Falta de Bom Senso dos Universitários

Todo início de semestre letivo é a mesma coisa.

Meninos e meninas bonitas, que entraram em faculdades,  pelos semáforos  pedindo dinheiro aos motoristas.   Hoje de manhã, na avenida Pacaembú, algumas dessas  meninas recortaram suas camisetas para serem mais generosas nos decotes.  Não que eu não goste de decotes, mas é um festival de babaquice sem  tamanho.

Colo o que já escrevi:

Não dá para acreditar que Universitários do século 21 ainda achem engraçado/divertido colocar colegas calouros para ficar perambulando entre carros, ambulantes e mendigos em nome de uma brincadeira absolutamente extemporânea, inoportuna e de mau gosto.

Frase minha sobre o fato:

O que se pode esperar de um país cujos jovens universitários obrigam seus colegas calouros a disputar esmolas com mendigos nos semáforos?

Triste e sem a menor graça!!!

Talvez a explicação seja aquela muito usada aqui, de domínio público:  a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

Mulheres!!!

Ainda faltam alguns minutos para terminar o dia do Orgasmo.  Suponho que valham todos os tipos de orgasmo.  Então, lá vai piada.

Sujeito otimista chega em casa, dissolve um sonrisal na água, liga o radinho de pilha, começa a se masturbar e  diz para si mesmo:

– Eta vidão, música, mulheres,  champagne…!!!

Feliz fim de dia do orgasmo para todo mundo, com  champagne,  ou mesmo sonrisal!!!

Terceira Edição do Menor Slam de Poesia do Mundo – Logo Mais. Não Perca!!!

O Menor Slam de Poesia do Mundo, sempre sob a batuta do poeta Daniel Minchoni, seu criador, tem mais uma edição hoje, a partir das 19,30 horas na Casa das Rosas, na Av. Paulista, n. 37.

Trata-se de batalha de micropoemas.

Quem tiver poemas de no máximo 10 segundos pode se inscrever na hora e participar.  O ideal é ter no mínimo três poemas, com essa duração,  no caso de se conseguir avançar para as etapas seguintes.

Mais informações, veja em notas relacionados automaticamente por ferramente do Blog, ao final desse post.

Curta o  charme dessa animação para divulgar o menor slam de poesia do mundo.

Clique aqui

Eu não perco por nada.  No seu lugar, também iria conferir.  Até lá, para os que confiam nas minhas indicações.

Rafinha Bastos – Episódio Já Deu Pano Para Manga Suficiente

Coisa impressionante que o episódio  Rafinha Bastos/Vanessa Camargo tenha rendido tanto, dado tanto pano para manga. Hoje, ele esteve no Roda Viva, da TV Cultura.

Admitindo-se que  Rafinha tenha mesmo cometido bela gafe/baixaria   ao dizer ao vivo que comeria a jovem e a filha de quem estava grávida.   Ora, apresentador, pessoas de TV  cometerem algum deslize é tão normal quanto um encanador se molhar ou um eletrecista tomar um choque no trabalho

O que ele disse não deveria ter gerado o carnaval que gerou.

Colo abaixo foras  que já relatei aqui, aliás, colo  o próprio texto,  tal qual  publicado em outro post.

Lá vão:

Eu mesmo já presenciei dois belos foras de famosos.  Um deles pela televisão e o outro ao vivo, no show do cara.

Corria  boato que aquele apresentador, super experiente,  um dos principais de sua época, já falecido, estava enfrentando problemas na emissora, seria demitido ou iria se demitir.   No seu programa, mais que dar sua versão, deu um belo fora; no mesmo instante corrigiu, mas o fora já tava para fora – nada havia para ser feito.

Veja que fora.

– É tudo boato que eu estou  saindo dessa emissora.  Ontem mesmo eu e o presidente tivemos uma conversa de branco.

Tentou se corrigir:

– Quero dizer, uma conversa franca…

Mas já era.

Formidável e loquaz cantor nordestino fazia  temporada em S. Paulo.  Certamente estava se hospedando naquele hotel por conta de permuta, patrocínio do show.  Pois não é que o artista sai com esse comentário:

– Ah, eu estou aqui muito bem instalado.  Eu tô naquele hotel onde matam governador!!! (menos de um mês antes, político fora assassinado dentro desse hotel).

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Voltando, tá mais do que na hora de deixar o Rafinha Bastos em paz e todos os envolvidos tocarem a vida pra frente!!!

Frase Ótima de Político

O caso/ frase abaixo  do Fólclore Político foi enviado por Fernando Pawlow, leitor assíduo do Boca, que prefere simplesmente ser chamado de Pawlow.  Ele diz que a citação já foi atribuída a Washington Luis e a Pinheiro Machado.   Mineiro, Fernando diz que nem sabe se um dos dois foi quem falou ou se  foi inventada por algum sujeito gozador.

A frase é muito boa.

Washington Luis, ou Machado,  estava no carro.  Do lado de fora, multidão aos gritos e protestos.  O Político ordena ao motorista:

“Nem tão depressa que pareça fuga,nem tão devagar que pareça provocação”.

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Conheça o Blog do Pawlow.  Clique aqui

Lei da Gravidade Continua em Vigência

E então,  quer dizer que a medalha de Bronze que o judoca brasileiro Felipe Kitadai conquistou não resistiu a uma queda e ficou danificada???

Os fabricantes de medalhas Olímpicas deveriam ter produzido medalhas mais  resistentes, porque  a lei da Gravidade ainda não foi revogada.

Só mesmo fazendo ironia e rindo!!!

Se quiser ler mais detalhes, clique aqui

Locutores, Nada de Lugar Mais Alto no Pódium!!! Por Amor a Machado de Assis!!!

Alguém já disse,  a respeito do uso de uma determinada expressão da qual também não me lembro, o seguinte:

– O primeiro a dizer  essa  expressão foi um gênio; o último,  um idiota.

Eu peço que locutores esportivos empenhem todas as suas forças para  falar nessas Olimpíadas e daqui para todo o sempre: o atleta x conquistou o primeiro lugar;  e não o atleta x conquistou  o lugar mais alto do pódium.

Isiossincrasia minha???   Acho que não.  A tendência  de todo idioma é ser econômico – primeiro lugar é sucinto; lugar mais alto no pódium, além de babaquice,  é esparramado, desperdício morfológico (perdão pelo pedantismo; aliás, sei lá se isso existe),  chavão, cafona.

Para terminar, frase minha:

“Tente até me passar um xaveco, mas não me repita um chavão.”

Casos de Tancredo Neves – Esse virou Metamitologia!!!

As histórias envolvendo Tancredo nem são mais do folclore.  Foram promovidas:  são da mitologia.  Essa então, que ninguém prova ser Tancredo o protagonisa, já  faria parte da metamitologia, mitologia em cima da mitologia.

Tancredo teria combinado com cinco amigos que  todos eles  levariam R$ 100,00 para pagar Caronte, barqueiro da  mitologia grega que leva “os mortos até o outro lado do Rio Estige, que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos.” Combinaram que nos velórios, cada um dos amigos  colocaria R$ 20,00 na mão do morto para ele pagar pela travessia.

Na morte do primeiro, todos os quatro cumprem  o combinado.  Tancredo recolhe as quatro notas de R$ 20,00 e preenche um cheque de R$ 100, 00 que põe na mão do morto.

Olha, se o Tancredo fez ou não fez isso, ninguém nunca vai saber!!! Mas eu acho que deveria ter feito, sim. Tem o mesmo charme que dizer para o espertinho:

– Exatamente, você diga que eu o convidei e você não aceitou.

Se quiser ler  a respeito do convite que nunca foi feito, clique aqui

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Infelizmente, acabaram-se os casos que eu conhecia envolvendo o sagaz Tancredo Neves.  Quem conhecer outros, pode me mandar.  Pesquiso se não se trata de metamitologia e publico

Não Banho e Mesquinhez Inglesa

Inglaterra/Londres parece que vão dar show de organização durante as Olimpiadas.

Há quase 40 anos morei na casa de Família inglesa, pagando pela hospedagem.

Já relatei aqui essa experiência.  Como Ingleses vão estar no Centro do Mundo, publico novamente.

Chamam a atenção o quanto eles não gostam de banho e o quanto gostam de dinheiro. O verbo gostar aqui utilizado no seu pior sentido. Ou seja, o gostar de dinheiro, como sinônimo,  particular (não estou dizendo que todo inglês é assim),  de falta de seriedade. Já  o não gostar de banho, aí é falta de higiene mesmo, não tem eufemismo, tampouco parece ser exceção; é regra!!!  Na ocasião em que publiquei,  mais de 50 leitores comentaram, reafirmando o que eu dizia.  No final do texto, deixo link para comentários dos leitores na época.

Lá vai:
Meu post de anteontem sobre barbas, barbudos, banhos de banheiras e não banhos de ingleses recebeu  vários – para os padrões do Boca,  naturalmente – comentários.

Costumo responder cada comentário individualmente.  Para facilitar a coisa e também por  ter percebido que o assunto ingleses ainda não se esgotou,  retomo o tema; conto mais detalhes da minha experiência vivendo  na casa de  uma família classe média típica. Foi bem legal.  Mas notei que diversas coisas curiosas na rotina dos ingleses que também foram lembradas por alguns leitores. http://bocanotrombone.ig.com.br/2009/03/24/barbudos-x-barbeados-banheira-x-chuveiro/

Durante os dois meses que passei lá em Bournemouth, cidade ao sul da Inglaterra, próxima a Londres, viajei todos os fins de semana. (saia  sexta à tarde e voltava domingo para dormir). Assim, a questão dos três banhos semanais a que tinha direito foi ligeiramente amenizada.

Ainda no setor higiene,  jamais vi algum dos donos da casa (um casal, mais a filha) com cara de quem tivesse tomado banho.  O único contato que presenciei deles com a água não foi dos mais agradáveis.

Uma noite, entro na cozinha e o que vejo???  O dono da casa lavando a cabeça na pia da cozinha.  Na volta ao Brasil, contei isso para meu pai, que comentou com um amigo nosso inglês.  Ele  garantiu que era normal, na Inglaterra, as pessoas lavarem a cabeça na pia da cozinha. O porquê disso não fica claro.  Como disse Caetano, “eu não consigo entender sua lógica.”  Entender ou não entender não tem importância.  Grave é usar a louça e comer comida lavada na pia que também serve para lavar cabeça,  e sabe-se lá se não deixei de ver coisas piores…

Um leitor do Boca fala, até de maneira rude, do mal cheiro das inglesas (leia no comentário do post de ontem)  Ele  está muito bem acompanhado. Famoso e prestigiadíssimo  personagem da política,  tido como mulherengo,  diplomata em Londres, ao responder a uma amiga se havia gostado das Inglesas, foi taxativo:

– São bonitinhas, mas muito mal lavadinhas…

Voltando à minha experiência com a família inglesa,  passo aos pequenos  truques, golpinhos que me aplicaram.

Paguei aqui no Brasil uma determinada quantia para a Escola que freqüentei e outra quantia que foi diretamente para a família que me hospedou.

Está mais do que implícito que um quarto alugado durante o inverno em uma casa na Inglaterra tenha calefação.  Pois não é que a dona de casa me disse que a calefação não estava incluída e que eu deveria pagar.   Não quis brigar e concordei. Ela me deu o valor semanal da calefação. Argumentei que pretendia viajar todos os finais de semana e que preferiria pagar por noite a calefação, quando eu, de fato, estivesse usando.  Ela não concordou.  Cobrava sempre por sete noites, embora só ligasse cinco vezes por semana.

Eu e o Javier, mexicano que também estava ali hospedado,  éramos apenas meios de a dona de casa, landlady, reforçar o orçamento.  Nada além disso.

Perguntou-me ainda se eu queria que ela lavasse minha roupa e já foi logo dando o preço.  Falei que era coisa relativa: como ela já podia dar o preço sem saber quanta roupa seria?  Ela foi clara: esse preço é para a quantidade de roupa  que pessoa normal usa por semana : duas camisas, duas meias e duas cuecas. Agradeci e disse que eu mesmo levaria para a lavanderia.

Curioso é que mesmo quando queria ser simpática e mostrar eficiência, ela era seca e até meio rude.  Elogiei bastante os ovos mexidos do café da manhã. (scramble eggs, certamente escrevi errado) de lá. Imediatamente, me responde:

– Às terças e quintas  (lembro-me que eram exatamente esses os dias) tem.

Sou cara extremamente justo, o que é certo é certo e, como já disse e repeti, detesto desperdício.  A dona da casa pediu que avisasse sempre com antecedência quando fosse viajar no fim de semana, para que ela não comprasse comida para mim.  Perfeito.  Nada de desperdício.

Meu pacote de hospedagem compreendia: quarto de domingo a domingo,  café da manhã e jantar de segunda a sexta e as três refeições do sábado e do domingo.

Como já  disse,  todos os fins de semana, viajei.  Ou seja, deixei de consumir sete refeições a cada fim-de-semana.  Passei lá seis semanas, logo foram  exatamente 42 refeições que, embora tenham sido pagas, não foram consumidas.

Uma noite, durante o jantar, ela me pergunta em que dia eu iria embora.  Falei que seria dali a dois sábados.  Ela diz:

– Pois bem,  o café da manhã do sábado em que você vai embora, você vai ter que me pagar porque a escola só me paga até sexta-feira.

Eu falava legal  inglês e entendi perfeitamente.  Mas, por segurança, confirmei em Portunhol com o mexicano Javier.  Pedi que não comentasse nada, mas lhe disse que iria denunciá-la para a escola. E a escola, muito provavelmente  iria descredenciá-la na mesma hora.  Se eu tivesse consumido todas as refeições previstas, perfeito que ela cobrasse essa extra.

Detalhe: alguns brasileiros levam lembrancinhas típicas daqui, um anelzinho de água marinha e outras besteiras baratinhas para a dona da casa..  Eu havia levado  três quilos de café da melhor qualidade,  panela própria para esquentar a água, bule, coador e xícaras de porcelana pintadas a mão.  Isso não vem ao caso.  O que conta é que eu deixei de consumir 42 refeições e ela quis me cobrar um ovo, uma torrada e uma xícara de café (aliás, que eu havia lhe dado).

A história acaba assim: fui-me embora na 6. Feira.  Deixei barato, não denunciei na escola e  não teve o quebra-pau anunciado. Nesse momento em que escrevo, acho que agi mal: devia ter denunciado.

Ingleses não são efusivos, abraços e beijos não jorram por lá com parte de cumprimentos.  Mas é lógico que depois de conviver um mês e meio, por mais frio que sejam todos os envolvidos,  na despedida, apertam-se as mãos e até um beijinho e abraço  fazem parte da coisa.

Eduardo e Marina, brasileiros que iam comigo ao Aeroporto e passaram em casa para me apanhar de táxi, ficaram impressionados porque, já dentro do táxi, limitei-me a um aceno com a cabeça de despedida.

Quatro anos após, morei cerca de quinze dias em casa de família americana.  180º  opostos.  Conto logo mais.

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Se quiser ler os comentários feitos na época em que publiquei esse texto, clique aqui Aproveite e também deixe sua opinião, nesta última edição do texto.