Apelidos – 2

O Bar Estadão, na Major Quedino, centro de São Paulo,  é super famoso por seu sanduíche de pernil, além de permanecer aberto 24 horas.  Salvo engano, são oito pernis consumidos por dia.  Na última vez que comi lá, não achei nada demais.  Hoje, passei o dia na Câmara Municipal e na hora do almoço comi um sanduíche de pernil.  Simpático, o balconista me deu ainda uns belos pedaços de pele de porco queimada: pururuca.

Sempre fui contra apelidos pejorativos, mas comentando com minha namorada, há pouco por telefone,  quão delicioso estava o sanduíche,  criei o segundo apelido perfeito para uma das duas mulheres, para as quais  já dera excelentes apelidos.  O apelido recente:  PURURUCONA!!!  Ela merece, é a pessoa mais ordinária que já conheci.  Como digo sempre, a imensíssima maioria das pessoas são  do bem.  Ordinários são ínfima minoria.  Mas a PURURUCONA não vale uma moeda de um centavo furada.

Ao invés de deixar apenas o link para o texto, vou copiar e colar.

O post tinha o título de Apelidos.  Lá vai:

Jamais chamei alguém por apelido pejorativo, por mais que os outros o fizessem.  Jamais!!!

Na Redação de jornal da Grande Imprensa, todos tratavam   aquele repórter, pelo fato de ser mal ajambrado,    por Pé na Cova.    Eu, sempre pelo nome.

Graças a informação que ele me passou (já que estava ocupado em uma grande reportagem), eu fui o primeiro jornalista a anunciar que famoso pugilista brasileiro não poderia mais lutar por problemas sérios de saúde.  O fato é triste, mas, graças a ele,  eu dei o furo de reportagem.

Alguns meninos mensageiros do setor de Imprensa do Palácio dos Bandeirantes, muito anos atrás, eram oriundos da Febem.  Havia um, o Ronaldo (nome fictício),  que, ao pular uma fogueira de S. João quando criança, caiu e teve queimaduras horríveis com sequelas, perdendo,inclusive, as pontas de alguns dedos.

Como todos o chamava, exceto eu???

É inacreditável:

– Churrasquinho.

Bem, mas quando o assunto é nego (a) arrogante, prepotente e, lógico,  desprezível, aí é comigo mesmo!!!

Nos tempos da fabulosa música do Gil, Pessoa Nefasta, trabalhei com uma mulher que era  Horrorosa de Ruim.  Batizei-a de Nefasta.  Talvez, exceto ela, ninguém a conhecia mais pelo nome.

Uma outra colega de trabalho deu algumas folhas para o mensageiro e falou com muita clareza  que ele as entregasse para a Nefasta.   Pois não é que a outra não viu que a Nefasta estava bem ali atrás.  O rapaz não teve dúvidas. Virou-se e disse:

– Toma, é pra você!!!

Ela  pegou os papéis, não entendeu ou fez que não entendeu.

Eu conheço um cara que tem verdadeira ojeriza à  luz.  Nos lugares em que trabalhou,  todas as janelas e cortinas permaneciam fechadas e um micro abat-jour, com lâmpada de 40 wats no máximo, protegida por uma cúpula,  iluminava infimamente  raio de  cerca de 20, 30 centímetros de sua mesa.

Como eu o batizei???

– Escondidinho no Escurinho!!!  É lógico, é ótimo e é o retrato do cara.

Suponho que esteja milionário pois deve ter sido o inventor desses insulfilmes que tornam os vidros dos carros  nigérrimos e praticamente opacos.

E finalmente a última, o mesmo perfil da Nefasta,  mas cercada de banha por todos os lados, desde a ponta do dedão do pé até a ponta do último fio de cabelo.  Como me refiro a ela???

– Oito Arrobas!!!

Arroba, como se sabe, é unidade de medida para pesar porcas e vacas.  Cada arroba vale 15 quilos.

Aliás, tenho quase certeza de que  acontece com ela o que o formidável Ari Toledo contou a respeito de uma mulher muito peluda, mas muito peluda mesmo.  A mulher peluda  foi transar com um cara e o sujeito não tinha noção  de onde atacar e falou para ela:

– Benzinho,  faz um xixi aí para me dar uma pista!!!

Apelidos cruéis os meus, não são???   Mas os titulares merecem até a ultima gota de tinta da última letra de cada um!!!

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Acabei de criar um problema para mim mesmo:  agora, ao me lembrar dela, vou me lembrar como Oito Arrobas ou Pururucona???  Coitado do marido,  tem que pedir pista para transar e a pele da pururucona mesmo, que é boa, ele não pode comer.  Aliás, seria legal ver a bicha “pururucar”.  Comer, não porque tenho medo de morrer envenenado!!!

Bem, para levantar o Astral, ouça a música Pessoa Nefasta,  do Gil, com o próprio.  Se o Gil  quiser novamente retratar pessoas  do mal, estiver sem inspiração  e precisar conhecer mais sobre o tema, é  só me chamar que eu indico o endereço dessas duas   conhecidas.

Para ouvir a música Pessoa Nefasta, clique aqui

4 pensou em “Apelidos – 2

  1. O seu apelido que conheço é Paulinho das Frases, o que lhe cai muito bem, diga-se.
    Espero não ter sido vítima desse seu talento em apelidar pessoas, já tive minha cota de outros amigos não tão precisos no alvo. 🙂

    1. Caro Di:

      Obrigado pelo simpático comentário. Gosto do carinhoso apelido que ganhei no Caiubi e se espalhou por todos os saraus que freqüento (não abro mão do trema). Jamais vc seria alvo de apelido pejorativo meu. Agora, a oito arrobas/pururucona, como disse, é a pessoa mais ordinária que já conheci. O que escrevo a respeito dela é pouco pelo mal que ela espalha no Planeta, quiçá no Universo.

      Abraços

      Paulinho das Frases

  2. Pô, Paulo! Eu que “gostava” tanto de uma panceta pururuca, e agora está vetada (por motivo de saúde), e você associa esse manjar à pessoa nefasta… Tá bom, cada um come o que (ou quem) lhe faz bem e está podendo. Depois de uma idade mais rodada, os prazeres mudam, um pouco por necessidade, um pouco por descobertas tardias. Descobrir o apelido perfeito é como expôr o ego alheio – pururuca carrega o espírito de (ou do) porco.
    Aliás, é da sua infância, com certeza, a dupla de palhaços da televisão Torresminho e Pururuca. Se a memória está embaçada, veja aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Torresmo_(palha%C3%A7o).
    Abraço, tudebão!

    1. Caro Zé:

      Essa mulher tem o Espírito de Porco e a Aparência de uma porca também!!! Sem dúvida, a pessoa mais ordinária que já conheci.

      Abraços

      Paulo Mayr

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