Não Fui O Premiado, Mas Também não Fui Punido Severamente…

Quando se joga na Mega-Sena, o primeiro desejo é óbvio: ser o único a acertar os seis números.

O segundo é que ninguém ganhe o prêmio para que acumule e, três, quatro, dias depois, você possa ter seu óbvio desejo novamente.

Estava tudo indo bem.  Por três ou quatro sorteios seguidos, meu segundo desejo se realizando. Por fim, vi que apenas  um único apostador acertou os seis números no concurso 1721 e levou mais de R$ 36.000.000,00.

Pensei: quem sabe não fui eu!!!

Pois não é que não encontrei de maneira alguma o meu volante!!!

Lógico que Deus e o Destino não premiam a bagunça, o caos.  Mas também não punem com tanto rigor.

Na Internet, descobri que o prêmio saiu para bilhete vendido em Itapevi.  E ainda que os 188  bem menos sortudos ganharam cerca de R$ 15.000,00  por terem acertado a quina e  a quadra pagou  R$ 400,00.    Nenhum dos dois prêmios resolveria minha vida.

O justo: Deus e o destino não punem severamente os bagunceiros.

Já se o bilhete premiado tivesse sido vendido em Lotérica de Santa Cecília, passaria o resto da vida com 15 pulgas atrás de cada orelha…

Escrevi isso à mão, sentado à mesa de um Café, em folha de papel que gerente de outra loja me deu.

Jurei que minha próxima compra seria uma carteirinha de plástico, onde  guardaria sempre o volante da Mega-Sena e essa carteira ficaria na gaveta menos caótica  do criado mudo.

A carteirinha com o volante já está lá, pois   Deus e o Destino não vão me poupariam uma segunda vez…

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