A Bandeira das Olimpíadas Já Está Aqui. Será que Chega a 2016???

As Olimpíadas do Rio começaram.    A Bandeira Oficial  Olímpica  já está aqui no Brasil que, a partir de agora, é o país responsável por ela.

Nunca é bom esquecer que a Taça Jules Rimet de Futebol, que Pelé, Gerson, Rivelino e quase uma centena  de outros jogadores conseguiram conquistar, o Brasil conseguiu deixar roubar e virar ouro derretido!!!

A sorte é que pano de bandeira não vale muita grana!!!

Lembra-se??? Virou Pó

Cadê o cãozinho que tava aqui???

Não sei se é fato ou boato.

Conhecido meu esperava a amiga,com quem iria sair para jantar, na sala do apartamento da moça.

Havia um cãozinho e a bola do cãozinho. Ele atirava a bola, o caozinho dava piruetas no ar, pegava a bola e trazia para meu conhecido que jogava novamente.

Ele erra a força, a bola bate no chão, pula alto; o cãozinho salta até o encosto do sofá,  dá pirueta, também erra na dose ao se lançar em direção à bola.

A janela estava aberta e foi-se o cão, dez andares,  sem escala, até o chão.

A mulher, finalmente, aparece. Pergunta para o meu conhecido onde estava o o cachorro.

Ele diz não saber.

Despreocupada, ela sai com meu conhecido   para jantar.

A imagem que recebi do Júnior Bataglini, leitor assíduo do Boca, me fez lembrar esse episódio.

Veja você também.

Sumiu!!!

Nélson Piquet, Avesso a Desfiles de Consagração

Seleção Feminina de vôlei desfilou por ruas de  S. Paulo em carro do Corpo de Bombeiros.

Perguntaram para Nélson Piquet, após ter conquistado o seu primeiro, dos três,   Campeonato  Mundial da Formula 1, se ele também iria desfilar em carro aberto para ser saudado pelo povo.

Sóbrio e alheio a esse tipo de badalação, ele disse que nem lhe passava pela cabeça tal coisa.

Não estou criticando nem elogiando quem quer que seja;  é apenas o estilo de cada um.

Eu sou mais o de  Nélson Piquet!!!

PINDURA – VOCÊ SABE O QUE É???

Pindura, como se sabe, ou melhor, como sempre se soube, é/era tradição dos Estudantes de Direito do Largo de São Francisco de no dia 11 de Agosto jantarem ou almoçarem em bons restaurantes e não pagarem a conta.

Escrevi como se “sabe/soube e é/era” , pois dando uma pesquisadinha rapidíssima pela Internet,  vi que ultimamente a coisa tem terminado em Delegacias e também não ouço  mais  relatos de Pinduras recentes.

Há muiiiitos  anos, fui convidado por dois casais de Estudantes de Direito do Largo  São Francisco para fazer reportagem do Pindura que iriam dar, e de fato deram, no Paddock Jardins.

A reportagem saiu no formidável Suplemento Dominical da Folha de São Paulo – FOLHETIM. Naquele tempo, escrevia-se à  máquina.  Pesquisei no Banco de Dados da Folha. Luis Carlos e Renan, que lá trabalham,  tiveram imensa boa vontade em me ajudar, mas constatamos que havia apenas o Arquivo salvo em programa que não me permitiria fazer qualquer acerto, coisa absolutamente impossível, passado tanto tempo.

Tive que copiar, letra por letra, tudo o que escrevi.

Curtam muito, já que me deu trabalho danado.   Coloquei outro texto aqui, sobre o Papel do Herói na História, publicado originalmente no Jornal da República, de curta existência do grande Mino Carta.  Também tive que digitar novamente o texto e os erros de digitação foram inúmeros. Se quiser ler o texto do Herói, clique aqui. Tenho certeza de  que novamente os erros  serão inúmeros, mas vale a pena ler porque é  divertido.  Em tempo, um jantar desses  para cinco pessoas, nos dias de hoje, em restaurante similar, não sairia por menos  de R$ 1,500,00.  As outras cifras que menciono, não tenho como calcular.

Repito, perdoem os erros de digitação.  Lá vão:  os textos e os erros.

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Aconteceu no fim de semana passada no Paddock Jardim, que, segundo os entendidos, é o melhor e mais caro restaurante de São Paulo.
Todos os jovens que estavam sentados à mesa do canto do salão que dava vista para sossegado jardim já haviam tomado café e esperavam apenas que Dimas desse fim daquele licor.  Mas ele não tinha pressa. Acendeu um cigarro e passou a fazer elogios ao Paddock.

– Esse sim é um restaurante digno da burguesia.  O Dinho´s, onde jantamos ontem,  eu consideraria apenas de classe média alta.

Quando finalmente chega a conta, Marcos Vinicius, Glória e Valderez estavam ansiosos para saber quanto tinham gasto e pedem que Dimas fale logo:

– Três mil e duzentos cruzeiros,  pessoal!!!

Mas ninguém ficou impresionado.  Dimas, que é o atual presidente do Centro Acadêmico 11 de Agosto, chamou o Maître e disse:

– Nós somos estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e não vamos pagar a conta.  É um Pindura.

Um funcionário que trabalha na Faculdade de Direito há quarenta e quatro anos garante que quando ele chegou ali, o Pindura já era uma instituição antiga.  Há várias versões de como esse costume tenha se iniciado.

Segundo alguns ex-alunos, antigamente, no tempo em que todo mundo conhecia todo mundo em São Paulo, que os restaurantes eram poucos e sempre freqüentados pelo mesmo pessoal, a situação era completamente outra. No dia 11 de agosto, os próprios donos de restaurantes, em homenagem aos estudantes, concordavam que eles não pagassem suas contas.  Depois, conforme a cidade foi crescendo, esse clima de cordialidade foi desaparecendo.  Tanto assim  que no dia 11 de Agosto muitos restaurantes passaram a fechar suas portas.

Havia um, entretanto, que nunca deixou de funcionar no dia 11: o Ponto Chic.  Esse bar, depois de várias décadas de existência,  com seus famosos sanduíches, acabou  definitivamente em abril deste ano.

(A última noite foi em grande estilo.  O Ponto Chic, numa sexta-feira, dia 14, ofereceu bebida grátis a todos os presentes.  A despedida, na verdade,  deveria ter sido no sábado, nas para esse dia, segundo “Nélson Gonçalves”, gerente há vário anos, não havia mais nenhuma gota de chope ou uma fatia de rosbife)

Muitos ex-estudantes da São Francisco contam que quase todo mês faziam um empréstimo com seu Joaquim, que trabalhou como gerente da casa (antes do “Nélson”) por mais de 35 anos.  Era por essa e por outras que ninguém jamais  ousou, ou mesmo imaginou,   dar um Pindura ali.  E os proprietários sabiam disso, tanto é que não tinham receio de abrir a casa no dia  11 de agosto.*

Mas se havia estudantes que respeitavam o Ponto Chic e poupavam-no de Pinduras, tinha o oposto.  Era famoso um sujeito da São Francisco que, além de dar Pinduras toda hora em restaurantes, ainda aplicava o mesmo método em magazines, sapatarias, livrarias, etc.  Ele se servia e corria.  Um advogado, que preferiu não se identificar, contou ainda que um amigo seu de também um Pindura inédito:  num bordel.

Bom, mas antes do Ponto Chic, do inveterado pindurador e do mulherengo, estávamos naquele pedaço que os restaurante passaram a fechar suas portas no dia 11 de agosto para evitar prejuízos.  Mas é como diz a sabedoria popular, “o primeiro chaveiro apareceu logo depois que inventaram o cinto de castidade”.  Em relação ao Pindura, não foi diferente: se os restaurantes fecham  no dia 11, não há problema.  Dá-se Pindura uma semana toda.

Quer dizer, até 1976 estava sendo assim, do dia 4 a 11 era a Semana do Pindura.  No ano passado, quando foram comemorados os 150 anos de existência dos Cursos Jurídicos no Brasil, houve onze dias.  E esse ano, o período também será igual ao de 77, em homenagem aos 75 anos da Fundação do Centro Acadêmico 11 de Agosto.

– É algo que todo estudante do Largo preza.  É a única hora em que não aparece nenhuma divergência política – explicou Dimas.

Todos os estudantes realmente prezam, mas não são todos que o praticam.  O professor Gofredo da Silva Telles garante que em seu tempo de  Faculdade nunca deu um Pindura “porque esquecia” e também por ser muito tímido, mas que fez questão de dizer que não era crítica àqueles que cultivavam esse costume.   Outro político em evidência que também estudou no Largo de São Francisco garante nunca ter dado um Pindura:

– Vontade eu sempre tive, mas na hora faltava coragem.

Tanto Gofredo como esse outro político devem fazer parte da minoria absoluta, pois segundo contou Dimas, só esse ano o Centro Acadêmico rodou mais  2.500 “ofícios de agradecimento” que serão entregues nos restaurantes ao invés do dinheiro.  São três tipos de Pinduras:

•    O Primitivo, o mais simples de todos: come-se e corre.

•    O clássico: o pessoal depois de jantar faz um discurso, entrega o “ofício” e convida o proprietário do restaurante para jantar no Centro Acadêmico, para que se possa fazer uma “retribuição”.

•    O terceiro é o diplomático: um grupo vai antes, reserva alguns lugares, entrega o ofício e o restaurante recebe os alunos, após  a combinação prévia:

– Nós apoiamos o Clássico, que é aquele que realmente deve ser preservado.  O Diplomático é pouco praticado e o primitivo está em extinção. – contou Dimas.

Mas para que o Clássico dê resultado, uma coisa é indispensável: o restaurante estar cheio:

– Logo no começo da Semana do Pindura, um pessoal foi ao Golden Dragon, comeu e fez discurso.  Acontece que não havia outros freqüentadores no restaurante e os garçons fecharam as portas e partiram pra cima dos estudantes  na base do Karatê.  Foi um Deus nos acuda.  Depois eles chamaram a polícia, lembrou Glória.

O Pindurador pode, por lei, ser enquadrado como estelionatário, mas isso quase nunca acontece.  Quando o negócio acaba em Delegacia, é feito um Boletim de Ocorrência e eles são dispensados em seguida, sem maiores aborrecimentos.

Eu, que fora  convidado por Dimas para cobrir aquele Pindura para o Folhetim e que não queria aborrecimento algum, já fui  avisando aos estudantes  que pagaria a minha parte.  Mas entre eles havia a maior descontração.  Os quatro estavam muito bem vestidos e até se confundiam com “executivos” que andam tão em moda ultimamente.

Tanto é verdade que o porteiro, maître e o barman do Paddock atendiam o grupo com  a mesma atenção que dispensavam às outras mesas.  E os estudantes não se traíam.  Seguiram todo o ritual do bom grã-fino em restaurante: passaram pelo bar e experimentaram os coquetéis que o maître indicou; antes do prato principal, pediram entrada; depois,sobremesa, café e licor.

Ninguém estava nervoso. Muito pelo contrário, a situação na mesa dos estudantes estava até engraçada.  Uma das meninas, depois  do segundo coquetel, foi ao banheiro e  na volta comentou:
– Puxa!   Mas até o banheiro da burguesia  é outra coisa, hein?!

Marcos, que tinha apenas 75 Cruzeiros no bolso, estava escolhendo:

– Vamos comer lagosta?  Perguntou ao resto do  grupo.
(só a Lagosta custava 295 Cruzeiros)

Dimas respondeu com superioridade que  não gostava de lagosta e que comeria um “Filé à Paddock”. Uma das meninas escolheu camarão a Thermidor e a outra optou por um coelho regado ao vinho branco.  Os quatro juntos não tinham mais do que  310 Cruzeiros, que seriam destinados ao garçon.

Não fizeram questão de vinho francês e se contentaram com duas garrafas de chileno branco e outra de chileno tinto.  As entradas, todavia, não foram dispensadas: castigaram fundos de alcachofra e casquinhas de siri.

– Isso sim é que é vida, hein? Uma comida dessas, vinho bom e  musiquinha suave ao vivo.

Essa “musiquinha ao vivo”, segundo contou Luís Paduan, pai do proprietário do Paddock, custa mais de sessenta mil cruzeiros por mês.  As despesas gerais(luz, impostos, salários, etc), sem contar a matéria prima, custam ao Paddock mais de 35 mil cruzeiros por noite.

Bem, mas voltando aos Pinduradores.  Na passagem pelo bar, foram devorados uns três pratinhos de mandioca frita e bolinhos de bacalhau, mais um de amendoim e outro de azeitonas.  Quando vieram os pratos principais, nem sequer havia mais aquele entusiasmo da chegada.  Mas isso de maneira alguma perturbou o apetite dos acadêmicos, que em três tempos não deixaram uma migalha em seus pratos. Para acabar com a sensação de vazio,  pediu-se rápido a sobremesa: três mousses de chocolate.  A essa altura do campeonato, não havia mais aquele sossego do início, mas nem por isso deixou-se de tomar café e, Dimas, por seu lado, não dispensou o licor.  Finalmente,  a nota.

– Nós somos estudantes da São Francisco e não vamos pagar essa conta.  É um Pindura.

É agora, pensei. Mas qual nada, a resposta do maître deixou todos boquiabertos:

– Pois não. Vocês poderiam me dar suas carteirinhas, para que eu anote os nomes  e dê baixa na seção de perdas da contabilidade?

Eu expliquei que pagaria a minha parte, pois fora  convidado para cobrir o Pindura para a Imprensa, mas o maître aceitou de maneira alguma e disse     que era uma homenagem à imprensa.  A discrição dos funcionários foi tanta que nenhum dos outros fregueses percebeu coisa alguma.

O sr. Paduan não estava chateado e disse que preferiria ter combinado antes (referindo-se ao Pindura Diplomático).  Ele explicou que sua casa é bastante sólida e pode sofrer um prejuízo como aquele.  A superioridade com que recebeu o Pindura era,  sobretudo, uma atitude comercial.

– Amanhã esse pessoal volta aqui como freguês com os clientes dos seus escritórios e a gente recupera tudo e tem até lucro.  É um investimento a longo prazo.

Enquanto conversava comigo,  Paduan mandou oferecer água mineral. Ao fim da noite deu um abraço em cada um dos Pinduradores.

Depois do êxito desse Pindura foi que passei a entender melhor o verso do Poeta Domingos de Carvalho da Silva, que estudou na São Francisco e que, provavelmente, também deu alguns Pinduras:
“11 de agosto, eu te quero trezentas vezes por ano”
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* De fato, o Ponto Chic permaneceu fechado alguns poucos anos.  Reabriu,  abriu filiais, mas, pelo menos na minha opinião, não é a mesma coisa.  Hoje tem até televisão ligada, sorvete e mais  pequenos detalhes inconcebíveis em outros tempos.

Guarda-Chuva de Banqueiro em Dia de Sol – Nova Versão

Você já ouviu dizer que Banco/banqueiro empresta(m)-lhe guarda-chuva quando faz sol e  toma de volta  quando chove.

Versão atual, um pouco mais longa da mesma história, que recebi do leitor Júnior Bataglini, que comenta sempre aqui no Boca, a seguir.

Título O Banqueiro

Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa em sua “limusine” quando viu dois homens à beira da estrada, comendo grama.

Ordenou ao seu motorista que parasse e, saindo, perguntou a um deles:

– Porque vocês estão comendo grama?

– Não temos dinheiro para comida.. – disse o pobre homem – Por isso temos que comer grama.

– Bem, então venham à minha casa e eu lhes darei de comer – disse o banqueiro.

– Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore.

– Que venham também – disse novamente o banqueiro. E, voltando- se para o outro homem, disse-lhe:

– Você também pode vir.

O homem, com uma voz muito sumida,  disse:

– Mas, senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo!

– Pois que venham também. – respondeu o banqueiro.E entraram todos no enorme e luxuoso carro.

Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse:

– O senhor é muito bom.. Obrigado por nos levar a todos!

O banqueiro respondeu:

– Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! Vocês vão ficar encantados com a minha casa… A grama está com mais de 20 centímetros de altura!

Conclusão que veio na piada:

Quando você achar que um banqueiro (ou banco) está lhe ajudando, não se iluda, pense mais um pouco antes de aceitar qualquer acordo…

ELE  está vendo, pois,  segundo a Bíblia: “É mais facil um camelo* passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus”.

*Para mim, esse camelo seria uma corda muito grossa.   Acho que me enganei, no meu Aurélio Eletrônico, o quarto significado é  “antiga peça de artilharia”. Mas no Google também consta corda muito grossa.  Ah, bom…!!!

O Menor Slam de Poesia do Mundo – Edição III

A terceira edição do Menor Slam de Poesia  do Mundo aconteceu na terça-feira passada, a última do mês de Julho,  Casa das Rosas, na Avendida Paulista.  Só trago o resultado agora para que todos comecem a nova semana com poesia bem humorada.

Em terceiro lugar, Caco Pontes, que apresentou os seguintes micro poemas:

1. Rodada

O filho do Brahma / chutou o pau da barraca / pediu Nova Schin / porque tava mahabaratta

2. Rodada

Malabarista de farol / atropelado / é acusado / de atrapalhar / o fluxo contrário

3. Rodada

Numa boa / o tempo passa / o tempo voa / e nunca mais / eu ouvi falar / do Bamerindus.

O primeiro e o segundo colocado, fim do primeiro turno da apuração de pontos,  terminaram empatados e foram para a rodada final e decisiva.

Em segundo lugar, Felipe Borges Valério que recitou:

1. Rodada

No céu de São Paulo / o desespero / mais uma estrela / vítima de despejo

2. Rodada

só / contigo / consigo / ser só

3. Rodada

sinto muito, amor / mas a minha revolução / não aceita desculpas

Rodada Final

ouça bem: / quando eu falo que amo / é do coração pra fora

O campeão da Noite foi Bobby Bruno Bachy, com os poemas:

1. Rodada

ASSUMIU: seria sério se não fosse um símio no cio

2. Rodada

CHORUME: enxugou a encharcada fossa para que não mofasse quando lá fosse.

3.Rodada

INFÂNCIA: Acordo. Caminho, caminho, caminho, caminha. Acordo. Caminho, caminho…

Rodada Final:

SOL  A PINO: Malvado mesmo é o sol  a pino, que amendronta a pequena sombra para de baixo dos pés do menino.

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Nesse mes de agosto, excepcionalmente,   dia 21, Terça-feira  (a penúltima terça e não a última)  a partir da 19,30, na mesma Casa das Rosas,  deve acontecer a Quarta Edição do Menos Slam do Mundo de Poesia.  Eu não falto. Espero todos lá.  Às  vésperas, convém confirmar, no Facebook do Daniel Minchoni, o general que organiza essa batalha poética-pacífica!!!

Assista à chamada, feita em forma de animação, Clique aqui

Hoje Tem Espetáculo??? Tem, Sim Senhor!!! É o Jogando No Quintal Festejando 10 Anos de Vida e Muito Improviso

Se você estiver em S. Paulo procurando programinha para amenizar o sentimento de fim de domingo, já tem excelente opção.  O grupo de Improviso  em  Teatro Jogando no Quintal, para comemorar os dez anos de existência, se apresenta logo mais a partir das 19,30 no Stúdio Emme.

Trata-se de espetáculo  em que  dois times de atores fazem cenas na hora a partir de temas propostos pela platéia.  É também o público que escolhe, através de democrática eleição, os vencedores de cada etapa do jogo.

Essa é a nona temporada do Jogando no Quintal.

Como se dizia antigamente, é diversão garantida para jovens de 7 a 90 anos de idade.

Hoje, 05 de agosto; e  01 e 02 de setembro.

Horários: sab, às 21h; dom, às 19h30

Entrada – R$ 10,00 e R$ 20,00

Onde: Stúdio EMME – Pedroso de Moraes, 1036, Pinheiros  São Paulo. fONE O xx11 3038-2542

Se quiser, conhecer um pouco antes de se arriscar,  clique aqui

Já fui várias vezes; inclusive   ontem.  No seu lugar, não perderia.

Contaminou as Batatas

Piadinha de humor negro famosa.

Menino diz:

– Mamãe, eu não gosto da minha irmã.

A mãe:

– Tá bom, então come só as batatas.

Piadas quanto mais curtas, melhores.  Entretanto essa aqui acho que dá para  alongar e a piada talvez até fique mais engraçada.

E o menino, definitivo:

– Mas o contato com ela já contaminou as batatas.

Bem,  aí já deixa de ser piada e vira mini conto, categoria que também aprecio.

Tenho uma frase muito boa, feita a partir de domínio público.  Lá vai:

“Feliz foi Adão que não teve sogra nem caminhão” e, muito menos, irmão (ã).

Quando digo minha frase e o outro contesta, dizendo se dar super bem com o irmão(ã), morro de inveja.  Fazer o que???

TV Globo Sofisticadas Produções e Português Massacrado – 9 –

E o massacre do Idioma chegou também à Gabriela, de Wlacyr Carrasco.

No começo do capítulo de Hoje, a fofoqueira mor, Dorotéia, diz para as fofoqueiras secundárias:

– As duas hão de me ajudarem muito.

Salários milionários e português de pré-primário, quiça jardim da infância ou mesmo maternal!!!

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Quer ver mais  massacre do Português na TV Globo???

Clique aqui

Ovos Mexidos E A Origem de Yesterday dos Beatles

Olimpiadas em Londres, sucesso de sempre  de Paul Mccartney no show de abertura, momento oportuno para lembrar histórias da música Yerterday que nasceu muito, muito  antes do que o mais antigo atleta que participa desses Jogos Olímpicos.

Letristas de música usam uma técnica que super funciona.  Pegam melodias prontas, substituem  as palavras dos versos,  de tal forma que continuem cabendo nos versos e melodia originais.  Pronto. Aí eles passam  a nova letra para o parceiro que manja de música colocar a melodia.  E assim surge nova canção que nada tem com a original.

Paulo Mccartney chamava  essa técncia de substituição de palavras de “Scrambled eggs”, ovos mexidos.

Aliás, ele  tinha um versinho de abertura:   (scrambled eggs/oh, my baby how I love your legs), (ovos mexido/oh meu amor como amo suas pernas) e esse verso permanecia até que fosse criado algo mais condizente com o tema e a música.

Paul conta em sua biografia: “Primeiro compunha a melodia e quando aprovada pelas pessoas eu a assumia como autor e finalmente a assinava. Nesta fase, ainda não havia sido composta a letra, o que era feito posteriormente. Eu costumava chamar a canção de “Scrambled eggs” – ovos mexidos, até este momento”.

Em programa noturno londrino, Paul e Jimmy Fallon, conhecido por fazer paródias divertidas,  cantaram os versos abaixo para a música Yesterday:

Leia a graça que eles fizeram e ouça Yesterday ou ouça Yesterday e leia a graça que eles fizeram.  Você decide.

Para ouvir, recordar e se emocionar,  clique aqui.

Para se divertir,  veja a seguir:

Scrambled Eggs

Oh my baby how I love your legs

but not as much as I love scrambled eggs

Oh we should eat some scrambled eggs

Waffle Fries

Oh my darling how I love your thighs

But not as much as I love waffle fries

Oh have you tried the waffle fries

They are so damn good that they should be illegal

They’re like regular fries but they’re shaped like a waffle

Tofu wings

Oh my baby when I hear you sing

All I think about is tofu wings

Oh did you bring the tofu wings

There’s a place I know where I go for kick ass wings

We could even get a side of onion rings

Scrambled eggs

Oh my baby how I love your legs

Not as much as I love scrambled eggs

Oh lets go get some scrambled eggs

mmmm mmmm mmm mmmm mmmm mmm mmmm

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Se ouvir a música, deu em você vontade de acariciar e se aninhar entre pernas calientes, nada posso fazer, mas se abriu o apetite para os  Scrambled Eggs, tradicionais ovos mexidos servidos no café da manhã dos ingleses, lá vai receita  que aprendi com eles.  Uma delícia.  Não tanto quanto pernas…

Ovos mexidos da Markham Road 103 – endereço da casa  da família em Bournemouth em que me hospedei.

Fazer uma torrada de pão de forma com manteiga.  Mantê-la quente.
Reservar.

Em uma panelinha pequena, derreter manteiga, quebrar um ovo e, quando começar a fritar, colocar uma colher de leite, diminuir o fogo, por sal e pimenta do reino.  Mexer e quando estiver no ponto (eu gosto mole) colocar sobre a torrada quente.   Comer acompanhado de  café forte servido na xícara grande.  É muito bom!!! Gotinhas de Tabasco, um pouco redundante, já que vai pimenta do reino,  também são bem-vindas (acho que agora bemvindo é tudo junto)!!!

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Se quiser ler a respeito da minha estadia em casa inglesa, clique aqui . É curioso.

Por Fim, agradeço Fernando Pawlow que me contou essa história e Fernanda Mendes que me ajudou a aprofundar essa história.  Conheça o Blog de Fernando Pawlow, clique aqui Aliás, eu o convidei para escrever esse post  comigo.  Generoso, ele abdicou do texto a quatro mãos  para que eu escrevesse apenas com minhas duas mãos.  Valeu Fernanda/Valeu Fernando!!!  Se eu tiver entendido algo errado, me avisem que eu corrijo.