Mataram Bin Laden??? Será???

Curioso, muito curioso.  Os Estados Unidos caçam Bin Laden durante quase 10 anos.  Gastam bilhões de dólares, perdem soldados, causam mortes de civis inocentes. 

Aí anunciam que localizaram o enconderijo de Bin Laden e que o terrorista   foi morto. 

A seguir  é hilário. 

Comunicado oficial/extra oficial/oficioso afirma que, acatando os preceitos da religião mulçulmana, o corpo dele foi imediatamente lançado ao mar. 

Certamente Bin Laden foi morto mesmo.  Os Estados Unidos não correriam o risco de anunciarem sua morte e ele voltar a dar as caras através de fotos e vídeos.

Agora, que tem algo estranho nessa evaporação do corpo de Bin Laden, isso tem!!!

Se o simples anúncio do extermínio do terrorista já foi suficiente para os americanos comemorarem  nas ruas, tal qual brasileiros comemoramos conquista de Copa do Mundo, quão prazer mórbido o povo não teria tido se pudesse   ver fotos, filmes do seu cadáver. 

Por que as autoridades americanas foram mórbidas a ponto de privar a população desse mórbido prazer???

Além disso, é totalmente ao gosto dos meios de comunicação de massa  misturar clima de ficção/novela  e realidade bem batidas no liquidificador com tempero de jornalismo.

Vladimir Propp,  estruturalista russo (1895-1970),  ao estudar mitologia e contos russos,  observou uma estrutura básica  que se repete nas histórias da mitologia:  o herói recebe do rei a missão de sair do seu território, ir ao reino vizinho para matar o dragão ameaçador.  O herói vai lá, mata o dragão, volta coberto de glórias ao seu reino, onde é recebido em festas pelo povo e pelo rei e se casa com a princesa.  Para provar seu feito, ele entrega ao rei, diante da multidão,  um pedaço da cauda do Dragão.

Em tempos modernos, quando existe um celular com câmera para cada habitante do planeta, o exército captura Bin Laden, mata, não tira uma única foto  do inimigo morto, sequer para saciar a morbidez do cidadão comum!!!  

E pior, ao contrário dos heróis da mitologia,  nem mesmo um fio da Barba do Homem foi exibido para provar que a missão foi mesmo cumprida com êxito.

Não dá nem mesmo para argumentar que o objetivo era não permitir que o túmulo dele fosse transformado em local sagrado de peregrinação, pois, conforme os próprios Estados Unidos afirmaram, o costume mulçulmano é atirar o corpo ao mar nesses casos.

Não quero parecer a mãe que foi ver o filho marchar na parada de Sete de Setembro,  e  o filho estava marchando errado.  A mãe:

– Olha lá, tá todo o batalhão fora do passo; só o meu Pedrinho está marchando direito.

No meu caso, é muito pior.  Já que não foi um batalhão que aceitou a coisa, mas sim a humanidade toda!!!

Pior ou não do que a mãe do Pedrinho, continuo achando tudo isso muito estranho…

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