Casos de Tancredo Neves – Esse virou Metamitologia!!!

As histórias envolvendo Tancredo nem são mais do folclore.  Foram promovidas:  são da mitologia.  Essa então, que ninguém prova ser Tancredo o protagonisa, já  faria parte da metamitologia, mitologia em cima da mitologia.

Tancredo teria combinado com cinco amigos que  todos eles  levariam R$ 100,00 para pagar Caronte, barqueiro da  mitologia grega que leva “os mortos até o outro lado do Rio Estige, que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos.” Combinaram que nos velórios, cada um dos amigos  colocaria R$ 20,00 na mão do morto para ele pagar pela travessia.

Na morte do primeiro, todos os quatro cumprem  o combinado.  Tancredo recolhe as quatro notas de R$ 20,00 e preenche um cheque de R$ 100, 00 que põe na mão do morto.

Olha, se o Tancredo fez ou não fez isso, ninguém nunca vai saber!!! Mas eu acho que deveria ter feito, sim. Tem o mesmo charme que dizer para o espertinho:

– Exatamente, você diga que eu o convidei e você não aceitou.

Se quiser ler  a respeito do convite que nunca foi feito, clique aqui

++++++

Infelizmente, acabaram-se os casos que eu conhecia envolvendo o sagaz Tancredo Neves.  Quem conhecer outros, pode me mandar.  Pesquiso se não se trata de metamitologia e publico

Não Banho e Mesquinhez Inglesa

Inglaterra/Londres parece que vão dar show de organização durante as Olimpiadas.

Há quase 40 anos morei na casa de Família inglesa, pagando pela hospedagem.

Já relatei aqui essa experiência.  Como Ingleses vão estar no Centro do Mundo, publico novamente.

Chamam a atenção o quanto eles não gostam de banho e o quanto gostam de dinheiro. O verbo gostar aqui utilizado no seu pior sentido. Ou seja, o gostar de dinheiro, como sinônimo,  particular (não estou dizendo que todo inglês é assim),  de falta de seriedade. Já  o não gostar de banho, aí é falta de higiene mesmo, não tem eufemismo, tampouco parece ser exceção; é regra!!!  Na ocasião em que publiquei,  mais de 50 leitores comentaram, reafirmando o que eu dizia.  No final do texto, deixo link para comentários dos leitores na época.

Lá vai:
Meu post de anteontem sobre barbas, barbudos, banhos de banheiras e não banhos de ingleses recebeu  vários – para os padrões do Boca,  naturalmente – comentários.

Costumo responder cada comentário individualmente.  Para facilitar a coisa e também por  ter percebido que o assunto ingleses ainda não se esgotou,  retomo o tema; conto mais detalhes da minha experiência vivendo  na casa de  uma família classe média típica. Foi bem legal.  Mas notei que diversas coisas curiosas na rotina dos ingleses que também foram lembradas por alguns leitores. http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/03/24/barbudos-x-barbeados-banheira-x-chuveiro/

Durante os dois meses que passei lá em Bournemouth, cidade ao sul da Inglaterra, próxima a Londres, viajei todos os fins de semana. (saia  sexta à tarde e voltava domingo para dormir). Assim, a questão dos três banhos semanais a que tinha direito foi ligeiramente amenizada.

Ainda no setor higiene,  jamais vi algum dos donos da casa (um casal, mais a filha) com cara de quem tivesse tomado banho.  O único contato que presenciei deles com a água não foi dos mais agradáveis.

Uma noite, entro na cozinha e o que vejo???  O dono da casa lavando a cabeça na pia da cozinha.  Na volta ao Brasil, contei isso para meu pai, que comentou com um amigo nosso inglês.  Ele  garantiu que era normal, na Inglaterra, as pessoas lavarem a cabeça na pia da cozinha. O porquê disso não fica claro.  Como disse Caetano, “eu não consigo entender sua lógica.”  Entender ou não entender não tem importância.  Grave é usar a louça e comer comida lavada na pia que também serve para lavar cabeça,  e sabe-se lá se não deixei de ver coisas piores…

Um leitor do Boca fala, até de maneira rude, do mal cheiro das inglesas (leia no comentário do post de ontem)  Ele  está muito bem acompanhado. Famoso e prestigiadíssimo  personagem da política,  tido como mulherengo,  diplomata em Londres, ao responder a uma amiga se havia gostado das Inglesas, foi taxativo:

– São bonitinhas, mas muito mal lavadinhas…

Voltando à minha experiência com a família inglesa,  passo aos pequenos  truques, golpinhos que me aplicaram.

Paguei aqui no Brasil uma determinada quantia para a Escola que freqüentei e outra quantia que foi diretamente para a família que me hospedou.

Está mais do que implícito que um quarto alugado durante o inverno em uma casa na Inglaterra tenha calefação.  Pois não é que a dona de casa me disse que a calefação não estava incluída e que eu deveria pagar.   Não quis brigar e concordei. Ela me deu o valor semanal da calefação. Argumentei que pretendia viajar todos os finais de semana e que preferiria pagar por noite a calefação, quando eu, de fato, estivesse usando.  Ela não concordou.  Cobrava sempre por sete noites, embora só ligasse cinco vezes por semana.

Eu e o Javier, mexicano que também estava ali hospedado,  éramos apenas meios de a dona de casa, landlady, reforçar o orçamento.  Nada além disso.

Perguntou-me ainda se eu queria que ela lavasse minha roupa e já foi logo dando o preço.  Falei que era coisa relativa: como ela já podia dar o preço sem saber quanta roupa seria?  Ela foi clara: esse preço é para a quantidade de roupa  que pessoa normal usa por semana : duas camisas, duas meias e duas cuecas. Agradeci e disse que eu mesmo levaria para a lavanderia.

Curioso é que mesmo quando queria ser simpática e mostrar eficiência, ela era seca e até meio rude.  Elogiei bastante os ovos mexidos do café da manhã. (scramble eggs, certamente escrevi errado) de lá. Imediatamente, me responde:

– Às terças e quintas  (lembro-me que eram exatamente esses os dias) tem.

Sou cara extremamente justo, o que é certo é certo e, como já disse e repeti, detesto desperdício.  A dona da casa pediu que avisasse sempre com antecedência quando fosse viajar no fim de semana, para que ela não comprasse comida para mim.  Perfeito.  Nada de desperdício.

Meu pacote de hospedagem compreendia: quarto de domingo a domingo,  café da manhã e jantar de segunda a sexta e as três refeições do sábado e do domingo.

Como já  disse,  todos os fins de semana, viajei.  Ou seja, deixei de consumir sete refeições a cada fim-de-semana.  Passei lá seis semanas, logo foram  exatamente 42 refeições que, embora tenham sido pagas, não foram consumidas.

Uma noite, durante o jantar, ela me pergunta em que dia eu iria embora.  Falei que seria dali a dois sábados.  Ela diz:

– Pois bem,  o café da manhã do sábado em que você vai embora, você vai ter que me pagar porque a escola só me paga até sexta-feira.

Eu falava legal  inglês e entendi perfeitamente.  Mas, por segurança, confirmei em Portunhol com o mexicano Javier.  Pedi que não comentasse nada, mas lhe disse que iria denunciá-la para a escola. E a escola, muito provavelmente  iria descredenciá-la na mesma hora.  Se eu tivesse consumido todas as refeições previstas, perfeito que ela cobrasse essa extra.

Detalhe: alguns brasileiros levam lembrancinhas típicas daqui, um anelzinho de água marinha e outras besteiras baratinhas para a dona da casa..  Eu havia levado  três quilos de café da melhor qualidade,  panela própria para esquentar a água, bule, coador e xícaras de porcelana pintadas a mão.  Isso não vem ao caso.  O que conta é que eu deixei de consumir 42 refeições e ela quis me cobrar um ovo, uma torrada e uma xícara de café (aliás, que eu havia lhe dado).

A história acaba assim: fui-me embora na 6. Feira.  Deixei barato, não denunciei na escola e  não teve o quebra-pau anunciado. Nesse momento em que escrevo, acho que agi mal: devia ter denunciado.

Ingleses não são efusivos, abraços e beijos não jorram por lá com parte de cumprimentos.  Mas é lógico que depois de conviver um mês e meio, por mais frio que sejam todos os envolvidos,  na despedida, apertam-se as mãos e até um beijinho e abraço  fazem parte da coisa.

Eduardo e Marina, brasileiros que iam comigo ao Aeroporto e passaram em casa para me apanhar de táxi, ficaram impressionados porque, já dentro do táxi, limitei-me a um aceno com a cabeça de despedida.

Quatro anos após, morei cerca de quinze dias em casa de família americana.  180º  opostos.  Conto logo mais.

+++++++++++

Se quiser ler os comentários feitos na época em que publiquei esse texto, clique aqui Aproveite e também deixe sua opinião, nesta última edição do texto.

Stand Up Musical

Adoro Stand Up.  Destesto Musical.

No Guia de Teatro desta semana, há uma peça descrita como STAND UP MUSICAL.

Na dúvida…  não vou.

Brincadeira, não  tive dúvida alguma.  A simples possibilidade  de atores em cena que  cantam até para pedir um copo da água durante o jantar  me causa pânico.

Embora deteste terminhos da moda (na verdade detesto terminhos babacas/chavões), dentro dessa ( musical), me considere sempre fora!!!

+++++++

Veja alguns vídeos de comédia stand up  Clique aqui

Casos de Tancredo Neves – O primeiro. Convite!!!

A habilidade de   Tancredo Neves  com as palavras e na arte da política  fariam  Neymar parecer um principiante sofrível  com  a bola nos pés.

Um exemplo???

Desde que entrou na política, Maluf foi ladrilhando, por quase trinta anos,  pedrinha por pedrinha o caminho que o levaria à Presidência da República via colégio eleitoral em 1985.

Pois bem, em pouquíssimo tempo de campanha junto ao Colégio eleitoral,   Tancredo faz  implodir o trabalho de décadas de Maluf, sendo ele o escolhido para Presidente.  Não toma posse por motivos de saúde.  Sarney, seu vice, assume.

Com esse grau de habilidade no atacado, imagine a fera no varejinho do dia-a-dia da política.

Lendas   ou  verdades, há três episódios formidáveis.  Hoje, apenas um deles.  Talvez seja o mais engraçado, mas os outros dois também são razoáveis.

Tancredo havia sido eleito para governador,  ou outro cargo do executivo.

Chega para ele um político, com aquela conversinha típica de político  e lhe diz, tentando jogar verde para colher maduro.

– Governador, ouvi dizer que o senhor está pensando em mim para a chefia da Casa Civil.

Tancredo não teve dúvidas.

– Exatamente, meu filho.  Você diga que eu o convidei e que você não aceitou!!!

Shoppings Centers

Shoppings Centers paulistanos  enfrentando todo o tipo de problema com o poder público me fazem puxar a brasa para a minha sardinha, digo, frase minha.  Lá vai:

“Shoppings centers me proporcionam imensa alegra – quando saio”.

A bola da vez é o Frei Caneca  que, segundo a Folha de Hoje, deve ser fechado pela prefeitura a partir de amanhã.   Por ser o preferido dos homossexuais, esse shopping recebeu dois apelidos engraçadinhos: Frei Boneca e Gay Caneca

Consideração Pelo Prefeito

Meu pai, desde os tempos de Faculdade, sempre participou da política.  Era amigo do Presidente Jânio, do  prefeito Faria Lima,  do governador  Roberto Sodré, aliás, padrinho do meu pai de casamento, de deputados, enfim, de todo o mundo político.

Naquele tempo, não havia a obsessão por segurança que existe hoje.  Certamente que a prefeitura e o governo do estado  mantinham, ligada ao gabinete,  uma pequena estrutura militar/policial.  Mas com freqüência, ele e o prefeito Faria Lima saiam os dois sozinhos, sobretudo à noite, quando o Brigadeiro,  como era chamado pelos que conhecia há mais tempo, gostava de passar/fiscalizar  as  inúmeras obras que vieram remodelar a cidade (avenida 23 de Maio, Rubem Berta, o alargamento da Rua Iguatemi, depois rebatizada com o nome de Av. Brigadeiro Faria Lima, Praça Roosvelt, entre outras).

Um conhecido dele e do prefeito Faria Lima estava desconfiado de  que a mulher o traía. Sabendo dessa pequena estrutura de polícia/investigadores de que dispunham,  pediu   que eles colocassem alguém  para seguir a mulher.

O prefeito passou a bola para meu pai que conseguiu o sujeito para fazer o serviço.

Alguns dias depois, missão cumprida,  o investigador marca com meu pai para falar sobre o assunto.

Foi direto:

– Doutor, a mulher dá para todo mundo.  Só não comi em consideração ao senhor e ao prefeito!!!

Serra, Constrangedor!!!

Não sei o que é mais constrangedor: ver José Serra tentando se equilibrar em cima de um Skate, como mostrou a Folha de hoje, logo de manhã; ou presenciar  o candidato  passar mais uma cantadinha infame na Monica Iozzi, como assistiram os telespectadores do CQC.  Veja as duas cenas. Em qual delas você ficou mais incomodado ???  Meu voto???  Cantadinha na Monica, já assisti a várias.  A Foto me impressionou!!!

Sei que você não merece, mas….  acho que tô virando um pouco sádico!!!  Se eu vi a foto abaixo, logo de manhã, por que eu  haveria de poupá-lo????  Afinal, ainda não estou precisando tanto badalar meus leitores, pelo menos eu acho!!!

Veja a Reportagem Inteira do CQC   com vários candidatos a prefeito.  Há passagens hilárias, Soninha falando de depilação; Gabriel Chalita se achando parecido com Roger Feder e, finalmente, o sedutor José Serra partindo  para cima, leia-se cantando,  da repórter.  Clique aqui

Há 20 Anos Votamos Para Presidente. Já o Suco de Frutas, Você Não Pode Adoçar ao Seu Gosto.

Todo mundo sabe disso.  Um dos problemas de alimentos industrializados é que os doces são “extremississimamente” doces e os salgados idem salgados.  Um inferno.

Os produtos Fazenda Bela Vista são muito bons.  Eu, que não gosto muito de leite, tomo o leite deles com prazer.  O suco de Laranja da mesma fábrica traz inscrição na embalagesm:  sem adição de açúcar.   É bem razoável, lógico que não dá para se comparar ao feito na hora.

Pois bem, abri há pouco suco de pêssego da mesma Fazenda Bela Vista.  Pêssego é uma Delícia; logo, suco de pêssego também deveria ser ótimo.  Na fórmula, sem qualquer destaque, consta que contem açúcar. Fazendo gracinha boba, diria que é açucar, contendo   suco de pêssego.

Sal e açúcar, em excesso, não precisa ser médico para saber,  fazem mal à saúde.  Por que é então que a Insdústria Alimentícia faz isso e as autoridades sanitárias não tomam nenhuma providência???

Suponho ser  direito do consumidor,  adoçar e salgar o quanto queira o que vai comer/beber.  E bem mais democrático.  A propósito,   há duas décadas recuperamos o direito de votar até para presidente e a indústria alimentícia continua a nos enfiar goela abaixo excesso de sal  e açúcar.

CHATO

Conhecido meu é muiiiito chato, muito chato mesmo!!!

Você está achando que é   exagero meu???

Pois bem, lá pelos cinquenta e poucos  anos, depois de um divórcio, ele resolve  morar junto com a namorada.

Fazem uma festa para comunicar e  comemorar a decisão e vaijam  para a Europa na sexta-feira,  para a Lua de Mel.

Na segunda-feira, a mulher volta sozinha para o Brasil.

Aliás, uma vez falei para outra namorada dele.

– Joana,   lembre-se do que diz minha  amiga Alba Carvalho:   “Chato não é envelhecer sozinha, chato é envelhecer com um chato ao lado.”

A que embarcou na dele, e  embarcou de volta correndo   para o  Brasil,   que o diga!!!  Ou melhor, que não o diga, já que ela não suportou ficar nem três dias com a fera.