Todos os posts de Paulo Mayr

Linda Palavra!

Na Turiassu, n. 1.242 A,  Perdizes, Zona Oeste de São Paulo, Letreiro da Loja: “Papelaria e Presentaria”.

Presentaria – não é lindo, em país subjugado pelo Complexo de Vira-lata, pequeno empresário com tanta personalidade?

Pelo menos, eu acho.  Parabéns!

*Complexo de Vira-lata é o sentimento de inferioridade do Brasileiro em relação a Estados Unidos e Europa, “tradução”/definição livre minha do termo de Nélson Rodrigues.

Quiser ler mais sobre Complexo de Vira-Lata aqui no Trombone, clique

Cadê Queiroz?, Hilariante Marchinha.


Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente,  pode ser denunciado, ainda que não deponha,  no inquérito que investiga movimentações atípicas em uma das suas contas.
Se essa história  não acabar em pizza antes do Carnaval,   a marchinha do meu conhecido Sonekka Lazzarini, prestigiado e queridíssimo cantor compositor do Clube Caiubi, tem tudo para estourar.
Já postei no meu Facebook.  Clique, ouça e diga se estou certo ou se estou errado.

Constatação

Não é frase; menos ainda, microconto.  Trata-se de mera constatação.

Algum humorista, Juca Chaves, salvo imenso engano, disse “se você colocar uma mulher no armário, ela vai  “te” trair com o cabide.”

E eu conheço uma mulher tão ladra, mas tão ladra, que se você largá-la no deserto, ela vai levar  o máximo de areia que conseguir, inclusive naqueles dois buracos.

Você ri, né?  Ri porque nunca vai cruzar com ela.  Se soubesse a inveja que tenho de você!

Voto Secreto para Presidência da Câmara e do Senado – É uma Piada?

Quando eu, você e todo o povo brasileiro votamos, óbvio, o voto é e sempre deverá ser secreto.

Agora,  eleições no senado, câmara federal, câmaras municipais (tudo em letras minúsculas mesmo), óbvio,  jamais deveriam ser secretas.

Pelo andar da coisa,  as escolhas  dos presidentes da câmara e do senado serão feitas através de voto secreto.

Parece piada.  Aliás, espero que seja piada.  Se for piada, já é muito infame.  Caso venha a acontecer, é o fim da picada.  Como não tenho representante em nenhuma das duas casas,  pouco me importo.  O leitor jamais vai saber se meus candidatos foram derrotados ou se votei nulo.

Eu, sim, tenho direito a voto secreto e não abro mão desse direito.

Parodiando expressão popular:  “E durma-se com um absurdo desses.”!

Quiser ler mais sobre política e políticos aqui no Trombone, clique.   Mas, como advirto sempre, leia aos poucos; muito disso em dose intensiva vai fazer mal à sua saúde!

Será que tem graça?

 

 

Quem Não Quer uma Tempestade Dessas?

A propósito do temporal de hoje à tarde em São Paulo, microconto bem legal meu.  Não me lembro se já postei aqui.  Caso já tenha postado, sem problemas, como foi dito acima, é bem legalzinho mesmo.

A palavra a ser usada, pelos participantes do grupo de microconto,  quando escrevi, era Tempestade.

Lá vai:

Adolescente:

– Quando a Majú anuncia tempestades no fim de semana, fico imaginando eu e ela sozinhos ilhados em confortável chalé.  Juro que não levava celular, nem videogame, só levava eu mesmo!

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Éder Jofre e Elis Regina, na Globo; Aqui, Dois Casos Legais

Logo mais, na TV Globo,  estreiam  Minisséries sobre Éder Jofre e Elis Regina, ambas em quatro capítulos.  Aliás, deveria haver muito mais teleteatros como esses – sobre nossas grandes personalidades e, principalmente, curtos – quatro episódios.

Dois casinhos, para não perder a oportunidade.

Amigo meu, cerca de vinte e poucos anos mais velho do que eu, sempre gostou de boxe.  Quando era jovem e estava no tablado, o  técnico disse que ele fosse treinar com aquele pugilista que estava no outro ringue.

O outro pugilista não deu um direto , deu um jabsinho, que desmontou meu amigo.  Nome do outro pugilista – Éder Jofre.

A respeito de Elis, posto abaixo novamente  o texto, cujo título é:

ELA ME DEU UM BEIJINHO.

Lá vai:

Clóvis, amigo do meu pai, era arquiteto de bom gosto e elegância impressionantes.  Morava em uma casa térrea que ocupava quase um quarteirão inteiro,  atrás do Shopping Iguatemi, naquela época, década de 60, antes da invasão de prédios e a marginal se tornar o que se tornou, era  região bem tranqülia.  Detalhista,  mandou colocar,  próximo à janela do quarto do filho,  uma folha de zinco, salvo engano, para que a chuva produzisse som agradável  que embalasse  sono e sonhos do jovem. Havia dentro da casa um espelho d´água mágico.

Chris  Montez, cantor americano, ficou famoso mundialmente por regravar  The More I See You, música de sucesso de décadas anteriores.  Depois gravou Call Me e Suny.  Estava no Brasil, nessa época do auge da carreira.  Clóvis e Lúcia, sua mulher, ofereceram um coquetel para ele.  Embora eu fosse garoto, fui convidado.  Montes era a vedete da noite, mas havia outros artistas.  Entre eles, Elis Regina.  Naquele tempo não existia  o termo tietar, mas eu  estava firme sentado  ao seu lado acompanhando atentamente  tudo o que  dizia.

Elis terminou o primeiro prato de estrogonofe que o garçon havia lhe trazido, mas ainda estava com   fome.  Perguntou para mim se eu não podia pegar mais um pouco de estrogonofe para ela e recomendou que eu mesmo fizesse o prato porque queria bem pouco mesmo.

Quando volto, entrego-lhe o estrogonofe na medida certa para saciar aquele resto de fome, ela agradece:

– Ah, que bonzinho que você foi.  Merece até um beijinho.

E me deu o beijinho!!!

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Ouça The More I See You com Cris Montes – Clique aqui

Ouça Atrás da Porta, do Chico,  na Emocionadíssima interpretação de Elis – Clique Aqui

 

Ministra, Conte Até Três…

Sempre disse, quem tem que se manifestar com frequência em microfones está  sujeito a dar muito fora.  Mas a “nossa ministra” Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos,  ao que parece,  fez a gracinha infeliz sem que qualquer pessoa tivesse feito pergunta alguma.   Ela afirmou  que é inaugurada agora uma “nova era” no país, em que “menino veste azul e menina veste rosa”.

“O vídeo foi filmado em um momento particular, longe do público, quando Damares estava cercada de apoiadores. Não está claro se o episódio ocorreu antes ou depois da posse. É possível ver que a roupa da ministra é a mesma que ela usou durante a cerimônia.”

Frase minha boa, a propósito.

Tem gente que precisa contar até três antes de dizer qualquer coisa.  Até TRÊS MILHÕES!   Não é mesmo, Ministra?

Ministra, “conto com a senhora contando até Três Milhões”!

Ano Novo com Fogos de Estampido? Não Pode, Incomoda os “Pets”!

Deixa eu entender, como dizia ex-namorada.  Brasileiros, pelo menos de algumas cidades, não vão poder comemorar a chegada de 2019 com fogos de estampido porque incomoda os cachorros?

Agora, cachorros vão poder continuar latindo à vontade, 24 horas por dia, os 365 dias de 2019,20,21…?

A que ponto se chegou?

É o que eu digo sempre, a lição que seus pais lhe ensinaram de que sua liberdade termina onde começa o direito do próximo foi completamente subvertida.   Cachorros têm a liberdade de latir compulsivamente quando quiserem, já o direito ao sossego da vizinhança que se exploda – para não dizer verbo mais tosco  que rima com exploda.

Observa-se ainda que vira-latas não latem  indefinida e infinitamente.  Latem aqueles cachorros de famílias que só sabem falar gritando,  com  televisão e rádio no último volume.

Como atualmente todo mundo só sabe falar gritando, TVs e Som permanecem  ligados 24 horas por dia,   onze entre dez domicílios têm “pets”, nós, os neuróticos que queremos silêncio, estamos fodidos.  Cabe lembrar que feio não é empregar bem palavras de baixo calão, mas sim agredir os direitos que até há muito pouco tempo eram sagrados.

Para se ter uma ideia de quão infernal é latido de cachorro.  Quando um paraquedista salta, o primeiro ruído que ele ouve vindo do solo  é o de latido de cachorro.

Agora, fogos, não, estão proibidos; fogos incomodam os pets!

Feliz 2019 – Sem Fogos hoje, mas com latidos o ano Inteiro!

Parabéns, Fátima Bernardes!

Notícias hoje dão conta de que Fatima Bernardes comemora o fato de ter aprendido a nadar.

Silvia Poppovic,  minha colega de classe durante toda a faculdade de jornalismo, tinha teoria bem interessante.  Ela dizia: bater à máquina, falar inglês e dirigir não são méritos, são obrigações.  Contei para o  meu pai e ele acrescentou mais uma atividade fundamental – nadar.

Comentários.

Naturalmente, Silvia, hoje, diria, ao invés de escrever à máquina, saber usar minimamente o computador.

Eu acho que nadar é  a mais fundamental das quatro atividades.  Não, ninguém precisa ser campeão olímpico.  Mas se um barco, ou balsa, afunda a 10 metros da margem,  saber nadar significa a diferença entre morrer e continuar vivo.

Nunca é tarde.  Parabéns, Fatima Bernardes!

Desagradável e Nojento – Barbárie

Todos são educados, ninguém leva penetras para as comemorações de Natal.

Quer dizer, mais ou menos não leva, né?

Deixar  smarthphone ligado e ficar o tempo inteiro olhando  mensagens e o que acontece  no Facebook,  e congêneres,   é uma forma de levar os seus infinitos, ou inúmeros, amigos virtuais para dentro de uma festa para a qual apenas você foi convidado.

É desagradabilíssimo estar com pessoas que têm esse comportamento.

Sem contar a questão da higiene.  Smarthphones são das coisas mais contaminadas que existem.  Deixar o dito cujo ali na mesa é coisa muito porca, para dizer o mínimo.

Idiossincrasia, frescura, minha.  Pois bem, leia o que escreveu Ruy Castro em sua Coluna da Folha de São Paulo, no dia 4/12/2017.  O título já é divertido.

ESTAFILOCOS AO DESAMPARO

O departamento de microbiologia da Universidade de Barcelona, na Espanha, informa que o celular que você acabou de levar à boca ou à orelha pode conter 23 mil fungos e bactérias. Isso significa, dizem eles, 30 vezes o número de micro-organismos encontrados numa maçaneta de porta ou num botão de descarga de banheiro de botequim –não por acaso, sítios que também vivem em contato com o veículo mais comprometido do planeta: a mão humana. Aquela que nem você sabe onde põe.

Entre os micro-organismos que infestam os celulares estão os enterococcus, os escherichia coli, os bacillus mycoides, os staphylococcus aureus e outros que deixo de citar por, em estudante, ter matado aulas de biologia e latim. É claro que a mão não é a única culpada. Todos os lugares que os celulares frequentam, como tampas de mesas, pias de cozinha e até o bolso da sua calça, são um flamejante criadouro.

Para os cientistas, diante da impossibilidade de o usuário viver desinfetando o celular, só há uma solução: lavar as mãos antes e depois de usar o aparelho. O que também é problemático, considerando-se que as pessoas não se desgrudam dele e o consultam 80 vezes por dia. Aliás, é chocante constatar que um celular pessoal, mesmo que seu titular não o empreste a ninguém, pode ser mais infectado do que um telefone de orelhão –pelo simples fato de que você não passava o dia pendurado no orelhão.

Consultei a Anatel e descobri que há hoje 241 milhões de celulares em uso no Brasil. Multiplicando esse número pelo de bactérias per capita, 23 mil, chegaremos a um universo de 5 trilhões e 543 bilhões de microbicharocos saçaricando alegremente nos nossos celulares.

Nossos, não. Como sabem alguns, sou dos poucos brasileiros que não têm e não usam celular e, por minha causa, deve haver milhões de estafilococos ao desamparo.

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Tal qual Ruy Castro, também não tenho celular.  Mesmo não tendo celular, somos obrigados a conviver com as pessoas  que levam  celulares  e Estafilococos para jantar conosco.

Barbárie!