Cafezinho com Gabriel

Repito sistematicamente apenas dois textos aqui no Trombone.

  • Às vésperas da Parada Gay, episódio de que tomei parte Dia da Consciência Negra, frase engraçada a respeito do tema.

Em Homenagem à Colômbia, nossa adversária nas quartas-de-final, ao mestre colombiano  de Teatro de  Improviso Gustavo Mirangel, ao John, jovem brilhante  professor de Espanhol e Gabriel Garcia Márquez, recentemente falecido.

Lá vai,  mais uma vez.  Sem falsa modéstia, é bem legal.

John era um garotão espanhol cabeludo, desses típicos cidadãos do mundo. Parece que o pai lhe dera esse nome exatamente para facilitar as coisas onde quer que ele resolvesse montar – ainda que por curtíssimo espaço de tempo – acampamento.

Ele era brilhante professor de Espanhol de um caótico curso organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. O curso, reitero, era o caos, mas o John, reitero, era ótimo. Para se ter uma idéia, havia uma turma que pagava regularmente, havia um professor, mas não havia sala de aula. Era uma coisa itinerante. Um dos locais arranjados frequentemente estava fechado. Nessas ocasiões, nos instalávamos na casa de uma das alunas que morava na vizinhança.

O espaço mais duradouro que ocupamos devia ser em uma casa, certamente sem Habite-se

Voltando ao John. Além de competente, ele era veloz. Veloz nas transformações em sua vida. Ele contou que já havia pertencido a uma organização religiosa de ultra-extrema-direita. Representando essa organização, ele travara longo debate com D. Pedro Cassaldáliga – Bispo do Araguaia – Adepto da teologia da libertação.

Alguns anos mais tarde, já então cabeludo e com roupas meio “hiposas”, ele estava no Memorial da América Latina. Encontra-se novamente com Cassaldáliga que o saudou animadamente e congratulou-se com John pela radical mudança. A inteligência e preparo do John já haviam impressionado o religioso. Com o novo visual, John ficou ainda mais encantador.

Cassaldáliga diz que está esperando um amigo e convida John para tomar um cafezinho com eles.

O amigo que ele estava esperando e que, de fato, apareceu para o café era Gabriel García Márquez.

Carta Com Sugestões Para o Prefeito Haddad Enviada Algumas Vezes; Sistematicamente Ignorada

Apenas 17% dos paulistanos  aprovam o Prefeito Haddad, 36%  consideram ruim ou péssimo e 77% consideram que ele fez menos do que o esperado, um ano e meio depois da posse.

Assim que ficou decidido que o Segundo turno da última eleição para prefeito seria entre Fernando Haddad e José Serra, mandei longa carta para assessoria de ambas contendo sugestões de baixo custo para atenuar um pouco os problemas que enfrentamos no dia a dia.  Ambas assessorias acusaram o recebimento do material e nenhuma respondeu.   Houve outros momentos em que seria oportuno saber a manifestação do prefeito sobre temas abordados na carta e mandei mais algumas vezes, sem ter obtido qualquer resposta.

Garanto que se o prefeito tivesse lido a carta, estudado os temas abordados com os setores competentes, tivesse colocado  em prática a maioria das sugestões, a situação dele junto ao eleitorado não estaria tão ruim e, o que é muito mais importante, a qualidade de vida na cidade poderia estar  melhor e mais humana.  Lá vai a carta,algumas vezes ignoradas pelo prefeito e sua assessoria. Mando a primeira versão, a que foi enviada tão logo após o resultado do primeiro turno tanto para o candidato Serra, quanto para o candidato Haddad.

++++++++++++++++++++++++++++++

A CARTA

São Paulo, Vésperas do 2. Turno

Prezados Candidatos Fernando Haddad e José Serra:

Cordiais saudações.

Antes de começar, recebam  meus cumprimentos  pela vitória  no Primeiro Turno

Quando o dinheiro é curto – e isso é crônico no nosso carente país -, os bons administradores devem ser capazes de lançar mão de medidas inteligentes e simpáticas. Um bom exemplo foi dado pelo prefeito Mário Covas, muitos anos atrás,  ao abolir a cobrança do bilhete de ônibus para idosos. O custo da medida para a prefeitura foi/é quase igual a zero, beneficiou/beneficia muito justamente milhares e milhares de paulistanos todos os dias e é imensamente simpática.

Além do Cidade Limpa, iniciativa da primeira gestão Kassab, que transformou a nossa cidade, há uma série de outras medidas que podem melhorar muito a qualidade de vida dos paulistanos, repetindo: melhorar muito.

Lá vão elas. Não se assustem. Não custam caro!!!

A poluição visual foi impiedosamente derrotada. Entretanto, muito mais nefasta do que a poluição visual é a poluição sonora, todo tipo de poluição sonora. O barulho do trânsito pesado de uma avenida, logicamente, incomoda. Mas o que incomoda mesmo é o barulho excessivo e irregular. E a irregularidade é cometida até mesmo pelas viaturas oficiais da polícia, corpo de bombeiros, carros de autoridades com sirenes  ensurdecedoras. Em relação a barulhos causados por veículos, ninguém deve escapar do controle/punição: o caminhão do gás, o vendedor de pamonha, o boyzinho de escapamento aberto, o carro de som que sai pelas ruas anunciando produtos do comércio local. Vale a pena lembrar que bares, boates e até mesmo shows oficiais promovidos nos Parques Públicos podem divertir/ entreter os freqüentadores, mas não podem tirar o sossego da vizinhança.

Após muitos anos fora do Brasil,  morando na Europa e, salvo engano, até no Oriente, famoso articulista da nossa imprensa disse que se preparou com empenho para que na sua volta à Pátria não sofresse em demasia como o choque cultural a que seria submetido. Já devidamente instalado, confessou que o suposto choque cultural não ocorrera. Entretanto que não estava suportando era  o “choque dos decibéis” (expressão dele). Mesmo a construção civil, segundo ele, nos países por onde passou, utiliza técnicas de modo a poupar os cidadãos do barulho excessivo. Estacas, naturalmente, têm que ser colocadas no local da obra. O barulho é grande, mas dura pouco.  Já as serras-elétricas, usadas durante toda a construção, deveriam ser proibidas em bairros residenciais e comerciais. As peças já chegariam no tamanho certo nas obras. Imagino que o articulista se referia a isso, entre outras normas/medidas tomadas no exterior.

Como dá para ver, tecnologia mais legislação bem feita mais,  e ( principalmente), fiscalização eficiente dão conta de resolver esse imenso e devastador transtorno a que o Paulistano é submetido. Idéias para Fiscalização Eficiente, de uma maneira geral, serão dadas mais adiante.

O que os senhores vão  fazer para combater a poluição sonora, tão prejudicial à saúde de todos os paulistanos?

Outra providência urgentíssima é reconquistar o Espaço Público para o Público/ para o cidadão. Mostrar que quem faz lei é o Poder Público. É isso mesmo.!!! Aí o desrespeito é tanto que a coisa precisa ser tratada em sub itens.

Comerciantes fazem vitrines que avançam sobre as calçadas, além de muitas vezes exporem seus produtos fora dos limites de suas lojas. Esses mesmos comerciantes, certamente a pretexto de impedir que ambulantes se instalem diante de suas lojas, constroem floreiras de concreto sobre as calçadas. Constroem, edificam. O atrevimento é tanto, a certeza da impunidade é tal,  que eles deixam estateladas em concreto provas de suas irregularidades/arbitrariedades.

O que vai ser feito na sua administração???

Prédios, residências e   comércio têm todo o direito de colocar seu lixo nessas cestas de ferro.   Agora, ninguém tem o direito de construir essas cestas de ferro no meio da calçada ou junto ao meio fio, impedindo que passageiros e motoristas desçam dos carros estacionados.  Quem quiser construir essas cestas que as construa do lado de dentro de suas propriedades e combine sistemas de abertura com o lixeiro na hora de recolher o lixo.  Outra alternativa seriam cestas de ferro sobre rodinhas, com alguma corrente que as prendessem  junto à grade do imóvel.  Essas cestas  seriam colocadas uma hora antes de o  lixeiro passar e recolhidas uma hora após a retirada do lixo.  Do jeito que está, atrapalhando 24 horas por dia o trânsito de pedestres,  o embarque e desembarque de passageiros dos automóveis, é que não pode ficar.

Além de determinar a retirada desses cestos de lixo de ferro da área pública, precisa exigir que a calçada seja entregue exatamente como era antes de tal atrevimento.

Isso vai ser feito na sua administração???

E esses blocos de concreto gigantescos que ocupam grande parte de algumas calçadas, sobretudo diante de  Instituições Israelitas/ Judaicas.  Em frente ao Consulado Americano,  há algo semelhante.  No Jardim América, existe ou existia  também uma casa cuja calçada é/era  tomada por blocos parecidos.  Precisa explicar para Israelitas, americanos e o proprietário dessa tal casa  que a cidade tem legislação e que o país tem leis.  E quem quiser viver em S. Paulo, obrigatoriamente, tem que se submeter à legislação municipal e do País.  Como se diz:   Simples Assim.

Serão removidos esse blocos de concreto???  Quem vai arcar com o custo dessa remoção e recuperação das calçadas???

Coisas mais sutis, entretando, igualmente agressivas e abusivas.

Aquelas tabuletinhas  com luzes piscando colocadas na saída das garagens onde se lê – CUIDADO VEÍCULOS – são de UM ATREVIMENTO QUE NÃO TÊM TAMANHO.

Candidato – deixa eu entender –  um carro vai sair de uma garagem e para alcançar a rua, necessariamente, tem que passar pela calçada.   A calçada é para os pedestres se locomoverem.  O carro, vindo do nada,  tem que passar por uma área de pedestres – e quem tem que tomar cuidado é o pedestre???  É isso mesmo, candidato???  Talvez o senhor, como eu, considere isso  uma piada que já dura muito e determine  que dentro da garagem se coloque  um aviso   lembrando o motorista  de que ele vai passar pela calçada e precisa fazê-lo com todo o cuidado e responsabilidade, uma vez que o pedestre é que está concedendo a ele uma licença para trafegar ali.  Como o senhor sabe, essa   plaquinha/aviso  não surtirá efeito algum.  A solução é apelar para o bolso.   Precisa determinar que meio metro antes do início da calçada, dentro das garagens, sejam construídos quebra-molas que obriguem  o motorista a colocar a frente do carro na garagem a velocidade próxima de zero quilômetros por hora.

Isso ou algo semelhante vai ser feito???

Essas atrevidas plaquinhas – CUIDADO VEÍCULOS – serão exterminadas???

Nesse setor, ainda há outra afronta, o senhor há de concordar,  que chega a ser uma gracinha.  Alguns condomínios têm a petulância de colocar uma imitação de semáforo junto à calçada (em frente ao meu prédio, há um)  Em geral fica na luz verde.  Quando um carro começa a sair da garagem, acende uma luz vermelha.  Ou seja, pedestres e veículos que estão trafegando pela calçada e pela rua precisam estancar imediatamente.   Corrigindo, esse atrevimento não tem nada de gracinha, é Petulância Pura, da mais genuína e inacreditável.

Como é que ficam os  “semáforos desses xerifes” ???  Vão continuar???

Dez entre dez médicos recomendam uma caminhada pelo quarteirão após o jantar.   Não bastassem todos os absurdos acima, mais uma violência ao cidadão impede essa prática saudável.  O pedestre antes de ter caminhado um   quarteirão vai ser acometido por dor de cabeça insuportável.  Sobre o muro de cada casa ou condomínio,  há um jato de luz  fortíssimo  dirigido bem na altura  dos olhos de quem caminha sobre a calçada nos dois sentidos.  Essa luz fica apagada.  Quando o pedestre se aproxima, um censor dispara esse colírio…

Isso vai continuar sendo permitido???

Quem quiser iluminar a frente de sua propriedade pode fazê-lo com lâmpadas de potência/intensidade determinadas  por órgão competente, cujo foco/área de iluminação  esteja absolutamente parelelo ao piso da calçada – permanentemente aceso.  E, se possível, jamais utilizar as famigeradas lâmpadas do apagão.  Vetar a  lâmpada do apagão é Idiossincrasia minha???  Pode ser.  Mas um pouco de generosidade e elegância não fazem mal a ninguém.

Esses jatos de luz terão fim???

Os senhores têm motoristas 24 horas por dia, não têm esse problema.   Mas o munícipe (motorista ou pedestre) não encontra a numeração de prédios, comércios e casas. É impossível, cada número está em um lugar.  Precisa ser padronizado.  Número  no limite à esquerda (ou à direita da propriedade), a um metro e meio de distância do chão.   Das 18 hs, às 6 horas precisa estar iluminado.

É impressionante a criatividade de cada morador de esconder o número de sua casa, isto quando se dignam colocar o número. Nessa neurose obsessiva de medo que domina quase todos, muitos acham seguro simplesmente não exibir o número da casa. E o cidadão de dentro do carro vai guiando, procurando o número, ao invés de olhar para frente. Chega a ser ridículo!!!

O que vai ser feito a esse respeito??? Afinal, trata-se da segurança.

Como é que o motorista pode guiar e caçar número ao mesmo tempo????

Talvez o  porquê de termos chegado a esse estado de agressão e violência deve-se sobretudo a um dos dois fatores abaixo.

As autoridades e respectivos assessores  que cuidam do assunto estão pouco se lixando para que o pedestre seja respeitado.  Seria um caso de desprezo, puro e simples.

As autoridades estão assaz preocupadas  e são de sensibilidade tocante no que diz respeito ao bem estar da população. Entretanto não percebem coisa alguma por razões bem simples: Jamais andam a pé.

Andam de carro, quando não de helicópteros,  com aqueles vidros nigérrimos, muitas vezes com sirenes ligadas e batedores.

O que acontece de fato para que o cidadão, sobretudo o pedestre, seja tão desrespeitado??

Como será na sua administração???

Dizem que um bom gerente é o gerente que sai de sua cadeira.

Excelências, suponho falar em nome de milhões, com a sensibilidade que os senhores têm para exercer a vida pública, não podem e não devem ficar restrito aos seus gabinetes, confiando em relatos de subordinados.  Precisam, isso sim, ir à rua anônima e discretamente  para verem com seus próprios olhos o que de errado existe por aí.

Os ambulantes, todo mundo sabe, estão irregularmente sobre as calçadas lutando para sobreviver. É compreensível e até louvável uma certa tolerância com eles. Agora, o direito de o cidadão, seja ele rico ou pobre, se locomover pelas calçadas é inalienável. Assim sendo, o ideal era haver empenho efetivo da prefeitura, associações de comércio e lideranças locais de arranjar áreas vagas para instalar ambulantes. Talvez conseguir terrenos vagos, isentar os proprietários de IPTU e instalar os camlôs nessas áreas.  Eventualmente, instalar até em prédios ou casas fechadas, propiciando algum benefício para os proprietários.

Será feito algo para que o pedestre, seja ele rico ou pobre, possa caminhar livremente pelas calçadas???

Ainda a respeito de comerciantes/comércio regularmente estabelecidos. É inconcebível que em ruas de comércio de trânsito intenso como a Teodoro Sampaio – em Pinheiros – (certamente isso acontece em diversas ruas comerciais da cidade) seja permitido o estacionamento,  com ou sem zona Azul. Se isso favorece o comércio local, prejudica imensamente toda a população. Não dá para entender uma rua de trânsito intenso onde há uma pista exclusiva para ônibus, apenas  uma para automóveis e outra para estacionamento. Por mais que se esforce, uma pessoa de inteligência razoável, e bom senso idem, não vai conseguir entender. Isso sem contar que nas transversais dessas ruas – onde em geral o estacionamento é permitido com cartão de zona azul – sobram vagas o dia inteiro.

O estacionamento continuará sendo permitido nessas ruas de grande fluxo de carros???

Já que o assunto é zona Azul, lá vai sugestão de medida quase tão simpática quanto a do prefeito Mário Covas isentando velhinhos de pagar condução. Trata-se de providência extremamente justa que irá, inclusive, propiciar um clima de cordialidade entre os paulistanos. Determinar que não haja mais necessidade de se colocar a placa do veículo no Cartão da Zona azul. Assim sendo, se eu estacionei por quinze minutos na Zona Azul e não vou mais estacionar o carro na próxima hora, eu posso ser cordial e oferecer o meu cartão para o proprietário do carro que está estacionando e que, muito provavelmente, também não usará mais do que quinze ou vinte minutos do tempo a que o mesmo cartão ainda dá direito.

Prezados candidatos, idéia tão simpática quanto a medida do prefeito Mário Covas de isentar velhinhos de pagar ônibus eu não consigo lhes oferecer. Entretanto, essa do cartão de zona Azul “reaproveitável” não é de se jogar fora, hein!!! Por falar em jogar fora, ainda há o aspecto ecológico da coisa: economia de papel, celulose, produtos químicos de impressão, diminuição de lixo. Vou lhes confessar uma coisa, caros candidatos. Essa idéia não é minha. Logo que surgiu a Zona Azul, o usuário não precisava colocar a placa do carro e os cartões eram reaproveitados. Nessa época, era comum se presenciar cenas de camaradagem entre os motoristas que estavam saindo e os que estavam chegando na Zona Azul.

Os munícipes motoristas vão poder dar o talão, parcialmente usado, para outro motorista que esteja chegando na sua eventual administração???

Sobre calçadas para pedestres, o senhor vai   acabar com esses balcões de Valets Parking (ridículo ter que escrever em Inglês)????.
O restaurante pode oferecer esse serviço, mas não pode ocupar a calçada e, menos ainda, determinar a proibição de se estacionar em frente ao seu estabelecimento. Reiterando, cabe à prefeitura fazer leis e escolher onde se pode e onde não se pode estacionar.

Essa próxima idéia/sugestão de medida visa até mesmo a segurança.

Por falar em neurose obsessiva de medo, que saudades dos tempos em que se encontrava um amigo no trânsito, acenava para ele e falava um pouco mais algo qualquer coisa. Com o insufilme (nem sei como se escreve e meu dicionário não traz a palavra), acabou tudo isso!!! Meu carro não tem insufilme. Espero que quando for comprar carro novo essa praga de insufilme não venha compulsoriamente grudada no vidro.

Aliás, a lei permite esses vidros fúnebres nos carros????

Ou, como diria minha professora de francês, existe uma lei, mas não pegou???

Não é uma boa hora de fazer essa lei pegar???

O senhor vai permitir que esses vidros nigérrimos, que impedem a condução do veículo com segurança, continuem sendo usados???

O carro do senhor e os carros de seus familiares  têm esses vidros???

Agora, o calcanhar de Aquiles de tudo isso: a fiscalização. Minha sugestão é que a Prefeitura e Sub-prefeituras tenham um corpo de fiscais polivalentes com poderes para efetivamente multar tudo o que estiver errado, determinar as providências, dar prazos e voltar a multar, sempre em progressão aritmética ou até mesmo geométrica, caso as providências não tenham sido tomadas.

Prezados candidatos, acho que vale a pena reforçar o quanto mais puder esse calcanhar de Aquiles da Fiscalização. Ao mesmo tempo vai ser necessário aprimorar a legislação. Cá entre nós, diante do benefício de que todos usufruiremos, o esforço até que não é tão grande assim.

Quais as possibilidades de o senhor adotar esses fiscais polivalentes???

Agradecendo todas as providências que serão tomadas por quem for eleito, mesmo aquelas que exijam forças por demais hercúleas, aguardo resposta.

Atenciosamente

Paulo Mayr
Cidadão paulistano desde 1954 – ano do 4. Centenário de S. Paulo

 

Pitacos Nas Oitavas e Número Teatral de Colombiano.

Nada contra Holanda, mas lógico que preferia o México. E foi por muito pouco que não passou o México.  Da mesma forma, nada contra o Uruguai (já se vão milhares de anos do Maracanaço, não é mesmo?)   Mas fiquei contente com a vitória da Colômbia, terra do Mestre de Teatro de Improviso Gustavo Mirangel.

Lógico também que torci pela Costa Rica contra Grécia, até por questão de proximidade territorial.

Agora considerações relativamente importantes.

Submeter jogador à prorrogação, já é, de certa forma,  violência.  Proibir que os jogadores expulsos no tempo regulamentar voltem, ou até mesmo sejam substituídos, na prorrogação, chega a ser burrice em forma de desumanidade; ou o contrário, se preferirem.

Nélson Rodrigues, segundo a lenda, teria dito que pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do Clube.  Isso em situação normal, bem entendido.

Em disputas de Pênaltis, ao fim das prorrogações, na Copa do Mundo, usando a mesma ideia,  10 ministros de cada País deveriam  bater(e defender) pênaltis alternados.  Em caso de Empate, os 2 dois presidentes bateriam e defenderiam pênaltis alternados até que um deles errasse.

Nélson  Rodrigues estava certo pelo grau de dramaticidade e importância que os Penâltis passaram a ter para desatar nós górdios concretados dos placares que insistem em permanecer empatados.  Nó Górdio,tradução livre:  problema aparentemente insolúvel, mas que pode ser resolvido com muita facilidade, caso sejam consideradas todas as alternativas.

Ficou um pouco confuso???  Mas deu para entender, não deu???

++++++++++++++++++++

Para compensar, divirta-se com uma Cena da Qual Participa o Mestre Gustavo Miranda do Improviso.   Clique aqui

Quanto ao Jogo Brasil x Colômbia, que vença o Melhor.  Se eu ficar triste por nosso sofrido povo, fico feliz pelo querido mestre Gustavo Miranda e pelo também sofrido povo colombiano.

Só se Eu Estivesse Passando Fome!!!

Salvo imensíssimo engano meu, na época da Ditadura Brava,  década de 60, sem pedir autorização ao autor, o exército brasileiro (assim mesmo em  letras minúsculas) usou a música A Banda, De Chico Buarque de Hollanda,  para fazer propaganda em prol de alistamento militar dos  Jovens Brasileiros.

Chico, escreveu uma carta com a maior elegância (pleonasmo – Chico escrever carta com elegância), comunicando que não concordava com a política vigente, que não autorizara o uso de sua música para tal fim e que cessassem imediatamente a publicidade veiculando seu trabalho à tal campanha.

Pois bem, fosse eu o autor da belíssima música PALPITE, só permitiria que ela fosse usada como fundo musical  de publicidade de Cerveja Aguada em uma única hipótese:  se estivesse passando fome.

Ouça Palpite na Voz de Adriana Calcanhoto – Clique aqui

Agora, ouça a Afronta, clique aqui (eu não clicaria)

 

Sem Chance!!!

Não uso muita ilustração.

Prolixo que sou,  deve se passar pela minha cabeça que mil imagens falam menos do que uma palavra. Que  sou exagerado é patente, e é divertido.  Bem, mas veja que ilustração/definição formidável  para falar dos canalhas:

canalhaAinda bem que nenhum canalha faz parte integrante e permanente da minha vida.  É coisa passageira e que passe o mais rápido possível, causando o mais ínfimo  dano.  Azar dos que têm que conviver com esses incuráveis!!!

 

 

Canalha é Uma Coisa; Audacioso, Outra.

Com frequência,  ouve-se na CBN Arnaldo Jabor  mencionando uma frase, que afirma não ser dele: o mundo seria melhor se os homens de bem tivessem a ousadia dos canalhas.

Como adoro frases e palavras, lá vou falar sobre uma delas.  E não é sobre canalha.  É sobre ousadia.

Lógico que português não é ciência exata e todos temos direito de empregar palavras como queremos.

Pois bem, a palavra perfeita para acompanhar canalha é atrevimento.

Eu estava passando   simpática e sutil cantada em uma mulher.   Sorrindo, ela me disse:

– Nossa, mas como você é atrevido!

Também sorrindo,  expliquei:

– Atrevido é adjetivo para (e citei  personalidade da política que tem o meu nome, até mesmo as minhas iniciais).

Continuei:

– Eu não.  Eu sou audacioso, arrojado,  como um jogador de tênis que joga na rede matando muitas bolas e, em compensação, levando algumas passadas, lobys (não no sentido político/econômico), ou então como corredor de Fórmula 1 que passa o adversário deixando milímetros de distância entre a mureta da pista, seu pneu e o pneu do lado oposto praticamente rapando o do adversário..

Isso é arrojo, audácia.

Canalhice é outra coisa.  Canalhice é desaparecer na calada da noite com coisas que não lhe pertencem, muitas vezes objetos, obras de arte  até mesmo de parentes.  Aí sim, as duas palavras se unem perfeitamente,  canalhice e atrevimento.  Foram feitas uma para a outra.  Também os que desviam dinheiro da saúde, da merenda escolar.  Mas nunca nos esquecendo dos que roubam a própria família, certamente, por nem terem competência para alçar vôos mais altos.  Eles são apenas atrevidos, calhordas

Céu e Glória para Arrojados, Audaciosos, Destemidos;  Brasas do Inferno para os Canalhas.   Repare bem, Canalhas, muito diferentes dos cafajestes, que não fazem meu gênero, mas guardam algum carisma e tanto encantam mulheres.

Bandeira Brasieleira Esquisita e Hino Ininteligível.

Copa do Mundo, bom momento para se pensar em duas verdades irrefutáveis.

Verdade Irrefutável 1.  Fria e esteticamente, a bandeira do Brasil é esquisita.

Verdade irrefutável 2: O Hino do Brasil é ininteligível.

Quando era jovem, início da TV em Cores no Brasil,  eu dizia que a Bandeira Brasileira era uma aula de Geometria em Cores na TV Cultura.

Chico Buarque, poeta (poeta é poeta –  preciso e econômico nas palavras), com poesia inerente à pessoa dele, disse o mesmo que eu na Música Almanaque:

– Quem  pintou a bandeira brasileira que tinha tanto lápis de Cor???

A questão do Hino, então, é muito mais séria.  Não me julgo melhor nem pior do que ninguém por causa disso, mas jamais fiz o mais  mínimo esforço para decorar qualquer trecho do Hino.

Não faz sentido algum  nos dias de hoje uma letra como aquela.

E você que se orgulha de saber cantar e se emocionar com as palavras do nosso  Hino, que está achando um absurdo o que eu escrevo,  me responda:

Qual é o Sujeito da Frase –  OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS DE UM POVO HERÓICO O BRAVO RETUMBANTE..

Pensou??? Quer Pensar mais um Pouco???

O sujeito da Frase é, pasmem todos, as margens Plácidas

Uma construção mais direta e objetiva facilitaria um pouco se encontrar o sujeito. Lá vai uma possibilidade: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.

Na época em que o hino foi composto se escrevia daquela forma. Fazer o que, né???

Entretanto, se o objetivo do Hino é não apenas emocionar a nação, mas ser entendido democraticamente por todos os brasileiros, alguma coisa precisa ser feita.

Suspeito que uma boa primeira tentativa talvez fosse mesmo acatar a proposta do irreverente, e não por isso menos patriota, Lobão. A saber: ele sugeriu que se  encomende para  talentoso compositor de samba enredo  nova letra para o nosso Hino.

Quem tiver novas sugestões pode fazê-las!!! Trombone do Mayr  também é todo ouvidos!!!

Não fique chateado porque você não acertou o sujeito.  Agora, se você começou achando absurdo tudo o que eu havia escrito até se trumbicar na resposta, tenha um pouco de humildade que não faz mal a ninguém.

Quiser ouvir Almanaque de Chico Buarque, clique aqui.

Hino Nacional a Gente ouve na Hora do Jogo, né???

 

Cachorros

Logo mais, Globo Repórter sobre cachorro.  Nada tenho contra vira-latas: eles ficam na deles e não vem suplicar carinho, se esfregar, lamber, latir.

Mas Detesto sobretudo  essa intimidade que se estabeleceu com cachorro, ou melhor,  essa história de tratar cachorro como gente.  Alguns  levam cachorros para passear em carrinhos de bebê.  Tenham a paciência e um mínimo de senso de ridículo.

Conheço um idiota que ao invés de dizer para você o que ele quer, ele diz para o cachorro o que quer que você ouça.  Bem, esse não conta, já que é dos sujeitos mais imbecis que conheço.  Aliás, é meio famosinho e todo mundo tem a mesma opinião sobre ele.  Conhecido comum nosso diz:

– Não entendo como aquela gracinha da Joana se casou com um imbecil daqueles (o nome Joana é fictício, para me evitar problemas).

Bem, lá vão duas ou três frases minhas sobre cães e seus infelizes donos:

  • O cão é o melhor amigo da Pulga
  • O sujeito que diz que seu cachorro só falta falar  só falta latir
  • “O sorriso do cachorro está no rabo” e as pulgas, por todo lado.
  • O alarme tornou o cachorro um mal desnecessário.

Para terminar:

  • Dize-me que levas teu cachorro para cagar na rua que te direi quem és.

Parece que o Programa vai mostrar façanhas de cachorros.   Pois bem, respeito, mas que cada um mantenha seu cão em casa, cagando em casa,  bem trancado e deixe calçadas, ruas e parques para os cidadãos.

É tão simples, mas vai convencer donos de cachorro desse óbvio tão ululante.

O programa já começou.

Amanhã e Domingo Diversão Garantida de Graça Para Todo Mundo em Jardim Espetacular. E Perto do Metrô!!! Tem Melhor???

Estudar é bom,  e férias, mais que bom.  Lógico que ninguém precisa se aquecer para entrar em férias.  Entretanto, se houver programação divertida amanhã e depois, tenho certeza de que ninguém vai reclamar.   E o belíssimo Museu da Casa Brasileira com seu imenso Jardim Preparou espetáculo de circo e improviso para toda a família a partir das onze horas de amanhã, sábado e das 1 4 hs no Domingo.

Com sugestivo título de  Máquina de Brasilidades, do coletivo Clownbaret, desenvolve números a partir de sugestões da plateia.  Funciona assim, nas palavras do Grupo:

“Inspirada nas máquinas caça-níquel, a “Máquina de Brasilidades” estará posicionada no jardim do MCB. Para “funcionar”, alguém do público deve “acioná-la” puxando uma alavanca. Com isso, um tema é sorteado e a trupe do Clownbaret, formada por 7 atores-palhaços – dos quais três são músicos -, irá encená-lo em esquetes cômicos de improviso.

Os esquetes brincam com temas da cultura brasileira como boi-bumbá, futebol, ciranda, forró, literatura de cordel, blocos carnavalescos, entre vários outros. Os palhaços “saem” da máquina e interagem com as pessoas na plateia levantando questões da cultura do país. Cada apresentação dura entre 1 e 2 minutos. Para o tema seguinte, a alavanca deve ser ativada novamente por outro espectador.

Serviço –  Como foi dito, o Museu da Casa Brasileira é lindo e seus Jardim parece não terminar nunca.  A entrada é franca.

Endereço e Horário (para outras exposições):

Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano

Tel. (11) 3032-3727

Visitação

De terça a domingo, das 10h às 18h

Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada)

Gratuito aos sábados, domingos e feriados

Fica na Faria Lima, próximo ao Cruzamento com a Av. Cidade Jardim.  Há pouco mais de um quilômetro da Estação Faria Lima do Metrô.

Quiser ver algumas imagens do Museu, clique aqui