APRESENTAÇÃO FASCÍNIO

De 10.11.06

Para o saudoso Samir Meserani e Erson Martins, mestres queridos

Há cerca de quinze anos, escrevi um quarto de dúzia de contos e uma série de casos curtinhos que chamei de Cenas. Encadernei tudo e dei o nome para a brochura de Fascínio.

Embora seja/fosse um trabalho legal, nunca tive a pretensão de publicar. O Blog/o meu Boca no Trombone me fizeram mudar de idéia.

A Primeira Parte do trabalho são quatro histórias, quatro episódios na vida da Renata, minha personagem, uma verdadeira heroína. Linda, rica, deslumbrante, inteligente, corajosa e, paradoxalmente, mimada. Essas qualidades são tão marcantes na Renata que, depois do trabalho concluído, fiz uma epígrafe (slogan) para ela. É assim:

RENATA: COMO TODAS GOSTARIAM DE SER E QUE TODOS GOSTARIAM DE TER

A segunda parte – Cenas – são histórias até ingênuas e rapidinhas sobre os mais diversos assuntos.

Para terminar, o conto MUITO ALÉM DO JANTAR com um pouco de sexo, drogas e rock&roll. Esse texto foi escrito uns cinco anos antes do episódio central acontecer aqui no Brasil.
Uma amiga estava produzindo uma espécie de sarau e pediu que as pessoas lhe enviassem seus escritos. Mandei o meu Muito Além do Jantar. Como era trabalho para ser lido em público e que talvez pudesse ser publicado, escrevi uma nota introdutória explicando e deixando bem claro que era mera ficção e que usei os nomes verdadeiros dos principais personagens porque, por mais que minha imaginação fosse fértil, eu nunca conseguiria criar perfis tão bem acabados para o meu objetivo. Minha amiga leu a explicação e, inconformada, me ligou:

– Ah, que pena – eu achei que era tudo verdade!!!!!!!
Espere para ler o conto e veja se você também iria querer que fosse verdade .

Detalhe: uma das heroínas desse episódio – MUITO ALÉM DO JANTAR – tem o mesmo carro e se dedica ao mesmo filósofo da Renata. Seria simples corrigir isso, mas tive e, pior, tenho preguiça.

Ao longo desses textos fui batizando personagens com nomes de pessoas queridas: o advogado Antônio, homenagem ao meu atuante advogado e amigo Antônio Arruda Sampaio; Chico Botelho, saudoso professor de Cinema e Fotografia da ECA; a heroína Renata, nome de três amigas, e Felipe, meu sobrinho adotivo querido. Não, o Felipe não é filho adotivo de irmã/irmão meu; eu que o adotei como sobrinho – suponho que ele também tenha me adotado como tio.

Minha idéia é nas próximas quintas ou sextas-feiras publicar ou – repetindo minha gracinha – como dizem os analfabetos pretensiosos contemporâneos – estar publicando um capítulo do Fascínio.

Quando houver necessidade, mando antes uma nota elucidativa. Ficamos, pois, combinados: quinta/sexta sim, outra também, no próximo mês e meio, tem Fascínio botando a Boca no Trombone.

Como se não bastasse novela das oito, episódios no Boca no Trombone para seguir. Minha pretensão/arrojo não tem (têm) limites: querer me comparar à novela das oito.

Para concluir, o óbvio: eu prefiro meus contos à novela das oito, das seis, das sete, das dez….

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