Abandono Afetivo – Por Armando Oliveira Neto*

Hoje foi dia de por os textos do amigo Armando  em dia.  Mais um que ele me enviou em meados de maio e que só agora publico.  Quando ele fala último sábado, quer se referir ao sábado 5 de Maio.

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Lá vai:

Fomos brindados, no último sábado, com a notícia vinculada pelo Estadão (05/05/12), confirmando a da página inicial do “site” da UOL do dia anterior, sobre mais uma excrescência produzida pelo nosso Poder Judiciário, como adiante fundamento minha opinião.

Em resumo, a professora Luciane Alves de Oliveira Souza, de 38 anos, disse ter ficado aliviada com a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Seu pai foi condenado a pagar R$ 200 mil de indenização por abandono afetivo. Em decisão inédita, STJ condena pai e o resultado foi de três votos favoráveis e um contra. A ministra e relatora do processo, Nancy Andrighi, descreveu que “amar não é faculdade; cuidar é dever”. De acordo com a ministra, o pai tem obrigação de cuidar e educar os filhos. “É responsabilidade dele oferecer o que a criança necessita para o seu desenvolvimento sociopsicológico… a verificação de uma obrigação legal: cuidar”.

A Sra. Ministra, embora tenha feito uma tentativa de diferenciar (“mensuração do intangível – o amor”), acaba por associar o cuidar com afeto (o não cuidar com abandono), expresso em sua sentença.

Pelo que me consta, o único amor que pode ser exigido, e cobrado, é aquele praticado nos lupanares, mas acho que qualquer desavença entre os contratantes deverá ser dirimida pelo Código do Consumidor.

Uma das principais estratégias da espécie humana é sua adaptabilidade às situações mais dispares do ambiente. Assim habitamos os desertos escaldantes da África e os gélidos polares.

Da mesma forma sob o ponto de vista psicológico: adaptamo-nos às mais diversas situações de vida e a esse processo os especialistas de Psicologia e Psiquiatria denominam Saúde Mental.

Esse movimento nos é custoso, às vezes produzindo sofrimento… assim é a vida, o viver!!!

E sofrimento não é doença…

Doença Mental é a incapacidade do indivíduo para encontrar uma saída, uma solução para seus problemas, seus conflitos. Portanto há que se ressaltar que a Doença está vinculada não à problemática em si, mas à incapacidade psicológica no processamento da situação. Quando uma paciente relata que está sofrendo, pois seu marido bebe, ofende, magoa, agride, etc., o seu tratamento começará quando ela se der conta que se angustia em decorrência de sua passividade frente à situação: é essa a sua “doença”.

O movimento inglês denominado Anti-Psiquiatria ao mesmo tempo em que produziu uma profunda reflexão sobre a relação do doente mental e o mundo que o cerca, trouxe leitura romanceada de VITIMIZAÇÃO do mesmo.

A psicoterapia encontra em inúmeros autores referências teóricas para o desenvolvimento de sua atuação.

A psicanálise, de Freud, de Melanie Klein, de Bowlby, de Winnicott e outros, assim como outras referências, estudam os processos psíquicos que permeiam as soluções possíveis para uma vivência sofrida.

Se a professora Luciane procurasse uma orientação psicoterapêutica, pelos dados parcos oferecidos pela reportagem, um diagnóstico possível seria a possível estruturação da relação de idolatria construída em base às fantasias dentro do binômio pai/onipotente – filha/impotente, sendo que o planejamento terapêutico poderia ser sustentado por esse entendimento.

A sentença proferida pela magistrada sofre de uma consistente, e incompreensível, falta de fundamentação no que tange os alicerces psicológicos, trazendo um desserviço ao progresso da Psicologia e da Psiquiatria, já tão solapado pela medicalização do sofrimento humano.

Assinalo que não faço nenhuma observação ou contestação no que tange os direitos pecuniários ou similares, pois não tenho competência para tal e nem é meu foco no desenvolvimento dessas considerações.

Para ilustrar apresento, entre outros exemplos, um paciente, Sr. X, adulto, professor de Medicina em uma grande Universidade, homossexual, que sofreu assédio semelhante ao de Laos, impetrado por Jocasta, engravidou uma jovem apaixonada, e que, após sua condenação para pagar a pensão, assumiu a postura diante do juiz: “o Sr. pode me obrigar a pagar a pensão mas nunca a amá-la!!!”.

Sob o prisma da Psicopatologia, não se pode diagnosticar “doença”, pois essa postura foi uma escolha livre e deliberada frente à paternidade. Será de competência da criança, hoje jovem, de “lidar” com essa situação, encontrar uma alternativa para conviver com esse pai.

Não é da competência do profissional da Saúde estabelecer uma leitura se foi certo ou errado, justo ou injusto, bom ou mau, virtuoso ou pecaminoso, mas sim a liberdade de escolha, de opção frente a uma situação vivida.

Se a moda pegar, pena que Édipo, e incontáveis outros personagens históricos ou lendários, vão se lamentar por não poderem processar seus pais por “abandono afetivo”, e será uma possível consequência as namoradas, noivas e esposas seguirem a mesma tramitação legal.

E isso tudo sem abranger o foco da absurda inferência e intervenção do Estado na mais íntima faceta do viver: o amar e ser amado!!!

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Difícil, praticamente impossível de discordar das de tão fundamentadas considerações.

Parabéns Armando!!!

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*Armando de Oliveira Neto
Médico Psiquiatra
Aposentado do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica
Do Hospital do Servidor Público Estadual
Médico Assistente do Hospital Infantil Cândido Fontoura
Professor/Supervisor pela Federação Brasileira de Psicodrama

Descriminalização das Drogas ou Compro Rádio Roubado – Por Armando de Oliveira Neto*

Mais uma vez, o sério Armando lança mão de ironia para discutir assunto sério.  Provando que aqui é um espaço democrático e aberto de debates, não concordo com as considerações  e a opinião do amigo.

Eu sou a favor da descriminalização das Drogas.

Leia o texto do Armando.

Agradeço profundamente aos nossos representantes na Comissão de juristas que estudam reforma no Código Penal, pelo trabalho magnífico de tornar o uso de drogas não mais um ato criminoso, pois será de grande valia para minha proposta de compra de rádio roubado, mas acho que vale também para televisões, jóias, relógios e, quem sabe, até carros, aviões, iates, etc., sem que tenha que prestar contas para com a justiça.
Explicando:
1.    O uso de drogas é fundamentalmente o motor do sistema de tráfico, que envolve desde os produtores, os beneficiadores, os transportadores, os distribuidores, com a rede estendida de corrupção em todos os níveis do Estado.
2.    A descriminalização separa os consumidores de todo o resto: crime é produzir, beneficiar, transportar e distribuir… consumir não!!!
3.    Ora, é só aplicar o mesmo princípio para a proposta que apresento: crime é roubar, assaltar, matar, esconder, receptar e distribuir… comprar tudo isso, não!!!
4.    Assim acho que poderei comprar, sempre a um preço módico, qualquer produto oriundo de atividade criminal que serei DESCRIMINALIZADO… ou não???
P.S.: juristas e justiça grafados em minúsculas, mesmo.

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Como se vê, é assunto muito polêmico.  Quem quiser se manifestar, pode usar o trombone.

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*Armando de Oliveira Neto
Médico Psiquiatra
Aposentado do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica
Do Hospital do Servidor Público Estadual
Médico Assistente do Hospital Infantil Cândido Fontoura
Professor/Supervisor pela Federação Brasileira de Psicodrama

Assédio Cultural – Por Armando de Oliveira Neto*

Meu Amigo Armando, que costuma escrever textos sérios e científicos, de fácil compreensão para todos,  vem revelando, desde sua última aparição aqui, um lado mais divertido, relaxado  de sua personalide.  Sérias, divertidas/relaxadas, as reflexões dele sempre nos obrigam a pensar.  Lá vai o artigo.

No último fim de semana*, estava no  interior,  e só tive acesso, pelo rádio, ao programa “A Hora do Brasil”, quando foi massacrado pelo designativo “presidenta”.
O que se segue é uma singela elaboração sobre a questão.

Faço aqui uma indagação aos juristas: é possível entrar com uma ação judicial contra o Estado Brasileiro por Assédio Cultural?

A fundamentação é a seguinte:

Entendo por Assédio o “ato de cercar determinado espaço territorial para exercer domínio”. Assim, a edição de uma ordem legal, emanada do Estado, no sentido de tornar obrigatório o uso da palavra “presidenta”, passa a ser entendida como um cerceamento, um cercar minha liberdade do uso do vernáculo pátrio.

Entendo por Cultural o espectro mais sinistro de tal famigerado ato: compreendo que toda língua está em constante mudança, Exemplo vivo, e atual, é a leitura de Camões ou Pero Vaz de Caminha, comparando-se à nossa escrita de hoje. Sem ir tão longe é só acessar os jornais do século retrasado, ou o termo “bocomoco”, do reclame de Guaraná, nos anos 60.

Há um trabalho de pesquisador americano que, por meio de comparação dos modelos linguísticos, concluiu que somente 15% do Novo Testamento tinham origem no período vivido pro Jesus de Nazareth. No entanto essa modificação se faz a partir da base para o ápice da pirâmide cultural: a língua é construída e reformada a partir de sua faceta coloquial e popular, de baixo para cima.

NUNCA DE CIMA PARA BAIXO!!!

É sob esse prisma que compreendo a ação de Assédio: um cerceamento do povo para a construção de novos caminhos de nossa língua, oriunda de uma infame e paupérrima expressão de propaganda do governo atual.

Pergunto novamente: há espaço para uma ação judicial???
Aguardo orientações de meus amigos e leitores…
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*(último fim de semana a que Armando se refere é 26/27 de maio),  Ele me mandou esse texto nessa época.  A correria a que me submete a internação do meu pai só me permitiu publicá-lo agora.

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Armando de Oliveira Neto
Médico Psiquiatra
Aposentado do Serviço de Psiquiatria e Psicologia Médica
Do Hospital do Servidor Público Estadual
Médico Assistente do Hospital Infantil Cândido Fontoura
Professor/Supervisor pela Federação Brasileira de Psicodrama

Fases

Antes, eram os garçons dos bares e restaurantes, principalmente o pessoal do Camelo, Astor e Pirajá a me saudar pelo nome, quando eu chegava.  Hoje é o homem da catraca que dá entrada ao Hospital Albert Einstein, onde meu pai está há quase dois e meses ; e eu o visito diariamente

São as fases da vida e são passageiras.  Espero que essa termine bem.

Torçam e rezem por mim e  meu pai!!!

Assista ao Menor Slam de Poesia do Mundo. Só Poemas Fabulosos de Até 10 Segundos.

E você, que não esteve  no menor Slam de Poesia do Mundo, vai poder assistir aqui a um vídeo de como foi a noite.  Os poemas duravam 10 segundos (é isso mesmo, dez segundos)  e o vídeo,  10 minutos.   Vale a pena!!!  Quem sabe, você já não se programa para estar no próximo, que deve acontecer a partir das 19,30 horas na Casa das Rosas, começo da Av. Paulista, 26 de junho.  A idéia é que sempre  se repita  na última sexta do mês.

Se quiser ler o que escrevi para divulgar  o Slam, clique aqui

No seu lugar, eu  leria o que escrevi até onde eu digo para assistir à chamada.  Veria a chamada e não leria os poemas.

Aí, então, abriria esse link a seguir do vídeo contendo algumas apresentações, inclusive as fases finais da batalha.  Assista ao vídeo, clique aqui .  Observe Daniel Minchoni, o poeta que concebeu e comanda o menor slam  do mundo.

Se gostar, já sabe, próximo dia 26, terça-feira – e todas as últimas terças-feiras do mês,  tem mais!!!!

Dia Mundial Sem Cigarro, Com Números; e Piada, Naturalmente

Hoje é dia Mundial sem Tabaco. Alguns poucos números.   Na década de 60, 35% da população brasileira fumava.  Hoje, menos de 15%.  Mesmo assim, o tabagismo  mata 300.000 brasileiros por ano.

No mundo inteiro, de acordo com   relatório da Fundação Mundial do Pulmão e a Sociedade Americana do Câncer,   “se as tendências atuais continuarem, 1 bilhão de pessoas morrerão, apenas neste século, por conta do consumo do tabaco e da exposição a ele – o que corresponderia a uma pessoa morta a cada 6 segundos. Nos últimos 10 anos, o cigarro matou 50 milhões de pessoas”.

Afinal, são quase cinco mil  substâncias tóxicas contidas em um único cigarro.  Imagine a resposição de todo esse veneno a cada meia hora que o fumante está acordado.  Aliás,  não é que fumante fuma um cigarro logo ao acordar.  Ele acorda para repor a nicotina da qual o organismo sentiu falta durante o período de sono.  Triste, muito triste.

Para terminar, piadinha já repetida aqui algumas vezes.

Lá vai:

Presidente de grande empresa fabricante de cigarro é informado  que existia um homem  no interior  de 94 anos que fumava quatro maços de cigarros por dia.  Exultante, determina à sua equipe que quer o sujeito às 9 horas da manhã da próxima segunda-feira para entrevista coletiva mundial.

O assessor que havia lhe falado da existência do tal fumante explica:

– Nove horas da manhã é impossível.  Como todo sujeito velho do interior, ele acorda muito cedo, cinco, seis horas da manhã.  Mas da hora em que ele acorda até às duas da tarde, ele tosse.

Quem não fuma ri; quem fuma chora… chora e tosse!!!

Calcinha cai do Bolso de Deputado. O Recreio em Brasília está Apimentado, Hein???!!!

Uma calcinha vermelha e branca, grande e de algodão  caiu do bolso do paletó de um deputado no Plenário da Câmara ontem, informa a Folha de S. Paulo, com chamada na primeira página.

Como já disse, em alguns textos aqui,  o Congresso é um Recreio Sem Fim. A atriz Denise Fraga foi a Brasília e ficou admirada com o clima na Casa.  Falou  que eles lembravam  um bando de meninos em torno de uma bola de futebol.  Na ocasião,  escrevi  pedindo que ela não ofendesse nossos jovens.

Como se vê, parece que os garotos de Brasília já estão crescidinhos,  deixando de lado bolas de futebol e se interessando por brinquedinhos mais picantes!!!

Se quiser ler esse texto específico, sobre o Recreio Sem Fim no Congresso, clique aqui

Se quiser ler alguns textos a respeito dos políticos e desse clima infanto-juvenil, clique aqui.

Poemas de 10 segundos, O MÁXIMO dentro do mínimo. Não perca os Próximos!!!

Ontem, na Casa das Rosas, aconteceu a primeira edição do Menor Slam de Poesia do Mundo, concebido e comandado pelo poeta Daniel Minchoni.

Vou escrever esse post todo na base do acho, ouvi dizer, sem dar muita certeza, mas talvez valha a pena ler.

O Melhor Slam de Poesia do Mundo é o seguinte: 10 segundos para recitar sucinto poema e dar recado completo.  E olha que todo mundo mandou muito bem.

Parece que a inicitiva se repetirá todas as últimas terças-feiras do mês, a partir da 20 hs na Casa das Rosas, mas pode chegar às 19:30 que já vai ter um aquecimento.  De qualquer maneira, às vésperas devo escrever a respeito.

Veja a chamada, é muito legal.     clique aqui

Abaixo alguns poemas recitados que peguei no Facebook do Daniel Minchoni

Thiago Cervan (O POETINHA DA NOITE, O NOSSO CAMPEINHO (é o menor, é o menor, é o menor)):

dó maior é ver o sol menor lá no fundo de si

Semana Santa: A pichação na paróquia alerta: Padre, carne de menino também não pode

sem segredos e senhas
sem limite de conexões
amor wi-fi pra todos”

AI MEODEUS, OLHAISSO

Pedro Tostes (O VICE DA GAMA)
A vida é dura
Não tem caô
E nem KY

Ontem a morte me visitou
Para ver se dessa vez me levava
Mas eu, simplista que sou,
Mandei dizer que não estava”

Hai
Cai
Eu não

Jorge Vaz Nande O ÚLTIMO MESTRE DOS MAGOS DA NOITE.

A vida é dez segundos porque ela é uma corrida de onze.

Eu sou o filho ingrato de Fernando Pessoa. Eu sou o Pessoa non grato.

Boa noite, ligou para a Linha de Nomes. Meu nome é Jorge. Algo mais em que possa ajudá-lo? Obrigado, boa noite!

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Próximo texto meu sobre esse tema, espero que seja menos caótico.  Tava programando há séculos ir lá ontem.  Tive muita coisa para fazer antes e cheguei atrasado.  Chegar atrasado em batalha de poesia de 10 segundos é de lascar, né???

Mais informações, certamente no Facebook do Daniel Minchoni

Fórmula Um??? Com Pilotas Sem Macacão… Aí sim!!!

Locutor da Band News na corrida  de ontem em Mônaco disse que ” Fórmula 1 sem ultrapassagem é igual a futebol sem drible.”

Para prender minha atenção não bastam  ultrapassagens, seria necessário que houvesse algumas pilotas mulheres interessantes.  Sem macacão.  Aí, eu assistiria.  Assistiria  só a subida ao pódium, bem entendido,  com direito a banho de champagne.

Veja quem pensa como eu. Clique aqui .  No parágrafo final do texto,   você vai ver que eu não poderia estar mais bem acompanhado.

Em tempo,  escrevo com um pouco de atraso esse comentário por estar correndo por conta do meu pai no Hospital, que, graças a Deus, tá melhorando.

Fumante se Ferra Sempre!!!

Conheço uma gorda fumante que parou de fumar.  Virou uma baleia ex-fumante, sem qualquer ofensa às baleias, animais belíssimos.  Mas baleias de duas pernas, com  bunda, barriga, diâmetro, enfim, que não acabam mais… é triste de se ver.

Lógico que não estou sugerindo que não se combata esse vício; aliás, um dos piores, já que atinge (antes da lei anti-fumo  atingia todo mundo) muitos à sua volta.