Assistir a Tragédias Enquanto Janta – Costume Difícil de Engolir!!!

Tragédias acontecem. É importante estar informado a respeito do que se passa na cidade, no país e no mundo.  O locutor do telejornal diz  que deslizamento de terra no morro causou certo número de mortes é informação suficiente para mim.  Ao perceber que o repórter vai entrevistar a mãe do bebê soterrado, eu  mudo de canal imediatamente.

Agora, o grande público curte todos os detalhes;  e quanto mais mórbidos,  melhor.

Parece que eu estou certo e o grande público, errado.

Pelo menos é o que se deduz da manchete do Jornal da Tarde do último domingo:   “Acompanhar tragédias aumenta risco de enfarte”. No corpo da notícia está dito que “depois de uma tragédia, como o terremoto que atingiu o Japão no início do mês, ou os deslizamentos de terra no Rio, em janeiro, a incidência de enfartes, AVCs (acidente vascular cerebral ou derrame) e outras doenças do sistema cardiovascular cresce até seis vezes”, de acordo com estudos brasileiros e internacionais.

Embora não seja do ramo, me permito  concluir que uma eficiente maneira de turbinar ainda mais esses números e esses malefícios  é seguir desgraças na TV  mesmo durante as refeições.  É a fome com a vontade de comer (leia-se – de dinamitar a saúde de qualquer mortal).

Se o grande público gosta de jantar vendo tragédias no Telejornal é direito legítimo, desde que em casa, só, junto com a família ou amigos que tenham o mesmo prazer.

Seria interessante que donos de bares, restaurantes e etc lessem/se informassem a esse respeito e retirassem todas as televisões existentes.  Afinal, todo mundo tem direito de jantar, almoçar, tomar cerveja  sossegado. 

Quem quiser, repetindo,  que se embriague de morbidez durante as refeições  em casa, só ou acompanhado de quem aprecie a coisa.

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Um Outro texto sobre o mesmo assunto (já escrevi vários, basta ir navegando pelo blog): http://bocanotrombone.ig.com.br/2010/06/08/televisao-ligada-24-horas-por-dia/

Só Falta Restaurante Fechar na Hora do Almoço

Bancos abrem para o público às 10 horas e fecham às 16:00. 

Qual é o horário que o trabalhador tem para pagar suas contas???

Hora do almoço, naturalmente. 

É incrível, mas na hora do almoço, os caixas também vão almoçar.  Lógico que os caixas têm todo o direito de almoçar.  Assim, bancos (setor mais lucrativo da economia) precisam contratar funcionários para que os caixas funcionem durante todo o período que o banco está aberto ao público.

Dos cinco guichês de caixa de Banco Oficial  em Pinheiros, às 14,15hs de hoje, apenas dois estavam abertos.  

Mais estranho e paradoxal  do que isso, só restaurante que fechasse  no horário do almoço e do jantar!!!

Conheça a História do Prêmio Nobel de Medicina Que Nasceu no Brasil

Fiz uma crõnica rápida aqui partindo do senso comum de que o Brasil jamais ganhara um prêmio Nobel.   Pois bem, esse senso mais do que comum está errado.  Em 1960,  o Nobel de Medicina e Fisiologia foi conquistado por Peter Brian Medawar, conforme me informnou a leitora  Isabela Lisboa. Diz ela em seu comentário: 

Peter Brian Medawar, Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1960, era brasileiro, nascido no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, onde viveu até os 14 anos de idade ao lado de seus pais, que permaneceram na cidade por 40 anos, sempre morando na rua João Caetano, no bairro do Caxambu.

Um pouco da História de Peter.

Os Medawar deixaram o Libano em 1900 para viver no Brasil. ” Nami Medawar, no entanto, o pai de Peter, foi para a Inglaterra, onde tornou-se cidadão inglês e proprietário de uma indústria de material ótico e dentário. Em 1913, ainda solteiro, Nami resolveu fechar sua firma em Londres e vir para o Brasil para viver com seus parentes. No Rio de Janeiro, abriu a Ótica Inglesa, que funciona até hoje na rua Sete de Setembro, logo atrás da Igreja de São Francisco. Pouco depois, Nami conheceu Edith Darling, uma inglesa, com quem se casou, indo morar em Petrópolis. Na cidade da serra fluminense, o casal teve três filhos: Philip, Pámela e Peter, que nasceu em 28 de fevereiro de 1915.”

Nami, encantado com o desempenho de Peter na Escola, mandou o filho de 14 anos para estudar na Inglaterra.  Alguns anos depois, Peter entra na Universidade de Oxford e em 1932 torna-se Bacharel em Zoologia pelo Magdalen College, centro científico de mais de 500 anos de existência.  Na Instituição, interessa-se por biologia relacionada a medicina.

“Nos anos seguintes, apresentou trabalhos científicos desenvolvendo uma técnica de ligadura de terminais nervosos que lhe permitiu prestar exames e se tornar um pesquisador do Magdalen College”

“Poucos anos depois, Peter ingressava na Universidade de Oxford, onde se bacharelou em zoologia no ano de 1932 pelo Magdalen College, um renomado centro científico com cinco séculos de existência. Em sua permanência na instituição, trabalhando a convite, Peter interessou-se por biologia relacionada à medicina. Nos anos seguintes, apresentou trabalhos científicos desenvolvendo uma técnica de ligadura de terminais nervosos que lhe permitiu prestar exames e se tornar um pesquisador do Magdalen College. Era então o mais jovem em sua categoria em Cambridge, segundo seu primo Gerdal Medawar, empresário no Rio de Janeiro.”

A Velha Burocracia de Sempre.

A fim de não interromper seus estudos na Inglaterra, o pai de Peter, Nami,  apela para Salgado Filho para que o filho obtivesse isenção do Serviço Militar. Negado o pedido, só restou ao jovem cientista tornar-se cidadão Inglês.

A carreira decola e Peter passa por todos os centros de pesquisas importantes na Inglaterra, ocupando inclusive cargo administrativo de Diretor do Instituto Britânico de Pesquisas Médicas,  apesar de não ser clínico nem médico.

Trabalhando  Frank Burnet, 16 anos mais velho que Medawar, considerado pela eidtora The Times como um dos Mil Homens que Fizeram o Século 20″, conquista o Prêmio Nobel:

A coisa é muito técnica. Colo o texto abaixo:

” O Prêmio Nobel veio em 1960, em parceria com sir Frank Burnet, 16 anos mais velho que Medawar – e considerado pela editora The Times um dos “Mil Homens que Fizeram o Século 20” por suas pesquisas em diversas áreas. Burnet iniciou uma pesquisa com anticorpos, formulando conclusões que depois seriam comprovadas por Medawar. O cientista petropolitano também pesquisava transplante de tecidos vivos entre indivíduos, já tendo concluído que em certas circunstâncias surgia uma força biológica que inibia a rejeição do organismo hospedeiro, mesmo não reconhecendo os antígenos estranhos. Muitos pesquisadores rejeitaram essa conclusão, mas Burnet propôs que continuassem juntos a pesquisa.
   A questão básica era saber como se fabricavam os anticorpos – altamente específicos – para então lidar com cada um deles. Até 1955, achava-se que a substância transplantada produzia esses anticorpos de alguma forma. Foi então enunciada a Teoria da Seleção Clonal, que dizia que esses anticorpos estavam presentes nos linfócitos do sangue. Percebeu-se então que, quando um antígeno estranho se unia ao anticorpo de um linfócito, a célula iniciava sua multiplicação, produzindo grandes quantidades desse anticorpo. Esses foram os primeiros passos para que os transplantes se tornassem possíveis 30 anos depois. A teoria ficou conhecida como Tolerância Imunológica Adquirida, trabalho que levou o “jovem petropolitano e fisiologista inglês”  Medawar a receber o reconhecimento oficial da Rainha Elizabeth, que o nomeou cavaleiro do Reino Unido em 1965 com o título de sir Peter Brian Medawar. O cientista chegou a retornar ao Brasil em 1962 para visitar parentes, ocasião em que participou de encontros científicos e palestras. A Fiocruz, no Rio, mantém um registro de sua presença e atividade na entidade.

Medawar morreu em 1987

O Primeiro Palácio do Rei Roberto Carlos

Meu amigo Richard Ouang, filho do arquiteto Max Ouang,  me contou a história.  Alguns dias depois,  enviei para o Richard o texto que eu tinha escrito a partir de suas informações e disse a ele que iria publicar aqui no meu blog.  Richard me alertou que o nosso ídolo poderia não gostar.  Entrei no site oficial  do Rei, mandei o texto  e disse que pretendia publicá-lo e pedi autorização para isso.  Não obtive resposta.

Já se passaram uns quatro, cinco  anos, que tentei a autorização.  Suponho que agora, após a vitória da Beija Flor  no Rio homenageando nosso Rei,  é um bom momento para relembrar o fato.  Já que não posso por uma Escola de Samba desfilando, alinhavo umas palavras para contar essa história bonita do ídolo de mais de três gerações de braileiros.

Lá vai.

Em meados da década de 60, o prestigiado arquiteto Max Ouang recebe telefonema de um desconhecido.  A pessoa  diz  representar  personalidade muito famosa que tinha interesse em  comprar a casa dele no, então sossegado,  Morumby .  O arquiteto explica  que havia construído a casa para ele próprio morar e que não tinha interesse na venda.

O outro insistiu muito e propôs    que ele estabelecesse um preço.   Oriental e ainda por cima do ramo da construção civil,  Ouang sabia exatamente  o valor de mercado   do bem.  Colocou em cima dessa quantia  uma porcentagem que ele achava justa (afinal, a casa não estava à venda, as dores de cabeça  de construir para si iria tê-las todas novamente…) e passou a cifra para o Interlocutor.  Com segurança e tranqüilidade,  o outro diz que falaria com  o chefe  e que, muito provavelmente,   o negócio seria fechado.

Alguns dias depois, Ouang recebe telefonema da mesma pessoa informando que o patrão concordava com o valor proposto.  Pedia apenas um tempo muito curto porque o  chefe estava fechando um contrato valioso e queria pagar tudo à vista.

Passado esse tempo, finalmente Ouang iria conhecer o misterioso comprador, acertar detalhes do contrato e receber o sinal até que a documentação toda estivesse pronta.

No horário marcado em seu escritório, ao abrir a porta, Ouang  depara-se com o Rei  Roberto Carlos em pessoa.   Em pouco tempo, nas reuniões seguintes para concretizar o negócio,  estabelece-se um clima de confiança mútua entre o dois

Roberto  explicou que pedira prazo para pagamento   pois estava fechando contrato com empresa cinematográfica.

Ouang quis saber por que Roberto escolhera a sua casa.

A explicação do Rei:

– Quando cheguei em S. Paulo, morava no apartamento de um primo em Santa Cecília.  Nos fins de semana, meu primo, eu e minha namorada  íamos passear no carro dele pelos bairros sossegados  Em um desses passeios, os dois não paravam de falar para eu desistir de ser cantor e que me tornasse vendedor, como o meu primo. Eu disse  seria vitorioso como cantor  e que ganharia muito dinheiro.  Nesse momento,  estávamos  passando em frente à sua casa, apontei para ela e garanti que um dia ainda iria comprá-la.

Roberto elogiou muito a casa, mas falou para o arquiteto que  faria obras de ampliação da Cozinha.  Ouang argumentou que a cozinha da casa era ótima. Roberto explicou que precisaria por uma mesa maior na cozinha para almoçar e jantar.

Ouang, carinhosamente e  definitivo:

– Roberto, você é o ídolo do Brasil.  Você não pode fazer refeições na cozinha!!!!!

E assim, o  Rei, que tem mais ou menos a mesma idade que Richard, meu amigo, filho de Ouang, comprou uma  casa e ganhou um  conselheiro querido.

SEM DIÁLOGO E MUIIIITOS DIÁLOGOS!!!

Quem quiser  história interessante sobre casamento/teimosia, marido que fala demais, mulher que fala demais, pode ler o caso narrado em  belo texto do meu amigo, psicólogo, Manoel Antunes http://manoel-psicogrupos.blogspot.com/2011/03/o-casal-silencioso-ou-o-silencio-dos.html

Depois de ilustrar-se, uma piada maravilhosa que me contou a saudosa tia Flora sobre o quanto falam as mulheres ou o quanto elas não podem parar de falar.

Duas amigas muito íntimas cometeram um crime hediondo ainda jovens.  Foram condenadas à prisão perpétua.  Como eram muito amigas, ficaram apenas as duas na mesma cela.  Nada de banho de sol, nada de contato com as outras presas. Eram só as duas 24 horas por dia.

Dez anos depois, o governo concede  indulto geral e elas são libertadas.

Ao se afastarem junto com suas famílias, uma delas diz:

– A noite eu ligo para você pra gente  bater um papinho!!!

Deu na Folha: búfalo comedor de pipoca no cinema é morto

Emir Sader falou demais (“a Ministra Ana de Hollanda – da Cultura – é meio autista”) perdeu a presidência da Casa Rui Barbosa, mas será colaborador do futuro Instituto Lula, informa a Folha na Primeira Página.  Faz lembrar a música  Carne de Pescoço:  se dança um ministério, sempre pinta uma embaixada.  Pensei que era prática só do tucanato, mas parece que não;  é da política mesmo.

Ainda na primeira Folha da Folha,  no verso da primeira página, a coluna de Ruy Castro  conta que em Riga, Letônia,  espectador de 42 anos foi morto dentro da sala de cinema por estar fazendo barulho enquanto comia pipoca.

Acho que é um desdobramento daquele fato que sempre repito: no mundo atual, a liberdade dos búfalos é ilimitada; o cidadão que vá se acuando dentro dos seus direitos fundamentais, cada vez mais restritos e agredidos.

Dessa vez deu nisso: o cidadão agredido em seu direito mínimo de ter sossego no cinema matou o búfalo barulhento comedor de pipoca.

Quem quiser   ler textos meus sobre o inferno que se tornaram salas de cinemas, transformadas em salas de visitas, deixo alguns links

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/02/20/cinema-virou-sinonimo-de-chateacao/

http://bocanotrombone.ig.com.br/2008/02/07/liberdade-e-uma-coisa-barbarie-e-outra/

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/01/13/sem-educacao-infernizando-no-cinema/

Ainda que por medo de a moda da Letônia pegar por aqui, seria muito interessante que todo mundo ficasse em silêncio no cinema e sem acender aquela maldita luzinha do celular a cada cinco minutos para saber quem está ligando.  Lembrando sempre que  mais vale conter a ansiedade até o fim da sessão do que sair do cinema pela última vez na horizontal !!!  Se todo mundo pensasse nisso ou mesmo se preocupasse com isso…

O Livro de Receitas da Rita Lobo e Vontade de Devolver As Panelas para Metalúrgica

Cozinho bem legal.  Basta olhar meus textos na categoria gastronomia deste blog.  E não é só na teoria: duvido que alguém que tenha jantado/almoçado em casa seja capaz de fazer uma única ressalva. 

Bem, a verdade não é 100% essa.  Teve um dia catastrófico no jantar que costumava  produzir  um sábado antes do natal.  O prato forte daquele ano era vatapá, com todos os acomapnhamentos: creme de arroz, castanha de caju picada, amendoim picado, dendê e malagueta.  Sem contar boas entradas, caipirinhas, cervejas geladíssimas, vinhos e sobremesas deliciosas,

Resumo -não da ópera,   mas  da tragédia -, a receita do meu gurú Antônio Houaiss não falava em dessalgar o camarão seco.  Bom discípulo, segui à  risca o mestre.  Resultado???  O Vatapá era puro Sal, incomível, como diria o ministro Magri.  Havia cerca de 15 pessoas  em casa, alguns que estavam indo pela primeira vez.  Era um tal de telefonar para tia, amiga para tentar salvar, mas não houve jeito.  Um tacho de vatapá direto pro lixo.

O velho amigo Mário foi categórico:

– Esse jantar, sim, está ótimo, divertido.  Muito mais legal do que aqueles em que a comida está perfeita, a cerveja perfeita e tudo  muito organizado.

O convite era para vatapá, mas todo mundo teve que se contentá (pra rimá) com as entradas, pães, creme de arroz e sobremesas. Salvo engano, além da tradicional salada de frutas secas com conhaque e sorvete de iogurte, havia papos de anjo feitos em casa e o formidável e saudoso bolo de Natal da Paula Noschese.

Exceção que confirma a regra. 

Pois bem, todos os outros jantares para convidados –  e mesmo o trivial da minha casa –  foram e serão deliciosos.

Corte 

Fred Allen, comediante e pensador americano disse:

“Algumas pessoas escrevem tão bem que tenho vontade de devolver minha pena ao ganso”.

Certamente que já experimentei a mesma sensação dele ao ler grandes escritores.

Qualquer pessoa honesta e sincera   que cozinhe, ao  folhear os Livros de Gastronomia/Receitas  da ex top model e chef Rita Lobo, também colunista aqui do Ig (http://panelinha.ig.com.br/site_novo/meuBlog/rita) o último deles PANELINHA – RECEITAS  QUE FUNCIONAM,  pensa algo parecido com o que disse Allen sobre seus colegas escritores privilegiados:

–  Há pessoas que cozinham tão bem que sinto vontade de devolver minhas panelas e o  fogão para a metalúrgica!!!

Não dá para não comprar o Livro.

Alguns títulos: Camarão no Espeto à moda cajun. Saboreie o texto: “pela lista de engredientes, a receita pode parecer complicada. Pimenta-de-  caiena, tomilho seco, páprica picante.  Mas o preparo não poderia ser mais simples.  Tão fácil quanto pedir espetinho de camarão na praia, so que, nesse, dá pra confiar”.

A propósito do texto da Rita, transcrevo de memória a passagem  que ela teria tido com executivo da editora de obra anterior.  Ele disse que Rita  não se preocupasse  muito com a escrita  que eficiente redator daria um trato na coisa.  Rita  ponderou que fazia questão que o texto final fosse dela.  E assim ficou estabelecido.

Linda, perfeita na cozinha e escreve bem.   A natureza/genética foi/foram muito generosas com ela!!!

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Último Livro: Panelinha – Receitas que Funcionam. Autora Rita Lobo. Editora Senac São Paulo

Livros Anteriores: A Conversa Chegou À Cozinha – crônicas e receitas. Rita Lobo. Editora Ediouro.

Receitas Anti-TPM – Rita Lobo

Frases fabulosas de Fred Allen http://pensador.uol.com.br/autor/Fred_Allen/

Saraus: Hoje e Sexta-Feira

Quem tiver gostado do Teatrokê http://bocanotrombone.ig.com.br/2011/02/02/no-teatroke-publico-realiza-facanhas-espetaculares/ ou sentido vontade a partir do texto, pode ir hoje a outro agito também comandado pelo multimídia  Ricardo Karman. Trata-se do Sarau NOITES NA TAVERNA  que ele promove toda última quarta-feira do mês no seu agradabilíssimo bar de acústica perfeita no Sumaré. (Ver endereço, horário, ficha técnica no Final).  Nesse sarau, ênfase é dada à poesia.  Tem hora para começar e hora para acabar.  Organizado, porém, agradabílissimo.

Já no Sopa de Letrinhas, dos mais tradicionais saraus da Cidade,  há mais de dez anos, toda última 6. Feira do mês, a ordem conta pouco e tem de tudo, como diz   Vlado Lima, idealizador, “tem música, poesia, dança do ventre, mágica”.  Um pouco mais do sopa nas Palavras do irreverente Vlado.

“O SOPA DE LETRINHAS É UM PROGRAMA DE AUDITÓRIO

O Sopa de Letrinhas nasceu sob o signo de Dionísio.Nasceu pra ser festa.Celebração.Sarau não precisa ter cara de velório,por isso, o Sopa nunca flertou com a imortalidade acadêmica,nunca desejou ressuscitar o hype literário da Villa Krial,muito menos fomentar uma nova Semana de Arte Moderna.O Sopa é o que sempre quis ser: entretenimento.Um Programa do Chacrinha lítero-musical.Anárquico, debochado e, acima de tudo, democrático.No Sopa tudo pode. Todos podem.Pode o poeta laureado, o poeta udigrudi, o poeta cabaço,o poeta romântico, o poeta reumático,o poeta modernoso, o poeta místico,o poeta mequetrefe e o poeta pornográfico.Você gosta de poesia?De música?De bom humor?De gente do bem?Então, venha numa sexta-feira dessas provar a nossa Sopa.Garanto: a bagaça é duca! “

Em todas as Edições do Sopa, é homenageado um escritor contemporâneo que está sempre presente.  No mural, há textos desse autor.  Quem quiser, pega um texto e lê.  Há eleição para escolher as melhores leituras que recebem prêmios.

Próximo à  meia-noite, é servida, por conta da casa,  uma sopa de letrinhas – concreta e “gastronomicamente” falando!!!

No Sopa e Na Taverna a palavra é dada a todos que queiram se manifestar, sem qualquer burocracia.  Deu vontade de declamar, declamou…

Há vários  anos não perco um Sopa por Nada; de uns quatro meses para cá, também bati ponto no NOITES NA TAVERNA.

Sarau Noites na Taverna : Toda última quarta-feira do Mês, a partir das 20,30 hs – Ingresso Grátis – Sujeito à lotação do espaço – 40 lugares

 Rua Piracuama, 19, Sumaré
05017-040, São Paulo, SP, Brasil
Tel/Fax: +55 (11) 36751595
teatro@centrodaterra.com.br

Sopa de Letrinhas

Rua: Rua Clélia, 2023 [esquina com a Jeroaquara] – LAPA

O Luxemburgo de sempre!!! Engraçado…!!!

Luxemburgo, pelo jeito, é o caso típico do sujeito que, ao abrir a boca, perdeu excelente oportunidade de ficar calado.  Ontem ele lembrou para a imprensa episódio vivido por Ronaldo, na Copa América de 1999, disputada no Praguai, quando ele era o técnico da seleção.  Ronaldo estava gordo e precisava perder peso.

Com a Palavra, o engraçado e oportuno Luxemburgo:

 
“Houve uma experiência muito legal e tenho que contar. Na Copa América, ele precisava diminuir o peso. Conversamos, ele falou que estava acima e tacamos Xenical (remédio para diminuição de peso e que pode causar aumento de evacuações). Ele teve de ficar andando com aquele fraldão e ficava reclamando de precisar usar fralda (risos)”, revelou o treinador.

Legal, extremamente legal; de muito bom gosto, inclusive, relembrar a história nesse momento; aliás, relembrar a história para a imprensa…