Todos os posts de Paulo Mayr

Crônica – Todo Mundo Sempre Soube. Todo Mundo, não…

Considero minha inteligência média.

  • Se houver onze pessoas, eu vou ser mais inteligente do que cinco e cinco serão mais do que eu.
  • Ou se for estabelecida a média do QI dessas dez pessoas,  o meu vai estar bem próximo.

Entretanto, o que eu sou desligado e ingênuo é  coisa astronômica.

A família inteira, desde sempre,  desconfiou, aliás, tinha certeza, de que aquele nosso parente era gay.  Eu o considerava assexuado.  Minha impressão  era de que mulher não fazia a menor falta para ele; tampouco  homem.

Achava que  não se importava com sexo e ponto.

Quando ele  soube que eu ia passar  o Carnaval fora, pediu minha casa emprestada porque precisava pintar o seu quarto. Concordei, afinal, mais do que parente, parente,  é meu amigo:

– Luís, não vai  trazer a mulherada aqui pra casa, viu?

– Fica tranquilo, Paulo.

Falei só pra levantar a moral dele e ele pareceu gostar das minhas palavras.  Fiquei contente por, além de solucionar o problema de hospedagem,  demonstrar que apostava no seu poder de sedução.

Dentre as manias que eu tenho, não, não é só entrar no chuveiro cantando a mesma canção, tampouco  só pedir o cinzeiro depois de a cinza no chão, como personagem da música;  mesmo porque não canto ou fumo.

Minha mania é sempre, sempre,  voltar de viagem antes do prazo estipulado.

E não seria diferente daquela vez.  Corrigindo,  foi diferente daquela vez.  Quero dizer,  50% diferente.  Os cinquenta por cento semelhantes:  voltei mais cedo.

E os 50% inéditos.  Cheguei lá pelas  duas e meia da tarde em casa. Silêncio absoluto.  Assim, fui subindo para o meu quarto. Abro a porta devagar.

O Luís  e um sujeito dormindo nus.    N U S    E    DE         CON-CHI- NHA!

Fechei a porta do quarto, desci a escada sem fazer o mais ínfimo ruído,  peguei minha mala de volta,   e fui pro cinema.

Na volta pra casa, já tratei de ir buzinando e metendo a mão na campainha.

–  Paulo, cê chegou mais cedo.  Que ótimo!

– Cheguei.  Na verdade, cheguei   B E M     M A I S     C E D O!

E nunca, em tempo algum,  toquei no assunto, com ele,  e, menos ainda, com qualquer parente.

Nada se Perde! Nem mesmo baratas!

No mesmo espírito de ter ojeriza a desperdício, inclusive de coisas engraçadas, lá vai mais uma ilustração que vi há pouco.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto

Aproveito e deixo piada.

Português desapareceu por anos.  Nesse tempo, ficou ensinando uma barata que trazia sempre no bolso.  Ele estalava os dedos perto do bolso e a barata pulava pro chão.  Ele estalava novamente e ela voltava para o bolso.

Reapareceu, e convocou todos os amigos para mostrar-lhes a novidade.  Quando ele estalou os dedos e ela saltou, um amigo gritou:

–  Uma barata.

E mais do que rápido, com um pisão, estraçalhou a barata amestrada.

Haja Nariz Para Tanta Cocaína!

Começa  hoje, em Nova York,  o julgamento do traficante mexicano Joaquín Guzmán, El Chapo, em Nova York,   “acusado  de liderar o maior cartel de drogas do mundo e de enviar entre 155 e 200 toneladas de cocaína aos Estados Unidos durante 25 anos.”

A propósito dessa fabulosa cifra – 155/200 toneladas –  de cocaína, episódio curioso, já relatado aqui.

Apostador de loteria havia ganho sozinho belíssimo prêmio. Na redação de um dos mais importantes  jornais do Brasil,  o diretor e alguns jornalistas relatavam  o que fariam com o dinheiro.  Era aquele festival de sonhos  classe média (da qual, esclareço,  faço parte).  Comprar uma casa de praia, aplicar na poupança, trocar carro, comprar geladeira nova.  Lá pelas tantas,  super prestigiado colunista, foi taxativo:

– Pois eu comprava tudo em cocaína.  Não teria que pensar nesse assunto até o fim da minha vida.

Fico imaginando o cara com 155-200 toneladas ao dispor dele.

A fera já morreu.  A notícia boa é que  celebradíssima estrela de cinema internacional era absolutamente apaixonada por ele.

FINADOS – Sensíveis Texto e Entrevista sobre Morte; Frases e Epitáfios Hilários

Há apenas dois textos que todos os anos posto aqui.  Um às vésperas da Parada Gay, história divertida e frase divertida, a propósito do Dia da Consciência Negra.  Esse ano, entretanto, vou abrir exceção.

Amanhã, Finados,   data triste  para nos lembrar dos que já se foram.  Saudades tomando conta da gente.

Homenageio todos os mortos postando sensível texto do amigo Fernando Pawwlow,  sobre o cemitério do Bonfim em Belo Horizonte.  Aliás, sou citado por Pawwlow.  Também deixo link para  excelente entrevista do Historiador Carlos Bacellar concedida ao simpaticíssimo e preparado Ronnie Von, abordando aspectos interessantes sobre Morte. Deixo o link mais abaixo, torcendo para que ainda esteja ativo.

Para amenizar, posto relação de engraçados epitáfios.  “Epitáfio significa “sobre o túmulo”, vem do grego epitáfios. Este termo se refere às frases que são escritas, geralmente em placas de mármore ou de metal e colocadas sobre o túmulo, ou mausoléus nos cemitérios, com o fim de homenagear seus mortos sepultados naquele local. Estas placas são chamadas de lápides.”

Aliás, os Epitáfios já foram postados aqui, por serem muito divertidos, vale a pena ler novamente.  Há apenas dois textos que repito todos os anos no Trombone: um episódio que ocorreu comigo na Parada Gay e  Frase de algumas pessoas, entre elas uma negra, sobre a função  do Dia da Consciência Negra.

Começo com o Texto de Fernando Pawwlow.

Dia dos Mortos no Bonfim

Embora não tenha parentes sepultados no Bonfim ( familiares  enterrados em cemitérios distantes de onde moro, sob placas indicativas, não ocupando túmulos inspiradores), lá homenageio os mortos em seu dia. Cemitério antigo, localizado em bairro berço de lendas urbanas de Belo Horizonte, ele próprio lenda, me parece o santuário indiscutível do feriado de Finados. O feriado me fornecendo pretexto para visitar, uma vez mais, o cemitério de predileção. Sinto-me como o Jânio Quadros prefeito de São Paulo nos anos ‘80 exigindo em bilhetes “um dia dos mortos impecável”, enquanto notava, por exemplo, o cemitério de Vila Alpina com  “rosas jogadas no chão, em desalinho deplorável”  (cito de memória, mas sob impressão favorável ao político atento ao abandono dos cemitérios que recebiam familiares de  mortos com indisfarçável desleixo, como se estes estivessem mortos também, ou cegos quanto ao tratamento dispensado aos seus).Uma vez mais, subi ao Bonfim, revi suas moradoras em shorts vigiando as ruas e quem, como eu,  parecia-lhes intruso, ou um boêmio retardatário, ou um comum curioso praticando turismo urbano no bairro que já teve cassinos e, dizem, visita de Orson Welles. Encruzilhadas com despachos saúdam visitantes.

Nenhum  travesti nas ruas, nenhuma prostituta identificável, o bairro parecia me receber como a um conviva tardio, que perdera os seus dias de esbórnia e fúria, chegando anos depois do fechamento do último de seus prostíbulos, colhendo quando muito algum resquício de murmúrio narrativo do que não pude, ou não quis, assistir enquanto acontecia,  recorrendo aos exageros de quem pegou restos de décadas menos domesticadas no bairro mítico da zona boêmia.

O Bonfim, bairro boêmio,  próximo ao centro da cidade, vizinho da  Av .Pedro II,  suporta estoico seu estigma de morada de prostitutas e travestis, sua qualificação de “decadente”, a vergonha da BH petista, que se refere ao bairro de oficinas de carros e fabriquetas, e demais ramos de comércio, como “deteriorado”. João Antônio escreveu seu “A Lapa acordada para morrer” sobre o desmantelamento do velho bairro carioca, pois o Bonfim é assassinado  dormindo mesmo, por autoridades que tramam sua “revitalização”, sua descaracterização higienizadora, sua eliminação como membro indesejável da família mineira. O Bonfim escandaliza os vendedores da “BH popular”, os marqueteiros da “capital de vanguarda”. O Bonfim queima o filme, sintetizando.

Jazigos de políticos (Olegário Maciel, Raul Soares, Afonso Pena, Magalhães Pinto, entre outros), verdadeiros monumentos,  dividem as alamedas com jazigos de famílias,  alguns destes contendo fotos  de décadas idas, rostos  em nítida  contemplação de dias menos velozes e corruptos. Não são poucas as imagens ali que parecem retiradas das capas de livros de Dalton Trevisan, de algum filme mudo, ou revista dos tempos da Republica Velha. Os escritos em latim dos jazigos de vultos da vida pública parecem  títulos de capítulos onde os lembretes de familiares em jazigos de gente da vida particular formam o texto (” Sua morte nos mergulhou em nuvem negra de recordações e lamentos”, “Em vida a ternura em pessoa, em morte um anjo”, ”Sempre em nossa memória, para sempre  presente em nossos dias”) de um mesmo livro. Alguns retratados bem jovens, indicando  breve seu calvário aqui entre os vivos. O sorriso de alguns vultos explica o pesar de quem teve de continuar o resto da navegação sem a companhia de remador que com seu entusiasmo transformava mar furioso em percurso de provas de vela. Clichê lembrar que as lágrimas cabem aos sobreviventes? Familiares tocando o peito com a mão ao se recusar à aproximação de certos túmulos aparentam não tomar conhecimento dos ditames do bom gosto e da concisão, e qualquer tentativa de descrevê-los  seria temerária,  pois a sub-literatura seria infalível, exceto se feita por algum escritor que justificasse as árvores derrubadas (como nota Mario Sergio Conti, poucos o justificam). Todos,  principalmente velhos com dificuldade em localizar lápides e quadras, têm suas velas a zelar, seu ritual de remover capins e ofertar flores e lágrimas aos que as cobram em sonhos -“Como tem cuidado de meu túmulo lá no Bonfim?” O feriado de  Dia de Finados  elimina qualquer desculpa no descuido das obrigações,  os vivos e os mortos na observação estrita do comparecimento ao encontro que pesa como condenação aos vivos e é agradável visita aos mortos.

Guardiões dos túmulos são os gatos alimentados com baldes de ração e bacias de água por funcionários que parecem afeiçoados ao local (um dos funcionários me  pareceu estar com lábios pintados com batom, fiel ao espírito do Bonfim) . Parecem, os gatos, ferozes e dispostos a hipnotizar os que,  como eu, visitam seus templos sem a devida justificativa.  Uma caixa com filhotes de gatos ocupava o antigo necrotério (palco de uma das lendas do bairro, do cemitério – moça que sofrera ataque de catalepsia, despertara  em pleno necrotério, morrendo de pavor agarrada às grades da janela), com água e ração postas para a ninhada.Um grupo de adolescentes “góticos “ e eu os observávamos, os ditos góticos jurando sentir que as mãos postas sob a porta pareciam atraídas por “alguma força”. Meus dedos experimentaram apenas  frio e sujeira e meninos (provavelmente oriundos da Pedreira Prado Lopes) zombavam dos ditos góticos : “ Ei , vocês  são espíritos”.

Paulo Mayr, no seu blog “Boca no Trombone”, antecipou em dias sua celebração de Finados em edição especial com piadas de velórios e possíveis epitáfios,  lembrando que morte e cemitério são inevitáveis e o único recurso frente ao encontro que teremos um dia com o coveiro é rir, mas não consigo, apesar de racionalmente concordar com o Mayr. O Finados a muitos serve de data para reflexões de cunho metafísico, ou filosófico, sobre a inutilidade das lamentações sobre a morte. Para mim, é data para me vestir (reiterar esta minha preferência, na verdade) de camisa preta e cismar sobre como seriam as vidas dos personagens dos retratos nas lápides, e chorar como se os tivesse conhecido.

Acompanhados por estes mortos pelo Bonfim até a Pedro II, sentindo o perfume de suas rosas,  prometo voltar no próximo Finados , sem ousar olhar para trás.
Sobre estes anúncios.

Quiser conhecer o Blog   Fernando Pawwlow – Cadernos clique aqui

Ainda a seriedade que o assunto exige.  Assista à Entrevista de Carlos Bacellar,  Professor e historiador da Universidade de S. Paulo,  no Programa de Ronnie Von. Logo no início, Bacellar observa que antigamente a morte era muito comentada e o sexo, grande tabu.  Bem, isso é apenas um dos diversos aspectos interessante que Bacellar aponta.  Vale muito a pena assistir.  Clique aqui  Espero que o Link ainda esteja ativo

Daqui para frente, só diversão:

Morte, Velório, Cemitério – Dá Até para se Divertir com Isso – 1- Postado há alguns anos

Morte e suas conseqüências em cascata (velório, caixão,cemitérios e epitáfios) são as únicas certezas que todos  temos.

Ao escrever  o que eu quero em meu muito distante  epitáfio, descobri que o assunto é vasto e, creiam, divertidíssimo  Há alguns sites de epitáfios verdadeiros –  já  em uso – e imaginários.   Como eles são a cereja do bolo, digo, túmulo,  obrigatoriamente, ganham um post próprio.

Para começar, três frases muito divertidas sobre velório.  A primeira, do meu amigo Mário Michel Cury; a segunda,  do grande mestre Samir Meserani que, infelizmente, já teve o seu velório.  A última é do meu saudoso  pai, Hiram Mayr Cerqueira,

“O velório é a única solenidade em que o homenageado permanece ausente.”
“O velório é a única solenidade em que o homenageado permanece ausente. Embora de corpo presente”
“O velório é a única solenidade em que o homenageado está impedido de se manifestar.”

Rita Cadillac, rainha do rebolado, teria declarado que queria ser velada de bruços para poder ser reconhecida.

Sobre cemitério, boa frase, dita por uma senhora ao meu lado em restaurante. Perguntei de quem era.  Ela não sabia.

A frase.

“O cemitério está lotado de pessoas imprescindíveis e insubstituíveis.”

Piadinha ótima.

Dois amigos  jogavam futebol muito bem, mas muito bem mesmo.  A preocupação deles era se havia futebol depois da morte.  Combinaram que o que morresse primeiro faria o possível e o impossível para avisar o outro.  Um morre muito jovem e cumpre a promessa.  Aparece para o outro e diz:

– Legal, meu; muito legal.  Lá em cima tem futebol, tem futebol.  E você  já está escalado para o jogo do mês que vem!!!

Como se sabe, em S. Paulo, só pessoas que já morreram podem dar nome às ruas, praças e avenidas.    Estávamos eu e meu pai de carro pelo  Morumbi.  Alguns dias antes, havia contado essa piada em casa.  Meu pai viu o nome de uma rua, repetiu alto e disse que aquele havia sido seu contemporâneo na Faculdade.  Mais uma rua e ele lembra  que esse segundo era Juiz no tempo em que começou a advogar. Ele falou o terceiro e eu disse:

– Pai, pára com isso.  Logo mais um desses seus conhecidos vai aparecer e dizer:  Hiram, já estamos polindo a placa da sua rua!!!

Meu tio Maurício Goulart, irmão da minha mãe,  escritor, usineiro,  deputado federal, fundador da cidade de Fronteira, entre S. Paulo e Minas, às margens do Rio Grande,  era das pessoas mais exóticas que já pisaram a terra.  Construiu no Pacaembu uma casa sob medida para ele e suas idiossincrasias.  Era uma casa grande mas com apenas  um ou dois quartos e uma suíte.  Nessa suíte, havia   imensa cama redonda de alvernaria (que ele dizia ser a primeira cama redonda do mundo).  A piscina tinha um desenho diferente, cheio de curvas e mil outras peculiaridades.

Lá pelas tantas, ele quis vender a casa.  Óbvio que nenhum comprador se interessou por coisa tão excêntrica.

Aparece um maestro argentino.  E todos os predicados malucos que ele via, exclamava entusiasmado:

– Oh, cama redonda, mui bueno  para mi chica.   Piscina Diferente, mui bueno para mi chica.

Meu tio, animadíssimo com a perspectiva de livrar-se do abacaxi.

Na saída, ao ver o muro alto e sem fim bem em frrente, o Maestro quis saber do que se tratava.  Meu tio disse que era o cemitério.  O maestro:

– Cemitério???!!!  Muy malo para mi chica!!!

E nunca mais apareceu!!!

Nos cemitérios, os epitáfios, capítulo muito especial.  A seguir.
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Epitáfios – Dá Até Para se Divertir (e Muito) Com Isso – 2 –

Para continuar vendo aspectos curiosos/divertidos da morte,  lá vão os  Epitáfios, propriamente ditos –   as cerejas dos bolos   (túmulos). Alguns, infelizmente,  já imortalizados;   outros,  ainda à espera da partida de seus criadores e os terceiros, genéricos.

Dois   aguardando a híper distante (assim esperam seus autores)  inauguração: do amigo Vásqs, o bam bam bam das microcrônicas, e o meu:

Vasqs:

-Quem foi o filho da puta que pixou o meu túmulo?

(* vide observação ao Final)

Eu:

– Enfim, o silêncio.

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Epitáfios em uso, uma vez  que os autores, propriamente ditos , aqui na terra, pelo menos, já estão em desuso *

É uma honra para o gênero humano que tal homem tenha existido.”  – Na lápide de Isaac Newton, na Abadia de Westminster

“O tempo não pára…” Na lápide de Cazuza, no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, RJ

“Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino.”Epitáfio sugerido pelo próprio escritor mineiro (1923-2004)

“Considero minhas obras como cartas que escrevi à posteridade sem esperar resposta.”Frase inscrita na lápide de Villa-Lobos, no cemitério de São joão Batista, no Rio de Janeiro

“Assassinado por imbecis de ambos os sexos.” Nelson Rodrigues, cronista brasileiro

“Aqui jaz, muito a contragosto, Tancredo de Almeida Neves.”Tancredo Neves, famoso político brasileiro que exprimiu seu desejo nesta inscrição mas sua família preferiu fazer outra em sua lápide

“Terra minha amada, tu terás os meus ossos o que será a última identificação do meu ser com este rincão abençoado.”Inscrição que foi realmente colocada na lápide de Tancredo Neves, político brasileiro

“Foi poeta, sonhou e amou na vida.”Álvares de Azevedo, escritor brasileiro
“De volta às cinzas.”Rubem Braga escritor brasileiro
Preferia estar vivo, nem que fosse na Filadélfia.”- W. C. Fields

Epitáfios que aguardam Inauguração – Espera-se que assim permaneçam por muitas décadas ainda. Na verdade, alguns deles já foram “inaugurados”.   Mas, quando postei esse trabalho pela primeira vez, há alguns anos, seus autores ainda circulavam por esse planeta.

Te espero lá!”  –Roger Moreira, músico brasileiro

“E agora, vão rir de quê?”- Chico Anysio, humorista brasileiro

“Aqui, ó.”- Ivan Lessa

“Absolutamente contra a vontade.”- Luís Carlos Miéle

*”Desculpe a poeira”.Dorothy Parker

* “Enfim, magro.”Jô Soares

*”Já me fui mas aqui estou.”- Antônio Carlos

*”Morri de tanto viver.”José Luiz Maranhão , autor do livro ‘O que é morte’.

*”Eu disse a vocês que um dia estaria aqui. Estão vendo como eu tinha razão ?” Marcelo Mendes de Oliveira

Hipotéticos/Genéricos, de acordo com a profissão ou caractérística marcante – Escolha o seu 1 *

Do bêbado: Enfim sóbrio.
Do rico: Enfim duro.
Do invocado: Tá olhando o quê?
Do maldoso: Chega aí!
Do funcionário público: Dirija-se ao túmulo ao lado.
Do judeu: Alugo vagas.
Do crente: Fui! … Pro Céu!
Do espírita: Volto já!
Do policial: Circulando! Circulando!
Do prevenido: Abrir de hora em hora.
Do comerciante: Fechado pra balanço.
Do sambista: Sambei!
Do bailarino: Dancei!
Do viciado: Do pó ao pó.
Do folgado: Não perturbe!
Do político: Procurem meu advogado!
Do paquerador: Você vêm sempre aqui?
Do bombeiro: Apaguei!
Do açougueiro: Desencarnei!
Do arquiteto: Fiz a passagem!
Do sapateiro: Bati as botas!
Do terrorista: A morte é uma bomba.
Do humorista: Não achei graça!
Do piadista: E agora, vão rir de quê?
Do inadimplente: Amanhã eu pago!
Do gordo: Enfim magro.
Do naturista: Preferia estar vivo, nem que fosse em São Paulo!
Da bichinha: Virei purpurina!
Do mano: Rapei fora!
Do cagão: Morri de medo!
Do ignorante: Si matei-me!
Do torcedor: Flamengo até morrer.
Do confeiteiro: Acabou-se o que era doce!
Do ginasta: Consegui! Dei um salto mortal!
Do jóquei: Cruzei o disco final.
Do maluco: Tô só fingindo!
Do crítico: Não gostei!
Do Elvis Presley: Não morri.
Do juiz: Caso encerrado.
Do eletricista: Foi um choque!
Do obstetra: Parto sem dor.
Do mineiro: Trem ruim sô!
Do sindicalista: Greve por tempo indeterminado!
Do hipocondríaco: Não falei que eu tava doente?

Mais alguns  hipotéticos, também de acordo com profissão ou característica marcante – Escolha o seu 2*
ALCÓOLATRA – Enfim, sóbrio.Agora tem para tosdos os tipos:AGRÔNOMO – Favor regar o solo com Neguvon. Evita vermes.
ALCÓOLATRA – Enfim, sóbrio.
ARQUEÓLOGO – Enfim, fóssil.
ASSISTENTE SOCIAL – Alguém aí, me ajude!
BROTHER – Fui.
CARTUNISTA – Partiu sem deixar traços.
DELEGADO – Tá olhando o quê? Circulando, circulando…
ECOLOGISTA – Entrei em extinção.
ENÓLOGO – Cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma formal e after tasting, que denota a presença de.microorganismos diversos.
ESPIRITUALISTA – Volto já.
FUNCIONÁRIO PÚBLICO – É no túmulo ao lado.
GARANHÃO – Rígido, como sempre!
GAY – Virei purpurina.
HERÓI – Corri para o lado errado.
HIPOCONDRÍACO – Eu não disse que estava doente?
HUMORISTA – Isto não tem a menor graça.
JANGADEIRO DIABÉTICO – Foi doce morrer no mar.
JUDEU – O que vocês estão fazendo aqui? Quem está tomando conta do lojinha?
NINFOMANÍACA – Uau, esses vermes irão me comer todinha!
PESSIMISTA – Aposto que está fazendo o maior frio no inferno.
PSICANALISTA – A eternidade não passa de um complexo de inferioridade mal resolvido.
SANITARISTA – Sujou!
SEXY SYMBOL- Agora, só a terra vai me comer.
VICIADO – Enfim, pó.

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* Fontes – Sites na Internet (Todos que estão acima, exceto o do Vasqs e o meu, logo na abertura)

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Quem quiser mandar sugestões de Epitáfios para si próprio ou  para famosos/celebridades, só publicar nos comentários.  Quem sabe não dá novo post.
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* A propósito de morte,  não Morra antes de Navegar pelo Site do Vasqs Ostras ao Vento  ou ler o seu livro de mesmo nome. Vasqs é amigo citado no início deste texto,    aquele  que já mostrou  indignação furiosa se lhe pixarem o túmulo  Clique aqui – O Blog dele está parado há algum tempo;  em compensação,  Vasqs começou novo trabalho intitulado Calorosa Salada – Também vale a pena Conhecer.  Veja e discorde de mim se for capaz – Divirta-se com a Calorosa e muito bem temperada Salada do Vasqs.  Clique aqui

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Um traquilo dia de Finados para nós aqui e para todos que já se foram!!!

Buscas por Armas Disparam no Google. Péssimo!

No Uol, Universo On Line, (https://www.uol.com.br/)   há pouco,  “Buscas Por Armas disparam  no Google com Eleição   de Bolsonaro.”

Em maio de 2005, postei o texto que segue sobre o Desarmamento.  Em outubro do mesmo ano, houve o Referendo.

Adianto para quem não for ler o texto inteiro.  Sou absolutamente a favor do Desarmamento.

Lá vai o texto postado em maio de 2005;  como já foi dito acima, em outubro, foi votado o Referendo do Desarmamento.

Tem historinha verídica emocionante, em que sou personagem.  No seu lugar, eu leria.

Lá vai:

A RESPEITO DO  REFERENDO SOBRE O FIM DA COMERCIALIZAÇÃO DE ARMAS DE FOGO NO PAÍS
Escrito em maio de 2005 – Em outubro houve o Referendo

O referendo sobre o fim da comercialização de armas de fogo no país  deverá ser realizado no próximo dia 2 de outubro.  Não sei se já está aberto o período de “propaganda”; de qualquer forma, quero dar um pontapé inicial.

Sou visceralmente a favor do fim da comercialização de armas de fogo (e também de munição) no país.  E olha que não me lembro nos últimos tempos de ter tido  oportunidade/vontade de empregar o advérbio visceralmente em relação a qualquer crença ou opinião minha.  Sou  “muito” (não  fanático) corintiano , mas aí é outra conversa que pode até render um artiguinho divertido.

Retomando o assunto e já explicando o porquê do meu voto. Sempre fui contra armas de fogo.  Para arraigar mais ainda minha opinião,  relato   dois casos.  O primeiro, aliás emblemático,  com direito à  opinião de grande especialista no  assunto: um assaltante.  O segundo se passou comigo há muitos anos.

Um conhecido  me contou que seu irmão, médico dedicado/obstinado, recebeu um assaltante em estado deplorável alvejado com diversos tiros, praticamente morto.  A determinação, talento, boa vontade do irmão de meu conhecido salvaram o paciente.  Imensamente agradecido, ele disse:

– Doutor, o senhor salvou minha vida.  Eternamente serei grato ao senhor. Não tenho como pagar o que o senhor fez por mim, mas vou lhe ensinar uma coisa que  um dia  talvez também salve sua vida.

O assaltante continuou:

– Doutor, jamais tenha uma arma de fogo em  casa.  Se eu e o senhor nos encontrarmos cem vezes, os dois com uma arma, eu mato o senhor cem  vezes antes mesmo de o senhor pensar em encostar o dedo no gatilho!!!!!! –   disse sorrindo.

O assaltante ainda explicou que muitas vezes o assalto é feito exclusivamente para roubar a arma  que alguma empregada viu e comentou  na vizinhança.

Há mais de quinze anos, entro no consultório que meu dermatologista dividia com outros dois profissionais de saúde,  um deles dentista de crianças excepcionais.  Sou recebido por um assaltante com um revólver na cabeça.  Havia um outro assaltante e uns quinze assaltados, entre médicos, pacientes (incluindo  uma criança excepcional) e enfermeiras.  Nunca tive muita  paciência/vontade de liderar grupos, quaisquer que fossem.  Mas ali era diferente:  tava todo mundo apavorado, os ladrões eram inexperientes e um deles, além de tudo, um maluco que estava louco para dar tiro em alguém.  Eu, o único que ainda mantinha a calma e o bom senso e, contra a minha vontade, por uma questão de sobrevivência coletiva, tive que assumir a condução da coisa. Depois de várias intervenções minhas,  o assaltante sádico que tomava conta da gente (o outro havia saído para descontar o cheque que meu médico lhe entregou) fica brincando de tirar e colocar as balas no tambor de um dos revólveres. Ele coloca as balas, abandona a sala e deixa esse revólver ao alcance de qualquer um.  Obviamente, fiquei morrendo de vontade de pegar a arma, me esconder e, quando ele voltasse, eu apareceria pelas suas costas e o renderia. Obviamente, me contive.  Passam-se uns dois minutos,  ele volta e vê o revólver no mesmo lugar.  Ele pergunta olhando para mim:

– Ninguém pegou o revólver????

Eu disse que o revólver era dele e que, naturalmente, ninguém o pegaria.

Sempre olhando para mim, ele diz:

– Que sorte.  Estava sem bala.!!!!!!

E puxa seis vezes o gatilho.

Imagine se eu tivesse bancado o herói.  Provavelmente  ele iria me deixar “atirar” e, em seguida, com a consciência tranqüila, em “legítima defesa”,  me mataria e daria  início ao showzinho maluco/sádico dele.

O outro assaltante voltou com o dinheiro e tudo acabou bem, sem um único arranhão  sequer.
Finalmente, mas ainda em tempo,  o assaltante salvo pelo médico irmão do meu conhecido deu a saída para se proteger em caso de assalto.  Trata-se de  verdadeiro ovo de Colombo, chegando a ser até mesmo divertido.  Não vou ensinar aqui para que a saída continue desobstruída.  De qualquer maneira, quem tiver interesse basta me enviar um  email  que terei imenso prazer em explicar.

E o melhor de tudo: essa saída também não vai contra a campanha do desarmamento.
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Reitero: Escrevam para mim que passo para cada um por email o que o assaltante ensinou para o médico!!!

MICROCONTO – HALLOWEEN E COMPLEXO DE VIRA-LATA

Em homenagem ao maravilhoso Halloween, microconto:

Título – Bruxa

O  velho  detesta  Complexo de Vira-lata*.                                                                                            Diverte-se no Halloween.                                                                                                                                       Deixa  caldeirão vazio perto da janela.

Quando  “bruxas” no portão  ameaçam  com travessura,  pega o recipiente, faz cara de mau, e grita:                                                                                                                                                         “Chispa daqui     porque eu vou derramar óleo fervendo em vocês.”

Molecada voa.  Ele gargalha.                                                                                          +++++++++++++++++++++++++                                                                                                                  *Complexo de Vira-lata  é o sentimento de inferioridade do Brasileiro em relação a Estados Unidos e Europa, “tradução”/definição  livre minha  do termo de Nélson Rodrigues.  Quiser ler mais sobre Complexo de Vira-Lata aqui no Trombone, clique aqui.

Exerça Seu Direito, Evite Problemas!

Talvez muito poucos tenham se dado conta disso.  Há, literalmente, infinitos direitos que todos queríamos ter.  Menos de meia dúzia de exemplos:  três sábados por semana,  salários semelhantes a de estrelas do futebol, convidar  – e ela aceitar –  de vez em quando a Gisele para sair.

Entretanto, há um direito que todos, absolutamente todos, os brasileiros temos e muito poucos exercem:  manter o voto em sigilo. Consequência,  desentendimentos, discussões e amizades de décadas indo por água abaixo.

Pois eu exerço na plenitude esse meu direito.  Resultado, não tive uma única discussão sequer por conta das eleições.

Agora, fico na torcida para que os eleitos, tendo sido os que receberam meu voto ou não,  sejam  honestos e competentes,  uma vez que esse maravilhoso  povo brasileiro não merece mais sofrer, vítima de tanta incompetência e corrupção!

Músicas Lindas e Oportunas

Lembram-se da belíssima música We Are the World, gravada por  grandes nomes da música internacional?

Pois bem,  brilhantes  artistas brasileiros gravaram vídeo  para o instante que vivemos.  Nome da Música – A Nossa Voz

No seu lugar, eu assistiria a ambos os vídeos.  Você vai ver que a nossa não fica devendo nada para We Are The World.  Lógico, não se trata de competição, mas como por aqui, às vezes, há o Complexo de Vira-Lata (lógico que não entre leitores do Trombone), já vou adiantando.

We Are The World

A Nossa Voz