Não tenho a menor idéia do que levou minha empregada a se enganar naquela fria segunda-feira e me acordar umas duas horas mais cedo. O trânsito, uma beleza. Lugar para estacionar era o que não faltava. Não desconfiei de nada. Fui para o colégio, e as portas fechadas. Pergunto as horas. Eram umas cinco e meia. Conformado, para matar o tempo, fico passeando pela rua. Entro na igreja da Consolação, medito, contemplo. Saio, vou tomar um café. Estava na Rua Augusta e uma boate ainda permanecia aberta. Entrei. Encontro um conhecido que, carinhosamente, batendo nas minhas costas diz:
– Aí, hein, Paulinho, altas curtições!
Eu, com ar mais dúbio do mundo:
– Você nem imagina… Você nem imagina…
Andar a Pé
Carro me dá duas sensações opostas: de imensa liberdade para poder ir à noite a um restaurante distante sobre o qual ouvi falar. E também de prisão. Quando estou a cerca de dois quilômetros do lugar onde tenho que chegar, assim que posso, estaciono para me ver livre. Se tem metrô, e é fora dos do horários de pico, não há possibilidade de eu ir de carro.
Agora, os grandes prazeres mesmo são andar a pé e de bicicleta (se vivesse em cidade e bairro planos, meu carro mofaria na garagem).
Sem contar a sensação de liberdade que o caminhar e a bicicleta proporcionam (embora reconheça que andar de bicicleta no dia a dia seja bem arriscado em São Paulo), você encontra pessoas que não via há tempos e pode conversar, ainda que rapidíssima troca de palavras.
Eu e Fernanda, vizinha próxima de bairro, todos os domingos damos longas caminhadas. Feriado de sexta-feira, lá estávamos nós andando. Na Caiubi, rua da antiga sede do Glorioso Clube Caiubi, próximo à Igreja, encontro colega meu de Faculdade, hoje jornalista híper famoso. Foi o caso de rapidíssima, porém carinhosa, troca de palavras.
Ontem, estava de bicicleta, mulher na calçada me cumprimenta. Paro. Vou logo dizendo que sou mau fisionomista. Era outra colega de faculdade que não via há anos, que também mora no bairro. Ela pegou meu telefone, disse que ainda se encontrava com alguns colegas e que eu seria convidado para o próximo almoço deles. Chego em casa há pouco, recado de outra colega comum me convidando para o almoço.
Hoje, no tradicional passeio a pé de todos os domingos com a Fernanda, troco saudações com Juca Kfouri, que conheço de vista.
O carro certamente teria me privado de tudo isso. Fazer o que, né??? Amanhã, estarei lá, estancado/ congelado no meu cubo de gelo preto(cor do meu Corsa) em várias momentos do dia e diversos pontos de São Paulo!!!
O Meu Espírito de Porco – Porco Palmeirense!!!
Corinthiano, mas vou assistir Palmeiras e Botafogo. Rara exceção, não estarei secando o Palmeiras e, sim, torcendo a favor para que se livre, o quanto antes, da estressante possibilidade de rebaixamento.
Se é que se pode dizer, serei um Espírito de Porco, Porco como sinônimo de Palmeiras.
Boa Sorte PORCO VERDÃO /VERDÃO PORCO ou ainda VERDE PORCÃO!!!
E mais, à noite, vou comer Pizza de Balcão na Padaria/Pizzaria Palmeiras, na Albuquerque Lins!!
ESCREVER
Amigo, que conheci por conta do Boca, que também tem blog, escreve muito, muito pouco. E isso me fez lembrar fatos/situações/casos sobre o escrever.
Escrever é difícil e trabalhoso. Tanto que Cortazar, preciso, disse “escreve-se com a pena e corta-se com o machado”. Infelizmente é assim mesmo.
Escrever de forma concisa é mais trabalhoso ainda. É famosa a história do o editor que ligou para um intelectual e pediu artigo sobre determinado assunto. O sujeito disse que escreveria três laudas. O editor disse que queria apenas duas. Resposta do articulista.
– Eu não tenho tempo para escrever duas laudas.
Vinte anos atrás, fiz alguns cursos de criação literária. Nesses cursos, apenas eu e um outro levamos a coisa a sério e produzimos contos bem razoáveis (alguns dos meus estão aqui no Blog – categoria contos). Os outros participantes do curso ficaram enrolando e não escreveram praticamente nada. Um deles, arquiteto, sujeito inteligente e muito legal, literalmente, não escreveu uma única letra. Dizia sempre:
– Está tudo aqui na minha cabeça.
Repetindo, não escreveu uma única letra o curso inteiro.
É famosa também a história de um jornalista que ficou cerca de seis meses em um grande jornal. Graças a ele, foram produzidas excelentes reportagens durante sua curta permanência no jornal.
Quando foi embora, descobriram que a máquina dele não tinha fita. Ou seja, durante o tempo em que permaneceu na redação, ele também, tal qual meu conhecido do curso, não escreveu uma única letra.
Para compensar esses casos curiosos de negos brilhantes. Logo que eu acabei a Faculdade, era copy/sub-editor de esportes em jornal popular. Arrumava os textos dos repórteres e os que chegavam das Agências Via Telex, dava títulos, fazia legenda para fotos; basicamente, isso.
Minha máquina de escrever naquele jornal tinha uma fita azul. Pois bem, chega para minha página reportagem de um repórter relativamente idoso, que, por ironia, tinha o mesmo nome de um dos maiores escritores do país. Jornalista das antigas, que começou lá de baixo e chegou a repórter. Os textos dele começavam falando da unha encravada de um determinado jogador de um time, passavam pela estratégia de jogo do técnico, e terminavam com o empréstimo de milhões de reais (a moeda era outra) que o presidente do clube havia conseguido. Tudo isso, sem um único ponto final. Da unha encravada ao empréstimo, as coisas iam se atropelando e nada de ponto final para separar assuntos. Parágrafo, então, acho que ele nem sabia do que se tratava. Era um tal de por outro lado, no entanto, dando continuidade. Absurdo.
Voltando à minha máquina de escrever que tinha tinta azul. Pego duas laudas, reescrevo tudo , com pontuação, naturalmente. Por milagre, dava para aproveitar as duas últimas linhas do velho repórter da velha guarda. Ao final do meu texto, corto com estilete as duas linhas do cara e colo com cola ao final do que eu havia reescrito. Explicação necessária porque hoje copiar e colar são coisas diferentes, feitas sem tesoura; menos ainda, cola.
O sujeito percebeu, não gostou e veio falar comigo. Delicadamente expliquei que os assuntos precisariam estar mais separados e consegui contornar a coisa.
Outro repórter da minha idade, que já estava lá há mais tempo, me viu explicando para o cara e foi direto:
– Faz o que tem que fazer e não explica nada. Senão você vai ficar o dia inteiro explicando porque esses caras escrevem muito mal mesmo (usou termo mais real – escrevem mal para ca…). Não explica! Corta!
Escritor famoso, cujo nome não me lembro, conta que para compor uma música, pintar um quadro, o sujeito precisa ter instrumentos, pincéis e telas e noções e técnicas mínima para produzir algo, por pior que seja. Já escrever, segundo ele, todo mundo acha que escreve. Resultado, é uma infinidade de gente querendo lhe mostrar algo que escreveu. 99% de coisas horrorosas.
Finalmente, parente minha, mil anos atrás, em data como dia das mães, dia dos pais, escreveu texto daqueles bem cheio de chavões e o texto foi publicado em jornal de bastante prestígio de S. Paulo. Outro parente, sujeito muito gozador, não teve dúvidas. Ligou para ela, disfarçou a voz e disse que era o dono do Jornal que estava telefonando para dar parabéns pelo artigo. O plano do gozador era fazer a piada, dizer que quem estava falando era ele, e não diretor algum do jornal, e dar boas risadas junto com nossa parente. Acontece que ela foi se entusiasmando, se entusiasmando tanto, que o parente terminou a conversa sem se identificar. Até hoje, ela tem certeza de que o diretor do jornal telefonou para saudá-la pelo brilhante texto.
Votando ao meu amigo do começo que tem um blog e escreve muito pouco. Se a pessoa quer escrever, tem que escrever, escrever sobre tudo. Não adianta ficar esperando o assunto perfeito. E tem que escrever mesmo, para não ficar igual ao meu outro amigo que passou o curso inteiro de criação literária e não escreveu uma única letra. E , finalmente, tem que ficar atento para não ser vítima de trotes.
Quem Está Certo, População de S. Paulo ou os Políticos??? Vote
Home da Uol, agora, minutos atrás, mostrava que 44% dos eleitores paulistanos não teriam ido votar no último domingo se o voto não fosse obrigatório.
Será que 44% da população está errada ou os políticos é que estão errados???
Certamente os políticos são como a mãe do jovem que estava marchando na parada militar com o passo desencontrado de todo o resto do batalhão.
A mãe diz para a amiga ao lado:
– Olha lá, todo o Batalhão fora do passo. Só o Pedrinho é que está certo.
Contei essa mesma piadinha aqui poucos dias atrás, a propósito de que às vésperas do 2. Turno, pesquisa de jornal indicava que 19% dos eleitores ainda não haviam escolhido o candidato para prefeito.
Será que lá no fundo, no fundo mesmo os políticos acham que a população é que está errada??? Dê sua opinião. Vote aqui. Mas lembre-se: não é voto obrigatório!!!
Particularmente, sou a favor do voto obrigatório e, pasmem, a favor também da Voz do Brasil, todas as emissoras de rádio transmitindo no mesmo horário.
Aí, talvez quem esteja igual à mãe do soldadinho seja eu. De qualquer forma, tenho argumentos.
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Péssima Safra Pra Tudo!!!
Descobri ontem no rádio que no antepenúltimo ano de determinada década do século passado, uma das mais renomadas vinícolas do mundo produziu o pior vinho de sua história.
Parêntese, minha amiga Alba Carvalho ao invés de dizer o ano do nascimento, diz que pessoa é de tal safra. Eu e ela somos do mesmo longíquo ano; que, lógico, deu excelente safra.
Pois bem, no ano da péssima safra para o vinho dessa vinícola, nasceu pessoa horrorosa.
Dá até para fazer frase.
“Se em tal ano* a melhor vinícola produziu seu pior vinho, que se dirá de certas pessoas da mesma safra???!!!
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* Infelizmente não posso dizer o ano para não me comprometer.
Mensalão??? E Para Trás, Como Era??? Como Sempre Foi???
Amigo me manda por email frase do respeitado senador Pedro Simon:
“Sou obrigado a reconhecer que,com toda a corrupção que teve de um tempo para cá no PT, o que encontramos no governo Collor deveríamos ter enviado para o juizado de pequenas causas”.
Não entendo coisa alguma de política, tampouco tenho números precisos, nem mesmo imprecisos. Entretanto, minha sensação é que a grana desviada pelo mensalão é muiiito menor do que o dinheiro público desperdiçado em cada um desses episódios:
- Projeto da Nova Capital do Maluf
- Paulipetro
- Trnasamazônica
- Ponte Rio Niterói
- Episódios envolvendo PC Farias
- Túnel Airton Senna
Como eu digo, é mera sensação/intuição.
Sem contar que, parece, mensalão não é exclusividade, sequer invenção, do PT.
Aliás, se for voltar no tempo, a coisa já vêm torta desde as Capitanias Hereditárias.
Inglêses, perseguidos na Inglaterra, por questões religiosas, foram COLONIZAR/VIVER os Estados Unidos. Aqui era colônia com um objetivo: EXPORAR.
América do Norte tornou-se novo lar daqueles ingleses e seus descendentes. Aqui, nem Pedro I permaneceu.
Ninguém nunca teve preocupado com o país/pátria; o bolso de cada um (hoje contas em Paraísos Fiscais) sempre foi o determinante no Brasil!!
Explicações simplistas, meras intuições que, entretanto, têm consideráveis possibilidades de estarem certas.
Músicas que Invadem sua Casa e Agridem Você!!!
Você já se deu conta de que nunca teve em sua vida Chico Buarque, Caetano, Gil, Arrigo, Elis, Tom, Stones, Vivaldi, Vinicius vindos direto da vitrola/radiola, no último furo (volume máximo), do Buteco ou do carro do boysinho para dentro de sua casa???
É só pagode, sertanojo, dor de corno e similares!!!
Curioso, muito curioso!!!
Natal em Outubro Pra Tudo Quanto É Lado!!!
Não foi só no Shopping Higienópolis que ganância e afoiteza de comerciantes pelos lucros fizeram que o Natal começasse em Outubro. O famoso presépio + enfeites da Rua Canadá, quase esquina com a Avenida Brasil, zona oeste, montado em frente a uma mansão, segundo me informou o segurança, por volta das 13,30 de hoje, está ali “desde a semana passada”, não sabendo precisar a data. No Shopping Eldorado, cartazes iluminados informam que a partir das 16 horas do dia 10, é dez de novembro mesmo, será inaugurada decoração de Natal e Papai Noel chega.
Bem, quanto ao famoso e tradicional Presépio, é montado no lado externo do Muro, ou seja, área pública. Até aí, mais ou menos, afinal são “APENAS DOIS MESES” (um pouco mais, é verdade) POR ANO. Nos três chalés, há três toldos que anunciam “DOCERIA” CREFISA. Crefisa, até onde se sabe/se sabia era Instituição Financeira. Abriram o leque e agora também fazem docinhos??? Que amor!!! Em tempo, A lei Cidade Limpa permite isso???
Não sei se é Inferno de Estresse ou Estresse do Inferno!!!
A respeito da conduta de comerciantes há piada muito boa. Será que sobre banqueiros, além daquela que diz que banqueiro é o sujeito que lhe empresta o guarda-chuva quando faz sol e recolhe quando começa chover, há outras??? Piada do comerciante, algumas vezes já repetida aqui.
Lá vai:
O presidente da Associação Comercial encomendou para um escultor temperamental uma grande obra que representasse o comércio. O artista aceitou desde que ninguém visse o trabalho antes que estivesse concluído.
No dia da inauguração, toda a cidade reunida, prefeito, governador, rádio, tvs… Quando se retira a imensa lona que cobria a escultura, espanto total.
– Oh!!! – exclamou a platéia.
A escultura era uma imensa fila de homens nus, um atrás do outro, o de trás se encaixando no da frente.
O presidente da Associação Comercial foi tomar satisfação com o artista que explicou.
– O senhor não queria um trabalho que retratasse o comércio??? O comércio é isso, um querendo estrepar o outro!!!
O presidente indignado disse que aquilo era um absurdo e garantiu que ele mesmo era sujeito muito honesto.
O artista explicou.
-Exatamente, o senhor, o senhor é o primeiro da Fila.
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Quem impinge Natal a partir de outubro, só por conta da heresia, merece mesmo primeiro lugar na Fila!!!
Palmeiras e a Temperatura
Como sabem os leitores do Boca, ao contrário de praticamente todos os corintianos, nada tenho contra o Palmeiras; ainda mais agora que meu conhecido desde a Juventude, Arnaldo Tirone, é o Presidente. De qualquer forma, não dá para ficar alheio à ilustração que o amigo Fernando Vasqs, corintiano roxo, colocou no facebook; ótima, apesar de não ser dele!!!
Veja e tente não rir!!!

Eu poderia fazer gracinha, tão ao gosto dos fanáticos por futebol, e dizer que é Porco Assando. Ao contrário, torço para que o time dê um gás e escape do rebaixamento. Dá-lhe Porco!!!
Se quiser saber como teria nascido o Porco, clique aqui
Para se divertir, conheça Ostras ao Vento, blog do Vasqs – clique aqui Mesmo em férias, desde agosto, o blog é muito bom. Vale a pena. Além de desenhos, “microcrônicas” de primeira qualidade!!!