Questão de Coragem, ou de Falta de Coragem

Tanto, mas tanto, tempo que não escrevo aqui, que estou até sem graça.

Mil anos atrás fiz reportagem para o Folhetim sobre Pindura, prática dos Estudantes de Direito do Largo São Francisco de, no dia 11 de agosto,  jantarem ou almoçarem sem pagar.  Nessa matéria, um político contou que vontade ele sempre teve de dar um Pindura, mas faltava-lhe coragem.

Pois bem,  hoje comi em casa milho cozido debulhado com manteiga e sal.

A relação disso com o Pindura?

Tal qual o político, eu morria vontade de comer isso nos carrinhos de ambulantes  pelas ruas, entretanto, faltava-me coragem.  Espero que meu bom senso me mantenha sempre afastado desse milho e de outras barbáries que se comem pelas ruas e botecos de quinta, nessa gigantesca cidade de S. Paulo.

Quiser ler sobre o Pindura (vale a pena, na minha suspeita opinião), clique aqui

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Estou com praticamente uma centena – ou até mais –  de microcontos meus, escritos recentemente.  Vou começar a postá-los aqui.

4 comentários sobre “Questão de Coragem, ou de Falta de Coragem

    1. Caro Junior:

      Perdão por só responder agora seu comentário; há uns vinte dias estou sem computador. Só voltou hoje.

      Não, não me engano pelas aparências, mas vou continuar comendo o tal milho apenas em casa.

      Obrigado pelo Comentário.

      Abraços.

  1. “Pindura” era uma brincadeira feita pelos estudantes com os restaurantes. Via de regra os estudantes eram fregueses contumazes; no dia da “pindura” davam o golpe. Hoje em dia todo comerciante vive com a corda no pescoço; a maioria dos estudantes não tem dinheiro; e o “pindura” de brincadeira passou a ser um prejuízo intolerável. Tempos bicudos, estes de agora. Quanto ao milho prefiro comer em casa; evito comer na rua por conta da falta de higiene (inclusive em algumas lanchonetes multinacionais). Bom retorno Mayr. Sentimos sua falta… há pouca vida inteligente na internet. Um abraço fraterno.

    1. Clerson, meu caro:

      Contente que vc tenha gostado. Esse milho não como nem que seja para ganhar um milhão; não outro milho de rua, mas um milhão de reais!

      Tenho feito muitos, mas muitos mesmo, microcontos. Mas ainda não os postei aqui. Quando postar, talvez vc goste.

      Hj, escrevi na rua um textinho à mão. Já tá todo em ordem, mas preciso digitar aqui. Vou ver se faço hoje.

      Abração

      Paulo Mayr
      Abraços

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