Dessa Vez, A Cartolagem Não Roubou o Lugar do Jogador

Legal, a Espanha ganhou.  Jogo mais ou menos bem médio…

É só um detalhe.  Mas, como digo, é nos detalhes que reside todo o charme. 

Em 2002,   o capitão da seleção brasileira Cafu, o único jogador a disputar três finais de Copas  seguidas, recebeu a Taça de Campeão do Mundo.  Como não houvesse um pódio, não teve dúvidas:  subiu no minúscuculo e frágil  pedestal onde estava pousado o troféu e, sorridente, ergueu a Taça

Correu sério risco.  Imagine se aquilo se abre ao meio e uma lasca de madeira, ou do matérial que fosse,  rasgasse a perna do atleta e terminasse ali, tragicamente,  sua carreira.!!!

Alguém na época, não me lembro quem, mas não era nenhum intelectual teórico chato,  deu uma explicação bastante plausível.  Ao subir no pedestal, ele quis mostrar para o mundo que naquele momento era o atleta e o esporte que estavam acima de tudo, principalmente da cartolagem que infestava a área da premiação.

Conscientemente, talvez Cafú não tivesse essa intenção.  Mas eu acho que foi  isso mesmo o que ele quis mostrar.

Hoje, na África do Sul, havia um Pódio para o Campeão como tem mesmo que ser.

Espero que em 2014, no Brasil, igualmente haja um pódio e que o Presidente do turno, tanto do Brasil, como da Fifa, da CBF e de todas as confederações se dêem conta de que o pódio e o grande destaque    são  para os atletas, jamais para cartolagem – do futebol e, principalmente, da política!!!

2 pensou em “Dessa Vez, A Cartolagem Não Roubou o Lugar do Jogador

  1. Nossa Copa não está começando muito bem. Passados três anos da aprovação do Brasil como sede da Copa 2014 e nada foi feito. Nem mesmo projetos das inúmeras obras de infraestrutura necessárias. Os dividendos eleitorais já foram alcançados pelo Lula e repassados à sua invenção.
    O símbolo da competição já espelha um clima de já ganhamos com aquelas mãos, como se basquete fora, agarrando a taça verde e amarela.
    A providência tomada até agora foi o relaxamento dos procedimentos de fiscalização do TCU sob o pretexto da pressa e consequências desastrosas para o nosso bolso.

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