Marinha sofre com falta de Pessoal

Guilherme Lobo, engenheiro sempre presente no Boca no Trombone, e seu colega Prof. Dr Rui Botter têm dado inúmeras entrevistas para os principais jornais do País, sobre a carência de Oficiais de Marinha Mercante e conseqüente obstáculo para o aumento da exploração e produção de petróleo brasileiro. Globo, Estadão, Diário de Pernambuco, Gazeta Mercantil, “Portos e Navios, revista especializada, fundada há 51 anos, já fizeram reportagens de destaque com eles sobre o assunto.

Boca no Trombone não podia ficar atrás e também abre espaço para que apresentem suas considerações.

O assunto é um pouco técnico, mas a leitura vale a pena. Dois gráficos que havia no texto original não entraram aqui. De qualquer forma, dá para entender.
******************************

Resumo do “Diagnóstico da Disponibilidade de Oficiais de Marinha Mercante de 2008 a 2013” realizado pelo Departamento de Engenharia Naval da Escola Politécnica

Realizado pelos Prof. Dr Rui Botter e Engº Guilherme Lobo

A carência de Oficiais de Marinha Mercante desponta como óbice relevante para o aumento da exploração e produção de petróleo brasileiro. Atualmente (agosto 2008) navegam na Bacia de Campos cerca de 180 embarcações de Apoio Marítimo, demandando aproximadamente 1.500 Oficiais Mercantes.

Oficiais Mercantes são profissionais graduados em cursos superiores em um dos dois seguintes Centros de Instrução [CI] administrados pelo DPC – Diretoria de Portos e Costas:
• CIAGA, [CI Almirante Graça Aranha] no Rio de Janeiro
• CIAGA [CI Almirante Braz de Aguiar

Ao final de 2007 o sistema operava com carência de 6% (demanda de 2.724 Oficiais e Oferta de 2.568) conforme dados apurados pelo “Diagnóstico da Disponibilidade de Oficiais de Marinha Mercante de 2008 a 2013” realizado pelo Departamento de Engenharia Naval da Escola Politécnica. As providências tomadas pelos armadores, ademais dos sacrifícios dos marítimos, Oficiais e Subalternos, impediram que esta carência desestabilizasse o sistema.

Porém a perspectiva é de agravamento. Caso não sejam tomadas medidas contundentes para reverter esta situação, o citado Diagnóstico prevê que esta carência atinja 869 Oficiais em 2.010 (24% da Demanda de 3.643) e 1.419 Oficiais em 2.013 (32% da Demanda prevista de 4.465). A boa vontade e profissionalismo dos marítimos, aliada à competência dos armadores, conseguirá procrastinar o colapso, porém mantida a cadência atual à certa altura o sistema colapsará. A seguir prancha que exibe as principais cifras do Diagnóstico.

Oferta de OMM’s (Oficiais de Marinha Mercante) significa alunos que concluíram o curso ministrado nas instalações do CIAGA ou CIABA e estão qualificados para iniciar o PREST, estágio a bordo de 6 meses para Oficiais de Máquinas e de 12 meses para Oficiais de Convés. Somente a conclusão deste estágio que os cadetes recebem o diploma e portanto o título de Oficial de Marinha Mercante.

A preocupação com as conseqüências desta carência tem mobilizado autoridades governamentais, sindicatos e armadores e pode ser avaliada pela copiosa cobertura dedicada ao tema pela imprensa especializada.

A magnitude dos danos potenciais desta carência tem ultrapassado os meios marítimos. Sem embargo, surpreendentemente, a Grande Impressa tem dedicado amplas matérias sobre o tema, inclusive com matérias de capa. A título de exemplo:

• “USP: apagão marítimo está próximo”: capa de O Globo de 4 agosto 2008 seguido de extensa matéria
• “Falta de oficiais pode causar “apagão” marítimo no País”: capa de Gazeta Mercantil de 24 julho 2008 seguido de extensa matéria

* * *

Navegar constitui o objetivo maior de um Oficial de Marinha Mercante soa como tese indestrutível. Entretanto, considerados os 2.134 alunos que concluíram o curso (qualificados para o estágio a bordo), apenas 541 estão embarcados conforme o “Diagnóstico da Disponibilidade de Oficiais de Marinha Mercante de 2008 a 2013”, resultando uma taxa de opção por bordo de 25%, ou como usualmente denominado pelo mercado, uma taxa de evasão de 75%.

Neste contexto embarcado significa vinculado à operações marítimas de um dos seguintes quatro segmentos:
• Cabotagem ou Longo Curso de bandeira brasileira
• Navegação de Apoio Marítimo em águas brasileiras
• Transpetro. A rigor Transpetro navega Cabotagem ou Longo Curso; porém seu porte justifica seja classificada à parte
• Plataformas de Petróleo em águas brasileiras

Esta taxa de evasão de 72% não constitui um ponto fora da curva da série histórica. Sem embargo o cálculo da taxa de evasão de qualquer ano a partir de 1977 até 2007 revela cifras sempre superiores a 64%. A seguir a compilação dos dados apurados pelo Diagnóstico:

O fenômeno da evasão profissional ocorre em qualquer profissão. Toda faculdade precisa formar duas frações: uma militará; a outra evadirá. Sob a óptica econômica, este fato trivial se torna crítico quando a profissão em pauta apresenta uma previsão de Oferta menor que a Demanda.

Já sob a óptica emocional espera-se que algumas profissões apresentem taxas de evasão pequenas: médicos, militares. A julgar pela reação de espanto do mercado marítimo perante as taxas de evasão ao redor de 70%, é justo incluir Oficiais Mercantes na categoria de profissões associadas à uma imagem de reduzida taxa de evasão.

A importância da Marinha Mercante para o desenvolvimento nacional; as taxas assustadoras de evasão apuradas; a perspectiva de agravamento desta carência; os limitados orçamentos com fundos públicos do CIAGA e do CIABA requerem sejam apuradas as principais causas desta evasão.

26 pensou em “Marinha sofre com falta de Pessoal

  1. E aí tem espaço para mulheres? Creio que não, né? pena… e azar da Marianha Mercante que poderia contar c/um batalhão de excelentes profissionais, responáveis, zelosas, confiáveis. Se estou errada puxem minhas orelhas, por favor…

  2. {red}{b}Eu queria entrar na Marinha se tivesse lugar para as mulheres
    creio que eu ia me dar muito bem…
    bijnihoss!!

    Luana: Após ter lido seu comentário, falei com o Guilherme Lobo, que escreveu aqui no Boca a respeito da falta de pessoal na Marinha e ele me disse que mulheres são aceitas sim. Informe-se melhor. Se quiser mais alguma informação, me escreva que vou atrás.
    Boa sorte pelos mares desse mundo vasto mundo!!!

    Paulo

  3. As mulheres tem espaço nas EFOMM’s sim. O concurso para ingresso no CIAGA/CIABA ocorre todo ano, no final de agosto.
    É provável que a desinformação dos interressados em seguir carreira militar sobre a MM seja pelo fato dela ser desvinculada da Marinha do Brasil. Logo, nos sites oficiais das forças, vc não en contra informação sobre a MM.

    O site do ciaga é: http://www.ciaga.mar.mil.br.

  4. SE A MARINHA ESTA REALMENTE FALTA PESSOAL PORQUE VOCÊS NÃO PEGA MENORES DAPARTIR DOS 16 OU 17 ANOS.PORQUE OS MEUS 18 ANOS AINDA VAI DEMORAR E NÃO ESTOU QUONSEGUINDO ESPERAR QUE A MINHA PAIXÃO E MUITO. OU ENTÃO FAÇA UMA ESCOLA PARA NOS MENORES OBRIGADA!!!!

    Prezada Stefânia:

    Acho que você deveria tentar obter essas informações na Marinha. De qualquer forma, empregos para menores de idade sempre são complicados para se obter.

    Escreva sempre que quiser.

    Atenciosamente

    Paulo Mayr

  5. A MARINHA MERCANTE DEVRIA ABRIR ESPAÇO DE ENSINO NA BAIXADA SANTISTA DE CONDUTORES E OUTRAS PROFISSÕES CARENTES NA MARINHA MERCANTE TEMOS UM PORTO ENORME MAS COM POUCOS RECURSOS TER UMA ESCOLA DE MARINHA NA BAIXADA SERIA OTIMO E VIAVEL AO MERCADO DE TRABALHO QUE VEM CRESCENDO
    SEM MAIS , OBRIGADO
    *******
    Prezado Rafael:

    Acho que você deveria fazer essa sugestão à Própria Marinha. De minha parte, vou juntar o texto que foi publicado pelos especialistas no Assunto, os comentários do leitor e tratar de mandar a coisa para frente.

    Valeu seu comentário.

    Grande abraço

    Paulo Mayr

  6. ASOM / ASON – ACOM / ACON

    Agora estão formando oficiais de qualquer jeito por causa da necessidade do país.
    Os caras não tem embasamento técnico nenhum. Vem para o navio para dar trabalho por aqui, não tem postura nenhuma, não conhecem o serviço de um oficial.
    Essa galera com diploma universitário se vem pra cima de navio é porque na maioria dos casos a incompetência não deixou que conseguissem emprego decente em terra. Quando aparecem em cima de navios, na maioria dos casos, é com a mesma incompetência. Tentam subir na carreira nas costas dos outros porque além se serem incompetentes não aprenderam em 6 meses o mínimo necessário para o trabalho a bordo, ainda por cima, se acham superiores por terem diploma de nível superior. Vida a bordo é sofrida demais é pra quem precisa. Nível superior a bordo nada significa. Quem tem nível superior, pelo contrário, almeja algo muito melhor do que uma vida de privações. Estamos administrando nossa marinha mercante de uma maneira errada. Temos que melhorar as condições a bordo, o salário e a formação dos nossos profissionais e não fazer essa estupidez de enganar esses coitados sonhadores que normalmente não tem a mínima noção do que encontrarão a bordo. Os Oficiais de formação séria da Marinha Mercante Brasilseira não merecem essa palhaçada. Ao invés de melhorar as condições a bordo e os salários esses imbecis ficam nos escritórios inventando regulamentos e fardamentos desnecessário só pra provar que eles fazem alguma coisa. Da cabeça desses idiotas é que aparecem essas idéias.
    A DPC tem que rever esses cursos, do contrário, a nossa marinha mercante vai afundar de vez!!!
    +++++++++
    Prezado Vapozeiro:

    Não tenho conhecimento para avaliar seu comentário. O artigo foi escrito por dois amigos. De qualquer forma, estou vendo se convenço algum colega jornalista a fazer uma reportagem sobre o assunto.

    Grande abraço

    Paulo Mayr

  7. 30 janeiro 2009. Em complementação aos comentários de Vapozeiro é oportuno registrar que o portal da Marinha do Brasil anuncia que o CIAGA abriu inscrições para candidatos ao curso de ASON – Curso de Adaptação para 2º Oficial de Náutica da Marinha. [https://www.mar.mil.br/ciaga/cursos/ason/admissao.htm]: “Destina-se a habilitar o aluno, com nível superior e graduação plena em áreas de interesse, para exercer as funções inerentes ao 2º Oficial de Náutica da Marinha Mercante”.

    Por outra, cumpre aos interessados apurar a consistência dos diatribes lançados por Vapozeiro.

    GUilherme LObo
    Co-autor em conjunto com o Prof. Rui Botter. Titular da cátedra de Logística da Escola Politécnica do “Diagnóstico da Disponibilidade dos Oficiais de Marinha Mercante no Brasil no período de 2007 a 2013”.

  8. Caro Paulo,
    Gostaria de saber se esses grandes navios mercantes com bandeira brasileira dispõe a bordo, pessoal de saúde qualificado.Existe alguma forma de por exemplo um cirurgião dentista embarcar e trabalhar como serviços prestados nessas grandes companhias? Acredito que grandes navios em enormes tempo de viagem necessite de um apoio técnico qualificado na área de saúde,estou certo?
    Atenciosamente,
    Celso Lucena
    Obs. A marinha mercante poderia também aumentar o limite de idade em seu concurso, pois isso com certeza aumentaria a procura.
    Outra coisa, meu pai foi oficial telegrafista em 1947.Hoje não existe maneira de se trabalhar,logicamente em cargos mais atuais a não ser pelo CIAGA,nã é?
    Atenciosamente,
    Celso Lucena

    *************
    Caro Celso:

    O endereço está no seu email.
    Boa sorte.
    Grande abraço
    Paulo Mayr

  9. Informação às mulheres revoltadas:

    A marinha mercante aceita mulheres SIM!
    Geralmente são 200 vagas para ambos os sexos todo ano.

    Conheço 3 mulheres que estão fazendo o curso e estão gostando muito.

    Tanto no CIAGA – Rio de Janeiro RJ / Bairro: Olaria / Av. Brasil
    Quanto no CIABA – Belem – Pará / Bairro: Pratinha

    Não se preocupe se você não mora nessas cidades, pois é regime de internato, sendo FACULTATIVA a saída nos finais de semana.
    Além de uma bolsa de R$600,00, vocês ainda recebem alimentação e vestimenta.

    Requisitos…
    Inscrição:
    – o candidato deve ser brasileiro, solteiro, ter 17 anos completos e menos de 24, em 31 de janeiro do ano da matrícula;
    – se menor de 18 anos, o responsável deverá autorizar a inscrição assinando a ficha de inscrição no local correspondente;
    – ter concluído, com aproveitamento, o curso de ensino médio ou equivalente ou estar concluído até o ato da pré-matrícula;
    – efetuar o pagamento da taxa de inscrição e cumprir as demais instruções especificas, contidas nas Instruções ao Candidato (INCA).

    Exame de Conhecimentos:
    Realizado através de provas de Português, Matemática, Física e Inglês, devendo-se obter, no mínimo, 50% de acerto em cada prova.

    Inspeção de saúde:
    Os candidatos só serão convocados para inspeção de saúde se classificados no Exame de Conhecimentos.

    Exame de Suficiência Física:
    Os candidatos só serão convocados para Exame de Suficiência Física se classificados na Inspeção de Saúde.

    Pré-Matricula:
    Os candidatos que forem considerados aptos nos exames supracitados serão convocados para realizar a pré-matrícula. A efetivação da matrícula se dará após aprovação no período de ADAPTAÇÃO.

    Download de Provas Anteriores:
    http://www.mar.mil.br/ciaga/efomm/admissao.htm

    Espero ter ajudado.

    ESTUDA MULHERADA!

  10. Notei que o colega que se intitula “vapozeiro”, é um recalcado, fique ele sabendo que o “sol nasce para todos” e a nossa grande “mãe” Marinha do Brasil, sempre em sua história, possibilitou o ingresso de formandos civis com curso superior ou não em seu quadrode pessoal, é um exemplo através do QC etc. E também foi a Arma das Forças Armadas precursora na criação do Corpo Feminino e consequentemente o ingresso de mulheres na mesma.
    No que concerne a incompetência dos Oficiais formados nos cursos ASOM/ASON à bordo das embarcações, acredito eu ser relativa. Pois já trabalhei à bordo com formandos da EFOMM que deixaram a desejar. Quanto ao meu trabalho à bordo nunca tive problemas, pelo contrário sempre me empenhei, procurando fazer o melhor, dúvidas todos nós temos e temos de ter a humildade de reconhece-las e esclarece-las para melhor servir ao nosso país através do comércio marítimo.
    Concordo plenamente com o “vapozeiro” quando escreve sobre melhores condições de trabalho à bordo e melhores salários, temos sim, que nos unirmos para conquistarmos essas melhorias e não nos preocuparmos com coisas menores.
    Ah, esqueci de mencionar que estou trabalhando atualmente em “terra”, nos projetos das P-59 e P-60, plataformas Jack-up, ou seja não tenho problema algum, quanto a emprego. O que importa é a humildade, perseverança e competencia. O resto Deus ajuda, vlw meu camarada!? Fuuuiiiiii!

  11. boa noite a todos! o relato acima é preconceituoso . a efomm recebe jovens com ensino medio para se formarem em nivel superior ,com todas as manobras de bordo necessarias . e o ason / asom , recebe pessoas com nivel superior completo , em áreas de interesse da marinha mercante e não em qualquer área . boa sorte a todos que participarem do ason / asom 2009 / 2010 , parabéns a marinha mercante . agradeço a oportunidade , um abraço !

  12. Eu e minha filha que hj esta com 17 anos e fazendo faculdade de letras tem muita vontade de entrar na marinha ,ela vai terminar a faculdade dela,se especializar e ingles de espanhol e estudar para poder aos 21 anos fazer a prova para entrar na marinha.a marinha mercanti e o sonho dela.bj

  13. ola me chamo Daniela e trabalho em um rebocador de navios no porto de SÃO FRANCISCO DO SUL ( SANTA CATARINA ) eu tarbalho de cozinheira e tenho 24 anos e quero prestar vestibular e gostria de cursar um curso universitario que estivese na pauta dos cursos que pode entrar no ciaga pra fazer o curso de oficiais obiservo e admiro muito meu mestre e gostria muito de chegar um dia lá …
    obrigado desde agora
    gostaria de uma resposta.

  14. Caro amigo por acaso entrei neste site mais gostei dos debates.Sou cozinheiro maritimo com todos os cursos pertinentes a função e não consigo emprego se tem tanta falta de profissionais na Marinha porque tem tanta gente desempregada nas regiões portuaria .Creio que não e por incopetencia dos profissionais .Sou aqui do Rio Grande do Sul e as noticias que tenho que para conseguir uma vaga em um navio ou rebocador na bacia de Campos por exemplo agentes administrativos cobram 2.000.00 reais para arrumarem uma vaga.Um Abração.

  15. Caro amigo desculpa por eu usar este seu espaço para isso .Cara colega Daniela fico contente por vc queria se voce tiver como me dar informações sob trabalho ai em São Francisco agradeceria meu email- paulo.lima08@hotmail.com (muito Obrigado e boa sorte colega)

  16. Caros amigos

    Compreendo a posição do nosso amigo, vapozeiro, quando diz que devereriam rever as condições de trabalho a bordo dos navios, pois quando se fala em falta de profissionais, diga-se oficiais e não guarnição, porque nós levamos o navio nas costas. O Oficial de Náutica fica horas trabalhando sem descanso. É normal trabalhar a bordo por cinco pessoas ao mesmo tempo. Trabalho estafante. Imediato em navio petroleiro dorme muito pouco, pois, já tive esta experiência como imediato em navio petroleiro da costa. Pelo menos são duas viradas de noites por semana, trabalhando. Se por um acaso houver derramamento, o Imediato fica sujeito a ir preso. É super estafante. Antigamente existia comissário de bordo que via a parte de taifa: compra de materiais, confecção de cardápio, recebimento de rancho etc. hoje não existe mais, o comissário. O Oficial assumiu esta função a parte. Antigamente existia o Telegrafista, hoje não existe mais. O Oficial assumiu essa função. Navios da costa não existem mais enfermeiros. O Oficial assumiu a enfermaria e todos os problemas subsequentes. Antigamente existiam: um Imediato, um 1 ON e dois 2ON. Agora não existe mais. O Imediato na costa faz a função inerente dele e, ainda, faz a vez do Oficial de Náutica, ou seja, Faz navegação e é imediato. No geral existem um Imediato, um 1ON e um 2ON. E, ainda, assume a enfermaria comprando remédios, atendendo prováveis doentes, mantendo a enfermaria em dia, ou seja, verifica a validade do cilindro de oxigênio, conferindo validade de remédios e compras etc. O imediato fica no passadico num quarto de serviço, as vezes de 8 a 12 e de 20 as 24 horas ou de 4 às 8 e 16 às 20 horas, fazendo a vez de Oficial de Náutica, não esquecendo que ele é Imediato e depois de ficar 8 horas trabalhando, vai calmamente, fazer o outro trabalho de Imediato que é fazer parte burocrática e operacional de carga e descarga. E, no passadiço como Oficial, faz a vez do Telegrafista passando mensagens e recebendo, sem deixar de fazer a parte de navegação que é manter o navio navegando em segurança. Antigamente, existiam a bordo dois bombeadores no navio petroleiro. E, para complicar, hoje, existe somente um bombeador. É quando, o Oficial de Náutica, também, vira bombeador. E mais, a título de curiosidade daqueles que pretendem embarcar nesta canoa. Quando estamos navegando, nos finais de semana em viagem, digo no sábado e no domingo, fazemos exercícios, obrigatoriamente. Adivinha, quem dá a instrução. Acertou quem disse os Oficiais, pois é, também, somos professores. também, damos aula de abandono, combate a incêndio, contençao de vazamentos de óleo, uso correto de recolhimento do lixo etc. temos que manter a tripulação preparada para qualquer eventualidade. Mas, aqueles que mandam em nós, não pararam para ver este detalhe. Que é a pura exploração do ser humano. Fazemos por necessidade de mantermos os nossos trabalhos. Precisamos alimentar nossos filhos. Mas, chega um momento que não dá mais. É quando o Oficial pede para sair, como eu fiz. Talvés, alguns que lerem, isto, não acreditem que é assim. É uma pena porque a falta de profissionais está aí, basicamente, nisto, que lhes digo. Será que é difícil ver quando se tem uma evasão de quase 70 % de profissionais, no mercado. É maravilho quando se estar sentado em um escritório ditando regras para se ganhar dinheiro, ou seja, a bordo temos que dar lucro aos empresários com o mínimo de tripulação. Já houviram falar em fadiga. É o que acontece com os Oficiais. Não há dinheiro no mundo que pague a sua saúde. Por isso, existe esta falta no mercado. Hoje estão pagando R$ 10.000,00 em média. Se imaginar que um Oficial faz, basicamente o serviço de pelo menos cinco (5) pessoas a bordo, isto não é muito. Mas, isto não é tudo. O profissional entra em parafuso, como eu entrei, apesar de amar a Marinha Mercante e ter uma tradição em família, pois sou a quinta geração de minha família de Mercantes, com muito orgulho. Embora estejam fazendo de nossa profissão o caus, ou seja, uma fábrica de fazer malucos. Eis, o motivo da falta de profissionais. Não estão distribuindo as funções a bordo. Ela se concentra nas mãos dos, poucos, Oficiais. Enquanto a guarnição continua fazendo a mesmas coisas, sem preconceito contra a guarnição. Não falta profissional da guarnição no mercado. A falta é de Oficiais. Hoje, sou formado em Direito e procurei outra área porque fui forçado a sair. Devido ao stress, a fadiga, pela falta de consciência daqueles que dizem zelar pela Marinha Mercante, ditando regras absurdas. Não se preocupando com o bem estar do profissional. Querem uma Marinha Mercante segura e sem acidentes dando insegurança aos Tripulantes dos navios.

    Um abraço a todos aqueles que continuam levando com galhardia e coragem a nossa gloriosa Marinha Mercante prejudicada por alguns empresários e outras entidades responsáveis.

  17. Para Guilherme Lobo

    Em que se baseia essa sua pesquisa de falta de mão de obra, acho que você deveria ter procurado o sindicato nacional dos oficiais da marinha mercante (SINDMAR), para poder ter certeza que essa evasão é de 75%, acho isso muito dificil, veja isso no nosso sindicato, la vc vai obter uma resposta, através do numero de fiiliados ao sindicato, pois nós ofciais temos cadastros, prova de quem ainda está atuando.

    Com relaão ao meu comentario sobre o Asom/Ason, olhe só esse tópico de um blog de discusão sobre a nossa area profissional:

    JOB Cage
    quais são mais preparados??? ACOMxACONxASONxASOM?
    quais vcs acham e o pq?

    Quem são os mais preparados asom/ason ou acom/acon???

    2 abril – Pedro Henrique

    todos tem seus méritos e suas vantagens, por exemplo o pessoal do ACOM/N tem experiencia de bordo, ja o pessoal do ASON/M tem experiencia na dos estudos. sou da EFOMM e acho que todos tem seus méritos, créditos e vantagens e acredito que a interação e a passagem de conhecimento entre nós é o melhor pra desenvolvermos uma marinha mercante cada vez melhor. beleza,
    abraços a todos…

    2 abril – Misael Berdeide

    Realidade
    Vamos falar de realidade!

    A Cabotagem no Brasil esta falida! Poucos fretes, profissionais, baixos salarios, navios velhos e etc.
    E claro que as empresas de navegaçoes pressionaram a Marinha do Brasil para criarem essas turmas de ASON e ASOM. Nada contra as pessoas que estão la pra estudarem e obterem um bom emprego em um Brasil governado por Corruptos, mas nem todo mundo suporta esta embarcado, 14, 28, 35 dias ou 4, 6 meses! A vida não e facil.
    Lembrem que no passado não muito distante haviam muitos profissionais e poucas vagas de trabalho no mar, e adivinhe o que as empresas fizeram? Demitiram, mantiveram os salarios baixos, enfim, peneiraram muito! Se o CIAGA/CIABA continuar formando gente pelo Ladrão… vamos chegar nesse nivel logo logo! Não se esqueçam que esta crise global logo logo vai chegar no setor Offshore.
    Quanto a preparação, acho que depende de cada um, independente de ter vindo da EFOMM ou Curso semelhante.

    Abraço
    1ON Berdeide

    2 abril – Pedro Henrique

    com certeza Misael,
    agora não adianta ficarmos falando o que de ruim aconteceu e pode acontecer, temos que precionar o nosso Sindicato, que ja ouvi que nao esta bem (entao: RENOVA JÁ), para que eles batalhem por melhores salarios e direitos dignos dos oficiais mercantes….
    abraços a todos

    11 abril – Bruno EMBARCADO

    Também sou contra a formação de Oficiais pelo ladrão(ASON/M), conforme mencionou o Sr. Job Cage, pois já tive a oportunidade de conversar com um formando desta modalidade de curso e pude concluir que o curso visa principalmente suprir, de maneira “emergencial” a “carência” de mão de obra.

    Carência? Será que existe carência mesmo? Sim, ocorre uma evasão de oficiais para cargos na máquina pública e para outros setores da economia, mas o que me instiga é o fato das empresas de navio reclamarem que perdem muita mão de obra para o offshore. Por que um oficial recém-formado geralmente fica no offshore(realidade no CIAGA)? O que particularmente julgo essencial na escolha de uma empresa é o regime de embarque. Metade pra minha família e metade pra empresa. Fair enough. 1×1 é o que há. Meio ano eu dou o sangue pela empresa e na outra metade eu curto minha família. Que seja algo em torno de 3 meses a bordo por 3 de repouso(hipotético). 2×2. Even keel, safo? Aqui onde estou praticando o regime é de 3×1, a empresa é tranquila, mas 3×1 não rola. Muito poderia ser feito pelas companhias de navegação que operam cabotagem no país, de forma a atrair os jovens recém formados. No entanto, observa-se uma acomodação.

    Tem muito mercante por aí que não conhece os campos da profissão. Embarcado em bizuleu pq não se comunica, não se atualiza. Temos culpa também.

    Sindicato? A gente tem? Não sabia! Mudança no sindicato já. Chega de Jandirão…

    12 abril – Misael Berdeide

    Escala
    Essas diversas escalas oferecidas pelas empresas de navegação deixam a desejar.
    3×1, 4×2 ou qualquer coisa parecida não é legal. Nosso sindicado não luta por melhorias na escala de trabalho. Nunca lutou.

    13 abril – Felipe
    berdeide….me dê um exemplo do que que o nosso sindicato lutou….

    o que que ele já fez por nós?????

    tipo, pode ser ignorancia e tal, mas eu sinceramente gostaria de saber por curiosidade mesmo…

    nao vale dizer ACT ok ????

    13 abril – Misael Berdeide
    Boa questão!
    Pô Felipe.. tu falou tudo!

    As empresas de navegação demoram pra fechar acordos coletivos, e quando fecham, dão valores ridículos, do tipo 8%, 7% ou 6%.

    Somos representados por esses caras que estão no Sindicato. Se fechamos acordos ruins a culpa é nossa. Somos uma categoria omissa. Nós, Oficiais da Marinha Mercante Brasileira estamos CAGANDO E ANDANDO para o que acontece lá no Sindicado. Ninguém se interessa por nada. Assim os caras fazem o que querem.

    Outro dia eu e mais alguns Oficiais levantamos uma idéia de criar um movimento pra fortalecer a classe de DPOs, mas não vingou. Não vingou porque somos individualistas. As empresas se aproveitam disso, dessa divisão para fazer o que querem.

    As poucas melhorias que vejo no atual sindicato é que mudaram algumas secretárias, colocando umas meninas bonitinhas. Alugaram novas salas nos outros andares para cursos, que são cobrados. Compraram Notebooks novos pra Diretoria. E com essa palhaçada de UNICIDADE Sindical, incluíram profissionais de outras categorias, que pra mim não traz benefício. Enfim, falar do Sindicato vai gerar polêmica, se os membros desta Comunidade tiverem saco pra trocar idéia, estamos aí.

    13 abril – Pedro Henrique
    eu fiquie sabendo que na ultima eleição teve uma chapa diferente da atual mas que rolou uma falcatrua e nao conseguiram ganhar. alguem pode me esclarecer essa historia? obrigado.

    Tu viu né?
    Você se ligou que o sindicato só te direciona pra pior empresa!! rs
    Os caras tão cagando pra gente.
    Essa gente que nos representa já deveria sair de lá há muito tempo.
    Na minha opinião eles jogam conversa fora todo tempo, além de administrar de forma errada o dinheiro arrecadado dos trabalhadores marítimos.

    Na boa, fala pra mim o que funciona de forma séria nesse país? Acho que só o jogo do bicho…kkkkkkkkkkkkkkk

    FORA SEVERINO!!!!
    RENOVAÇÃO JÁ!
    Sangue Novo, Gente Nova e de Confiança.

    21 abril – JOB Cage

    certa feita, durante uma conversa, falávamos sobre sindicato, aí durante a questão da contribuição sindical, cogitei o uso pra troca de carro da diretoria, aí a outra parte da conversa, disse que um dos caras q está na diretoria, tem história…. sabemos q tem, eque na época brigou pelos marítimos, qdo esse tb o era, mas quem vive de passado é museu!!! As coisas mudaram, os dias são atuais… não podemos ficar vivendo de histórias dos outros. Temos q fazer a nossa, temos que mudar essa história.
    è certo q esses caras tem acesso a lugares e pessoas que um mero mortal não tem, mas faz parte do jogo, mas e se um dia esses caras morrerem ainda no cargo??!!! Acabou o mundo, né?! São pensamentos assim que tem q mudar!!! Contribuir com o sindicato só pra poder reclamar??!!! Doideira!!! Já somos lesados todo mês com essa tal contribuição e nem somos considerados sindicalizados ou opinantes. Fora a contribuição anual, q já é suficiente.
    Onde iremos parar desse jeito?

    1 maio – Agnaldo

    ASON
    E acho que todos estão preparados , vai depender de cada um seu desempenho , umas das diferenças,é que para entrar no ASON se vc não sabe tem que ter estudado 5 anos , mais 2 anos de ASON soamam se 07 anos , e o efomm 3 anos + 01 de praticagem , ACON os caras ralam e são profissionais que merecem estar onde estão , se voçê ver as qualidades de todos os que ralam menos e EFOMM .em vez de ficar comparando os profissionais , faça a sua parte para somar. tem que haver união entre os profissionais. e não ficar comparando cada um .

    2 maio – Misael Berdeide
    Agnaldo
    Realmente nao estamos aqui pra comparar!
    Temos que nos unir e lutar pela profissao. Buscar o melhor. Temos o mesmo certificado.

    4 mai Diego
    Tem ACON bom, tem ASON bom, tem EFOMM ruim… generalizar não funciona.. mas mesmo formando gente pelo ladrão, mesmo cheio de gnt no mercado, cadê a rendição do povo q tá em navio????????

    8 maio – Rodrigo
    Eu já acho que o mercado fala por si só.
    Abraço a todos.

    9 maio – Misael Berdeide
    Rendição
    Fica difícil ter rendição pra navio.
    Salário baixo e escala bizarra, isso sem contar com os Comandantes e Chefe de Máquinas Militares que tem na Transpetro. Quem aguenta? 9 mai Felipe
    berdeide…

    e eu te pergunto..a culpa é de quem?que em vez de lutar pela gente, luta pelos armadores???

    uma tentativa so !! rs

    11 maio – JOB Cage
    ACON é formado pra offshore… tem muito ON ,mas nenhum acon em sã consciencia vai querer render vcs em navio… ganhar menos q um piloto em offshore?!! e sem a chance de subir de função visto a restrição na carta…
    e qto ao ASON existem bons profissionais, mas tb existem muitos q estudam os mesmos 7 anos q o rapaz falou, q me desculpe, são uns péssimos profissionais, são umas mulas no mar… oq tb não exclui alguns “”efomm’snianos”…
    Estudar 3 anos, 7 anos, ter uma vida já no mar, não quer dizer q ser um bom profissional já está intrínseco… tem gente q está já anos embarcado só pra constar na folha… aí oq acontece…. sobrecarrega o campanha…. to certo ou errado?????

    Misael Berdeide

    Atualmente são 500 mil Praticantes por ano! O caldo esta engrossando! Tem Oceanografo, Engenheiro Civil, Administrador, Geral quer ganhar bem na Mercante. O problema que esses caras enfrentam é a ralação, a babaquice a bordo, o milico da Transpetro, gringo e por ai vai… isso eles não estão acostumados. Já os Alunos da EFOMM começam levar bronca desde o primeiro dia no CIAGA (24 horas), babaquice, milico e calça arriada. Sendo assim na minha opinião somos INFINITAMENTE mais preparados que esses caras!
    Grande Cintra! Abração.

    Rodrigo

    O sindicato agora está preparando o curso ADON/ADOM, que é o Adaptação de Desempregados a Oficial de Náutica / Máquinas.
    Ao companheiro que falou aí que EFOMM é a que menos rala:
    Respeito sua opinião, mas não concordo.
    Se vc falou da minha formação, abriu um espaço para que eu fale da sua.
    Para entrar na EFOMM, enfrenta-se um concurso difícil e concorrido, para depois enfrentarmos, na minha época, 4 anos de Escola.
    Já para entrar no ASON / ASOM, não é bem assim, inclusive acho o método de seleção bem subjetivo, pois em se tratando de Prova de Títulos no CIAGA, tudo pode acontecer.
    Só conheci um colega dessa formação que eu possa dizer ser um bom oficial, e isso foi em 2002, já faz 7 anos.
    Olhe para o mercado, e ele fala por si mesmo.
    Ele fala quem as boas empresas preferem.
    Desculpe a sinceridade, mas, uma vez que vc emitiu sua opinião, aqui está a minha.

    Leiam a opnião de oficiais, e revejam seus conceitos sobre o asom/ason….

    Sds,

    Vapozeiro offshore

  18. Boa noite! Estudo na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, estou cursando o primeiro ano do curso Técnico Integrado em Informática, que é “válido” como ensino médio também. Gostaria de ser aluna do Colégio Naval. Tenho plena certeza que tenho capacidade de passar e estudar lá. Mas li no edital que só aceitam homens. Só mesmo?
    ++++
    Marjorie:

    Vou encaminhar seu email para o articulista responder.
    Atenciosamente
    Paulo Mayr

  19. Guilherme Lobo esclarece tópicos do Método da Marinha

    Ao portal “Boca no Trombone”

    Esclarecimentos de Guilherme Lobo sobre o método de pesquisa utilizado no “Diagnóstico da Disponibilidade de Oficiais Brasileiros de Marinha Mercante de 2008 a 2013”, em particular tendo em vista a seguinte colocação do Sr. Job Cage:
    Em que se baseia essa sua pesquisa de falta de mão de obra, acho que você deveria ter procurado o sindicato nacional dos oficiais da marinha mercante (SINDMAR), para poder ter certeza que essa evasão é de 75%, acho isso muito dificil, veja isso no nosso sindicato, la vc vai obter uma resposta, através do numero de fiiliados ao sindicato, pois nós ofciais temos cadastros, prova de quem ainda está atuando

    ESCLARECIMENTO: O Diagnóstico objetiva apurar a demanda e a oferta de OMM’s [Oficiais de Marinha Mercante] que atuam nos seguintes segmentos da Marinha Mercante Brasileira: Cabotagem, Apoio Marítimo, Transpetro e Petrobrás. Em início de 2008 a frota destes armadores totalizava 318 embarcações assim distribuída pelos 4 segmentos: 58; 178; 55 e 27 embarcações.

    DEMANDA
    Cada embarcação desta frota demanda OMM’s para tripulá-la de sorte que a soma dos efetivos a bordo e em folga de cada uma resulta na demanda total 2008. Foram então estas informações obtidas junto aos diversos armadores [empresas que operam navios sejam próprios ou arrendados] que navegam em águas brasileiras, sejam arvorando pavilhão [bandeira] brasileiro ou estrangeiro. Nesta mesma ocasião os armadores informaram também seus planos de incorporação e desincorporação de seus navios [planos de expansão / redução de frota] individualmente para os anos 2009 até 2013. Em seguida foram estas informações copiladas e confrontadas com as providas pela DPC [Diretoria de Portos e Costas do Ministério da Marinha] e pela Antaq [Agência Nacional de Transporte Aquaviário]. As disparidades relevantes detectadas foram esquadrinhadas para se ter certeza que os resultados obtidos refletiam adequadamente a realidade marítima brasileira.

    OFERTA DE OMM’s BRASILEIROS NAVEGANDO EM AJB [Águas Jurisdicionais Brasileiras]
    O conjunto de informações acima descrito continha também os seguintes dados dos Oficiais: idade, ano de formatura e nacionalidade. Destarte apurou-se também quantos dos Oficiais navegando em AJB eram brasileiros, isto é em termos de economia: apurou-se a oferta de OMM brasileiros que navegavam nestes quatro segmentos [Cabotagem, Apoio Marítimo, Transpetro e Petrobrás]. Portanto Oficiais a bordo de outros tipos de navegação [como por exemplo rebocadores portuários, terminais marítimos, cruzeiros] não estavam incluídas nesta oferta.

    CAUSA DE SEGMENTAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO e POSSIBILIDADES DE MIGRAÇÃO PROFISSIONAL.
    Há migração profissional entre os 4 tipos de navegação abarcadas pelo Diagnóstico; porém ela [a migração] inexiste de outros tipos para os 4 focados. Seria então incorreto considerar este contingente alheio, pois apesar de qualificados para os 4 tipos por ocasião da formatura, em virtude de haverem se especializado em outras carreiras, hoje dificilmente se candidatam para vagas abertas por armadores dos 4 tipos. Por outra, estes dificilmente contratá-los-ia pois sua [dos oficiais] experiência profissional é incôngrua com os atuais requisitos da faina a bordo dos 4 tipos em tela.

    ESCOLAS DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS DE MARINHA MERCANTE [inclui Ason/m Acon/m e Atno]
    Todas as Escolas de formação de OMM ]Ciaga no Rio de Janeiro e Ciaba em Belém do Pará] forneceram subsídios para a elaboração do Diagnóstico que permitiram apurar que de 1978 a 2007 [30 anos] foram formados 5.968 OMM nestas prestigiadas casas de ensino. Por outra, a partir dos dados dos armadores sabe-se que destes montante 2.030 exerciam a profissão a bordo [neste contexto a bordo inclui as folgas em terra]. Era raro se encontrar a bordo formados em anos anteriores a 1978, pois em sua grande maioria já aposentados. A divisão de 2.030 por 5.968 resulta em 34% sendo este o índice utilizado pelo Diagnóstico para prever a fração de formados em anos futuros [2008 a 2013] que embarcaria em algum dos 4 tipos de navegação em pauta.

    SINDMAR
    Muito oportuna a lembrança deste prestigioso sindicato neste contexto. Entre os diversos sindicatos brasileiros o Sindmar é referência de organização que defende os interesses dos trabalhadores. A análise dos últimos ACT’s [Acordos Coletivos de Trabalho] bastam para comprovar esta afirmação. Çlaro que o Sindicato possui ricos dados sobre os OMM’s brasileiros. Porém preferiu-se o método acima descrito para se elaborar o Diagnóstico por se julgar que resultariam em dados e conclusões mais confiáveis. Por exemplo, a demanda foi apurada pelas organizações que efetivamente a gera, isto é os armadores.

    Por oportuno registro o seguinte: em 12 setembro 2008 o signatário teve o privilégio de expor o Diagnóstico à Diretoria do Sindmar representada por seu presidente Severino Almeida Filho e pelo diretor Braga. Nesta ocasião foram discutidos resultados e conclusões do Diagnóstico. Ademais nesta reunião anunciou o Sindmar haver contratado estudo para confrontar com o Diagnóstico e se comprometeu a entregar cópia do mesmo quando concluído ao Syndarma [Sindicato dos Armadores Brasileiros]. Antes de escrever estas notas, em 10 junho 2009, telefonei para o Dr. Roberto Galli, presidente do Syndarma, para apurar se o Sindmar já havia entregue o anunciado estudo e soube que até esta data ainda não o fizera.

    Agradeço a pergunta formulada pelo Sr. Job Cage pois a discussão desta importante matéria ajuda a aprimorar a Marinha Mercante Brasileira que tantos benefícios tem prestado à nossa nação.

    GUilherme LObo

  20. será que vcs podem desponibilizar-me o edital2009 ?não estou conseguindo abrir o edital,por favor,urgenteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!
    Sinto não poder ajudar. Quem sabe se você entrar no Site da Marinha.
    Boa sorte.
    ABraços Paulo Mayr

  21. Boa noite senhores!

    Gostaria de uma informação de vocês.

    Tenho 19 anos, e estou cursando o terceiro período de Biologia. Gostaria de saber, se a marinha aceita biólogos e, como faço pra ingressar!

    Boa noite! Desde já, agradeço!

    1. bom eu tambem quero ser bióloga da marinha. eles aceita conserteza mais pra ingresar vc deve ter altura 1 metro 75 ou mais não pode ter menos q isso de ve saber nadar bem bom so sei disso mesmo q eu me lembre.

  22. ARMADORES,TRATEM OS OFICIAIS E TRIPULANTES COM MAIS RESPEITO,PRATIQUEM SÁLARIOS JUSTOS,REVIGOREM A MARINHA MERCANTE RETIRANDO ESTES FERROS VELHO QUE NAVEGAM E SÃO PROIBIDOS DE ATRACAREM NOS ESTADOS UNIDOS E ALGUNS PORTOS DA EUROPA,NÃO VENHAM NOS FILIPINIZAR ,E COM CERTEZA ACABARA A EVASÃO DE OFICIAIS E TRIPULANTES,GOVERNO DEVOLVANOS O DIREITO A APOSENTADORIA AOS 25 ANOS DE SERVIÇO E COM CERTEZA ACABARÁ ESTÁ CARÊNCIA.

  23. Porque vcs não contartam profissionais que GOSTEM e queiram trabalhar embarcado?
    Eu mesmo já trabalhei em duas empresas embarcado e adoro quero voltar e acho dificuldades , mas voltaria com prazer pois gosto do que faço COMISSÁRIADO DE BORDO

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *