PAZ E FRATERNIDADE – NA MISSA???

Amigo ou parente querido morre.

Triste,   você enfrenta todas as dificuldades que a metrópole lhe impõe para comparecer à missa de 7º Dia, solidarizar-se com os demais parentes e amigos e prestar   homenagem ao morto.

Até entrar dentro da Igreja,  a pequena lista de aborrecimentos pode ser, de maneira muito otimista, resumida a:
• Desmarcar compromissos já assumidos, 
• pegar trânsito alucinante, 
• negociar com o trombadão tomador de conta de carro e pagar apenas R$ 5,00 para estacionar na Rua, embaixo da Placa de proibido, sujeito à multa,
• Tomar chuva.

Dentro da Igreja,  muitas vezes com os pés encharcados, ingênuo,você supõe que vai poder ter paz para  desfrutar das  palavras reconfortantes programadas pela Igreja Católica para essas ocasiões.  Doce engano. Como quem cumprisse a mais ingrata e enfadonha missão,  a grande maioria dos padres nega-se terminantemente a flexionar as palavras.   Assim, você passa  cerca de 40 minutos ouvindo um zunido intermitente e permanece incapaz de identificar a grande maioria das palavras.  Às vezes , com certa dificuldade, você decodifica: um Deus, amor, trabalho.    As palavras seguintes, entretanto,  voltam a soar como zunido.  Entender o significado do que é dito,  é trabalho  que nem o mais bem intencionado dos santos que se dispusesse a comparecer à igreja seria capaz de realizar.

Em tempo:  a família do morto paga em média R$   250,00  por uma missa nas Igrejas dos bairros  da zona oeste.

E a Igreja Católica não entende porque perde fiéis a cada dia.

Dia da Conciência Negra – Frase e Piada.

No ano passado, publiquei nessa mesma data frase sobre o dia da Consciência Negra.  Essa frase foi criada por grupo de discussão na Internet, do qual fazia parte uma negra.

Acho legal a idéia de se ter um dia em homenagem aos negros. Sou a favor da emancipação das minorias e talvez o começo seja esse mesmo – um simples dia no calendário dedicado a esses grupos oprimidos. Mas a frase é bem legal:

“Inventaram UM dia da Consciência Negra só para deixar a negrada inconsciente o resto do ano”

Ocorreu-me também piada de domínio público a respeito do assunto.  Lá vai. 

Um negro  consegue driblar toda a burocracia; finalmente, é recebido por Pelé.   Com paciência, ele escuta todos os preconceitos e discriminações de que o outro estava sendo vítima. Paternalmente,  Pelé tenta conformá-lo:

– Eu entendo bem o seu problema, meu filho.  Eu também já fui preto.

Sem querer lavar as mãos,  tanto a piada  quanto à frase não são minhas.  De qualquer forma, gostando ou não da frase, da piada,  do meu post, enfim,  mais uma vez, Boca no Trombone abre  canal para quem quiser se manifestar sobre o tema.

O importante é aproveitar bem mais esse feriado, sejam  sua consciência e sua pele da cor que forem !!!

Polêmica com Luxemburgo??? O outro tem sempre razão!!!

Mesmo tendo lido pouco, na verdade quase nada, a respeito da polêmica entre Marcos e Luxemburgo, dá para ter uma opinião, parodiando a cantora Madona.

No começo da carreira dela, repórter deu-lhe uma lista contendo 10 nomes, entre eles Steven Spielberg, de quem, provalvelmente, ela tinha bronca, e pediu que enumerasse as pessoas que mais admirava pela ordem. Madona enumerou oito. Aí, capciosa e malandra, ela pergunta para o repórter.

– Quem é esse tal de Bill Gates ??? (na época não era mundialmente famoso – mas é lógico que Madona sabia de quem se tratava)

O repórter explica que era um cara da idade dela, papa da Informática.

Madona conclui a lista:

Em nono lugar, o Bill Gates e em décimo Steven Spielberg.

Marcos, como Rogério Ceni, são ídolos de suas torcidas; para eles, como já provaram, as camisas do Palmeiras e do S. Paulo têm muito mais valor e despertam-lhes muito mais paixão do que os incontáveis Euros que cansaram de recusar.

Como dá para ver, mesmo Corintiano, admiro bastante os dois.

Quanto a Luxemburgo, só de ouvir no rádio ou mesmo passar os olhos por seus comentários impressos, já causam indisposição, suponho que na grande maioria que gosta de futebol.

Mas ainda que soubesse quase nada a respeito do goleiro Marcos, para mim, à maneira de Madona, quem quer que se envolva em demanda com Luxemburgo terá sempre razão.

Hoje Sarau do Bar do Museu, mas só para os pontuais

Que tal fugir da mesmice de todos os sábados e fazer um programa diferente hoje???

Se você gosta de poesia, de lugares tradicionais da cidade,  e é pontual, já tem lazer garantido de primeira.  No simpático e aconchegante Bar do Museu,  da Associação dos Amigos do Museu de Arte de S. Paulo, acontece todo segundo sábado do mês o Sarau do Bar do Museu. O bar fica  no mezanino do Bloco C da  Av. Ipiranga, 324 no Centro da Cidade.  Quem quiser aparecer para recitar poemas próprios ou apenas ouvir poetas de ótima qualidade precisa preencher um único requisito: chegar antes das 21 horas.  Às 21 horas a portaria do prédio fecha e não entra ninguém.  Não por temperamentalismo de poetas, ou coisa do gênero, mas existe uma catraca eletrônica que após o horário trava.  Para sair, naturalmente, não há qualquer impedimento.

Acontece que quem está dentro não vai querer sair até que o último poeta tenha se apresentado. 

Só para se ter uma idéia ,   a Semana de Arte Moderna de 22 foi concebida nessa  Associação.    Entre seus sócios, e mantenedores, podem ser lembrados Mario de Andrade, Vinicius de Moraes e Chico Buarque. 

“Grandes mecenas e artistas  passaram por lá. É entrar e sentir a aura empreendedora de empresários como Iolanda Penteado, Cicillo Matarazzo e Assis Chateaubriand e de criadores como Tarsila do Amaral, Vitor Brecheret, Oscar Niemayer, Alfredo Volp e muitos outros, que no século XX se reuniam nesse espaço impulsionados pelo ideal de construir e formar o acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp).”

Os poetas que se apresentam atualmente não deixam a bola cair: Castelo Hansen, Ibrahim Coury, Daniel Maranhão, Jaime Fran, Edmilson Felipe, Lariss, Pedro, Joel Oliveira, Lupe Albano.  Generosos e pacientes, passaram a me convidar  de uns tempos para cá   para ler minhas frases.

O bar é aconchegante  como conseguiam ser os bares do milênio passado e a cerveja, geladíssima. Quadros de famosos pintores brasileiros podem ser desfrutados.  Por tudo isso, tenho certeza de que se você for uma vez, vai aparecer sempre.  Insisto, chegue antes das 21 hs.  Caso contrário, como diria meu querido e saudoso irmão Beto, volta pra trás.

Saudades dos erros de português de antigamente

Em um supermercado pseudo-chic da Rua Pedroso Alvarenga no Itaim Bibi, dois produtos que pego não trazem preço na embalagem.  Passo no leitor de barras e, mais uma vez, nada de o  preço aparecer. 

Aí me lembrei da rigorosa professora Therezinha  de Português  do Ginásio. Dizia ela indignada:

– Problema não é a vizinha tocar a campainha à noite e pedir para usar o telefone.  O que irrita mesmo é ela pedir para dar uma telefonema.

Nos meus tempos de ginásio, era tudo mais simples, até os erros de português. 

Pois bem, voltando à arrogância dos dias de hoje. Supermercados pseudo-chics, naturalmente, têm funcionários pseudo- intelectuais. 

Informo o sub-gerente da ausência de etiquetas e da ineficácia da maquininha.  Nem preciso dizer a cabotina e presunçosa  resposta do nego; dou um prêmio para quem não acertar na mosca.  Lá vai a resposta  do pseudo ao quadrado (intelectual e chic):

– Eu vou estar informando  o setor responsável.

Em uma coisa  os dias de hoje são imbatíveis: na meta-irritação  – você ganha nova irritação ao tentar resolver irritação primária.

Ouvir a vizinha pedir para dar uma Telefonema e se irritar!!!  Ah, meu Deus –  A gente era feliz e não sabia!!!

Correr na Fórmula 1, o Auge. Assistir, o Tédio

Domingão,  corrida decisiva da Fórmula 1 no Brasil e mais, depois de anos e anos, um brasileiro tem chances de conquistar o título. Torço por Felipe Massa, naturalmente.  Aliás, conheço o pai dele desde muito antes mesmo de o piloto ter nascido.  Mas daí a dizer que vou ficar grudadado na TV, não são milésimos de segundos de distância, mas sim léguas.  E olha que estou bem acompanhado – por gente do ramo, inclusive.

Émerson Fittipaldi havia sido campeão da Fórmula 1 no ano anterior.  Eduardo, surfistão amigo meu, pedia carona na estrada que vai da praia de Pernambuco para o Centro do Guarujá.  Émerson pára, Eduardo entra no carro.  O Piloto confessa-lhe algo que, naturalmente,  jamais diria em público:

– Eu não entendo como alguém pode assistir a uma corrida de carro.

Émerson, eu também não.

Amanhã tem Sopa de Letrinhas no Caiubi

Se você gosta de música, poesia,  irreverência,  humor e ainda não tinha nada para fazer amanhã, agora tem, pois é dia do Sopa de Letrinhas – sarau do clube Caiubi,  a partir das 21:30 hs, na Rua Teodoro Sampaio, 1229, em Pinheiros, quase esquina com a Henrique Schauman.

O Sopa de Letrinhas é dos Saraus mais populares da cidade. Concebido e apresentado pelo poeta, compositor Vlado Lima,   acontece há mais de seis anos, desde que o clube Caiubi ficava no simpático sobradinho da Rua Caiubi nas Perdizes.  Cada edição do Sopa homenageia um poeta vivo brasileiro.  Amanhã é a vez de Roberto Ferreira, 50 Anos,  professor de Geografia. “Como o tempo é sempre curto e a vida não pode ser levada muito à sério, Roberto Ferreira adotou o estilo curto-irônico de escrever, influenciado por Drummond, Oswald de Andrade, Cacaso, Mario Quintana, Paulo Leminski, Manuel Bandeira e  pelos poetas participantes do Sarau da Cooperifa”

Textos do homenageado ficam expostos em um mural.  Quem quiser pega um, sobe no palco e lê.  As melhores leituras, sempre escolhidas democraticamente através de aplausos dos presentes,  recebem prêmios: cds, dvds, camisetas e uma garrafinha do vinagre que eu produzo.

A partir de então, o palco fica aberto  para quem quiser ler seus próprios textos.  Amanhã devem se apresentar, entre outros,

Oswaldo Rosa/Dênis Ferreira/Paulinho das Frases/ Simone Teixeira/Mônica Martins/ Osmar Reiyex/ Vlado Lima/Carlos Savasini/Leoploldo Skolberg, Dhara Barros/Aline Romariz/Ulisses Tavares, Rose Dórea/Lu Souza/Tyta,Bittar/Mavot Sirc/Vitória Paterna; Lúcia Santos/Gurjão/Andrade Jorge

A parte musical fica por conta de, Ozias Stafuzza, Ana Lee,Dandara, Marcio Policastro e O Homem da Gravata Amarela

Depois da meia noite, sempre é servida por conta da casa deliciosa Sopa de Letrinhas.

Carta (não respondida) para Marta e Kassab

Mandei através de email a Carta abaixo para os dois candidatos a prefeito no 2. Turno da cidade de S. Paulo. Confirmei com os assessores de Imprensa de ambos o recebimento. O Assessor de Marta deixou recado na secretária dizendo que não conseguiu responder “por conta da grande demanda dos meios de comunicação”. A equipe de Kassab não deu qualquer satisfação. Vou votar em um dos candidatos. Agora, candidatos, cujas equipes não conseguem tempo, para responder uma carta, sei não…

Suponho que o eleitor e leitor do Boca no Trombone gostaria de ver respondidos/comentados as sugestões abaixo. Uma pena!!!

De qualquer forma, posso propor um exercício. Quem quiser, diga – através dos comentários – o que gostaria que o eleito faça a respeito do que foi aqui levantado.

É isso aí, bote a boca no Trombone, para isso que ele existe.

Boa eleição para nós todos.

São Paulo, Vésperas do 2. Turno

Prezados Candidatos Gilberto Kassab e Marta Suplicy:

Cordiais saudações.

Quando o dinheiro é curto – e isso é crônico no nosso carente país -, os bons administradores devem ser capazes de lançar mão de medidas inteligentes e simpáticas. Um bom exemplo foi dado pelo prefeito Mário Covas ao abolir a cobrança do bilhete de ônibus para idosos. O custo da medida para a prefeitura foi/é quase igual a zero, beneficiou/beneficia muito justamente milhares e milhares de paulistanos todos os dias e é imensamente simpática.

Além do Cidade Limpa, iniciativa da atual administração, que transformou a nossa cidade, há uma série de outras medidas que podem melhorar muito a qualidade de vida dos paulistanos, repetindo: melhorar muito.

Lá vão elas. Não se assustem. Não custam caro!!!

A poluição visual foi impiedosamente derrotada. Entretanto, muito mais nefasta do que a poluição visual é a poluição sonora, todo tipo de poluição sonora. O barulho do trânsito pesado de uma avenida, logicamente, incomoda. Mas o que incomoda mesmo é o barulho excessivo e irregular. E a irregularidade é cometida até mesmo pelas viaturas oficiais da polícia, corpo de bombeiros, carros de autoridades com sirenes absolutamente ensurdecedoras. Em relação a barulhos causados por veículos, ninguém deve escapar do controle/punição: o caminhão do gás, o vendedor de pamonha, o boyzinho de escapamento aberto, o carro de som que sai pelas ruas anunciando produtos do comércio local. Vale a pena lembrar que bares, boates e até mesmo shows oficiais promovidos nos Parques Públicos podem divertir/ entreter os freqüentadores, mas não podem tirar o sossego da vizinhança.

Após muitos anos fora do Brasil morando na Europa e, salvo engano, até no Oriente, famoso articulista da nossa imprensa disse que se preparou com empenho para que na sua volta à Pátria não sofresse em demasia como o choque cultural a que seria submetido. Já devidamente instalado, confessou que o suposto choque cultural não ocorrera. Entretanto que não estava suportando o “choque dos decibéis” (expressão dele). Mesmo a construção civil, segundo ele, nos países por onde passou, utiliza técnicas de modo a poupar os cidadãos do barulho excessivo. Estacas, naturalmente, têm que ser colocadas no local da obra. O barulho é grande, mas dura pouco Já as serras-elétricas, usadas durante toda a construção, deveriam ser proibidas em bairros residenciais e comerciais. As peças já chegariam no tamanho certo nas obras. Imagino que o articulista se referia a isso, entre outras normas/medidas tomadas no exterior.

Como dá para ver, tecnologia mais legislação bem feita mais ( e, principalmente,) fiscalização eficiente dão conta de resolver esse imenso e devastador transtorno a que o Paulistano é submetido permanentemente. Idéias para Fiscalização Eficiente, de uma maneira geral, serão dadas mais adiante.

Outra providência urgentíssima é reconquistar o Espaço Público para o Público/ para o cidadão. Mostrar que quem faz lei é o Poder Público. É isso mesmo. Aí o desrespeito é tanto que a coisa precisa ser tratada em sub itens.

Comerciantes fazem vitrines que avançam sobre as calçadas, além de muitas vezes exporem seus produtos fora dos limites de suas lojas. Esses mesmos comerciantes, certamente a pretexto de impedir que ambulantes se instalem diante de suas lojas, constroem floreiras de concreto sobre as calçadas. Constroem, edificam. O atrevimento é tanto, a certeza da impunidade é tal que eles deixam estateladas em concreto provas de suas irregularidades/arbitrariedades.

Os ambulantes, todo mundo sabe, estão irregularmente sobre as calçadas lutando para sobreviver. É compreensível e até louvável uma certa tolerância com eles. Agora, o direito de o cidadão, seja ele rico ou pobre, se locomover pelas calçadas é inalienável. Assim sendo, o ideal era haver empenho efetivo da prefeitura, associações de comércio e lideranças locais de arranjar áreas vagas para instalar ambulantes. Cá entre nós, não sou capaz de oferecer idéia alguma além dessa.

Ainda a respeito de comerciantes/comércio regularmente estabelecidos. É inconcebível que em ruas de comércio de trânsito intenso como a Teodoro Sampaio – em Pinheiros – (certamente isso acontece em diversas ruas comerciais da cidade) seja permitido o estacionamento com ou sem zona Azul. Se isso favorece o comércio local, prejudica imensamente toda a população. Não dá para entender uma rua de trânsito intenso onde haja uma pista exclusiva para ônibus, uma para automóveis e outra para estacionamento. Por mais que se esforce, uma pessoa de inteligência razoável, e bom senso idem, não vai conseguir entender. Isso sem contar que nas transversais dessas ruas – onde em geral o estacionamento é permitido com cartão de zona azul – sobram vagas o dia inteiro.

Já que o assunto é zona Azul, lá vai sugestão de medida quase tão simpática quanto a do prefeito Mário Covas isentando velhinhos de pagar condução. Trata-se de providência extremamente justa que irá, inclusive, propiciar um clima de cordialidade entre os paulistanos. Determinar que não haja mais necessidade de se colocar a placa do veículo no Cartão da Zona azul. Assim sendo, se eu estacionei por quinze minutos na Zona Azul e não vou mais estacionar o carro na próxima hora, eu posso ser cordial e oferecer o meu cartão para o proprietário do carro que está estacionando e que, muito provavelmente, também não usará mais do que quinze ou vinte minutos do tempo a que o mesmo cartão ainda dá direito.

Prezados candidatos, idéia tão simpática quanto a medida do prefeito Mário Covas de isentar velhinhos de pagar ônibus eu não consigo lhes oferecer. Entretanto, essa do cartão de zona Azul “reaproveitável” não é de se jogar fora, hein!!! Por falar em jogar fora, ainda há o aspecto ecológico da coisa: economia de papel, celulose, produtos químicos de impressão, diminuição de lixo. Vou lhes confessar uma coisa, caros candidatos. Essa idéia não é minha. Logo que surgiu a Zona Azul, o usuário não precisava colocar a placa do carro e os cartões eram reaproveitados. Nessa época, era comum se presenciar cenas de camaradagem entre os motoristas que estavam saindo e os que estavam chegando na Zona Azul.

Voltando ao Espaço Público para o Público do qual a Zona azul me afastou por uns pares de parágrafos. Determinar e dar prazo muito curto para que todos os condomínios/comerciantes retirem essas imensas cestas de ferro que instalaram junto ao meio fio para colocar lixo. Trata-se de verdadeira afronta, tanto ao pedestre que precisa ficar desviando quanto para o motorista que estaciona o carro e não consegue abrir a porta. Além de determinar a retirada, exigir que a calçada seja entregue exatamente como era antes de tal atrevimento. Quem quiser pode e até deve construir esses cestos. Entretanto, esses cestos precisam obrigatoriamente estar dentro do terreno do condomínio, talvez com um dente na grade frontal (dente para o lado de dentro, naturalmente. Os espertinhos imediatamente vão pensar em fazer um barrigão sobre a calçada, é lógico.!!!!!!) No meu prédio (é apenas uma coincidência pq não sou síndico) existe essa cesta colocada dentro do terreno do condomínio. Mas tenham a certeza de que se essa cesta estivesse sobre a calçada, na ata da primeira reunião de condôminos após o fato, já haveria registro de protesto de minha parte.

Ainda sobre calçadas para pedestres, acabar com esses balcões de Valets Parking (ridículo ter que escrever em Inglês). O restaurante pode oferecer esse serviço, mas não pode ocupar a calçada e, menos ainda, determinar a proibição de se estacionar em frente ao seu estabelecimento. Reiterando, cabe à prefeitura fazer leis e escolher onde se pode e onde não se pode estacionar.

Essa próxima idéia/medida visa até mesmo a segurança. Determinar e dar um prazo para que a numeração de todos os imóveis da cidade esteja uniformizada. Assim sendo, todas as casas, prédios, lojas no limite do lado direito (pode também ser o esquerdo) a uma determinada altura do chão – 1,50 metros acho que está de bom tamanho – tragam a numeração uniforme. Nos lugares de maior poder aquisitivo, esses números devem ser iluminados desde o fim da tarde até o início da manhã. Faça uma experiência e tente chegar a uma casa pela primeira vez durante a noite e mesmo durante o dia. É impressionante a criatividade de cada morador de esconder o número de sua casa, isto quando se dignam colocar o número. Nessa neurose obsessiva de medo que vivemos, muitos acham seguro simplesmente não exibir o número da casa. E o cidadão de dentro do carro vai guiando, caçando número, ao invés de olhar para frente. Chega a ser ridículo!!!

Por falar em neurose obsessiva de medo, que saudades dos tempos em que se encontrava um amigo no trânsito, acenava para ele e falava um pouco mais algo qualquer coisa. Com o insufilme (nem sei como se escreve e meu dicionário não traz a palavra), acabou tudo isso!!! Meu carro não tem insufilme. Espero que quando for comprar carro novo essa praga de insufilme não venha compulsoriamente grudada no vidro. Aliás, a lei permite esses vidros fúnebres nos carros???? Ou, como diria minha professora de francês, existe uma lei, mas não pegou??? Não é uma boa hora de fazer essa lei pegar, como diria o nosso ex-presidente, agora senador Collor de Melo: “Duela a quem duela”???

Finalmente, não seria justo que todo mundo tivesse o direito de fumar desde que não estivesse em ambiente fechado???? É aquela história: ao se permitirem e se estabelecerem áreas de fumantes e não fumantes, aos não fumantes – em todos os restaurantes de que me lembre (exceto no fabuloso Camelo) – couberam os piores lugares. Há algum tempo, ouvi uma jornalista da Rádio Band News observar exatamente isso: não fumantes sempre com a pior área nos restaurantes. Sem contar que não é uma mera plaquinha onde se lê fim da área de fumantes – que vai impedir a fumaça de passar para o outro lado. Só rindo mesmo!!! No Camelo há uma sala completamente isolada só para fumantes fumarem enquanto comem e tossirem a vontade. Olhar a nuvem de fumaça que se forma na famigerada sala dá pena

Agora, o calcanhar de Aquiles de tudo isso: a fiscalização. Minha sugestão é que a Prefeitura e Sub-prefeituras tenham um corpo de fiscais polivalentes com poderes para efetivamente multarem tudo o que estiver errado, determinar as providências, dar prazos e voltar a multar, sempre em progressão aritmética ou até mesmo geométrica, caso as providências não tenham sido tomadas.

Prezados candidatos, acho que vale a pena reforçar o quanto mais puder esse calcanhar de Aquiles da Fiscalização. Ao mesmo tempo vai ser necessário aprimorar a legislação. Cá entre nós, diante do benefício de que todos usufruiremos, o esforço até que não é tão grande assim.

Agradecendo todas as providências que serão tomadas por quem for eleito, mesmo aquelas que exijam forças por demais hercúleas, aguardo resposta.

Boa sorte nas Eleições e que vença o melhor para a Cidade!!!

Atenciosamente

Paulo Mayr
Cidadão paulistano desde 1954 – ano do 4. Centenário de S. Paulo

A BOLSA E AS LARANJAS

Há pouco mais de um ano, em situação semelhante, publiquei texto abaixo. Na verdade, piadinha com gancho para os leitores do Boca no Trombone contarem pros amigos durante o fim de semana. Afinal, como dizia música de Billy Blanco, o que dá pra rir, dá pra chorar. Mesmo já tendo chorado/sofrido muito, ria um pouco. Mal não vai fazer.
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Como dizem os americanos, Obrigado Deus, Hoje é Sexta-feira!!! (Thanks God, Today is Friday). Tendo ou não perdido dinheiro na bolsa, aproveite o fim de semana. Se você ficar muito encucado, nada mesmo vai funcionar. A esse respeito, lá vai piadinha didática.

O sujeito especulava com mercadorias. Nas projeções dele, a laranja iria subir muito. Ambicioso, comprou logo cinco mil caixas. Mas o preço começou a cair. O amigão do peito disse que ainda que ele perdesse todo o dinheiro das laranjas, sua vida não iria mudar . E aconselhou que relaxasse com a melhor garota de programa da cidade.

Aceitou o conselho, mas as laranjas encalhadas não lhe saiam da cabeça.

Naturalmente, não se entusiasmou, se é que assim se pode dizer. A moça era uma profissional, o que não a impedia de ser carinhosa e se mostrou prestativa para livrá-lo daquele embaraço.

– Não se preocupe. Eu faço o que você quiser. Você quer que eu chupe, eu chupo.

E ele respondeu:

– Mas são cinco mil caixas!!!

Não fique como ele: bola pra frente, cabeça pra cima e tudo pra cima!!!

Mesários Orgulhem-se!!! Eleitores de Maluf pensem!!!

Li em algum lugar que a eleição é o único dia a cada dois anos em que, de fato, todos os brasileiros são absolutamente iguais na sua principal atividade. O voto de um milionário, de um cara com pós doutorado têm exatamente o mesmo valor que o de um miserável, um semi-alfabetizado. Não é o máximo isso??? Por incrível que pareça, há gente que seja contra essa paridade.

E você, jovem escalado para mesário, tem um papel fundamental nessas datas históricas.

Esqueça um pouco o domingo que será gasto atrás de uma mesa e pense se haveria outras alternativas. Que outras maneiras teriam os Tribunais eleitorais para escolher os mesários??? Contratar centenas de milhares de funcionários apenas para o dia da eleição seria impossível e fatalmente suscitaria infinitas dúvidas a respeito da conduta, da imparcialidade deles.

Portanto, caro jovem, não fique se lembrando do que poderia estar fazendo no domingo e exerça com orgulho o papel que lhe cabe. Além disso, o empregador tem a obrigação de dar um ou até dois (não me lembro ao certo) dias de folga para todos os que foram convocados nas eleições. A esse respeito, um mês e meio atrás, ouvi na CBN, no fabuloso programa FIM DE EXPEDIENTE, um perspicaz e gozador comentarista afirmando que o jovem que cogitasse de usufruir desse dia de folga por conta do serviço prestado nas eleições seria imediatamente demitido. Aí é aquela velha história, velha teoria do saudoso Severo Gomes, já citada aqui no Boca do Trombone mais de uma vez – dizia ele: “não é o povo brasileiro que não presta. O povo brasileiro é bom. Quem não presta é a elite. Nós é que não prestamos!!!”

Mesário, orgulhe-se de contribuir para a cidadania no domingo e usufrua com tudo o feriado a que terá direito
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Não gosto de discutir política, mas julgo ter argumento definitivo para demover a imensa maioria dos eleitores de Paulo Maluf.

Entendo uma pessoa esclarecida que vote no Maluf por interesse, ainda que interesse lícito. Gosto sempre de dar o mesmo exemplo, bem ingênuo, por isso mesmo definitivo. Se alguém diz que vai votar no Maluf porque tem uma fábrica de carimbos e o Maluf garantiu que, se eleito, a fábrica dessa pessoa será incumbida de produzir carimbos para diversos órgãos. Aí eu entendo, desde que não haja super-faturamente e/ou outras maracutaias. Agora, o sujeito dizer que vota no Maluf porque acredita no Maluf, aí não dá mesmo. É o fim da picada. Aquela cara permanentemente risonha, sempre olhando para a câmera, raramente para o interlocutor, é tão verdadeira quanto uma nota de três reais. Não há marqueteiro, nem fotógrafo que dê um jeito nisso. Aliás, a propaganda eleitoral de Maluf misturando termos jovens (ele é o cara!!!) com apelos melodramáticos chega a ser hilariante pelo paradoxo da coisa, ou, se preferirem a falta absoluta de conexão do político (do cara) com a linguagem escolhida. Uma outra hipótese é que tanto Maluf quanto seus marqueteiros suponham que todos os paulistanos sejamos idiotas completos.