Gilmar Mendes, Ele Chegou Lá – Tornou-se Unanimidade

Tantas ele e sua antipatia fizeram,  que chegaram lá – tornaram-se capa da Revista Veja desta semana –  O JUIZ QUE DISCORDA DO BRASIL.

Faz lembrar velha piada, já repetida aqui algumas vezes.

A mãe coruja que foi assistir ao filho marchar na Parada de 7 de setembro. Ao perceber  que os passos do filho não estavam sincronizados com dos outros soldados, ela diz:

– Olha lá, todo o batalhão fora do passo.  Só o meu filho que está certo.

Ao escrever antipatia no primeiro parágrafo, usei  o substantivo mais tênue que a excelência merece.

Que eu me recorde, o tenista Gustavo Kuerten, por seu talento,  carisma, garra, encanto, foi a última unanimidade brasileira.  Parece que temos outra. Não sou eu quem diz.  É a capa da Veja.

Apresentadora do Master Chef Substituída por Campainha de Celular. Era o que Faltava. Não Falta Mais!

Jamais fui daqueles que, para escrever sobre televisão,  começa com ” estava passando em frente à tv e vi tal coisa”.  Sempre disse que adorava o teleteatro da Globo:  A Grande Família; Toma lá, dá Cá; A Diarista, Sob Nova Direção, entre outros.  Quando assistia a alguma série da Globo, às terças, zapeava pelo Master Chef, da Bandeirantes.

Pois bem, ao chegar em casa, há pouco, no programa do Bial,  Ministro do Supremo Tribunal.  Não dá, né?

Fui para o Master Chef.  Era a Grande Final.

Ao invés de a apresentadora dizer qual foi a candidata que venceu, não.  Ela deu um celular para cada finalista.  A vencedora seria aquela cujo celular tocasse.

Mas é muita imaginação para imbecilidade!   A  Bela e competente apresentadora Ana Paula Padrão  perde  o posto para uma campainha de celular.

Como dizia  Ari Barroso, ao transmitir jogos de futebol:  jogar pra frente já é difícil e esse sujeito quer dar de trivela.

A sabedoria popular garante: a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

Uma campainha de celular substituir a bem remunerada apresentadora do Programa é de uma estupidez que não tem tamanho.

Caso se trate de uma jogada de marketing,  só dá para dizer  uma coisa:  mas que belo gol contra!

Águas de Temer – Triste de Se Constatar no Que Transformaram o Brasil!

Águas de Março, espetacular música de Tom Jobim,  vertida com muita propriedade para Águas de Temer,  triste, muito triste.  Mas, infelizmente, é oportuníssima versão de Bonaerges de Castro.

De 1972, quando foi composta a música, até hoje,   pelo jeito, o Brasil regrediu barbaridade.

Ouça Águas de Temer, clique aqui

Para amenizar a dor de ver no que transformaram o país,  Ouça, Água de Março, com Tom e Elis, clique aqui

A pergunta que fica, como vamos sair desse buraco?

Se quiser mandar sugestões, sinta-se à vontade.

Dia dos Pais? Parecia DIA da MADRASTA!

Episódios na sala de espera  de tradicional  restaurante de Higienópolis, almoço de ontem, Dia dos Pais.

Sujeito aos gritos com o maître porque haviam prometido a ele mesa às 13,45hs; já  eram 14,15 hs e ele e família continuavam    à  espera.  O motivo: o elemento garantiu que tinha compromisso às 15 hs do outro lado da cidade.   Marcou  um monte de coisa, uma em cima da outra,  para uma mesma tarde de domingo, Dia dos Pais , queria  estresse.  Encontrou!

Casal e o filho de 10 anos na mesma  sala de espera.  A rigor, estavam apenas no mesmo espaço físico.  O pai olhava para um canto, a mãe para outro e o garotinho, óbvio, tinha os olhos pregados  ao smart(esperto?)phone.

Comemoração ou Martírio?

Imagine se houvesse Dia da Madrasta como seria!

Morar Sozinho

Globo Repórter agora há pouco foi sobre pessoas que moram sozinhas.  Li alguns anos atrás   que cerca de um terço  dos domicílios eram de um único morador.  De acordo com o programa, a proporção não é tão grande.

Descobri  que para muitos acontece o mesmo que se passa comigo.  As pessoas  transformam seus bairros em cidades do interior.   Particularmente,  tenho uma turma  que toma café de manhã na mesma padaria e outra, que à noite,  bebe cerveja nas mesas da calçada de um bar , a cinquenta metros de casa.  Aliás, terminado o programa fui para o bar e informado de que amanhã haverá churrasco no prédio de um dos frequentadores.

Meu carro, como escrevi  em outro texto,  parece fazer parte da estrutura da garagem, de tão raro que é ele não estar ali na minha vaga.

De acordo com o programa,  imensa maioria   mora sozinho por vontade própria.  Um rapaz contou que depois que saiu da casa da mãe, a relação deles melhorou muito.   Um casal está junto há muito anos, mas, cada um em sua casa.

Abaixo frases minhas sobre o assunto:

  • Sartre:  “o inferno  são  os outros”.  Millôr:  “mas o céu também”.  Um era  filósofo; o outro,  humorista.
  • Dizem que um homem cujas camisas estão sempre com botões faltando tem dois caminhos: ou se casa ou desquita.  Meu pai não queria  desquitar e aprendeu ele mesmo a pregar botões.  Não quero me casar  e  arranjei uma boa empregada.

Dois Aparelhos de TV Ligados ao Mesmo Tempo, Com Som, No Bar

No bar em que tomo cerveja, a cinquenta metros de casa, há pouco, os funcionários se dividiam em dois times:  o primeiro assistia a um jogo de futebol em um dos aparelhos de tv; o segundo, em frente outro aparelho, que transmitia mais um  jogo.  Ambos, com som.

Frase minha muito a propósito: “No Brasil, a falta de consciência profissional é tão grande que puta goza, traficante cheira” e eu vi um bilheteiro raspando uma raspadinha.

Agora, poderia continuar a frase:  garçons assistem a jogos de futebol e fregueses passam a ser mera contingência.

Sobre o inferno de  aparelhos de TV  em bares, restaurantes, se quiser, leia crônica minha que ganhou menção honrosa em prestigiado concurso de literatura,  há uns quatro anos.  Clique aqui

Inteligência, Burrice ou Ingenuidade Minha?

Parece que o Deputado Wladimir da Costa (SD – PA) ilustra bem a teoria de domínio público, um pouco adaptada por mim, de maneira eufêmica,  de que a Natureza limitou o bom senso, mas não a estupidez.  Sem eufemismo, a teoria  afirma  textualmente:  a natureza limitou a inteligência, mas não a burrice.

Como em política, ninguém dá ponto sem nó, certamente o ingênuo sou eu.

Agora, ingênuo ou não, não faria o que o Deputado fez nem que minha vida (vida, vida mesmo, não um mandatinho ou um carguinho político)  estivesse em jogo, conforme já escrevi.  Quiser ler, clique aqui

Lindo, né?