O TERRORISMO É BARATO. JÁ O PREJUÍZO…

De 13.08.07

É automático. Parou o carro em um posto de gasolina onde não é freguês, e as jogadinhas para empurrar produtos começam. Eles fingem passar boa intenção ao advertir que a troca imediata de tal ou qual produto vai poupar você de imenso prejuízo em prazo curtíssimo. O pseudo bom conselho tem nome muito simples: terrorismo barato. O terrorismo é barato, mas a conta pode vir a ser bem cara!!!

Logicamente que o frentista não despeja todo o seu arsenal em cima um único cliente.

Lá vão alguns truquinhos primários usados. Não vou enumerar todos. Seria imensa pretensão minha julgar que conheço tudo. Além disso, a criatividade dos sujeitos não “pára de criar”.

A gentileza de limpar o seu pára-brisa pode preceder um:

– Madame/Doutor, as palhetas estão ressecadas. Desse jeito, elas vão riscar todo o vidro!!!

Ao pedir para abrir o capô do carro, muito mais do que prestar serviço, o sujeito quer mesmo é explorar um imenso mercado.

Lá vão alguns xavecos padrão nesse momento:

– O nível da água do radiador tá beleza, mas se não colocar um aditivo aqui, isso vai acabar enferujando todo o motor!!!

– Nossa, óleo de freio do jeito que está é um perigo!!!
(se for mesmo o caso de completar, seu mecânico fará isso sem cobrar nada).

No momento em que você juntou uma graninha extra e decidiu trocar dois ou até os quatro pneus de seu carro, a chance de o vendedor não lhe dar o fraternal conselho abaixo é a mesma de você jogar uma moeda pro alto e ela cair em pé:

– Se não trocar também os amortecedores, esses pneus novos vão ficar carecas em menos de três meses!!!

Voltando ao motor. O sujeito mostra imenso zelo ao tirar a vareta de óleo e limpá-la. Mas quando ele coloca novamente, ele não enfia até o fim. O resultado é óbvio. Por mais cheio que esteja o reservatório, a vareta indicará que está faltando pelo menos meio litro. Isto sem contar que no posto de gasolina o óleo custa muito mais do que se paga nos grandes supermercados. Com um probleminha extra que não tem tamanho, mas novamente tem custo muito alto. Para ganhar eventual comissão em cima de um ou meio litro de óleo, o frentista poderá causar um belo estrago no motor e uma conta considerável na oficina.

De uma maneira geral, a solução pode ser simples. Procure sempre abastecer em um mesmo posto e torne-se freguês. Quanto ao óleo, de manhã cedo, antes de ligar o carro, em terreno plano, examine você mesmo o óleo. Por mais desajeitado que você seja, como é o meu caso, não dá para fazer muita besteira. Além disso, como diz a propaganda:

– Ser poupado daquela ladainha primária no posto de gasolina NÃO TEM PREÇO.

Quando o nível estiver realmente um pouco baixo, tenha em casa um litro de óleo (comprado no supermercado, é lógico) e complete aos poucos você mesmo.

Finalmente, se o frentista disser que é inadiável mudar tal ou qual peça, consulte sempre o seu mecânico. Se o cara for terrorista dos bons e convencer você de que o carro vai explodir antes de você chegar à esquina, deixe o carro parado no meio do posto e diga a ele que está apavorada/o e vai pedir pro seu mecânico ir resolver a coisa. Certamente ele vai dizer que não é o caso. Além disso, esse negócio de carro explodir é mais coisa de Oriente médio, não é mesmo???

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