vez:  a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

Ora,  essa burrice se repete  há décadas;  e eu não  posso  reproduzir duas vezes o que diz  a sabedoria popular???

Perguntar não Ofende. E Ajuda a Esclarecer

E, então, boates e “baladas”, como a “galera” diz, passam a ser marcadas com rigidez quanto a aspectos de segurança, em conseqüência do incêndio  em Santa Maria, em que   morreram 237 pessoas. Ótima notícia, afinal ninguém quer  que se repitam novas tragédias.

Mas e os shoppings centers???

Arquitetos de shoppings  concebem verdadeiros labirintos,  talvez  orientados pelo marketing;  já que   o marketing, certamente,   tem estudos  segundo os quais  o consumidor perdido sempre acaba  descobrindo  e comprando novos produtos.

E assim,  imaginar para que lado fica a saída (saida  mesmo) em shoppings  é tarefa difícil até para  Amyr Klink, que partiu  da Namíbia na África, em um pequeno barco a remo, atravessou o Oceano Atlântico  e chegou em Salvador, Bahia.  Atingir  as tais  saídas em shoppings, então,  é coisa para navegadores da época do descobrimento munidos  dos GPS de hoje.

Essa dificuldade imensa os frequentadores de shoppings (não os viciados em shoppings) encontram no dia a dia.

Sem querer ser catastrófico,  o que pode acontecer em situações de emergências e pânico???

Não seria interessante que autoridades competentes abrissem bem o leque de abranência e só dessem alvarás de funcionamento para quem pode, de fato, funcionar sem oferecer riscos???

Será que frequentadores de todos os shoppings têm condições de chegar às saídas com consciência, calma e segurança em  qualquer eventualidade???

Eu não acredito!!!

Brincar Com as Palavras e Com Fogo Deu Nisso – “Kiss em Chamas”

Muitas palavras que caem na moda são absolutamente tontas.  Balada é uma delas; Facul, ao invés de Faculdade, outra; não faltam exemplos.

Não bastasse a falta de charme, sujeitos, metidos a literatos,  lascam  a pena e cometem barbaridades, ao tentarem  construir metáforas  ou outras  figuras de linguagens, ou seja lá o que for.

Para descrever o espetáculo da boate Kiss, palco da tragédia em que já morreram até agora 236 jovens, Elisandro Sphor, o proprietário, produziu  texto com título de KISS EM CHAMAS, publicado no blog (www.projetopantana.blogspot.com – blog não mais disponível).  Afirmando usarem fogos de artifício, o literato Elisandro sai com a seguinte pérola, conforme está na Folha de S. Paulo de Hoje:

“Calor e Suor muito acima da média.  Nós colocamos fogo na Kiss, mas quem incinerou mesmo foi o Sandrinho.  Quase queimou o cabelo duma(sic) galera na frente do palco”.

Começar a usar palavras com mais responsabilidade já pode ser um início.

TV Globo – Sofisticadas Produções e Português Massacrado 14-15

A adolescente Teodora da série Louco Por Elas   faz papel de menina-prodígio,  entretanto, também deu sua dose de contribuição para massacrar o idioama Português, como a Globo vem fazendo sistematicamente.  Lá pelas tantas, no último episódio,  diz com todas as letras devem ter, ao invés de deve ter.  Se ela que é prodígio comete errão desses, o  pai da Jovem,  o  sedutor Léo, não pode ficar atrás.  No mesmo dia,  ao invés de dizer que o pai dele  estava se revelando um avô horrível, fala que o pai está revelando um avô horrível.  Certamente, não tão horrível quanto o português falado no formidável seriado, apesar do massacre sistemático do idioma.

Como já escrevi aqui, é lógico que  não conheço tudo de português, mas quando a TV Globo tiver alguma dúvida, pode me consultar; eu pesquiso e resolvo.  Se quiser ler outros casos, clique

BBB 13 – Na Visão de Psiquiatra – Por Armando de Oliveira Neto*

Mais uma vez, o Boca e eu recorremos ao amigo, psiquiatra, Armando de Oliveira Neto, para tratar de assunto que exige especialista de sua área.  A saber:  Big Brother e audiência de Big Brother.

Armando já havia me mandado o texto.  Comentei algo por email e ele me mandou esse primeiro parágrafo para funcionar como abertura.

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O texto procura dar uma leitura de raio-X nessa questão,  pois entendo que ela é gravíssima,  ultrapassando qualquer leitura estética ou moral.
Não se trata de entender que o programa seja uma afronta à educação, aos bons modos, à moral ou uma aula de erotismo vulgar e de mau gosto.
É um silencioso solapar do que o ser humano pode ter de mais sagrado e intocável: o seu mundo privado.
Outras atividade assim chamadas de modernas, relacionadas à informatização, também cumprem esse papel de instrumento de poder de um Estado Global Econômico, abusador e repressor, no mínimo, para economia de palavras..  Ultrapassa as fronteiras do horário dedicado ao programa e estende-se para o futuro, deixando-nos, certamente, uma herança maldita.
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Caro Paulo, agradeço, mais uma vez, sua gentileza em disponibilizar o “Boca” para apresentar algumas reflexões, agora, referentes ao programa televisivo BBB 13.

O termo Big Brother deve ter sido originado a partir do romance de George Orwell, “1984”, guardando uma “pequena” grande diferença, se assim for, com o mesmo, demonstrando um profundo desconhecimento da literatura ou, na melhor das hipóteses, uma postura sarcástica… e de mau gosto.

Explicando-me: a essência do “1984” é a perda da privacidade do cidadão em nome de uma presença do Estado totalitário, representado pelo que seria o Presidente mundial, o Grande Irmão, e exercido pela vigilância diuturna de cada um.

Assim,  não haveria mais espaço para a intimidade, a privacidade e a solidão tão necessárias, pelo menos, para o indivíduo estar consigo mesmo.

Outros romances denunciaram esse tema, como “Admirável Mundo Novo”, “A Fuga de Ryan”, “Fahrenheit 453 com o mesmo questionamento: o direito inalienável à privacidade.

O programa BBB 13 entra em rota de colisão, em absurda contramão, com a proposta desses autores: a inexistência da privacidade.

Voyeurismo à parte, espero, possivelmente de forma ingênua, que o mínimo que um veículo de comunicação possa ter é um compromisso social/político/econômico para com a sociedade.

Desta forma o programa transforma-se, não em um meio de diversão, de entretenimento, mas sim em um instrumento do poder de Estado.
A diferença, em minha opinião, é que o Estado de hoje não é de natureza Política, mas sim Econômica: o Grande Irmão de hoje é o perverso sistema econômico/financeiro capitalista globalizado, matéria que poderá ser desenvolvida em outra oportunidade.

A banalização da sexualidade, do erotismo e do grotesco parece-me secundária, à semelhança do pane et circus, se confrontado com o “ensinamento” dado aos telespectadores: o esgarçamento dos valores individuais que se reportam à noção da diferenciação do que é meu e do que é do Estado.

É a contribuição do BBB 13 ao Brasil para a construção do nosso “1984”, aqui e agora.

Mas ele não está só, pois é acompanhado pelos Orkut, Facebook, telefones com GPS… da mesma forma e em nome de explicações e justificativas que considero ofensivas à minha mínima capacidade de pensar.
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Mesmo com explicação de psiquiatra, eu não consigo entender como prospera esse tipo de coisa.  Como tem tanta gente que desperdiça  tempo com esse nada absoluto.

Querendo ler mais esclarecedores artigos do Armando aqui no Boca, clique

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*Armando de Oliveira Neto
Médico Psiquiatra Aposentado do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica
Do Hospital do Servidor Público Estadual
Médico Assistente do Hospital Infantil Cândido Fontoura
Professor/Supervisor pela Federação Brasileira de Psicodrama

Lavar Banheiro ou Ir a Paris…

Aqueles monitores no Metrô, sem som, apenas com imagens e pequenos textos, distraem o passageiro e não incomodam quem quer que seja..

Hoje, entretanto,  havia batatada de  uma mulher, dessas do gênero Mulheres Ricas. Ela dizia algo como  ser elegante  – quer  lavando banheiro ou indo  a Paris.  Aliás, acho que é trecho do programa Mulheres Ricas.

Se o cidadão/telespectador quer(em) assistir a esse tipo de coisa na televisão,  prazer ou problema dele(s).

Agora,  impingir  filosofia desse quilate     para quem está no Metrô,  chega até a ser de muito mau gosto, estupidez.

Usando o vocabulário dessas MRs (mulheres ridículas, digo, Mulheres Ricas):

– Helloooo, Ninguém Merece!!!

Wap Virou Vassoura… Inferno!!!

Sexta-feira ou véspera de feriado é o inferno de sempre.   Domésticas e Faxineiros de prédios, cumprindo ordem dos pseudos bons síndicos e idem donas de casa, ficam horas “varrendo” quintais, pátios e calçadas com Wap – (aquela maquininha que tem acomplada esguicho de alta pressão).   Desperdiçam  água e, de quebra, fazem  barulho infernal.  Feriadão na sexta em S. Paulo, o martírio foi antecipado para hoje.

Quando, finalmente,  o funcionário do seu prédio termina a função, começa no vizinho da direita; em seguida, será no da esquerda.  E sua manhã  já virou caderneta de poupança de   estresse!!!

Pisos devem ser lavados com água, sabão e esfregão.  A tal maquininha com barulho  infernal deveria ser usada muito eventualmente.

Acho que é a tal da lei do menor esforço até para dar ordem!!!