O Sujeito do Hino é…???

Não sei quantos leram o meu Post de ontem a respeito da dificuldade de se entender Hino Nacional do Brasil.

http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/09/24/hino-vexame-da-vanuza-e-vote-chute-qual-e-o-sujeito-do-1-verso/ Menos ainda sei quantos se propuseram a decifrar o enigma de descobrir o sujeito do primeiro verso:
OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE..
O que posso garantir é que eu estava certo.

Um leitor aceitou o desafio. Esse leitor, como eu previa, errou..Não por conhecer pouco o idioma, mas porque a coisa é mesmo complicada.

O Universo da Pesquisa não poderia ser menor. Já que se pessoa alguma tivesse respondido, não teria havido pesquisa.

O leitor garantiu que o sujeito da frase é: O Povo.

O sujeito da Frase é, pasmem todos, as margens Plácidas

Uma construção mais direta e objetiva facilitaria um pouco se encontrar o sujeito. Lá vai uma possibilidade: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.

Na época em que o hino foi composto se escrevia daquela forma. Fazer o que, né??? (em português do dia a dia de hoje)???

Entretanto, se o objetivo do Hino é não apenas emocionar a nação, mas ser entendido democraticamente por todos os brasileiros, alguma coisa precisa ser feita.

Suspeito que uma boa primeira tentativa talvez fosse mesmo acatar a proposta do irreverente, e não por isso menos patriota, Lobão. A saber: encomendar para um talentoso compositor de samba enredo uma nova letra para o nosso Hino.

Quem tiver novas sugestões pode fazê-las!!! Boca no Trombone também é todo ouvidos!!!

11 pensou em “O Sujeito do Hino é…???

  1. Achava que o sujeito fosse “O brado retumbante” com o texto em voz passiva.Passando para voz ativa ficaria :
    O brado retumbante de um povo heróico foi ouvido as margens plácidas do Ipiranga.
    As margens ouvindo o brado me parece estranho.

  2. Parece que fui o único que arriscou uma resposta, mas, a logia da frase é mesmo complicada, sendo difícil acreditar que as margens do riacho do Ipiranga, bradou, isto é ”gritou”, quando ” de um povo o heróico o brado retumbante” é o resultado. Mas, não sou muito bom em ”portugues”, eta idioma complicado! …mesmo porque, poucos são os brasileiros que pelo menos sabem cantar o Hino Nacional.

  3. Mayr,

    Nós brasileiros somos mestres na arte de divorciar teoria e prática e em copiar coisas do exterior. Veja os exemplos da nossa Constituição, nosso Código do Consumidor, nossa Legislação Ambiental e Estatuto da Criança e Adolescente. Na teoria, grande amplitude e propósitos nobres. Na prática, muito pouco funciona do que está escrito. No caso do nosso Hino, se analisarmos bem sua letra, verificaremos que não tem nada a ver conosco. Nem no linguajar nem tampouco no conteúdo. Outro dia, prestando atenção ao programa do David Letterman verifiquei que não só a caneca do Jô, mais a posição da mesa e do sofá bem como o painel fotográfico ao fundo, a posição da orquestra e tudo, exatamente tudo era igual.

  4. PAULO MAYR!!!
    Eu não acertei a resposta da sua enquete sobre o sujeito da frase:OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE,da letra do hino nacioanal brasileiro,mas eu fiquei satisfeito com sua resposta.Eu continuo achando que o hino nacional brasileiro nunca deveria mudar, nem a sua letra e nem a sua música,por outro lado acho que nós brasileiros é que deveríamos comprrender sua letra.
    Aproveito para lhe mandar um grande abraço…
    Cicero Gomes!!!
    +++++++++++++

    Caro Cícero, o mais fiel leitor do Boca:

    Em relação ao sujeito do primeiro verso do Hino, fique tranquilo – ninguém sabe mesmo a resposta, como eu falei.
    Quanto a mudar ou não a letra do hino, trata-se de coisa complexa. Mas algo precisa ser feito.

    Abraços

    Paulo Mayr

  5. A propósito, falando de cópias, me esqueci de mencionar que a música do hino é uma cópia da Sonata de Paganini.
    Prezado Giordano:

    Não sabia o fato. É de se lastimar.

    Abraços
    Paulo Mayr

  6. Prezados Senhores
    Eu não desejava entrar neste debate, mas tenho que tecer várias considerações a respeito do Hino Nacional Brasileiro.
    1) o música do Hino foi composta por Francisco Manuel da Silva em 1831 e se chamava HINO 7 DE ABRIL e foi feito para saudar a abdicação de dom Pedro 1o.
    2) ao longo do século 19, este hino foi usado para diversas oficiais da corte brasileira e encaixaram várias letras conforme as ocasiões.
    3) em 1889, na República, decidiram criar um concurso para a criação do hino nacional e no concurso em 1890 o vencedor foi Leopoldo Miguez, mas o presidente general Deodoro da Fonseca não gostou do resultado e decidiu continuar com a composição do Francisco Manual da Silva (a composição do Leopoldo Miguez foi denominada HINO DA REPUBLICA).
    4) no início do século 20, resolveram colocar uma letra e o poema de Joaquim Osório Duque Estrada de 1909 foi o que mais “colou” na melodia; este poeta é de estilo parnasiano, por isto as inversões de frases, palavras rebuscadas, preciosidades de imagens etc.
    5) ao longo do século 20, tanto a letra, quanto a música (trechos da melodia, algumas cadências harmônicas e arranjos instrumentais) foram alteradas para o canto e a execução e se tornaram oficiais em 1971.
    6) há alguns arranjos alternativos, mas não sei se são permitidos, mas é preciso sempre consultar algum jurista para mexer na composição.
    7) no século 19, um pianista norte-americano (Gottschalk) fez um arranjo que se chama FANTASIA TRIUNFAL SOBRE O HINO BRASILEIRO (este título, aliás, é o atual, pois na época ainda o hino não era oficializado).
    8) o compositor Francisco Manuel da Silva estudou música com dois excelentes professores: padre José Maurício Nunes Garcia e Sisgismund Neukomm (este um austríaco); com muita certeza o hino brasileiro tem detalhes musicais que nos remetem a Haydn (sonata para piano), Beethoven (3a Sinfonia), Paganini (sonata para violino e violão), Donizeti (ópera Elixir do Amor), a Marselhesa (hino da França) e um hino religioso do Nunes Garcia – MESMO ASSIM NINGUÉM TIRA O MÉRITO DA BELA COMPOSIÇÃO DO FRANCISCO MANUEL DA SILVA!!!

  7. Eu realmente pasmei.
    Caiu uma questão bem assim na minha prova, de achar o sujeito. E coloquei “povo heroico”. Que droga! e no intervalo da aula, conversei com vários colegas meus que haviam colocado “as margens do Ipiranga”. Não acredito! haha, fazer o que?
    AA, por sinal, muito tri o teu site, parabéns 😀
    ++++++++
    Juliana:

    Obrigado pelo seu comentário. Não se aborreça (risos), se ajudar você, repito o que digo no texto:

    Quem quiser pode indicar o sujeito da Frase nos comentários. Não se envergonhe de errar. Garanto que apenas 30% saberão. Não por conhecerem gramática, apenas por uma questão estatística, já que chutes serão dados para todos os cantos desse nosso mundo vasto mundo gramatical.

    Valeu

    Paulo Mayr

  8. Muito bom seu blog. Ele me esclareceu várias dúvidas q eu tinha sobre o hino. Eu tenho 11 anos e faço a 7 série. Minha professora de portugues me passou um trabalho para eu tirar os sujeitos do hino nacional brasileiro. Como eu nao sabia resolvi pesquisar na net e ai achei seu blog. Graças ao seu post, tirei 10 no trabalho. Valeu aí. Tomara q seu blog continue bombando e ajudando outras pessoas. Obrigado ai Paulo Mayr abraços e ate outro trabalho q eu precise de seu blog obs: seu blog já tá nos favoritos.
    +++++++

    Gilmar:

    Fico contente por ter ajudado no seu trabalho. Como vc viu, é complicada mesmo a história do sujeito do Hino. Você percebeu que quase ninguém acertou???
    Fico contente também por você ter gostado do meu blog. Como eu gosto muito de português, fiz alguns textos sobre como as pessoas falam, termos que não acho legais, expressões bobinhas da moda. Queria mandar uns links de uns textos legais daqui do blog para vc ler, mas não estão entrando.
    Vou mandar para seu email.

    Abraços

    Paulo Mayr

  9. Todos os comentários que já apreciei em muitas páginas, percebi, que ninguém se preocupou em saber se D. Pedro estava sozinho nas margens do rio Ipiranga. Acho que isso faria a diferença no sujeito, se no momento as margens do rio estava cheia de um povo heroico. Também acho abominável a ideia de “as margens ouviram” sinceramente! é até uma falta de respeito com o povo que com certeza estava lá.
    ++++++
    Prezado ou Prezada:

    Você acha abominável, mas o sujeito é esse mesmo. Sinto não poder fazer nada.]

    Atenciosamente

    Paulo Mayr

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