Repartição Pública na Era do Celular

Na Repartição Pública, hoje às 10,30 horas,  quando cheguei,  havia  um funcionário, meio coroa ( gíria antiga para dizer velho/idoso) com tênis colorido,  e uma funcionária.  Ambos ao celular em conversas  que pareciam  não ter fim.  A mulher me atendia, mas não largava o celular, digo, continuava no papo – terminou o papo, ela desligou.  Eu devia ter perguntado se não estava atrapalhando.  Não consegui resolver meu problema, não por culpa da mulher e, dez minutos depois, estava saindo.  O funcionário continuava ao celular.

Um pouco intrigante, entretanto.  Por que gastavam dinheiro/crédito com celular se podiam bater papo pelo telefone da repartição???

Acho que até isso o celular conseguiu subverter!!!!

Malandros e Ordinários

Fabuloso Jorge Benjor, com precisão, definiu na Música Caramba:

– Se malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem.

Concordo plenamente com meu ídolo, ser honesto é a melhor coisa que existe.  E mais, acho que o verdadeiro malandro, aquele sobre o qual Chico Buarque também já falou, pode muito bem chegar a essa conclusão, até mesmo para sobreviver.

Agora, nego/nega (porque existem mulheres também) ordinário(a) não tem jeito.  Neles/Nelas, tudo é ordinário desde  a qualidade  do raciocínio até a  conduta.  O levar vantagem do Gérson, era tênue, muito tênue, perto de um ordinário(a).  Acho que o ordinário é mais ou menos como o escorpião  da fábula de Esopo.

O escorpião pede para a rã levá-lo a outra margem do rio.  A rã disse que levaria, mas que ele não poderia  picar, pois os dois morreriam.  No meio da travessia, o escorpião crava o ferrão na rã.  A rã diz que ambos vão morrer e não entende a atitude do outro.  O escorpião:

– É a minha natureza!!!

Pois bem, a ordinarice é a natureza de muitas pessoas e eles são ordinários 24 horas por dia, desde muito jovens até a morte.  Azar delas e de quem é obrigado a conviver com elas.

 

Redação do Enem – Nem Pense nos Terminhos da Moda e Frases Curtas!!! Interpretação de Texto é Bem Mais Simples do Que Parece

Fui ao teatro hoje na tombada Vila  Maria Zélia, zona Leste,  para assistir Estrada do Sul, a partir de conto de Júlio Cortazar. Li o conto mil anos atrás, ele está na minha cabeceira para ser relido.

O espetáculo apresentado foi outro, mas valeu a pena.  Semana que vem, domingão, será a vez de Estrada do Sul.  Tô lá de novo, sem qualquer sombra de dúvida.

Complicado para chegar de carro, mas ficava cerca de 15/20 quadras do Metrô Belém.  Optei pelo metrô, lógico. Sempre que posso, vou de metrô.  Ainda mais sabadão.  Mas tava cheio com a garotada do Enen.

Garoto simpático que saia da prova, comentou comigo que amanhã será interpretação de Texto e redação.  Disse para ele que fui aluno de português  do Lendário Platão no fabuloso colégio Equipe.    Falei ainda que, segundo o mestre, interpretação de texto não tem nada de subjetivo – o que tá no texto é verdadeiro, o resto é o resto.  Isso poderá  ajudá-lo muito amanhã.  Queria também lhe disser algo talvez mais importante.  Mas cheguei antes ao Belém.

Para rimar com Belém, bem, lá vai.  Certamente todos os professores inteligentes já devem ter dito isso a seus alunos.  Se eles não falaram, falo eu:  fujam, mas fujam mesmo, em alta velocidade, dos terminhos da moda.  Nem pense em escrever:

Galera, Rolando, entre mil outras baboseiras que todo mundo acha legal dizer hoje em dia.  Há uma infinidade desses termos, vou escrever com mais calma a respeito.

De qualquer forma, fica aí a sugestão.  Aliás, quem conseguir evitar esses terminhos no dia a dia só vai fazer ganhar pontos com todo mundo; certamente até com a GALERA!!!  (só de escrever, me dá arrepio!!!).

Boas Interpretações de Texto e Boas Redações pra todo mundo amanhã.  Em tempo, sugestão de mil anos atrás, que, certamente, continua em alta:  frases curtas na redação!!!!

Lei Ignorada Sob Fuças de Seguranças e Gerentes

Em bancos, a lei 15429, aquela que proíbe celular, é ignorada sob as fuças de gerentes e seguranças. Não digo solenemente ignoradas por três razões.

1) Não gosto de chavões/expressões prontas.

2) Nada há de solene desde o momento em que você tira o pé da calçada e se enfia naquelas malditas portas giratórias.  É enxurrada de desrespeitos e afrontas  atrás de mais enxurrada.

3) Idem, digo, não há nada de solene  quanto à compulsão que o celular exerce sobre a humanidade desde o fim do último milênio.

TV Globo não Tem Pena de Mim!!!

Meu amigo Fernando Vasqs tem belo micro poema:

Menino não tem pena de passarinho;  tivesse, voava.

Pois bem, sou abusado, uso micro-poema lindo desses  para falar de  babaquice sem tamanho, em relação à TV Globo.

Tive dia puxado,  mas a Globo não tem pena de mim. Tivesse, não me privaria    de A Grande Família, nem  tentaria  me tuchar, retinas e ouvidos a dentro,  Adriana Lima e The Voice Brasil

Tenta, porque não consegue.

Pobreza…

Belíssimos painéis da pintora Tomie Otake  cobrem quase que inteiramente a parede da estação Paulista do metrô, linha verde, sentido Vila Prudente. 

“Ninguém nem vê”. 

Todos os olhos na plataforma estão grudados em smarthphones…  Aqueles,  cujos olhos não olham as telinhas, estão com ouvidos e mentes embotadas  tagarelando assuntos absolutamente palpitantes ao celular.

Pobreza estética, pobreza de espírito; pobreza, enfim…

Cadê A Grande Família????

O Brasil inteiro deve saber.  Eu, mais ainda, deveria estar informado; já que, há alguns anos, mantenho Blog de Variedades.  Entretanto, a morte de meu pai e questões inerentes não me permitem chegar até a Ilustrada da Folha de S. Paulo,  que assino,  e recebo todos os dias.  Assim sendo, pergunto,  já que gosto muiiiito mais de escrever do que de pesquisar; ainda que  no Google, que seja:

Pergunta 1 – Cadê A Grande Família???

Pergunta 2 – A TV Globo vai insistir em impingir aos telespectadores do Brasil inteiro a sem gracice do Amor e Sexo e sua apresentadora???

Convenhamos, por mais adolescente que se seja, por mais que os hormônios estejam à flor da pele, não dá para suportar a moça e “as atrações” de seu programa.

Se houvesse um Procon para atender telespectador,  só não daria queixa porque, certamente, todas as linhas estariam tão congestionadas que eu não conseguiria ligar.

Já escrevi antes a respeito, se quiser ler, clique

Carro=Cigarro??? Ainda não, mas… Quero vencer minha dependência

Alguém conhecido da área  de urbanismo/planejamento disse que logo mais o carro vai ser visto como o novo cigarro: um inimigo a ser derrotado.

“Muitíssimo excelente”  essa comparação.  Tanto um quanto outro não limitam seus malefícios aos usuários; espalham insalubridade.  Jamais fumei.  Não sou chato.  Se alguém quer fumar em casa, que fique à vontade, desde que antes ou depois do almoço/jantar.  No meu carro, não.  Quiser fumar, eu paro, fuma-se fora, e seguimos  o trajeto.

Não fumando, sempre preservei minha saúde e a do próximo.  Meu sonho é conseguir fazer o mesmo, com a maior abrangência possível, em relação ao carro.  Quero morar   em algum ponto da cidade em que eu possa exercer 100% das minhas atividades rotineiras diurnas a pé.  À noite, 90% delas também sem carro.

Aí, iria rezando para o metrô se expandir de tal forma que só ligaria o motor do carro para preservá-lo  e  poder contar com ele em alguma emergência.

Jarbas Karman

Jarbas Karman, bom amigo meu, morreu hoje vítima de acidente de moto.  Sempre disse  que a moto deixa o condutor muito vulnerável.   Motorista no trânsito, uma barbeira,  ou mesmo barbeiro,  resolve, de repente, virar à direita sem avisar, bate em no seu carro,  amassa o para-lama, a porta e o prejuízo não vai além disso.

Para motoqueiro, já vira tragédia.  Um simples raspar do carro, ou até mesmo o desvio, pode provocar a queda e a cabeça na guia.  Segundo amigo comum que me avisou, parece que foi exatamente isso o que aconteceu com o Jarbas.  Como sempre faço aqui nesses momentos de dor, morte da minha irmã, do meu pai e de outros menos próximos,  lembro fato divertido de quem parte.

Lá vai o do Jarbas.

Contava  para ele que amigo de amigo meu, sujeito boa pinta,  estava em um bar.  Chega  uma mulher dirige-se ao cara e comenta que o imaginava bem diferente.  Ele  sacou logo que devia ser algum engano de encontro às cegas pela internet, mas deixou a coisa seguir.  Cara bonito, bom papo, motel.  Aí, o sexo oral – digo, a mulher não parava de descrever como o imaginava.  O sujeito esclarece que, embora tivesse computador, internet, jamais havia entrado em sites de bate papo, paquera e etc.  Inconformada, a mulher diz:

– Puta merda, dei pro cara errado!!

Contava isso para o Jarbas, assim que falei a constatação da mulher, ele diz, lembrando a história de que quem paga mal, paga duas vezes:

– Quem dá pro cara errado, dá duas vezes.

Querido Jarbas, vai com calma aí em cima, viu???