Nem Morto tem Sossego!!!

“Rio Desenterra Corpos para Sepultar Mortos da Tragédia” (Manchete do Jornal da Tarde de Hoje).

Ainda na primeira página, a explicação que Teresópolis teve  seis dos nove cemitérios destruídos, obrigando a Prefeitura a tomar tal medida.

É absolutamente espantoso  constatar que nem mesmo depois de morto, não se tem – ou os corpos não têm – direito a sossego.

Não dá para atribuir culpa a quem quer que seja no caso.   É apenas Aterrorizante

“Enquanto Isso”… Você Ri o Tempo Todo

Exercendo o “poder” da crítica não especializada,  segue sugestão de Teatro.

A Trilogia ENQUANTO ISSO (Na Sala de Jantar; Na Sala de Estar e No Jardim) de Alan Aycbourn,  no Teatro Folha é diversão e muita risada  garantidas. (Ver Ficha Técnica no Final).  “Trilogia de formato único no mundo, as  três peças independentes  levam ao   espectador  o que se passou em uma casa de campo durante um final de semana.”

Nilton, que se julga “um presente dos deuses” para o sexo feminino, tem planos de levar Aninha, irmã de sua mulher,  para romântico fim de semana.  Embora a proposta seja de romantismo, o local escolhido, ou o único que estava de acordo com o bolso do “esperto e econômico” amante,  é Mogi das Cruzes, cidade que não é famosa por seu charme ou clima favorável  a romances, propriamente ditos.  

Como Aninha é quem cuida da mãe, são chamados o seu irmão Celso e a cunhada Laura  para a tarefa.  Ainda entram na história o ingênuo Rui, veterinário ligeiramente tardo, apaixonado por Aninha e Júlia, hilária e bonita atriz  que, embora  míope, nunca está de óculos. Talvez Nilton se julgue esse fantástico  presente  para  sexo feminino por culpa das próprias mulheres. Todas desconfiam da lábia barata dele, mas… 

As três peças são independentes e podem ser assistidas em qualquer ordem e, cada uma delas, embora faça parte de um todo, tem  enredo/história completo (a).

Ficha Técnica e Serviço (enviados por  correio eletrônico  do  Teatro Folha ). Confira  os horários e já reserve  os ingressos.

FICHA TÉCNICA:

Dramaturgia: Alan Ayckbourn

Direção geral e tradução: Isser Korik

Elenco: Bruce Gomlevsky, Bruna Thedy, André Corrêa, Einat Falbel, Fábio Ock e Julia Carrera.

Concepção de Cenários: Gilberto Gawronski

Concepção de Figurinos: Osvaldo Gonçalves

Iluminação: Isser Korik e Paulo Henrique Jordão

Trilha Sonora: Fábio Ock

Equipe Técnica: Jardim Cabine / Coordenação Geral: Max Schiftan    

Coordenação de produção: Isabel Gomez

Assistente: Manuela Figueiredo

Assistente de Direção: Luzia Meneghini e Paulo Henrique Jordão

Realização: Conteúdo Teatral

 

Serviço:

Local: Teatro Folha

Temporada: até 27 de março

Dias e horários – Janeiro

Na Sala de Jantar – Quartas e quintas, 21h

Na Sala de Estar – Sextas, às 21h30 e domingos, às 20h

No Jardim – Sábados, 20h e 22h

 

Ingressos*: quarta a sexta –R$ 30 (Setor 2 ) e R$40 (setor 1)

Sábado – R$ 50 (Setor 2 ) e R$ 60 (Setor 1 )

Domingo – R$ 40 (setor 2) e R$ 50 (setor 1)

Combo para as três peças : R$ 90,00 (30,00 cada)*

Duração: 80 minutos (cada peça)

Classificação indicativa: 14 anos 

*Valores referentes a ingressos inteiros. Meia entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação.

Televendas de ingressos 38232737

Endereço do Teatro Folha Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 2. Piso – Telefone, o mesmo do Televendas.

Piada, oportuna ou não, boa piada

Piada para contar quando o assunto for chuvinha, não tragédia.  Aí é mau gosto!!! 

Pois bem, chuvinha intermitente.  Sujeito na igreja, durante o sermão, estala os dedos e se pergunta:

– Onde foi  que eu deixei meu guarda-chuva???

O sermão continua.  O padre diz:

– Não devemos cobiçar a mulher do próximo.

O sujeito, estala de novo os dedos e,  diz para si próprio:

– Lembrei…!!!

O “Poder” da Crítica não Especializada

Li certa vez que você e eu  exercemos muito mais poder de convencimento sobre nossos parentes, amigos e conhecidos do que um crítico especializado.  Quando o leitor se depara com uma crítica propriamente dita no jornal/revista/internet ou, seja lá o canal que for, ele pensa mais ou menos assim:

 Sei não, esse cara aí deve ser todo intelectualizado. E  certamente,  se ele está gostando desse filme/peça, é porque ele consegue perceber coisas que eu talvez não perceba e por isso  eu nem vá  gostar  por ser algo complicado demais. 

Desse modo, lançando mão dos meus exemplos radicais, conclui-se: para a milionária indústria cinematográfica americana, é muito mais importante e tem muito mais poder de convencimento se seu vizinho ouvir de sua boca que você gostou muito de determinado filme, com orçamento de dezenas de milhões de dólares,  do que se ele ler isso na imprensa. 

Exemplo rápido e definitivo.

Meu   ótimo amigo e ex-vizinho de parede  José Eduardo, quando colocou a filha Giovana na escola, já com cinco anos de idade, me disse que tomou aquela decisão a partir de conversa que tinha tido comigo quatro anos antes.  Na ocasião reproduzi o que ouvi de talentosíssima pedagoga em palestra.  Dizia ela – tudo isso há uns 25 anos -:

– A escola massifica.  Pois bem, alguém pode argumentar que todos nós aqui fizemos escola, mas  somos críticos e temos bom senso.  Acontece que nossa geração entrou na escola com cinco, seis anos.  As crianças hoje vão para berçários com meses e pra “pré-pré-pré -maternalzinhos” com menos de um ano de idade.

É óbvio que pouco entendo de educação, mas minha opinião assertiva e ponderada  foi  fundamental  na vida da filha de um amigo. 

Voltando às críticas não especializadas, agora já com um pouco mais de prestígio (para as críticas, não para mim).

Fiz alguns cursos de cinema, estudei pouca coisa sobre teatro na faculdade e entendo razoavelmnte de gastronomia.  E é exatamente esse conhecimento pouco superficial (sobre gastronomia entendo um pouco mais)  que tenho acerca desses assuntos que, paradoxamente, me credencia para fazer críticas e comentários de boa aceitação para o leitor comum que está a busca de opinões de comuns como ele sobre os mais diversos temas.

Por isso, nessa categoria CRÍTICA NÃO ESPECIALIZADA vou dar opinião de leigo sobre os mais diversos assuntos.  Aqueles que, além de gostarem da maneira como eu escrevo, me considerem sujeito de bom senso podem, de vez em quando, dar ouvidos/passar os  olhos às (por)  essas minhas críticas sem critérios rígidos. 

Desejem-me boa sorte!!!

Apresento Ricardo Soares. Satisfação Garantida Para Qualquer Leitor e Ouvinte!!!

Meu amigo e mestre Léo Nogueira no seu Blog O X do Poema tem uma simpática seção – Ninguém me Conhece – em que traça perfis de excelentes e não tão famosos artistas. Dessa vez, fala de outro amigo comum (meu e dele) Ricardo Soares, fabuloso compositor/cantor  que ganhou o Festival da Globo de 2.000.

http://www.oxdopoema.blogspot.com/ – adicione a seus favoritos – vale a pena.

Colo o texto abaixo com direito a links para músicas e páginas do Caiubi e do Ricardo.
 

A FORTALEZA DE RICARDO SOARES – Por Léo Nogueira


Eu estava no Credicard Hall naquela noite e, admito, fiz coro com a multidão que vaiava o moço que, tímido e aturdido, tentava entoar os belos versos de sua ieieiística Tudo Bem Meu Bem. No meu caso, as vaias eram por motivos tendenciosos, que nada tinham a ver com a questionada qualidade da campeã. Eu vaiava porque torcia pra Xi – De Pirituba a Santo André, dos amigos e parceiros Rafael Alterio e Kléber Albuquerque, que tinha ainda na banda de apoio, entre outros, meu brou Élio Camalle. Mas o moço não estava nem aí. Com garra (e certo ar blasé) defendia sua canção e seu direito aos muitos reais que o primeiro lugar lhe conferia. Ah, refiro-me ao pomposo Festival da Música Brasileira, realizado pela Rede Globo em 2000. O nome do moço: Ricardo Soares.

O tempo passou, e um dia fiquei sabendo que Ricardo Soares (RS, como seu Estado) entrara na RSMB (leia texto sobre Adolar Marin). Tempos depois o conheceria pessoalmente num show coletivo dessa rede e poderia rever meus (pre)conceitos a respeito do moço. Naquela ocasião ele apresentou, se não me engano, três canções. Confessara-me pouco antes que passara dias ensaiando pra não fazer feio ali no palco do falecido Crowne Plaza (repararam como todas as boas casas de Sampa estão fechando?). Afinal, eram rocks compostos pra apresentação com banda, e no Crowne ele tinha a companhia apenas de sua pobre (mas honesta) guitarra. As melodias me pareceram, à primeira audição, passáveis; o intérprete tinha um quê de canastrão; mas a qualidade das letras era inegável. Eu via ali em ação um compositor em formação (desculpem o eco).

No regulamento do festival da Globo constava que o compositor da canção vencedora, além do prêmio em dinheiro, teria direito à gravação de um disco a ser lançado pela Som Livre. O disco nunca saiu, os motivos nunca vieram a público. A Globo deu a impressão de ter dado um tiro no próprio pé ao não abrir espaço em sua programação aos artistas ali revelados (revelados?). Já nosso herói, impedido de ter suas outras canções descobertas pela massa, encontrou no palco (muito menor, mas muito mais caloroso) do Caiubi o que procurara no do Credicard Hall: público! E foi lá que nos reencontramos. Pois RS deixara a RSMB e eu acabara perdendo contato com ele. Quando o revi no Caiubi, o cara era outro. Seguro de si, com canções maduras, letras cada vez melhores e uma presença de palco de encher os olhos. O tempo transformara a pedra bruta em pérola. Eu mal podia crer que se tratava da mesma pessoa. Pensei com meus botões que, se por um lado a não-gravação de seu disco foi uma injustiça, por outro deu-lhe tempo pra, longe dos holofotes, crescer enquanto, digo, como artista. No mais, não sei realmente se o possível contato dele, ainda verde, com o enfurecido público do Credicard Hall, multiplicado por milhões Brasil afora, não lhe iria ser menos benéfico que maléfico. Viu morrer a chance de se tornar um pop star, em compensação teve tempo, paz e tranquilidade pra depurar sua arte.

De lá pra cá já assisti a alguns de seus shows e posso afirmar que RS é um daqueles (raros) artistas a quem pouco importa se tem pela frente dez pessoas na plateia ou dez mil. Cada apresentação sua é feita com o gás de quem disputa uma final de Copa do Mundo. Diria mesmo que, quando ele fecha os olhos e ouve o público cantar a plenos pulmões “todas as minhas lágrimas correm pro mar/ por isso que o mar é salgado, meu amor/ de tanto eu chorar”, seu espírito se eleva e ele se sente como se estivesse no Rock’n’Rio. Seu sorriso feliz e maroto deixa quase transparecer esse segredo, pois ali, o palquinho de 3×4 m toma outras dimensões.

RS vem da escola de outro RS – Raul Seixas. E de Leonard Cohen. E de Dylan. E, por que não?, de Adoniran. É um cantador de histórias. Vale-se da melodia como ferramenta de seus cantos/contos. Por isso, não acredita em muitos acordes. Repete os mesmos de sempre, com poucas variações, e alcança resultados inacreditáveis. Pensando a respeito do que acabo de afirmar, posso acrescentar ao time acima escalado o Rei, Roberto Carlos, a quem ele até já citara em sua consa(n)grada Tudo Bem Meu Bem: “Eu era um Rei sem Erasmos/ eu era o marasmo de um jogo sem gols/ você me trouxe o tango, o bebop, o mambo, o rock’n’roll”. Convenhamos: bom gosto não falta nesses versos.

Sou parceiro de RS em duas canções, o que pra mim já é uma vitória, pois o moço se garante com suas próprias letras. Zé Rodrix, seu grande admirador (e divulgador) teve que praticamente lhe assaltar uma letra pra virar seu parceiro. E (glória maior) chegou mesmo a cantar uma canção dele, RS, no show que fez que viraria DVD e não chegou a sair. E ter o Rodrix como admirador conta muitos pontos em favor de qualquer artista. O que lhe tira pontos, em minha opinião, claro, é essa cabeça dura canceriana que não o deixa fazer mais as vezes de letrista mesmo e explorar sua poesia em melodias alheias. Eu adoraria ouvir o resultado de tais experimentos. Um exemplo disso é o fato de que alguns de seus maiores sucessos são parcerias com outro hitmaker: Sonekka. Mas cada artista tem seus motivos e barreiras. Deixemos que o tempo, que o tem tratado bem, cuide do assunto. Por ora, basta a nós outros, poucos privilegiados, poder vê-lo de perto em seu Rock’n’Rio particular, o Caiubi (por ora residindo no Bagaça). Tomara que não lhe baste!

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Ouça algumas das fortalezas de RS aqui. 

http://clubecaiubi.ning.com/profile/OXdoPoema

Leia as letras aqui.

http://clubecaiubi.ning.com/profiles/blogs/ricardo-soares

RS também está no Caiubi

http://clubecaiubi.ning.com/profile/RicardoSoares

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Ouça as músicas e responda: 

E aí, tenho ou não razão quando uso o adjetivo formidável para Definir o Ricardo???  Certamente sim.  Se errei, errei junto com o Juri do Festival da Globo que deu o primeiro prêmio em 2.000 para ele.  

Antes, todas as segundas-feiras,  o Ricardo batia ponto nas Segundas Autorais do Caiubi, era fácil encontrá-lo.  Atualmente não sei se está se apresentado regularmente.  Quem quiser saber, pode me escrever que eu descubro.

Paradoxo e Afronta que Bancos/Banqueiros Impingem à População

É crônico. É paradoxal; aliás, duplamente paradoxal. E irrita/revolta.

Indústria e comércio, na medida em que vão aumentando venda/faturamento, aumentam também suas instalações. É óbvio.

Qual o setor que mais tem visto crescer seu faturamento/lucro nos últimos anos???

Bancos/banqueiros!!!

E ao que se assiste nos Bancos???? Agências em funcionamento há mais de uma década, quando população e demanda eram infinitamente menores, foram construídas com número determinado de caixas. Ao iinvés de se multiplicarem esses caixas, acontece justamente o contrário. Banqueiros e seus gerentes mantêm permanentemente guichês sem funcionários. Hoje, na hora do almoço, quando mortais engolem sanduíches afim de ganhar tempo para pagar contas, dos cinco caixas de Banco Oficial Federal em Pinheiros, apenas 2 estavam atendenddo. E todo mundo sabe que isso acontece em todo banco, oficial ou privado.

Alguém discorda de que seja MUIIIIITO PARADOXAL E REVOLTANTE????

Trata-se de afronta que precisa acabar agora. Afinal, isso não é nem um pouco compatível com o Slogan do Governo Passado: Brasil, um País de Todos. Só se for todos em filas inerminááááveissss!!!!

E a lei que limitava o tempo de espera nas filas de bancos??? Não pegou (como dizia minha professora de francês) ??? Ou foi revogada??? (que é a mesma coisa que não pegar, porém oficial e legalmente – com o perdão pelo “lei pegar legalmente”). Só rindo, embora seja caso pra chorar mesmo!!!

Política/Políticos, nhe nhem/nhe nhemzeiros

Política e noticiário político, quando o assunto é política propriamente dita, são coisas de difícil e desnecessária compreensão para o cidadão comum. Diariamente bato os olhos no Painel da Folha. Tento ler uma notinha: aquele nhe nhem de sempre; tento a segunda notinha, o mesmo. Quando há ilustração, fico atraído e leio. A ilustração é sempre boa; conteúdo, nhe nhem. Pois não é que hoje, por conta da ilustração (sempre e apenas a ilustração) no Painel, tomei conhecimento de medida interessante do governador e até rendeu comentário aqui pro Boca.

http://bocanotrombone.ig.com.br/2011/01/07/alckmin-determina-resposta-imediata-para-demandas-e-queixas-dos-cidadaos/ Se não entrar pelo link, basta ler o texto abaixo.

Quem quiser ler as outras notícias do Painel da Folha de hoje pode me dar ou negar razão. Digo: é tudo nhe nhem. Não por culpa da Editora da seção, mas por conta da natureza do Tema e dos que atuam no tema: os políticos, bando de nhe nhemzeiros!!!
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0701201101.htm

Talvez os links não entrem. Não é culpa minha. Copiei e colei direitinho. Quem sabe pelo endereço eletrônico da Folha: folha.com.br. Certamente, apenas assinantes tem acesso garantido.

Alckmin Determina Resposta Imediata Para Demandas e Queixas dos Cidadãos

Governantes abaixo da Linha do Equador, excluindo-se poucos privilegiados, enfrentam grave problema: a crônica falta de recursos. Embora não seja rima, menos ainda solução, é fundamental nesses casos ser criativo e, sempre que possível, tomar medidas simpáticas/oportunas. Há mais de 20 anos, Mário Covas foi brilhante nesse quesito ao isentar velhinhos de pagar passagens de ônibus. Medida de custo baixíssimo e simpaticíssima. O painel de Hoje da Folha de S. Paulo, traz notinha mostrando que o Governador Geraldo Alckmin talvez tenha lido a mesmo manual do marketing político para tempos bicudos. O fato é que ele baixou norma , logo de cara, na sua primeira reunião com o secretariado, determinando que todas as queixas enviadas por cidadãos através de emails, redes sociais e órgãos de imprensa sejam imediatamente respondidas.

Em Paraty, Postes com Lâmpadas Impróprias e Saudades de Takaoka

Quando Paraty foi tomabada não havia, graças a Deus, risco de apagão e, menos ainda, as famigeradas lâmpadas frias e assassinas de hoje. Querer tochas com labaredas iluminando praças, vielas, igrejas e monumentos seria idiossincrasia minha. Um mínimo de bom senso e respeito pela estética, entretanto, pedem que essas lâmpadas sejam retiradas imediatamente, sobretudo,. dos postes “públicos’.
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Onde hoje se instala a boa pizzaria da Cidade, em Paraty, havia antes simpático bar Abel, com boa comida e bebida (R. do Comércio, 40). Nas paredes, diversos desenhos dos famosos Cavalos do pintor Japonês Takaoka, cujo centenário de nascimento foi comemorado em 2009. Agora, apenas dois deles estão nas paredes, os outros, segundo me disseram os responsáveis pela pizzaria, não resistiram ao tempo.

Há algumas décadas, o mesmo Takaoka fez o retrato de minha irmã. Nessas sessões, sempre havia um intervalo para os dois descansarem. Tomávamos um café e meu pai sempre lhe dava uma garrafa de vinho (obviamente, apenas uma gentileza que não tinha qualquer relação com o pagament do artista).

Aí, ele contava sempre a mesma piada: o italano, produtor de vinho, já no fim da vida, reuniu toda a família e, em tom solene, disse:

– Meus filhos, nesse mundo tem de tudo. Imaginem vocês que até de uva se faz vinho!!!

Agora, a parte curiosa. Enquanto conversava, pegava umas folhas sobre a mesa, um lápis e ficava desenhando cavalos. Conscenscioso (estou sem diciocnário e não sei se escrevi certo), para mostrar que havia apenas se divertido com a coisa e que não colocara ali sua técnica, assinava: Takaoka Brincou.

Décadas mais tarde, conheço seu filho e conto-lhe tudo isso. Ele pergunta se ainda tinha esses desenhos . Disse-lhe que guardei alguns. Ele diz:

– Que ótimo!!! Cada desenho desses vale hoje mais de R$ 1.500,00.

Essa conversa também tem muito tempo e os desenhos devemn valer bem mais do que isso. Agora, uma confissão: uns poucos eu até enquadrei; os outros, várias mudanças depois (e três mudanças equivalem a uma guerra) desapareceram