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Inferno ao Quadrado!

Hoje cedo, na Padaria onde tomo café da manhã  todos os dias, na mesa grudada à minha, dois sujeitos e, acreditem,  4 (isso mesmo, quatro) smarthphones.

Alguém pode dizer:

– Mas como você é chato, Paulo!  Cada um  poderia estar falando nos dois samrth (espertos?) phones ao mesmo tempo.

Não, eles não estavam falando nos dois smarthphones ao mesmo tempo, mas sou capaz de apostar que isso já aconteceu mais de uma vez.

Quiser ler mais sobre essa praga (celulares e congêneres), clique aqui

Morar Sozinho

Globo Repórter agora há pouco foi sobre pessoas que moram sozinhas.  Li alguns anos atrás   que cerca de um terço  dos domicílios eram de um único morador.  De acordo com o programa, a proporção não é tão grande.

Descobri  que para muitos acontece o mesmo que se passa comigo.  As pessoas  transformam seus bairros em cidades do interior.   Particularmente,  tenho uma turma  que toma café de manhã na mesma padaria e outra, que à noite,  bebe cerveja nas mesas da calçada de um bar , a cinquenta metros de casa.  Aliás, terminado o programa fui para o bar e informado de que amanhã haverá churrasco no prédio de um dos frequentadores.

Meu carro, como escrevi  em outro texto,  parece fazer parte da estrutura da garagem, de tão raro que é ele não estar ali na minha vaga.

De acordo com o programa,  imensa maioria   mora sozinho por vontade própria.  Um rapaz contou que depois que saiu da casa da mãe, a relação deles melhorou muito.   Um casal está junto há muito anos, mas, cada um em sua casa.

Abaixo frases minhas sobre o assunto:

  • Sartre:  “o inferno  são  os outros”.  Millôr:  “mas o céu também”.  Um era  filósofo; o outro,  humorista.
  • Dizem que um homem cujas camisas estão sempre com botões faltando tem dois caminhos: ou se casa ou desquita.  Meu pai não queria  desquitar e aprendeu ele mesmo a pregar botões.  Não quero me casar  e  arranjei uma boa empregada.

Pessoas Inconvenientes

Levo todos os dias para a “minha padaria” uma garrafinha com suco de laranja batido com mamão e ameixa e depois coloco granola.

Semana passada, uma mulher desconhecida me pergunta o que era e eu disse os componentes.

Ela:

– Parece muito bom para o intestino.

Ora, uma mulher que nunca me viu fazer esse tipo de comentário…  Deveria ter respondido

– Minha senhora, eu cago muito bem, tomo o suco porque gosto.

Será que estaria descendo ao nível dela se tivesse dado essa resposta?

Observação 1 – Quem me conhece, e mesmo quem lê o  Trombone,  sabe que detesto assuntos que chamo de  “excretivos”, mas a barbárie tá aí.  Fazer o que?  Escrever sobre, oras.

Observação 2 – Minha padaria é a padaria onde tomo café todas as manhãs.  Quiser ouvir  crônica que fiz sobre ela que foi ao ar pela CBN, clique aqui.

 

Sem Educação só Aprendem na Porrada!!!

Não assisti à cena, mas soube que, cerca de uns cinco  meses atrás, sujeito arranjou confusão do tamanho de um bonde com uma mulher em padaria de Higienópolis, por conta do cachorro dele que estava sem coleira.

Há pouco, cruzo com o mesmo cara e o mesmo cão.  O sujeito gritava em um celular, desses acoplados à orelha (e ao cérebro – se é que ele tem um) e o cachorro,  belo e fagueiro, sem coleira, é lógico.

Domínio Público, a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

Eu, há  limite para a boa Educação.  Você pode imaginar pessoas educadas como os membros da realeza europeia (inferno, agora é sem acento), acima disso, não há coisa alguma.  Para a barbárie, entretanto,   não existe limite.

Talvez,  se um dia,  esse sujeito levar umas belas porradas, ele aprenda.  Conhecia um orgão sensível dos sem educação – o bolso.  Agora, me dou conta de que o nariz e a cara estropiadas  também doem.

E esses sujeitos  acabam  encontrando  outro cara como eles!!!  Aí, eu quero ver!!!  Na manhã seguinte, nem o sujeito  nem  o cachorro estarão pelas calçadas do bairro!!!

 

Eles Jamais Estão Onde, De Fato, Estão!!!

Mulher entra na Padaria  falando ao celular.

Pede  pedaço de bolo e  café.  Continua ao celular.

Come o bolo, toma o café.  Ainda ao celular.

Paga, entra na caminhonete, do tamanho de um bonde,  ao celular.   Naturalmente que os vidros  do carro eram nigérrimos,  mesmo assim, percebi que saiu guiando  e tagarelando.

Anos atrás, cena semelhante.

Mulher entra no  Santa Luzia, excelente supermercado da Zona Oeste de São Paulo, falando ao celular.  Quinze minutos comprando coisas e o papo continua. Paga, sai da loja e não desliga o aparelho.  Quem estava em um raio de sete/oito metros teve que suportar a tagarelice dela em alto e bom som  o tempo todo em que permaneceu na loja.

O que me impressiona é que as pessoas não conseguem mais ficar de corpo e alma nos lugares onde, de fato, estão e curtirem o que estão fazendo.   Esse problema é delas.

O grave é que infernizam a vida dos outros!!!  Manada de Búfalos!!!

Xingamento e Prazer

Bonita, elegante   e assídua frequentadora da padaria perto de casa, no final da tarde de hoje, conversava ao celular.

Sem abaixar minimamente a voz, disse:

– Ela que vá  tomar no c. dela.

Companheira de  estadia em Bournemouth, mil anos atrás, sempre que alguma mulher a contrariava,  falava rindo:

Eu mandar essa mulher tomar no …..?
Tá louco!!! Dar uma dica boa assim para uma idiota dessas!!!

Famosa cantora, que até outro dia fazia dupla com irmão,   objeto de desejo de dez entre dez brasileiros, há pouco tempo,  disse algo muito semelhante; em outras palavras, endossava a opinião da minha companheira de viagem.

Sãopaulinos são Homicidas

Algum filósofo de botequim disse que jamais fizera amigos tomando leite.  Pois eu tenho conhecido muita gente legal nas padarias em que tomo café da manhã.  Café da manhã é exagero meu;  na verdade, café com leite e pão com manteiga. Uma dessas pessoas legais é o Max, advogado aposentado, homem de muito bom senso, com quem gosto de conversar para  observar e absorver  sua experiência de vida.   Hoje,  além de casos curiosos seus e  sempre bem vindos conselhos, em geral para eu esquentar menos a cabeça, uma ótima piadinha.

Lá vai:

Todo sãopaulino é homicida.  De dia, é homem; de noite é Cida.

Aqui Você é quem Ri, Mas Amanhã na Padaria…

O português não arrumava emprego de jeito nenhum. No desespero, como atitude extrema para ganhar dinheiro, resolveu sequestrar uma criança.

Depois de horas definindo o plano, ele encaminhou-se até um playground, num bairro de luxo, avistou um menino vestido com roupas caras, puxou-o para trás d’uma moita e foi logo escrevendo um bilhete:

“Querido pai, isto é um sequestro. Estou com seu filho.  Favor deixar o resgate de dez mil euros, amanhã, ao meio-dia, atrás da árvore do parquinho.
Assinado: Português sequestrador!”
Então ele dobrou o bilhete e colocou-o no bolso da jaqueta do menino, dizendo:
– Agora vá, corra! E entregue esse bilhete para o seu pai!

No dia seguinte, o português retornou ao local combinado e encontrou uma bolsa com os dez mil euros exigidos e um bilhete junto:

“Está aí o resgate que você me pediu. Só não me conformo como um português  pode fazer isso com outro!!!

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Pois é, a gente ri deles, mas amanhã na padaria são eles   que riem de nós por pagarmos os preços absurdos que nos impingem e ainda aguentarmos suas atitudes e maneiras toscas/pouco civilizadas.  Se quiser ler mais sobre o assunto, clique aqui

Para nos vingar dos preços e “tosquices” deles, divirta-se com essa série de piadas/xaradas. Clique aqui