Autoridades Sanitárias, temendo que o aparente sucesso do Truvada, pílula de prevenção do vírus da Aids, venha propiciar que os grupos de riscos relaxem, faz lembrar piada de relativo mau gosto.
O rapazinho gay deu até ficar sem … . Foi submetido a um transplante. Quando volta para o primeiro exame de rotina, o médico constata que ele já tinha liberado geral novamente. Fica indignado.
– Você louco, não faz nem quinze dias que foi operado e já tá na orgia!!!
O gay:
– Se o meu, que era meu, eu dei até acabar, esse aqui eu quero que se foda!!!
Há algum tempo Fernando Pawlow, que prefere ser chamado simplesmente de Pawlow, um dos leitores mais fiéis e atentos do Boca, vem insistindo para que eu publique os casos que conheço de jornalistas, políticos, artistas e ainda passagens corriqueiras, porém curiosas, da minha vida, de amigos e conhecidos.
Na verdade, já tenho uma categoria (capítulo) no blog Intitulada Casos. Ou seja, o que preciso mesmo é revigorar/reinaugurar essa área do blog. Já citei esse fato, a sugestão do Pawlow; se quiser ler, clique aqui
Para marcar essa nova etapa da Categoria Casos, descrevi recentemente dois episódios dos tempos de Faculdade que tiveram Silvia Poppovic como protagonista. Ela leu a primeira versão, sugeriu mudanças ínfimas; enviei-lhe o novo texto que foi aprovado sem qualquer reparo.
Embora já tenham me ocorrido episódios novos para narrar, um inclusive a partir da troca de emails com o próprio Pawlow, vou usar de pequeno artifício para alimentar a reinaugurada seção de casos.
Logo no primeiro mês de vida do Boca, publiquei uma meia dúzia de contos e ainda, em um único post, para o qual dei o nome de Cenas, cerca de 20, 25 histórias rápidas e despretensiosas (aliás, tudo que escrevo aqui é despretensioso – essas historinhas, mais ainda). Pois bem, vou subtrair esse post do Blog e voltar a colocar esses casos um a um. Não para encher lingüiça, mas para valorizar cada episódio o quanto ele merece.
Se quiser, antes de começar a leitura, dê uma olhada no blog do Pawlow, clique aqui
Como foi dito, o primeiro episódio tem Silvia Poppovic como protagonista. Lá vai.
A Sílvia Poppovic de Sempre
Sílvia Poppovic sempre foi a Sílvia Poppovic que você conhece. Meu saudoso irmão Beto, Antônio Roberto Sampaio Dória, você não conheceu, mas quase todos os profissionais do Direito das décadas de 60,70, 80 e comecinho de 90 o conheceram: com 26 anos, era Professor do Largo São Francisco e com 32, salvo imenso engano meu, tornou-se o mais jovem catedrático da Universidade de São Paulo.
O Beto era muito inteligente, obstinado, mas ia fazer uma brincadeira e a coisa virava desastre. Entretanto, nas ocasiões decisivas e até perigosas, que já enfrentamos juntos, saía-se bem e, por incrível que pareça, com muito humor.
Eu era o irmão homem caçula, o queridinho do Beto, que também era meu padrinho de batismo. Talvez ele nos visse trabalhando juntos nos diversos poderosos escritórios de advocacia dos quais foi sócio a vida toda.
Mas eu decidi fazer jornalismo e, quem sabe, isso o tenha frustrado um pouco.
Na ECA, Escola de Comunicações e Artes, quiçá em toda a Cidade Universitária, e até mesmo na USP inteira, Ramio era o xodó. Muito, mas muito culto mesmo com seus apenas 20 anos de idade, também se destacava na liderança do Movimento Estudantil que estava ressurgindo. Cabelos longos até os ombros e barba, Ramio tinha o visual hippie, tão em moda na época. Não só o visual, como razoável aversão a banhos, faziam dele um semi-hippie, já que morava com a família muito bem estruturada, pai médico, e sempre chegava à Faculdade de Carro.
Sílvia Poppovic também estudou na minha turma e de Ramio. Aliás, eu já havia sido colega de classe da Sílvia no terceiro colegial, no Equipe.
Característica da Sílvia sempre foi a espontaneidade, falar o que lhe desse vontade.
Outro parêntese, Sílvia tinha uma definição muito boa. Dizia ela:
– Guiar, escrever à máquina (hj seria operar computador) e falar inglês não são méritos. É obrigação.
Graças a Deus e ao meu esforço, sei todas as quatro, já que até curso de datilografia eu fiz. Meu pai acrescenta ainda nadar, como indispensável. Concordo.
Voltando, em 1975, no meu aniversário, Sílvia e meu saudoso irmão Beto travaram uma boa polêmica, exatamente a respeito da profissão de jornalista. Na hora do Bolo, um delicioso bolo de chocolate, Beto dá um prato para a Sílvia. Divertindo-se, ela diz que não iria comer o bolo que ele havia cortado e que tampouco qualquer colega de faculdade aceitaria aquele pedaço.
Beto passou o bolo para outro amigo meu que ele já conhecia há muitos anos e sabia não ser da turma da Sílvia.
Comentei esses dias com a Sílvia e ela disse que deve ter sofrido, já que sempre adorou bolo de chocolate. Aí, eu disse que ela comeu outro pedaço de bolo, cortado por outra pessoa.
Voltando ao nosso líder da USP.
Um dia Ramio aparece na faculdade, com seus longos cabelos molhados, cara de quem havia saído do chuveiro momentos antes.
Sílvia fala:
– Que bonitinho, camisa branquinha, macacão passado…
E não pensa duas vezes.
Encosta a cabeça no ombro de Ramio, com o nariz virado para baixo e anuncia:
– Hum…!!! Está até cheirosinho!!!
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Quando mandei o texto para Sílvia aprovar, ela disse que eu devia ter colocado o nome inteiro do Râmio, ao invés de protegê-lo.
Eu acho melhor deixar desse jeito e tenho certeza de que ela também vai aprovar. Assim, apenas eu, ela, o próprio Râmio e os outros poucos que presenciaram a cena vão saber de quem se trata.
Já cansei de dizer que assisto televisão e não sou daqueles que escrevem – estava passando na frente da TV e….
Talvez nem precisasse explicar, já que comento com frequência alguns programas. Pois bem, pelo que deduzi, a mulata bonita da Novela Cheias de Charme era pobre e ficou rica. Bem, mesmo se não for esse o enredo, não invalida o que vou dizer: ficou rica, mas continua falando Janta ao invés de Jantar. Nem sei se janta é errado, mas é muito feio. Frescura/idiossincrasia minha, pode ser, mas sem frescura e idiossincrasia, a vida não tem graça. Pelo menos para mim!!!
A fórmula para acabar com aquele sentimento de começo da noite de domingo que invade todo mundo – assistir a um filme leve e comer uma pizza depois – parece que ganha mais uma alternativa com o novo Programa do excelente Marcelo Tas, Conversa de Gente Grande, na TV Bandeirantes, a partir das 20 hs, aos domingos, naturalmente.
Gostaria de conferir, mas bem hoje, vou a um filme leve Para Roma, com Amor, o último de Woody Allen- e comer a pizza depois. Infelizmente, não dá para fazer tudo. Domingo que vem assisto e tento comentar.
Renata Vasconcellos e sua doce beleza com mais assiduidade na bancada do Jornal Nacional me obrigam a publicar novamente texto para o qual dei o título: Conjunção Adversativa e a Beleza da Apresentadora
Lá vai:
“Viajou sem Passaporte”, exemplo de sujeito oculto usado pelo gramático Domingos Paschoal Cegalla, deu nome a um grupo de estudantes da ECA-USP que fazia intervenções artísticas no centro de S. Paulo, no final da década de 70.
“Os urubus são as aves mais feias do céu mas têm um belo vôo alçado e tranqüilo” era o trecho de uma crônica de Paulo Mendes Campos que o mesmo autor usava para explicar conjunção adversativa.
“As notícias do Mundo no Jornal Nacional são quase sempre de matar, mas a beleza serena da apresentadora Renata Vasconcellos ameniza muito todos os infortúnios.” É o exemplo atual que me ocorre para a mesma conjunção adversativa.
Para marcar a data, publico mais uma vez meu conto – MUITO ALÉM DO JANTAR – com as feras.
Antes, uma explicação.
Uma amiga estava produzindo uma espécie de sarau e pediu que as pessoas lhe enviassem seus escritos. Enviei-lhe esse conto. Como era trabalho para ser lido em público e que talvez pudesse ser publicado, escrevi uma nota introdutória explicando e deixando bem claro que era mera ficção (aproveito e já reitero) e que usei os nomes verdadeiros dos principais personagens porque, por mais que minha imaginação fosse fértil, eu nunca conseguiria criar perfis tão bem acabados para o meu objetivo. Minha amiga leu o conto e a explicação e, inconformada, me ligou:
– Ah, que pena – eu achei que era tudo verdade!!!
Leia o conto e veja se vc também queria que fosse verdade. De minha parte afirmo: não só queria que fosse verdade, como, principalmente, queria ter participado dessa noitada.
Em tempo, quando escrevi esse conto, há vinte anos, eles sequer imaginavam fazer show aqui no Brasil.
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MUITO ALÉM DO JANTAR – TÍTULO DO CONTO
Luis ligou para meu escritório dizendo finalmente ter marcado o jantar na casa dele com Roberto para sábado.
Fiquei uma fera. Era o dia do Show. Embora a imprensa tivesse anunciado que a apresentação no Pacaembu seria única, não era verdade. As grandes estrelas, quando passam por aqui, na mesma noite do show no estádio, costumam se apresentar em uma boate para aproximadamente 500 pessoas. Após esse espetáculo, sempre ficam para o coquetel e jantar. Algumas delas são verdadeiras vedetes. O Pavarotti, na primeira vez em que veio a São Paulo, era um sujeito amável e simples. Pediu para ir jantar com todo mundo em um restaurante típico brasileiro. Tomou uma jarra de batida de limão (de pinga) e comeu vatapá. Agora, depois de ter se tornado um mega star, já se comporta como uma prima-dona. Mas, em geral, são simpáticos. Sobretudo comigo, mulher morena, bonita, sensual com tempero brasileiro e classe européia.
Lógico que esses shows para audiências restritas são sempre muito caros. Nunca menos de 2.000 dólares por pessoa. Eu já havia comprado e pago nossos ingressos. Era uma surpresa para Luís. Só lhe contaria no dia. Afinal, a surpresa acabou sendo minha. Imaginei que durante o jantar, a cada cinco minutos, teria vontade de ir ao banheiro, abrir a bolsa, olhar as entradas e chorar um pouquinho. Poderia até fazer isso. Mas não contaria jamais para ele que tinha comprado os ingressos. Pois sabia que estava almejando a vice-presidência da empresa; o jantar bem produzido com o presidente-executivo, sua mulher, por coincidência filha do acionista majoritário, seria decisivo.
E produção era o que não faltava. Luís pediu que eu cuidasse de tudo. Decidimos o cardápio e não tive dúvidas, liguei para o bufê dos grandes jantares de São Paulo e fiz a encomenda. No sábado, por volta das três, chegam com toda parafernália necessária:
– A senhora escolhe sua toalha de mesa preferida e pode ir para o cabeleireiro que a gente se encarrega de tudo, disse o eficiente e ligeiramente pedante chefe da equipe.
Lembrei-lhe novamente o combinado com o gerente: eles deveriam deixar a coisa encaminhada, eu cuidaria do resto. Às seis, não queria mais ninguém em casa – enfatizei.
Eram verdadeiros artistas. A mesa estava linda, os arranjos de flores deslumbrantes, a comida com aroma indescritível e o bar arrumado de tal forma que eu seria capaz de fazer montes de dry martini de olhos fechados.
O interfone toca, oito horas, pontualmente.
Fomos esperá-los na porta do elevador. Surpresa. Gabriela estava sozinha.
– Papai ligou há cerca de três horas convocando Roberto para uma viagem a Buenos Aires. Agora, devem estar quase pousando. Tá vendo o que te esperava na vice-presidência, Luís? Já que o chefe está longe, acabemos com as formalidades. Sorri, enquanto tira o blazer.
Sob o blazer de Gabriela, uma camiseta de seda preta com alças e decote nas costas até a cintura, velando quase nada do corpo escultural. Luís e eu ficamos embevecidos. Tudo era perfeito: costas, ombros, bocas e seios se destacavam.
– Estou fissurada para experimentar seu famoso dry martini, Elza. Posso ajudar você a preparando os copos.
Pega a faca mais afiada e, em menos de três minutos, põe em cada copo verdadeiras mini esculturas de casca de limão e azeitonas. Ao se inclinar sobre o balcão, os duros bicos dos seios se mostram. Seu sorriso maroto olha para mim e Luís.
– À uma noite de prazeres! – Gabriela brinda.
Quando ponho o último disco de Marina, faz um gesto com o indicador pedindo para nos aproximarmos e, fingindo vergonha, sussurra aos nossos ouvidos:
– Parece coisa de fanzoca boba, vocês vão até rir de mim. Essa camiseta aqui, foi a Marina que me deu. Sou muito amiga dela.
Diz isso, levantando o ombro direito, ao mesmo tempo inclina o rosto até o ombro, com os dedos longos, traz a alça aos lábios, fecha os olhos e beija a blusa.
– Fanzoca boba, nada. Olha o que eu tenho aqui na gaveta, falo enquanto apanho os ingressos.
Luís pergunta por que não falei nada. Em poucas palavras, disse saber que ele queria muito oferecer o jantar ao Roberto. Orgulhoso da minha deferência, sorri.
– Não é possível, diz Gabriela. Se você soubesse o que já deu de briga entre mim e o Roberto por causa deste jantar marcado no mesmo dia dos Rolling Stones. Agora, ele lá com meu pai, certamente se preparando para ouvir tango, e nós três aqui. Aqui e com a cabeça no Mick Jagger!
– A gente pode jantar tranqüilamente e ir para lá, expliquei.
– Mas como, o show deve começar em menos de meia hora?, diz Gabriela.
Ela não sabia da história da segunda apresentação e ficou absolutamente enlouquecida com a possibilidade de ver os Stones cara a cara.
– Luís, tira da cabeça a preocupação com a vice-presidência. Você é o preferido do papai e do Roberto. Também é o meu preferido. Eu tenho 50% das ações da empresa. Vice-presidência é assunto encerrado. Vamos ao prazer, comme il faut: com o dever cumprido e a consciência tranqüila!
Diz isso e acende um baseado que tirou da bolsa, magistralmente enrolado em papel de seda lilás.
– Para todos os prazeres! exclama , como se fizesse novo brinde. Fecha suavemente os olhos e se deleita com uma longa tragada.
– Soube que você se dedica ao estudo do Epicurismo de corpo e alma 24 horas por dia, eu disse.
– Ao estudo diria que dedico só minh’alma e manhãs. A tarde, jogo tênis. À noite, delíros. Pensando bem, acho que meus dias são compostos de 24 horas “epicuristas”: teóricas e práticas – explica, passando o baseado, com a marca e o provocante gosto de seu baton, para mim.
Toma um gole de dry martini e prossegue:
– Escrevo textos para revistas daqui e da França. Não me queixo da vida. Posso fazer o que gosto. Esta noite é o que eu chamo de “meta-delírio-triplo”. A gente está aqui no delírio do dry martini, do baseado, que antecede o delírio do jantar, que antecede o delírio dos Stones, que, sabe lá Deus, pode anteceder outros delírios, diz sorrindo e passando os dedos, úmidos e frios, do contato com o copo, na minha nuca e na de Luís.
– Que tal começar o jantar, ou melhor, o segundo ato do delírio?, sugere, sem jeito, Luís.
– Mais dry martini !
Eu e Gabriela falamos exatamente ao mesmo tempo. Rimos os três. Entrelaçamos os dedos minguinhos, como brincam as crianças, cada uma fez seu pedido, contamos até três, dissemos paf as duas ao desentrelaçarmos os dedos.
– Que ótimo, as duas falaram paf, os desejos de vocês vão se realizar. O que vocês pediram? – pergunta Luís.
– Fiz um pedido para nós três. Quando se realizar, agente vai saber que foi graças a ele. Sempre faço esse jogo e na única vez em que coincidiu de os dois dizerem a mesma coisa, eu tinha feito um super pedido que se realizou na mesma semana! – diz Gabriela.
Ela quer aprender a fazer Dry Martini e diz que me ensina a montar esculturas de casca de limão e azeitona.
Com cinco golpes, suaves porém decididos, prepara as azeitonas e as casca do limão; a mesma eficiência na montagem das mini esculturas. Tão rápido, que não aprendi nada.
Os Dry Martinis seguintes fiz lenta e didaticamente a pedido de Gabriela.
– É inacreditável que uma estudiosa de Epicuro, na teoria e prática , desconhecesse essa fórmula de fumo e Dry Martini como aperitivo. Agora sim, acho que já estamos todos com espírito e paladar preparados para o jantar.
A cada movimento na cozinha e na sala., percebia o profissionalismo do pessoal do Bufê . Grudado na porta da geladeira com um imã, um minucioso passo a passo, datilografado naturalmente, explicava como finalizar cada prato. A musse de salsão deveria ser tirado da geladeira 15 minutos antes de ser servida; o linguado na manteiga com camarão, alcaparra, batata cozida , cogumelo selvagem e arroz com ervas, já nos pratos individuais, esquentar 10 minutos no forno baixo.
Ponho a musse na mesa, abro a garrafa de vinho branco e seco, sirvo água mineral nos copos, vou à sala de visitas chamar Luís e Gabriela.
– Que mesa maravilhosa! Você dever ter tido um trabalhão para fazer tudo isso! – elogia Gabriela.
– Você nem imagina! Você nem imagina! Digo e viro o rosto na direção de Luís para me deleitar com seu sorriso cúmplice. Retribuo com uma rápida piscada e um beijinho no ar.
Luz na intensidade certa, música de câmara ao fundo, vinho datado na temperatura ideal, o sabor exótico da musse: perfeição a serviço do prazer. Gabriela admirava cada detalhe.
– Se vocês tivessem um livro para os convidados assinarem, descaradamente roubaria a frase que uma moça escreveu no livro do saudoso restaurante Pirandello: eu quero morar aqui!
Agradecemos o elogio e ela continuou:
– Sabem quem adoraria esse jantar? Epicuro! Imaginem, o homem iria enlouquecer nessa orgia de prazeres dos sentidos. Ainda com direito a Rolling Stones. Jamais ele voltaria pra Grécia depois de nos conhecer. Certamente acrescentaria no livro dos convidados, na frente do que eu escreveria: EU TAMBÉM!!! E assinaria.
Quando estou na cozinha esquentando o linguado, Luís vem pegar mais uma garrafa de vinho. Enquanto saca a rolha, vira o rosto para mim, me agradece pelo sucesso do jantar e me dá um beijinho na boca. Largo o que tinha nas mãos sobre a mesa, viro-me de frente para ele, abraço-o e damos um longo beijo. Excita-me o roçar dos meus seios em seu macio suéter de cashemere vermelho. Gabriela, da porta, nos observa:
– Eu também quero participar desse amorzinho!
Olhamos sorrindo para ela. Aproxima-se passa a mão em torno de nossas cabeças, dá um suave beijo em Luís e um beijo um pouco mais longo em mim, sua língua pressiona suavemente meus lábios e dentes. Entreabro a boca e nossas línguas se tocam por alguns segundos, ela passa a mão pelos meus cabelos e pescoço. Lentamente se afasta. Sorri. Desta vez, para minha agradável surpresa, Luís não fica sem jeito. Com naturalidade, sorrio. Aquela não era a primeira vez que uma mulher me beijava e, com toda certeza, não seria a última.
Volto para sala de jantar com o linguado. Rolling Stones eram o assunto. Conto que os Stones se apresentaram em várias cidades por onde passei, sempre poucos dias antes de eu chegar, ou uma semana depois de eu partir. Isso aconteceu mais ou menos umas dez vezes.
– Quando Luís me deu a notícia de que o jantar seria hoje, já estava imaginando que o destino queria que eu passasse minha vida toda sem usufruir o prazer dos Stones. Mas, graças a você, Gabriela, parece que vamos conseguir contornar os caprichos do destino. Obrigada. Viro-me para ela, fecho os olhos e mando-lhe um terno beijo de longe.
O linguado e a sobremesa, salada de frutas secas, com conhaque e sorvete de creme – especialidade minha – estavam perfeitos.
– Uma revista de faits divers – frescuras como eu chamo – me entrevistou perguntando qual cardápio escolheria para meu último jantar. Sushi, sashimi e doses reforçadas de saquê, respondi. Se me fizessem a mesma pergunta manhã, tenham certeza de que enumeraria todos os pratos e bebidas deste jantar deslumbrante. – diz Gabriela.
Assim que tomamos o último gole de vinho do Porto, levantei-me e disse:
– Let’ s go! Mick jagger waits for us!
Fomos no carro de Gabriela, um jaguar 2005 branco. Luís entrega os dois ingressos e quatrocentos dólares ao porteiro que, satisfeito, chama o maitre, passa-lhe 150 dólares, e manda que ele nos arranje uma boa mesa.
Melhor impossível: a mesa central da primeira fila. Ficaríamos a pouquíssimos metros dos Stones. Fomos ao banheiro retocar a maquiagem. Cheiramos quatro fileiras de coca sobre uma longa e fina lâmina de ágata preta com um mini cilindro de prata do arsenal que Gabriela trazia na bolsa. Traçamos a estratégia (infantil, mas poderia funcionar como ovo de Colombo).
– Ao delírio, ela diz, antes de abrir a porta do banheiro. Sorrio olhando fundo em seus olhos. Ela se aproxima. Como o show já estava começando, tínhamos certeza de que dessa vez nada iria interromper nosso beijo.
Voltamos ao salão. Tocavam uma balada lenta. Time is on my Side. Jagger, no primeiro momento, fuzila-nos com seu olhar e, em seguida, entre dois versos, diz, irônico, porem carinhoso: Wellcome. Com um pouco de vergonha, mas envaidecidas com o cumprimento, julgamos que essa passagem facilitaria o plano.
Pode parecer pretensão minha, mas, pelo menos em relação aos homens, sentia que Gabriela e eu roubávamos um pouco a atenção da platéia. Seu eu disser que até entre os Stones percebia-se uma certa fissura por nós duas, serei taxada de megalomaníaca? Mas era o que estava acontecendo. Keith Richards chega perto de Jagger, sussura-lhe algo nos ouvidos, e também nos cumprimenta. Sorrimos todos.
Por em prática a etapa seguinte, agora que o objetivo estava atingido, seria até covardia, mas éramos maquiavélicas.
Gabriela e eu nos entreolhamos. Com um sinal afirmativo, decidimos que o momento estava próximo. No intervalo entre as músicas seguintes, levantamos-nos e, lenta e sincronizadamente , tiramos nossos blasers. Platéia e Stones não desgrudam os olhos de nós duas por uns cinco minutos.
Durante o coquetel, eles cumprimentam, um a um, todos os presentes. Deixam nossa mesa por último. Jagger e Richards perguntam a Luís se podiam juntar-se a nós. Pedimos duas cadeiras ao garçon.
– And a bottle of Borbon, for us.
Não precisamos nem traduzir. Antes do show, os garçons haviam levado garrafas e garrafas de borbon para eles e toda a troupe.
Não se passaram nem quinze minutos, quando a conversa estava fluindo legal, Jagger é chamado pelo empresário para uma festa na casa da filha do patrocinador da turnê. Não esconde sua decepção:
– Todos na banda trabalhamos duro, mas os melhores frutos quem colhe são sempre eles quatro. Isto há quase trinta anos.
Colher frutos? – pensei. Tá certo que era o que eu e Elza desejávamos : transformar aquela noite num imenso pomar. Mas vai ser direito assim lá no primeiro mundo!
Jagger despede-se com um abraço em Luís, um beijo no rosto de Richards e de nós duas com fugazes, porém deliciosos, beijos na boca.
– Finalmente um carro de verdade – diz Richards ao ver o Jaguar de Gabriela. Pensei que aqui no Brasil só houvesse as carroças do Collor pro povão e esses carrinhos japoneses dos yuppies.
– Que tal mais rodada de salada de frutas e bebidas na casa de vocês? – sugere Gabriela.
Gabriela faz uma descrição tão entusiasmada de todo o jantar, sobretudo da salada de frutas, que Richards brinca.
– Vocês não sabiam que os carros ingleses voam nas horas de emergência. Isto é uma emergência, ele diz pro carro e ordena: Voe.
Gabriela acelera para voarmos “dentro da madrugada veloz” sobre a pista da Cidade Jardim.
Luís e eu voltamos para sala com a salada de frutas, Gabriela e Richards beijavam-se. Convidam-nos para sentarmos. Ela sugere um reforço de fumo para aguçar os sentidos.
– Eu sou um cara de sorte. Estou aqui com o que o Brasil tem de mundialmente famoso: suas mulheres e sua maconha.
Dá uma tragada, um beijo em Gabriela, nova tragada, e me beija com fissura. Ao mesmo tempo, Gabriela dá um longo beijo em Luís, que lhe acaricia os seios por dentro da roupa. Fingindo um pouco de indecisão , Gabriela tira a blusa. Antes de recomeçar a beijar meu namorado, aproxima-se de mim pelas costas e, dizendo querer solidariedade, também tira minha blusa e me dá um longo beijo na nuca acaricia-me os peitos e sussura-me aos ouvidos:
– Eu não disse que meus pedidos na brincadeira do pif-paf sempre se realizam.
Richards pega seu copo e brinda:
– Aos prazeres que Mick deve estar desfrutando na casa da filha do empresário!
Morremos de rir do seu sadismo.
Acordamos, os quatro na cama de Luís, às onze horas da noite do domingo.
Gabriela não parava de rir:
– Pretensiosa como ninguém, na minha cabeça, o Caetano tinha feito a música Totalmente Demais para mim. A partir de agora, vou passar a considerar mais essa hipótese.
Às gargalhadas, resumimos a música e traduzimos a teoria de Gabriela para ele, que emendou com uma dúvida :
– Me digam uma coisa, todas as noites de vocês são assim???
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Gostou??? Em um bar despretencioso para almoçar, fim do ano passado, vi uma jovem com o livro do Keith Richards, que acabava de ser lançado.
Peguntei se ela estava gostando – ela me disse que sim. Sugeri que ela lesse esse meu conto. Veja o comentário que ela deixou no post:
“Seria uma noite que valeria por mil e uma!”
Fica difícil discordar!!!
Sem os Stones esse meio século teria sido muito menos interessante. Sorte nossa termos sido contemporâneos deles!!! Parbéns, Jagger, Richards, Watts e Wood.
Sábado, previsão de 7 graus de temperatura em S. Paulo Capital e em todo o sul do Brasil. Menos de um mês atrás, às vésperas de outro fim de semana em que faria muito frio, publiquei uma vez mais, fabulosa receita de Cozido, para a qual, modéstia parte, dei decisiva contribuição.
O frio insiste e eu insisto na receita perfeita para conviver com ele. Desta vez, tive o cuidado de atualizar o vinho que harmonize legal, à venda no Santa Luzia, onde podem ser comprados praticamente todos os ingredientes.
Detalhe especial. O vinho indicado por Marcelo do Santa Luzia é um Sino da Romaneira, da vínicola Quinta da Romaneira, onde existe hotel em que Brad Pitt e Angelina Jolie costumam se hospedar.
Conheça o site da Vinícola/Hotel e decida se quer fazer o cozido em Sampa ou prefere ir para Portugal e correr o agradável risco de se encontrar com Jolie e Brad Pitt.
Legal, sonhou bastante??? Não foi você que ganhou sozinho na Mega Sena ontem??? Sinto muito!!! Então, continue a ler e prepare fabuloso cozido.
Lá vai o texto que publiquei às véspera do Hotel Ca´D´Oro, onde se saboreava incomparável cozido, fechar suas portas.
No fim do texto, realação de compras, pronta para copiar e imprimir, inclusive reiterando vinho para o cozido e vinho para a sobremesa.
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No próximo domingo, o tradicional Hotel Ca´d´Oro encerra suas atividades e na sexta-feira é o último dia em que seu fabuloso restaurante abre as portas. As reservas para almoço e jantar estão todas esgotadas. O Bollito Misto, com imensa variedade de carnes, legumes, todos nos ponto absolutamente certo, mostarda de Cremona, trazido naquele elegantíssimo carrinho réchaud, em breve, será apenas história, incapaz para sempre de se materializar naquele sofisticado e discreto salão do Baixo Augusta.
Pois bem, sem querer ser rima, muito menos solução, para marcar o momento, Boca no Trombone publica novamente fabulosa receita de Cozido. Quando o frio chegar e as saudades do charme do restaurante baterem forte, talvez só reste preparar em casa mesmo o Bollito e chamar os amigos.
Quem quiser ficar com a consciência tranqüila e fazer uma tentativa de comer pela ultima vez o Cozido Do C´a´doro, ficam aí o telefone e o endereço Ca´d´Oro – R. Augusta, 129 – Fone 011 3236-4300. Não deixe de ligar antes de ir.
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Cozido era prato tradicional aos domingos de Inverno na minha casa da Rua Jacarezinho. A mim me parecia que d. Hilda, cozinheira que permaneceu na família por mais de 17 anos, tinha imenso trabalho nesses almoços.
Uma vez, munido do fabuloso livro – MINHAS RECEITAS BRASILEIRAS – do Antônio Houaiss, meu saudoso guru, filólogo e gastrônomo, preparei espetacular cozido em Campos do Jordão. Deu trabalho, mas valeu a pena. Tava ótimo!!!!
Há cerca de dois anos, ao comprar caldo de costela Knorr, no verso da caixinha, havia facílima receita. Renata, do atendimento ao consumidor, me passou por email a receita.
O método da Knorr era ótimo, mas a receita do Houaiss, muito mais rica. Agora que a receita já estava no computador e não mais nas minúsculas letras do verso da caixinha, foi fácil acrescentar os ingredientes do Houaiss. Já preparei algumas vezes e ficou verdadeiramente fabuloso.
Para completar, ainda faço sugestões de molhos para serem levados à mesa onde cada um se serve na quantia desejada.
Também há sugestão do vinho, da sobremesa e do vinho para acompanhar sobremesa.
Cozido Rústico Antônio Houaiss/Knorr
Fazer o molho de pimenta na véspera
MOLHO DE PIMENTA
Ingredientes
2 colheres de sopa cheias de pimentas frescas variadas e bem picadas.
Meio copo de vinagre branco
2 colheres de sopa de azeite
Meia xícara de chá de água
1 cebola média cortada em rodelas muito finas
Sal
Preparo
Misturar as pimentas com o vinagre, a água e o azeite.
Bater bem.
Temperar com sal e juntar a cebola.
Deixar fora da geladeira uma hora antes de servir.
OBS – Esse molho tb é ótimo para comer com bolinhos de arroz. Guarde o que sobrar na geladeira.
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RECEITA
COZIDO RÚSTICO ANTÔNIO HOUAISS/KNORR
Oito Pessoas
Ingredientes
– 300 grs Patinho (em pedaços grandes)
– 200 grs Coxão duro ( em pedaços grandes)
-200 grs de Músculo (em pedaços grandes)
-200 grs de toucinho cru (um só pedaço)
– 150 grs de toucinho defumado cortado em pedaços pequenos
– 100 grs carne seca em pedaços pequenos (deixar de molho)
– 100 grs de paio
– Coxa e sobrecoxa frango cortada nas juntas
– 200 grs de Lingüiça Fresca cortada em pedaços pequenos
– 2 Espigas de milho cortadas em 3 pedaços cada
– 4 cebolas médias inteiras
– Cheiro verde
– 150 grs de abóbora
– 1 repolho pequeno separado em folhas
– Um maço de couve couve rasgada
– 3 bananas da terra com casca
– 8 batatas médias
– Uma mandioca
-Farinha pro pirão
– Oleo
Caldo de Costela Knorr – 5 tabletes
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Colocar na mesa:
Raiz forte
Mostarda clara
Mostarda Escura
Molho de pimenta
MODO DE FAZER
Dissolver 5 cubos de caldo de costela em 10 xícaras de água fervente.
Em uma panela grande, aquecer o óleo e refogar carnes (patinho, coxão duro, músculo, carne seca, paio, frango e lingüiça, toucinho cru e defumado por 5 minutos)
Por as carnes e o caldo fervente e Cheiro verde
na panela de pressão
Por bem pouco sal. Os tabletes de caldo já são bem salgados.
Por na panela de pressão junto com as carnes que permanecem lá. Caso não caiba tudo, fazer em duas etapas a parte da panela de pressão.
Milho verde
batata descascadas cortas em 4
mandioca descascada cortadas em pedaços médios
e cozinhar por 3 minutos depois da pressão.
Deixar a panela na água da torneira, abrir
Colocar na panela de pressão
4 cebolas médias inteiras
abóbora
banana da terra com casca cortada em 3
E cozinhar mais três minutos depois da pressão. Desligar e deixar a panela tampada por mais 5 minutos.
HORA DE SERVIR
Ligar o Forno.
Colocar as folhas de couve e de repolho crus rasgados em uma panela grande. Colocar nessa panela grande todo o conteúdo da panela de pressão. Aquecer em fogo bem brando até ficar bem quente.
Aquecer dois pirex e colocar as carnes em uma travessa e legumes e verduras em outra.
Deixar os dois pirex no forno baixo com caldo para não ressecar.
Aquecer os pratos de servir.
Servir um pouco de caldo (só caldo) na molheira
Fazer o pirão
Ferver o caldo e ir colocando a farinha de mandioca crua e mexendo.
SERVIR
Servir bem quente nos dois pirex aquecidos e o pirão separado.
O charme, de acordo com Houaiss, é que a tradição determina que o toucinho – não o defumando – seja mandado à mesa inteiro e então cada um corta a sua porção.
MOLHOS
Deixar o Molho de Pimenta em uma molheira na mesa.
Caldo do cozido em outra molheira.
Deixar também na mesa – em três pratinhos –
raiz forte,
mostarda clara e
mostarda escura.
Vinho para acompanhar o cozido -(acabei de confirmar – 29/6/09 preços dos vinhos)
SOBREMESA
Doces portugueses.
Vinho do Porto para acompanhar sobremesa
Porto Fonseca Pin 27 – Fine Reserva –Uma garrafa dá para mais de 10 pessoas.
Esse vinho do porto é um bom ruby com estrutura suficiente para resistir doces a base de ovos e também chocolate.
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Lista de compras:
Imprima a lista de compras abaixo e leve ao supermercado.
Provavelmente o supermercado Santa Luzia terá todos os ingrediente.
Endereço Sta Luzia – – Al Lorena, 1471 – Cerqueira César – Fone 3897-5000 – 30835844 – De seg. a sábado das 8 as 20,45
Copie, imprima e leve ao supermercado
– 300 grs Patinho (em pedaços grandes)
– 200 grs Coxão duro ( em pedaços grandes)
-200 grs de Músculo (em pedaços grandes)
-200 grs de toucinho cru (um só pedaço)
– 150 grs de toucinho defumado cortado em pedaços pequenos
– 100 grs carne seca em pedaços pequenos (deixar de molho)
– 100 grs de paio
– Coxa e sobrecoxa frango cortada nas juntas
– 200 grs de Lingüiça Fresca cortada em pedaços pequenos
– 2 Espigas de milho cortadas em 3 pedaços cada
– 5 cebolas médias inteiras (uma é para o molho)
– Cheiro verde
– 150 grs de abóbora
– 1 repolho pequeno separado em folhas
– Um maço de couve couve rasgada
– 3 bananas da terra com casca
– 8 batatas médias
– Uma mandioca
-Farinha pro pirão
– Oleo
Caldo de Costela Knorr – 5 tabletes
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Raiz forte
Mostarda clara
Mostarda Escura
Compras para o de Molho de pimenta
pimentas frescas variadas
vinagre branco
azeite
Sal
Sobremesa
Doces portugueses
Eles são deliciosos nos Sta Luzia.
Vinho para acompanhar o cozido:
Quinta da Romaneira; vinho simples, porém espetacular, nas palavras do Marcelo da Santa Luzia – R$ 62,00 a garrafa. Meia garrafa por pessoa, para quem não bebe muito. Que aliás, já é excessivo para o bafômetro!!!
Vinho do Porto legal para acompanhar os docinhos portugueses
Fonseca Pin 22 – R$ 61,00 a garrafa que dá para umas oito a dez pessos
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Cozido é Clássico. Clássico não é contemporâneo, tampouco moderno. É eterno!!!
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Não ganhou na Mega Sena para ir ao Hotel??? ...... Prepare um bom cozido e tome dois excelentes vinhos
A votação da lei que proibia o cigarro em ambientes fechados em S. Paulo terminou tarde. Fui dormir antes. Quando li no jornal, ou ouvi no rádio, que havia sido aprovada por ampla maioria, não acreditei.
Como também é complicado entender que o senado cassou o mandato de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) por quebra de decoro parlamentar, devido as relações dele com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Foram 56 votos a favor da cassação e 19 contra. Não sei se dá para sintetizar: 19 corporativistas e 56 egoístas que quiseram salvar a própria pele em ano de eleição.
Frase minha: Não é o mundo que é pequeno, os ricos é que são poucos. Talvez dê para usar idéia/estrutura semelhante de raciocínio para explicar o minúsculo e lúdico mundo dos políticos/ da política!!!
Vale sempre lembrar os nobres senadores de que o Dia Nacional da Pizza é Hoje, 10 de julho. Não amanhã, quando será votada a cassação do mandato de Senador de Demóstenes Torres, ex-líder do DEM-GO) acusado de ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Uma Pizza Demóstenes à Moda Cachoeira não deverá ser bem digerida pela população.
Mas alguém no senado está lá se importando pelo que pensa o povo???
Solidariedade/corporativismo pode(m) ser simpático(s), mas como a eleição tá aí, sei lá!!!
Anos anteriores, escrevi textos agradáveis para comemorar a data. Se quiser ler, clique aqui. Se quiser, comemorar com atraso o dia, ou a Pizza senatorial, vá ao Camelo. Conheça o Camelo e resista se for Capaz, clique aqui
Telejornais de hoje noticiaram a respeito de Padre Suspeito de Abusar de Adolescentes em S. Paulo. Assunto triste, mas, como cantou Billy Blanco, o que dá para rir, dá para chorar. Assim, sugiro que primeiro você se informe sobre o assunto, clicando aqui
Agora, micropoema hilário deThiago Cervan, que venceu o primeiro Slam de micropoesia (poemas de até 10 segundos) em 29 de maio último, na Casa das Rosas em S. Paulo.
Semana Santa: A pichação na paróquia alerta: Padre, carne de menino também não pode