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Facebook Precisa Criar Termo (Selo) Mais Adequado para Quem Quiser se Manifestar a Propósito de Falecimentos e de Infortúnios Anunciados

PUBLICADO POR VOLTA DAS 23 HORAS DO DIA 2 de Julho de 2014

Antigamente tudo era bem mais chique, já cantou Rita Lee.

Pessoas morriam; conhecidos, amigos e parentes que  não podiam  ir ao velório  mandavam telegramas e se solidarizavam com a família na Missa de Sétimo Dia.

Trânsito inviável, somado às longas distâncias  nas Cidades Grandes e, de certa forma, o Facebook mudaram isso.

Os familiares já vão tratando de avisar em seus facebooks da morte, informando horários de velório, enterro e até da missa de sétimo dia.

Parece que essa prática veio para ficar.

A maioria das pessoas não sabe escrever adequadamente, ainda mais  escrever nessas circunstâncias, sob  pressão.

Pois bem, dou aqui uma sugestão ao Facebook pela qual a Empresa pode  me recompensar condignamente. É coisa muito simples.

Talvez no princípio, o Facebook fosse usado apenas pelos colegas de Berkley do Mark  Zuckerberg, para tratar de atividades escolares,  programarem festas e noitadas no Campus ou por São Francisco.  Assim, as opções de curtir, compartilhar, comentar eram mais do que suficientes.

Mas, como se vê, o Facebook é usado até para anunciar morte e também algumas tragédias pessoais/sociais.  Portanto deveriam ser criadas  novas opções  com títulos semelhantes a Lamentar, Sentir Muito,  Solidarizar-se ou algumas outras alternativas   correlata mais coringas e mais abrangente, para momentos de infortúnios.

Até mesmo Símbolos, desenhos pertinentes.

Amiga minha comunicou a morte do pai.   Formal que sou, escrevi algo no comentário e, passado algum tempo, telefonei para ela para me solidarizar.   Entretanto, 91 optaram pela alternativa CURTIR!!!   Tenho certeza de que todos eles teriam escolhido outra palavra e não a coringa CURTIR que está muito mais para CURTIR UMA BOA, como é usada atualmente,  do que para curtir dor/perda/sofrimento.

Bastante Impróprio, não é mesmo????

Para coisas boas, o CURTIR resolve bem.  Entretanto, poderia haver selos específicos  para os amigos responderem/selarem   anúncios/comunicados  de: nascimento de filho, sobrinho, de casamento, aniversário, de viagem, de promoção no trabalho, de troca de emprego, de início de namoro (começou relacionamento sério com). Enfim, é só pensar um pouco nas inúmeras ocasiões boas que a vida nos apresenta.

Mark  Zuckerberg e Equipe.  Sendo adotada minha sugestão,  tenho imenso prazer em pedir para algum advogado amigo fornecer formalmente  à sua empresa o Número de minha conta bancária para que meus créditos sejam depositados e um contrato entre nós seja assinado.

Cafezinho com Gabriel

Repito sistematicamente apenas dois textos aqui no Trombone.

  • Às vésperas da Parada Gay, episódio de que tomei parte Dia da Consciência Negra, frase engraçada a respeito do tema.

Em Homenagem à Colômbia, nossa adversária nas quartas-de-final, ao mestre colombiano  de Teatro de  Improviso Gustavo Mirangel, ao John, jovem brilhante  professor de Espanhol e Gabriel Garcia Márquez, recentemente falecido.

Lá vai,  mais uma vez.  Sem falsa modéstia, é bem legal.

John era um garotão espanhol cabeludo, desses típicos cidadãos do mundo. Parece que o pai lhe dera esse nome exatamente para facilitar as coisas onde quer que ele resolvesse montar – ainda que por curtíssimo espaço de tempo – acampamento.

Ele era brilhante professor de Espanhol de um caótico curso organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. O curso, reitero, era o caos, mas o John, reitero, era ótimo. Para se ter uma idéia, havia uma turma que pagava regularmente, havia um professor, mas não havia sala de aula. Era uma coisa itinerante. Um dos locais arranjados frequentemente estava fechado. Nessas ocasiões, nos instalávamos na casa de uma das alunas que morava na vizinhança.

O espaço mais duradouro que ocupamos devia ser em uma casa, certamente sem Habite-se

Voltando ao John. Além de competente, ele era veloz. Veloz nas transformações em sua vida. Ele contou que já havia pertencido a uma organização religiosa de ultra-extrema-direita. Representando essa organização, ele travara longo debate com D. Pedro Cassaldáliga – Bispo do Araguaia – Adepto da teologia da libertação.

Alguns anos mais tarde, já então cabeludo e com roupas meio “hiposas”, ele estava no Memorial da América Latina. Encontra-se novamente com Cassaldáliga que o saudou animadamente e congratulou-se com John pela radical mudança. A inteligência e preparo do John já haviam impressionado o religioso. Com o novo visual, John ficou ainda mais encantador.

Cassaldáliga diz que está esperando um amigo e convida John para tomar um cafezinho com eles.

O amigo que ele estava esperando e que, de fato, apareceu para o café era Gabriel García Márquez.

Caminhando 1 e 2 – Episódio engraçado e a Barbárie de Sempre.

Caminhando pelas ladeirentas  ruas de Higienópolis, um dos três garotos adolescentes que estavam atrás de mim diz:

– Sexo anal.

Sem voz definida, estranhei e julguei que se tratasse de meninas.  Seria de se estranhar se fossem mulheres a falar naquele volume sobre o tema.

Imediatamente, lembrei-me de companheira de estadia em Bournemouth, Inglaterra.  Menina liberada/descolada que estudava no, então, recém inaugurado,  colégio Equipe, e que, de certa forma, me influenciou para que eu cursasse o terceiro colegial lá, sempre que era contrariada por alguma mulher, dizia:

– Eu, mandar essa aí tomar no … . Tá louco!!! Jamais vou dar uma dica boa dessas para uma filha da pu.. dessas!!!

Hoje, contei para os meninos a História e eles se divertiram.

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Caminhando 2

Amigo meu, dono do melhor açougue das Perdizes, estava na Porta conversando com um freguês.  Não parei para não interromper a conversa.  Nisso o cara que conversava com meu amigo, saca o celular e diz em voz alta, como todos que falam ao celular fazem:

– Estou aqui com o João…

Definitivamente, eu e essa “educação” (digo, falta de educação) de hoje não nos entrosamos.

Como digo sempre, meu querido e saudoso irmão Beto não iria conseguir sobreviver a tanta barbárie.  Eu mesmo  talvez só consiga porque  me possibilita escrever a respeito.  Corrigindo, me fornece material que não acaba mais; mesmo assim, é difícil de suportar.

 

Tem Mesmo Copa do Mundo Amanhã???

A Copa do Mundo, aqui no Brasil depois de 64 anos, começa mesmo amanhã???

Não parece.

A Grande TV Globo, hoje, quarta-feira, ao invés de mostrar, como de hábito,  os joguinhos muitas vezes chochos do Campeonatos Brasileiro, Paulista e Copa do Brasil, vai exibir Piratas do Caribe.

Como diria ex-namorada, combinado com música de Caetano:

TV GLOBO, Deixa Entender, porque eu não estou conseguindo entender sua lógica.

Para se recompor de tamanho absurdo, ouça Muito Romântico, de Caetano em Interpretação perfeita do Rei Roberto Carlos.  Clique aqui

Campeões do Mundo de Futebol Ainda Precisam Confirmar O Título. Até Lá, São 2. Classe.

Parece que há um Baile todos os anos no final do Torneio de Tênis de Wimbledon para o qual são convidados os campeões daquele ano e apenas  os tri-campeões.  Tenho quase certeza que há uma festa nessa  época restrita aos Tri Campeões.  Em um dos anos em que o espetacular John McEnroe foi campeão, ele teria perguntado se poderia apenas bater o ponto no Baile e cair fora.  O promotor disse que ele nem precisaria ir se fosse muito sacrifício para o enfant terrible do tênis.   Sou fã de McEnroe e faço restrições às frescuras de Inglês, assim estou mais do que a vontade para elogiar os gringos.

É como se para eles o cara tivesse que provar que não foi por acaso que ganhou o cobiçado título.  O acaso se repetir duas vezes é difícil; três, impossível.

Nessa linha de pensamento, Inglaterra, Espanha e França,  para mim,  ainda têm muito que provar no futebol.  Na corrida espacial, em que os principais engenheiros e técnicos eram alemães, os Russos teriam dito:

– Os alemães dos americanos são melhores do que os nossos.

Em relação ao Futebol, a sensação que se tem (pelo menos eu tenho) a respeito  do “grande futebol europeu” é que os sul americanos e os africanos deles são muito bons.

Dor de cotovelo minha???  Acho que não!!!!  Basta olhar friamente e constatar.

Encantador Djokovic Subverte Tudo em Roland Garros

Agora é Copa, mas sempre é tempo bom para se ver coisas legais, de gente legal.

Gustavo Miranda, homem forte do Teatro de Improviso, enviou vídeo interessante para exemplificar a questão importante do Status nos palcos  e também na vida.  Embora já tenha acompanhado bastante Tênis, não posso garantir, mas certamente se trata de Novak Djokovic,  e deve ter ocorrido  no último torneio de Roland Garros.

Chovia  e  veja que o Jogador promove o garoto que estava ali tão somente para pegar bolas e, eventualmente,  segurar o guarda-chuva até que houvesse novamente  condições de jogo.

Clique aqui

Vacinar ou Não Vacinar – Eis a Questão???

Na Folha de São Paulo do último  domingo, matéria sobre pais que não estão vacinando seus filhos de acordo com o que prevê o calendário.  Muitas das crianças que não tomam vacina acabam pegando a doença.

Na minha classe no primário, Francisco, que se tornou dos meus melhores amigos da escola, era paralítico.  Seus pais haviam lido que a mesma  vacina havia causado problemas e, conscientemente, não vacinaram  o filho.  Morreu nos segundo ou terceiro ano do Ginásio, já não mais estudávamos na mesma escola.

Tivesse eu filhos, conversaria muito com médicos a respeito dos riscos da vacina, mas, dificilmente,  optaria por não vaciná-los.  Imagine o remorso.  E óbvio, muito pior do que o remorso do pai, é uma criança com paralisia.

Uma passagem de Francisco, lembrei-me agora.

Quinze minutos antes do fim do dia letivo, uma campainha tocava três vezes.  Francisco dizia:

–  O melhor momento da semana é quando toca a segunda campainha às sextas-feiras.

 

 

Iniciativa Privada é Sinônimo de Privada???

Amigo de meu pai,  já na casa dos 70, tinha frase perfeita:  A Iniciativa Privada tem muito mais de Privada do que de Iniciativa.

Eu tenho outra: A Iniciativa Privada é campeã em tornar a Coisa Pública Privada.

Você está cansado de ver blocos de concreto, cones de borracha ou latas de tinta grandes com cimento e um ferro alguns metros antes de se iniciar a guia rebaixada de casas, comércios, condomínios, ou até mesmo, na frente de locais onde não há nem mesmo guias rebaixadas.  Esses cones, blocos, etc, também estão alguns metros após terminar a guia rebaixada.

Pois bem, talvez por certa “vergonha”, proprietário  de casa na Rua Canadá (Jardim América), quase esquina com a Brasil,  ao invés dos cones e blocos grandes e visíveis,  simplesmente botou, fixou, dois  “discretos”, cinzas e invisíveis bloquinhos de concreto de uns trinta centimetros de altura, cinquenta centímetros de comprimento e vinte centímetros de largura, meio metro antes e meio metro após seu portão.

Repito: fixou o bloquinho de CONCRETO  na rua.

Após  o segundo bloquinho, havia espaço mais do que  suficiente para eu estacionar  meu carro, sem fazer qualquer baliza, entrando direto na vaga.  Ao me aproximar em velocidade compatível,  meu carro salta e ouço imenso barulho.    Arrebentei o acabamento que existe na lateral do carro no lado do motorista no tal bloco.

Segunda-feira, denuncio o cara na Prefeitura.  Vou pedir que além de obrigarem o elemento a retirar os blocos, ele tenha que  deixar a rua nas condições em que se encontrava antes de o bloco ser instalado, e ainda receba uma bela multa; já que isso, certamente, está irregular e também pelo atrevimento de se achar xerife para ficar criando regras e leis em benefício próprio e em prejuízo do cidadão.

Sapatos Molhados no Inferno Gelado

Abençoada chuva cai sobre S. Paulo.  Mas chuva e aborrecimentos são correlatos.

Pra rimar com correlato, êta que sujeito chato, né???

Mas dá para negar???

Lembra verso de antiga música da banda Blitz: “todo mundo quer ir pro céu, mas ninguém quer morrer.”  No caso,  S. Paulo quer reservatórios cheios mas sem  molhar os sapatos.  Sapato molhado acho que seria o complemento perfeito  se, ao invés do calor escaldante,  o  inferno fosse  gelado.

Ouça a hilária Música da Blitz, Romance da Universitária Otária, Clique aqui

Infernos ao Quadrado!!!

Não gosto de um nem de outro.  Em todo caso,  o desenho é engraçadinho.  Amiga Elizabeth Simão  mandou para mim.

Pois é...

Aliás, já escrevi texto a respeito, publicado aqui no Boca.  Quiser ler,

Nélson Rodrigues disse:

-A pior forma de solidão é a companhia de um paulista.

Para mim, entretanto, é estar com um sujeito que fica olhando  (e/ou digitando) no  maldito  smart (esperto???) phone!!!

Suponho que Nélson Rodrigues concordaria comigo!!!