Considerações sobre os Rolezinhos – Por Armando de Oliveira Neto**

Fazia tempo que o amigo Armando não proporcionava aos leitores do Boca suas ponderadas considerações.  Hoje ele aborda os Rolezinhos sob alguns aspectos.

A seguir:

Após a leitura da apresentação de suas observações no BOCA**, venho contribuir com algumas reflexões, dentro de outra visão do tema, que foca o político e o social.

Assim temos uma amostra da chamada “ditadura das minorias”.

Esse conceito está sendo divulgado recentemente, constituído pela descrição dos mecanismos pelos quais valores de minorias acabam sobrepondo aos de maiorias, como ocorre com os movimentos de “rolezinhos”, acobertadores de atos criminosos.

É um dos subprodutos da ideia do “politicamente correto”, o que paralisa nossas instituições policiais.

Assim, em seu questionamento, a aceitação do “rolezinhos” passa a ser norma e normatizada/legalizada pelas instituições, pelo ordenamento jurídico, tal como denunciado.

Um outro aspecto é a desconstrução do Estado.

Entendo que possa haver mudanças nas formulações legais, mas, pelo pouco conhecimento que tenho, em essência, a estrutura jurídica apresentada pelo Código de Hamurabi, poucas alterações podem ser observadas, em suas fundamentações, ao longo dos séculos.

Quando um indivíduo sabe que sua atuação, no caso o “rolezinho”, é uma situação marginal, consequentemente é sabedor das consequências de tal posicionamento.

Deixa-se de ser autor de sua escolha e torna-se “vítima”, em absurda inversão de papéis, ovacionado e exaltado pela mídia ignara e conivente, talvez passivamente..

Comparo com um criminoso que sabe do teor de suas atitudes e as penalidades, no caso a marginalidade social e legal do fazer “rolezinho”.

E aí chega um “novo ordenamento”: pode se tornar regra, “protegido” pela legislação, tal como proposto.

Qualquer semelhança com o que se observa no “país da impunidade” não é mera coincidência, mas sim resultado de uma orquestração muito bem elaborada nos últimos anos, com o objetivo de se instituir uma nova estrutura político-social e que tenho notado sistematicamente sua execução, sorrateira, ameaçadora e… assustadora pelas consequências funestas que trarão para nós e para as gerações que nos sucederão.

É assim que andamos rumo à desconstrução do Estado!!!

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Meu  comentário.  Se os rolezinhos não promoverem ações de vandalismos ou furtos, não há porque serem proibidos.  Folha de São Paulo de hoje traz reportagem mostrando que centenas de alunos de Economia na USP nesses útimos anos têm lotado o Shopping Eldorado para cantar, dançar e festejar. Segundo o Jornal, os jovens universitários não avisam quando farão esses rolês e nunca foram incomodados por seguranças do estabelecimento. Trecho da Folha de Hoje “Depois dos gritos – como Ei, GV (Fundação Getúlio Vargas, tida como rival da FEA), vai tomar no c…”, parte dos estudantes almoça na praça de alimentação, onde são entoados mais cânticos.  O encontro dura cerca de uma hora e meia” Quiser ler matéria da Folha, clique

* Link para o Texto  mencionado logo no início do artigo – clique

** Armando de Oliveira Neto

Médico Psiquiatra Aposentado do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica
Do Hospital do Servidor Público Estadual
Médico Assistente do Hospital Infantil Cândido Fontoura
Professor/Supervisor pela Federação Brasileira de Psicodrama

Sadismo, Burrice ou Tudo Junto e Misturado???

Na calçada em frente à Escola de Inglês na Faria Lima, proximidades do Shopping Iguatemi, bandinha tocando para chamar atenção e, pior,  dois  sujeitos com paupérrima fantasia da Guarda Real do  Palácio de Buckingham derretendo sob o sol do meio dia.  Detalhe, os pobres diabos escaldados são obrigados a bater continência para quem entra e para quem sai da Escola.

Escola de Inglês  imitando  a Guarda do Palácio da Rainha da Inglaterra, por se tratar de escola de Inglês, não é caso sério de Complexo de Vira-lata, mas botar os rapazes derretendo dentro daquelas ridículas fantasias, certamente é   soma de sadismo com  a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

E os Rolezinhos das Elites Pelos Shoppings de Miami, Nova York e Paris???

Vou meter minha colher a respeito de  rolês e rolezinhos em Shoppings.

Detesto aglomeração, gente se espremendo. Outro dia, me descuidei um pouco do horário e cheguei  à estação Faria Lima do metrô no pico do rush.   Uma multidão tomava todos os espaços.   Imaginei como estariam os vagões.  Não tive dúvida, fui a pé até a estação da Consolação, onde havia muito menos gente e peguei o metrô.  Em tempo, no trajeto a pé pela Rebouças, minha velocidade era muito maior do que a dos carros.

Há vinte anos,  bar que servia  bom café ficava a uma quadra do meu escritório, na Antônio Bicudo com Teodoro Sampaio.  Íamos meu pai, amigo dele e eu lá  todos os dias.  Na primeira vez em que propus que fizéssemos um U caminhando uma quadra pela Pedroso, outra atrás do colégio Fernão Dias e ainda uns trinta metros pela própria Antônio Bicudo, meu pai e o amigo perguntaram se eu não gostava de povão.  Respondi.

– O que eu não gosto é de não poder caminhar sem esbarrar nos outros, seja na Teodoro ou em gostosas do shopping Iguatemi.  Quero andar.

Em tempo, também detesto Shopping Centers.

Bem, quanto a rolês e rolezinhos, algumas considerações.

Mil anos atrás,  alguém me disse que se quisesse enterrar um shopping, bastaria colocar uma multidão de gente mal encarada, mal vestida,  se possível mal cheirosas, apenas  passeando, sem cometer qualquer ilícito.   A notícia de que esse shopping havia virado  Point se espalharia e atrairia cada vez mais gente, dessa galera, como dizem os de vocabulário restrito, e aí a “desgraça” estaria feita.

Certamente foram escolhidos shoppings para rolês primeiro porque todo mundo, ao contrário de mim, adora essa praga.  Segundo, provavelmente, porque em ambiente fechado sempre se consegue CAUSAR (como se diz) MUITO MAIS.  Fosse eu,  escolheria a Oscar Freire, bem  mais aprazível.

Escrevi tudo isso e  não consegui dizer nem um décimo do que sintetizou  o deputado Jean Wyllys (mestre em Letras e Linguístia e Professor Universitário de Cultura Brasileira).  Perfeita a observação dele:

“Como a classe média brasileira se comportaria se as elites dos EUA e Europa fechassem suas fronteiras aos seus “rolezinhos” nos shoppings de Miami, NY e Paris?”

Para não ficar atrás do Deputado (sem qualquer outra conotação), lá vai frase minha bem antiga:

“Shopping Centers  me proporcionam imensa alegria – quando saio”.

Facebook, ex-mistério; Já as Pessoas Ordinárias…

É impressionante como na vida a gente aprende tudo.  Facebook para mim, até outro dia, era um mistério;  agora há pouco, até passei uma cantadinha leve em uma menina bonita  que está do outro lado do país.

Eu aprendo tudo, menos suportar  Filhos da Puta, pessoas ordinárias!!!  E como tem gente que é filha da puta no último estágio!!!  Não digo que só eles estão no Planeta, pelo contrário: há muito,  infinitamente, mais gente boa.  Entretanto,  pessoas filhas da puta no último  estágio existem mesmo.  De qualquer forma,  azar delas, porque as coisas se resolvem e aí fica como a piada.

O bêbado diz para a mulher:

– Poxa, como você feia!!!

A mulher:

– Poxa, é como você é  bêbado!!!

O bêbado:

– Amanhã eu tô bom e você vai continuar feia.

Voltando aos filhos da puta.  Eles são passageiros  e, uma vez “passados”, saem  de nossas vidas.  Entretanto, tal qual a feiura da mulher da piada, a filha da putice deles vai acompanhá-los até o inferno.  E no inferno, se Deus quiser, o Diabo dá um jeito neles!!!

Quanto às feias, não existem, ainda bem, apenas Vinicius de Moraes  no Mundo, para quem a beleza era fundamental.  Que Deus as Proteja!!!

 

Cerveja Sem Álcool Cevando a Garotada

Na sala de espera do consultório médico, a indefectível televisão ligada.

Garoto de 10 anos comenta com a mãe:

– Olha, cerveja sem alcool.

Eu disse para ele:

– É sem álcool, mas não é para criança, não.

Aí me dei conta (caiu a ficha, como falam  aqueles “ricos de vocabulário”) que, provavelmente, mais do que satisfazer adultos que precisam guiar após beber,  objetivo  muito menos nobre esteja na mira dessas cervejas: seduzir desde a pré-adolescência novos consumidores.

Seria mais ou menos a estratégia usada pela  Indústria Tabagista com os cigarros mentolados, criar algo docinho para cevar  a garotada.  Cevar é o termo próprio, como se cevam animais a serem caçados.

Lembrando ainda que  publicidade de cerveja  já usou tartaruguinhas para seduzir pré-adolescentes.

Hoje,  a propaganda dessas cervejas aguadas na televisão mostra adultos que mais se parecem crianças grandes, que podem tudo, certamente o sonho de todo pré-adolescente.  Cerveja sem álcool funcionaria como uma chave da primeira porta de entrada para  o “sedutor  mundo adulto”, digo mundo de crianças grandes!!!

Eu adoro Big Brother!!!

Mas é lógico.  Graças a ele, posso chegar em casa, tomar banho, assistir ao  Jornal Nacional e dispor de cerca de uma hora e meia para  jantar sossegado e então usufruir   do  fabuloso tele-teatro  da Globo que, normalmente, na entre-safra  de Big Brother, começa imediatamente após a novela.

Aliás, pensando bem, sou a favor de Big Brother todos os dias de semana do ano até a eternidade.

E, pela mesma razão, adoro a enchenção  de linguiça da novela das nove, que já foi novela das oito e, por mim, poderia  ser das 10.

Universitários Assassinam o Idioma, Inclusive Com “Fusível”

A propósito das Universidades que foram descredenciadas pelo MEC, aluna disse no Jornal Nacional:

– Fata três semestres pra mim me formar.

Em uma frase de sete palavras, a estudante universitária conseguiu cometer dois erros de português.

Triste, muito triste.

E isso não é de hoje, se quiser ler a respeito do que vi uma advogada dizer há trinta anos, leia

A secretária de um dos lugares em que trabalhei (há mtos  e muitos anos, nos tempos dos aparelhos de Telex ao invés da Internet) era formada em Direito em uma faculdade do Interior.  Pois bem, ela disse em alto e bom som para quem quisesse ouvir:

– O Fuzil do do Telex queimou!!!

Desde então,  nenhum dado  relacionado a  ensino/estudantes/ conhecimento, infelizmente, tem poder para me causar surpresa!!!

Não me causa estranheza, mas entristece muito!!!

Turismo Assim??? Uma Pena!!!…

Uma tristeza como a qualidade de vida se degenera no Brasil a cada instante.  Com essa degenerescência,  mata-se junto o turismo, que poderia ser a grande indústria do país.  Home de Portal na Internet mostra que assaltos a ônibus mais que dobraram em S. Luiz do Maranhão no último ano.  São Luiz do Maranhão é belíssima cidade com suas fachadas de azulejos.   Na mesma Home do mesmo Portal, o estado deplorável de poluição na Bahia de Guanabara, cercando o Pão de Açúcar, talvez a imagem mais conhecida do Brasil  no Planeta.

Em Cancun no México, quando eu fui para lá, cerca de 15/20 anos atrás, bons, limpos  e baratos ônibus levavam o turista da frente do Hotel ao Centro.  Para chegar ao ônibus e ao Hotel, uma pequena caminhada.  Não havia hipótese de o turista ser assaltado.  Um assalto “mal sucedido”, com um americano morto ou mesmo machucado, seria o assassinato da Galinha dos Ovos de Ouro da Economia local e do país.

Há muito que falo isso, Campanhas publicitárias e ações efetivas mesmo  para dar Segurança ao Turismo/Turista precisam ser adotadas.  Com esse vasto território, infinitas praias,  imensa Variedade de atrações,  o turismo deveria ser a Vocação Natural do País.

Se tivermos a imensa felicidade de que nada aconteça para Turista algum durante a Copa,  isso for bem explorado e, efetivamente, se tornar ponto de honra para o Pais, o turismo profissional mesmo é um belo caminho a ser trilhado para nos ajudar a ter  nossa emancipação econômica e dar melhores condições de vida para todos os brasileiros.

Que Deus, autoridades e até mesmo os Marginais nos ajudem!!!