Tudo barato. E agora, ninguém mais tem 20 anos!!!

Às vezes, quando vou postar aqui algo mais pessoal ainda do que costumo fazer,  preocupo-me se não estou tornando meu blog um facebook (no pior  sentido, daqueles que saúdam o dia ensolarado, indicam um buteco e etc).   Entretanto, lá vai, nunca cheguei tão perto disso – a saber, blog/facebook.

Comprei duas bistecas de boi ontem.  Achei que era muito.  Fritei uma, que saiu deliciosa e foi mais do que suficiente. Hoje, grelhei  a segunda, fiz purê de batatas, lascas de alho douradas no azeite (douradas não foi para ser pedante, mas, sim para não repetir fritas ) e salada de alface com ótimo tempero simples.

No final, ainda estava com fome.

Outro dia,  comprei uma latinha de atum para fazer um sanduíche com maionese.  Sobrou pasta de atum, que usei hoje, sem me preocupar com a combinação de pratos, para saciar o fim da minha fome.

Mas, tudo isso é para dizer que até  há muito pouco tempo, uma latinha de atum custava no máximo R$ 2,00.  Salvo engano, paguei cerca de R$ 5,00.  Custava dois até outro dia mesmo.

Aí me lembrei do fabuloso poema do amigo Vlado Lima.   Lá vai o poema.  Parece que coisa barata é mesmo pré-histórica, como o título do poema.  Apenas parece, porque os preços estão subindo em velocidade absurda.  Bem, mas escrevi tudo isso, só para postar aqui o poema do Vlado.

 

NO TEMPO EM QUE OS DINOSSAUROS DOMINAVAM A TERRA – Vlado Lima

vinho barato
cigarro barato
cerveja barato
sanduba barato
filosofia barato
humor barato
boceta barato

a gente com 20 anos lembra?
um barato

Fim da conversa no bate-papo

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Pois é,  hoje tudo custa muitas  vezes mais e, o pior,  os vinte anos já se foram há muito!!!!

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Lógico que você gostou.  Conheça mais três clássicos do amigo Vlado lima.

Não sou de postar fotos aqui no blog, mas entraram assim os links dos vídeos.

Deslumbre-se.  Já disse, mas repito, para você ver que o barato é forte: amigo meu, psiquiatra, cara super culto, ouviu Boleiros e disse que se tratava de uma pequena obra prima da música popular Brasileira.

 

WhatsApp e o Bate Papo Cara a Cara

Frase excelente do meu amigo Luiz Scott, sobre o Whatsapp.  Para aqueles que, como eu,   não sabem o que é ou para que serve o dito cujo, lá vai a definição que encontrei em uma página de publicidade:

“WhatsApp Messenger é um aplicativo de mensagens multiplataforma que permite trocar mensagens pelo celular sem pagar por SMS. Está disponível para smartphones iPhone, BlackBerry, Windows Phone, Android e Nokia”

Lá vai a  frase do Scott:  “Com o WhatsApp, a gente deixa de ter um dedinho de prosa para ter uma prosa de dedinho”

Quanto mais eu fico sabendo dessas coisas, mais adoro a frase de  Sócrates que viveu no século 5 antes de Cristo e que já  usei aqui,   a propósito de  invencionices. O filósofo  gostava de passear pelo centro comercial  de Atenas.  Quando se aproximava um vendedor perguntando se queria algo, ele respondia:

– Não, estou apenas observando quanta coisa que existe no Mundo das quais eu absolutamente não preciso para ser Feliz.

Sinto o  mesmo em relação a maioria de quase tudo  que vejo por aí.

Voltando ao amigo Scott,  gosto   é de um dedão de prosa, cara a cara!!!

Óbvio Olulante Transformado em Bicho de Setecentas Cabeças!!!

Quando Gilberto Kassab era prefeito, por questões de segurança, ele tentou de todo jeito conseguir que os jogos de futebol das quartas-feiras começassem mais cedo.  Não faz mesmo o menor sentido a partida terminar por volta da meia-noite e meia.  Não foi possível  porque a Globo fez pé firme que só começaria a transmitir a partida após a novela.

Na ocasião, escrevi que às quartas-feiras, por conta de não começar o  Futebol em horário estapafúrdio, não devia ter novela.

No Itaquerão  (pra rimar), já tá dando confusão com o horário do Metrô!!!   No Estádio do Corinthians,  há  muito mais motivos para que os jogos começassem mais cedo ainda.

É óbvio que, desde que se cogitou em construir  Itaquerão,  já deveria ter sido feito acordo com os metroviários para que, em dias de jogos,  o metrô funcionaria até que todos os torcedores/passageiros tivessem chegado aos seus destinos, não só os da  leste-oeste, mas sim os usuários de todas as linhas e integração com ônibus.

Bordão do Boca, que anda meio esquecido:  o Homem já chegou à Lua e aqui no Brasil não se consegue prever coisa tão iminente/evidente como essa!!!

Presidentes e Ministro, os Senhores Sabem Disso???

Presidentes Dilma,  do Banco  Central e Ministro Mantega – os senhores sabiam que a Caixa Econômica Federal não recebe pagamentos de boletos (água. luz, etc)  na Boca do Caixa,   mesmo em dinheiro vivo???

Está certo  Banco Oficial do Governo  prestar DESSERVIÇO desses???  Eu diria que, além de paradoxal, é uma extrema afronta  ao cidadão/contribuinte.

Vai continuar  assim, ou alguma providência será tomada???

Complexo de Vira-Lata – Agora, Até em “Latim”

Caçador de demonstrações do Complexo de Vira-lata*, no cruzamento da Rua Minerva com Homem de Mello, Perdizes, fui logo lendo na Placa do Bar ESPETINHO´S. E assim, com esse apóstrofo ´s, que os comerciantes, acometidos pelo tal Complexo de Vira-lata, acham que dão toque do sofisitcação aos seus estabelecimentos.

Entretanto 1 , eu me preciptei.  Está escrito em bom português  ESPETINHOS.  Exatamente assim.

Entretanto 2, O Complexo de vira-lata estava estatelado.  Já que acima dos espetinhos em português, lia-se o nome do bar:

OLIVO

ESPETU´S Bar

Dessa vez, o Complexo de Vira-lata foi fundo.  Não bastasse o apóstrofo s, um quê de LATIM/ROMANO no nome do Buteco!!!

Quer ler mais sobre o Complexo de Vira-lata???  Clique aqui.  Tem pra todo gosto, em qualquer setor que se pense, até intelectual atacado pela coisa

* Em tempo, Complexo de Vira-lata é o sentimento de inferioridade do Brasileiro em relação a Estados Unidos e Europa, “tradução”/definição  livre minha  do termo de Nélson Rodrigues

Geração Espontânea Existe a Partir de Farinha de Rosca

Desde meados do século 19,  cientistas não acreditam mais em geração espontânea.  Ou seja, que novos seres vivos pudessem ser gerados, surgissem,  através de corpos em decomposição.  Até então,  por exemplo, acreditavam  que “rãs, cobrar e crocodilos eram gerados a partir do lodo dos rios.”

Pois bem, há algumas três, quatro, semanas,  produzi excelente farinha de rosca com pão italiano da melhor qualidade torrado.  Fiz fabuloso bife à milanesa, mas sobrou um pouco, que guardei  dentro de um recipiente plástico hermeticamente fechado.  Ontem, ao abrir o tal recipiente,  havia uns bichinhos, nem tão minúsculos assim se movimentando.

Resultado,  tive que jogar o restinho de farinha na privada e, muito mais grave,  voltar a acreditar em geração espontânea.   No caso específico:  farinha de rosca de boa qualidade pode gerar pequenos insetos.  Se a geração espontânea de insetos produzidos a partir de farinha de rosca de boa qualidade  é tão forte a ponto de sobreviver tubulação à dentro, cabe a outro “cientista”, que não eu, estudar.

 

Dois Eus

Grande poeta,  criador, produtor, apresentador  do Menor Slam do Mundo de Poesia, Daniel Minchoni, ao me chamar para ler meus textos,   sempre diz:

– Paulinho das Frases,  Sucinto, Cru, Polêmico e Indigesto.

Definição minha, sobre mim mesmo, que repetia para ex-namorada e também digo nos saraus, após ler minhas frases e ou microcontos.

– Um metro e sessenta de puro êxtase!

Os Desinfelizes da Época do Disco de Piadas do Juca Chaves e os de Hoje!!!

Desinfeliz típico, e pior, comum  da década de 70,  era o sujeito que perguntava se você havia escutado o disco do show do Juca Chaves.  Você dizia que sim.   O cara perguntava se você se lembrava de determinada piada.  Novamente, você dizia sim.  E, acredite, o desinfeliz tinha a imensa estupidez de repetir a piada inteira; óbvio que era algo que mal lembrava a verdadeira piada do Juca.

Pois  alguns desinfelizes de hoje têm ainda o prazer de, ao mesmo tempo constranger você,  estatelarem  o complexo de inferioridade deles.

Sujeito inteligente, que vê um conhecido e percebe que esse não o reconhece,  já vai logo dizendo como se chama  ou criando uma situação, contando uma história, para falar seu próprio nome.

Já a felicidade dos desinfelizes é, depois de chamarem a pessoa pelo nome, perceberem que não foram reconhecidas/lembradas, perguntar.

-Lembra-se de mim?

O outro, constrangido, diz que sim.

E o desinfeliz, para levar às alturas o complexo de rejeição dele, fulmina:

– Então,  diz o meu nome!!!

Ele vai dormir aquela noite mais rejeitado do que no momento em que acordou ou de quando  a mãe, pela primeira vez,  atrasou o horário de mamar.