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Burrice Causa Congestionamentos aos Domingos como os das Sextas-Feiras

Autoridades geniais,   ao interditarem a Av. Paulista para automóveis aos domingos até mesmo na maioria de seus cruzamentos,  conseguiram milagre dos diabos:  produzir congestionamentos por toda a região semelhantes aos das sextas-feiras mais  infernais.

Certamente essas autoridades passam seus domingos em condomínios do Litoral Norte ou em Campos do Jordão.

Domínio Público: a natureza limitou a inteligência, mas não limitou a burrice.

Céu e Inferno!

  1. Em São Paulo,  jamais sinto excesso de frio ou calor .
  2. Alguém já disse que o lugar ideal  para se passar a eternidade teria a temperatura do céu, com as pessoas do Inferno.
  3. Mesmo considerando o item 1, posso dizer que a cidade ideal teria  ruas, praças e avenidas com temperatura de shoppings.
  4. Mas, veja bem, apenas a temperatura.  De resto, continua valendo minha frase: shoppings centers me proporcionam imensa alegria – quando saio.

Separa que é Briga e Alcoólatra

No Facebook agora, aquela fotos que, de vez em quando, são postadas com legenda: Recordação de postagem sua de x anos atrás.

Na foto, aparece a ponta  de uma garrafa de Heineken.  Lembrei-me de piadinha machista e tentei fazer comparação.

O sujeito diz:  o dia em que alguém me vir abraçando mulher feia, separa porque é briga.

E eu digo, o dia  em que alguém me vir bebendo skol, skin e todas essas cervejinhas aguadas, Brahma e Antártica no meio,  me interna:  ou estou louco ou virei alcoólatra!

Inferno/Barbárie

Com imensa frequência, passeadores de cachorros, conduzindo mais de quatro, cinco, ocupam toda a largura  da calçada.

Semana passada, nas ladeirentas ruas  de Higienópolis, Zona Oeste de São Paulo,  não satisfeito,  um deles ainda falava ao celular. A única opção do pedestre era caminhar  pela rua. Talvez seja essa a função das ciclofaixas.

O mundo se transformou nisso – Inferno/Barbárie!

Dia dos Pais? Parecia DIA da MADRASTA!

Episódios na sala de espera  de tradicional  restaurante de Higienópolis, almoço de ontem, Dia dos Pais.

Sujeito aos gritos com o maître porque haviam prometido a ele mesa às 13,45hs; já  eram 14,15 hs e ele e família continuavam    à  espera.  O motivo: o elemento garantiu que tinha compromisso às 15 hs do outro lado da cidade.   Marcou  um monte de coisa, uma em cima da outra,  para uma mesma tarde de domingo, Dia dos Pais , queria  estresse.  Encontrou!

Casal e o filho de 10 anos na mesma  sala de espera.  A rigor, estavam apenas no mesmo espaço físico.  O pai olhava para um canto, a mãe para outro e o garotinho, óbvio, tinha os olhos pregados  ao smart(esperto?)phone.

Comemoração ou Martírio?

Imagine se houvesse Dia da Madrasta como seria!

Dois Aparelhos de TV Ligados ao Mesmo Tempo, Com Som, No Bar

No bar em que tomo cerveja, a cinquenta metros de casa, há pouco, os funcionários se dividiam em dois times:  o primeiro assistia a um jogo de futebol em um dos aparelhos de tv; o segundo, em frente outro aparelho, que transmitia mais um  jogo.  Ambos, com som.

Frase minha muito a propósito: “No Brasil, a falta de consciência profissional é tão grande que puta goza, traficante cheira” e eu vi um bilheteiro raspando uma raspadinha.

Agora, poderia continuar a frase:  garçons assistem a jogos de futebol e fregueses passam a ser mera contingência.

Sobre o inferno de  aparelhos de TV  em bares, restaurantes, se quiser, leia crônica minha que ganhou menção honrosa em prestigiado concurso de literatura,  há uns quatro anos.  Clique aqui

Gritos

No churrasco, o sujeito não parou de cantar e tocar violão, em volume bem considerável,   um minuto sequer.  Minha conversa com  amigo e  companheiro  de mesa, lógico,  inviabilizada.  Lá pelas tantas, alguém gritou o clássico –  TOCA RAUL!

Minha vontade era gritar:

– COME CHURRASCO, INFELIZ!

Não gritei e talvez  se diga que eu fui indelicado ao escrever isso.  Quanto ao que infernizou meu almoço,  tudo certo, não é mesmo?   Mundo esquisito esse de hoje!

Saudades dos Ignorantes de Antigamente!

Não bastasse a mulher batendo papo pelo celular no meio da calçada,  você ainda tem que ouvir a desinfeliz contando que “vai estar indo à casa de fulana”.

Professora de Português,  dona Thereza, do Ginásio, dizia:

– A vizinha, não contente em usar meu telefone, ao tocar a campainha,  pergunta se podia dar UMA  telefonema.

A desinfeliz da vizinha importunava só a minha professora, hoje em dia…

Barbárie Instaurada! E que se Danem seus Direitos Fundamentais!

Lembra-se, você aprendeu que substantivo abstrato era algo que  não se  pode ver, nem tocar? Pois bem,  hoje cachorros do meu prédio latiram compulsivamente por  cerca de uma  hora seguida.  Então, dei-me conta de que FALTA DE  EDUCAÇÃO,  muitas e muitas vezes,  é” SUBSTANTIVO”  ABSTRATO AO QUADRADO.  Entretanto, há um grave paradoxo : a FALTA DE EDUCAÇÃO da maioria é algo MUITO  CONCRETO,  pesa toneladas e  esmaga os direitos mais fundamentais do cidadão, como o direito ao sossego.

Acho que defino bem a coisa.  Seus pais e os meus nos ensinaram   ” meu filho, sua liberdade vai até onde começa o direito do próximo”.  Pois atualmente isso foi subvertido  completamente – a liberdade dos búfalos (sujeitos grosseiros – sem qualquer ofensa aos búfalos de quatro patas) é ilimitada,  e o cidadão  vai cada vez mais  vendo seus direitos fundamentais estraçalhados.

Hoje,  foi uma hora de sinfonia de latidos.  Há cerca de seis meses,  elemento,  que tomava leite na padaria, não teve dúvida.  Despejou um pouco no pratinho onde havia comido pão e deu para o cachorro lamber.  No lugar do dono da padaria, que presenciou a cena, teria pegado o pratinho jogado no chão e cobraria R$ 50,00 do vândalo.   Se o cara protestasse,  chamaria o segurança e argumentaria:

– Sem problemas.  Eu fico com a chave do seu carro,  você vai comprar um pratinho idêntico e traz aqui.  Na volta, ainda vai pagar o estacionamento.

Os búfalos só entendem quando lhes afetam seu único órgão sensível: o Bolso.

Há texto meu legal sobre essa barbárie que vem se instaurando   de maneira espetacular.  Título já é sugestivo: Educação Formal/Educação Informal.  Quiser ler, clique