O Menor Slam de Poesia do Mundo – 4ª Edição Antecipada

Atenção micro-poetas, digo, poetas de micro-poesias.  O Menor Slam do Mundo foi antecipado para essa terça-feira, depois de amanhã,  dia 21, a partir das 19,30,  na mesma Casa da Rosas, Av. Paulista, 37, Estação de Metrô Brigadeiro.

Daniel Minchoni, que produz e apresenta a batalha de poesia, expõe  as regras e dá seu recado a seguir:

Lá vão as palavras do Michoni

“QUEM FOR JOGAR, BRINCAR, GUERREAR OU RIR, NÃO ESQUEÇA DE LEVAR 3 POEMAS NO MÍNIMO. Baseado nos slams, “o menor slam do mundo” propõe um jogo de poesia em que os participantes têm de apresentar, em dez segundos, suas qualidades poéticas e performáticas. O grande vencedor da noite será premiado com livros de haikais, microcontos etc.

A entrada e palavras são francas. A noite começa 19:30 com ao “Microfone Aberto”, onde podem ser declamadas (ou lidas) poesias e textos curtos tanto autorais como de outros autores. Às 20h começa o jogo entre os poetas, O MENOR SLAM DO MUNDO. Qualquer pessoa pode participar tanto do “Microfone Aberto” quanto do “Slam”. É só chegar e se inscrever na hora.

Regras do Slam:
… 1) Um poema (ou texto) por vez, devendo ser de autoria do poeta (podem ser lidos)
2) Sem acessórios, sem figurino, sem acompanhamento musical.
3) Os poemas devem ter no máximo 10 segundos, com mais 1 segundo de bônus. Após esse tempo a cada 1 segundo excedidos 0,5 ponto é descontado.

Um júri formado por cinco pessoas, sorteadas ou escolhidas na hora pelo apresentador (host/mc) entre o público, atribui uma nota após cada poema numa escala de 0.0 a 6.0, podendo haver notas quebradas (por ex:5,8 ou 4,6….). Além do conteúdo do texto o júri deve estar atento a maneira como ele é apresentado.
O que os jurados julgam: Forma + conteúdo, inspiração poética +performance.
A nota mais alta e a mais baixa são retiradas. Um assistente faz as “médias” e as notas são marcadas em um painel onde todos possam ver.
São três rodadas, portanto quem quer participar do Slam deve levar 3 poemas diferentes “na manga”.Todos os poetas inscritos participam da primeira rodada. As melhores notas participam da segunda e assim por diante até a terceira e última, onde é eleito o poetinha da noite.
O poetinha da noite leva pra casa como prêmio uma pilha de livros.

Basedo nas regras do ZAPSLAM, um slam brasileiro

Lançamento e batalha dos autores: Bobbyano em que as coisas falaram Baq; Sumo Bagaço Thiago Sumo Bagaço Cervan, e Victor praga de poeta Rodriguez”.

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Conheça os vencedores da última edição:

Em terceiro lugar, Caco Pontes, que apresentou os seguintes micro poemas:

1. Rodada

O filho do Brahma / chutou o pau da barraca / pediu Nova Schin / porque tava mahabaratta

2. Rodada

Malabarista de farol / atropelado / é acusado / de atrapalhar / o fluxo contrário

3. Rodada

Numa boa / o tempo passa / o tempo voa / e nunca mais / eu ouvi falar / do Bamerindus.

O primeiro e o segundo colocado, fim do primeiro turno da apuração de pontos,  terminaram empatados e foram para a rodada final e decisiva.

Em segundo lugar, Felipe Borges Valério que recitou:

1. Rodada

No céu de São Paulo / o desespero / mais uma estrela / vítima de despejo

2. Rodada

só / contigo / consigo / ser só

3. Rodada

sinto muito, amor / mas a minha revolução / não aceita desculpas

Rodada Final

ouça bem: / quando eu falo que amo / é do coração pra fora

O campeão da Noite foi Bobby Bruno Bachy, com os poemas:

1. Rodada

ASSUMIU: seria sério se não fosse um símio no cio

2. Rodada

CHORUME: enxugou a encharcada fossa para que não mofasse quando lá fosse.

3.Rodada

INFÂNCIA: Acordo. Caminho, caminho, caminho, caminha. Acordo. Caminho, caminho…

Rodada Final:

SOL  A PINO: Malvado mesmo é o sol  a pino, que amendronta a pequena sombra para de baixo dos pés do menino.

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Veja a simpática animação para Divulgar O Menor Slam do Mundo

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